Jânio Quadros, um dos exemplos do moralismo brasileiro, por André Araújo

Por André Araújo

O MORALISMO DE JÂNIO QUADROS – O governador Adhemar de Barros foi o primeiro politico populista do Brasil moderno.
 
De família tradicional da elite cafeeira , com excelente educação, médico com residencia médica na Alemanha, Adhemar criou o personagem folclórico amigo das massas, nas campanhas tomava pinga em boteco, andava em mangas de camisa, naquele tempo politico só andava de paletó e gravata, tinha tiradas anedóticas e engraçadas, era o prato feito dos humoristas, há centenas de boas piadas de e sobre Adhemar MAS criou também sólida fama de corrupto descarado.
 
Surge então seu contraponto na figura do político moralista Jânio da Silva Quadros. Fez sucesso rápido sendo o anti-Adhemar, que lhe servia de adversário natural, a honestidade contra a ladroagem.
 
Foi de vereador a Governador em poucos anos e chegou a Presidente da República. A grife de Jânio era o moralismo, sério, rigoroso, o oposto de Adhemar. Mas como geralmente acontece com o moralista, Jânio era apenas uma representação de um personagem, ele mesmo não tinha muita moral em nenhum sentido. O moralismo era apenas uma arma de combate, Jânio adorava bebida, mulheres e dinheiro. Legou bom patrimônio à filha unica, um saldo respeitável (consta que 13 milhões de dólares) em uma conta no Citibank de Genebra e para as netas mais de 60 imóveis. Jânio era um ator de alta categoria, conheci-o por várias conexões de onde me resultou uma diretoria da PRODAM, estatal da Prefeitura.

 
Já na etapa final de sua vida política, quando foi prefeito de São Paulo, admirava-o por duas qualidades excepcionais, sua atenção e cuidado com a administração e um extraordinário senso de autoridade que sabia exercer como poucos.
 
A atitude com a mídia era de total desprezo, não tinha qualquer problema com a crítica da qual não tomava conhecimento.
 
Jânio foi um dos pioneiros do marketing político, do trajeto da Prefeitura à sua casa multava carros estacionados irregularmente, inspecionava calçadas e buracos no asfalto, tudo saia na mídia e para Jânio não custava nada.
 
Duas vezes por semana almoçava na casa de um correligionário ou liderança de periferia, depois do almoço pedia uma cama para uma sesta de meia hora curtindo o vinho do Porto que tomava no almoço. Tinha um extraordinário senso de imagem, quando seu pai, o médico Gabriel Quadros matou a tiros o marido de sua amante, Jânio não mexeu uma palha em favor do pai e ele era naquele momento Governador do Estado, o pai foi preso e condenado.
 
Seu conhecimento de português era espetacular, proferia longas frases onde não havia nenhum erro de concordância, sintaxe, gramática ou estilo.
 
O moralismo como sermão impera em algumas áreas e poderes onde santarrões batem no peito abominando a corrupção, uma técnica apenas para elevar seu preço. Por um desses caprichos da natureza os corruptos costumam ser mais simpáticos, prestativos, amigáveis e agradáveis do que os moralistas.
 
Qual a diferença entre um moralista e um apenas honesto? O moralista alardeia sua pureza, o honesto apenas o é, sem fazer disso propaganda. Por toda a vida política brasileira os moralistas causaram muito maior dano que toda a corrupção somada. Quanto custou ao País um Janio Quadros? As crises de 61, 62, 63 e de 64 a 85, o preço é incalculável.
 
Hoje o moralismo cobra o preço de um país parado, centenas de obras bloqueadas por Tribunais de Contas em nome da anti-corrupção como pretexto , causando prejuízos infinitamente maiores que o desvio que se pretende combater.

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56 comentários

  1. Moral x Corrupção

    Antes de ganhar o poder, o PT tinha um discurso muito moralista também.

    ACABAR COM A CORRUPÇÃO!

    Principalmente aquela do PSDB…

    Nada feito!!!

     

    Antes o discurso era: o PSDB é corrupto e nós somos honestos.

    Hoje o discurso é: o PSDB é corrupto também

     

    Ironicamente, o PT está participando do processo contra a corrupção, de forma involuntária…

     

     

     

    • A Polícia Federal combatia a

      A Polícia Federal combatia a corrupção em governos anteriores ao do PT?

      O PGR encaminhava denúncias em governos anteriores, ou mandava arquivar tudo?

    • Não corrompa suas idéias.

      Ou tu és uma pessoa amestrada pela mídia ou um dos tantos que odeiam o partido que está no poder. Bem sabes que somente estão apurando crimes e supostos crimes porque o partido dos trabalhadores está no poder e querem pegar o Lula a qualquer custo. O que se quer é que investigue a todos, sem favorecimentos e sem perseguição política. Na époica dos tucanos no governo federal se sabia de muita coisa e se exigia investigações, apurações e condenações, mas sabes como são os tucanos: inimputáveis e ficou tudo por isso mesmo. Com certeza um partido que chega ao poder vai se lambuzar e quem cometeu crime tem que pagar, mas demonizar toda uma agemiação partidária por causa de meia dúzia de pessoas que erraram, é oportunismo de quem não quer disputar o poder com uma agremiação forte. Sem contar que este partido dos trabalhadores é muito incompetente como protagonista do poder.

  2. Nádegas indevidas

    Na eleição para prefeitura de SP em 1985, FHC, enganado pelos números do Datafolha (que nem o Aécio em 2014…), deixou-se fotografar sentado na poltrona do prefeito, ANTES da eleição.

    O burro perdeu e o primeiro ato de Jânio como prefeito foi desinfetar a poltrona com um inseticida fumacento, à vista de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas de TV. E ainda engatou, na sequência, um discurso matador: “Nádegas indevidas sentaram nesta cadeira…”

    Jânio era um demagogo incorrigível. FHC era o que é hoje.

    • Mas a politica era muito mais

      Mas a politica era muito mais divertida com esses tipos espirituosos como Adhemar e Janio, a alegria dos caricaturisticas e humoristas, tipos faceis de imitar, acessiveis a qualquer um, mesmo o irascivel Janio em particular era divertido e contava piada dele mesmo, hoje os politicos não tem muita graça.

    • FHC….. Primeiro essa foto.

      FHC….. Primeiro essa foto. Anos depois, assumir o filho da amante, da qual não era pai biológico. Aonde chegará esse senhor? A propósito André, lendo sua postagem e os comentários, não tem como relembrar outra postagem sua, acho que é “O secretariado de Zé Ninguens do Alckimin”. A que ponto meu querido Estado chegou!

  3. E essa situação de moralismos

    E essa situação de moralismos e moralistas piora a cada dia, a partir do instante em que espertalhões veem nas igrejas pentecostais uma série de vantagens para se reerguerem na política. Tornam-se pastores, ou coisa que o valha, engambelando massas de incautos, cientes de que somente dali, daquele reduto, extrairá muitos votos, quando não usam as igrejas para lavar dinheiro, como fez Eduardo Cunha, e sabe Deus quantos mais já tem feito e farão. De tão moralistas, chegam mesmo a fazerem do Congresso a casa de oração, mesmo parecendo ridícidulos, que são, porque pouco importa os que os mais críticos conhecem de suas almas – eles são astutos, e usam suas inteligências, que não são desprezíveis, para se locupletarem no poder, a maioria, até agora, tendo conseguido, como Crivela, um baita cínico mas que tem tido votações expressivas no Rio, ao tal ponto, que ninguém pode duvidar dele vir a ser candidato a Presidente da República.

  4. populismo puro e populismo impuro

    Contam políticos mais antigos de minha cidade (Jundiaí) , reduto de ademaristas, que em um belo dia , o Governador de São Paulo , veio fazer um discurso no centro da cidade. Este seria realizado na sacada de um conhecido estabelecimento comercial do centro da cidade. A anfitriã preparou macarronada com almondegas , tudo regado a muito molho e acompanhado de muito vinho. Ademar, assim como Jânio, bebia em profusão. Bêbado, o governador postou-se perante o povo para iniciar o seu discurso e como sua situação não era boa, seu organismo resolveu expulsar o que tinha ingerido. Homens de terno em linho branco foram alvejados por pedaços de carne, vinho e macarrão que foram expelidos pelo nobre político. Ganhou a eleição na cidade, pois seu vômito também era apreciado. Jãnio, uma figura mal acabada de um estadista, era muito carismático. Não posso compara-lo ao seu desafeto, pois não conheci este , mas o primeiro contato que tive com o ex-presidente foi em 1982, na campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Minha cidade tem um coreto atrás da praça da Catedral e todos os comícios eram realizados naquele local. Lá vi Lula, Quércia, Plinio de Arruda Sampaio, Marta Suplicy, Franco Montoro e até quem não tinha o mínimo tino para a política como Antônio Ermírio de Moraes. Eu nunca vi um comício tão bem feito como o de Jânio Quadros. O homem era muito bom. Falava com desenvoltura e era fácil de acreditar nele. Mas as suas atitudes repentinas colocaram o país em uma situação que talvez acontecesse mesmo sem o Jânio. Porém é difícil dizer onde as coisas terminariam.  

  5. Quanto custou ao País um

    Quanto custou ao País um Janio Quadros? As crises de 61, 62, 63 e de 64 a 85, o preço é incalculável.

    As crises acima não foram culpa de Jânio Quadros, mas da UDN, verdadeira inventora do falso moralismo como discurso político, articulado inicialmente como denúncia do “mar de lama” supostamente presente no governo Vargas, que era diariamente “denunciado” pela mídia, com destaque para Carlos Lacerda, que também foi forte opositor do presidente Quadros.

