O caos, a farda e a toga na aliança de Bolsonaro, por Maria Cristina Fernandes

 
Jornal GGN – Em artigo, no Valor, Maria Cristina Fernandes aborda o bolsonarismo, e suas digitais em tantas ações pelo país. Fala da convocatória da mobilização dos caminhoneiros, onde o texto remete ao discurso do candidato do PSL. E digitais ainda intactas desde a primeira mobilização, quando os empresários fomentadores da paralisação não foram punidos e os cofres do governo abertos. E isso respaldados na certeza de ser a única categoria que, de fato, pode parar o país.
 
A convocatória não obteve sucesso, mas é revelador que tenha aparecido juntamente com o início do horário eleitoral gratuito, revelando um movimento que pretende tomar lugar do lulismo como eixo da disputa. O caos favoreceria Bolsonaro, pois que sua marca é sobrepor a força à razão.

 
E o capitão, rei das redes sociais, ataca Alckmin com a certeza do eco, chamando de mimimi essa coisa de ser educadinho, e que afirma: ‘tô colocando o meu na reta por vocês ou vocês acham que não estou ameaçado o tempo todo?’.
 
O contraponto a Bolsonaro foi o que restou a Alckmin, que navega contra a maré depois que seu partido foi atingido em cheio pela Lava Jato e pelas políticas de aferição de resultados, criadas pelo próprio PSDB.
 
Geraldo, não conseguindo responder por que o Estado comandado pelo seu partido há 24 anos anda atrasado na educação, culpou a metodologia do ministério comandado pelo DEM, seu aliado. E o tropeço dá fôlego ao discurso de Bolsonaro ‘sobre a governabilidade paralisante de seu maior adversário’.
 
Maria Cristina aponta mais. Blindado por seu eleitorado, Bolsonaro escuda-se contra Ciro e Marina, que partiram para cima. A primeira foi contra Marina, chamando-a de fraca no debate. Diz que ele reage com o mesmo apelo daquele que está no outro polo, com a sua propaganda levando-o ao cordão dos perseguidos. ‘A reação vitimizada do capitão consolida a resiliência de seu eleitorado’, diz ela.
 
A articulista critica, ainda, a reação dos militantes do PT, surpreendidos pela decisão do TSE, que abrem o flanco. Ocupados em salvar a bancada, ainda aferrados à onipresença de Lula, ela entende que estreitam o tempo de compatibilização entre o discurso e a figura de ‘um rapaz com pinta de rico de quem mal sabem o nome’.
 
A um mês da eleição, que ainda está indefinida, a certeza, de acordo com Maria Cristina, parece ser a radicalização. E neste ponto não é só o bolsonarismo de raiz que ferve. A articulista lembra que um grupo de generais de quatro estrelas se reuniram em Porto Alegre sob o temor de que Bolsonaro não ganhe no primeiro turno e que, caso vá ao segundo, perderá se a disputa for para ‘o todos contra um’. Na cúpula do
Exército, a resistência ao nome do capitão é apenas residual. 
 
Para ela, nem o liberalismo exacerbado da assessoria econômica ao candidato assusta, já que a soberania hoje é uma carabina enferrujada. Mas prestam atenção à violência, corrupção e protagonismo que vislumbram em seu eventual governo. E também a ida para o limbo com um revés do candidato, fazendo planos de um general na pasta da Defesa.
 
Nos últimos quatro anos o Exército sugeriu uma identidade de propósitos, com sucessivas condecorações dos magistrados da Lava Jato. A campanha eleitoral deixou isso explícito. E Bolsonaro trouxe para sua campmanha Onyx Lorenzoni, principal articulador das dez medidas contra a corrupção. E trouxe o General Mourão, amigo de Carlos Eduardo Thompson Flores e desembargador do TRF4, aquele que aplaudiu as decisões contra Lula antes mesmo que chegassem à sua instância, e várias vezes condecorado pelo Exército.
 
Isso coloca Bolsonaro, diz a articulista, aquele que não dispõe de tempo na propaganda oficial ou fundo eleitoral, devidamente munido de uma coligação com a farda e a toga.
 

12 comentários

  1. Hail hail Macbeth de
    Hail hail Macbeth de Pindorama… o tirano não chegará ao Palácio do Planalto porque a caatinga caminha para libertar um líder legítimo que foi preso em Curitiba sem se dar ao trabalho de esmagar o verme intestinal de Macbeth hospedado no Einstein em São Paulo.

  2. Tenho minhas dúvidas quanto a
    Tenho minhas dúvidas quanto a um amplo apoio interno das forças armadas ao Bolsonaro. Ainda acredito na existência de uma parte mais esclarecida do oficialato capaz de enxergar o beco sem saída que uma presidência Bolsonarista seria para eles mesmos.
    Não me espanta que a reunião tenha sido em Porto Alegre já que é no Sul que está a ala mais tacanha das forças armadas.
    Ainda acho que há resistência em assumir diretamente o poder com um militar. Temem repetir a experiência amarga do período ditatorial de onde saíram muito mal na fita, e não se recuperaram até hoje.
    Pegar um pais quebrado e ainda conflagrado é receita certa para o fracasso, principalmente se vão entregar o poder a ala mais boçal e míope da corporação militar. É garantia de um fracasso retumbante.
    O Brasil é importante demais para ser governado por uma versão brasileira do filipino Rodrigo Duterte.

  3. Incrível! Sonho do Bolsonarismo é Venezuelanas o Poder
    Colocar militares em todas as estruturas de Poder com direito a uma certa autonomia.
    Subjugar o Poder Judiciário começando por aumentar o número de Ministros do STF para indicar os seus e dominar as decisões impondo e “legalizando” agenda fascista.
    Bolsonaro disse no Roda Viva e respondendo a Marina no debate que “vai convocar militares até para a direção das Escolas de ensino fundamental.
    Sinto que um Estado Policialesco e Paramilitar está sendo gestado.
    Incrível mas a Lavajato está parindo um status quo, um Governo de Corruptos inimputáveis onde o Estado Democrático e de Direito será uma vontade, um sonho de um povo oprimido.

  4. Quem é a revista Valor

    A revista Valor fez parte deste discurso golpista do mercado. Os tais senhores da economia,  para fazer o trabalho sujo abriram a caixa de Pandora e  deixaram sair de lá os vários monstrinhos. De Cunha, ao Centrão passando por Temer, e todos os pseudo jornalistas da globo. Destroçaram a democracia com um golpe  sujo, com ajuda de uma judiciário comandado por um juiz de primeira instância, um procurador fanático,  e seus asseclas. Perseguiram o maior partido do Pais, desmoralizaram a política, desmoralizaram o estado e as instituições, sempre repetindo o mantra do mercado. Destroçando as petrobŕas e toda a indústria que dela dependia , batendo palmas para a regulação forçada dos preços internacionais do petróleo, que obedeceram tudo menos as leis do mercado, jogaram o Estado do Rio de Janeiro num poço sem fundo. Para jogar uma cortina de Fumaça, soltaram os cães da Lava Jato sobre o corrupto Cabral. O desemprego e o desespero  eo caos social foi tratada através de uma intervenção militar. ( Uma metáfora talvez). Mas a mídia televisiva e economica fizeram questão de dizer que tudo isto é a falta do ajuste fiscal. 

    Toda esta violência  açulou aquele que não era nada, além do que significa para aquele percentual de seguidores. Mas quando foi conveniente,  propagandizaram e deram ênfase ao discurso em defesa de um torturador,  contra uma presidente eleita. Naquela cena escatológica que foi a votação do  impeachment. Minimizaram a cada quebra de decoro, ou a cada agressão. Bateram palma para as violações  legais das cortes de Curitiba. Estimularam   o conceito de justiceiro. Aquele que pode fazer tudo até violando a lei. Encheram de poder juizes e procuradores que se valeram de artíficios  para construir provas, para destruir vidas e reputações.  Tudo isto em nome da tal luta contra a corrupção, que depois da retirada dos inimigos arrefeceu e se mostrou apenas uma farsa lenta e não uma lava jato. 

    Este discurso ideologico do mercado, contaminou toda a classe  dita mais esclarecida, que agora é a maioria no apoio a um troglodita homofóbico, misógino, racista e defensor da violência e do fim da democracia. Uma figura que foi alimentada em cada passo, pelos que o adoravam  quando atacava aqueles que foram eleitos como inimigos. Passo a passo foram alimentando o poder de um judiciário agora caótico e sem o mínimo de hierarquia ou respeito as leis. Um judiciário que quando conveniente intepretou a constituição contra a propria constituição.

    E a revista Valor fez parte disto, o discurso do mercado fez parte disto,  o discurso de ódio fez parte disto. O discurso ideológico travestido de científico destes economistas, cuja finalidade ( por alguns conscientes e por outros inconscientes) é satisfazer os acionistas de Wall Street, uma espécie  de Kaaba ao redor da qual ficam girando e girando em busca do Deus mercado.  Um discurso que vem sendo contestado pela realidade das crises economicas e da instalação de um verdadeiro caos social ao redor  do mundo . Um discurso  ideológico entranhado de tal forma na cabeça de uma classe A que  hoje nas pesquisas vemos que em sua maioria apoia Bolsonaro pois  tem tanto medo da  realidade social que em pavor preferem  apoiar um brucutu para protegê-los. Embora tenham criado este caos, e tenham como aliados a toga e a farda, esta classe A e a revista Valor que a representa  aponta o dedo para os outros.

     

  5. Perigo

    O que me deixa mais intrigada nessa estória toda é q parecem não perceber q uma das propostas (q será uma das mais cobradas pelo seus eleitores e pela indústria bélica do país) do BolsoNazi é a “liberação” do armamento. Com o atentado, seu vice naturalmente cumprirá objetivos de campanha. Pois Mourão falou HOJE ventilando o “auto golpe” (“em outros países aconteceu…” e depois do atentado disse “os profissionais da vioência somos nós”). Esses policias e essas forças armadas não percebem q serão eles contra uma população armada? Afinal não serão só seus apoiadores q comprarão!!! Esses são “remediados” (e conheço alguns q já estão economizado!!!!!!!!!). Serão os pequenos empresários, serão os Amoedistas (afinal os ricos também apóiam o fim do Estatuto do desarmamento e vão comprar armas pros seus seguranças), além é claro de uns e outros da classe média q vota no Lula sim e no Ciro e na Marina, mas q na hora do vamuver vão acabar comprando também em 10 prestações nas casas Bahia pq tem doido em todo lugar.

