CEMIG : VENDENDO A CASA PARA PAGAR O ALMOÇO

 De todos os danos estruturais na economia brasilieira   provocados pelo programa   neoliberal  nada mais emblemático do que a venda das maiores usinas hidroelétricas da CEMIG,  adquiridas por  multinacionais, o pior tipo de  capital estrangeiro  porque não representa a criação de ativos novos, nem empregos, nem agregam valor ao Pais mas  aumenta a base para remessa de dividendos de um ativo construído por brasileiros com recursos nacionais. E pior, ainda comemoram.

A maior compradora foi uma companhia estatal chinesa. É do sistema chinês importar toda engenharia e equipamentos para suas empresas no exterior vindos da China, também usam suas empresas para empregar chineses ao máximo.

É o pior tipo de comprador para a pior das privatizações que se pode imaginar.

É uma regressão histórica que poucos paises viram acontecer em tempos de paz.

A CEMIG foi fundada por Juscelino Kubtschek que construiu um grande parque hidroelétrico em Minas Gerais, até então Estado carente de energia  suprida que era  especialmente por empresas americanas que não investiam no potencial hidroelétrico do Estado.

As usinas, começando por Tres Marias, foram construídas com recursos do Estado de Minas Gerais, recursos nacionais, projeto nacional, engenharia nacional, mão de obra nacional.

Agora quatro das  maiores usinas da CEMIG, mais de um terço de sua capacidade de geração,  são vendidas para fazer caixa para a União, caixa que será queimada em poucos dias para pagar juros e supersalarios, os recursos da venda não tem nenhuma destinação estratégica, vão sumir na fogueira do déficit federal continuado, que segue  ainda maior em 2018.

Mas o déficit continuará até aumentado no próximo ano, o que será então vendido?

Que tal a Amazonia?  Imagine o valor da madeira  serrada na floresta. Venda de terras férteis para chineses também seria um bom negocio, faz caixa rápido, ao gosto dos “ajustistas”.

O insano plano econômico tem como objetivo maior manter  o valor do capital rentista que consome  a maior rubrica do orçamento federal, o pagamento de juros da divida publica,  o plano não tem qualquer meta de investimento público, hoje no seu nível mais baixo na historia econômica do Brasil, não se investe nada e nem há ideia de investir, a infra estrutura já feita vai deteriorar, nova não será construída por falta de dinheiro, que só falta na ideologia rentista, governos mais inteligentes sabem fazer dinheiro e investir no Pais, o Brasil não é um Pais pobre de recursos como a Grecia, que tem que importar comida e combustível.

O objetivo principal do plano é assegurar inflação cada vez menor para com isso garantir o capital rentista que beneficia as classes mais altas e o capital especulativo estrangeiro.

Para atingir tal objetivo não há espaço para investimentos públicos, que são exatamente aqueles que dariam empregos aos brasileiros de mais baixa renda. Construção de obras de infraestrutura  gera empregos na faixa mais critica do desemprego, aquela  onde está a maior  crise social de hoje. Investimentos em infraestrutura  geram também empregos técnicos na área de engenharia, setor no qual o Brasil já foi campeão mundial em vários setores, como construção de barragens, hoje um deserto de engenheiros desocupados.

 O programa econômico não tem nada para o crescimento do Brasil, é apenas um plano de tesouraria, de administração de caixa, de fazer dinheiro para garantir os juros do rentismo.

O plano econômico Meirelles Goldfajn tem metas definidas, garantir o capital  financeiro.

Não tem meta alguma para o emprego, alegando que este virá do investimento privado.

Não há na historia  econômica saída de recessão sem ação do Estado mas a ação do Estado não pode existir no atual plano econômico. Ao contrario, as privatizações visam diminuir o papel do Estado na economia, usando o dinheiro das privatizações na fogueira dos juros e dos salários da alta burocracia  em uma operação de curto prazo sem qualquer horizonte.

CUIDANDO DE TRINTA MILHÕES DE BRASILEIROS

Grosso modo  há no Brasil uma classe abonada que na melhor das hipóteses chega a 30 milhões de brasileiros e é para essa classe que se faz a atual politica econômica.

