Os Abutres, o golpe e o Min. Barroso, por Romulus

Por Romulus

Os Abutres, o golpe e o Min. Barroso

“Uns criam, outros tomam: a ascensão da finança e a queda dos negócios na América”

Ontem a amiga Elaine* chamou a minha atenção no twitter para a recente resenha de John Battelle, no site Evonomics, sobre o livro “Makers and Takers: The Rise of Finance and The Fall of American Business” (Em tradução livre: “Uns criam, outros tomam: a ascensão da finança e a queda dos negócios na América”), escrito pela jornalista Rana Foroohar.

[*Quem quiser estar bem informado, siga Elaine no twitter. Estou em dúvida se Elaine não dorme ou se é na verdade um coletivo de ativistas. São diversos tweets tratando de temas interessantíssimos, como esse que ora comento]

Não creio que a autora do livro seja simpatizante do bolivarianismo, nem tampouco bancada pelo “Lulopetismo”, como outro dia insinuou colunista da revista Época com relação ao New York Times (!).

Não, não creio… a não ser que Rana fosse uma agente dupla, infiltrada há décadas no coração do sistema financeiro. Isso porque o tem coberto há anos para veículos como a Newsweek, a Time e a CNN.

Em seu estudo, Rana constata que apenas 15% de todo o dinheiro que atualmente circula pelas instituições financeiras chega à economia real. O restante – 85%! – permanece dentro do círculo fechado do próprio mercado. É o dinheiro operando o próprio dinheiro.

Novamente: 85%!

Mas a que de fato se destina essa parcela amplamente majoritária do dinheiro?

Rana mostra que, mesmo quando uma parte se dirige ao mercado imobiliário, financiando, p.e., hipotecas de “pessoas comuns”, concentra-se não no financiamento propriamente dito, mas na sua securitização.

“Securitização” consiste em transformar passivos financeiros, como a dívida da hipoteca das “pessoas comuns”, no nosso exemplo, em títulos mobiliários padronizados negociáveis no mercado de capital.

Quem se lembra das subprime da crise de 2008?

Pois é. Tudo a ver…

O mercado de valores mobiliários inclui, entre outros, ações, títulos de dívida, obrigações com garantias reais (p.e., penhores e hipotecas) e assim por diante. Todos esses valores mobiliários são inscritos em papeis que o sistema financeiro passa a operar – em um círculo fechado (vicioso?).

Tais papeis são ativos que não criam crescimento real. Andam separadamente, em velocidades diferentes (quando não inversas). Esse total descasamento entre economia real e mercado de capitais ficou claro nos últimos anos: enquanto o mercado acionário bateu sucessivos recordes, não houve, na outra ponta, crescimento da renda ou do PIB.

Diante disso, a autora dá a sentença: com apenas 15% do que sai das instituições financeiras se dirigindo a novos negócios, o sistema está completamente falido.

* * *

208 anos para CEO ganhar o que se ganha em Wall Street em apenas um

O tema é recorrente. A resenha do livro me lembra de um estudo francês que comentei dias atrás aqui no blog. Esse estudo, conduzido por pesquisadores da Science Po, analisou a remuneração recorde paga aos administradores dos fundos de investimento de Wall Street. Em seguida, comparou-a àquela auferida pelos CEOs das empresas da economia real.

Leia também:  “Um regime impopular, antidemocrático e ditatorial”, apoiado pelos EUA, por César Locatelli

O estudo revela, por exemplo, que o CEO mais bem pago da França, o brasileiro Carlos Ghosn, CEO da Renault, teria de trabalhar 208 anos (!) para igualar o que ganha o administrador de fundos mais bem pago de Wall Street – 1.5 bilhão de euros em apenas um ano!

Como observa o pesquisador sênior do estudo, essa distorção representa em certa medida a falência do capitalismo.* Isso porque é o dinheiro “gerado” em cima do dinheiro, em operações de pura especulação que nada produzem.