    Esses jornalistas irresponsáveis da Globo não pensam nisso? Na rejeição q a própria Globo está tendo dentro da população? Jornalista tem grana pra contratar segurança armado e carro blindado (fora Bonners da vida)? Pois as vans da Globo não são blindadas!

  6. Vamos deixar uma coisa bem

    Vamos deixar uma coisa bem claro.

    Se o vice de Jair Bolsonaro quer provar uma dita dura ele deve ir dar a bunda no fundo do Quartel. Não existe revolução militar maior do que um general raivoso ralar na rola dos recos e fazer gulosa no cabo da guarda.

  7. como vejo

    Os militares não aceitarão entregar o pais numa vitoria da esquerda comunista  nas eleiçoes, darão o golpe novamente.

  8. Possíveis Teoria da Conspiração

    Nassif: é lógico que o momento não se presta a análise longa do problema, numa coluna de comentários. Mas a pergunta fica — a quem interessaria o Jair finando-se?

    Especialmente, ao seu Partido. Está sem tempo de TV, na propaganda eleitoral. O vice, homem de armas, estrategista dos bons, assessorado pelos seus amigos do serviço de inteligência do Jaburu, assumiria a cabeça da candidatura e, de quebra, usaria a túnica ensanguentada do de cujus, numa propaganda tipo dos nazistas. A grande mídia, capitaneada pelos do Jardim Botânico, em chamadas monumentais pelo âncora ancorado do JN, estamparia cenas e cenários mirabolantes. Sempre vinculando à esquerda o atentado, como no caso do Carcamano da Moóca, em 2014. O corpo seria exposto em câmara ardente e depois seguiria em carreata pelas 26 unidades da Federação. Os Brigadeiros disponibilizariam um jatinho, se o da polícia do Príncipe de Paris não pudesse ser cedido. Os CisnesBrancos fariam, no convés do Minas Gerais, uma celebração em plena Baia da Guanabara E os verdeoliva desfilariam com os restos mortais do soldado covardemente abatido em campanha, num Brucutu, pela explanada dos ministérios. Para regozijo do vice do finado Jair.

    Mas não se pode descartar manobra da vanguarda “vangélica”, de onde AdelioBispo recebeu a mensagem celeste. Pode ter sido captada pelas poderosas antenas no Templo de Salomão. Ou por aquele demiurgo, regiamente contratado pelo Carcamano da Moóca para dizer que NoveDedos cuspiu na cruz de Cristo. Muito antenado nas mensagens de Deus, dizem-no de fé mercenária. Não vem ao caso. O importante é vencer a corrida pro Jaburu. O primeiro decreto do eleito selecionado seria cancelar o dízimo às Igrejas. Passaria, então, a 20%. De cada cidadão. E o vice do finado Jair é sensível a tal apelo.

    Tem, ainda, as tramoias da dupla infernal toga-farda, o mais importante grupo de enfrentamento político da Nação. A facção da Corte Mor de Suplicação Eleitoral, vulgo TSE, sonha com um candidato que garanta sua recente Bula inquisitória, contra o MelianteOperárioNordestino. Até contra a liminar da ONU. O Çupreminho e o Çupremão estão também nessa toada. As negociações, com promessas de apoio incondicional ao seu governo, seriam bem recepcionadas pelo vice do finado Jair.

    E, finalmente, aquela frente espúria PSDB/DEM/PPS/(P)MDB+Detritos_de_Maré_Baixa (dizem que os Bancos privados e empresários safados já pediram ingresso ao grupo), tirariam do páreo um candidato com potencial de derrotá-los. Ofereceria, de compensação, 5 ministérios de ponta ao Partido, e, ao vice, pensão vitalícia , com casa, comida e roupa lavada, mais U$ 1mi/mensal, nas Cahimãns, chova ou faça sol. E, Xuxu na cabeça. Tem político que resista? Nem o vice do finado Jair.

    Dai porque— Jair morto, Jair, digo, Mourão posto!

     

  9. Desde o início achei que o

    Desde o início achei que o golpe de 2016 só foi dado porque contava com apoio dos militares. 

    O que este etchegoyen faz em um governo civil?

    Depois dessa farsa bolsonariana teho praticamente certeza de que foi e estão prestes a assumir novamente o comando do páis que ajudaram a atrasar por uns 50 anos com o golpe de 1964.

    Nos atrasaremos mais algumas décadas se estes meganhas assumirem o governo através do bolsonaro

  10. Existe uma ala desesperada
    Existe uma ala desesperada pela intervenção que odeia Bolsonaro e Mourão. Segundo eles, a candidatura da dupla atrapalhou a intervenção militar(golpe militar). Outra ala acha que a candidatura deles seria a intervenção legalizada pela eleição e portanto seria a opção mais viável no momento.

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