Qual projeto existe para os outros 170 milhões de brasileiros? Um projeto para esse grupo majoritário  simplesmente não existe no atual plano  econômico, como se essas pessoas fossem uma nuvem invisível  ou um estorvo para a economia.

Na realidade falar em plano é inapropriado, trata-se de algo menor, e um  simples programa financeiro para garantir cambio favorável para o capital voltar protegido de  qualquer risco de conversão e garantir cambio barato para as férias da classe media alta.

Trata-se do primeiro programa na Historia econômica moderna do Brasil, desde 1930, que não tem qualquer  papel para a indústria e para o emprego, o foco único é a garantia do capital e de seus juros, especialmente o capital especulativo de fundis estrangeiros.

Nesse contexto é que se explica a traumatica privatização de usinas construídas com capital e trabalho exclusivamente nacionais, vendidas a grupos chineses e europeus, processo que não vai gerar um único quilovate adicional  e um único emprego novo.

Na primeira Era das Privatizações no Governo FHC havia um projeto nacional, projeto ruim mas era um projeto com começo, meio e fim, com uma visão de Pais, uma visão neoliberal mas assim mesmo era um projeto nacional de longo prazo com sua logica interna.

Nas atuais privatizações não há projeto algum, é só fazer caixa, nada mais. A entrada de caixa é imediatamente jogada na fogueira das despesas correntes, sem pensar no dia seguinte.

Ao fim do processo queimou-se o patrimônio físico do Pais, não se resolveu o desequilíbrio fiscal de forma permanente, no ano seguinte o desequilíbrio continua e já não há mais o que vender porque o estoque de ativos é finito, na primaira Era das Privatizações já se vendeu boa parte do patrimônio nacional, agora trata-se da venda do que sobrou.

A MIDIA ECONOMICA

Na mídia econômica da grande imprensa que no Brasil segue a linha oficial, caso único no mundo,  a privatização de usinas prontas e amortizadas apenas para fazer caixa não mereceu qualquer reparo.  Ao contrario, o feito foi saudado nessa mídia como prova de confiança no Pais. Entrega-se patrimônio nacional a chineses e isso é visto como uma vitória.

A sempre  onipresente e onisciente Miriam Leitão gastou seu horário do dia seguinte ao leilão para falar de miudezas do PIS PASEP, não dando nenhuma importância  à privatização das usinas da CEMIG, algo que emocionou no sentido de perda a grande parte dos mineiros mas Miriam, sendo mineira de Caratinga, não se emocionou e nem tocou no assunto, afinal a linha da GLOBO é a favor do ajustismo na sua ultima escala, o coro canta unido, Sardenberg, Miriam,

Merval, apenas destoa as vezes Monica de Bolle, que tem luz própria.

LIQUIDAÇÃO DE ATIVOS

Privatizações de ativos  importantes e estratégicos estão sendo executadas a toque de caixa para fazer caixa, sem qualquer ideia sequer remota de interesse nacional a longo prazo.

Essa é a consequência de se entregar o controle absoluto da economia do Pais a delegados do capital financeiro internacional sem nenhuma ligação com um projeto de pais.

Lembra certos diretores financeiros (CFO) de empresas em dificuldades contratados por “head hunters” a peso de ouro que adotam medidas de curtíssimo prazo de  geração de caixa, salvam o balanço do  ano e seu salario e bônus  mas matam o futuro da empresa.

Há casos clássico desse tipo de atuação, corta-se toda manutenção, pesquisa, vende-se todo o estoque com grandes descontos, dispensa os funcionários mais experientes e mais caros, vende as melhores maquinas, vende o prédio e passa a pagar aluguel, tudo isso gera caixa no curto prazo mas inviabiliza a empresa no longo prazo.

O caso mais clássico desses “salvadores do caixa” é o de Alfred Dunlap, CEO da fabricante de aparelhos eletro domésticos SUNBEAM em 1996 , apontado como gênio na capa da revista BUSINESS WEEK.  Dos 36.000 funcionarios reduziu para 10.000, cortou tudo e fez promoções de vendas dando desconto de 50% em grandes magazines. Com isso fez caixa rapidamente mas liquidou com a marca, destruiu  a enorme rede de pequenas oficinas distribuidoras que viram as grandes lojas vender barbeadores por preços abaixo do que eles já tinham pago à fabrica, causando grandes prejuízos a esses pequenos revendedores que abandonaram a marca,  acabou com o estoque de matérias primas, a fabrica não conseguiu mais operar e a marca foi queimada. Dois anos depois da capa da BUSINESS WEEK  Dunlap foi considerado o pior executivo do Pais mas no primeiro ano na Sunbeam ele surfou no sucesso, ninguém percebeu o buraco que ele estava cavando para a empresa mas com grande lucro pessoal.

Os executivos dirigentes do banco de investimentos LEHMAN BROTHERS ganharam bônus no ano em que o banco quebrou. Até a semana anterior à quebra eles pareciam geniais mas era tudo no curto prazo, para ganhar o trimestre, o depois não interessava.

O leilão das usinas da CEMIG lembra essa feitiçaria do curto prazo, um desastre para empresas e paises, vendm a casa para pagar o almoço, no dia seguinte não tem casa e nem almoço.

O AJUSTISMO

Enquanto o “ajustismo” à outrance segue como única politica econômica do Ministerio da Fazenda, o Banco Central cuida com exclusividade e total independência da politica monetária e cambial, não tem meta de emprego, como tem o FED em seus estatutos.

So estabilizar a moeda, sem nenhum outro compromisso é algo relativamente fácil. O que exige inteligência e capacidade é ESTABILIDADE  com  PROSPERIDADE, obrigação legal do Banco Central americano, o Federal Reserve System, os dirigentes tem que cumprir esses dois objetivos, aqui é um só, o mais fácil, acabar com a inflação paralisando o Pais.

O “ajustismo” marca de forma indelével seu fanatismo ao inviabilizar por anos à frente a capacidade do BNDES alavancar o crescimento. Ao retirar todas as reservas do Banco para operar nos próximos anos, o Ministerio da Fazenda sinaliza que sua única prioridade é pagar os juros de uma divida publica estável que não se desvaloriza pela inflação, secular método  dos Tesouros nos últimos 200 anos para aliviar seu endividamento, a começar pelo Tesouro americano, hoje o dólar vale um vigésimo do que valia em 1945 e com isso que o Tesouro dos EUA conta para manter sua solvência. Estabilidade artificial da moeda é um veneno mortal para os Tesouros, tornando sua divida publica impagável nem que se venda o Pais inteiro, os fanáticos das metas de inflação preferem matar o Pais do que aliviar a divida.

O Ministerio da Fazenda saca R$280 bilhões do capital do BNDES para jogar na fogueira do déficit publico visando proteger os rentistas da divida publica, seu único objetivo.

O DESEMPREGO

Para mascarar a recessão induzida por essa politica dá-se brilho a truques estatísticos,como dizer que o desemprego está caindo, algo irreal a luz da observação empírica.

O IBGE aponta a criação de 658 mil empregos entre maio e agosto deste ano. Empregos criados onde e porque se não há investimento produtivo digno de registro, publico ou privado? E claro que não se criou emprego algum de carteira assinada, isso o próprio IBGE reconhece, então onde estão os “novos” empregos criados pelas trombetas da GLOBONEWS?

O próprio IBGE declara que são empregos informais onde tudo pode entrar,  de motoqueiro entregando pizza a guardador de carro. São basicamente subempregos de baixíssima renda.

O grave problema que nenhuma estatística de emprego aponta é uma realidade cruel.

Depois de procurar emprego por dois anos um engenheiro com excelente formação e boa experiência teve que aceitar qualquer coisa, hoje trabalha no almoxarifado de um grande supermercado, seu valor de mercado seria de 20 mil Reais, ganha 3.500, para não morrer de fome. Esse tipo de situação é GERAL hoje na economia brasileira, são dezenas de milhares de bons engenheiros desempregados, acabou a indústria naval, a indústria de bens de capital está paralisada porque não há investimentos, há pouca construção de usinas, portos, estradas e aeroportos, existe então uma imensa reserva de mão de obra técnica desempregada.

Quando um engenheiro vira motorista de UBER e existem centenas nessa situação, o IBGE conta como um novo emprego e a GLOBONEWS festeja com rojão MAS na realidade nua e crua é apenas um infeliz que aceita QUALQUER emprego para não passar forme, ele e sua família,  um homem com mulher e filhos para criar faz literalmente qualquer coisa para manter a família, é essa a realidade real da economia brasileira de hoje.

A INSTITUIÇÃO CEMIG

Em Minas Gerais a CEMIG é uma instituição. As usinas vendidas, que representam 36% da geração da CEMIG, não são apenas bens físicos. São parte de uma grande estrutura corporativa, que em 2010 era a 2ª maior empresa de energia  do Pais, após a Petrobras.

Com um excepcional corpo de técnicos, departamentos de pesquisa e ecologia, até um importante setor de piscicultura para prover de peixes seus grandes reservatórios, a CEMIG tem um papel crucial no desenvolvimento de Minas Gerais, liquidar parte de seu melhor ativo é algo inacreditável em termos de projeto de PAIS. Os chineses vão cuidar dos peixes dos reservartorios ou vão só se preocupar com os dividendos? Em 2008 a CEMIG fez um magnifico levantamento do potencial eólico do Estado de Minas, um trabalho de folego, de excelência técnica, algo que investidores privados dificilmente fariam, a CEMIG tem  uma visão publica, de interesse geral, além do puro negocio financeiro. Seu Conselho de Administraçção, do qual fiz parte por muitos anos, teve luminares como João Camillo Pena, ex-Ministro da Industia e Comercio, Francelino Pereira, ex-Governador do Estado, Guy Vilella, um dos maiores especialistas brasileiros em barragens. Uma verdadeira instituição de elevado espirito publico operando um negocio empresarial mas com olhar de interesse publico além do balanço.

Vender o coração de seus ativos  é um ato contra o interesse publico, custa a crer que um Estado Nacional, um dos maiores paises do mundo, com capacidade de levantar recursos, com visão de futuro,  cometa essa insanidade mas fizeram. Agentes do capital financeiro internacional no comando da economia não tem qualquer ligação com o Pais e com suas instituições, a CEMIG é uma instituição, como era a outrora poderosa CESP,  empresas emblemáticas, com grandes engenharias, construtoras do Pais, retalhadas a pedaços.

A China nuca faria isso com suas poderosas estatais de energia, nem a França com a EdF, nem a Italia com a ENEL, são corporações que fazem parte da estrutura óssea do Estado, importantes para a construção do futuro para as novas gerações, para pesquisas e novos empreendimentos, a CEMIG foi pioneira em energia eólica, pesquisa carro elétrico, novas baterias, redes de transmissão de dados através das linhas elétricas, não é só dividendo.

OS ECONOMISTAS DE MERCADO E OS NEOLIBERAIS

Há uma categoria de brasileiros cuja adesão ao pensar neoliberal corroi  sua adesão ao Pais onde nasceram e ao qual deveriam ter  lealdade . O neoliberal clássico NÃO tem pátria, são apátridas de alma,  se sentem bem em qualquer lugar do mundo desde que ligado a grandes corporações, já esqueceram até a bandeira e o hino do pais onde nasceram, sua cultura não tem raiz e ao fim e ao cabo tem uma tênue lealdade a uma ideologia economicista que limita a vida à carreira  ao bem estar pessoal, para esse grupo o Pais não existe.

Para uma dessas voltas do Destino são essas figuras que hoje dirigem a economia brasileira.

A Av.Faria Lima e a Rua Dias Ferreira não são parte do Brasil, são enclaves financeiros, paraísos fiscais que vivem como apêndices da finança internacional, para eles o Pais é só um detalhe.

São esses núcleos que estouram champagne com venda de ativos nacionais a estrangeiros que titulam como “ prova de confiança”, dançam em clima de festa sobre os escombros de um projeto nacional, um Brasil usado apenas como plataforma de capital internacional.

54 comentários

  1. O pessimismo exagerado do André e a exuberância econômica

    O André carregou demais nas tintas, há sinais eloquentes de exuberância na Economia brasileira, só ele que não vê. Vamos a alguns exemplos da pujança econômica brasileira, contra os quais não há argumentos, e a má-vontade do André não permite: 

    1) Sabia da inauguração de um imenso shopping center bem no centro de São Paulo? Não? Está vendo, a má vontade começa por aí. O Shopping Tiradentes é um sucesso espantoso, a céu aberto, e fica exatamente na Av. Tiradentes, e composto por dezenas de valorosos vendedores, desde o sucesso de vendas Suflair, da Nestlè, 3 barras por R$ 10,00 e outras guloseimas, até sofisticados eletro-eletrônicos, tudo ali, na porta do seu carro, a céu aberto. Um sucesso! Há pouco mais de um ano, eram meia dúzia, agora já passam de uma centena, pois o Shopping Tiradentes ocupa as pistas nos dois sentidos. O case de sucesso mesmo são os limpadores de parabrisa, qual o investimento inicial? Um rodinho com esponja, um pano (7 panos alvejados por R$ 10,00, no Shopping Tiradentes), e uma bisnaguinha com água e detergente, tudo não passa de R$ 20 mangos. Que Uber, que nada. A cena quando fecha o semáforo é indescritível, de tão bela, dezenas de vendedores surgem do nada oferecendo seus produtos na mão, multiplicidade de oferta, preços baixos. Outros empreendedores são mais ousados e folgados, começam a trabalhar invariavelmente quando escurece, e disfarçados de mendigos estilizados ostentam placas estimulantes ao empreendedorismo: “Tenho fome”. Cenas assim só no cinema, filmes ingleses dos anos 40/50, retratando uma Bombaim efervescente, cheia de prósperos indianos viajando no teto dos garbosos trens ingleses para aproveitar a suave brisa;

    2) Outro empreendimento de sucesso que o André não enxerga. A Av. Nova Cantareira, na Zona Norte, é uma venida extensa, vários quilòmetros. Pois bem, uma rede de lojas se instalou em toda a extensão da avenida, são milhares, repito milhares de lojas da rede ALUGA-SE, e a cada semana inauguram um novo endereço, só cresce. A GNews precisa entrevistar urgente o CEO dessa rede de lojas para nos contar o segredo do sucesso. 

    3) Sabe aquela cerveja solitária nas mesas externas, na calçadas dos botecos, tipo Bar do Zé, na Maria Antônia? Esqueça, solidão nunca mais. Dezenas de empreendedores individuais, saco nas costas, também disfarçados de mendigos estilizados infestaram as ruas, felizmente. Passam durante toda noite pela sua mesa e acabam com a solidão, são alegres, comunicativos e dispostos a uma interação mediante uns trocados. E fazem o mesmo nas portas dos supermercados e padarias. Monotonia, nunca mais. Mesmo caso do Shopping Tiradentes, há pouco mais de um ano não se viam esses simpáticos empreendedores. Quando eu desço para tomar a minha cerveja no bar do Zé, já saio de casa prevenido, trocados nos bolsos para recompensar esse povo simpático e hospitaleiro, que alegra minhas noites. Vou dormir feliz, é justo recompensá-los. 

    André, tenha um pouco mais de compreensão com dona Míriam Leitão, reconheça, São Paulo se tornou uma cidade melhor de se viver há pouco mais de um ano, o empreendedorismo individual que pulula pela cidade em níveis surpreendentes é a prova viva disso. 

    x-x-x-x-x-x-

    PS.: Fechou-se um ciclo no Brasil, exatamente em outubro/2014, em São Paulo pior ainda. Estou caindo fora, acabou para mim. Estou indo a 170 Km da capital, sentido Vale do Paraíba, 11 mil habitantes. Fuga? Sim. 

    • Vale do Paraíba?
      Está pulando

      Vale do Paraíba?

      Está pulando da frigideira para o fogo.

      São José dos Campos está batendo recordes e mais recordes de atividades de um novo tipo de empreendedor: “Car Mining”, ou seja, a garimpagem de veículos pelas ruas da cidade.

      • Álvaro, agradeço pela atenção e pela dica!

        Tranquilize-se, estou indo para a bucólica, simpática e mais musical cidade do Brasil, São Luiz do Paraitinga, a terra do saci. Os baianos sempre fizeram auto-propaganda, dizendo que baiano não nasce, estréia (com acento), pois o mesmo digo dos luizenses, todos artistas de primeira. Abraço. 

    • Venda da CEMIG

      O Fernando J. herdou a verve irônica do Aldir Blanc no inesquecível O Pasquim. Tem futuro. Os mineiros desta vez, tomamos em pé,igual vaca.

  2. Penso que toda desgraça que

    Penso que toda desgraça que está se abatendo sobro o nosso país poderia ter sido evitada se os governos petistas tivessem um mínimo de cuidado na nomeção de ministros do stf, por exemplo.

    Se tivessem indicado para lá gente minimamente comprometida com o país e o povo brasileiro teriam agido conforme reza a constituição e impedido o golpe de estado de 2016.

    O ministro morto tem responsabilidade FUNDAMENTAL no estado de coisas hoje em vigor neste país. Se tivesse tido um mínimo de coragem e respeito ao país e a consituição teria afastado o golpista cunha da câmara quando foi solicitado seu afastamento.

    Quando protelou por mais de seis meses o pedido o PGR pode ter sentido que o STF estava no golpe e que ele não poderia fazer nada a não ser aderir ao golpe. foi o que fez.

    O PT errou gravemente em TODAS as suas indicações ao STF. As piores foram o “menino pobre que consertou o brasil”, o “fucks”, a “morticia” e o “liberal-sol”. Sem esquecer do “teoria da xavaska.” 

  3. economistas dissecando a falácia

    Se existe uma expressão que pode sintetizar a fisionomia de uma nova geração de economistas nas universidades americanas é essa: cabeça aberta. Trata-se de uma geração mais sofisticada, que não aceita passivamente quaisquer ditames ou postulados de uma nota só.  Aqui vai um artigo escrito por um desses jovens dissecando, por completo, a falácia da austeridade como condição primordial para elevar o grau de investimento de países em desenvolvimento.

    https://developingeconomics.org/2017/10/05/austerity-unlikely-to-solve-emerging-market-credit-woes/

     

     

    • Exatamente e otimo artigo que

      Exatamente e otimo artigo que vc lincou. Nos EUA apos a crise de 2008 nasceu um novo pnsamento economico que aqui ninguem ouviu falar, há muito debate economico nos EUA, vide o Institute for the New Economic Thinking-INET, a New School de Nova York (New School of Social Research), a propria Universidade de Chicago se reciclou, aqui estão com as ideias do Consenso de Washington, da “lição de casa” dos anos 90, são economistas fossilizados que dirigem a nossa economia.

    • Considero questões

      Considero questões diferentes. As usinas hidro eletricas são investimentos prontos e acabados, usinas que produzem energia há mais de 40 anos, os lotes do pre-sal exigem investimentos pesados em perfuração e extração e mesmo assim há risco porque o poço pode dar seco ou ser pouco produtivo, entre o investimento e o rendimento vai ter um bom tempo sem render nada,  voce mesmo assim pode ser contra a  concessão dessas areas mas a vendas das usinas prontas é coisa bem pior, não há risco algum e ja tfaturam desde o 1º dia da compra.

      • Concordo com o argumento

        Concordo com o argumento no que tange a dizer que são situações diferentes e com relação ao descabimento de se entregar um patrimônio tão estratégico para o País como as usinas hidrelétricas ao capital privado estrangeiro. Aliás o texto do post é brilhante  apresenta muito bem o descalabro que se está abatendo sobre o País.

        Só queria colocar uma pequena observação, não chega a ser uma discordância fulral, em relação ao risco nas operações do Pré-Sal. É que eu não acho que esse risco seja tão grande assim pois os estudos principais já foram realizados e todos os poços perfurados até hoje apresentaram no mínimo boa produtividade .

        Sim, sempre há um risco inerente na atividade de extração petrolífera mas no caso do Pré-Sal  esse risco é bastante reduzido. Também é fato que a exploração petrolífera exige altos investimentos mas o retorno é mais que sificiente para compensar com larga margem quaisquer investimentos realizados.

        É lugar comum lembrar a frase de Nelson Rockefeller dizendo que o melhor negócio do mundo é uma empresa petrolífera bem administrada e o segundo melhor negócio do mundo é uma empresa petrolífera mal administrada, mesmo assim é real e surpreendentemente atual.

        Acho que as implicações da entrega do Pré-Sal serão no mínimo tão danosas ao futuro do País quanto as da entrega do setor elétrico, a diferença é que enquanto no caso do Pré-Sal o Brasil perde aquilo que poderia ter sido e no caso do setor elétrico perde-se aquilo que já é.

  4. Perdi a paciencia. Esses

    Perdi a paciencia. Esses petistas são todos ‘republicanos’. Quando o fhc quis ptivatizar a cemig o Itamar pôs a tropa na rua e manfou vir. Não vieram. O atual governador deve ter escrito uma notinha de amor. Só. Nós que aguentemos. Arre!

  5. Interessante: quando aparece

    Interessante: quando vai aparecer algum general – de pijama ou não – para protestar contra isso? Só são valentões quando o tema é a política(combate ao comunismo) ou o moralismo rastaquera. Para que mais estratégico para um país que seus recursos energéticos; seja em que estágio ou modalidade for? 

    O excelente texto do André Araújo já pelo título escancara a que veio esse atual (des)governo: vender o que restou da Era FHC. Só que nesta última as privatizações tiveram alguma lógica tanto econômica como financeira. Não foram além(privatização da Petrobras e do BB)reconheça-se, porque naqueles tempos(quanta saudade!) a maioria dos brasileiros, incluindo parte da mídia, ainda tinha algum compromisso com o país, e não com o ódio e persecução de inimigos políticos. 

    Se não derem um basta, já já vendem o Palácio do Planalto, o prédio do Congresso e do Supremo. Pensando bem: se levarem as súcias que lá “habitam” até que seria um bom negócio.

     

  6. Em princípio, o imperialismo chinês é melhor do que o americano

     

    Andre Araujo,

    Uma ótima abordagem de um problema sério. É bem verdade que há ainda muitos fatores ha se considerar. Assim, é preciso tomar um pouco de cuidado na avaliação que se faz sobre a China. Você diz:

    “A maior compradora foi uma companhia estatal chinesa. É do sistema chinês importar toda engenharia e equipamentos para suas empresas no exterior vindos da China, também usam suas empresas para empregar chineses ao máximo.

    É o pior tipo de comprador para a pior das privatizações que se pode imaginar.

    É uma regressão histórica que poucos países viram acontecer em tempos de paz.”

    Você tem razão, mas não custa nada mencionar que enquanto o imperialismo americano precisa que sejamos pobres para que eles possam importar da gente a preço de banana, o imperialismo chinês precisa que sejamos ricos para importar deles, parecendo para nós que estamos comprando a preço de banana.

    Em 2014, 2015 e 2016, com o fim do QE e o início da subida do juros americanos quase todas as moedas de periferia enfraqueceram. A China perdeu turante dois anos quase um trilhão em reservas. Só agora que elas voltaram a recuperar. Parte da perda das reservas chinesas foi para segurar as moedas dos países de periferia.

    Eu preferiria que o Brasil tivesse uma moeda fraca e exportássemos mais. No entanto essa política já não é aceita mais no Brasil, então é melhor que tenhamos o imperialismo chinês.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 06/10/2017

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