[*“Falência” do sistema, mesma expressão empregada pela autora americana do livro que comentei acima]

Resumo da reportagem que vi sobre o estudo:

Eles estão à frente dos fundos de investimento, os fundos que gerem centenas de bilhões de dólares depositados por investidores de todos os tipos. Seus ganhos são impressionantes. Em 2015, Jim Simons, chefe da Renaissance Technologies, estava no topo do pódio, com 1.5 bilhão de euros de receita. O mesmo que Ken Griffin, CEO da Citadel.

170.000 euros por hora

1.5 bilhão significa quatro milhões por dia, ou 170.000 euros por hora. Este salto dos administradores dos fundos os coloca bem à frente dos CEOs de empresas tradicionais. Carlos Ghosn, chefe da Renault, cuja remuneração causou polêmica, teria que trabalhar 208 anos para atingir o mesmo.

* * *

Desregulamentação, aumento da desigualdade e captura do Estado pelo 1%

Ninguém ignora o papel relevante do setor financeiro para o capitalismo, promovendo a reciclagem da poupança. No entanto, o seu inchaço atual – e dos seus ganhos –  é claramente uma distorção deletéria.

E o que é mais grave: esse inchaço não é conjuntural, mas sim estrutural. Vem crescendo desde a Reaganomics e do Thatcherismo, de mãos dadas com o aumento da concentração de renda e a captura do Estado pelo 1% rentista.

* * *

Parente e a venda da BR Distribuidora

Nada é por acaso.

No mesmo dia em que a Elaine me chama a atenção para a resenha, vejo que Pedro Parente diz que Petrobras recebeu ofertas pela BR Distribuidora. Como já observei em duas outras oportunidades, Pedro Parente, em sua sanha privatista, não se preocupa com o fragilíssimo fundamento político-jurídico que lhe garante essa “janela de oportunidade”. Ou seja, o golpe que mal completa 1 mês de usurpação interina.

Interina!

Aliás, já não sei se a pontuação que uso está adequada: exclamação pelo estarrecimento diante da desfaçatez ou interrogação com relação a um suposto “interinato”?

Sim, porque ou Parente prima pela cara de pau, e quer vender rápido enquanto ainda é tempo, ou já tem certeza de que o interinato de interino só tem o nome.

Decidam vocês.

De qualquer forma, notem que as apostas – e as jogadas que embasam são altíssimas.

Leia também:  Poema libertário ante a barbárie, por Dora Incontri

* * *

Ninguém deve ser premiado pela própria torpeza

Sinto-me na obrigação profissional, quando não moral, de advertir os abutres assanhados sobre a temeridade de embarcar em tais jogadas colocadas sobre a mesa pelo golpe.

O direito internacional tem consagrado que só tem direito a proteção o investimento feito em boa-fé e com diligência por parte do investidor. Diante da grave incerteza jurídico-política que atravessa o Brasil, fartamente noticiada pela imprensa, inclusive estrangeira, qualquer investidor de boa-fé e diligente bem sabe que a venda dos ativos da Petrobras por Parente é no mínimo um mico e no máximo um negócio “arriscadíssimo”. Dessa forma, uma futura anulação, sem o pagamento de perdas, danos ou juros é a penalidade mínima a que se arriscam no momento em que o Estado de direito e a democracia forem finalmente restituídos ao país.

E não venham com a velha ameaça de percepção de “insegurança” pelo mercado e aumento do risco-país. Bem vemos hoje que essas duas faces da moeda financista são articuladas apenas para viabilizar jogadas e aumentar seus prêmios.

Novamente: nemo auditur propriam turpitudinem allegans

Ou: A ninguém é dado alegrar a própria torpeza em seu proveito.

* * *

Biombo furado da dívida da Petrobras

Ainda sobre Parente, devo assinalar novamente que não se esforça nem para dar coerência entre sua sanha privatista e o biombo da dívida da Petrobras, que usa (muito mal) para disfarça-la.

A reportagem da Reuters relata que:

Segundo (Parente), a Petrobras deve acelerar seu processo de venda de ativos, cuja meta é de pouco mais de 14 bilhões de dólares em 2016, negociando campos petrolíferos, unidades de processamento de petróleo, termelétricas e outras operações de retorno mais baixo.

– Sem o desinvestimento, a Petrobras não conseguirá de forma adequada reduzir sua dívida de cerca de 130 bilhões de dólares (…).

Alguém se arrisca a explicar que redução “adequada” é essa de apenas 10% da dívida?

Essa parcela diminuta justifica vender ativos relevantes num momento (i) de depressão no mercado mundial do petróleo, (ii) de desvalorização dos ativos nacionais e (iii) do nosso câmbio, diante da crise político-econômica?

Quem conseguir justificar ganha um lote de postos de gasolina da BR na jogada vindoura!

* * *

Leveraged Buyout (aquisição alavancada) – curto vs. longo prazo

E o que tem a ver a financeirização excessiva, do início do post, com a venda dos ativos da Petrobras?

Tudo.

Essa venda de ativos há de ser viabilizada por operações de Leveraged Buyout (LBO), ou “aquisição alavancada”, em que (i) o comprador se alavanca para comprar a empresa-alvo, (ii) usa os ativos da empresa comprada como garantia dos empréstimos que contraiu para pagar a compra e (iii) repaga os credores com os dividendos futuros da empresa comprada – devidamente espremida com fechamento da custosa área de pesquisa e desenvolvimento (fatal para o futuro da empresa), demissões em massa, fechamento de unidades e corte de investimentos e custos de operação no limite da irresponsabilidade.

Leia também:  O simbólico e o abismo: ou porque devemos temer a destruição da Lava a Jato, por Fernando Horta

É a magica de fazer uma compra bilionária sem colocar um centavo do próprio bolso!

É obvio que no curto prazo o retorno sobre o capital e os dividendos vão às alturas, já que o custo desaba enquanto a receita se mantem a mesma. Mas dali a 5 anos a empresa estará no CTI. Nada que importe para quem a comprou, como fundos de asset management, que não pensaram em ficar nela mais do que esses mesmos 5 anos. Nessa altura, já terão passado a empresa adiante por muito mais do que aquilo com que a compraram – devido ao ilusório aumento do retorno sobre o capital e consequente alta das ações no curto prazo.

Azar de quem compre tal empresa, sem futuro, bem como dos seus credores, aí incluídos trabalhadores.

Esse enfoque puramente financeiro das fusões e aquisições é tipicamente anglo-saxão. Fundos de Wall Street (Oi, Paulo Leme do Goldman Sachs!) e da City londrina fazem incursões em busca de empresas encrencadas* para tocar a “mágica” do corte de custos e aumento do retorno sobre o capital, almejando uma futura venda com lucro da empresa ora adquirida.

[*“encrencada”, no caso da Petrobras, deve ser usada com muuuuitas aspas. A encrenca é apenas discurso na boca dos leiloeiros e dos abutres assanhados]

* * *

Min. Barroso – novamente outra vez

Em tempo: a quantas anda a ação relatada pelo Min. Barroso, meu professor, acerca da reforma administrativa de 180° implementada pelo governo Temer desde o primeiro dia de interinato?

A guinada do governo interino inclui, fatalmente, a temerária venda (doação?) dos ativos da Petrobras numa conjuntura extremamente desfavorável.

Dirigi-me a Barroso já várias vezes neste blog. A mais recente delas ainda na semana passada. Alguns hão de ficar com a impressão que pego no seu supremo pé.

É o contrário.

O Min. Barroso é quem tem pegado no pé de quem se opõe ao golpe e à lesa do Estado brasileiro pelos abutres.

Pois vejam se não:

Em evento neste fim de semana em Oxford – evento esse que divulguei inclusive aqui no blog – o Min. Barroso afirmou que “(a) Economia eles (os golpistas) trataram com a maior seriedade. Escolheram os melhores nomes que encontraram”.

