O momento crucial criado pela própria Dilma, por Janio de Freitas

Jornal GGN – Janio de Freitas, em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, fala sobre o momento crucial criado pela própria presidente Dilma que contribuiu para “este episódio sórdido da antidemocracia”. Janio diz que até hoje não se sabe o que aconteceu entre Dilma e Guido Mantega, então ministro da Fazenda, no período das eleições de 2014, com a “confrontação de duas pessoas exaltadas a se cobrarem de atos e de culpas”, episódio que acabou na saída de Mantega do governo.

Para Janio, a escolha do substituto de Mantega, Joaquim Levy, identificado com o neoliberalismo, deu o sinal para a oposição de que a presidente estava em “pânico” com a economia, “dando munição” para os opositores. Ele faz duras críticas para a presidente afastada, dizendo que sua ação foi pior que a da oposição – “conduzida por gente medíocre” – mas que mesmo seus muitos erros não justificam a “fúria incivilizada que Aécio Neves desfechou logo depois de derrotado pelas urnas”. Leia mais abaixo:

Da Folha

 
Janio de Freitas

Foram muitos os fatores contribuintes para este episódio sórdido da antidemocracia, mas um só momento crucial criado pela própria Dilma Rousseff. Os outros momentos determinantes, dois ou três, foram elaborações típicas da mente de Eduardo Cunha. Ficou lá atrás, e nunca esclarecido por Dilma, o fato que demarcou o fim de muitas coisas, o fim do modo como era vista, o fim de suas possibilidades de ação política, até o fim do governo.

Leia também:  Economia pós-pandemia: Especialistas desmontam mito da austeridade fiscal

Ainda hoje não se sabe o que ocorreu entre Dilma e o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, um tanto antes ou pouco depois da reeleição. A reportagem decente não percebeu a importância do assunto, e os jornalistas da ficção estavam com abundância de temas. Mas a confrontação de duas pessoas exaltadas a se cobrarem de atos e de culpas teve consequências: a saída de Mantega, sob uma justificativa familiar, mas com o tratamento presidencial de descaso, e a substituição, como todas, sob pressões políticas.

Dilma contornou as pressões com uma nomeação de surpresa. Mas escolher Joaquim Levy, tão identificado com o neoliberalismo que até colaborara com a campanha de Aécio Neves, equivaleu a comunicar à oposição que a presidente estava em pânico com a situação econômica. Sem corrupção dentro do governo, nada poderia dar mais munição aos opositores do que problemas econômicos, não importando a sua dimensão real. Nem que dispusesse de soluções Joaquim Levy poderia adotá-las, imobilizado pela barragem política que associou Eduardo Cunha e Aécio Neves, o tático e o incentivador.

Dilma traiu-se, perdeu-se, traiu o eleitorado e perdeu a companhia dos defensores de um Brasil menos desigual, menos entregue a uma claque de riqueza e improdutividade, e um pouco mais decente. Desde então, foi uma presidente à mercê da oposição. Por sorte sua, oposição conduzida por gente medíocre. Mas nem isso lhe valeu. Sua ação política foi pior que a dos opositores.

Dilma é uma técnica que se supõe também política. Presunção comum entre técnicos, sem igual na área econômica. Suas opções políticas foram ruins como regra. As equipes palacianas de sua escolha criaram uma Presidência lerda, sem criatividade e iniciativa, politicamente míope.

Leia também:  Quando o time de gestão e o modelo de negócio deixarão de ser subestimados na análise de crédito por bancos e fundos?, por Marco França

Se, porém, isso explica o governo aturdido com o cerco oposicionista –o parlamentar e o de imprensa/tv/rádio–, não leva a entender a entrega definitivamente desastrosa da Fazenda a Levy –claro que não por ser o sóbrio Joaquim Levy. Ainda hoje Dilma precisa lutar contra o efeito desmoralizante desse ato. Mas nem sequer esboçou uma explicação, no entanto devida: por que a inversão, por que um ministro neoliberal, por que Levy? Absoluta falta de percepção política, sem dúvida. O provável cálculo de uma sedução do poder econômico que, afinal, se voltou contra a feiticeira. E mais, é provável que mais, silenciado e nem por isso esquecido.