    O falso moralismo é legado de uma tradição brasileira mais antiga, e muito mais danosa ao país: o bacharelismo.

    A técnica do bacharelismo – suposta elite “intelectual” brasileira, formada no curso de Direito de Coimbra, onde adquiriam contatos pessoais que levariam para o resto da vida, contaminando o Estado brasileiro com seu patrimonialismo corrupto e incompetente – sempre consistiu em utilizar as palavras para resolver os conflitos e contradições da formação sócio-econômica brasileiro atribuindo-lhes nome diverso, oposto.

    Dessa forma, já nos anos iniciais do Brasil independente, temos nossos bacharéis com sua retórica cheia de louvores aos valores liberais oriundos da Inglaterra(como a “liberdade”, valor central da ideologia Liberal), ao mesmo tempo em que viviam às custas do trabalho de seus escravos.

    O Brasil ainda não conseguiu se livrar dessa praga que é o bacharelismo, note que, o discurso surrado do combate à corrupção, é hoje orquestrado pelo bacharelismo institucional, ministros do STF(Joaquim Barbosa foi o exemplo mais aparente)juízes e procuradores, todos versados na retórica do bacharelismo, pregando o combate à corrupção enquanto, alguns deles, vivem sua vida suntuosa de regalias bancadas pelo erário, como o juíz da Lava Jato e seu salário de R$80 mil reais, conforme noticiado pela imprensa independente, ou do ex-ministro Barbosa, e suas inúmeras estripulias.

    O próprio senhor Araújo, também oriundo da faculdades de Direito, que, muitas vezes, se aventura, sem conhecimento, a discorrer sobre temas que não compreende, como a Teoria Econômica, é um exemplo desse bacharelismo, vide seu comentário sobre um carguinho na prefeitura de SP, há outros nos quais se gaba de ter supostamente recebido favorzinhos da ditadura, além dos frequentes comentários deslumbrados, nos quais se vangloria de ter participado de almoços com figuras importantes, exemplo mais acabado dessa cultura provinciana e subdesenvolvida bastante característica dos bacharéis.

    A essência da retórica do bacharelismo decorre do fato de o Direito não ser ciência, mas mera retórica em estado puro, e retórica vazia no cinismo dos bacharéis. Combinada com o discurso de urgência que justifica medidas autoritárias, presente na retórica do jornalismo policial de Datenas e Resendes, o bacharelismo cumpre sua missão histórica na preservação da desigualdade, da injustiça, e em seu combate feroz contra a Democracia, sua verdadeira, e maior, inimiga.

      • O bacharelismo brasileiro,

        O bacharelismo brasileiro, desde seu início, consiste na construção de um discurso político vazio de conteúdo que justifique injustiças e desigualdades. Isso não é exclusivo do Brasil, outros países viveram o dilema de conciliar o discurso Liberal, que defendiam, com uma realidade anti-democrática, injusta e fortemente baseada na desigualdade e em privilégios.

        O maior oponente do bacharelismo sempre foram os valores democráticos, por isso que, desde seu início, seus aliados naturais foram instituições autoritárias.

        O auge do bacharelismo é a defesa de golpes de Estado em nome da “Democracia”, ou o discurso anti-corrupção da boca de políticos comprovadamente corruptos, como o grupo que defende o impeachment de Dilma.

  6. Grande AA, sou cada vez mais

    Grande AA, sou cada vez mais seu fã. Mas uma coisa não ficou clara. O Jânio deixou toda essa fortuna de herança, mas há alguma evidência de que foi fruto de desvio? 

    PS: “Fi-lo porque qui-lo” ficou a mais famosa. Mas outra era bem engraçada também, quando pediam uma providência a respeito de algum problema em seu governo, Jânio mandava na lata: “Fá-lo-ei” (é assim mesmo que escreve?). 

    • Será que ele roubava?

      Quando eu era camelô no centro de sp ainda na adolescencia pagava o famoso “pau” aos fiscais da prefeitura para trabalhar, diziam eles que a grana chegava no prefeito, eu não acreditava que meus minguados cruzeirinhos pudessem chegar tão longe… vinte anos depois o estouro da mafia dos fiscais na gestão Pitta provou que chegava sim ao alcaide, deve tá gastando parte dela no inferno.

    • A principal fonte de riqueza

      A principal fonte de riqueza de Janio eram as sobras de campanha. Janio não tinha tesoureiro, era ele mesmo que arrecadava dos contribuintes habituais, varias vezes devolveu cheque porque achava pouco, seus alvos eram especialmente banqueiros

      e empreiteiros. Janio não tinha marqueteiro, era ele mesmo e suas campnhas eram baratas, então sobrava bastante do que tinha arrecadado. Em algumas obras grandes cobrava um pequeno pedagio, coisa de 1 ou 2% na assinatura do contrato. Depois disso a construtora não tinha nenhuma tolerancia, se atrasasse o fizesse a obra mal construida Janio processava, quer dizer, o pedagio não significava condescendencia com o doador.

      Quando Governador criou a Comissão Central de Compras e os fornecedores do Estado já recebiam a Nota de Empenho na assinatura do contrato de fornecimento, essa Nota equivalia a um cheque, não tinha um dia de atraso, pela primeira vez em décadas o Estado pagava rigorosamente em dia, todo mundo queria fornecer ao Estado, antes ninguem queria fornecer porque não se sabia quando iria receber. Com isso os preços que o Estado pagava cairam muito, fazendo enorme economia.

  7. Vivemos tempos sombrios de

    Vivemos tempos sombrios de “MOROlização” da política e da justiça. Que sintese significa. Você têm o direito de ficar em silêncio, certo? Esse é um direito constitucional, certo? Seus advogados não receberam material para fazer sua defesa, certo? Vamos prender você sua família, sem motivo, e por tempo indefinido, certo? Eu sou um juíz correto, justo e lhe concedo seu único direito constitucional que é confirmar as ilações que nós críamos sobre o senhor, afinal de contas ouvimos dizer no boteco que o senhor votou na Dilma, e foi visto com uma camisa vermelha outro dia no parque, o senhor também estava ouvindo Chico buarque de holanda, conhecido comunista, o senhor também apóia as teorias do Paulo Freire outro conhecido comunista, também descobrimos que o senhor admira o papa Francisco, ou seja, sabemos que o senhor é culpado em função destes antecedentes expurios que comprovam que o senhor. Lembrando que tudo que o senhor disser pode ser usado como prova contrária ao senhor nunca a seu favor, portanto não serve todos os comprovantes de pagamentos emitidos pelos orgãos governamentais porque todos sabem que não existe governo mais corrupto do que o federal que o senhor apóia portanto o senhor é cumplice e culpado pelas pedaladas fiscais.

  8. Para contrapor a força-tarefa ética amoral padrão ISO AA 9000

    …e por se falar em políticos chefes de Estado e das suas “fortunas estatais estadistas”…

    … do capítulo político das AUSTERIDADES: 

    “Mas a austeridade não se restringia à questão econômica:  aspirava a ser uma ética pública. Clement Attlee, primeiro-ministro trabalhista de 1945 a 1951, surgira – como Harry Truman – da sombra de um líder carismático da época da guerra e personificava as reduzidas expectativas do período.

    Churchill o descreveu, ironicamente, como um homem modesto “que tem muitos motivos para ser modesto”. Mas foi Attlee quem conduziu a maior reforma da história britânica moderna – comparável às conquistas de Lyndon Johnson, duas décadas depois, embora para Attlee as circunstâncias fossem bem menos auspiciosas. A exemplo de Truman, ele viveu e morreu com parcimônia – colhendo ganhos materiais escassos numa vida inteira de serviço público. Attlee era um típico representante da grande era dos reformistas eduardianos de classe média: moralmente sério e levemente austero. Quem, entre os líderes atuais, poderia alegar o mesmo – ou mesmo entender isso?

    A seriedade moral na vida pública é como a pornografia: difícil de definir, fácil de identificar quando se vê. Representa uma coerência entre intenção e ação, uma ética de responsabilidade política. Toda política é a arte do possível. Contudo, até a arte tem sua ética. (A ética não é uma lei. Não é imposta pelo Estado. É um conjunto de normas, valores, crenças, hábitos e atitudes adotados voluntariamente – que nós, como sociedade, impomos a nós mesmos. As leis regulam o comportamento de fora para dentro. A ética regula o comportamento de dentro para fora. A ética é algo que você carrega consigo aonde for, para se guiar no que fizer). 

    […]

    O oposto da austeridade não é a prosperidade, mas luxe et volupté. Substituímos o comércio desenfreado pelo benefício público, e não esperamos de nossos líderes aspirações mais altas. Sessenta anos depois de Churchill só poder acenar com “sangue, empenho, suor e lágrimas”, nosso próprio presidente guerreiro – não obstante o moralismo exacerbado de sua retórica – não conseguiu pensar em nada para nos pedir, depois do 11 de Setembro de 2001, além de que continuássemos consumindo. Esta visão empobrecida de comunidade – união em torno do consumo – é o máximo que recebemos dos governantes. Se queremos um governo melhor, precisamos aprender a exigir mais dele e pedir menos para nós. Um pouco de austeridade viria a calhar.

    […]

    Exatamente três séculos depois, o governo trabalhista de Clement Attlee iniciaria o Estado de bem-estar social que garantiria aos mais pobres uma vida digna e um governo a seu serviço. Attlee nasceu em Putney e morreu a poucos quilômetros dali; apesar de uma longa e bem-sucedida carreira política, manteve a modéstia nos modos e nos recursos – em gritante contraste com seus sucessores ambiciosos e carreiristas. Ele foi um representante exemplar da grande era dos reformistas eduardianos de classe média – moralmente sério, financeiramente austero.”

    O Chalé da Memória, de Tony Judt. Trad. Celso Nogueira. Editora Objetiva, 2012.

  9. Boa!

    Gosto muito dos textos do André Araújo.

    Considero que o país atualmente (em especial a classe média) vive um surto de duas ilusões moralistas: 

    1) Os homens do passado eram mais íntegros e morais, com toda a bobagem de que nossos valores estão degenerando…

    2) Nos países desenvolvidos vive-se em plena moralidade. As pessoas são honestas, não jogam lixo no chão, não roubam, nem nunca roubaram um centavo… Virtude gerando virtude, do passado ao presente e ao futuro…

    Acho que o número 2 é ainda mais forte. Conversando com um amigo formado em economia, o mesmo vinha com a ladainha que o diferencial entre os países ricos e nós, é a honestidade dos primeiros. Se tornaram ricos porque foram honestos… Já aqui impera a corrupção e por isso o subdesenvolvimento. Nesse novo modelo explicativo, a História não serve mais para nada, os diferentes tipos de colonização, revolução industrial, capitalismos de estado, imperialismo, modelos de desenvolvimento, etc… são tudo miragens ou ilusões ideológicas, enquanto tudo se explica pelo comportamento moral de povos íntegros e honestos.

    É inacreditável como chegamos nesse patamar de mediocridade e fantasia dentro da própria intelectualidade…

    Como os textos do André Araújo cumprem a boa função de descontruir com lucidez essas fantasias (que cumprem interesses bem concretos), sugiro ao autor que o faça com maior amplitude. De repente, publique um livro com todos esses casos de corrupção pelo mundo e pela história. Teria efeito didátco. Eu seria o primeiro a comprar! 

    Abraço!

  10. Repare só
    Caso este estado houvesse sido dividido em 3, ele não teria chegado à presidência.

    Qual será o próximo presente de SP para o Brasil?
    Outro Banespa, Banestado?

  11. Muito interessante o texto. O

    Muito interessante o texto. O autor rememora várias historias, mas talvez não atreveu-se a citar a maior delas, o famoso “rouba mas faz” que os defensores de Ademar costumavam citar. Algo que o autor sutilmente sugere para os dias tormentosos que atravessamos. Estarei enganado?

    • Adhemar realizou grande

      Adhemar realizou grande quantidade de obrs importantes com um Estado que arrecadava uma fração do que arrecada hoje.

      Tinha fama de ladrão mas não era só isso, era um grande realizador e fez muita coisa positiva nos seus tres mandatos de Governador e um de Prefeito. O grande sistema hidroeletrico do Estado nasceu pelas mãos de Adhemar.

        • Talvez não tenha sido claro.

          Talvez não tenha sido claro. Adhemar assim como seu sobrinho e tambem Prefeito Reynaldo de Barros TRABALHAVAM, estavm na rua cedissimo para inspecionar obras, ambulatorios, ruas. Reynaldo fiscalizava todo dia obras em andamento,

          uma vez o vi numa ponte da Marginal Tietê as 6 horas da manhã com seu grande corpo vendo o concreto da ponte.

          Roubavam? Mas trabalhavam de verdade, o que adianta um honesto burro, incompetente e preguiçoso?

          TAMBEM DÁ PREJUIZO.

          • A ética do trabalho é

            A ética do trabalho é malandragem de políticos paulistas, Maluf sempre usou esse discurso, Alckmin também, e é inegável que são ambos não apenas corruptos, mas incompetentes e nocivos para o Estado de SP.

            São Paulo é uma vergonha, a cidade de São Paulo possui menos metrô, um serviço público dos mais essenciais, que Santiago do Chile, uma cidade muito menor, fruto do trabalho incansável de vagabundos que se vendem por trabalhadores. Nem precisa comparar São Paulo com outras cidades de seu porte, como Seul, por exemplo, a mera comparação com cidades menores já denota o atraso que impera em SP.

            O verdadeiro é o que São Paulo poderia ser, não fosse exclusivamente governada por bandidos vagabundos.

            “Governar é fechar escolas”, o novo lema do que se entende por governo na Pauliceia.

    • Não estás enganado.

      Estás tentando um auto-engano, imputando a terceiros uma opinião tua. Pelo menos reconheces que o governo atual faz alguma coisa. Agora, quanto ao roubo, proves!

      • Creio que quem comete

        Creio que quem comete auto-engano é Vossa Senhoria. O governo atual fez sim alguma coisa, infelizmente de forma marcadamente populista. O resultado disto é uma enorme regressão econômica combinada com inflação.Portanto o partido que teoricamente favoreceria os pobres, causou a destruição do sonho de ascensão social dos mesmos. 

    • Juntando o que relatou o

      Juntando o que relatou o André e a reportagem, além de ser morto a tiros, o pai do Jãnio ainda foi preso e condenado….ahahahaah

      Mió que novela…….

    • Falha gravissima, escrevo de

      Falha gravissima, escrevo de memoria e essa as vezes trai, foi o pai do Janio que foi morto com sua propria arma pelo marido

      de sua amante. Janio não tentou influenciar o julgamento do assassino de seu pai e até o relevou dizendo que ele atirou em legitima defesa.

  12. Coisas do André.

    Eis a técnica do André Araújo: o artigo vem como singela recuperação histórica de episódio bem conhecido e lá no finalzinho, nos dois últimos parágrafos, produz-se o curto-circuito que “ilumina” sua verdadeira intenção.

    Tenho pra mim que não é o moralismo que hoje cobra seu preço em Pindorama: é bem o contrário.

    Quer dizer que a ditadura foi causada por Jânio Quadros?

    Haja curto-circuito…

    Me lembrou do Louis Althusser jogando em Piłsudski, o ditador polonês, a culpa pela Segunda Guerra Mundial.

    Já dizia o caboclo Pai Debord: “Hoje, muitos negócios são forçosamente desonestos, como o século. Não é mais como antigamente, quando tais transações eram praticadas, em séries bem delimitadas, por pessoas que haviam escolhido a via da desonestidade.”

    André Araújo é um debordiano.

    Dia desses aparece por aqui um artigo dele reforçando a tese de José Eduardo dos Santos para justificar a corrupção da elite angolana.

    Para Zedu, tratar-se-ia de uma tardia acumulação primitiva de capital – primeira etapa no pleno desenvolvimento da economia angolana.

    E segue o espetáculo.

    En passant.

    “O moralista alardeia sua pureza”

    Até a eclosão do Escândalo do Correios, o PT ficou de braço duro e dormente de manter erguida essa bandeira. Depois, foi baixando-a discretamente, enrolou-a e guardou no armário.

    Dizem que já foi cremada há muito tempo e não restou nem cinza pra contar a história.

     

    • Meu caro, é uma relação de

      Meu caro, é uma relação de causa e efeito nitida. Se Janio não tivesse renunciado João Goulart não teria sido Presidente, Janio concluiria o mandato, porque haveria golpe militar? O gatilho do golpe foi a presidencia Jango então é evidente a relação de causa e efeito existe e é direta.

      • simplificações

        André, o golpe estava sendo arquitetado desde o início dos anos 50.

        Colocar a renúncia de Jânio na raiz do golpe é uma simplificação, no mínimo, tosca.

        • O fato de ser arquitetado não

          O fato de ser arquitetado não significa que pudesse ser concretizado. Para que isso ocorra são necessarias

          CONDIÇÕES OBJETIVAS que se deram pela falta de capacidade de governar de Jango e pelos extraordinarios erros politicos de seu governo, o maior dos quais foi tentar sublevar os soldados e marinheiros contra seus oficiais e incentivar ” generais do povo” e “almirantes do povo” como cisões populistas de suas corporações alem de demagogicas reformas de base que nem ele sabia definir o que eram.

          • bate-papo

            André, hás de convir que foste agora um pouco além do mero episódio da renúncia.

            Foste de Jânio pra Jango – melhorou.

            Mas ainda tem problemas.

            “falta de capacidade de governar de Jango”

            Essa suposta falta de capacidade não guarda nenhuma relação com a campanha que lhe moviam os setores golpistas?

            “o maior dos quais foi tentar sublevar (…)”

            André, a sublevação já se dava paulatinamente no outro lado.

            Lembremos: a tumultuada eleição do Clube Militar de 1952, o Manifesto do Coronéis, a República do Galeão, o Contragolpe do marechal Lott, a Revolta de Jacareacanga, a Revolta de Aragarças..

            Salvo melhor juízo, se erro houve, foi não investir seriamente numa resistência dentro do próprio setor militar.

            …………………………………………

            “Se Janio não tivesse(…)”

            Façamos dois outros ligeiros exercícios de história contrafactual.

            Se, há muito, não houvesse uma conspiração golpista civil-militar sendo gestada, Jânio renunciaria, Jango assumiria e completaria o mandato.

            Consideremos ainda a seguinte alternativa: Jânio – que via no parlamento um obstáculo – poderia, em vez da renúncia, mergulhar o país num processo de “bordaberryzação”.

            Que tal?

            A especulação é livre…

      • Penso que não

         Respeito sua opinião, mas penso de maneira diferente. Para mim  o golpe militar brasileiro foi fruto da política da Guerra Fria. Depois de perder Cuba para a influência soviética, os Estados Unidos infestaram a América Latina de ditaduras militares e o caso brasileiro foi um entre muitos. Na minha opinião, com ou sem a renúncia, com ou sem Jânio Quadros, mais cedo ou mais tarde, sucumbiríamos ao pesado destino daquele período.

  13. Frases…
    Meu pai adorava me contar as estripulias do Jânio, especialmente suas frases gramaticalmente perfeitas e hilárias. Votou nele acreditando na vassourinha (assim como acreditou na “revolução” de 64) e logo decepcionou-se (idem ibidem).
    Capturei algumas de suas frases no link https://pt.wikiquote.org/wiki/Jânio_Quadros

    “Nesta data e por este instrumento, deixando com o ministro da Justiça as razões do meu ato, renuncio ao mandato de presidente da república.”
    – Fonte: “Grandes Líderes” – Nova Cultural

    “Bebo-o porque líquido, se fosse sólido comê-lo-ia”
    – Nota-se o uso da mesóclise, recurso da língua portuguesa pouco usado oralmente no Brasil

    “Desinfeto porque nádegas indevidas se sentaram nela.”
    -Eleito prefeito de São Paulo (1985), sobre a cadeira na qual o outro candidato, Fernando Henrique Cardoso, se sentara na véspera das eleições.

    “Mentira! O som não se propaga no vácuo!”
    – Num debate à presidência, Jânio estava passando um sermão a um presidenciável quando ele o interrompeu: “Pode falar, suas palavras entram por um ouvido e saem pelo outro!”

    “Intimidade gera aborrecimentos ou filhos. Como não quero aborrecimentos com a senhora, e muito menos filhos, trate-me por Senhor.”
    – Quando interpelado por uma jornalista a respeito de sua opinião sobre os homossexuais e foi chamado de “você”.

    “Fi-lo porque qui-lo.”
    – Frase célebre atribuída a Jânio Quadros, mas que ele não disse. Na verdade, a frase completa era “Fi-lo porque qui-lo. Lê-lo-á quem suportá-lo”, e era o título de uma resenha sobre o livro “15 Contos” de autoria de Jânio, publicada na revista Veja. O autor assim titulou a resenha numa analogia ao estilo dos contos que, segundo o resenhista, era muito rocambolesco, bem ao modo erudito de Jânio.
    – O autor da resenha deve ter escrito a frase sob uma certa “liberdade literária”, uma vez que ela está gramaticalmente incorreta. O “porque” atrai o pronome. Logo, a frase gramaticalmente correta teria que ser “fi-lo porque o quis”.

    “O PMDB é uma arca de Noé, sem Noé e sem a arca.”
    – Frase atribuída a Jânio Quadros que até hoje ressoa nos partidos rivais e na imprensa.

  14. No contraponto deste texto,

    No contraponto deste texto, sugiro ao brilhante articulista escrever algo sobre os prefeitos Prestes Maia e Olavo Setubal, e o governador Carvalho Pinto . Ao que me lembro, foram exemplos do não rouba e faz.

    • Francisco Prestes Maia foi um

      Francisco Prestes Maia foi um urbanista na Prefeitura, visionario, servidor publico por excelencia, Prefeito por duas vezes, casado com a comunista portuguesa Maria Prestes Maia, incaoaz de levar um clips da prefeitura para casa, só o tunel Nove Julho, de seu projeto e execução, bastaria para lhe dar um lugar especial na galeria dos Prefeitos paulistanos. A ideia, traçado e projeto da Av.23 de Maio tambem é de sua lavra, assim como a Galeria Prestes Maia, que liga o Anhangabau à Praça do Patriarca. Grande figura humana e grande urbanista.

      Olavo Setubal foi Prefeito bionico, como em tudo que fez na vida, foi um profissional habil e inteligente.

      Já o governador Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto, da estirpe tradicional paulista dos Rodrigues Alves foi um governador de primeira linha, honesto nos centavos, fama de sovina para ele e para o Estado,

      foi otimo Governador, só empanou sua biografia com dois eventos, a estatização estupida e idiota da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, empresa-joia privada, a melhor ferrovia do Brasil, a cozinha dos vagões restaurantes era tão boa que

      criou pratos especiais, como o famoso “Filé à Paulisra” e depois fez a besteira de ser Ministro da Fazenda de Jango,tarefa impossivel onde queimou sua ficha.

  15. Putz;;;

    É duro imaginar que um dia esse cara foi presidente do Brasil e prefeito de São Paulo!…Mas, analisando o Congresso atual escolhido pelo povo brasileiro, dá pra dar um desconto…..

  16. Janio Quadros estuprador

    Na biografia de Clarice Lispector, Benjamin Moser relata que Jânio tentou estuprar Clarice.

    Moral nenhuma esse canalha. 

  17. Seu conhecimento de português era espetacular

    “Seu conhecimento de português era espetacular, proferia longas frases onde não havia nenhum erro de concordância, sintaxe, gramática ou estilo.”

    Sim.

    Surpreendi-me ao ver Jânio na biblioteca de meu avô, hiper-exigente.

    Afinal, foi o único professor a tirar uma nota 10 na prova de cátedra do Pedro II.

    Mas acho que vovô era ligado aos alemães, nunca me contou nada. Foi reprovado.

    Deu muita atenção e carinho, mas política, nada.

    “Jânio é excelente” (seu conhecimento de português).

    Pelo fato, concordo com AA.

  18. Enquanto a sociedade

    Enquanto a sociedade brasileira não distinguir moralismo de moralidade continuaremos nessa verdadeira via crucis que é suportar um modelo político gangrenado pela corrupção e outros mal feitos da mesma espécie. 

    Como bem distingue o articulista, merce que fazendo uso de outros termos: a moralidade se fundamenta em atos concretos, não em discursos. Já o moralismo se esbalda em narrativas falsas ou escamoteadas. Em função disso é que sempre insisto: o tema corrupção não poderia se inserido nos embates políticos porque sempre surgirá revestido de moralismo e não de moralidade.

    Corrupção não é tema, assunto de política, mas de POLÍCIA. Só surge na práxis política como reles IDEOLOGIA BARATA. 

  19. Bons tempos em que os

    Bons tempos em que os políticos roubavam mas faziam. Hoje apenas roubam e no máximo desfazem ( vide Petrobrás, TV Cultura, etc ) 

  20. Adhemar de Barros era da cidade de São Manuel,

    Adhemar de Barros era da cidade de São Manuel, em Botucatu cidade vizinha tinha um cabo eleitoral desse político que tinha poderes mesmo depois de passados dez anos da morte de Adhemar, ele conseguia transferências  de cidades para funcionários públicos de famílias ademaristas. O ademarismo continuou no interior do estado de São Paulo por muitos anos depois da morte desse político.

     

  21. “Seu conhecimento de

    “Seu conhecimento de português era espetacular, proferia longas frases onde não havia nenhum erro de concordância, sintaxe, gramática ou estilo.”

    temo que a educação brasileira perdeu oportunidade de ter tido um excelente professor de português e… manguaça duro de cair nas horas vagas, intervalos, altas horas, férias, feriados, recessos escolares.

    prefeita erundina (1989-1993) concluiu reurbanização do vale do anhangabaú em 1991 e eu tinha o hábito de passear com meu setter irlandês pela nova praça do vale… certa vez, num domingo, lá pelas seis e pouco da manhã, eu corria e brincava com meu cão pela praça deserta naquela hora da manhã de domingo e de repente quase atropelo um cidadão silencioso andando rápido, passos pesados, mãos para trás e corpo levemente arqueado. andava como que conhecendo e vistoriando a nova obra do centro de sampa… logo percebi, distante uns três metros ao lado deste cidadão, um homem forte e atento e mais atrás dois outros agentes de segurança: o cidadão era o “biônico político” doutor paulo setúbal avaliando in loco a obra da prefeita petista: o novo vale do anhangabaú, no centro velho de sampa.

  22. Em 1930, enquanto o Brasil

    Em 1930, enquanto o Brasil bem ou mal avançava um pouco na modernidade, São Paulo resistia na sua imensa arrogância, tão bem representada por Washington Luis. Em 1932, veio a hipocrisia, travestida de argumentos democráticos.

    Nos anos 50, enquanto Minas produzia e elegia Juscelino, São Paulo produzia e elegia Ademar. E é óbvio que Juscelino não era nenhum poço de honestidade, mas perto do Ademar. O que esperar de um político que usava o slogan do “Rouba mas Faz”? E quando SP finalmente elegeu um presidente, deu-se o desastre Janista, demonstrando total incapacidade para o cargo. E ainda tentou um rídiculo golpe frustado, acreditando megalomaniacamente que o povo o bancaria. Na renúncia, roubou a faixa presidencial, para devolver alguns dias depois.

    Em 1989, SP seria o principal responsável pela eleição de Collor.

    Como diz aquela professora da USP, durante o século XX, SP representou a vanguarda econômica e o atraso político.

  23. Varria prá debaixo do tapete.

        Ótimo texto , sobretudo quanto a história dos bastidores,sempre elucidativa , porque trás a verdadeira história. Jânio foi sim, . com a sua ¨vassourinha¨,um simbolo da moralidade ¨moro¨de então. Foi o estopim do golpe de 1964 , pois criou o vazio politico ,que como vimos adiante , ocupado pela direitona.

  24. obrigado

    obrigado AA.

    adoro ler suas postagens.

    segunda feira não posso perder sua entrevista na TV Brasil.

    quero ve-lo falar na telinha.

  25. Assassinato

    Na verdade foi ao contrário: Gabriel Quadros não matou mas sim foi morto a tiros pelo feirante José Guerreiro, que não foi condenado.

  26. + comentários

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