* * *

Caso o Min. Barroso me honre com a leitura deste post, dirijo-lhe uma indagação. Em vista (i) do império da finança às custas da economia real e (ii) da sanha privatista do golpe – lesiva ao Estado – pergunto:

– Esses tais “melhores nomes” que o Sr. menciona… são melhores para quem, hein?

– E aproveitando a oportunidade: o Sr. imagina algum homólogo seu, membro de cortes constitucionais mundo afora, fazendo esse tipo de comentário?

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

17 comentários

  1. Não sei o que aguardam os

    Não sei o que aguardam os partidos de esquera para anunciarem solenemente que não reconhecem legitimidade no governo interino para levar adiante medidas qe impliquem em: 

    mudança no regime de partilha do pré-sal

    Mudança na política de conteúdo nacional

    Privatização de estatais

    redução de direitos trabalhistas

    Porque não foram objeto de aprovação popular na última eleição presidencial. Muito pelo contrário: a chapa derrotada era quem defendia essa pauta.

    Desta maneira, qualquer alteração nesse sentido será considerada ilegítima e será revertida tão logo os partidos signatários do anúncio retomem o poder por via eleitoral. Empresas que se aventurarem em negócios relacionados a essas medidas o farão por conta e risco. O governo eleito não se obrigará a qualquer tipo de reparação de prejuízos eventuais.

  2. bandeiras

    A cada instante um novo escandalo no quintal dos usurpadores impicheiros. Não se salva ninguém.

    Os outrora bateristas de penico aqui no bairro do Gonzaga que também exibiam o seu patriotismo pendurando a bandeira nacional nas suas janelas e terraços, agora, na calada da noite as foram retirando. De minha janela onde contava mais de dez a quinze dias atrás, hoje vejo apenas duas renitentes que não durarão muito tempo.

    Eles estão me devendo. Um pedido de desculpas pelos penicazzos e gritos midiotas de outrora. E uma nova festa na praça Independência agora com o tema “Volta Querida”.

  3. Ainda bem

        Algumas ocasiões vc. escreveu : ” Uma amiga suiça de esquerda, fala que apesar de ser de esquerda sabe fazer conta “, deve ser uma das unicas, pois a nossa não sabe, e quando tem vaga idéia, opta sempre pela pior solução, mas tem uma vantagem sempre, ainda bem para eles, que para jogar a culpa de quaisquer de seus erros, existe o “grande demonio” : O MERCADO e seus famigerados operadores.

         Nós participes dos banquetes do inferno, sequazes do Demonio, exploradores dos trabalhadores, a sintese do mal, só ganhamos porque politicos insistem em fazer besteiras, como quando Dona Dilma, há um ano atrás, através do Bendide et Conselho da Petrobrás, resolveu colocar a venda até 25% da BR Distribuidora, não “colou” , pois os “capetas” chegaram a 40% , que foi estudado por Bendine, mas descartado – foi uma “sondagem” apenas, pois para um investidor adquirir a BR Distribuidora, só tem uma forma : Venda do controle, ou seja, que o governo não se meta nos preços/custos de forma alguma. ( fala sério, alguem acredita que um investidor possa adquirir parte expressiva de uma empresa, e não possa apitar em nada referente a sua estrutura de custos e preço de seus produtos, SEM Chance ).

          Os US$ 16 Bi X US$ 130 Bi : A divida real da PBR não tenho idéia de quanto seja, o balanço não é confiavel, mas com certeza a maior parte desta “divida”, não é bem uma “divida”, são papéis ( CPs, Debs, Finance, Security Loans….) alguns com vencimentos de principal em até 20 anos ou mais, mas que pagam juros mensais, anuais, bimestrais ( depende do papel), que são transacionados diariamente ( marcação de mercado ), e renovados quando do vencimento, ou liquidados, e com a crise de caixa da PBR, estes papéis “sobem” de juros – risco aumenta -, portanto a PBR conseguindo um aporte de até US$ 12/13 Bi nos próximos dois anos, ela poderá pagar ests juros – “manter o papel “, e com o restabelecimento da confiança do MERCADO ( nós os demonios ), possuir um colchão de liquidez, e quando for renovar estes “papeis”, renegociar seus parametros de juros, assim reduzindo a “divida” total.

           Meu filho, nem só no céu existe gente boa, no purgatório tb. tem, até no inferno, mas nem São Pedro gosta de perder dinheiro.

            Prefiro “crow” do que “vulture”

    • Narrativa do endividamento é álibi

      Caro Junior,

      Essa definição ouvi de uma deputada aqui. Infelizmente tive que tirar da minha assinatura para dar lugar ao meu endereço no twitter e no facebook.

      >> nem só no céu existe gente boa, no purgatório tb. tem, até no inferno, mas nem São Pedro gosta de perder dinheiro.

      Concordo.

      Mas você há de convir que também há pessoas “más”.

      Talvez até nos três reinos.

      Senão más, pelo menos espertas em demasia, ávidas por operar em tabelinha com velhos conhecidos que usurparam o poder.

      Isso ainda pode ser chamado de “mercado”?

      Concordo que ninguém – nem mesmo um santo – gosta de perder dinheiro.

      Imagine então um coletivo de mais de 200 milhões de pessoas, acionistas majoritários da empresa ora lesada.

      Uma venda de ativos, nas atuais condições do mercado, só se justificaria como última opção.

      Não é o caso.

      Em seu próprio discurso de posse (como comentei em post aqui no blog), o próprio Pedro Parente reconheceu que houve mais procura do que fora ofertado da última vez em que a Petrobras emitiu papéis. Salvo engano, naquela oportunidade foram captados justamente USD 15 bi.

      Será esse um número mágico? Cabalístico?

      Essa narrativa da dívida da Petrobras serve ao mesmo propósito da narrativa do “rombo de 170 bi” nas contas públicas: álibi para fazer a festa.

      Como apontei em post passado, basta a Petrobras aumentar o seu capital e a União integralizar com barris de petróleo de reservas certificadas do pré-sal.

      Pronto.

      Com essa mera operação contábil surge a folga no balanço para captar outros USD 15 bi sem piorar a solvência da empresa em nada.

      Dinheiro empoçado a juro zero (ou negativo), doido para emprestar para uma empresa com as perspectivas da Petrobras existe aos montes acima do equador.

      Mas aí não tem graça, não é?

      Não tem abutre com bucho cheio.

      Nem operador tirando comissão.

  4. O grande mestre Jesus

    O grande mestre Jesus ensinou-nos ao não lançar pérolas aos porcos… Não basta entender um pouco de economia ou ser citado como as melhoras cabeças, (entre aspas, eleita pela mídia) pois existe muita gente boa e de caráter que não aceitaria jamais participar de um governo golpista que maculou nossa democracia. As melhores cabeças jamais aceitariam o falso poder obtido pelo golpe para os golpistas… As melhores cabeças lutam para derrubar o golpe e os golpistas e restaurar a nossa democracia… Que Deus traga o ministro Barroso para o time dos que defendem a democracia, pois o considero um grande magistrado…

  5. Excelente texto, colocando

    Excelente texto, colocando nomes em diversos bois: essa boiada desatinada atropelada ao abismo. Pobre país que apresenta um ministreco desses.

  6. Nada a ver

    Comparar o que ganham os fundadores e DONOS da Renaissance e da Citadel com o que ganha um CEO não tem nada a ver.

    Esses caras sairam do zero, ou melhor, investiram alguns milhões que tinham, arriscaram e hoje colhem os lucros. O Carlos Ghosn, que aliás ganha muito pouco comparado a outros CEO de empresas tecnologia de ponta, não investiu nada, não arriscou nada, pegou uma empresa gigante e pronta, e o que ele ganha é salário, pode ser demitido amanhã.

    No mínimo, para ser uma comparação um pouco mais justa, teria que se comparar o Griffin e o Simons com algum fundador e DONO de alguma empresa e não com CEOs.

    Se o Ghosn ou outro qualquer acha que tem capacidade de guardar o dinheiro dos outros e garantir-lhes o principal e mais uns trocados ao final de um período, que o faça. Para os dois citados acima, que são extremamente competentes e por isso arriscaram e ganharam muito, há alguns milhares que arriscaram e perderam muito.

    Quanto a Petrobras, depois do desastre do PTMDB, há duas possibilidades, ou vende-se agora algumas operações, como a distribuidora ( Estado distribuindo combustível, fala sério ) e se tenta salvar as operações principais para privatizar mais a frente em melhores condições, ou vai ter que vender tudo na bacia das almas.

    A única possibilidade seria a companhia conseguir devolver a confiança perdida aos investidores demonstrando por a+b que corrigiu o rumo e aderiu completamente a novas práticas, principalmente que se livrou da interferência política. O que particularmente eu acho muito difícil de acontecer depois de tudo que veio à tona.

    Para quem não sabe porque a Petrobras está nesse buraco, o Professor Aswath Damodaran que dispensa apresentações, explica didaticamente. Não importa se é uma petroleira ou uma pastelaria, administrada da maneira que foi, o limbo era o destino.

    http://aswathdamodaran.blogspot.com.br/2015/02/how-low-can-you-go-doing-petrobras-limbo.html

     

  7. Barroso está do lado de quem ?

    Caro Romulus,

    Infelizmente reforço sua tese com provas. Barroso está do lado sombrio da força.

    Ministro Barroso é relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 59/2004, da OAB, que pode obrigar o Congresso a realizar a Auditoria da Dívida prevista na Constituição de 1988

    http://www.auditoriacidada.org.br/blog/2014/08/16/entidades-apoiadoras-da-auditoria-cidada-da-divida-se-reunem-com-o-ministro-do-stf-roberto-barroso/

    Dilma também vetou a Auditoria da Dívida, que havia então sido APROVADA POR UNÂNIMIDADE pelo congresso. Este mesmo congresso, que depois do golpe, não quis derrubar o veto presidencial (chorei nesta noite) para facilitar a vida do interino e deixar de cumprir a CF88.

    Lula, Dilma tiveram tudo nas mãos para mudar de fato o Brasil e o mundo.

    Das duas uma: Ou se borram de medo do mercado (incluindo o Barroso), ou se maravilham com seu gordos salários e ingressos VIPs nas Olímpiadas e Copa do Mundo.

    Lástimável que (grande mídia e os blogs sujos) não haja debates sobre este tema tão relevante. A TV Brasil até que tentou, mas deve ter sofrido grandes pressoões para ceder ao discurso dominante, ou mesmo se calar diantes da gritante verdade !

    Pobre povo brasileiro !

    STF sentado no tema a 12 anos !

    Já mandei até e-mail para o Barroso… ele deve ter um coração de gelo…só pode !!!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=G1iqlRlwRAU align:center][video:https://www.youtube.com/watch?v=q6z1dWssmyA align:center][video:https://www.youtube.com/watch?v=P98BtmlrmNc align:center]

  8. Privatização p/ salvar a Petrobras

    É uma excelente desculpa ! O que desejam é na realidade encherem seus bolsinhos, como aconteceu com FHC, José Serra e outros menos votados, como o Lara Rezende.  Os filhos do FHC e a filha do Serra, de repente, não mais que de repente, tornaram-se gênios de finanças.

    “Esta turma não vale o feijão que come”, como dizia a minha mãe.

  9. FATO CONSUMADO, o jogo.
    Temer

    FATO CONSUMADO, o jogo.

    Temer joga o jogo do Fato Consumado.Seu principal jogador é o “emblomado” e talves “elegante” Barroso que retem decisão dos poderes de governo interino.

  10. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome