As 12 lições do moralismo apolítico – Freixo fala, por João Feres Júnior

As 12 lições do moralismo apolítico – Freixo fala

por João Feres Júnior

Realmente, não tinha a intenção de escrever esse artigo, pois o tempo é sempre curto e Marcelo Freixo é um político bastante irrelevante no cenário político nacional. Mas, como moro no Rio de Janeiro, seu domicílio eleitoral, e na Zona Sul, região onde se concentram seus principais admiradores, não consegui resistir à tentação de escrever algumas notas sobre o que mais me saltou aos olhos na entrevista dada por ele à Folha de S. Paulo. São somente alguns apontamentos seguidos de análises bem breves. Vamos lá.

1.       Freixo se expressa muito mal. As coisas que fala, quando escritas, parecem confusas. Comete excessivas sentenças negativas – deve ter lido muito Foucault na graduação de história – o que torna a comunicação bastante equívoca. Responde perguntas com perguntas. Em suma, bastante ineficaz na comunicação para um político com suas pretensões.

2.       Começa a entrevista com uma defesa de junho de 2013, quando até os mais bobos já se tocaram da tragédia que aquilo realmente representou para nosso país. Quer dizer, erro aqui. Os mais bobos ainda não chegraram lá. 

3.       Atravessa o samba ao citar Boulos como candidato do PSOL, jogada que força o próprio Boulos a soltar carta dando muitas explicações e reafirmando seu apoio a Lula, entre outras coisas.

4.       Diz que não é hora de unificar as esquerdas porque a “sociedade precisa enxergar o diferente”.  E se saí com o argumento de que a direita também está fragmentada. Como se a política fosse uma questão de estética. Como se a possibilidade da direita ganhar e continuar o massacre do povo hoje em curso fosse algo que o Brasil pudesse aguentar. Claro, as pessoas que moram no Leblon e em Ipanema certamente podem aguentar e até se contentar com tal destino.

5.       Acusa Lula por ter andado com Renan Calheiros em Alagoas, repisando implicitamente a mistificação de que no regime do presidencialismo de coalizão é possível governar sem fazer alianças com setores mais retrógrados do espectro político. É claro que aí ele está jogando para seu eleitorado moralista, que só aceita governo que não faz pacto com “ladrão”.

6.       Diz que Lula, “se pudesse, faria todos os acordos que sempre fez”, mais uma vez mostrando aversão à negociação política e posando de santo para o moralismo apolítico da sua audiência.

7.       Ao ser instado pela repórter a se comparar a Bolsonaro faz um contorcionismo retórico enorme para evitar a crítica ao deputado direitista. Pelo contrário, o elogia. Diz que sabe “que ele não rouba”, afirmação que no âmbito do moralismo apolítico vale ouro. E fecha falando que o eleitor vê ambos como honestos e corajosos.

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8.       Quando a repórter tenta trocar de assunto e falar sobre o tráfico de drogas no Rio de Janeiro e a prisão de seus líderes, ele se esquiva e sai com a brilhante frase: “o grande crime organizado é o PMDB” — frase que fica mais bem na boca de um coxinha mediota do que de um político profissional.

9.       Aí vem aquele que talvez seja o ápice da entrevista. O tema é Moro e a Lava Jato. Freixo começa criticando os excessos do juiz paranaense, mas quando comenta a condução coercitiva de Lula, ao invés da apontar para a ilegalidade e imoralidade do ato de Moro, ele, como que lamentando, diz que a ação do juiz deu a Lula “a oportunidade de virar a chave e criar uma resistência muito mais aguda do que existia até então”. É o fim da picada. A aversão a Lula demonstrada por Freixo é assustadora. Mesmo perante um flagrante delito de Moro ele é incapaz de emitir palavra simpática ao petista. Como se a reistência à Lava Jato fosse sempre ruim. 

