Os golpistas e seus economistas de plantão, por José Luís Fiori

Do Valor

O paradoxo e a insensatez

Por José Luís Fiori
 
“Uma vez me perguntaram se o Estado brasileiro é muito grande. Respondi assim: “Eu vou lhe dar o telefone da minha empregada, porque você está perguntando isto para mim, um cara que fez pós­doutorado, trabalha num lugar com ar­-condicionado, com vista para o Cristo Redentor. Eu não dependo em nada do Estado, com exceção de segurança. Nesse condomínio social, eu moro na cobertura. Você tem que perguntar a quem precisa do Estado”. 
 
Luiz G. Schymura, “Não foi por decisão de Dilma que o gasto cresceu”, Valor, 07/08/2015 
 
Duas coisas ficaram mais claras nas últimas semanas, com relação à tal da “crise brasileira”. De um lado, o despudor golpista, e de outro, a natureza ultraliberal do seu projeto para o Brasil. Do ponto de vista político, ficou claro que dá absolutamente no mesmo o motivo dos que propõem um impeachment, o fundamental é sua decisão prévia de derrubar uma presidente da República eleita por 54,5 milhões de brasileiros, há menos de um ano, o que caracteriza um projeto claramente golpista e antidemocrático, e o que pior, conduzido por lideranças medíocres e de discutível estatura moral. 

Talvez, por isto mesmo, nas últimas semanas, a imprensa escalou um grupo expressivo de economistas liberais para formular as ideias e projetos do que seria o governo nascido do golpe. Sem nenhuma surpresa: quase todos repetem as mesmas fórmulas, com distintas linguagens. Todos consideram que é preciso primeiro resolver a “crise política”, para depois poder resolver a “crise econômica”; e uma vez “resolvida” a crise política, todos propõem a mesma coisa, em síntese: “menos Estado e menos política”. 
 
Não interessa muito o detalhamento aqui das suas sugestões técnicas. O que importa é que suas premissas e conclusões são as mesmas que a utopia liberal repete desde o século XVIII, sem jamais alcançá­-las ou comprová-­las, como é o caso de sua crença econômica no “individualismo eficiente”, na superioridade dos “mercados desregulados”, na existência de mercados “competitivos globais”, e na sua fé cega na necessidade e possibilidade de despolitizar e reduzir ao mínimo a intervenção do Estado na vida econômica
 
É muito difícil para estes ideólogos que sonham com o “limbo” entender que não existe vida econômica sem política e sem Estado. É muito difícil para eles compreender ou aceitar que as duas “crises brasileiras” são duas faces de um conjunto de conflitos e disputas econômicas cruzadas cuja solução tem que passar inevitavelmente pela política e pelo Estado. 
 
Não se trata de uma disputa que possa ser resolvida através de uma fórmula técnica de validez universal. Por isto, é uma falácia dizer que existe uma luta e uma incompatibilidade entre a “aritmética econômica” e o “voluntarismo político”. Existem várias “aritméticas econômicas” para explicar um mesmo déficit fiscal, por exemplo, todas só parcialmente verdadeiras. Parece muito difícil para os economistas em geral, e em particular para os economistas liberais, aceitarem que a economia envolve relações sociais de poder, que a economia é também uma estratégia de luta pelo poder do Estado, que pode estar mais voltado para o “pessoal da cobertura”, mas também pode ser inclinado na direção dos menos favorecidos pelas alturas.
 
Agora bem, na conjuntura atual, como entender o encontro e a colaboração destes economistas liberais com os políticos golpistas?
 
O francês Pierre Rosanvallon dá uma pista, ao fazer uma anátomo-­patologia lógica do liberalismo da “escola fisiocrática” francesa, liderada por François Quesnay. Ela parte da proposta fisiocrático-­liberal de redução radical da politica à economia e da transformação de todos os governos em máquinas puramente administrativas e despolitizadas, fiéis à ordem natural dos mercados. E mostra como e por que este projeto de despolitização radical da economia e do Estado leva à necessidade implacável de um “tirano” ou “déspota esclarecido” que entenda a natureza nefasta da política e do Estado, se mantenha “neutro”, e promova a supressão despótica da política, criando as condições indispensáveis para a realização da “grande utopia liberal”, dos mercados livres e desregulados. 
 
Foi o que Rosanvallon chamou de “paradoxo fisiocrata”, ou seja: a defesa da necessidade de um “tirano liberal”, que “adormecesse” as paixões e os interesses políticos, e se possível, os eliminasse
 
No século XX, a experiência mais conhecida deste projeto ultraliberal foi a da ditadura do Sr. Augusto Pinochet, no Chile, que foi chamada pelo economista americano Paul Samuelson de “fascismo de mercado”. Pinochet foi ­ por excelência ­ a figura do “tirano” sonhado pelos fisiocratas: primitivo, quase troglodita, dedicou­-se quase inteiramente à eliminação dos seus adversários e de toda a atividade politica dissidente, e entregou o governo de fato a um grupo de economistas ultraliberais que puderam fazer o que quiseram durante quase duas décadas.
 
No Brasil não faltam ­ neste momento ­ os candidatos com as mesmas características e os economistas sempre rápidos em propor e dispostos a levar até as últimas consequências o seu projeto de “redução radical do Estado”, e se for possível, de toda atividade política capaz de perturbar a tranquilidade de sua “aritmética econômica”.
 
Neste sentido, não está errado dizer que os dois lados deste mesmo projeto são cúmplices e compartem a mesma e gigantesca insensatez, ao supor que seu projeto golpista e ultraliberal não encontrará resistência, e no limite, não provocará uma rebelião ou enfrentamento civil, de grandes proporções, como nunca houve antes no Brasil.
 
Porque não é necessário dizer que tanto os líderes golpistas quanto seus economistas de plantão olham para o mundo como se ele fosse uma “enorme cobertura”, segundo a tipologia sugerida na epígrafe, pelo Sr. Luiz Schymura. Um raro economista liberal, em entender a natureza contraditória dos mercados, e natureza democrática do atual déficit público brasileiro.
 
1) P. Rosanvallon, Le liberalisme économique. Histoire de l’idée de marché, Editions Seuil, Paris, 1988
 
José Luís Fiori, professor titular de economia política internacional da UFRJ, é autor do livro “História, estratégia e desenvolvimento” (2014) da Editora Boitempo, e coordenador do grupo de pesquisa do CNPQ/UFRJ. 
 

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36 comentários

  1. Brilhante

    Só posso dizer: Brilhante.

    O  proximo liberal que vier com aquela conversinha vou mandar ler este artigo, mas acredito que não são muito chegados à leitura de coisa nenhuma.

     

  2. economistas do psdb, vender vender vender

    Estados mínimos prá vocês pobres, remediados e aspirantes à casa grande e sem limites prá banca e associados.

    Na crise do setor automobilístico norte americano, o tio Sam e o dinheiro dos contribuintes salvaram GM e Chrysler. Os bancos e suas estripulias tiveram o mesmo afinal eram muito grandes para falir.

    Na velha Europa os bancos todos foram salvos e as contas pagas pelos contribuintes. A trapaceira Alemanha altamente exposta na Grécia socorreu a banca pátria e aumentou a divida Grega ,agora impagável.

    O estado sonhado por estes lunáticos é ditadura e como esclarece Montesquieu funciona pelo terror e cassetete.

  3. O Estado é indispensável, mas…

    O Estado é indispensável, mas não existe fórmula mágica para determinar o tamanho ideal do estado. Depende do grau de competência e honestidade. Existem países como os do norte da Europa, onde a excelência do estado é reconhecida, é possível haver carga tributária de até 50% para sustentar um estado benfazejo. Em países como o nosso, onde a competência e a honestidade do estado são aquelas queconhecemos, é crucial limitar o tamanho do estado ao mínimo possível.

    A ideia de que um país com muitos pobres necessita de um estado grande mostra um entendimento precário do papel de um estado, reduzido ao assistencialismo. Você se esquece que o estado não produz riqueza, apenas coleta impostos – e por conseguinte, o estado não pode dar ao povo nada que não tenha dele antes tirado. De que adianta dar ao pobre aquilo que saiu daquele mesmo pobre?

    • E programa de socorro aos

      E programa de socorro aos bancos (lembra do Proer), como você classificaria? Assistencialismo?

      E transferência de metade do orçamento da união para os rentistas, que não produzem um prego sequer (produzem riqueza,? onde?), como você classificaria? Assistencialismo?

      Esse é o problema de nossa elite. Assistencialismo no c… dos outros é refresco…

  4. É como costumava dizer o

    É como costumava dizer o Ministro Severo Gomes, da elite paulista, capitalista, empresário e liberal (mas não reacionário): “Da Escola de Chicago quem menos matou foi Al Capone…”

    ´W

  5. Se o Estado é grande??? Ô se é!

    Você quer saber se o Estado é grande? Posso garantir para os ditos progressistas que é sim, senhores. E antes de qualquer coisa, achar isso, ou o contrário disso, não é uma questão de caráter.

    Há uma preocupação com a questão econômica, que todo progressista acredita ser o fim do liberal. Se entenderem que a liberdade econômica que criticam tanto é só uma faceta da liberdade do indivíduo (a de comprar o que quiser, de quem quiser), já haverá um grande avanço. Mas, se ainda assim, você acha que o Estado não é grande:

    Um Estado que diz com quem você pode se casar, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz o que você pode fazer com o seu carro, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz o que você pode fazer com o seu corpo, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz de quem você pode comprar ou para quem você pode vender, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz por quanto você deve trabalhar, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz como devem ser as os elétrodomésticos da sua casa, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz quais filmes devem passar na sua TV, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz quanto da sua renda deve ser sua, é um Estado Grande.

    Um Estado que diz como você pode se defender (ou se pode se defender), é um Estado Grande.

    O fato da carga tributária ser grande é consequência desta fome de intervenção que temos vivenciado no mundo (não, não é só no Brasil que isto ocorre), afinal, é preciso manter uma robusta estrutura burocrática para controlar a todos.

    A esquerda moderna acredita ser possível ser livre sem liberdade econômica, já os liberais entendem que não isso é inviável.

    Acredito na força do indivíduo como único produtor de riquezas e para maximizar este cenário, só com o maior nível de liberdade possível.

    Dar poder ao Estado, significa dar poder ao governante de plantão para dizer quem terá sucesso ou não. É muito poder na mão de um grupo pequeno para arriscar.

    Você pode achar que isso é necessário. Mas não pode achar que o Estado não é Grande.

     

    • Estado

      Gostei da tua argumentação, logica e afinada com o progresso liberal. Ok, o estado é grande e o capitalismo patina neste intervencionismo, o que faz com que nascimento da sociaedade estruturara fielmente no que é mais apto e merecido. Beleza.  Utopia.

      Como explicar a quase hegemonia deste dito mercado pos 1996 e seu crescimento exponencial por mais de 1 decada, onde até a Russia torna-se “capitalista”, para que em 2008, repentinamente (nem tanto) o mercado simplesmente implode e se não fosse o dinheiro dos mais pobres, aqueles que mais necessitam do estado, o mercado hoje seria escambo de porta em porta com aconteceu na Argentina no inicio do III milenio.

      delta40b@msn,com

       

    • No feudalismo não existia

      No feudalismo não existia Estado (a não ser parcamente e num estágio muito embrionário), mas tinha uma outra lei: a do mais forte. Pergunto: eliminado o Estado você é forte o suficiente para lutar contra tudo e todos?

