As pegadas americanas na anatomia do golpe, por Tereza Cruvinel

Enviado por Gilberto Cruvinel

Do Brasil 247

Anatomia do golpe: as pegadas americanas

Tereza Cruvinel

“O golpe em curso no Brasil é sofisticada operação político-financeira-jurídico-midiática , tipo guerra híbrida. E será muito difícil deslindá-la”, diz o jornalista Pepe Escobar.   E mais difícil fica na medida em que surgem contradições entre seus próprios artífices. A enxurrada de conversas que Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos operadores do Petrolão,  teve e gravou com cardeais do PMDB, induz à ilusória percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi apenas um golpe tupuniquim, armado pela elite política carcomida para deter a Lava Jato e lograr a impunidade. O procedimento “legal” que garantiu a troca de Dilma por Temer, para que ela faça o que está fazendo, foi peça de  operação maior e mais poderosa desencadeada ainda em 2013 para atender a interesses internos e internacionais. E nela ficaram pegadas da ação norte-americana.

Interesses internos: remover Dilma, criminalizar o PT, inviabilizar Lula como candidato a 2018 e implantar uma política econômica ultra-liberal, encerrando o ciclo inclusivo e distributivista. Interesses externos: alterar a regra do pré-sal e inverter a política externa multilateralista que resultou nos BRICS, na integração sul-americana e em outros alinhamentos Sul-Sul.

As gravações de Machado desmoralizam o processo e seus agentes e complicam a evolução do governo Temer mas nem por isso o inteiro teor da trama pode ser reduzido à confissão de Romero Jucá, de que uma reunião de caciques do PMDB, PSDB, DEM e partidos conservadores menores, em reuniões noturnas, decidiram que era hora de afastar  Dilma para se salvarem. E daí vieram  a votação de 17 de abril na Câmara, a farsa da comissão especial e a votação do dia 11 de maio no Senado.

Um longo caminho, entretanto,  foi percorrido até que estes atos “legais” fossem consumados.  Para ele contribuíram a Lava Jato e suas estrelas, a Fiesp com seu suporte a grupos pró-impeachment e o aliciamento de deputados, o mercado com seus jogos especulativos na bolsa e no câmbio para acirrar a crise,  Eduardo Cunha e seus asseclas com as pautas bombas na Câmara.  E também as obscuras mas perceptíveis ações da NSA, Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos,  e da CIA,  na pavimentação do caminho e na fermentação do clima propício ao desfecho. Os grampos contra Dilma, autoridades do governo e da Petrobrás, os protestos contra o governo, o desmanche econômico e a dissolução da base parlamentar,  tudo se entrecruzou entre 2013 e 2016.

Se os que aparecem agora nas conversas gravadas buscaram poder, impunidade e retrocesso ao país de poucos e para poucos, os agentes externos miraram o projeto de soberania nacional e o controle de recursos estratégicos, em particular o petróleo do Pré-Sal. Não por acaso, a aprovação do projeto Serra, que suprime a participação mínima obrigatória da Petrobrás, em 30%, na exploração de todos os campos licitados, entrou na agenda de prioridades legislativas do novo governo.

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Muito já se falou da coincidente chegada ao Brasil,  em agosto de 2013, de Liliana Ayalde como embaixadora dos Estados Unidos, depois de ter servido no Paraguai entre 2008 e 2011, saindo pouco antes do golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo.  Num telegrama ao Departamento de Estado, em 2009, vazado por Wikileaks, ela disse:. “Temos sido cuidadosos em expressar nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”. E num outro, mais tarde : “nossa influência aqui é muito maior que as nossas pegadas”. 

O que nunca se falou foi que a própria presidente Dilma, tomando conhecimento dos encontros que Ayalde vinha tendo com expoentes da oposição no Congresso, mandou um emissário avisá-la de que via com preocupação tais movimentos. Eles cessaram, pelo menos ostensivamente. Ayalde havia chegado pouco antes da Lava Jato esquentar e no curso da crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos,  detonada pela denúncia do Wikleaks de que a NSA havia grampeado Dilma, Petrobrás e outros tantos. Segundo Edward , o ex-agente da NSA que denunciou a bibilhotagem,          “em 2013 o Brasil foi o país mais espionado do mundo”. Em  Brasília funcionou uma das 16 bases americanas de coleta de informações, uma das maiores.

