A questão do status e o mercado de jatinhos no Brasil

Por Motta Araujo

A MALDIÇÃO DOS JATINHOS – O Brasil é o segundo maior mercado mundial de aviação executiva. Como não é a segunda economia, muitos fabricantes estrangeiros se indagam quais os motivos pelos quais jatinhos são tão vendidos no Brasil.

Algumas razões objetivas na minha opinião:

1.A enorme extensão terriotorial do País.

2.A má qualidades das estradas.

3.A carencia de aviação regional de voos regulares.

Mas a MAIOR razão para o mercado de jatinhos é o mesmo pelos quais o Brasil é um grande mercado de automóveis Ferrari, relógios Rolex e lanchas Ferretti. É uma razão subjetiva.

O brasileiro é ALUCINADO POR STATUS, um valor que equivale a título de nobreza do Império.

Por status vendem a alma ao Diabo, fazem qualquer coisa.

Jatinhos dão status, o fulano é admirado, “olha, esse aí tem jatinho”. Conheço vários ricos brasileiros que NÃO TEM NENHUMA NECESSIDADE PROFISSIONAL para ter um jatinho mas o sujeito investe as vezes boa parte de sua fortuna em um.

Nos EUA está havendo uma redução do uso de jatos executivos nas empresas porque os acionistas tem contestado muito a necessidade da empresa ter a grande despesa de um jatinho para uso da sua cúpula. Grandes empresas com atividades em todo o planeta, o que justificaria a compra de um jatinho, como a AES, que tem empresas elétricas em todos os continentes, não tem e nunca tiveram jatinho, “os acionistas nunca aceitariam” dizia um CEO da empresa.

No Brasil há atividades que necessitam desse equipamento, empreiteiras e  bancos mas a maioria tem jatinho só por status. Ter jatinho é para quem tem uso contínuo do equipamento. O investimento é muito alto e a manutenção e operação idem. Para uso eventual, pagar hora de hora na LÍDER ou TAM é muito mais barato. Os donos de jatinho, muitos deles, colocam o avião no pool das locadoras para tirar algum valor do investimento.

Leia também:  "A educação deve ser emancipadora e não pode ser tratada como mercadoria", afirma Daniel Cara

Os políticos brasileiros tem fascínio por jatinhos, emprestar jatinho para políticos é um dos maiores canais de corrupção. E não é só para campanha, o político gosta do jatinho para passear, levar parentes e amantes, mostrar prestígio. É uma verdadeira praga, uma roubada que deixa marcas inapagáveis, porque todos que viajam ficam com seus nomes resgistrados no DECEA mas o político não esconde, ele quer ser visto de jatinho.

Porque um André Vargas precisa de um jatinho para ir de férias para a Paraíba?

Não pode pegar um avião comercial? Qual a urgência de chegar na Paraíba? É o gosto de demonstrar importância, uma doença epidêmica não no Brasil, atinge quase todos e tem enorme incidência nos políticos.

E quanto mais pé de chinelo é o politico maior é o fascínio por jatinhos. Muitos se arruinaram por isso, mas a onda não vai acabar, outros deslumbrados vão vender a alma e a carreira por um jatinho. Enquanto isso muitos bilionários que poderiam ter dez jatinhos não tem nenhum e viajam de classe econômica, lembra um episódio do falecido Daniel Ludwig, criador do Projeto Jari no Amapá,  naquela ocasião um dos dez homens mais ricos do mundo, viajava para o Brasil na classe econômica da Varig, uma vez no aeroporto do Galeão o policial da Imigração desconfiou que ele fosse um desempregado que vinha procurar trabalho no Brasil, tão mal vestido andava.

Se o deputado André Vargas não tivesse pegado um jatinho do doleiro, ninguém teria ligado ele ao Youssef. Custou caro a demonstração de “prestígio”. Que vaidade cara.

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28 comentários

  1. colônia

    brasileiro é colonizado,

    adora bater continência para as aparências.

    Aculturado

    Itamar Assumpção

    Culturalmente confuso
    Brasileiro é aculturado
    Líbio, libanês, árabe turco
    Acha farinha do mesmo saco

     

  2. Perfeito. Só faltou dizer que

    Perfeito. Só faltou dizer que a nossa “mídia técnica” só identifica os deputados se eles forem do governo. O Demóstenes e o Gilmar Mendes firam citados em condições anormais. O Álvaro Dias já cansou de fazer campanha nos jatinhos do mesmo doleiro, em Maringá – PR – e a imprensa nada comentou.