Dilma Rousseff errou muito. Mas nem a soma dos seus erros pode justificar a fúria incivilizada que Aécio Neves desfechou logo depois de derrotado pelas urnas, para derrubada do governo legítimo. A par dos erros, o governo Dilma levou a avanços significativos contra problemas sociais. Aí já se notam recuos deploráveis. Por efeito do quase ano e meio de degradação econômica desde o início do segundo mandato, com a ação destrutiva da oposição e a inoperância do governo, forçada em grande parte.

Mas os que tomam o poder não trazem correções. São figurinhas fáceis. Vêm buscar o que deixaram de ter. E dar mais aos que não deixaram de ter mais mesmo nos governos de Lula e Dilma.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

26 comentários

  1. Cadê o povo?

    O GOVERNO TEMERÉCIO

    A resistência popular ao golpe quedou-se, definitiva e confortavelmente, confinada aos empoeirados teclados do surrado pc.

    • Talvez de sua parte haja

      Talvez de sua parte haja capitulação aos teclados empoeirados.Nós por aqui estamos juntando os destroços e nos reconstruindo.  A auto crítica já foi feita. Agora é pensar em renovaçao , ect. Com a juventude tendo muito o que dizer. Aliás, temos conversado e muito.

      • Autocrítica????

        Autocrítica??? feita?????

        Peraí, Roxane! A crítica feita até agora partiu de posições relativamente ao largo do PT, do lulismo (sobretudo) e do governismo, a despeito e contra eles. (Nota aclaratória: a direita não faz crítica; a direita faz condenação sumária).

        Até onde eu saiba, nem o petismo, nem o lulismo, nem o governismo acolheram coisa alguma dessa crítica a ponto de reconhecer que erraram feio. No máximo um Hadad admitiu que o PT agora não terá mais o protagonismo na esquerda.

        Ainda falta muito para que alguma autocrítica efetiva fecunde algo novo no PT. Mas, pelo que tenho visto, isso parece ter-se tornado uma impossibilidade nos seus próprios termos. O governismo é, em sua essência, a recusa a qualquer contestação.

  2. Dilma mostrou-se temerosa e

    Dilma mostrou-se temerosa e apática desde o inicio, demonstrando fraqueza quando foi ao aniversário da FSP, quando foi fazer comidinha em um programinha medíocre da Globo, quando nomeou ministro indicado pela oposição para fazer o ajuste fiscal. Manteve o ministro da justiça por mais de 5 anos (pasmem), foi pisoteada pela Globo (a responsável pelo golpe) dia e noite e não reagiu. Não cortou as verbas de publicidade, não implantou a lei da mídia (esta história de controle remoto foi a piada do século); poderia ter trazido concorrência externa para tirar os meios de comunicação da mão de uma meia dúzia de pilantras e não fêz. Este republicanismo (tomei ódio desta palavra) ao nomear PGR e ministros do supreminho deu no que deu.

    Espero que o Lula consiga retornar em 2018, mas sem estes vícios cometidos.

    A direita indicou seu Gilmar que lhe defende com unhas e dentes.

    A esquerda indicou seu Fux, Toffoli e o PGR que lhe apunhala.

    Dificil torcer para este time

    Parece a mesma dificuldade de tomar o pirulito da criança.

    Para ser sincero, acho que a Dilma é fraca e se fêz enfraquecida e não deveria voltar.

    Prefiro novas eleições.

    Com este republicanismo quem vai sofrer é o trabalhador mais humilde. O PT vai seguir em frente.

  3. Talvez Levy tenha sido, como

    Talvez Levy tenha sido, como acredita Jânio, o ato capital de quem já estava no desespero como consequencia da perda de rumo no governo. Mas com certeza foi a pior burrada no segundo mandato. Maior e pior que manter CARDOSO na justiça, pior que imbuir da Casa Civil o hipócrita grosseiro Mercadante…

    • Acho que o principal erro foi

      Acho que o principal erro foi não ter feito nada para impedir os abusos cometidos pelo stf no julgamento do ap 470, isso deu asas para que seres piores e mais tenebrosos pudessem cometer arbitrariedades ainda maiores em conluio com a mídia na lava jato, juntamente por manter o inoperante zé da injustiça como ministro, uma nulidade absolutista.