A regra de exploração do pré-sal e a participação do Brasil nos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, India. Chia e Africa do Sul),  especialmente depois da criação, pelo bloco, de um banco de desenvolvimento com capital inicial de US 100 bilhões, encabeçaram as contrariedades americanas com o governo Dilma.

Recuemos um pouco. Em dezembro de 2012, as jornalistas Cátia Seabra e Juliana Rocha publicaram na Folha de São Paulo telegrama diplomático vazado por Wikileaks, relatando a promessa do candidato José Serra a uma executiva da Chevron, de que uma vez eleito mudaria o modelo de partilha da exploração do pré-sal fixado pelo governo Lula: a Petrobrás como exploradora única, a participação obrigatória de 30% em cada campo de extração e o conteúdo nacional dos equipamentos. Estas regras, as petroleiras americanas nunca aceitaram. Elas querem um campo livre como o Iraque pós-Saddam. A Folha teve acesso a seis telegramas relatando o inconformismo delas com o modelo e até reclamando da “falta de senso de urgência do PSDB”.   Serra perdeu para Dilma em 2010 mas como senador eleito em 2014,  apresentou o projeto agora encampado pelo governo Temer.

No primeiro mandato, Dilma surfava em altos índices de popularidade até que, de repente, a pretexto de um aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus de São Paulo, estouraram as manifestações de junho de 2013. Iniciadas por um grupo com atuação legítima, o Movimento Passe Livre, elas ganham adesão espontânea da classe média (que o governo não compreendeu bem como anseio de participação) e passam a ser dominadas por grupos de direita que, pela primeira vez,  davam as caras nas ruas. Alguns, usando máscaras. Outros, praticando o vandalismo. Muitos inocentes úteis entraram no jogo. Mais tarde é que se soube que pelo menos um dos grupos, o MBL, era financiado por uma organização de direita norte-americana da família Coch.  E só recentemente um áudio revelou que o grupo (e certamente outros) receberam recursos também doPMDB, PSDB, DEM e SD. 

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Aparentemente a ferida em Dilma foi pequena. Mas o pequeno filete de sangue atiçou os tubarões. Começava a corrida para devorá-la. A popularidade despencou, a situação econômica desandou,  veio a campanha de 2014 e tudo o que se seguiu.

Mas nesta altura, a espionagem da NSA já havia acontecido, tendo talvez como motivação inicial a guerra do pré-sal. Escutando e gravando, encontraram outra coisa, o esquema de corrupção.  E aqui entram os sinais de que as informações recolhidas foram decisivas para a decolagem da Lava Jato. Foi logo depois do Junho de 2013 que as investigações avançaram. A partir da prisão do doleiro Alberto Yousseff, numa operação que não tinha conexão com a Petrobrás,  o juiz federal Sergio Moro consegue  levar para sua alçada em Curitiba as investigações  sobre corrupção na empresa que tem sede no Rio, devendo ter ali o juiz natural do caso. Moro havia participado, em 2009,  segundo informe diplomático também vazado por Wikileaks, de seminário de cooperação promovido pelo Departamento de Estado, o Projeto Pontes, destinado a treinar juízes, procuradores e policiais federais no combate à lavagem de dinheiro e contraterrorismo. Participaram também agentes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai.  Teria também muitas conexões com procuradores norte-americanos.

Com a prisão de Yousseff, a Lava Jato deslancha como um foguete. Os primeiros presos já se defrontam com uma força tarefa que detinha um mundo de informações sobre o esquema na Petrobrás.   Executivos e sócios de empreiteiras rendiam-se às ofertas de delação premiada diante da evidência de que negar era  inútil, só agravaria suas penas. O estilo espetaculoso das operações e uma bem sucedida tática de comunicação dos procuradores e delegados federais semeou a indignação popular. Vazamentos seletivos adubaram o ódio ao PT como “cérebro” do esquema.

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As coisas foram caminhando juntas, na Lava Jato, na economia e na política. A partir do início do segundo mandato de Dilma, ganharam sincronia fina. Na Câmara, Eduardo Cunha massacrava o governo e a cada derrota o mercado reagia negativamente. A Lava Jato, com a ajuda da mídia, envenenava corações e mentes contra o governo. Os movimentos de direita e pró-impeachment ganharam recursos e músculos para organizar as manifestações que culminaram na de 15 de março.  A Fiesp entrou de cabeça na conspiração e a Lava Jato perdeu todo o pudor em exibir sua face política com a  perseguição a Lula, a coerção para depor no aeroporto de Congonhas e finalmente, quando ele vira ministro, a detonação da última chance que Dilma teria de rearticular a coalizão, com o vazamento da conversa entre os dois.

No percurso, Dilma e o PT cometeram muitos erros. Erros que não teriam sido fatais para outro governo, não para um que já estava jurado de morte. Mas este não é o assunto agora, nesta revisitação em busca da anatomia do golpe.

Em março, a ajuda externa já fizera sua parte mas as pegadas ficaram pelo caminho. O governo já não conseguia respirar. Mas, pela lei das contradições, a Lava Jato continuou assustando a classe política, sabedora de que poderia “não sobrar ninguém”.  É quando os caciques se reúnem, como contou Jucá, e decidiram que era hora de tirar Dilma “para estancar a sangria”.

Desvendar a engrenagem que joga com o destino do Brasil desde 2013 é uma tentação frustrante. Faltam sempre algumas peças no xadrez.  Mas é certo que, ainda que incompleta, a narrativa do golpe não é produto de mentes paranoicas. No futuro, os historiadores vão contar a história inteira de 2016,  assim como já contaram tudo ou quase tudo sobre 1964.

 

 

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26 comentários

  1. Operação política e disputa pelo poder.

    Faltou aí a enquadrada que a Globo tomou lá nos EEUU por conta do caso FIFA: “ou mostra serviço ou o que é seu sai da gaveta”

    Outro lance escancarado foi “premiar” FHC como “homem do ano”. Ora, qual foi o grande mérito de FH para o pcomércio em 2014?! É obvio que foram tomar um dedaço no nariz; ou mesmo um “chute no traseiro”.

    É evidente demais que se trata de de uma operação de chantagem política. Derrubaram um governo de resistência pra botar um de entrega. De chantagem em chantagem vão conseguir tudo. Querem é mais pressa desses “lerdos”, dizem entre eles.

    E tem tolos que ainda acham que se trata de “combate à corrupção”…

  2. Golpe usa tática de provocação orquestrada? O que esperam os EUA

    Golpe usa tática de provocação orquestrada? O que esperam os EUA desse conflito?            

    ROMULUS                  SEG, 30/05/2016 – 08:18ATUALIZADO EM 30/05/2016 – 08:19

    Atualização do post de 25/5/16

    Golpe usa tática de provocação orquestrada? O que esperam os EUA desse conflito?

    Por Romulus

    – Parece seguro afirmar que o consórcio golpista adotou deliberadamente uma tática de provocação visando à exacerbação da polarização e da radicalização na sociedade.

    – Antes e durante a reverberação das “bombas” de fragmentação dos grampos – com detonações escalonadas e cronometradas – vemos claríssimas ações de provocação do governo e de seus apoiadores no Congresso.

    – A prudência político-diplomática recomendaria que os americanos adiassem a troca de embaixadores – caso apenas espontânea e aleatória – de forma a evitar a leitura de que veem como possíveis desdobramentos a insurreição aberta e o endurecimento do regime com uma resposta repressiva.

    – Caso buscassem a (imagem de) neutralidade diante do conflito político interno no Brasil – ainda em curso! – a prudência também recomendaria esperar. O envio de um novo embaixador e sua acreditação pelo governo – interino – brasileiro passam aos observadores a normalidade das relações diplomáticas entre os dois governos – e o reconhecimento tácito do governo do golpe.

    – Tácito? Nesta semana chega ao Brasil Mari Carmen Aponte, a nova responsável pelas Américas. Trata-se da primeira autoridade americana a visitar o Brasil após o golpe.

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  3. Pela logica > Se os EUA

    Pela logica > Se os EUA tivessem essa capacidade de intervenção dentro de Paises porque Maduro ainda está no poder em Caracas? Porque Morales está em La Paz no Governo do qual se recxusa a sair? Como não conseguem agir na Venezuela e na Bolivia e podem agir em um Pais muito maior e estruturado como é o Brasil?

    Qual o modos operandi de uma Embaixada americana para operar um “”golpe”” no Brasil?

    É impressionante em pleno Seculo 21, com o estoque de informações disponiveis, alguem articular semelheantes delirios.

    • Andre,
       
      Realmente pode

      Andre,

       

      Realmente pode parecer um delírio, mas as escutas dos EUA não foram.  Qual seria o objetivo nestas escutas? Não devemos esquecer do dedo (na verdade a mão inteira) dos EUA nos golpes da  América Latina no século passado;  a entrada dos militares  na Argentina, Uruguai, Chile e Brasil.  Quer dizer,  embora pareça um delírio, ao saber de tantas articulações que  resultaram em fatos,  não dá para fingir que esta  possibilidade dos EUA estar  neste golpe não  é tão improvavel como pode parecer num primeiro momento.

      • Meu caro, eu sou aqui neste

        Meu caro, eu sou aqui neste blog o maior critico da espuria “colaboração” dos procuradores brasileiros com o Departamento de Justiça dos EUA, minhas criticas à viagem do Procurador Geral a Washington merecem inclusive uma nota da propria PGR, quando eu faço criticas é dentro da REALIDADE real e não de ideologia ou fantasias.

        As intervenções dos EUA na Amrica Latina em determinas situações foram reais MAS isso se deu no contexto especifico da Guerra Fria, quando tambem a RUSS intervinha naquilo que ela julgava sua esfera de influencia e tambem fora desse esfera. A URSS teve fortissima intervenção no Egito após a Guerra de Suez e até a morte de Nasser, eu estive em 1967

        no Egito e tudo era russo, doa vião Antonov que ia de Cairo a Luxor, até o queijinho que serviam nos hoteis do Cairo, onde só se viam russos.

        Os EUA intervieram na Guatemala, Republica Dominicana (com auxilio do Brasil), Panama (duas vezes), Haiti MAS isso acabou porque a Guerra Fria acabou em 1990, depois disso não havia mais razão de intervenção.

        Se houvesse como permitiriam a existencia do chavismo na Venezuela, que era “chasse gardé” dos EUA, onde até o esporte nacional é o beisebol ? Eles não tem mais a CAPACIDADE OPERACIONAL de intervir em lugar nenhum, não tem cerebros

        ou estrategia para isso e muito menos necessidade, que diferença faz para eles ter Dilma ou Temer no Brasil?

        Tem ainda gente com delirios de PRE SAL, mas será que não tem nenhuma informação de que o petroleo está sobrando e vai sobrar no mundo, o petroleo está com seu uso diminuindo ano a ano, ninguem vai perder tempo com pre-sal, uma reserva fraca e carissima,  a Arabia Saudita extrai petroleo a um custo infimo e nem assim encontra compradores, quem vai comprar um oleo que custa 50 dolares para chegar à plataforma? Pura fantasia.

        Então devemos defender o Brasil naquilo que é REAL e eu defendo, é INACEITAVEL a interferencia do Departamento de Justiça contra nossas empresas estatais e privadas mas se eles fazem isso é porque a turma daqui pediu, um ato

        anti-patriotico e inadmissivel, nos colaboramos com eles e eles nunca vão colaborar conosco, veja o caso dos pillotos do Legacy até hoje sem solução.

         

    • Que comentário decepcionante…

      Os próprios norte-americanos são cientes de que seu país intervém em outros, ao redor de todo o mundo. E isso não é de hoje.

      Cidadãos como Noam Chomsky e Patch Adams são apenas dois que me vem em mente assim, diretamente, sem precisar pensar.

      Já houve um comandante das Forças Armadas norte-americanas, o qual foi considerado um grande “antissemita”, que falou isso textualmente, isto é, que seu país precisava deixar de intervir na política e na economia de outros países, o que, segundo ele, os USA fazia por impulso dos grandes interesses de Israel, que possui grande força política e financeira no Congresso norte-americano.

      Como se não bastasse, eles próprios brincam com essa história em filmes e séries, contando abertamente como intervém, como torturam, quais são os objetivos e quais são os benefícios obtidos.

      Não é possível mesmo que em pleno século 21 alguém possa desconsiderar totalmente o conteúdo desses documentos divulgados pelo Wikileaks, e que ainda tenha a pachorra de apontar delírio em quem, de modo bem fundamentado, levanta os indícios de participação dos USA no atual momento vivido pelo Brasil.

      É muita ingenuidade acreditar que seres tão medíocres como Jucá ou Renan Calheiros tenham tramado a derrubada de um governo legitimamente eleito, somente para “estancar a sangria” de uma patética operação promovida por uma polícia federal altamente corrupta, assim como é muita, mas muita mesmo, ingenuidade pensar que tudo o que está ocorrendo no Brasil se dá de modo desvinculado daquilo que está ocorrendo em outros países da América Latina.

      Ora, você vem aqui no GGN e diz que os USA tem 22 bases militares na América Latina, e agora vem dizer que duvida da capacidade daquele país intervir estrategicamente na vida política, social e econômica de outros países? Desculpe-me, mas não entendi essa incoerência.

       

    • Centralizaram a grotesca

      Centralizaram a grotesca tentativa de golpe no Brasil pela cobiça do pré-sal e porque aí o restante do pretendido quintal (AL), vem automaticamente sem deixar muitas pegadas criminosas. Como se isso fosse possível.

      É difícil acreditar que existam ainda muitos inocentes úteis que não vejam o óbvio.

      Que muitos já deram o seu preço (para de uma maneira ou outra) virar empregados zumbis machosos dos es-zunidos não tenha dúvida. A Pax Dos Cemitérios, comprova isso.

       

    • Como seria a Lava Jato sem as informações coletadas pelos EUA?

      André,

      Duas perguntas em cima de suas colocações:

      1 Se comparar Brasil com Venezuela e com Bolívia, qual dos três tem a melhor relação custo benefício em se retirar um governo independente de Washington e colocar um governante submisso às vontades americanas? O Brasil, além das reservas abundantes de petróleo, como a Venezuela também tem, é parceiro fundamental dos BRICS e do banco dos BRICS que afronta o sistema de poder econômico americano. O Brasil é rico em outros recursos importantes para o mundo hoje: produção agrícola formidável a custos muito competitivos. As empreiteiras brasileiras começaram a ganhar mercado dentro dos próprios EUA e na África. Isso não incomoda nem um pouco os interesses americanos?. Qual o custo de derrubar um governo no Brasil e qual o mesmo custo de fazê-lo na Venezuela? Como vimos, não custou quase nada.

      2 A Lava Jato teria chegado onde chegou sem a enxurrada de informações fornecidas pelo governo americano ao juiz Sergio Moro sobre os esquemas de corrupção coletados durante a espionagem da Petrobrás e do Palácio do Planalto? Por que Sérgio Moro foi levado para treinamentos nos EUA sobre como combater lavagem de dinheiro e esquemas de corrupção?

      Parece que a comparação com Venezuela e Bolívia fica respondida quando se atenta para essas questões.

      • O Brasil com abundantes

        O Brasil com abundantes reservas de petroleo como  a Venezuela? A O Brasil tem 14 bilhões de barris, dados oficiais e a Venezuela tem 575 bilhões de barris, os dois igualzinhos não é mesmo?  E porque os EUA não tiram o Maduro, louco de hospicio, do poder, se eles podem tudo?

    • Caro André Araújo

      Como representante do Partido Republlicano dos Estados Unidos no Brasil, o Sr. está apenas fazendo seu trabalho ao defender os interesses norte-americanos. Mas, por favor, não nos trate como idiotas. Nós (outros) não nos subordinamos às imbecilidades dos seus patrões.

      • Meu caro, eu sou aqui neste

        Meu caro, eu sou aqui neste blog quem mais ataca a ação do Departamento de Justiça contra empresas brasileiras e

        a absurda pretensão americana de estender sua jurisdição ao mundo inteiro, ninguem aqui combate isso, quando o DofJ atacou a FIFA todos no Brasil bateram palmas, inclusive Kfouri e cia.,  sem perceber o absurdo de Justiça americana colocar seu braço dentro da Suila, a proposito de um esporte que nem é do gosto deles.