    Pois é, enquanto os donos da mídia continuarem indicando o pessoal da Secom não mudaremos este quadro. Queremos que todos sejam denunciados. Mas a manutenção do secretário executivo, Sr. Roberto Bocorny Messias, mesmo depois da saída da Helena Chagas, demonstra que nada mudou.

  3. São os valores dessa nossa República Bruzundanga

    Ontem, na TV, vi uma matéria da Globo de MG que mostrava que a delegacia da infância e juventude de Belo HOrizonte observou que nos últimos tempos cresceu o número de apreensões de menores por conta de roubos e assaltos que são classificaos como “crimes de ostentação”. Isto é, os adolescentes roubam para comprar roupas, calçados e acessórios de marcas (ou roubam das própria lojas esses produtos) para mostrarem que possuem tais produtos. Da mesma forma, a polícia observou que menores tem roubado automóveis e motocicletas de luxo sem a finalidade de revender ou desmontar para vender as peças, mas para “ir para a balada”.

    Me parece que esses fatos se aproximam do que o autor dos post, de forma bastante inteligente, mostra da tendência de “vender a alma para o diabo” a troco de obter status. De um lado, políticos pé de chinelo se vendem por um passeio de jatinho, do outro, um piralho comete um crime para aparecer com um tenis, uma camiseta e um boné num evento.

    Lima Barreto explica.

    • Muzius,
      Concordo com os seus

      Muzius,

      Concordo com os seus dizeres.

      O AA foi muito feliz na sua análise – tudo a ver com os coxinhas, mauricinhos, barbies joão dorinhas bonitinhos e cheirosinhos que adoram palcos e jatinhos.

      São humanos apequenados que ainda não conseguem ver seus assemelhados e pensar em ajudá-los a melhorar. Não, preferem ter carros blindados, casas fortificadas, seguranças mil, helicópteros e jatinhos.

      O AA foi feliz: sonegam impostos e criam os impostômetros, dizem que a inflação vai para as alturas para enfiarem taxas e juros exorbitantes em seus negócios – são hipóctitas, mas têm jatinhos, que é o importante para torná-los DEUS.

       

       “dizer que é o status a motivação maior e pura inveja!” do blogueiro anterior – lê de novo o AA !

    • Curioso foi onde você viu a

      Curioso foi onde você viu a reportagem. A rede goebbels, que está em todos os botecos e consultórios médicos, com seus programas alienantes e propagandas consumistas. 

      • Pois não é?

        Realmente é uma contradição.

        Eles chocam o ovo da serpente é depois mostram o rebento como se eles nada tivessem a ver com isso.

        Afinal, eles são sempre isentos, não é mesmo?

  4. acho que as razões principais

    acho que as razões principais foram as 03 primeiras, falta de infra-estrutura e tamanho do pais, a necessidade de status somente apareceria na escolha de modelos luxuosos,  pois as pessoas que fazem uso desses aparelhos são pessoas cujas responsabilidades e salarios tornam realmente seu tempo muito precioso para as empresas.

    dizer que é o status a motivação maior e pura inveja!

     

     

    • Não tem nada a ver com

      Não tem nada a ver com inveja, é uma discussão permanente nos Conselhos de Administração de grandes empresas.

      Numa empresa de cujo Conselho eu fazia parte foi levada a voto uma apresenação para compra de um jatinho para a diretoria, a proposta foi fulimnada pelo Conselheiro que representava um fundo de pensão, demonstrando a falsidade das razões para a compra, que era para a diretoria visitar as instalações da empresa longe da sede. O Conselheiro demonstrou que não havia aeroportos para o jatinho nessas cidades, a proposta foi retirada.

      Grande parte dos custos de compra, manutenção e operação desses jatinhos acaba caindo nas costas dos acionistas das empresas, que não usam o equipamento e dos contribuintes que acabam pagando através das deduções dessas despesas, desde a compra por leasing até os custos diretos de operação, sai tudo como despesa e diminuido o imposto de renda, as empreas que comercializam esses jatinhos já tem formulas prontas para encaixar na dedução fiscal.

      Justificativa para o uso dos jatinhos é facil “”montar”” mas 90% são fajutas. É muito dificil uma empresa precisar de jatinhos todos os dias, pode precisar eventualmente e ai é muito mais barato alugar.