    • Acho que ter reconduzido o
      Acho que ter reconduzido o golpista Janó amigão do Aécio corrupto Neves e ter nomeado juízes de direita, golpistas para o STF , e ter mantido o Zé na justiça né.
      Com tantos juristas defendendo Dilma e contra o golpe pessoas ali de esquerda defendendo políticas do PT e Dilma vai e deixa todos fora do STF, do MPF e no ligar coloca os Globais golpistas de direita partidários do PSDB da oposição. Ela pediu pra ser derrubada . Lula errou nesse ponto também é só não foi derrubado porque a base do governo não era tão golpista e traíra a ponto de derrubarem, mas ali já se formava um embrião do golpe.
      Essa é a autocrítica que deveriam fazer, se descuidaram de fazer nomeações certas para o judiciário que com certeza impediria esse golpe. A outra é não ter cassado a Globo golpista e a Veja, e feito algo pra acabar com o monopólio dos barões golpistas da mídia.

  4. De quem é a autoria?

    E a imprensa? Não vão culpar a imprensa? De quem é a culpa crucial pela queda da presidente? Ela mesma? Se assim for os tempos mudaram.

    • O brilhante jornalista aborda

      O brilhante jornalista aborda uma ação equivocada da Presidenta. Há também a forte condescendência com a imprensa podre,  mas o JÂnio quis chamar a atenção para esse ato (falho ) da Dilma.

      • Não seja injusto

        O Jânio tem batido igualmente no papel lamentável da imprensa, mas nesse artigo ele se concentrou nesse ponto. No artigo anterior, ele qualificou de lamentável o papel da imprensa nesse imbroglio todo. E tem qualificado dessa maneira há um bom tempo já.

        Na Folha, sobraram apenas dois colunistas que valem a pena ler: ele e o Bernardo Mello Franco, o restante é tudo golpista.

  5. Jânio de Freitas

    Não deixo de louvar as análises sempre lúcidas de Jânio de Freitas. Esta é mais uma, com um senão: deixa de considerar um estado de quase lockout do empresariado nacional com a economia, logo depois da eleição para o 2º mandato. Obstruíram, junto com o Congresso, qualquer possibilidade de manter as políticas mantidas até a saída de Nelson Barbosa. Pediam um homem “do mercado”, que promovesse o ajuste fiscal. Quem ela colocaria, quantos não aceitaram? Sobrou Joaquim Levy. Pensou ela, erroneamente, assim voltar a ter a confiança do mercado. Shit. Quem precisaria dessa confiança se tivesse colocado à sua frente os movimentos sociais e seus 54 milhões de votos? Os “rapazes do mercado”, politicamente, são um nada. Vivem de manipular espumas financeiras. Dilma assustou-se com a queda de sua popularidade que aconteceu, justamente, por não insistir em sua política econômica desenvolvimentista. Tivesse olhado para a CUT, MST, MTST, UNE, para a esquerda enfim, teria esquecido Levy e apostado contra o neoliberalismo, já em fase de extinção. Errou e errou muito. Mas estava sozinha e o jornal em que você escreve ajudou a deixá-la assim.

    • Caro Daher

      Nos vários artigos que venho escrevendo nos últimos dois anos, tenho insistido (até enjoativamente) que as razões que condicionaram as ações (e conformações) políticas do governo Dilma são muito mais profundas e conjunturais que essa ou aquela escolha pontual.

      Não vou cometer o descabimento (esse definitivamente enjoativo) de ficar reiterando argumentos. Prefiro algo mais esportivo. Vou reiterar apenas uma comparação que fiz em outro comentário:

      “Esperar que o PT faça um giro para a esquerda é a mesma coisa que esperar que a seleção do Felipão ou do Dunga jogue futebol-arte. São coisas intrinsecamente incompatíveis”.

      A questão chave está nas razões dessa incompatibilidade!

      Há muito mais coisas por trás de uma escolha da CBF, como há por trás de uma escolha da Dilma.

      Só me resta agora lembrar que, ao começar o processo de impeachment e a seleção brasileira tropeçar nas eliminatórias, fizeram uma charge com aquele joguinho da forca, para preencher uma palavra com cinco letras, começando com “D” e terminando com “a”. Embaixo da forca, sentadinhos e cada um com seu papel e lápiz, as caricaturas da Dilma e do Dunga, como se fossem escolares que jogam essa brincadeira. Pois é, quem diria! O Dunga acabou ganhando essa.