        Mas para combater é preciso viver com os pés no chão e não na lua, o volume de besteiras que aqui se fala sobre os EUA, o absurdo complexo de inferioridade em achar que os americanos tem um poder  superhumano para operar em um dos maiores paises do mundo como se aqui fosse o Haiti, sem noção de proporção, de contexto, é uma brincadeira.

        Os EUA não tem o poder de derrubar um Governo de grande Pais, confunde-se SIMPATIA com um governo com AÇÃO concreta, que eles não tem capacidade de fazer nem agora e nem antes. SIMPATIA tambem o Governo do PT tinha com Maduro, o que não significava AÇÃO, todo Governo tem simpatias ou antipatias em relação a outros Governos, isso não significa intervenção, aqui se embaralha isso sem nenhuma reflexão.

        Se os EUA tivessem VONTADE de intervir lhes falta completa CAPACIDADE para tanto, eles simplesmente não tem essa capacidade, faltam-lhes os instrumentos para intervir em paises do tamanho do Brasil ou Argentina, a CIA é fraquissima na America Latina, não sabem nada e nem querem saber, passou o tempo deles mas tem gente que não sabe, nunca conheceu alguem da CIA, fala por ouvir falar em conversas de bar.

         

         

  4. Todos já sabiam

    Muito bom o post embora não traga nada de novo para quem acompanha os acontecimentos políticos. O problema é: quem vai emitir os mandatos de prisão contra os golpistas? Pois todos sabemos que é lá que deveriam estar. Não sobrou nenhuma instituição com poder para fazer as prisões necessárias contra essa turma de golpistas lesa pátria. 

  5. Bom texto, somente uma
    Bom texto, somente uma crítica: ao menos no Rio de Janeiro, não houveram “mascarados” de direita, muito menos “vandalismo” de direita. Essa narrativa foi criada e sustentadada pelos mesmo que não souberam interpretar as causas e vontades expressas nas m
    anifestações de 2013.

  6. Conseguiram alcançar o que almejavam

    Se os jornalistas “livres” não batalharem para que essa historia não seja contada tão somente através da versão oficial, levara muito tempo para que historiadores possam conta-la realmente como se deu, tal o nivel de imbricamento que contem esse golpe. A derrubada do PT do governo federal eu acho que começou desde a eleição de Dilma Rousseff (o denuncismo em cima de ministros de seu governo) até o ja famoso 17 de abril.

  7. Uma peça do xadrez.

    Petroleira dos EUA pode estar tentando chegar ao nosso Pré-Sal

    NA MÃO GRANDE

    Do blog ECOnsciência

    A companhia petrolífera norte-americana Chevron pode ter tentado alcançar indevidamente a camada pré-sal do Campo de Frade, o que iria configurar um ato de pirataria bem nas nossas barbas.

    Na tentativa, que está sendo investigada pela Polícia Federal, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), que já dura 10 dias.

    Técnicos da Agência Nacional do Petróleo discutem internamente essa possibilidade.

    Os especialistas da ANP suspeitam dos motivos que levaram a Chevron a empregar uma sonda com capacidade para perfurar a até 7,6 mil metros, quando o petróleo em Frade aparece a menos da metade dessa profundidade.

    Ou seja, o uso do equipamento é um indicativo de que a companhia poderia estar burlando seu plano de prospecção do campo.

    A Polícia Federal também investiga denúncias de que a Chevron emprega estrangeiros em situação irregular no País. Há indícios de que até pessoas que não deram entrada oficialmente no Brasil estejam trabalhando em plataformas localizadas no litoral brasileiro.

     

    Enquanto o vazamento de petróleo polui o litoral norte fluminense, em terra firme órgãos governamentais — como ANP, Ibama, Polícia Federal — e a sociedade civil apertam o cerco em torno de um acidente que pode ser até 23 vezes maior que o estimado pela petrolífera.

    Oficialmente, a Chevron calcula que a mancha de óleo localizada a 120 quilômetros da costa era ontem de 65 barris na superfície, e que o total vazado ao longo dos dias teria chegado a 650 barris.

    O geólogo americano John Amos, da ONG SkyTruth, estima, contudo, com base em imagens captadas pela Nasa, um vazamento de 3.738 barris por dia entre 9 e 12 de novembro.

    Isso daria um total de, pelo menos, 15 mil barris despejados no oceano.

    * Com charge de Clayton em O Povo

    Leia mais: http://www.materiaincognita.com.br/petroleira-dos-eua-pode-estar-tentando-chegar-ao-nosso-pre-sal/#ixzz4A9fyOLaP

  8. O lugar confortável de vítima

    Seria uma suprema ingenuidade não considerar seriamente a hipótese de que interesses norte-americanos jogaram muito ativamente na queda de Dilma.

    O problema é como a história é contada, transformando o jogo pesado que deveria ter sido combatido com armas bem mais pesadas (tal como as armas com que ele joga) em mero pretexto para uma vitimização igualmente ingênua do governo Dilma.

    Numa guerra, mesmo a eventual superioridade de forças do inimigo pode ser driblada para impor-lhe as maiores perdas possíveis, recuar em seguida, para atacar de novo forças já menos poderosas. Essa é a lógica trivial da guerrilha.

    Quando a guerra se imiscui com a política (a despeito dos lugares comuns klausewitzianos, ninguém ainda soube definir exatamente a fronteira entre ambas, se é que ela existe), é preciso cuidado redobrado para reconhecer os signos, identificar os movimentos e distinguir as suas potencialidades, de modo que eles possam ser usados em favor de quem joga.

    O último governo petista, comandado por uma presidente extremamente pobre em sagacidade e tirocínio, enfiou os pés pelas mãos em tudo que diz respeito à política, e mais ainda no que diz respeito à guerra.

    Uma presidente que dispensa todo um gabinete de segurança institucional, em lugar de moldá-lo e fazer uso dele otimamente, que usa telefones inseguros, meios não criptografados, que não tem nenhuma capacidade de controle dos seus funcionários, e que trata “republicanamente” uma inimiga potencial e iminente como a embaixadora norte-americana, está dando sinais evidentes de que oferece aos inimigos todos os recursos para ser atacada. Onde ela pensava que estava? na civilização? (ou melhor, em algum curioso planeta onde não existam interesses norte-americanos?).

    A impressão que fica é que Dilma, além de não ter sagacidade e tirocínio, usou essas suas deficiências para ficar completamente cega em termos de inteligência (no sentido dos serviços de informação). Houvesse um mínimo de trabalho de inteligência diplomática e essa embaixadora não teria sequer suas credenciais aceitas.

    Não adianta querer dizer simplesmente que o governo foi vítima quando, na verdade, o governo fez tudo para ser vítima fácil.

    A despeito do que insinua o curto-circuito deliberado da redação da Tereza Cruvinel, a situação econômica não desandou por causa das manifestações de junho de 2013. Se a direita fez bom uso dessas manifestações, as forças no governo foram incapazes de identificar suas potencialidades, exatamente porque desconheceram do que se tratava, já que estavam atavicamente afastadas da política das ruas e dos movimentos sociais. Mas o obtusidade petista em geral, exatamente por ter renunciado à política, continua até hoje incapaz de reconhecer que junho de 2013 foi muito mais que uma orquestração da direita.

    A consciência petista parece buscar conforto simplesmente enfiando a cabeça no buraco.

    O governo Dilma ajudou em tudo o que foi possível para que fosse derrubado. Foi a vítima mais consentida e mansa que qualquer inimigo poderia ter ou até mesmo imaginar. Não é difícil encontrar as razões disso, já que foi um governo que abandonou a política acreditando poder refugiar-se na “gestão”. Derrubar o governo Dilma foi um passeio. É difícil encontrar outro governo mais “derrubável” na história brasileira.

    De nada vai adiantar esquadrinhar a ação sistemática de interesses inimigos do país se também não se for capaz de uma autocrítica que reconheça por que o PT no poder acabou se tornando o maior protagonista do seu próprio fracasso.

    O governo Dilma, em especial, não caiu apenas por ser vítima de alguém. Caiu por ser absolutamente incapaz de dar combate.

  9. Dos grandes erros de Dilma,

    Dos grandes erros de Dilma, parte deles foi praticados contra ela mesma, se levarmos em consideração a matéria de Tereza Cruvinel, entre tantas que se reportam para as denúncias do Wikileaks. 

    Estávamos sempre avessos a Dilma manter em seus qudros o ministro da justiça pela sua inoperância porque era como se ele estivesse sempre fazendo um jogo contra a Presidente. Ainda hoje estamos engasgados com relação àquelas não-ações de Eduardo Cardoso. 

    E o que dizer da Inteligência. Onde estavam os ógãos de inteligência para irem fundo nessas denúncias tão graves? 

    Será que podemos inferir que os EUA jamais teriam se infiltrado no nosso País se o governo instalado não fosse tão vulnerável? 

     

  10. TUDO VEM DE BEM ANTES…
    Informações, matérias jornalísticas, comentários que circulam na Internet mostram essas “pegadas” ensaiadas bem antes do período referido neste artigo…
    Diz-se dos Protocolos de Segurança assinados por dezenas de países após os ataques de 11 de setembro. A intensão desses protocolos de cooperação entre as Nações é fazer cruzamento de dados financeiras pelo mundo – com a sedimentação da informática e da internet, bastam poucos cliks de computador – e, estando sigilos fiscais e bancários compartilhados pelas agências de segurança, ficaria fácil identificar organizações criminosas internacionais, inclusive de corrupção estatal. Igual modo, conversas telefônicas são também monitoraveis, afinal é meio digital.
    Ora, entenda-se como louvável essa estrategia de defesa Norte Americana, visto a problemática de crimes de guerra internacionais terem ramificações financeiras em vários países! Mas somente quem vê Batman e Superman como salvadores podia achar que está mega estrutura de investigação internacional iria ficar apenas no campo de Defesa de Estado. Pode ter sido usada, tudo indica, para encontrar fragilidades fiscais e politicas-financeiras de países com sistemas eleitorais em crise e complexos como o Brasil, a atender, esse sistema, a interesses mais de mercado que princípios republicanos. Se essa avalanche de informações sigilosas foram manipuladas no Brasil, estamos analisando… mas que existe esse sistema existe! Ta aí o escândalo mundial do HSBC e do Canadá Papear. No Brasil, fica claro que autoridades que estão â frente de investigações beneficiam-se deste sistema: é muito provável que estás “investigações” da Lava Jato colham boa parte de conteúdo de investigações por meros clicks de computadores (talvez por uma senha pessoal de seus (seletos) cadastrados pelo mundo?) E então, bons intencionados investigadores, até mesmo magistrados, viram agentes não -conscientes de escusos interesses políticos -economicos não favoráveis à população de sua própria Pátria. Lamentável! Lamentável que pessoas de alto escalão brasileiro acreditem que haja somente bonança para o Brasil em cursos, cooperaçoes, apoio de setores secretos dos EUA para com o Brasil. Não estudaram 64.

  11. Somente idiotas não entendem

    Somente idiotas não entendem que o GOLPE foi para isso:

    Tornar esta grande NAÇÃO um país destruído, insignificante, subserviente, dependente, coadjuvante e sem qualquer protagonismo no cenário internacional, um fornecedor de matérias primas, um provedor de força de trabalho barata e desqualificada, um grande mercado interno carente de serviços básicos para as privadas lucrarem indecentemente.

    Vítima de um golpe de Estado, o maior protetorado que os EUA já sonhou em possuir.

    Um brazil para as privadas e elites.

     

    #OGolpeTemQueSerNeutralizado

    #FimDaPolitizaçãoDoJudiciário

    #ForaTemer

    #NãoNosIntimidarão

    #OGolpeSeráDerrotado

    #PelaDemocracia

    #PTcontraoGolpe

    #NãoTemArrego

    #AnulaOGolpeSTF

    #VoltaDilma

    #VemPraRua

    #AsRuasSãoDosQueLutam

    #LutarÉUmDireito

    #OusarLutarOusarVencer.

    #ConhecimentoRevolta

    #GovernoGolpistaLesaPátria

    #Lula2018

    #MoroExonerado

    #MoroNaGuantânamoDeCuritiba

    #MoroLesaPátria

     

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