      O Bradesco costumava ser rigoroso no uso de seus aviões, se não houver esse controle há uma tendencia em qualquer organização de uso para lazer disfarçado de necessidade. Nos EUA o IRS (Receita Federal) é rigorosissimo na fiscalização dessa despesa, cada viagem precisa de relatorio, viajou para fazer o que, qual o tamanho da razão, justifica o gasto? Se não for justificavel consideram distribuição disfarçada de lucro.

      De meu lado não há inveja alguma, ja presidi empresa com frota de jatinhos, ja viajei muito em jatinho pelo Brasil e exterior mas muito me chocava o desperdicio em muitas situações, por exemplo um jatinho para 8 lugares levando uma pessoa

      São Paulo-Brasilia, se acordar um pouco mais cedo dá para ir de voo comercial que custa 5% do jatinho.

      Essa discussão já avançou nos EUA nos anos 90, aqui ainda não começou por causa do “status” que o jatinho dá.

      • Tempos antigos, necessidades inexistentes

           Caro Motta, vc. deve lembrar-se da Aerobrasil, foi uma necessidade da época.

            Mas atualmente, nem mesmo o GTE/BSB/FAB, necessita possuir tantas aeronaves, e é verdade que na maioria das vezes elas viajam ( GTE-2 – ministros e outros funcionários do estado), com poucas pessoas e sem relevancia ( existem voos comerciais para as localidades), nem mesmo razões de “segurança”, são justificaveis – mas aceitas.

             E relativo a corporações privadas, a aquisição de uma aeronave, não está restrita a comodidade operacional, aliás inexiste, mas as vantagens tributárias e economicas ( movimentação e distribuição velada – “fringes beneficts”), compensam a operação de leasing, com contrato aberto substituivel, o objeto, a qualquer tempo, dependendo do faturamento, a aeronave “se paga” ( nós pagamos), em 5/6 anos.

  5. E nem pagam IPVA

    Isto é o escarro da má distribuição de renda no Brasil. Os aerodonos são os mesmos que reclamam das leis trabalhistas que engessam seu lucro, pagam péssimos salários aos seus funcionários, mantem fazendas com trabalho escravo e reclamam com os impostos brasileiros embora sejam os que mais sonegam. 

  6. Pobre juventude

    A ostentação bate mais forte nos mais jovens. Digo isso porque presencio diariamente na escola dos meus filhos a deturpação de valores nos jovens. Não existe um sequer que não tenha um telefone celular! Mas isso vem de casa. Os próprios pais “precisam” ostentar que possuem a mais que os outros. Carrões e mais carrões pegando seus filhos. O cerne do problema é familiar.

    • Klaus

      A sociedade toda lastreada no consumo, no ser o “banbanban”, o ter, como elementos de afirmação da própria existência…

      O glamour passado nas nossas televisões não é ostentação?

      Como é que querem que os nossos jovens reajam?

      • Klaus, Assis,vocês tocam num

        Klaus, Assis,

        vocês tocam num ponto essencial. Mas eu acho que no caso brasileiro ainda tem uma coisa a mais que eu, por falta de melhor termo, chamo de “falacia da meritocracia”. O tal do mérito não passa de discurso legitimador. Jamais foi a regra. Basta exibir sinais e emblemas de sucesso, de classe, de status, por mais farsescos que sejam, que o sujeito é admirado e reconhecido em muitas e muitas rodas. Não importa da onde veio o tal sucesso. As pessoas tomam pelo “valor de face” qualquer exibiçãozinha de consumo conspícuo, “erudição”, ou “elegância” que é emitida como atitude de vencedor. Por mais escroque que seja acaba impressionando vários incautos…. E se você não leva a sério é você que é o “invejoso”, entende?

        É isso que leva os mais vulneráveis a cometerem desatinos para participarem de um jogo em que só perdem.

  7. “Vender a alma ao diabo para

    “Vender a alma ao diabo para obter status”

    Ora, o Motta tem razao em quase tudo, mas eu nao posso deixar de provocar. Afinal, o diabo tem varias caras e acita VARIAS FORMAS de pagamento, assim como ele tem deiversas formas de forncecer satatus, a que vc aborda eh o do jatinho. O que eh mais importante eh que fazer de tudo para ter e fazer de tudo para mostrar que nao tem sao duas tremendas imbecilidades.

