A economia brasileira sem perspectiva, por Carlos Pinkusfeld

Neste vídeo do canal do Instituto de Economia da UFRJ, o professor Carlos Pinkusfeld explica por que são tão pequenas as chances da retomada da economia brasileira.

Enviado por Ronaldo Bicalho

A economia brasileira sem perspectiva, por Carlos Pinkusfeld

Neste vídeo do canal do Instituto de Economia da UFRJ, o professor Carlos Pinkusfeld explica por que são tão pequenas as chances da retomada da economia brasileira.

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2 comentários

  1. As análises de economistas Keynesianos são muito toscas em vários sentidos, podemos dar como exemplos.
    (1) a total desconsideração do investimento das empresas,
    (2) a taxa de transferência de lucros para o exterior,
    (3) a composição orgânica do capital,
    (4) a perda de produtividade das indústrias em relação as indústrias internacionais e por fim,
    (5) os lucros das empresas em atividades financeiras.
    Eles ficam obcecados por conceitos keynesianos de consumo, como que o consumo aumentando naturalmente os investimentos aumentam automaticamente.
    Num país com uma capacidade ociosa das empresas e com uma política de redução de custos do trabalho, não haverá certamente necessidade de investimento em capital fixo. Isto levaria numa situação normal de crescimento a um aumento da taxa de lucros e permitiria a retomada da indústria, porém (2) e (4) atuam de forma com que esta taxa de lucros não aumente. O item (5) é importante pois ele mascara a lucratividade das empresas num momento de taxas de juros altas, quando elas caírem normalmente a lucratividade financeira das empresas com caixa positivo e atua como um redutor na capacidade de investimento das empresas.

  2. Outro fator de inibição do crescimento da economia brasileira está na oligopolização do sistema financeiro, por um lado ele permite que as empresas com caixa positiva (que trabalham emprestando) tenham ganhos financeiros que escondam o seu mau desempenho na produção, por outro lado impedem que empresas que querem investir que o façam devido o alto custo dos empréstimos, que são mais do que 15% do juro captado por empresas no exterior. Caindo cada vez mais a produtividade do trabalho que jamais vai ser compensada por salários mais baixos.

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