    • Numa visão técnica, Joaquim Levy era e foi a melhor escolha

       

      Rui Daher (quinta-feira, 12/05/2016 às 16:58),

      Vim a este post porque pensei em escrever alguma coisa parecida com o início do seu comentário. Não seria tão sucinto porque dada a minha prolixidade enveredaria por outros atalhos. Um deles seria dizer que embora leitor de Janio de Freitas, era muito crítico dele porque ele colocava a corrupção como assunto importante. Eu lá no final da década de 80, como colegas meus faziam acusações a torto e a direito tratando os políticos como corruptos, eu passei a dizer que se eu tivesse o cargo que um parente almejava – imperador perpétuo do universo – a minha primeira lei seria estabelecer a pena de cortar a cabeça àquele que falasse o termo corrupção ou o escrevesse, salvo se fosse o denunciante, o policial responsável pelo inquérito, o membro do ministério público, o advogado e o réu e o juiz.

      Creio que com uma regra assim, haveria a impressão de que a corrupção não existiria. E eu ia torcer para o ministério Público conseguir reduzi-la.

      Os últimos artigos de Jânio de Freitas têm sido realmente muito bons. Entretanto, eu não me recusei ou me recusarei a discordar dele. Deixo indicado aqui o post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” de terça-feira, 23/06/2015 às 08:13, aqui no blog de Luis Nassif reproduzindo o artigo dele “De volta” publicado no jornal Folha de S. Paulo e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/a-desconfianca-dos-empresarios-com-levy-por-janio-de-freitas

      Deixo indicado o post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” porque lá eu falo mais sobre o Joaquim Levy. Disse que a escolha de Joaquim Levy foi uma escolha técnica no título que eu dei a este meu comentário, mas ela foi também uma escolha política dada a proximidade de Joaquim Levy com o PMDB do Rio de Janeiro.

      De todo modo lembro aqui alguns aspectos importantes esquecidos por Janio de Freitas e por você na crítica a Joaquim Levy. Primeiro não se pode descontextualizar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Trata-se do impeachment de uma presidenta da esquerda realizada por um Congresso de direita que não chegou a dar um terço de apoio à presidenta Dilma Rousseff no golpe do impeachment, que apesar de golpe, está em meu entendimento amparado na legislação, dado a forma nebulosa como os crimes de responsabilização são apresentados.

      Segundo, o Congresso é de direita porque esta é uma tendência mundial nos momentos de crise econômica. Nesse sentido vale deixar o link para o post “Recessão alimenta a criação de monstros da intolerância, por Laura Carvalho” de quinta-feira, 28/04/2016 às 14:39, aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição do artigo “O mar está para monstros” de Laura Carvalho publicado no jornal Folha de São Paulo. O post “Recessão alimenta a criação de monstros da intolerância, por Laura Carvalho” pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/recessao-alimenta-a-criacao-de-monstros-da-intolerancia-por-laura-carvalho

      No meu comentário junto ao post “Recessão alimenta a criação de monstros da intolerância, por Laura Carvalho” eu recrimino a Laura Carvalho por ter considerado que a origem do problema do surgimento do monstro da direita decorreu da recessão na economia. É claro que não haveria impeachment se a economia estivesse crescendo a 4% ao ano, mas a recessão era inevitável.

      Terceiro ponto é lembrar que todo o problema do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff ocorreu no terceiro trimestre de 2013. É ali que tudo que foi planejado deu errado e o governo perdeu o prumo. E por perder o rumo foi que o governo foi obrigado a apelar para Joaquim Levy em 2015.

      E quarto é preciso entender que diante de uma desvalorização da moeda como era a que a presidenta Dilma Rousseff sabia que ia acontecer, o correto seria substituir o Guido Mantega por economista como Joaquim Levy, reconhecidamente um cortador de gastos. O problema que surgiu para a presidenta Dilma Rousseff foi que diante da fraqueza do apoio à que ela tinha no Congresso, ela não podia contar com um mínimo de aumento da carga tributária que era uma necessidade para a economia brasileira. Aumento da carga tributária que talvez Michel Temer venha conseguir.

      E a desvalorização com a qual ela contava para recuperar a economia e que era a razão da escolha de Joaquim Levy, pois a desvalorização exige corte de gastos e aumento de arrecadação, não aconteceu de uma só vez, mas em três etapas: primeiro logo após a queda dos preços de commodities em outubro de 2014, indo do final de 2014 até o início de 2015, depois com nova queda dos preços de commodities no meados de 2015 e por último com a desvalorização no início de 2016, o que impossibilitou uma redução dos juros mais cedo.

