O pacto, em caso de derrubada do impeachment

Não se pode falar em consenso no staff da presidente Dilma Rousseff. Mesmo porque a última palavra sempre será dela. Por outro lado, considera-se que Dilma está a um passo de ser conduzida ao cargo, devido aos erros clamorosos do governo Temer.

Há conversas internas no seu staff sobre as estratégias a serem adotadas, caso o impeachment seja derrubado.  E  começa a ser formado algum consenso em relação ao tema, que passa pela necessidade de um amplo acordo nacional.

Três questões são fundamentais:

1. Dilma reinstituída no cargo

2. Dilma se manter no cargo para poder passar para o seu sucessor, como mandam as normas democráticas.

3. Poderá ser em 2018 ou agora, se vingar a ideia de antecipar as eleições. Mas eleição antecipada só com pacto político para reforma.

São os três pontos inegociáveis. O resto é negociável, eleição antecipada, mandato tampão ou mandato estendido, tudo é negociável. Se encontrar uma solução defensável, que acene para a volta à normalidade democrática, o presidente do Senado Renan Calheiros terá interesse em levar adiante.

 

143 comentários

  1. Pois eu acho que ficou mais

    Pois eu acho que ficou mais do que provado que com essa gente não existe possibilidade de pacto nenhum. Só tem uma saída: seduzí-los para depois engarnar-los com o intuito de exterminá-los. Imitemos a França de 1794. Fora disso não há alternativa.

  2. o pacto, em caso de derrubada do impeachment

    Como muito brasileiros neste momento, também estou mobilizado na luta para que respeitem nosso voto e a Dilma possa continuar governando para todos. “Quando na tarde do dia 24/06/2013 em pronunciamento oficial ela apresentou propostas diretas, as quais ela mesma chamou de “cinco pactos”, a governadores e prefeitos, mas, sobretudo, à população. Em resumo, tais pactos tematizavam a responsabilidade fiscal, a reforma política (via plebiscito), a saúde, a mobilidade urbana, e, por fim a educação pública”. Não tenho dúvidas que após este dia, e principalmente após a edição do decreto presidencial n° 8243, de 23 de maio de 2014 que causou grande polêmica, sendo sustado pela oposição em outubro de 2014, logo as forças conspiradoras da ordem democrática começaram a trilhar o caminho do golpe. Peço que assistam o pronunciamento e divulgue. Pois é sabido pelos mais prudentes que muitas vezes é necessário buscarmos no passado as razões para compreensão dos acontecimentos do presente com intuito de salvaguardarmos nosso futuro.

    https://youtu.be/ttBh8ZI5TV8

  3. O único pacto possivel

    É com o povo e parlamentares fiéis, que é quem Dilma deverá (muito) o seu retorno. Pro resto, não tem volta. Simplesmente porque o vidro estilhaçou e cobras estão sempre na espreita para a próxima picada. O pacto é com o empresariado produtivo, os movimentos sociais e as entidades e organizações que já demonstraram apreço pela democracia. 

    Aí é a reforma política e midiática que tem que ser feita e ponto final

  4. Sem atrair parte do capital industrial, nada feito

    Vamos ser realistas: a desmoralização como arma contra o golpe é limitado. Basta segurar mais um pouco e transformar o Temer em rainha da Inglaterra e entregar o governo para os tucanos, até agora poupados. 

    A questão central é o posicionamento do capital industrial, que está sendo e será cada vez mais castigado pela política econômica de Temer. Este capital , todavia, está visceralmente contra o retorno de Dilma, pelo menos por enquanto. 

    Ou a aliança pela redemocratização é capaz de restabelecer laços de confiança, como Lula fizera com o José Alencar, ou a aliança irá ficar falando sózinho, para a esquerda. 

    Até agora, não vi nenhuma reaproximação da Dilma e o PT com o setor produtivo.  O discurso moralizante, defensivo, com verniz de esquerda, não produzirão por si só relações suficientes para reverter o jogo. Antes o contrário: manterão o capital preso ao partido golpista. Tenho dito. 

  5. O BRASIL SÓ VAI VOLTAR A

    O BRASIL SÓ VAI VOLTAR A NORMALIDADE COM ELEIÇÕES DIRETAS E OLHE LA , POIS SE FIZEREM ELEIÇÕES DIRETAS E PERMANECER COM ESSAS REFORMAS TRABALHISTAS E DA PREVIDÊNCIA A NORMALIDADE NÃO VAI ACONTECER NUNCA , POIS BOA PARTE DA POPULAÇÃO AINDA NÃO SE LIGOU NO QUE ESTÁ ACONTECENDO COM  SEUS DIREITOS , SE CONTINUAR ,VAMOS TER UM BRASIL SEMPRE PARADO POR GREVES E MANIFESTAÇÕES .

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