A grande mentira sobre a eficiência das escolas militarizadas, por Rogério Maestri

Os problemas das escolas militarizadas não são os uniformes ou as possíveis tentativas de manipulação ideológica. Os problemas são de aspectos anticonstitucionais e antirrepublicanos dos métodos de admissão

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Rogério Maestri

Muitas pessoas fascinadas pela ordem e disciplina que existem nas escolas militarizadas, fazem uma ligação direta e espúria entre as características de lei e ordem a uma maior eficiência no rendimento escolar. Esta visão, como procurarei demonstrar neste texto, é completamente equivocada produzida por uma falsa ligação entre a ordem e disciplina e rendimento escolar medido por exames de vestibulares ou outros instrumentos de aferição de desempenho para alunos de segundo grau.

Há um primarismo na análise dos pais de adolescentes que vendo bons desempenhos a alunos egressos de escolas militarizadas, numa pobreza de análise fazem uma relação causa efeito entre a rigidez aparente em escolas militarizadas a um melhor desempenho escolar.

O erro na interpretação primária desta relação causa/efeito (disciplina/eficiência), que nunca foram provadas por estudos científicos sobre o assunto, é resultado do que se chama em análise de dados de um erro de “separação das variáveis”.

A percepção de pais de crianças e adolescentes que escolas militarizadas produzem melhor desempenho em testes do que escolas públicas não militarizadas, é produto mais do aparente do que está por trás do verdadeiro segredo de polichinelo que ninguém se dá conta, ou se dão conta e escondem: O mecanismo institucionalizado de exclusão no ingresso das escolas militarizadas.

Os pais associam de forma indevida a ordem militar imposta pelas escolas militarizadas, a um ordenamento mental um consequente aumento na capacidade de adquirir conhecimento. Ou seja, uma consequência da ordem disciplinar externa a um melhor ordenamento mental dos alunos.

O mais incrível de tudo é que tanto os apoiadores das escolas militarizadas como os seus detratores, caem exatamente no mesmo erro, atribuir a maior eficiência a disciplina (apoiadores) ou atribuir a escolas militarizadas uma maior abundância de recursos (detratores). Entretanto, os dois grupos partem de um erro básico que invalidam qualquer raciocínio, o ensino militarizado não é mais eficiente ele é somente é excludente a alunos que serão triados por condições socioambientais ou mesmo a não aceitação dos métodos de ensino utilizados.

Saindo das generalizações, vamos direto a fonte da aparente melhor eficiência das escolas militarizadas, a forma que se dá o acesso aos bancos escolares.

Enquanto que no ensino público em geral, o acesso é universal independendo das condições socioambientais dos alunos que neste ingressam, para aceder as escolas militarizadas é necessário um exame de admissão que tem suas normas definidas pelas direções das escolas. Ou seja, as direções das escolas militarizadas impõem métodos de exclusão ao sabor de suas práticas algumas vezes seculares.

Como geralmente a demanda por ingresso é muito maior do que o número de vagas, o lógico é estabelecer uma limitação de ingresso ao número de vagas, coisa que poderia ser feita, por exemplo, por sorteio! Entretanto as escolas militarizadas evitam este critério democrático e que respeitaria os ditames constitucionais, tratando o ingresso a uma escola como um verdadeiro concurso público onde teoricamente a meritocracia seria a métrica.

Esta exigência de um falso concurso público para o ingresso no aprendizado, é uma forma de facilitar o trabalho dos membros discentes da instituição e dar uma aura de eficiência na instituição, ou seja, os dirigentes destas escolas sabem precisamente que seus métodos são excludentes e contrariam o direito constitucional a igualdade de oportunidades de cada pequeno cidadão brasileiro. Este conhecimento da exclusão dos alunos e o resultado que isto acarreta, pode ser demonstrado pela luta que ocorreu durante um dos governos do PT no estado do Rio Grande do Sul e uma escola militarizada paga com recursos públicos estaduais, o Colégio Tiradentes.

Durante uma época em que na Secretaria de Educação do estado do RS, havia uma noção da falta de espírito democrático e republicano no método de ingresso via prova de seleção do colégio Tiradentes, colégio militarizado que era e que ainda é administrado pela polícia militar gaúcha, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul. A secretaria de educação tentou tornar o ingresso dos alunos neste colégio baseado num processo universalizante, eliminando as provas de admissão para esta escola. Houve uma imensa resistência não só do corpo discente, como também dos pais dos alunos que já estudavam neste colégio, resultando uma luta de braço no qual o colégio Tiradentes venceu e continuou a utilizar um PROCESSO SELETIVO via prova de admissão. Ou seja, venceu o conceito que dinheiro público seriam utilizados para o público pré-selecionado e não para um ingresso geral.

Os educadores em geral, como negam por princípio a disparidade da capacidade de com um exame de admissão se possa selecionar a vida o desempenho profissional de quem é testado e tem êxito no teste. Mais por ideologia do que por ciência deixam escapar o principal, a triagem socioambiental que por vias indiretas é feita por estes exames de admissão.

Em qualquer lugar do Brasil, que existam escolas militarizadas, há cursos de particulares para preparação destes exames, coisa que muitos sabem, mas não se dão conta da perversidade que induz os exames de admissão e que são propagandeadas, sem o mínimo pudor, por estes cursos privados de preparação ao ingresso das escolas militarizadas.

A origem e a existência destes cursos de preparação a escolas militarizadas, é um mero retrato da forma que são feitos os exames de admissão, eles são feitos com parâmetros especiais dados não só pelos programas exigidos para os postulantes ao ingresso, mas como também a forma como são feitas as provas de admissão. Geralmente os programas esgotam todas as possibilidades de exigência que são dados pelos parâmetros curriculares do governo federal, e que só uma pequeníssima minoria de alunos teve todos os conteúdos. Com isto questões bem elaboradas em termos de armadilhas são feitas para testar os alunos, e quem teve alguma falha no ensino do anterior terá dificuldade em resolvê-las. Logo para preparar os alunos para não caírem nestas armadilhas, os cursos de preparação os sujeitam a uma dupla jornada de estudo, ou seja, o ensino normal que estão seguindo, mais horas suplementares em turno inverso ao que estudam ou mesmo a noite.

Qualquer um pode imaginar, que sujeitar um aluno do fim das séries iniciais do primeiro grau, ou mesmo de série mais avançada que realiza as provas mesmo tendo que retroceder um ano se tiverem sucesso, é necessário um suporte familiar que não é usual para a imensa maioria da população brasileira, pois além dos custos extremamente exorbitantes dos cursos preparatórios, a necessidade de transporte e acompanhamento é um custo econômico e psicológico a toda a família.

O aluno que provier de uma escola privada com elevado grau de exigência (e custos também elevados), poderia sem esforço excessivo obter sucesso nestes exames de admissão, mas já cursar a priori uma escola de alto custo é uma forma de triagem socioeconômica do aluno.

Concluindo, para que um jovem que concluiu os anos iniciais do ensino fundamental, ou que concluiu o ensino fundamental, para que ingressem em escolas militares ou militarizadas, nas séries finais do ensino fundamental ou o segundo grau, terão que fazer um exame de admissão.

O exame de admissão testam na realidade os seguintes itens:

1) Nível socioeconômico dos alunos.

2) Grau de escolaridade dos pais (que é um dos fatores importantes para um bom desempenho escolar).

3) Nível de importância dada pelos pais e pelo aluno ao ensino.

Subsidiariamente e excepcionalmente aos itens anteriores, os exames de admissão poderão testar o grau de inteligência e/ou adestramento dos alunos para atingir as exigências propostas nos exames de admissão, mas isto é algo secundário.

RESUMINDO: Os problemas das escolas militarizadas não são os uniformes, as possíveis tentativas de manipulação ideológica dos quadros diretores das escolas, pois isto os jovens tem seus mecanismos de defesa. Os problemas são de aspectos anticonstitucionais e antirrepublicanos dos métodos de admissão, que excluem por razões socioeconômicas parte dos que poderiam se interessar em ingressar nesta escola.

O que deveríamos reclamar não é a existência deste tipo de educação, mas sim a sua forma de ingresso, por exemplo por sorteio, pois daí por diante a falácia da militarização como modo de ensino, em curto espaço de tempo derrotaria os defensores da militarização, pois o resultado seria o mesmo (ou até pior) do que uma escola pública comum bem administrada.

13 comentários

  1. Processo seletivo, já diz tudo. Por que não sorteio público de vagas aberto a toda a comunidade? E assegurando acesso e permanência nestas escolas para as crianças/adolescentes de baixa renda? Não, aqui em Floripa – o paraíso do prazer – não houve vaga, já que o MP questionou a seletividade para filhos de policiais. O dinheiro é público, mas sua apropriação privada. Que lógica, não?

  2. Maestri obviamente a entrada de alunos através de provas de admissão foram responsáveis durante anos por uma perversidade social. Os exames de admissão tiravam a oportunidade de muitos . Veja que estou dizendo oportunidade, estou dizendo que a filtragem é sem dúvida uma barreira social e uma forma de preservar um espaço para os que já tem mais recursos. Porém em sua análise eu complementaria com uma frase: Uma boa escola é definida pela formação dos que saem e não pela formação dos que entram. Isto não invalida a sua análise mas talvez a complemente
    Concordando contigo me parece que uma escola militar não é boa por causa de sua disciplina, mas também não é boa por causa de seus ingressantes. Uma escola militar pode ser muito boa se tem professores bem pagos e preparados, com dedicação exclusiva,se tem laboratórios,se tem praça de esportes,se tem bibiloteca, o que em geral elas tem. Isto é, ela é boa se tiver um corpo docente competente e bem pago e se tiver uma boa infraestrutura e um corpo de suporte a docência e aos alunos. Ainda assim precisa de algo mais que é um bom projeto político pedagógico. E este último ponto pode ser as vezes comprometedor em algumas escolas militares se a enfase num certo conceito de disciplina for enfatizado.
    Os nosso luminares do atual governo , comandados por Velez e pelos discursos do presidente, querem exportar para as escolas apenas a disciplina militar e como vimos não se preocupam com todo o restante.
    Mas eu insisto que uma boa escola é definida pelo que forma e não pelos que nelas ingressam.
    Um dado importante que pode ser levado em conta ocorre nas universidades . Um análise das avaliações feitas com a políticas de cotas mostra que o desempenho dos cotistas é igual ou superior aos alunos não cotistas. Não tenho a referencia agora, mas a UNICAMP divulgou algumas destas avaliações.

    • Os bons laboratórios, professores com maior folga para preparar aulas, são simplesmente reforço a exclusão que é baseada no processo seletivo sócio-cultural, insisto no termo sócio-cultural pois é a base de tudo. poderia ter uma pequena percentagem de um maior QI dos alunos selecionados, porém isto é marginal.
      .
      Quanto a referência do melhor desempenho dos alunos bolsistas, já tive esta avaliação dada por uma diretora de um curso de bacharelado na PUC-RS, onde os alunos bolsistas rateavam no primeiro semestre mas daí para diante passavam a frente dos alunos particulares.
      .
      Porém, no caso dos bolsistas ou cotistas, não podemos esquecer que os mesmos também são selecionados via ENEM.
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      Para pensar em educação deve-se levar em conta todas as variáveis, e se os nossos colegas dos cursos de pedagogia se interessassem pelo ensino superior e conhecessem bem mais estatística do que conhecem, poderíamos estar muito na frente na análise do ensino.

  3. O PT enquanto no governo junto aos governos estaduais do próprio partido, deveriam ter feito a reforma do ensino das escolas militares tanto a nível federal e estaduais. Objetivando e acesso universalizado.
    O PT perdeu o bonde da historia.
    Esperamos que quando reconquistarmos o poder, faremos estas reformas. E muitas outras mais.
    A analise do articulista é verdadeira e aponta uma casta privilégiada nestas seleções. (Ha também o privilégio dos filhos de militares )

    • Os bons laboratórios, professores com maior folga para preparar aulas, são simplesmente reforço a exclusão que é baseada no processo seletivo sócio-cultural, insisto no termo sócio-cultural pois é a base de tudo. poderia ter uma pequena percentagem de um maior QI dos alunos selecionados, porém isto é marginal.
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      Quanto a referência do melhor desempenho dos alunos bolsistas, já tive esta avaliação dada por uma diretora de um curso de bacharelado na PUC-RS, onde os alunos bolsistas rateavam no primeiro semestre mas daí para diante passavam a frente dos alunos particulares.
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      Porém, no caso dos bolsistas ou cotistas, não podemos esquecer que os mesmos também são selecionados via ENEM.
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      Para pensar em educação deve-se levar em conta todas as variáveis, e se os nossos colegas dos cursos de pedagogia se interessassem pelo ensino superior e conhecessem bem mais estatística do que conhecem, poderíamos estar muito na frente na análise do ensino.

  4. Estudei num colégio militar administrado pela Marinha, na década de 1960, ou seja; em plena ditadura. Entrei aos 12 anos de idade e saí para a faculdade seguindo na vida civil.
    Meus primeiros 4 anos foram cumpridos num regime integral. Às 7h da manhã já deveriamos estar formados com roupa interna para o rancho, e saíamos às 17h para banho e troca de uniforme antes de retornar para casa. Sim, tinhamos instrução militar, mas sem “caxiagem”, e reprovação em qualquer matéria, bastava uma, resultava no jubilamento do aluno. E eram matérias puxadas!
    Disponibilizavam apenas entre 25 e 50 vagas anuais segundo um critério adotado pela Marinha, e a seleção para admissão era realmente complicada, o que alinha com o texto de Rogerio Maestri, mas posso garantir que não demandava “cursinhos” e o processo de admissão era justo e igualitário, o que resultava em turmas ecléticas.
    Na minha, por exemplo, conviveram em grande harmonia filhos de militares com filhos de servidores civis, da marinha ou não, e até filho de jornalista (garanto que não alinhado com o regime da época). Vou mais longe; tanto nas turmas anteriores quanto nas posteriores à minha, nunca percebi um processo admissional excludente.
    Necessário entender porque este colegio Tiradentes, citado pelo autor, possuia, e parece manter, este regime direcionado de seleção. Será que reside na missão/visão do órgão que o administra, neste caso PM? Ou será uma cultura inerente a algumas bolhas populacionais do sul do Brasil?
    Recomendo uma escola militar como a que frequentei. Não encontro valor em escolas elitistas, sejam ou não militarizadas.
    Ah, e “pra” rasgar os “deformistas” da previdência: Nao o fiz, mas eu poderia ter utilizado o periodo que estudei na Marinha na contagem de tempo para aposentadoria..

    • Caro Elisio.
      Estudei praticamente na mesma época num colégio de Jesuítas que tinha por objetivo conseguir o melhor desempenho possível, e chegou no vestibular foi realmente um sucesso.
      Quando estávamos procurando fazer uma reunião de trinta ou mais anos de formado (nem me lembro mais) recebemos uma lista de todos os alunos desde a quarta série do primário até o fim do segundo grau.
      Comecei a olhar nome por nome, e comecei a me dar conta que a cada ano desapareciam dois ou três da lista de alunos, e como tenho uma memória boa, verifiquei que a cada ano o que havia era uma exclusão de 3% a 4% dos alunos, ou seja, ia se excluindo aos poucos, chegando ao fim de 11 anos com os que os padres achavam os melhores, deixando pelo meio do caminho quem não se adaptava.
      O que chamo atenção é que na época que estudamos não nos damos conta dos processos de exclusão, ou seja, conforme a ideologia da meritocracia, quem não tem “mérito” é jogado na lata do lixo, ou seja, a sociedade toda paga mas poucos são os beneficiados.

    • Caro Elisio.
      Como esta atual plataforma demora uma vida para que os comentários fiquem visíveis, vou responder outras das tuas questões mostrando porque ensino é algo que exige uma boa experiência para julgar os parâmetros mais corretos, como fui professor por 38 anos e discuti ao longo deste tempo a maioria destes assuntos com meus pares vou demonstrar que coisas que parecem inocentes não são bem assim. Mas vamos aos comentários.
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      Tu colocas que com a reprovação de uma só matéria o aluno era jubilado, e posteriormente dizes que o processo não era excludente, pois vamos a contestação do que escreves. Primeiro nem todos alunos ao longo de um longo período tem as mesmas condições econômicas, familiares e emocionais em todo este período, por exemplo, um aluno que sofre um processo de separação dos pais de forma não amigável, dependendo da forma com que isto é tratado, influi em muito na vida escolar e no desempenho, logo numa só reprovação numa só disciplina é algo extremamente excludente e violenta. Outro exemplo, um aluno que tem a morte de um dos pais ou mesmo de um dos avós que são próximos, também abalam a criança por várias semanas, tenho exemplos próximos que mostram que mesmo alunos adultos quando vão fazer o vestibular e sofrem a perda de um ente próximo rateiam e tem um desempenho muito pior do que o esperado. Logo, em resumo, os processos de admissão e de aprovação ao longo dos cursos podem ser justos e igualitários, porém quando se trata de seres humanos em formação o que não há é igualdade entre estes seres.
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      Há outro fator que esqueces, na época da tua formação, estudar num colégio particular para um filho de classe média (da época) não era um peso excessivo, logo a pressão pelo ingresso nos colégios militarizados, salvo os mais famosos, não era muito grande.
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      Na cidade de Porto Alegre onde vivo, a pressão para entrar no colégio militar é imensa, e digo mais, há décadas que assim o é. Logo o caso da escola que estudaste deve ser uma exceção. No colégio Tiradentes é a mesma coisa, eles não abrem mão do exame de seleção devido ao que falei.
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      Como um contraexemplo, posso falar do Colégio de Aplicação da UFRGS, até uma determinada época ele estava situado numa região central da cidade e apesar de instalações vetustas era um campeão de aprovação disparado em relação mesmo as escolas privadas.
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      Quando ele foi transferido para o Campus do Vale, longe do centro, e com uma determinação do MEC que qualquer ingresso de escolas de segundo grau vinculadas a Universidades devem ser feitas via sorteio, após uma falcatruas no primeiro ano do sorteio, onde segundo as más línguas os nomes dos alunos preferenciais estavam colados nas paredes da “urna indevassável”, passou-se a um sorteio como os de loteria, e quem tinha sorte levava.
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      Como ainda há uma preferência das pessoas mais escolarizadas em cursar o Colégio de Aplicação (melhores instalações, melhores laboratórios, professores muito mais bem pagos e com formação melhor que outros colégios públicos) o Colégio de Aplicação ainda é um dos melhores das redes públicas, porém nunca mais pode concorrer com os colégios privados que ele deixava para trás nos vestibulares.
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      Quanto ao elitismo, não toquei neste assunto, pois o que vejo nas escolas militarizadas não é uma alta classe média, mas sim alunos que provém de classes intermediárias ou filhos de oficiais militares, logo não há um elitismos, mas também provavelmente o número de filhos das classes trabalhadoras são minoria.
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      Quanto a cursinhos, só na cidade de Porto Alegre há no mínimo dois que trabalham exatamente nisto há muito tempo! http://www.cursoescobar.com.br/cursos/ (45 anos de existência) https://www.cursosazambuja.com.br/?gclid=EAIaIQobChMIoL_J2qLC4QIVxgSRCh1e6ghKEAAYASAAEgKqgPD_BwE (54 anos de existência), ou seja, não é nenhuma novidade.

      • Prezado Rogerio, boa noite!
        Há de se respeitar 38 anos de magistério, nao tenho pretensão de refutar suas observações decorrentes de tamanha experiência. Contudo, relatei meu caso particular e classifiquei como não excludente o processo de admissão baseado na na origem diversa dos alunos, que pude observar nas turmas anteriores e posteriores à minha.
        Mas, sim, a grade curricular era puxada e ocorria jubilamento. Não lembro de casos de perdas pessoais como a que mencionou e que produziram redução de desempenho, mas pode ter existido. Porém, creio ser justo mencionar que, caso solicitado pelo aluno ou familiares, a direção da escola dava suporte ao jubilado até seu ingresso em outra instituição, onde cursaria a partir da série que ficou reprovado.
        (ps: particularmente, sempre enxerguei muito valor nesta ação)
        Mas, então, por que não repetia na Marinha?
        Nosso curso era industrial, saíamos com profissão e proposta de posterior ingresso na fábrica da Marinha, ou para seguir na escola técnica, e uma das condições para nomeação era 100% de aproveitamento escolar.
        Enfim, coloquei minha experiência numa instituição com metodologia militar pois considerei eficaz meu aprendizado.
        Caro Rogério, tambem possuo alguma experiencia. Afinal, são 40 anos na engenharia, onde desempenhei funções e enfrentei situações que aumentaram meu senso critico e acrescentaram valores que me fizeram revisitar o passado para confirmar algumas impressões. Nada mudou em relação a excelência que sempre atribuí ao meu ensino na Marinha.

  5. Gostaria que o articulista comentasse como ele acredita que deveria ser o ingresso nas universidades públicas.

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