      E há também o problema do lava-jato que não teve para mim influência econômica. O problema do lava-jato foi político pelo uso que a política força a se fazer dos escândalos de corrupção. Foi mais combustível contra o governo da presidenta Dilma Rousseff e mais fermento para fazer a direita crescer. Sob o aspecto econômico o que pesou na paralização da Petrobras como instrumento de impulso da economia brasileira foi a redução do preço do petróleo e a desvalorização do real que levou a dívida da empresa às alturas.

      Gostaria ainda de mencionar quatro posts que ajudariam a compreender melhor o atual imbróglio na economia e na política.

      O primeiro post é “O pacote Levy deixou a queda da Selic para Temer chutar” de quinta-feira, 28/04/2016 às 09:12, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/o-pacote-levy-deixou-a-queda-da-selic-para-temer-chutar

      No post “O pacote Levy deixou a queda da Selic para Temer chutar” eu deixo alguns comentários para analisar o problema econômico e o problema político enfrentado pela presidenta Dilma Rousseff agora no final do governo dela.

      O segundo post é “A ação do Banco Central contra Schwartsman” de quarta-feira, 10/09/2014 às 10:33, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/a-acao-do-banco-central-contra-schwartsman

      Neste segundo post eu tive oportunidade de fazer um comentário elogioso a Guido Mantega.

      Um terceiro post é “Os prenúncios da condução coercitiva de Guido Mantega” de segunda-feira, 09/05/2016 às 10:37, publicado aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/os-prenuncios-da-conducao-coercitiva-de-guido-mantega

      Não fiz comentário lá, mas pretendo buscar aqui e ali um pouco que eu já fiz em defesa de Guido Mantega e deixar junto ao post “Os prenúncios da condução coercitiva de Guido Mantega”.

      E ainda em relação a Guido Mantega, eu menciono o post “Mantega a personalidade individual por trás da pública” de sábado, 25/02/2012 às 14:08, aqui também no blog de Luis Nassif e também de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/mantega-a-personalidade-individual-por-tras-da-publica

      Trata-se de uma crítica severa de Luis Nassif a Guido Mantega no início do segundo ano do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff. E Guido Mantega ainda teria contra ele dois trimestres de queda de PIB, pois só a partir do terceiro trimestre de 2012 a economia começaria a engrenar. Lembrei dessa crítica de Luis Nassif para se ver como foram tempos árduos o que a presidenta Dilma Rousseff enfrentou nos quase cinco anos e cinco meses de governo dela.

      Há dois textos que talvez não seja bem aqui o local mais adequado para serem posts e que mostram o grande problema da presidenta Dilma Rousseff: uma grande incapacidade de aceitar a política como ela é e não como gostaria que a política fosse. Essa incapacidade é própria do técnico que idealiza a democracia e não aceita o toma-lá-dá-cá tão próprio da política. Se lembrar e tiver tempo trarei para cá os dois textos.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 12/05/2016

  6. Os  argentinos  acaba de

    Os  argentinos  acaba de passar um trote em Temer.Uma rádio,através  de  locutor local,telefonou a Temer ,fazendo-se passar por Macri,presidente argentino e  Temer caiu  levando  o diálogo  num legítimo  portunhol,digno de um Collor.

    Começou bem  o  governo do golpe.

  7. comentario de Janio de Freitas

    Nossa Presidenta errou muito nas nomeações de José Eduardo Cardoso e Aloisio Mercadante , colocados em posições estratégicas , sem terem competencia para tanto.

    José Eduardo Cardoso , não moveu uma palha sequer para as aberrações da PF , do MPF e sempre agiu de maneira medrosa , passiva , vide o que escreveram representantes da PF sob ” cair pra cima do PT” caso não fossem atendidos em suas pretensões ” , posteriormente pedindo desculpas através de seus dirigentes . Isto prova que , para governar ., não bastam apenas acordos politicos e sim pessoas firmes , que imponham respeito e saibam dosar o tal ” republicanismo ” , algo que fhc quando presidente , mostrou descaradamente não ser nada republicano , nomeando , dentre outros ,  procuradores engavetadores e sua grande herança e garantia  para os tucanos , o lider do tucanato no stf , gilmar mendes.