  8. Excelente post do AA. Mas ele

    Excelente post do AA. Mas ele esqueceu de citar o símbolo maior dessa ostentação entre os políticos, o Tasso “tenho jatinho porque posso” Geiressati

  9. E muitos jatinhos são faturados alhures

    Consta que muitos jatinhos e helicópteros são trazidos para o Brasil como se fossem de empresas americanas, mas em verdade cria-se uma empresa nos USA e adquire-se lá o aparelho para que ele entre (alugado, por exemplo) sem pagar imposto.

    Algo similar à compra do ap do JB em Miami.

    • todos são

         è que o Motta, só comentou sobre aviões (jatinhos), se for para helicopteros – a “coisa” está muito maior, as linhas de crédito interno ( BNDES + Hélibras) são ótimas – melhores que o “Minha Casa – MInha Vida” ou financiamento de veiculo terrestre – se for para crédito externo, um leasing operacional de heli-off-shore ( acima de 3,0 ton), até a Petrobrás participa nas garantias, perante ao financiador.  

          Ou meus filhos, como uma empresa pequena do RJ, dedicada a operações off-shore, pode “leasingar”, 6 AW169/189, zero bala – simples: entregando para a Agusta-Westland, e seu financiador, os contratos relativos a operações futuras no pré-sal, e quem garante estes contratos: Petrobrás.

      • Meu caro Junior, considero a

        Meu caro Junior, considero a questão dos helicopteros bastante diferente do caso dos aviões. A racionalidade no uso de helicopteros no Brasil costuma ser bem maior, as relações custo-beneficio costumam fechar a favor do helicoptero na maioria dos casos. Falo isso por observação, não quero dizer que não existam usos ostentatorios do aparelho mas na maioria dos casos é possivel uma razoavel justificativa. A questão da locomoção nas areas metropolitanas é crucial para executivos, o helicoptero é um real time-saver para grandes empresas.

  10. Pelo amor de deus, é piada isto?

    A ostentação de jatinhos se deve a uma cultura nacional atrasada, ou ao fato da tributação sobre a riqueza no Brasil ser ridícula comparada ao que se vê nos EEUU e UE?

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/pedro-delarue-rico-paga-menos-imposto-no-brasil-jatinhos-e-lanchas-sao-isentos-e-refis-incentiva-a-sonegacao.html

    Nesse quesito, tributação, posso até concordar com você que o Brasil é atrasado. Mas isso não é o foco dos seus textos, né?

    O seu negócio é apelar para a pseudo-antropologia, sempre pregando nossa inferioridade em relação ao norte.

    • Não tem nada a ver ou vc não

      Não tem nada a ver ou vc não entendeu do que estou tratando. Aviões são sempre comprados por empresas mesmo quando o uso é meramente ostentaorio do controlador da empresa. Um terço do custo do avião é portanto pago pelos contribuintes porque o avião gera despesas que saem do lucro tributavel, inclusive o leasing de compra é dedutivel. 

      Há casos em que o avião é justificavel mas muio menos do que o numero de aviões que circulam no Brasil. A diferença então se justifica porque o personagem que controla o avião, pode nem ser o dono da empresa e sim um executivo contratado, utiliza o jatinho por uma questão de staus, deu para entender?

      Em empresas de capital aberto com boa governança raramente isso ocorre exatamente porque é dificil justificar a compra de um jatinho a partir da relação custo beneficio.

  11. Como relógio parado acerta a

    Como relógio parado acerta a hora duas vezes ao dia, quero saudar o AA por esse post. É realmente um praga nacional essa mania de ostentação. Seria uma mera bobagem se as causas e consequencias disso não fizessem parte da tragédia nacional que é a desigualdade. Corrupção, sonegação, fraude à lei trabalhista, chantagem, extorsão… Todo tipo de delito é realizado para a manutenção desse tipo de consumo conspícuo. E, obvio, como o jogo é de soma zero, pra que uma minoria possa esbanjar pateticamente recursos, uma maioria necessariamente deve viver na indigência.

  12. Apenas uma fábula – uma estorinha,

      Caro Motta, boas observações, MAS como estou deveras ocupado nesta semana, apenas estou me dedicando a “estorietas” leves, como esta, de minha própria lavra, tecida em uma realidade abstrata, não condizente com a realidade ( portanto qualquer semelhança a fato real, NEGO).

       ” O Lava – rápido de jatinhos”

        Era uma vez um país, Bevenulindia (BVL para os “intimos”), onde muitos de seus cidadãos e corporações, enviavam por meios ” exdruxulos” grandes quantidades de capital para paraisos fiscais, mas algumas vezes necessitavam que partes destas remessas retornassem, por curto periodo para BVL legalmente, e depois retornassem, legalmente ´para suas contas, diriamos, externas. Como fazer parte disto. Adquirindo um leasing de jatinho.

         A aeronave matricula N (americana), depositada sem voar, sem divida, em Fort Lauderdale, disponivel para venda, digamos por U$ 5 milhões ( original de U$ 20 M, mas após 5a, o valor de saldo-leasing caiu para 2,5M, vende-se a 5M), o “beveliano” interessado, a adquire por U$ 8 M, com leasing fornecido por ele próprio, através de seu banco caribenho, por um banco/financeira americana ( de Delaware) – internaliza esta aeronave, ainda N em BVL (  a cada 90dd, ela terá que “ir” alem fronteira e voltar para manter o N) – pego os 3M cash, financio os 5M para 10 anos, com juros que eu escolho ( estou me finaciando, pago para eu mesmo) – e cada parcela sai de Bevenulindia, através do Central Bank of Bevenulindia, com anuencia do famoso “leopardo” ( a Receita Federal de Bevenulindia). Lava, Lavou e continua lavando.

           Lógico que tal processo, jamais aconteceria em um país como o nosso, afinal nosso milionários somente se preocupam com status, não com tais esquemas.

    • Meu caro Junior, a conta de

      Meu caro Junior, a conta de sua narrativa não fecha. Comprar um jatinho para com ele lavar dois ou tres milhões de dolares não faria sentido por si só, se isso fosse possivel e não é. Vejamos. Para transformar um jato usado de 5 milhões de dolares, colocar nele um overprice de 3 milhões e montar um leasing de 8 milhões seria preciso que todos os participantes do negocio concordassem e HOJE em dia isso é dificil. Mesmo que o risco do banco ou leasadora seja zero porque o comprador garante o leasing com um Certificado de Deposito, ainda assim a transação só pode ser feita com aprovação do Compliance do banco e o Compliance JAMAIS irá colocar o banco em risco de LAVAGEM DE DINEHRIO que nos EUA dá penas de 30 anos de prisão, o mesmo acontece com o seguro OBRIGATORIO para qualquer avião, nenhuma seguradora irá aceitar uma apolice de 8 milhões para um jato que vale 5 milhões, como aqui nenhuma seguradora aceitará uma apolice de 30.000 para um carro que vale 20.000. Então essas “”ginasticas”” não são HOJE EM DIA tão simples.

      Por outro lado, comprar um avião, processar a importação legal para o Brasil, pagando imposto aduaneiro, só para lavar um troco não é algo muito logico. Hoje é perfeitamente possivel exportar capital legalmente, com registro em Banco Central, sem imposto ou custo, para que montar uma operação arriscada e complicada para salvar um troco (para um milionario)?

      Paraisos fiscais no Caribe como BWI ou Cayman são MONITORADOS completamente pelo Tesouro americano, o controle é absoluto, qualquer transferencia SWIFT é comunicada online ao Tesouro americano, operações de overpricing e formação de caixa 2 sob o guardachuva das autoridades americanas é hoje um RISOC ABSURDO, ninguem faz, nem quem vende o avião, nem o banco e nem a segurador.a

      Quem precisa lavar dinheiro grosso não vai usar uma operação NA JANELA como essa de superfaturamento de avião, transações com aeronaves SÃO AS MAIS POLICIADAS DO PLANETA porque lidam com terrorismo, soberania,  trafico de drogas, regras aereas internacionais, controle do espaço aereo, riscos de acidentes, contrabando,

      crime organizado, imposto de renda, quem é que vai se expor num negocio como esse que vc descreve?

      Jogadas com avião costumam dar m…., os milionarios brasileiros que quiseram ser espertos com a Receita Federal,

      fingindo que não internavam as aeronaves que ficavam com o registro americano se ferraram com a apreensão em 2013 de boa quantidade de jatinhos, alguns Gulstreams e de donos famosos, como o BTG, quer dizer fazer “”bicicleta” com avião já era.

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