    • Se o estado é grande …

      Fiquei na dúvida..

      O Estado brasileiro é grande ou pequeno?

      10 afirmações me fizeram entender que ele é pequeno.

      A da carga tributária me fez pensar que ele é grande.

      As outras afirmações aumentarm minha dúvida quanto à ideia colocada.

      Ô dúvida.

    • Um Estado como o americano

      Um Estado como o americano que tira dinheiro dos contribuintes para salvar bancos que são ‘muito grandes para falir’ é um Estado grande. Mas eu não vi nenhum banqueiro reclamando desse ‘Estado grande’….

  6. Não sei porque, mas gostei da

    Não sei porque, mas gostei da parte que diz: “o fundamental é sua decisão prévia de derrubar uma presidente da República eleita por 54,5 milhões de brasileiros, há menos de um ano, o que caracteriza um projeto claramente golpista e antidemocrático, e o que pior, conduzido por lideranças medíocres e de discutível estatura moral”.

  7. Os canalhas que pregam o

    Os canalhas que pregam o estado mínimo, quando vão à falência pelo excesso de liberdade,  só não sucumbem definitivamente ( e infelizmente ) porque são salvos pelo estado.

     

     

     

     

  8. Quem salvou os EEUU na crise

    Quem salvou os EEUU na crise do 29 provocada pelo neoliberalismo? Quando a Inglaterra se transformou numa nação boa para todos os ingleses (estado benefeitor) ? Quem salvou os bancos e as empresas norteamericanas da crise (provocada pelo neoliberalismo) de 2008? O Estado sempre . E os neoliberais sempre privatizando os lucros e socializando as perdas.

  9. Ontem olhei o documentário Ao

    Ontem olhei o documentário Ao Sul da Fronteira, de Oliver Stone. Impressionante a semelhança do golpe fracassado que a direita, a máfia midiática e justiça venezuelana tentaram contra Hugo Chaves, com o que estão tentando fazer aqui.. Até as palavras dos opositores são idênticas, tudo decoradinho, instruidos para a barbárie pela CIA. A violência sendo incitada pela mídia para desestabilizar o Venezuela, usando a mentira como bandeira. da verdade pelos  vendidos opositores na Venezuela. O golpe só não vingou porque o povo venezuelano ama seus país e foi às ruas apoiar seu presidente É lindo e emocionante  ver a dignidade vencendo os bandidos. O povo correu com os opositores golpistas, que de forma vergonhosa e rabinho entre as pernas, foram para miami chorar para o patrão USA que os madou catar coquinhos, já que fracassarm em tudo. Foi a tentativa de golpe mais vexatória que vi, e só podia sersido  patrocinada pela elitezinha latino americana, a pior elitezinha do mundo. Acabaram não recebendo os dólares da traição, já que fracassaram.

  10. Falta é honestidade no debate

    Falta é honestidade no debate sobre estado, cada um quer na verdade, é uma  a fatia cada vez maior do orçamento.

    Grupos de interessde minoritários se organizam politicamente para impor a uma maioria desorganizada a conta de seus privilégios.

    Aos intervencionistas pergunto em que momento o estado deixou de crescer?

    Aos liberais em que momento recusaram protecionismo e subsidios?

        • politicamente correto

          Na Itália, testa da cavolo (repolho) é sinônimo em tudo e por tudo de “testa da cazzo”, sim aquela parte anatômica do homem. Não é agressiva tanto quanto, pode ser usada em todos os ambientes sem despertar reações, é ambígua, mas define alguém com quem não se deve argumentar tal qual aquela parte anatômica.

  11. Golpistas x golpistas

    Lula e sua atuação na marcha dos cem mil, que tentava derrubar um presidente eleito há menos de um ano. Só que em primeiro turno.

    Na verdade, foram só 60mil. Todos com suas despesas bancadas por sindicatos por esse país afora. Não havia apoio popular nenhum para o golpe. Até por isso os planos de Lula não se concretizaram.

    Isso sim é golpismo de responsa.

  12. É simples! A turma da
    É simples! A turma da cobertura quer se livrar das massas que habitam os andares mais baixos, o que inclui também a classe média. Mas se parte dessa classe anda batendo panela por aí trata-se da mais pura estupidez. Ou será que ela acha que cumprindo as ordens do andar de cima será convidada ao butim que virá caso os conservadores reconquistem o poder no país! Ledo e fatal engano como já ocorreu muitas vezes na história desse país. Pois me lembro muito bem como foram os anos 80 e 90 para essa classe, ou seja, um monumental desastre!

  13. Estado mínimo versus Estado máximo

    Estado mínimo é só para os bacanas.

     

    Estado máximo -é para todos, mas os bacanas se locupletam primeiro. O que sobrar fica com os de baixo.

     

    Você é livre para escolher, tão livre como escolher entre beber coca cola ou pepsi cola.

  14. interferência

    A discussão tomou um rumo do inesperado, porém consequente, e que é: o brasileiro quer ou não quer o atual estado do tamanho que está? Asresposta depende de quem paga a conta por isso! Eu particularmente já estou cansado de pagar duas vezes por saúde, segurança e educação, e não poder descontar quase nada no IRPF!

  15. interferência

    A discussão tomou um rumo do inesperado, porém consequente, e que é: o brasileiro quer ou não quer o atual estado do tamanho que está? Asresposta depende de quem paga a conta por isso! Eu particularmente já estou cansado de pagar duas vezes por saúde, segurança e educação, e não poder descontar quase nada no IRPF!

  16. Estou estudando a Hannah

    Estou estudando a Hannah Arendt (livro “A Condição Humana”) e ela fala bem disso, sobre a redução da política (e de toda a vida humana, na verdade) às soluções técnicas. Na análise dela, isso é uma das características que produzem o totalitarismo. Aliás, é interessante as relações entre liberalismo e totalitarismo, dá a impressão que um dá um “pezinho” para o outro. Na realidade brasileira isso é bem clara, porque os fascistas fornecem uma truculência aos neoliberais para estes atuarem no campo dos costumes (por exemplo, o ódio a “bandidos”, no estilo de um Datena), enquanto os neoliberais dão um verniz técnico, intelectual à truculência fascista. Podem notar que é sempre esse movimento de morde-e-assopra no conservadorismo brasileiro mais recente.

  17. Resumindo, os ricos não

    Resumindo, os ricos não precisam do Estado mas se servem dele com desavergonhada desfaçatez. Estão aí a gigantesca sonegação fiscal (502 bilhões de reais só em 2014 segundo a Receita Federal) e os desvios ilegais para paraísos fiscais (1,9 trillhões de reais em depósitos segundo a conceituada Tax Justice Network, com sede em Londres).

    • O Estado deles..

      Parafraseando aquela ministra do STF sobre Daniel Dantas… o Estado dos ricos não é o Estado, mas o Estado.

      O Estado Mínimo dos ricos é ESTADO MÍNIMO PROS POBRES: sem escola, hospitais e postos de saúde, estradas, luz elétrica… nada! Absolutamente nada pra turma da senzala. Voltar ao que “sempre foi”: trabalham pros ricos e no sábado, exaustos, doentes e desanimados, vão plantarem ou cuidarem de roças no pior terreno da fazenda, ainda sujeitos a ter de entregar o que o “amo” quiser.

      A imagem aqui é a imagem ideal pros ricos brasileiros. A que nunca, jamais, deveria ter deixado de existir.

  18. golpe
    opiniao!?

    Os meninos do MP da republica do parana

    nao foram a NY receber premio, e sim pagamento por servicos prestados!

    (inclua-se alguns politicos,militares e supostamente empresarios)
    Faz parte do dominio global, empresa privada e sempre dominada pelos

    banqueiros(globais-supostamente nacionais), isto quer dizer (burguesia

    rentista)
    nacionalize os bancos privados
    nacionalize as empresas estrategicas (eletrobas/petrobras/telebras

    etc..}
    o ouro foi substituido pelo petroleo nas decadas de 70 como base de

    valor (padrao) por isso e necessario nacionalizar o petroleo

    (descoberto e nao descoberto) impedir que conpanhias de extracao tenham

    direitos ao subsolo ou upsolo
    aqueles paises que permitem e permitirao a propriedade do seu

    subsolo/upsolo pertencer a qualquer entidade que nao seja a nacao esta

    condenada a miseria do seu povo e/ou ao trabalho escravo (forever)! o

    que vem acontecendo com o brasil a 515 anos e necessario que o povo

    entenda isso! portanto cabe aos “blogssujos” criar slogans/caricaturas
    para facilmente expor essa realidade. A todo o povo brasileiro.

    todos os deputados e senadores tem email nos sites do congresso A

    campanha entao e encher eles com emails dizendo que sabemos o que estao

    fazendo!

    nao sou conspirador mas,
    quarta frota ativada
    sete bases na narco colombia
    base no paraguay
    fuzileiros navais no peru e no chile
    espionagem na presidencia/abin/petrobras
    — acordo sobre alcantara – (cabeca de praia)perda da soberania
    amazonia minerais/oxigenio/agua/terras raras/amazonia azul/presal

    muito bem pagos juizes/politicos/militares/imprensa/ong’s
    o problema e bem mais complexo do que parece!

    ABAIXO alguns websites em que se pode conectar alguns pontos…

    BRICS/MERCOSUL/UNASUL/CELAC

    http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/s

    ites/41/2015/09/67_DEFESA_P1-othon.pdf

    http://independenciasulamericana.com.br/2015/09/cia-financia-pf-para-co

    nstruir-democracia-extrema-que-levaria-a-tirania-oligarquica/

    https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Southern_Command

    http://www.commondreams.org/views/2009/08/07/seven-new-us-military-base

    s-colombia-hardly-move-left

    http://www.globalsecurity.org/military/library/news/2010/07/mil-100707-

    mcn01.htm

    http://www.brasil.gov.br/governo/2013/09/presidenta-dilma-critica-acoes

    -de-espionagem-no-pais

    Is she being blackmailed? Is Moro a tool? What is Othon doing in Jail?
    What was the Brazilian Admiral recently doing in the US?
    Petrobras/Eletrobras/Presal Hummm!

    http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2012/05/2012526163512636123.ht

    ml

    http://www.dominionpaper.ca/accounts/2005/09/23/us_militar.html

    http://www.globalsecurity.org/space/world/brazil/alcantara.htm

    note / military beachhead

    copy paste envie ao seu senador e aos seus deputados nao importa o

    partido.

  19. golpistas

    opiniao!? Os meninos do MP da republica do parana nao foram a NY receber premio, e sim pagamento por servicos prestados! (inclua-se alguns politicos,militares e supostamente empresarios) Faz parte do dominio global, empresa privada e sempre dominada pelos banqueiros(globais-supostamente nacionais), isto quer dizer (burguesia rentista) nacionalize os bancos privados nacionalize as empresas estrategicas (eletrobas/petrobras/telebras etc..} o ouro foi substituido pelo petroleo nas decadas de 70 como base de valor (padrao) por isso e necessario nacionalizar o petroleo (descoberto e nao descoberto) impedir que conpanhias de extracao tenham direitos ao subsolo ou upsolo aqueles paises que permitem e permitirao a propriedade do seu subsolo/upsolo pertencer a qualquer entidade que nao seja a nacao esta condenada a miseria do seu povo e/ou ao trabalho escravo (forever)! o que vem acontecendo com o brasil a 515 anos e necessario que o povo entenda isso! portanto cabe aos “blogssujos” criar slogans/caricaturas para facilmente expor essa realidade. A todo o povo brasileiro. todos os deputados e senadores tem email nos sites do congresso A campanha entao e encher eles com emails dizendo que sabemos o que estao fazendo! nao sou conspirador mas, quarta frota ativada sete bases na narco colombia base no paraguay fuzileiros navais no peru e no chile espionagem na presidencia/abin/petrobras — acordo sobre alcantara – (cabeca de praia)perda da soberania amazonia minerais/oxigenio/agua/terras raras/amazonia azul/presal muito bem pagos juizes/politicos/militares/imprensa/ong’s o problema e bem mais complexo do que parece! ABAIXO alguns websites em que se pode conectar alguns pontos… BRICS/MERCOSUL/UNASUL/CELAC http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/s ites/41/2015/09/67_DEFESA_P1-othon.pdf http://independenciasulamericana.com.br/2015/09/cia-financia-pf-para-co nstruir-democracia-extrema-que-levaria-a-tirania-oligarquica/ https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Southern_Command http://www.commondreams.org/views/2009/08/07/seven-new-us-military-base s-colombia-hardly-move-left http://www.globalsecurity.org/military/library/news/2010/07/mil-100707- mcn01.htm http://www.brasil.gov.br/governo/2013/09/presidenta-dilma-critica-acoes -de-espionagem-no-pais Is she being blackmailed? Is Moro a tool? What is Othon doing in Jail? What was the Brazilian Admiral recently doing in the US? Petrobras/Eletrobras/Presal Hummm! http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2012/05/2012526163512636123.ht ml http://www.dominionpaper.ca/accounts/2005/09/23/us_militar.html http://www.globalsecurity.org/space/world/brazil/alcantara.htm note / military beachhead copy paste envie ao seu senador e aos seus deputados nao importa o partido.

  20. Viés conservador do Estado sempre esteve presente

    O texto de José Luís Fiori vai mais longe do que ele próprio pretendia. Hove uma instalação de economistas de viés conservador na administração do Estado brasileiro. Justifica-se como acordo entre a base aliada mas trata-se em verdade de um retrocesso na implantação de políticas públicas cuja consolidação foi interrompida. Houve erros na implantação dos principais programas sociais porque foram fragmentados setorialmente. Criou-se condições para a reversão de propósitos. As políticas sociais sempre foram determinadas pelas políticas econômicas e não se conseguiu reverter estruturalmente essa determinação histórica. O viés conservador sempre esteve presente mas não houve a constituição consistente de um arco de forças políticas para combate-lo. Houve um reviramento de dentro para fora como no “topos” de uma meia revirada para se guardar em uma gaveta. A inflexão conservadora já estava presente desde o primeiro governo por não ter havido transformações estruturais. Somente faltava um elemento para o interno se tornar externo. E esse elemento foi o enfraquecimento político do governo, talvez próprio do esgotamento ou da “fadiga de material” de formulação, implantação e gestão e acima de tudo de direção efetiva na interlocução política.

     

     

     

     

  21. Quem deu golpe em quem…
    “Uma vez me perguntaram se o Estado brasileiro é muito grande. Respondi assim: “Eu vou lhe dar o telefone da minha empregada, porque você está perguntando isto para mim, um cara que fez pós­doutorado, trabalha num lugar com ar­-condicionado, com vista para o Cristo Redentor. Eu não dependo em nada do Estado, com exceção de segurança. Nesse condomínio social, eu moro na cobertura. Você tem que perguntar a quem precisa do Estado”.  …é isso,…. tem faltado aos tecnocratas conhecerem a batalha diária do povo brasileiro….https://www.youtube.com/watch?v=FzCaAJm5kfA O que a presidente falou ao Maduro não contou para os eleitores…https://www.youtube.com/watch?v=vKkPT3neiPw Encontrei 4 bi do deficite de 30 bi….https://www.youtube.com/watch?v=yZ0Z-56CNm8   

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