10.   Momento pitoresco. De passagem defende Sergio Cabral, criticando a divulgação do vídeo dele no presídio feita pelo Fantástico. Aqui há alguma coerência, mas biográfica e não política. Freixo sempre “conversou” com a turma do PMDB da Alerj, a despeito de sua postura de virgem imaculada para sua “galera”. E é sabido que Cabral mais de uma vez disse para a polícia poupar Freixo e sua turma da porrada distribuida fartamente em manifestações. Contudo, Lula não é objeto da mesma generosidade. Pelo contrário, a ele é proibido “conversar” com o PMDB.

11.   Depois desses comentários ambíguos acerca de Moro e Lava Jato, batendo em Lula e poupando Cabral, Freixo fecha dizendo: “essas coisas não podem ser secundarizadas porque a tal da investigação contra corrupção é importante. Não dá para achar que os fins justificam os meios. Agora, isso faz com se pegue tudo o que está sendo feito pela Lava Jato e se jogue fora? Não”.

12.   O apoio à Lava Jato é elemento definidor do moralismo apolítico. Mas não deixa de ser deprimente ver um deputado do Rio de Janeiro, alguém que diz se orgulhar tanto de representar fluminenses e cariocas, não reconhecer o imenso mal que a Lava Jato fez e está fazendo a seu estado. É claro, novamente, quem sofre mais com desemprego, a falência dos serviços públicos e a depressão econômica generalizada são os pobres. Mas o moralismo apolítico não está muito aí para eles, venhamos e convenhamos. Na verdade, os eleitores de Bolsonaro, também adeptos da mesma doutrina, têm projetos mais definidos do que fazer com o excedente de pobres. 

 

Há uma nota adicional que decidi não inserir na numeração original para que a contagem total não pareça algum tipo de piada ou trocadilho. Ela diz respeito a um elemento de gênero bastante incômodo na entrevista, que aparece quando Freixo relata sua adesão ao nome de Boulos. Ele diz que estava tomando café com sua companheira …:

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“Conversávamos sobre o que é esta esquerda do século 21. Os olhos dela são meio que termômetro. Falei do Boulos, e arregalaram. Pensei: “Opa, ali tem caldo”.

É peculiar a maneira como se refere à Antônia, sua companheira. Eles estavam conversando, mas seu convencimento não foi produto de um bom argumento, articulado por ela, mas por uma reação física, um sinal de intuição. Tal interpretação é reforçada pela frase anterior, no qual ele a chama de “termômetro” – instrumento que usamos para fazer coisas inteligentes, mas que, em si, é objeto inanimado, incapaz de reflexão. Aqui o entrevistado me parece resvalar para um tropo clássico do discurso machista que é ressaltar o poder de intuição da mulher, que sempre vem em detrimento do direito ou capacidade de ela se constituir em interlocutor racional. Tanto é que, logo em seguida, ele declara que foi testar a intuição de Antônia com sua equipe. Isto é, submetê-la à luz da razão.

É curioso notar como esse tratamento dispensado por ele à figura de sua companheira faz lembrar a lírica do próprio Caetano Veloso, cujo círculo de “intelectuais do meio artístico” Freixo confessa frequentar, na casa de Paula Lavigne. Diria que tal lírica frequentemente tem uma pegada freyreana (de Gilberto Freyre), que é a do reconhecimento assimétrico da diferença: o diferente (negro, mulher, índio, etc) é objeto de uma elegia que, ao mesmo tempo, o coloca em seu devido lugar, sempre inferior ao do narrador. Por sinal, se não ficou claro o argumento aqui, ouçam o bolerinho Elegia, composto e gravado pelo próprio Caetano, com letra de John Donne, que descreve em detalhe tal situação de reconhecimento assimétrico da mulher por um eu lírico masculino. Funciona muito bem na voz de um artista, ainda que eu possa imaginar que tal letra secular fira algumas sensibilidades do presente. Na fala de um político…hmmmmm, not so much!

É claro que em situações como a do presente artigo, de comunicação remota (interpretar uma entrevista de pessoa que não conhecemos a fundo), deve restar a dúvida se a causa de tantos “problemas” é malícia, imperícia ou ignorância do entrevistado. Não precisamos, contudo, entrar nesses meandros para lamentar a pedagogia mesquinha e mistificadora das ideias de Freixo. Sendo político, ajuda a propalar um discurso de ojeriza à política, em nome de uma moralidade burra que não resiste aos testes mais imediatos da realidade.

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Ele nunca leva em consideração o fato que nosso regime político é o presidencialismo de coalizão e que os projetos alternativos hoje politicamente viáveis vão todos no caminho do cerceamento do voto popular. Não, prefere acusar Lula de fazer alianças, mesmo quando não há alternativa melhor para se governar o país. Cala-se perante o descalabro de Moro e da Lava Jato, que estão jogando na lata do lixo a tradição de direito garantista em nosso país – coisa que deveria ser preocupação de primeira ordem para um militante dos direitos humanos. Perde a oportunidade de marcar diferença entre ele e Bolsonaro, um político que prega sistematicamente o desrespeito aos direitos humanos. Tudo isso para qual finalidade? Se apresentar como campeão da honestidade? 

Fico imaginando o estrago que uma candidatura de Boulos pelo PSOL fará à imagem do próprio Boulos e a de seu movimento, o MTST. Ter que lidar com militantes como Freixo e muitos outros bastante piores — ele está longe de ser o mais moralista e antipolítico entre seus pares –, não é tarefa fácil nem do ponto de vista interno, organizacional, da campanha, quanto mais externo, isto é, na administração da imagem pública da candidatura. O paradoxo já está explicito na resposta de Boulos à entrevista: ou ele transforma o PSOL em um partido verdadeiramente de esquerda, focado nas questões populares fundamentais, ou o PSOL afunda sua candidatura, e com ela sua reputação. Agora, quem em sã consciência imagina que pode mudar por dentro o udenismo do PSOL, que aqui venho chamando candidamente de moralismo apolítico?  

É claro, a postura anti-Lula e antipetista de Freixo se encaixa como uma luva na agenda da Folha de S. Paulo. Sugiro ao leitor visitar o Manchetômetro (www.manchetometro.com.br) e ver o perfil da cobertura que esse jornal dedica ao ex-presidente e a seu partido. Claro que o entrevistado sempre tem a escolha de falar o que o jornal e seus leitores querem ouvir, falar coisas que eles não querem ouvir, ou não dar entrevista para a Folha. Cada um faz suas escolhas e é responsável por elas. 

Resta por fim saber se a atitude de Freixo é produto de malícia, imperícia ou ignorância? Se me permitem um último palpite de final de ano — não diria intuição pois talvez eu não tenha os atributos genéticos para tanto –, acho que é uma mistura das três coisas. E digo mais, provavelmente na proporção decrescente de sua ordem.

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43 comentários

  1. Esse esquerdismo cheiroso e

    Esse esquerdismo cheiroso e limpinho tipo psolista, mas também inofensivo, cai como luva para a plutocracia brasileira. Fazem coro a cantilena hipócrita do combate a corrupção, que no Brasil só serve para tirar o povo da jogada. Legitimam instituições que agridem a democracia sem dó nem piedade, como é o caso do judiciário cumplice de toda carnificina antipopular que assola o país. E ao mesmo tempo não oferecem nenhum risco eleitoral. Então é otimo dar microfone e páginas de jornais aos púdicos membros da esquerda incólume do país. A farsa de que estamos numa democracia fica mais convincente.

  2. Golpistas

    Quem não apoia Lula nesse momento de justiça arbitrária é golpista. Em partido que já cansou com essa política post-mod capitalista e o poior é que muitos de seus eleitores acham que certo partido de dissidentes é o partido mais esquerdista do Brasil. Ledo engano. Os deputados desse partido continuam fazendo suas estravagancias neoliberais tentando mostrar para a mídia que são “mais esquerda” que todo mundo. Tornando a luta do trabalhador um espantalho pequeno-burguês. 

  3. O olhar de Antônia

    Dentre todos os absurdos pronunciados por Freixo, um que me chamou a atenção (por ser simplesmente ridículo) foi o fato de o olhar de Antônia ser o melhor indicativo para o futuro político do povo brasileiro. Tanto é, que não consegui conter o desejo de ironizar esta afirmação e, na minha Time Line do Facebook, publiquei o seguinte:

    Se o olhar de Antônia convenceu Freixo de que Boulos é o melhor candidato, imagine se ele fosse casado com a Cláudia Cruz.

     

  4. Como bem lembrou o Freixo, o

    Como bem lembrou o Freixo, o petismo tem inúmeros defeitos. Compor com os renans da política é uma das mais visíveis.

    Entretanto, a entrevista do Freixo deixou algo muito claro: pior do que o petismo só o antipetismo, seja de esquerda ou de direita. Esse só que destruir.

  5. Oportunismo de

    Oportunismo de esquerda?

    Aproveitaram a onda do golpismo para ganhar pontos junto às esquerdas!

    Ajudaram a derrubar a Dilma!

    A Dilma era inocente!

    Esquerda que não entendeu isso, é diferente da direita do golpe?

    E o que ganhou?

    • Nada. Continua um pernóstico

      Nada. Continua um pernóstico como todo o pessoal do PSol. Mais humildade, mais humilade gente!

  6. Sectarismo: o veneno da Democracia

    Pela idade que tem, Freixo não lutou pela redemocratização do Brasil. Mas se naquela época ele fosse o que é hoje, jamais permitira que o movimento das “Diretas Já!” tivesse como um dos líderes um usineiro e senador pela Arena.

  7. Freixo.

    Muito bom  texto. Não demora e o Freixo  vai  exibir sua sunguinha de crochê na avenida Vieria Solto, tal qual aquele esquerdista famoso que hoje é colunista da CBN. Para que não paire duvidas a respeito de quem são os verdadeiros Golpistas. Nenhum direito a menos!

  8. Nem precisei ler  todo o

    Nem precisei ler  todo o artigo pra perceber o babaca que este tal freixo é. Quando o Lula diz que o psol precisa parar de frescura, os caras arrepiam. Mas como pode um dirigente de partido falar tantas asneiras numa entrevistas só e se dizer de esquerda? O que precisa acontecer pra estes psolitos admitir pelo menos um pouco as sacanagens do  moro como o Lula?  Pelo discurso implícito que fez em favor da vaza jato , como pode se enxergar renovação política num cara destes? Não  é a toa que a l genro é companheira dele e os dois adoram detratar o lula via folha. Já descubriram o caminho pra se dar bem há tempos com a velha mídia. É só xingar o Lula e os caras dão voz e vez a estes caras sem noção qque se dizem de esquerda. golpistas enrustidos !!!

  9. Não sei, conheço muito pouco

    Não sei, conheço muito pouco do Freixo, mas não consigo vê-lo com maus olhos; acho que a jornalista foi jogando as cascas de banana, e o moço foi escorregando em todas. Mais ingenuidade e pretensão que qualquer coisa. Por outro lado, do ponto de vista do que deve ser levado a sério daqui até as próximas eleições – quando houver! – é bom que passemos a nos dar conta do que pensa todo o ‘espectro’ progressista. E sem querer parecer aqueles teóricos que ficam citando autores a torto e a direita, não posso deixar de lembrar do Carl Popper e seu conceito da ‘Refutabilidade’: Quantas teorias e hipóteses estão sendo desmontadas nestes tempos, quando postas à luz da crítica! Mais à direita, é verdade, mas muitas à esquerda também. Não deixa de ser bom exercício para a construção de um projeto sólido e factível de nação, com mais propostas plausíveis e menos ‘wishful thinking’. 

  10. Companheiro Feres
    Companheiro Feres Junior,peco-lhe sinceras desculpas por nao ter lido seu artigo.Nada que tenha como objeto Freixo me atrai.Considero um parlapatao,um pau mandato e detentor de uma intelectualidade precarissima.Um bobalhao ressentido,teleguiado por Caetano Veloso,politicamente do que vive o Caetano,o Jean Paul Sartre brasileiro,e sua esposa Paula Leavinge,a Simone de Beauvoir dos tropicos.Olhando ela nos olhos me lembra o falecido Governador Orestes Quercia.Como e final de ano,sem muitas noticias a aconterecrem,atribuo a esse detalhe,ao meu bom amigo e do Pai Uzeda,Nassifao ter lhe dedicado um artigo inteiro a uma pagina em braco da politica brasileira,que se reume da Camara de Vereadores a Assembleia Legislativa de Jorge Picciani & Filhos Irmaos Netos.Nunca tentou a Camara Fereral por que Chico Alencar nao deixa.Para difilcutar as coisas,Jean Williys saiu do BBB,sem maiores pretencoes mas com muito intelectualidade barrou-lhe o caminho o caminho.Depois desse artigo Nassif deveria trocar umas ideias com Pai Ambrosio,o meu.

    • Golpe de Estado versão 3°Milênio

      A foto do aparelho!

      Paulinha e Boulos juntinhos é piada pronta.

      Boulos, o do sem-teto, e Caetano, aí não é só mais uma piada qualquer.

      Paulinha, Caetano, o Veloso, e Freixo socialistas.

      País de primeiro mundo é aqui, praticamente uma Suécia ou uma Dinamarca.

  11. Apagando o Apagado, Surfando em Terras Frias

    “Realmente, não tinha a intenção de escrever esse artigo, pois o tempo é sempre curto e Marcelo Freixo é um político bastante irrelevante no cenário político nacional.”

    Mas escreveu e fez bem, pois em terra em que se mergulha e nada de braçadas no raso, faz se essencial, para ‘stripteasear’ esses virtuais de ‘redes, foto & texto’, deixar pelado o que não dizem, no que dizem, portanto parabéns.

    Então, com o gajo devidamente desnudado pelo autor, levo ao pé da letra o que escreve no primeiro parágrafo, acima transcrito, e empenho o mínimo: Marcelo Frouxo e ponto final 

    • apagando….

      2018. E o Castelo da Canalhice e da Hipocrisia desmoronam. O que interessa é o poder pelo poder. É ter o controle do Talão de Cheques. A Esquerda é a solução? Em qual esquerda devemos confiar? Na da Marta ou de Katia Abreu? Quem é mais confiável? De Freixo ou de Lula? De Vacarezza ou Cristovam Buarque? De Freire ou Pallocci? Quem sempre se auto-proclamaram ‘Representantes da Senzala’, ganharam seu còmodo na Casa Grande., E Casa Grande virou Mansão. E todos querem os melhores quartos. Quanta putaria pode ser feita em lugares tão amplos e luxuosos?!! E se soubessem o que fazemos entre quatro paredes, não nos daríamos as mãos, no dia seguinte. Se tais cômodos estiverem nas Potências Capitalistas, Imperialistas, agora isto pouco importa. É nosso pequeno sacrífio por lutar por vocês !!!! Estão reclamando do que? Agora vocês tem osso, que jogamos, para roer. Antes não tinham nem isto. Quanta Evolução e Progresso. Produzimos !!!!!! – Obrigado, Nossos Salvadores. O Brasil é de muito fácil explicação. 

  12. E o mistério continua…

    O que seria “um botequinho bem vagaba perto da Paulista?” Onde fica? Afinal, comparado à casa da Paulinha, no Leblon, qualquer botequinho em Sp é vagaba. Façam suas apostas. Seria o Spot, perto do Masp? Seria o Veloso? Acho que não, o Veloso é muito pé-sujo pro Freixo. Ou o novo Riviera? Mais para os Jardins? Mistério…

  13. Excelente texto. Toda

    Excelente texto. Toda hipocrisia, incoerência, oportunismo e pequenez moral de quem se diz de esquerda, mas só enxerga o próprio nariz, tem que ser exposto. O cenário político atual não é mais compatível com embustes como este senhor.

  14. Não li a entrevista do Freixo

    Não li a entrevista do Freixo exatamente porque não me interessa nesse momento nenhum tipo de atrito entre as esquerdas. E estava certo, o Feres mostrou que não tem como não ficar com muitas pulgas atrás da orelha com o Freixo.

    O que Feres nos demonstra ele constatou in loco nos muitos debates e eventos das esquerdas em que participa. Infelizmente a tendência ao populismo moralista da maioria dos psolistas é de dificil reversão. Não por parte da militância que cada vez mais enxerga quem é o Moro. Sei de uma militante de Santa Teresa eleitora de Chico Alencar que quer ir a Porto Alegre.

    O problema são os líderes que parecem ter medo de perder seus eleitores coxinhas conseguidos devido ao espaço que o pig lhes proporciona. 

    Aposto 10 milhões de dolares, a mala do Aécio, que mais de 80% do elenco do filme A lei é para todos (menos para tucano) votou no Freixo, já que todos são globais. A começar pelo Marcelo Serrado, o que interpretou o Moro. 

    Vai chegar uma hora que eles vão ter que escolher entre os Globais e o povão do Boulus. E isso não se resolve com shows do Caetano e visitas fortuitas de globais amigas da Paulinha em acampamento do MTST

  15. PSOL

    É por essa e outras que Lula nao leva o PSOL a serio quando nao é a GENRO é uma Heloisa ou um Jean ou um Freixo o que nao falta sao abobados nesse partido , esse mesmo que perdeu uma eleiçao ano passado depois de dizer que nao queria petistas em seu palanque fala tanta g5roselpa que depois tem de g5ravar video nas redes sociais pra dizer que nao disse o que disse!

    Enquanto isso o candidato Bolsonaro só cresce  

  16. A ocupação da cabeça do Freixo

    A entrevista do Freixo revela uma tragédia. Os cabelos brancos, talvez liderados pelo Boulos, fazem uma ocupação silenciosa e sistemática na cabeça do ex-jovem deputado cinquentão, mas não anunciam ponderação, equilíbrio, maturidade, conhecimento, experiência, ao contrário, anunciam uma tragédia. A tragédia é que o ex-jovem não consegue se apresentar como alternativa a nada, mas uma rotunda aventura, e a entrevista revela isso com uma nitidez espantosa. Estamos mal, muito mal. Galhofas à parte, falando sério, seria muito bom para o cenário político brasileiro que aparecessem alternativas situadas no campo progressista. Não é o caso do ex-jovem deputado. 

  17. Pérolas do ocupadíssimo Dr. Feres

    “Cabral já esteve entre os políticos mais influentes do país, foi eleito e reeleito governador do Rio. A que o sr. atribui as vitórias que ele teve?

    A terceira tem um componente de virtude política do Cabral, que foi a relação com o PT e com o governo Lula (2003-2010). Essa relação foi positiva para o Estado. Ele soube negociar por exemplo a questão dos royalties do petróleo, se aproximou do Lula, o que o fez inclusive ganhar popularidade. Para o Lula também fazia sentido priorizar o Rio, uma vez que São Paulo estava nas mãos do PSDB. A conjunção desses fatores permitiu o sucesso de Cabral.”

    O grifo é meu.

    https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/02/24/Como-a-trajet%C3%B3ria-de-S%C3%A9rgio-Cabral-exp%C3%B5e-problemas-da-pol%C3%ADtica-brasileira

  18. Pérolas do ocupadíssimo Dr. Feres – 2

    “Devem-se a três questões. A primeira refere-se ao domínio do PMDB na política carioca. Na medida em que o brizolismo [referência ao ex-governador Leonel Brizola e seus herdeiros políticos] foi perdendo força no Rio, o PMDB conquistou muito espaço, não só na capital como também no interior do Estado. E o fez com uma máquina eleitoral muito poderosa e que funciona da maneira clássica, na base do clientelismo e na patronagem. Isso ajudou muito Cabral.

    https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/02/24/Como-a-trajet%C3%B3ria-de-S%C3%A9rgio-Cabral-exp%C3%B5e-problemas-da-pol%C3%ADtica-brasileira

    O grifo é meu.

    Dr. Feres não atinou para a diferença entre cariocas e fluminenses.

    Deve ser a falta de tempo para questões menores.

     

  19. Pérolas do Dr. Feres – 3, o achismo científico

    “”Para João Feres Júnior, cientista político do IESP/Uerj (Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e coordenador do GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa), a lei representa um “avanço no ensino superior brasileiro” e também terá reflexos positivos na valorização da escola pública, em especial do ensino médio.

    “Vai ser um incentivo para melhorar a qualidade do ensino médio e, com isso, esperamos um incentivo para melhorar o ensino fundamental também”, afirmou.””

    http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/08/30/para-cientista-politico-lei-de-cotas-devera-incentivar-melhora-em-todo-o-ensino-publico.htm

    O grifo é meu.

    Uma bizarra defesa de teses racialistas para explicar um duvidoso “avanço do ensino superior”.

    Onde isso ocoreu, sêo doutor?

  20. Freixo e um erro de todos.
    Tudo bem. O Freixo deu uma escorregada e já apanhou de todos. Agora, vamos ao que interessa. Quem, da parte do PT ou de seus apoiadores vai lançar a mão e fazer o necessário e urgente gesto de união e conciliação da esquerda? Do contrário, vai ficar menos difícil pra direita em 2018. Pra fechar, um chavão que cabe agora: ” seja um incentivador de pessoas. O mundo já tem críticos demais”.

  21. Pérolas do Sr Peres,
     
    esta

    Pérolas do Sr Peres,

     

    esta senteça é o equivalente esquerdopata do preconceito direitopata contra os nordestinos: Claro, as pessoas que moram no Leblon e em Ipanema certamente podem aguentar e até se contentar com tal destino.

    Me parece algo tipico de um grupo afirmativo multidisciplinar…

  22. Intolerância

    A esquerda é tão intolerante que não suporta a divergência entre os seus

    Tradicionalmente este é o papel da direita, mas aqui é Brasil.

     

    Respeite quem pensa diferente 

     

    • Qual esquerda de outros países que conhece para dizer…..

      Qual esquerda de outros países que conhece para dizer que a esquerda brasileira é que não discute entre si?

      Colocam cada coisa e não conhecem nada que se passa no mundo!

  23. Cabos eleitorais do Bolsonaro

    Luciana Genro e Marcelo Freixo são hoje dois dos melhores cabos eleitorais do Bolsonaro, que os chama no mínimo de “esquerda caviar”, quando não de adjetivos impublicáveis. Mas talvez objetivo seja esse mesmo: eleger a cavalgadura facista para poder continuar posando de vítimas, ou de “virgens”!

  24. Aff.

    Sérgio Cabral roubou até não poder mais o Rio de Janeiro mas que causou prejuízo ao estado foi a Lava Jato.

    Cabral aumentava criminosamente as passagens de ônibus para o “rei do” ônibus” Jacob Barata lhe pagar propina, mas quem causa estragos no Rio é Sérgio Moro. 

     

    A Lava Jato já recuperou bilhões de reais, mas ela é culpada pelo desemprego. Na visão do articulista, era pra deixar a quadrilha petista e ppmdbista roubar à vontade. Crime é prender os corruptos.

     

    Aff…

  25. Em resumo, e é a pura

    Em resumo, e é a pura verdade, Freixo e seu partido o PSOL são uma das linhas auxiliares da direita golpista, que tentam se trasvestir de esquerda. Querem  atuar na política a partir de uma visão moralista, ou revolucionária como dizem, que mais parece escapismo de muitos desses autodenominados esquerdistas, num ambiente onde o moralismo não conta, só serve para pavimentar a política dos golpistas, todos mais do que imorais, inclusive e principalmente a Justiça em Curitiba, onde pontifica o golpista juiz Sérgio Moro, ligado e industriado pelo interesses dos EUA, utilizado pelo Supremo, identicamente golpista, para fulanizar  seus atos, no sentido de continuar a política econômica neoliberal do grande capital internacional e seus apoiadores no Brasil, que é  de rapina das nossas riquezas e de tudo que nos dê autonomia e independência (a maior o pré-sal), rapina que se estende ao nosso  povo, especialmente os trabalhadores, jogados no desemprego e no arrocho salarial. Na realidade, direitões que tentam se fantasiar de esquerda. Antes, fortalecem a direita, com o discurso dando a entender de que mais na frente se aliarão à esquerda,  que nada fazem para fortalecer no presente, sem de fato lutar contra o arbítrio e a prepotência dos golpista, na realidade mais coonestando seus atos, já que Lula tem reais possibilidade de permitir a vitória e volta ao poder da esquerda na eleição de 2018, político que enfrentam, num claro desejo de bater chapa com o grande líder, sem a mínima condição, reduzindo as possibilidades de vencer o golpismo no presente. Uns farsantes. Para um adepto da teoria da conspiração, porque é mais despreparo político, dá até para pensar em agentes infiltrados.

  26.   O PT cometeu muitos erros,

      O PT cometeu muitos erros, houve e há corruptos no partido, além de haver rotas a corrigir em vários temas, ao menos a meu ver.

      No entanto, estou esperando até hoje (devidamente sentado em lugar bem confortável) a tal autocrítica tambem em relação ao PSOL. Nem mencionarei uma tal Luciana, mas a postura exigida pelo PSOL foi EXATAMENTE a adotada por Dilma, com os resultados que todos conhecemos: negou-se a apertar a mão de corruptos, não aceitou indicações de bandidos, foi “republicana” nas escolhas de pessoas para ocuparem cargos-chave (no que Lula também errou feio) – sem falar que toda a turma delatora das primeiras fases da Lava-Jato foi DEMITIDA da Petrobras por ordens de Dilma. Eis que essa turma cirandeira, que acha que os destinos do mundo vão se decidir na sala de estar da sra. Paula Lavigne, requer MAIS do mesmo.

      Tudo muito bonito: o problema é que até 2300, quando possivelmente o povo brasileiro será mais consciente graças às ainda inexistentes jornadas de educação política promovidas pelo PSOL a partir do núcleo duro do Leblon, não existirá mais Brasil. Por ora, ganha eleição e pode ao menos tentar barrar a recolonização de nosso país aquele que se dispuser a fazer alianças – afinal, numa Câmara que conta com 513 deputados federais, o PSOL precisa eleger mais que o portento de atuais 4 deputados para ditar a política nacional sem se meter com os políticos sujos.

  27. Eixo sem Freio

    Freixo é a nova Marina da política. É impressionante como os dois tem a mesmíssima opinião. Só falta mesmo Neneca Setubal o apoiar.

  28. Caráter

    Eis alguma coisa de suma importância em um Homem, CARÁTER! Ser apenas HONESTO não é o suficiente para levar meu voto. Todos pousam de Homens Honestos diante das câmeras e holofotes e, alguns até na prisão cheios de condenações, mas quando precisam recorrem as negociatas políticas, aquelas que não saem nas mídias nem da esquerda, direita ou seja de que orientação política pertença, as fazem muito bem… Para eles, os meios não importam para alcançarem os fins que desejam. Isso é o verdadeiro político brasileiro. Quando o interesse é comum aos Partidos e a seus filiados, se reunem as ocultas, comem no mesmo prato, bebem da mesma água e, no fim, enviam a conta para o povo que os elegeu.

  29. A importância de Marcelo
    A importância de Marcelo Freixo no cenário nacional é pequena e o mesmo não possui projeto para o país.

    Não sei quais interesses movem polemizar com ele; até parece falta de assuntos relevantes.

  30. Parabéns pelo texto!

    Que sujeito abjeto! Então a escolha de Boulos é devido ao olhar indicativo da companheira do sujeito, Boulos para mim é um intelectual, que arregaça as mangas, que sabe liderar e deliberar para as massas, também luta pelo estado democrático de direito, espero não ser hipnotizado pelos cirandeiros e não caia na armadilha da Casa Grande de uns e outros, que querem influenciar a política brasileira. O povo é quem tem que decidir! O sujeito abjeto é um aproveitador, ele que lute como um metalúrgico, erga seu partido, ganhe a eleição para presidente, que quero assitir de camarote, como é governar um país sem coalizão! 

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