  8. Eu acrescentaria dois outros

    Eu acrescentaria dois outros vetores:

    1 – A campanha massiva para fazer grudar em Dilma a pecha de “mandona”, executada inclusive por quem não era tão antipetista assim. Dilma acabou cedendo, tantando ser menos “mandona”. Por sorte acertou ao chamar Katia Abreu. Mas quanto aos demais…

    2 – A participação de Barbosão no julgamento da AP470 mostrando aos detratores do PT o caminho a ser seguido: recursos à exceção, uso prá lá de questionável de leis extremas – o Domiínio do fato – e a concessão à manutenção do Brasil como subalterno aos interesses dos EUA. O inglês “bribery”, em vez de “suborno” ou “corrupção”, nos autos de um processo… brasileiro, é mole?

    • A propósito me parece que

      A propósito me parece que Barbosão anda dizendo que esse processo de impeachment é ilegítimo e que se deveria chamar eleições. Posudo, arrogante e ambicioso, será que tem a pretensão de tornar-se presidente do Brasil? Quanto tempo será que os setores mais retrógrados vão demorar a perceber que não só Barbosão é altamente manipulável pela enorme fissura de caráter que tem – a saber, a vaidade – e que seria um candidato quase sem passado?

      http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/231792/JB-diz-que-Temer-%C3%A9-ileg%C3%ADtimo-e-pede-novas-elei%C3%A7%C3%B5es.htm

      • O pobre, o povão, a
        O pobre, o povão, a periferia, os negros e pardos odeiam esse cara.
        Joaquim Barbosa condenou o Partido do povo, o Partido dos Trabalhadores, José Dirceu, Genuíno, João Paulo Cunha , Pizzolato, sem provas, usou o domínio do fato para condenar, fez tudo que a Globo ,Veja e essa mesma mídia golpista deseja, seguiu o roteiro pois a mídia já tinha condenado o PT, Dirceu, Genuíno, ele então escondeu provas de inocência nos inqueritos 2474 e 2828 e montou uma farsa um circo com Roberto Gurgel e Antônio Fernando Souza. Mandou o Mensalão tucano pra Minas em Pri.eira instância enquanto que o petista era julgado em última instância sem direito a duplo grau.
        Ali ele mostrou que o caminho para o golpe ,perseguição , criminalização e condenação do PT era esse. O mesmo ocorre na Farsa a Jato ,Barbosa deve ser inspiração, criou a jurisprudência , e agora usam de delação forçada mediante prisão para forjar acusações contra o PT é seus líderes, partidários, expediente ,ministros. Barbosa ficou do lado da direita da elite dancasa grande e como capitão do Mato buscou destruir, atacar humilhar a senzala. O discurso da corrupção foi usado para isso, destruí o Partido e os políticos petistas que mais fizeram bem para o pobre nesse país. Barbosa entrou pra lata de lixo da história, é mais um golpista falso moralista, sujo e canalha.

  9. Penso isso. Só não sei

    Penso isso. Só não sei expressar como o Jãnio. Noutro dia alguma coluna aqui dizia mais ou menos isso: os adversários não arrombaram a porta, acharam o caminho livre. E a maior culpada é sim a Dilma.

    Uma presidente que tem o Mercadante, um homem inteligente, mas não é estrategista. O Zé tá bem na AGU e foi p-í-f-i-o no MJ. O Adans poderia ter sido o pgr.

    A Ideli, gosto dela, mas na coordenação política? Não dá. A Gleise é esforçada, mas novata em Brasília. 

    Usando a analogia de futebol: seria como o Dorival Jr colocar o Wanderlei de armador e o Ricardo Oliveira na zaga. O Audax seria o campeão.

  10. EM RESUMO: POVO TRAÍDO²

    Se dentre os mais de 54 milhões de eleitores da Dilma e do PT houve vários que passaram a apoiar nas ruas o Golpe, fatalmente, não se sentirão representados pelos golpistas.

    Se para o povo, a traição dos governos petistas já estava dureza, que dirá sustentar o governo dos traidores dos governos petistas, já rejeitados nas Eleições/2014?

    Isso não vai prestar!… É questão de tempo… “O que começa mal, acaba mal!” 

    São ditados antigos… “Ninguém engana a todos o tempo todo…” Nem mesmo se valendo da farsa jurídica…

     

     

  11. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome