Considerações sobre a entrevista de Wanderley Guilherme dos Santos, por José Cezar Castanhar

Algumas considerações sobre a entrevista de Wanderley Guilherme dos Santos ao Valor

por José Cezar Castanhar

Gostaria de compartilhar algumas considerações sobre o comentário de Luis Nassif hoje no GGN, a respeito da longa entrevista de Wanderley Guilherme ao jornal Valor.  

Nassif destaca da entrevista, três pontos que resumem a análise de Wanderley sobre as eleições presidenciais de 2018 e sobre o que ele espera de Lula para o êxito desse processo. A saber:

1)  Tendo em vista que o desastre do “governo” Temer é muito maior do que os golpistas mais pessimistas poderiam imaginar, a direita não terá como ganhar as eleições presidenciais em 2018;

2) Um  candidato que consiga unir as esquerdas ganhará as eleições, tão fácil como bater um pênalti sem goleiro (metáfora usada pelo Nassif, não pelo Wanderley);

3) A única coisa que pode atrapalhar esse cenário de vitória do campo progressista é a insistência de Lula em manter sua candidatura;

Ou seja, é só Lula aceitar sua condenação, retirar sua candidatura, deixar de fazer campanha e parar com essa história de que “Eleição sem Lula é fraude” que tudo se resolveria magicamente em Outubro de 2018.

Claro que o resumo de Nassif, embora destaque o essencial da argumentação de Wanderley sobre as eleições e o papel de vítima estoica que caberia à Lula, não aborda outros pontos cruciais da entrevista que, curiosamente, são contraditórios, a meu ver,  com essas conclusões.

Um aspecto importante a observar e reconhecer é a análise de Wanderley que, mediante o caos que o “governo” Temer impôs ao país, a única solução para desfazer o imbróglio em que estamos metidos (ou, pelo menos a de menor custo, como define Wanderley) seriam as eleições de 2018, o que significa que  assegurar que o calendário eleitoral seja mantido passaria a ser a prioridade fundamental para as forças políticas responsáveis (resultando daí a crítica a Lula, que com sua “teimosia” poderia, ou dividir as esquerdas, ou, o que seria ainda pior, acionar uma fase II do golpe que seria a interrupção do processo eleitoral).

Literalmente, diz Wanderley a horas tantas: “É injusto o Lula não ter direito de concorrer. Todos estão de acordo. Mas o tempo está passando. E só Lula pode acabar com isso”.

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E é em relação a esse ponto que a entrevista revela algumas observações e conclusões de Wanderley que soam incoerentes em relação ao otimismo em relação à possibilidade de que as eleições de 2018 sejam o bálsamo com poder de tirar o país do abismo atual e, consequentemente, da utilidade e eficácia do sacrifício que se pede e se espera de Lula.

Assim,  por exemplo, Wanderley argumenta que, tendo em vista o desmonte social, deterioração do quadro político e a destruição da economia que se seguiu ao “governo” golpista, a coalizão golpista hoje só se mantem unida para impedir o retorno da esquerda ao Poder. 

E, naturalmente, lembra Wanderley, as estratégias para impedir o retorno da esquerda não serão limitadas por nenhum pudor ético ou respeito à qualquer instituição. 

Tanto é assim que Wanderley, vê no esforço desesperado de  FHC para “produzir” um candidato viável para a direita (à la Collor em 1989), uma última trincheira a impedir que o bloco golpista, diante de uma vitória da esquerda, rasgue a fantasia, vista a roupa da UDN e “vá para a rua querendo militar (golpe)”.

Além disso, o próprio Wanderley, em seu livro A Democracia Impedida, lançado no ano passado, faz uma crítica devastadora e implacável ao papel do judiciário na viabilização do golpe, iniciado no julgamento da ação penal 470. 

Essa crítica é detalhada, embora não se restrinja, no capítulo final do livro, não por acaso denominado “A expropriação constitucional do voto”. 

Nesse julgamento, o STF estabelece um novo “paradigma heurístico” para o processo penal no Brasil que, de embalo, elimina da Constituição garantias civis fundamentais, que vão resultar na aprovação no Supremo da prisão em segunda instância, novamente negando garantias fundamentais da Constituição brasileira. 

Numa crítica implacável e com estilo corrosivo, Wanderley enumera os pontos essenciais  desse novo “paradigma”, formulada, dentre outros ministros, por Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Ayres Brito:

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1) Sequestro do poder constituinte do povo (a Constituição é aquilo que o Supremo diz que é);

2) Disjunção epistemológica entre ser inocente e não ser culpado (o réu só não será considerado culpado, se provar que é inocente);

3) Imputação de possibilidade objetiva e causalidade adequada (tropicalização da Teoria do Domínio do Fato): se não forem encontradas provas contra o réu, é porque ele, com o seu poder político, foi capaz de ocultá-las ou destruí-las, logo, ele é culpado.

Como fica claro, esse novo “paradigma” é a própria definição da Lava Jato, particularmente no processo de Lula. Ou seja, a questão não é, como diz Wanderley, de que é injusto Lula não ter direito de concorrer. 

A questão é que todo o processo contra Lula é uma farsa gigantesca e cruel, como um único objetivo: interferir no processo eleitoral e assegurar que a direita, se produzir o seu Collor, leve a eleição de 2018. 

Nesse sentido, cobrar de Lula um altruísmo e resignação política e pessoal, para assegurar as eleições é ingenuidade, além de ser incoerente, não só com o que Wanderley escreveu no ano passado, como com o que disse na entrevista: Achávamos que Lula não ia ser chamado para depor; depois achávamos que ele não iria ser processado; que não seria condenado. 

Wanderley lembra que em todas essas oportunidades,  o povo foi às ruas para defender Lula e nada aconteceu. E a solução proposta é que Lula se conforme em cumprir 12 anos de prisão (apenas pelo processo do tríplex)?!?!?! E pedir a ele respeito às decisões dessa “justissa”, para assegurar a “lei e a ordem”?!?!?!

Isso me soa como se lideranças moderadas dos direitos civis dos Estados Unidos em 1963, pedissem a Martin Luther King que não saia de Selma em direção à Washington porque essa marcha seria ilegal, pelas leis vigentes, e poderia resultar em violência (por parte das forças da lei e da ordem) contra os manifestantes. 

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Ora, era exatamente disso que se tratava: desrespeitar uma lei injusta, correr riscos (inclusive da vida) para mudar essa lei injusta.

Penso que a mobilização de Lula tem esse sentido. 

Despertar as pessoas da “anestesia” (como ele definiu a letargia e confusão em que vivemos hoje), radicalizando a discussão sobre a farsa que é o seu processo. 

E evidentemente, para isso, ele tem que se considerar um ator legítimo do processo político, quando mais não seja porque tem 40% das preferencias do eleitorado.

Apostar numa estratégia conciliadora e submissa nessa altura, pode até não ser, mas parece muito ingenuidade. Para tanto, é só lembrar que o próprio Wanderley diz na entrevista que os candidatos que se apresentam como alternativas do PT à Lula(Jacques Wagner e Haddad, até agora, são imediatamente vetados pela Lava Jato, mediante investigações, processos e exposição negativa na mídia. 

O que faria alguém crer que essa estratégia não será adotada contra qualquer representante da esquerda (Boulos, Manuela, até Ciro, com seu périplo do PDS ao PDT, passando por PMDB, PSDB e PPS), especialmente se esse nome resultar de uma coalizão?

Concluo lembrando o apelo de Aldo Fornazieri (por uma Política de Combate), ontem no GGN e lembrando as condições que Wanderley define para que exista algo que se possa denominar de democracia representativa:

1) a competição eleitoral pelos lugares de poder, a intervalos regulares, com regras explícitas, e cujos resultados sejam reconhecidos pelos competidores;

2) a participação da coletividade na competição se dê sob a regra do sufrágio universal, tendo por única barreira o requisito de idade limítrofe.

O golpe representou a quebra da primeira condição acima. 

Lula fora da eleição, seria ludibriar a segunda condição. 

Em resumo: Eleição sem Lula é Fraude.

 

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27 comentários

  1. LULA, coloque logo CELSO

    LULA, coloque logo CELSO AMORIN como vice  ..dos raros brasileiros que esta a altura de tocar o projeto dum país altivo e INDEPENDENTE, e acabe logo com estas carpideiras que vivem querendo disputar sua herança política

     

     

  2. Olá Wanderley, as eleições

    Olá Wanderley, as eleições brasileiras serão tão legítimas quanto aquelas promovidas por golpistas em Honduras…..e no Paraguai…

    Com todo o respeito e consideração  a Wanderley, até mesmo por sua história de vida e pelo conjunto de sua obra, bateu uma saudade de Moniz Bandeira….este sim, sabia destrinchar a coisa à luz dos interesses do imperalismo e do rentismo…

    Sobre o momento atual, Moniz Bandeira diria que os EUA, em conluio com as oligarquias locais e internacionais, não permitirão o retorno de progressistas ao poder,  ou de quem possa prejudicar os interesses dos donos do golpe via revogatório e abertura e democratização dos meios de comunicação.

     Para evitar isso, os golpistas não pensarão duas vezes em tornar proscrito o PT, bem como fragmentar o pais ou promover uma guerra civil. Trocando em miúdos: os golpistas não soltarão tão cedo a rapadura… A propósito, dois artigos sobre o pensamento do renomado cientista brasileiro, falecido recentemente na Alemanha, onde residia: 

    Moniz Bandeira: “Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil”

    Cientista político é conhecido por dissecar poderio norte-americano na desestabilização de países

    Eduardo Miranda, Jornal do Brasil 03/12/2016

    Respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir

     do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma, em entrevista ao Jornal do Brasil, que representantes da Lava Jato, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz de primeira instância Sérgio Moro, avançam nos prejuízos provocados ao país e à economia nacional. Segundo o professor, os “vínculos notórios” de Moro e Janot com instituições norte-americanas explicam a situação atual das empresas brasileiras.

    “Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, em uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater. O que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África”, argumenta Moniz Bandeira, que está lançando o livro A Desordem Mundial: O Espectro da Total Dominação.

     

    Segue link para o texto na íntegra…

    http://m.jb.com.br/pais/noticias/2016/12/03/moniz-bandeira-moro-e-janot-atuam-com-os-estados-unidos-contra-o-brasil/

     

    Isso também

     

    Moniz Bandeira – Desde o governo do presidente Lula da Silva, o Brasil, conquanto mantivesse boas relações com os Estados Unidos, inflectiu em sua política exterior no sentido de maior entendimento com a China e a Rússia e empenhou-se na conquista dos mercados da América do Sul e África, a favorecer as empresas nacionais, como todos os governos o fazem.

    Ao mesmo tempo, reativou a indústria bélica, com a construção do submarino atômico e outros convencionais, em conexão com a França, a compra dos helicópteros da Rússia e dos jatos da Suécia, países que aceitaram transferir a tecnologia, como determinou a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto Nº 6.703, de 18 De dezembro de 2008.

    E essa transferência de tecnologia, que os Estados Unidos não aceitam realizar, é necessária, indispensável, ao desenvolvimento econômico e à defesa do Brasil, pois “la souveraineté est la grande muraille de la patrie”, conforme o grande jurista Rui Barbosa proclamou, ao defender, na Conferência de Haia (2007), a igualdade dos Estados soberanos. Outrossim, ele advertiu, citando Eduardo Prado, autor da obra A ilusão Americana, que não se toma a sério a lei das nações, senão entre as potências cujas forças se equilibram. Esta lição devia pautar a estratégia de segurança e defesa nacional.

    O Brasil é e sempre foi um pivot country no hemisfério sul devido à sua dimensão geográfica, demográfica e econômica, a maior do hemisfério, abaixo dos Estados Unidos, apesar da assimetria. E constituiu com a Rússia, Índia e China o bloco denominado BRIC, contraposto, virtualmente, à hegemonia dos Estados Unidos, e abrir uma alternativa à preponderância do dólar nas finanças e no comércio internacional.

    Tais fatores, inter alia, como a exploração do petróleo pré-sal sob o controle da Petrobrás, dentro de um contexto em que os Estados Unidos deflagraram outra guerra fria contra a Rússia e, também, contra a China, concorreram para que interesses estrangeiros, aliados a poderoso segmento do empresariado brasileiro, sobretudo do Sul do país, encorajassem e financiassem o golpe parlamentar, conjugando a mídia e o judiciário, com o apoio de vastas camadas das classes médias.

     

    http://operamundi.uol.com.br/dialogosdosul/moniz-bandeira-o-estado-brasileiro-parece-desintegrar-se/12112016/

  3. Crítica bem fundamentada, embora moderada demais.

    Os leitores atentos, acostumados a ler meus comentários, nos quais expresso duras e impiedosas críticas aos que chamo de “intelectuais esquerdistas” – com destaque absoluto para Wanderley Guilherme dos Santos e Aldo Fornazieri – hão de perceber que WGS e AF fazem exatamente aquele jogo maroto, usando a velhíssima e manjadíssima técnica/tática popularmente conhecida pelo slogan “uma no cravo, outra na ferradura”, para conseguir espaço e projeção nos veículos do PIG/PPV. Foi exatamente o que fez WGS nesse artigo publicado no jornal Valor, objeto desta análise crítica de José Cezar Castanhar e, antes, da nota publicada pelo Nassif.

    A postura desses “intelectuais esquerdistas” contém aquele falso “charminho crítico”, que o Professor e Cientista Social Jessé desconstrói com maestria em seus estudos, entrevistas e livros. WGS, AF e outros fazem esse joguinho hipócrita e assim garantem público para suas palestras e entrevistas, além de espaço para divulgação de artigos acadêmicos e livros; eles fazem isso com olhos no mercado editorial; afinal de contas não é a população pobre e excluída, moradora das periferias e favelas, que compra livros e paga assistir palestras… A imprensa canalha e golpista se aproveita desses “intelectuais esquerdistas”, dando destaque às críticas que eles fazem à Esquerda, ao Ex-Presidente Lula, ao PT, aos petistas, aos governos do PT, etc.

    Poucos têm coragem de criticar WGS, AF, considerados “vacas sagradas” das Ciências Sociais e Políticas. Um jovem acadêmico ou um líder político que ouse criticar tais “vacas sagradas” estará sujeito a linchamentos semelhantes ao sofrido pelo Romulus Maya, depois que este expôs fragilidades e ações obscuras de alguns parlamentares e mesmo jornalistas e blogueiros até então coniderados “independentes e progressistas”.

    O decano da Ciência Política, WGS, faz marketing calculado, jogando para a platéia de manifestoches e INCLAMEs (que constituem o maior conjunto de potenciais leitores), quando faz afirmação categórica como “Eleição sem Lula não é fraude” ou que o Ex-Presidente Operário deveria/rá desistir da candidatura presidencial, pois assim facilitaria/rá a vitória de outro candidato da Esquerda. Como ingenuidade não há em WGS, que sabe que o golpe não foi dado para que a Esquerda volte ao comando do País três anos depois, e assim reverter as medidas entreguistas e de desmonte implementadas, ficam dúvidas sobre quais as intenções desse acadêmico ao defender tais teses absurdas e desprovidas de lógica e fundamentos.

  4. Como seria bom se o principal

    Como seria bom se o principal dano do golpe fosse o impedimento da candidatura de Lula. Como seria bom se a simples eleição de Lula nos colocasse no caminho da soberania, prosperidade e independência.

    Golpista é burro. Se eu fosse golpista, concederia esse negócio de Lula presidente (“Não é isso que o povo quer?”) mas sem arredar pé daquilo que realmente importa: manter a Justiça, as firmas de comunicação em massa, as forças armadas e as empresas internacionais baseadas nos EUA ao meu lado… Quero ver Lula ou qualquer outra pessoa governar com a oposição do mercado. Lula não é Chávez, a população brasileira não é a venezuelana: não vai haver revolução. As empresas estatais privatizadas pelo golpe não serão retomadas pelo estado. E Lula pode até ajudar o golpe, cuidando para que a população seja incluída no mercado de consumo, tirando-lhe, assim, a necessidade de clamar por comida e até pela calça de brim para a filha adolescente. E dá-lhe filme “americano” na cabeça! Espalha-se escolas particulares “americanas”, tão ao gosto da classe média traidora do país. Será que temos tutano para suportar e apoiar Lula caso os EUA decidam embargar, dificultar ou sabotar nossa economia? Olha que recursos naturais para nos manter não faltam… E teríamos aliados no mínimo na Rússia com certeza, talvez até na “isenta” China… Mas somos patriotas a esse ponto?

    Bem… reconheço que por algum lugar a gente tem que começar e que Lula, se estiver disposto a lutar sem concessões ao inimigo, pode vir a ser esse começo. Mas que a luta é muito, muito maior do que parece, que vai ser preciso muita perseverança e muito tempo, dessas coisas tenho certeza.

  5. Sobre a entrevista de Wanderley Guilherme dos Santos

    A democracia e o fortalecimento do Estado precisam ir além das palavras e desencadear fatos

    A realidade mostra esquerda, direita e “centro” divididos. E sem diálogo “intracorrentes” e “entrecorrentes”, ou “intralegendas” e “entrelegendas”. Cada qual arquitetando como alcançar o poder. Como se isso fosse a meta suprema, inquestionável. Não se fala (e suspeita-se que não é pensado) como governar, como liderar ações transformadoras que alavanquem o progresso socioeconômico e, principalmente, sobre que ações são efetivamente necessárias e urgentes ou prioritárias para a alavancagem. Daí que o tempo está ficando muito curto para elaborar uma plataforma, um programa e oferecê-los aos cidadãos bem antes das eleições, para que possam emitir juízo crítico e orientar correções. É preciso pressa, pois.

    Os partidos políticos com os seus candidatos a candidato à presidência poderiam, individualmente (ou em aliança de correntes ideológicas e programáticas), construir e propor um projeto à nação, submetê-lo à crítica do eleitorado, da sociedade. Em um segundo momento, e ao mesmo tempo que em que o divulgam e captam as reações, devem buscar o diálogo entre eles (partidos e candidatos) para analisar, conjuntamente, as afinidades e divergências entre as distintas plataformas, as contribuições da sociedade e construir uma plataforma comum, ou um projeto multipartidário.

    Com o projeto comum, a ser submetido novamente à nação, cada partido – e a população brasileira – conhecendo o perfil dos candidatos, poderá melhor avaliar quem ou quais candidatos reúnem mais condições para executar o projeto. Esse procedimento pode reduzir as muitas “candidaturas de aluguel”, favorecer alianças partidárias em bases sólidas, reduzir os custos das eleições e, principalmente, garantir um projeto político realmente transformador e progressista de que tanto o Brasil precisa.

    Utopia? Talvez. Imaginar que esse diálogo é impossível é fazer juízo precipitado. O que falta? Que as lideranças políticas responsáveis marquem imediatamente, e para realização já, a primeira reunião para começar esse diálogo e construir uma agenda com tal propósito. E que essa discussão seja levada também de imediato às demais organizações políticas e sociais e se estimule a criação de novos foros de discussão e de canais de comunicação entre os atores.

    Renato Argôllo de Souza

     

  6. nem assim!

    “2)  (o réu só não será considerado culpado, se provar que é inocente);”

    Nenfu. Se for petralha, bolivariano, não frequentar a igrejinha, nacionalista, não recitar a cartilha da veja, detestar o Galvão, não souber tocar panela, usar camisa vermelha, …..é culpado, na certa.

    É borracha na moleira e cana dura, para aprender a respeitar.

    Lincha! 

  7. Wanderley, meu professor, sinto muito, mas discordo de você!

    Penso que, numa conjuntura dramática como a que estamos vivendo, de destruição da soberania nacional e retirada de direitos sociais, se um candidato recebe intenção de voto da maioria do povão (muitos, inclusive, afirmando que não votariam em outro candidato por só confiarem nele), sua candidatura deixa de ser assunto pessoal dele. É algo que ele deve a esses eleitores em potencial, com todo o sentido ético envolto nesse “deve”. Se ele renuncia a esse mandato, a menos que seja objetivamente impedido de concorrer (por seus inimigos de classe), isso só pode significar traição aos que estão clamando pela sua candidatura. Simples assim.

    De um ponto de vista tático, acredito que a manutenção da candidatura Lula é o que melhor serve à luta contra o Golpe. Concentra a sanha destruidora da direita numa figura que já se mostrou capaz de resistir a Globo e Lava Jato (duvido que Ciro, por exemplo, sobrevivesse a meia dúzia de capas de jornal O Globo e reportagens do Jornal Nacional difamando-o e caluniando-o como fazem contra Lula!). Caso seja preso ou impedido, quanto mais tarde apontar um sucessor, menos tempo as forças golpistas terão para tentar assassinar a reputação do candidato do Lula. E em tempos de campanha, o candidato terá acesso ao povo no horário eleitoral. Precisará ser alguém bom de discurso e capaz de se comunicar com os mais humildes, que compõem 4/5 do eleitorado!

    Ah, o Ciro Gomes… parece que decidiu se mascarar de Macron, apresentando-se como o Candidato do Centro. Acredita que assim conquistará os votos da classe média antipetista e herdará os votos de Lula por inércia. Cálculo pouco inteligente, pois na falta de Lula (ou de alguém indicado por Lula) o povão pode simplesmente votar nulo ou nem ir votar. Ciro trabalha de todas as maneiras para não ser o candidato indicado por Lula. Só Freud explica essa capacidade de sabotar a si mesmo…

     

  8. Entrevista Wanderley Guilherme Santos, consider. de Castanhar

    Concordo plenamente com as ideias contrapostas por José Cezar Castanhar à entrevista de Walderley Guilherme dos Santos, com todo o respeito que o tenho ao cientista político carioca. 

    Segundo demonstram as pesquisas Lula levará as eleições mesmo contra os votos da esquerda dividia.

    Temos que expor essa perseguição aos olhos das Entidades de defesa dos Direitos Humanos de todo o mundo. Os líderes mundiais devem tomar ciência que a onda de judicialização pode surrupia-los de seus cargos, negando poderes outorgados por seus eleitores. Agora não é mais a baioneta, ou a farda mas por uma judicialização facciosa. É resistindo e fazendo a opinião pública internacional ver a maior liderança do país ser condenado, por um crime que não existiu, mas apenas porque a vontade do povo não pode prevalecer à vontade das elites míopes que querem o país apenas para si. Esse é um mal que precisa ser exposto ao mundo. Sem o que não conseguiremos conter o avanço desse vespeiro interno. Na ditadura contávamos com o Juciário, e agora, a força tem que vir do povo, mas também da Comunidade Internacional.

    Fez bem a presidente Dilma quando não cedeu aos acordos como condição para continuar no poder, sem o que todo esse mal não estaria exposto.

     

  9. Considerações sobre a entrevista de Wanderley Guilherme dos Sant

    Brasil em Transe: a alucinação dos amputados

    recentemente Wanderley Guilherme dos Santos, e também Leonardo Boff, conclamaram a uma intervenção militar, como única saída para o atual caos e impasse no Brasil.

    Moniz Bandeira já fizera o mesmo, mas recuperou o senso crítico antes de morrer, admitindo ter o Brasil como única alternativa um movimento de massas, com as massas e para as massas.

    embora o Golpe de 2016 tenha provocado uma aterrissagem forçada no deserto do real, intelectuais Lulistas prosseguem com seus delírios, como amputados alucinando desesperadamente membros fantasmas.

    não é necessário convocar os militares, desde o início é um setor das FFAA no comando do governo usurpador. um outro setor acaba de ocupar o Rio de Janeiro, a partir de onde firmarão a base para o assalto à Brasília, a começar pelo Ministério da Defesa.

    se 1968 demorou 21 anos para acabar, 2018 será para sempre um ano longe demais, como aqui escrevo desde 2015. já estamos em março, e o ano não consegue começar.

    enquanto isto, o Lulismo continua sonhando com a Eleições de 2018, com diversos corvos e urubus pactuando entre si a herança de Lula.

    após ter destruído o PT, o Lulismo agora vai implodir o PSOL e arruinar a carreira política de Boulos. mas a definitiva ironia é o Lulismo estar sepultando Lula em vida.

    ao invés de convocar o poder militar e ficar dando palpites eleitorais, faria muito melhor Wanderley Guilherme dos Santos se cumprisse seu papel insubstituível de intelectual, como a implacável consciência crítica do processo político.

    .

  10. Eleição sem Lula é fraude é o novo Não vai ter golpe…

    O Wanderley não pede que o Lula se imole em um altar nem que saia da campanha de imediato, ele diz na entrevista que esse passo deve ser dado mais à frente. Antes desse passo, deveria haver uma concertação da esquerda para impedir que as eleições sejam canceladas, esse é o núcleo do buzílis pra ele, não o sacrfício do Lula, mas como os lulistas não conseguem sair dessa redoma…

    Você escolheu não abordar todas as incoerências petistas apontadas por ele na entrevista: como participar de uma eleição que se considera uma fraude? Não é possível, sabendo como todos sabemos (não vai me dizer que você não sabe…), que o Lula não será candidato, ficar o tempo todo dizendo que isso é fraude e depois ir disputar as eleições? Se o Lula não for candidato os eleitores do blog do Nassif sairão de casa para votar ou serão coerentes com o Eleição sem Lula é fraude?

    Fui pra rua gritar Não vai ter golpe, não me peça pra gritar Eleição sem Lula é fraude (se eu abrir a boca pra falar essa frase uma vez, de uma coisa estou certo: em outubro ficarei em casa e não votarei em ninguém, já que o processo estará demonstrado como fraudulento, ou não estará?).

  11. Faço um apelo ao colega que

    Faço um apelo ao colega que postou o comentário para reler a entrevista com calma e cuidado pois me parece que não entendeu os recados que estão na entrevista. Primeiro, em momento algum, Wanderly Guilherme dos Santos defende que Lula seja preso. O que ele fala é outra coisa. Ele diz que a estratégia do PT é contraditória e não parece ser muito racional. Por um lado, lança uma candidatura que é uma afronta a uma decisão do judiciário de acordo com a jurisprudência da lei do ficha limpa. Por outro, espera do mesmo judiciário a salvação de seu lider, permitindo sua candidatura por meio de sua absolvição. Esse é o ponto. É burrice ou ingenuidade imaginar que as duas variáveis possam coexistir. Assim, o PT tem que decidir com que quadro político está trabalhando e o que quer da vida. Se pensa que já não existe mais estado de direito e quer afrontar judiciário, deveria estar preparado para uma luta revolucionária a qual ele claramente dá todo indício de não querer. Todos os movimentos do PT desde o impeachment vão no sentido contrário a isso, embora a militância esteja clamando por respostas mais radicais. Se o quadro é outro e imagina que ainda existe estado de direito possível, pelo menos nas instâncias superiores, e não deseja uma guerra revolucionária, não faz sentido nenhum em afrontar uma decisão do judiciário e deve-se trabalhar respeitando suas decisões, ainda que pronto para uma guerra jurídica. Perceba que na entrevista, ele em momento nenhum cita que opção para ele é a mais correta para o PT, apenas cita que ambas não podem coexistir.

    Alguns outros pontos importantes da entrevista tem que ser lembrados aqui. WGS claramente considera a eleição de 2018 como uma oportunidade de reencontro da classe política com o povo e uma repactuação de convivência dentro do país, que parece ter se perdido com o impeachment. Por isso ele despreza esse mote de que eleição sem Lula é fraude. Ele inclusive diz que o voto, se dado em Ciro ou Boulos, valerá tanto quando o mesmo voto dado em Lula ou em algum outro candidato do PT apoiado por ele. Eu diria que podemos inclusive dizer o mesmo para os candidatos de direita ou do governo. Não sou nem um pouco fã deles, mas faz parte da democracia você respeitar o voto no seu adversário. Fraude só ocorre quando alteram o resultado das urnas depois de realizado os votos e não há, a principio, razão para crer que isso vá acontecer (embora eu não desconsidere o risco). Outro ponto importante é a crítica que ele faz a esquerda que desaprendeu a dialogar com seus oponentes. A isso ele chama de vulgarização do debate, onde não se discutem mais ideias ou propostas mas tudo se transforma num festival de xingamentos e acusações. E por fim, o último ponto que gostaria de chamar a atenção, é o ponto que achei o mais importante da entrevista e até agora foi pouco citado. Ele diz claramente que Lula concorrer ou não em 2018 é um detalhe menor, que a esquerda só perde essa eleição se fizer muito esforço para isso preferindo se atacar mutuamente e esquecer que o inimigo comum, mas que há um risco: o não cumprimento do calendário eleitoral. Ele cita que se houvesse uma declaração de guerra à Venezuela, por exemplo, as eleições seriam adiadas para uma data indefinida. Eu fico pensando se este seria o único motivo capaz de alterar o calendário eleitoral.

    • É difícil aceitar críticas a “vacas sagradas” da Academia

      Prezado BFCosta,

      Com esse teu comentário fica clara a concordância que manténs com a argumentação de WGS. Sei que é difícil fazer críticas a “vacas” e “monstros” sagrados da Academia. Em comentário anterior – ainda não liberado pelo GGN – mostro que WGS não se cansa de usar a técnica/tática “uma no cravo, outra na ferradura”, ou seja, fazendo o jogo marqueteiro que lhe permite obter espaço nos veículos de mídia, para assim divulgar artigos e livros para indíviduos da classe média, os quais compõem o “universo consumidor”, leitor, ouvinte e espectador dos acadêmicos e “intelectuais esquerdistas”.

      A mim parece surreal que um veteraníssimo das Ciências Sociais e Políticas, como WGS, que foi capaz de antecipar e predizer o golpe militar-empresarial de 1964, se arvore em defender uma tese absurda como essa, conferindo lisura e legitimidade a uma eleição em que o favorito na preferência do eleitorado – o Ex-Presidente Lula – está sendo alijado, em decorrência de perseguição política e caçada judicial que lhe estão impondo condenações SEM PROVAS, em flagrante desrespeito ao CPP, à CF/1988 e outros códigos legais teoricamente vigentes no Brasil.

      No pós-1964 todos os candidatos da Esquerda ou identificados com o campo popular foram proscritos; a eleição de 1965 foi cancelada e em dezembro de 1968 o regime foi endurecido, com o AI-5. Nos 25 anos (até 1989, quando houve eleição direta para a presidência da república) de vigência da ditadura militar-empresarial houve sempre um simulacro de democracia, com a manutenção das eleições periódicas nos municípios pequenos e médios (os prefeitos das capitais eram biônicos, assim como 1/3 dos senadores e os governadores de estados – após o Pacote de Abril de 1977); os eleitores podiam escolher deputados estaduais e federais; outro artifício usado pelos integrantes da ditadura foi ampliar a bancada dos estados menos populosos na Câmara Federal. TODOS os ditadores e o PIG da época (o msmo de hoje) usavam de boca cheia a palavra DEMOCRACIA para caracterizar aquela ditadura que perseguia, torturava e matava opositores. A ditadura atual é mais hipócrita e covarde e ainda não se assumiu como tal.  Mas a entrega da Segurança Pública no RJ aos militares e todo o processo de desmonte e entreguismo a que estamos assistindo, sob o comando de um sistema judiciário corrompido e cooptado pelo alto comando alienígena, alinhado com a perseguição e caçada político-judicial a líderes da Esquerda viável eleitoralmente (Lula, PT e lideranças do partido) deixam claro que estamos sob uma ditadura. O corolário é simples: qualquer eleição que ocorra sob uma ditadura é uma fraude; tudo o que se disser ou escrever em contrário é diversionismo barato.

  12. Ainda não consigo crer que

    Ainda não consigo crer que teremos eleições em 2018.

    Digo eleições de verdade.

    O que poderemos ter é:

    – Simples cancelamento de eleições em 2018, algo mais difícil de acontecer pois “pegaria muito mal” no mundo.

    – Eleições fraudulentas via manipulação de dados do sistema de votação eletrônica.

    – Eleições fajutas com a inabilitação ou total prejuízo de quem se candidatar e não for “do golpe”.

    Os golpistas não deram o golpe de brincadeira.

    Não deram um golpe escandaloso como esse para simplesmente correr um grande risco de ver o poder escorrer pelas mãos.

    Legalistas estão totalmente perdidos, vítimas da teoria do choque e da terra arrasada.

    Ainda não se adaptaram às novas circunstâncias.

    E pior, continuam totalmente divididos.

    O amálgama que une os golpistas continua forte e intacto, e ninguém que sequer falar dele.

     

  13. O Lula está correto. Tem que

    O Lula está correto. Tem que ir até o limite e expor os golpistas ao mundo todo.

    Isto será feito quando ele for preso.

    Queiram ou não o Lula é um dos políticos mais conhecidos do mundo. Se for preso o seu caso terá divulgação no mundo inteiro e ficará EXPOSTA TODA A FARSA COMETIDA CONTRA ELE. PELA LAVA RATO.

    A verdade será de conhecimento mundial e exporá o judiciário brasileiro ao que ele realmente é: um poder reacionário, antidemocrático e bandido.

    • E  o que lhe faz pensar que

      E  o que lhe faz pensar que esse tal “mundo todo” (ou ao menos uma parte considerável dele, justamente a parte mais poderosa) não seja a eminência parda  que comanda o golpe e o ilegítmo governo entreguista? Mais ou menos assim: sou roubado e peço socorro a algum policial ladrão que é o interceptador do produto do roubo. 

  14. Eu pensei muito sobre a

    Eu pensei muito sobre a possibilidade de Lula ficar quieto quando as bombas ainda pareciam uns traques. Por exemplo: após a morte da esposa, quando os filhos eram a bola da vez, submetidos a achincalhos, e muita mentiras. Admitia à época que Lula deveria ter sido menos afoito, e permanecido à distância dos acontecimentos, ainda que sob alguma estratégia de voltar com toda força num momento mais proprício. 

    Ficou muito claro que bastava Lula manifestar seu descontentamento com a bagaça de Curitiba, pra que Moro e Dallagnol, juntos com a imprensa, demonstassem mais armas contra ele. Virou uma disputa de quem pode mais, e claramente quem mais podia era a justiça de Moro, sobretudo pelo silêncio sepulcral do resto da justiça. Entrava Gilmar em cena com Temer, com Moreira Franco, e tantos outros da mesma laia, quando se revelaram procedimentos escusos na cala das noites. 

    2017 foi o ano da tortura. Simbolicamente Lula era torturado todos os dias, talvez com o fito de desgastá-lo até o ponto dele dizer que não podia lutar contra uma facçaõ criminosa sem farda e sem armas materiais. Quase como que melhor tivessem lhe dado um tiro no pé ou na mão, sem atingir seus órgãos vitais; e seria melhor que tivesse isso acontecido. A tortura psicológica e, em muitos casos, de todas a pior. 

    Anos de eleições (será?), e já se incia janeiro com Lula julgado e sentenciado em primeira instância. Abril, e outro julgamento, dessa feita em segunda instância, pra fechar a primeira dosimetria do cárcere, que até foi aumentada. Uma celeridade nunca vista. Parecida com aquelas em que uma mulher foi julgada e presa por roubar uma cebola de um mercado. Pra esses selvagens, não pode haver diferença entre Lula e uma mulher pobre que rouba uma cebola. Ambos são tão indigestos pra sociedade quanto qualque um indigente, retirante, de origem pobre.

    Mas, enfim, quanto mais se atinge o ex-Presidente mais ele garante que não fugirá ao calvário imposto pelos que o odeiam, que são os justiceiros da Pátria, todos vestidos de preto com um adereço branco no pescoço, gabando-se de magistrados. A maioria nem nome tem pra serem lmbrados na posteridade. Lula, diferente deles, tem nome e endereço, e tem História, porque dela faz parte – da História. Já admite-se que possa concorrer ao Prêmio Nobel da Paz, talvez como prisioneiro, pra nos envergonhar um pouquinho mais diante do mundo. 

    Só falta, agora, a gente assistir mais passeatas de coxinhas, com patos amarels, panelas batendo, e pixulecos materializando a prisão de Lula. Porque se esquerdistas não fazem sua lição de casa, outros farão com maestria.

     

  15. Engraçado como as coisas
    Engraçado como as coisas acontecem por aqui.A bem da verdade quem primeiro viu a derrapada feia do Prof.Santos em ralacao a candidatura de Lula,e trouxe ate aqui,foi o acima assinado.Fiz meu comentario no domingo,mandei e acredito por algum problema nao foi publicado.Fiz o mesmo comentario na segunda-feira e foi recepcionado.O sarrafo em cima da pessima entrevista do Prof.Santos ja comia Blogosfera afora.La vem o Moreno Vivo,que nao prescisou nem de 10% da entrevista para achar que era uma licao e um ensinamento para todos nos.A repercusao imediata foram dos batedores de bumbo que me deram num momento de rara infelizmente,5 estrelas em um minuto, retiraram meio minuto depois que Nassif puxou o refrao de aonde a vaca vai o boi vai atras.Felizmente existe vida fora daqui.

  16. melhor intelectual

    Respeito as opiniões e análises de intelectuais como Wanderley. Porém eles tem sempre que dar uma ajeitada no discurso, de acordo com o veículo que os procuram.

    Nos últimos 30 anos, o intelectual mais efetivo que conheci é Lula. Seguir a orientação dele tem se revelado sempre a melhor opção. Não vou mudar de tática agora…

  17. Não é tão simples assim.

    Não é tão simples assim. Defefender Lula é defender a democracia. Não vamos deixar que as elites atirem as lideranças populares aos abutres. Elas são carne e espírito da mesma natureza que nós somos. Parte de nós. As esquerdas não vão se dividir. Saberão a hora de estarem juntas. Vamos deixar que todas as nossas lideranças organizem suas forças.  E na hora do pega pra capar a direitona e os antidemocráticos encontrarão uma esquerda gigante, com várias lideranças é um povo consciente do país que quer construir. É um sonho? Mas possível.

  18. Sinceramente querem que Lula

    Sinceramente querem que Lula dirija uma revolução?

     

    Vc acham que repetem ad nauseam que as instituições estão funcionando à toa?

    Qualquer passo fora da legalidade do Pt será visto como atuação criminosa ou terrorista……..é justamente o que querem.

  19. Quando li os conselhos do

    Quando li os conselhos do sociólogo Wanderlei  pensei: só faltou ele falar que o candidato ideal é o Ciro Gomes. Pensei isso como referência a uma entrevista do sociólogo no programa do Nassif, antes do golpe, na tv pública. Nessa entrevista o sociólogo, “modernamente e  civilizadamente” relativizou e elogiou o espectro evangélico na política dizendo que  trouxeram pacificação e ordenação no interior do Nordeste e em áreas de periferia.

    No impeachment deu pra ver quem são esses pacificadores tipo Eduardo Cunha e os indecentes que o acompanharam em nome de Jesus. Os ataques às religiões africanas, à comunidade lgbt e ao direito das mulheres  “pacíficos e ordeiros” demonstraram e demonstram o que representa aceitar sem reservas esses políticos que fazem da manipulação religiosa um trampolim para a política.

    PS. Lembrei-me agora da entrevista do falecido ex-marido da Dilma no Programa do Nassif. Na época ele descartou peremptoriamente a possibilidade de um golpe político no Brasil dizendo que as instituições brasileiras eram sólidas. Bom tempos aqueles em que político evangélico era indicação de civilidade e as instituições brasileiras eram sólidas.

     

     

  20. Está acontecendo coisas

    Está acontecendo coisas estranhas com o Blog,que eu não estou conseguindo entender.Para começo de conversa,quem trouxe a estranha entrevista do Prof.Santos até aqui foi o acima assinado.Mais estranho ainda foi o fato dos batedores de bumbo terem me dado 5 estrelas no ato da publicação do meu comentário.Mais estranho do estranho,Nassif fez uma sinopse da entrevista e assegurando que é uma lição de encantamento o que disse na entrevista o Prof. Santos.O refrão da ACCEBLON(aonde a vaca vai o boi vai atrás) é ouvindo nos quatros cantos do Blog,e a manada começa a roubar minhas estrelas.O primeiro comentario que enviei,não sei dizer exatamente os motivos de não ter sido acatado pelo Blog,foi no domingo.Acredito piamente que houve algum problema tecnico,que o Blog enfrenta e não é de hoje.No mesmo domingo,o sarrafo comia solto no lombo do Prof.Santos,tendo como principal fato gerador das criticas,a sarrafada,sem mais nem menos,que o Prof.Santos deu na candidatura de Lula.Na mesma linha do meu comentário,surge o Sr.José Cezar Castanhar,que tive o´grato prazer de conhecer agora,indicando que existe vida muito além do jardim.

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