Porque eu não sou “progressista”, por Gunter Zibell

https://www.youtube.com/watch?v=6Hj-67FgrE8]

Em anos discutindo neste blog nunca vi uma maioria de comentaristas a favor de causas modernizantes de valores ou legislação.

Na maior parte do tempo o que temos é só “beatice” mesmo. Talvez mais que Papa Francisco, claro.

Obama sai na frente em relação ao suposto e autodeclarado “progressismo” brasileiro (no caso qualquer político de expressão que o represente), que só aparece em redes sociais no desespero para ganhar eleições e tentar convencer (ou iludir) parcelas de classe média. Como em outubro/2014. 

A primeira razão para eu não ser progressista é porque eu busco direitos iguais para LGBTs (e falo mais disso por conhecer o assunto, afinal sou um deles.)

https://www.youtube.com/watch?v=rSQXfjk2GWE]

O embromation da Blogosfera em relação ao assunto percebi na semana seguinte ao primeiro golpe do governo contra direitos de LGBTs:

2011 06 02 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-gay-o-pastor-a-blogosfera-e-o-pig

E depois só houve pioras na área:

2012 06 30 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/ordem-e-progresso

2012 09 13 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/que-fim-levaram-todas-as-flores

2013 04 07 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/uma-luz-na-discussao-sobre-homofobia-e-politica

2013 04 14 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/deputado-critica-movimento-gay-agenda-politica-violenta

2013 11 21 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/quando-o-medo-venceu-a-esperanca

2014 01 22 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/direitos-civis-de-lgbts-e-a-politica-nacional-recente  

2014 01 24 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/as-indignacoes-seletivas-do-progressismo

2014 09 28 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/pela-nao-instrumentalizacao-da-homofobia-na-politica

E por isso, e por não interessar ao governismo, sou frequentemente acusado de “falar apenas em causa própria”. 

Não importa.

https://www.youtube.com/watch?v=hMj2BeLb9xc]

Mas…

Também porque apoio os direitos de Povos Indígenas:

2014 04 06 http://jornalggn.com.br/noticia/sobre-a-falta-de-consideracao-com-os-direitos-de-povos-indigenas-no-brasil

… e de viúvos:

2015 02 28 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-pro-rede/discutindo-pensoes-para-viuvos-por-gunter-zibell

E sou a favor da descriminalização da maconha:

2014 02 06 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/”antes-que-algum-aventureiro-o-faca” 

e da descriminalização do aborto:

2011 10 05 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/descriminalizacao-do-aborto-caminho-para-sua-reducao

2014 01 08 http://jornalggn.com.br/noticia/gravidez-nem-sempre-e-escolha-pessoal

e do empoderamento, por melhor regulamentação, de profissionais do sexo:

2013 12 12 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/pimenta-no-direito-dos-outros-e-refresco

Sou contra o uso de sofismas ou propagandas contra religiões minoritárias:

2014 03 11 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/das-patrulhas-que-nao-ajudam-a-ninguem

2013 03 30 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-que-e-o-negacionismo-do-holocausto

…e contra o uso de notícias fake em geral:

Leia também:  Rápidas linhas sobre as eleições municipais de 2020, por Gilberto Maringoni

2014 07 18 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/de-fato-e-de-ficcao-sobre-a-politica-internacional

Enfim, sou pelo secularismo:

2013 04 27 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-secularismo-como-causa-politica

2013 08 17 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-conservadorismo-moral-que-nao-convence-no-pt

2013 11 22 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/como-superar-o-uso-do-obscurantismo-na-politica

2014 03 31 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/para-entender-alguns-discursos-politicos-atuais 

2014 01 03 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/saudades-do-estado-laico

Que pessoas se abstenham de impor dogmas aos outros e pronto. 

https://www.youtube.com/watch?v=yQQBVVTay3s]

Apoio a sociedade em sua luta contra preconceitos:

2011 01 21 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-feminismo-e-bom-especialmente-para-os-homens

2013 01 22 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/sobre-imigrantes-racismo-no-brasil-e-nacionalismo

2013 03 09 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/uma-analise-da-questao-da-igualdade-de-generos

2013 05 13 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-que-e-o-politicamente-correto

e pela redução do Estado Penal:

2013 03 21 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-economia-vai-bem-a-sociedade-nem-tanto

2013 03 05 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/falando-tambem-do-que-nao-esta-sendo-pensado

2013 12 11 http://jornalggn.com.br/noticia/a-situacao-de-direitos-humanos-para-presos-e-um-desastre-completo-no-brasil

2014 02 05 http://jornalggn.com.br/noticia/guerra-ao-trafico-e-um-desastre

Eu sonho por e desejo uma sociedade mais ética e mais voltada para a evolução.

2013 10 09 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/frases-e-poemas-para-alem-da-omissao

Estou viajando?

Até crítico da “cultura-ostentação” sou…

2012 08 18 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-sertanejo-chiclete

2012 12 31 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/pop-brega-nem-tanto-uma-trilha-retro-para-2013

2014 12 05 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-pro-rede/trivial-sertanejo-universitario

Não me furto a reconhecer méritos de governos:

2010 12 31 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/um-presidente-pra-chamar-de-seu

2011 01 24 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/desconstruindo-fhc

2013 11 03 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/15-fundamentos-que-vieram-de-1988-2002

Sem deixar de ser bastante interessado no uso de comunicação e propaganda política:

2012 08 15 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/analise-de-uma-peca-de-propaganda-neocon

2013 03 23 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/acorda-alice

2013 11 22 http://jornalggn.com.br/noticia/os-discursos-modernos-pela-metade

2014 01 05 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/moc-voce-esta-fazendo-isso-errado

2014 01 21 http://jornalggn.com.br/noticia/o-governo-dilma-tem-toda-a-cara-de-anos-1970

2014 04 01 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-sofisma-da-priorizacao-de-direitos

2015 02 16 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-pro-rede/brasil-x-alianca-do-pacifico-qual-o-melhor-resultado

[video:https://www.youtube.com/watch?v=JViRj2icPdg

Mas, apesar de não ser de interesse da oposição (de que lado não importa), não fui entusiasta das “manifs de junho”:

2013 06 20 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/20-centavos-de-opiniao

2014 02 23 http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/vaitercopa

… E apoiei uma causa conservadora do PSC (partido do qual não sou suspeito de ser simpático):

2013 03 20 http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/cidadao-sopre-o-bafometro

Fui governista então?

Eu não sou simpatizante do PMDB em particular, principalmente por este ter votado em bloco (100%) contra o novo Código Florestal (quando mídia, todo o PPS, todo o PV, todo o PSoL e partes do PSB e do PSDB eram a favor!)

Leia também:  Quando o time de gestão e o modelo de negócio deixarão de ser subestimados na análise de crédito por bancos e fundos?, por Marco França

É evidente que se trata de um partido com sólido apoio no agronegócio. Tem o direito de sê-lo como eu tenho o direito de defender ambientalismo. Só que como não tenho conhecimento na área não escrevo sobre isso, apenas compartilho e indico artigos. Pelo menos sou geógrafo de formação e (acho que) consigo entender quando estou sendo enrolado.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=An0MHKYo67M

Então, caros colegas de blog, sejam mais francos. 

Enquanto o PMDB era útil para dar tempo de TV ou palanques estaduais para a reeleição de Dilma quase ninguém aqui (ou na autodenominada blogosfera progressista em geral) se preocupava com o que seus principais líderes faziam ou falavam. Nem desse partido nem do PP, PSC, PRB, etc. Do fisiologismo em geral.

O mimimi atual NÃO É pelas posições conservadoras e moralistas de Cunha. Vocês nunca lutaram de fato por um monte de coisas que não interessava politicamente, não é mesmo?

Pois afetaria as negociações de apoio cruzado em Comissões e votações da Câmara.

Admitam, portanto, que o problema não é o PMDB (ou Cunha ou o espantalho da vez) não ser progressista (e não é), ou o PT e o PSDB serem (também não são grande coisa na área, relutam muito para se posicionar contra a redução da maioridade penal, por exemplo. Aloysio Nunes e Suplicy que o digam.) 

Rede e os partidos do Bloquinho (PSB/PPS/PV) são menos roda presa no tema. (PSoL em princípio também defende bem direitos humanos, mas no Brasil. As posições em relação ao que sucede no exterior em geral me desapontam.)

O problema mesmo (e não para mim, porque sou indiferente à Reforma Política e à – supostamente maior – democratização de comunicações) é que 80% dos eleitores escolheram parlamentares que são a favor do financiamento privado de campanhas eleitorais e contrários às propostas de Lei de Meios.

Leia também:  O papel da austeridade na promoção das desigualdades de raça e gênero na TV GGN

E como o sistema brasileiro é democrático, essas posições é que prevalecerão. O povo votou, seus representantes exercem o mandato.

Também tem a questão que talvez o PMDB não apoie candidato do PT em 2018. Tem o direito de fazê-lo, até porque é necessário dar um curso à economia, isso passou a ser prioritário. No período 2011-2015 quanto a economia brasileira terá crescido? 4% ou 5%? Talvez 6%? Isso é hipotecar o futuro do país, é perder constantemente competitividade.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=meAdbab15IA

Se alguém quiser que admita, também, que o PT (deputados e senadores heroicos à parte) tem problemas de discurso ao olhar para políticos fundamentalistas e dizer “não se preocupem, não deixaremos a pauta LGBT – ou de aborto ou de maconha ou indigenista – andar” ao mesmo tempo que olha para outros setores da sociedade e diz “não se preocupem, desta vez a pauta vai andar”.

Isso não tem credibilidade nenhuma, qualquer pessoa nota o jogo. Ou se defende uma ideia ou se é contra a mesma. Protelar avanços em Direitos Humanos tão somente para receber apoio conservador? Foi uma péssima ideia e não há teoria de “realpolitik” que dê conta.

Com o agravante que todos os demais grandes jogadores não são tão contraditórios. 

E não venha alguém querer me convencer de que “progressismo” pode ser apoiar populismo, sistemas econômicos inoperantes ou regimes autoritários do estrangeiro.

Porque, definitivamente, não cola.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=HBsUZYl-OZw

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44 comentários

  1. Não li e nem vou perder meu tempo lendo

    Alguem que se acha progressista mas apoia a carola Marina e seus mentores pastores evangêlicos? A razão se perdeu neste país, a máxima é alguem acusar o PT de algo e nem um pio para tudo que o PSDB aprontou com FHC e apronta com Aécio, Alckmin ou Richa.

    • Da série “não li e não gostei”

      É muito mais fácil rejeitar sem sequer ter lido o que está escrito, somente porque o autor votou no(na) inimigo(a) do que ler, refletir e perguntar-se se por acaso não há algo de verdade nas críticas contra o PT.

      É impressionante como para muitos a única defesa contra críticas é acusar que os outros fizeram igual. Desse jeito vai ser difícil o PT se renovar.

      Note que estou falando inimigo e não adversário político. Essa é a linha geral que existe no país hoje, independente do candidato em quem votou. Da mesma forma que para “coxinhas” o PT deve ser erradicado e seus líderes condenados ou pior (vide o episódio no Hospital Albert Einstein com Guido Mantega), alguns comentaristas neste blog defendem a exterminação de quem participar da manifestação do 15 de março.

      Belos exemplos de democracia…

      • É impressionante como para

        É impressionante como para muitos a única defesa contra críticas é acusar que os outros fizeram igual. Desse jeito vai ser difícil o PT se renovar.

        Que é exatamente o que o Gunter começou fazer depois que a campanha da Marina Silva passou a ser guiada pelos Twitters do Silas Malafaia, principalmente em relação à causa LGBT.

        A “resposta” do Gunter aos críticos, que apontaram a incoerência da defesa que Gunter havia feito de Marina(que ele alegava ser a candidata com a spropostas mais progressistas em temros de direitos LGBT, isso antes da malafaioada da candidata)foi dizer que o PT seria ainda pior, e chegou a defender Marina Malafaia como sendo o “mal menor”.

        Por que você não segue seu próprio conselho e procura ler, refletir sobre os posicionamentos adotados pelo Gunter?

        Gunter não consegue apresentar um único argumento minimamente racional, e vem adotando o discurso de ódio ao PT como seu único recurso.

         

    • Há muito que Gunter abandonou

      Há muito que Gunter abandonou qualquer racionalidade em seu discurso, seguindo fielmente o obscurantismo discursivo de Marina Silva. Após tentar, sem sucesso, engabelar os desavisados com suas manipulações grosseiras de dados estatísticos, Gunter assumiu de vez sua opção pela irracionalidade.

      O México, país onde 43 estudantes foram torturados e massacrados pelo governo, que age em parceria com narcotraficantes, é o exemplo do que Gunter quer para o Brasil, governado pela ditadura petista, que Gunter tanto condena.

  2. Relativizar é bom, mas

    Relativizar é bom, mas relativizar tudo é um pouco demais.

    O PT, não é de hoje, anda pisando na bola, mas não vejo outra opção que seja melhor.

    O sujeito se diz defensor da pauta LGBT e vota em Marina? Marionete do Malafaia?

    Pode isso Arnaldo.

    Vou tomar um café.

  3. Gunter Malafaia
    Outro

    Gunter Malafaia

    Outro cansativo artigo de Gunter Malafaia, partidário do obscurantismo marinista, querendo projetar seus valores nos demais.

    Gunter parecia estar falando de sua candidata quando criticou o oportunismo de certos políticos que só aderem a teses progressistas para ganhar eleições.

    No tópico abaixo, um belo exemplo desse tipo de político, que tentou enganar os desavisados se apresnetando como defensor das cuasas LGBT, mas, na verdade, sendo guiada pelas ideias do pastor Silas Malafaia.

    http://jornalggn.com.br/noticia/ator-mark-rufallo-o-hulk-retira-apoio-a-candidatura-de-marina-silva

    Notem: nenhum comentário de Gunter, auto-declarado crítico de oportunistas da causa LGBT, no tópico acima.

    No tópico sobre como Marina Silva voltou atrás com sua sbandieras progressistas após ter sido intimada pelo pastor Silas Malafaia, Gunter também se mostoru batsanbte tímido diante desse oportunismo barato com a causa LGBT(que ele alega defender).

    http://jornalggn.com.br/noticia/malafaia-estrilou-e-marina-tirou-do-programa-avancos-da-pauta-lgbt

    Em seus parcos e constrangidos comentários, Gunter aproveitou o espaço para criticar o PT(óbvio, cumprindo seu papel de classe médio raivosa)e dizer que a candidata de Silas Malafaia(que, de sua posição de psicólogo, defende que a homosexualidade é uma doença que precisa ser tratada)seria o “mal menor”.

    Imagino que a política LGBT de Marina, guiada por seu guru Silas Malafaia, fosse a de tratamento psicológico para a comunidade gay, ou conversão à igreja do Malafaia. Isso, segundo Gunter, é o “mal menor”.

     

  4. O grande problema das pessoas de esquerda…

    … é ainda achar que tem escolha.

    Não tem. Os partidos não querem ser de esquerda. Querem ser fisiológicos. Até os políticos preferem a liberdade, como o Eduardo Paes já confessou. “O PMDB me deixa ser livre”.

    Acabando PT acaba o último grande partido que ainda tenta ter ideologia. (eu disse GRANDE)

    Restarão um monte de políticos misturados nos partidos, eleitos por coeficiente eleitoral e coligações, e sem vinculação ideológica entre eles.

    Uma maravilha para as causas das minorias.

  5. Há um tremendo erro de

    Há um tremendo erro de avaliação. O PT não recuou ou deu “golpe” na pauta progressista: o PT simplesmente PERDEU!

    E perdeu por todos os motivos que já foram exaustivamente discutidos aqui no Blog: por se comunicar extremamente mal; por ter somente 1/7 do Congresso; por ter que lutar diuturnamente contra a desestabiização e toda sorte de crises reais ou inventadas, inclusive com a contribuição de setores que tudo fizeram e fazem para  “empurrar” o “centro” para o colo da direita ao passo que reclamam que o governo é “fraco”.

    Até a oposição que se diz “liberal” ou conservadora reconhece que a única vitória do PT foi em relação à política social em seus diversos programas. Mesmo em relação ao Presal a coisa ainda está em disputa aberta. Até na política de participação, demanda histórica do PT, ele PERDEU!

    Ou alguém dirá que ele “deu golpe” no projeto que foi atacado por vastos setores como sendo “bolivariano”?

    Muitos acreditam que no “presidencialismo de coalizão” basta estar com “a caneta na mão” e pegar um pedaço de papel pras coisas andarem. Não, não é assim.

    Acreditam que indo pro lado dos “liberais” e dos conservadores as coisas melhorarão, bastando sacrificar o “bode expiatório”? Sejam felizes.

    • Examente!

      Quando vejo os esforços do PSOL nas mais diversas iniciativas justas, não sei se rio ou se choro.

      Não adianta nada… porque eles simplesmente…. PERDEM! Não tem força pra nada. Tem boa vontade, mas não tem voto.

  6. Eu, eu, eu, eu, só eu, eu e a

    Eu, eu, eu, eu, só eu, eu e a Marina!!! Quer maior contradição de quem se diz tão contra preconceitos que apoiar a candidata do ITAÚ, Natura, Soros, ONGs Americanas, criacionista (!), mantida $$$ pela Neca e pelo fazendeiro/dono de postos de combustíveis do DEM, aliada do Aécio???

    Muito coerente, mesmo.

  7. Há algumas décadas, uns

    Há algumas décadas, uns babacas usavam umas camisetas que diziam: Estive em NY. Um humorista fez uma charge com dois personagens, um com a camiseta Estive…,  outro com uma dizendo: E eu com isso.

    Para o post do Gunter Porque eu não sou progressista eu respondo: e eu com isso?

  8. “Enquanto o PMDB era útil

    “Enquanto o PMDB era útil para dar tempo de TV ou palanques estaduais para a reeleição de Dilma quase ninguém aqui (ou na autodenominada blogosfera progressista em geral) se preocupava com o que seus principais líderes faziam ou falavam. Nem desse partido nem do PP, PSC, PRB, etc. Do fisiologismo em geral.

    O mimimi atual NÃO É pelas posições conservadoras e moralistas de Cunha. Vocês nunca lutaram de fato por um monte de coisas que não interessava politicamente, não é mesmo?”

    Quanta desfaçatez, que moral tem Gunter, defensor de Marina Malafaia, para apontar seu dedo cínico para os outros?

    Gunter continuou apoiando Marina Silva mesmo após ela voltar atrás em seu programa de governo para a causa LGBT após alguns twitters de Silas Malafaia, pastor evangélico que considera a homosexualidade uma doença.

    Gunter, quantos parlamentares do PT ou membros do blog você já viu defendendo que a homosexualidade é uma doença que deve ser tratada, como faz Silas Malafaia, guru da sua candidata, Marina Silva?

    Gunter acusa pessoas que defendem causas progressistas(a maioria sem interesse próprio, ao contrário dele, que só sabe defender o que lhe beneficia pessoalmente)de não terem feito o bastante, enquanto ele, do alto de sua auto-concebida autoridade, apóia candidatos como Marina Silva, que formula seu programa de governo com base na opinião do que existe de mais atrasado na sociedade brasileira, como o obscurantismo de Silas Malafaia.

    Se olhe no espelho, Gunter. É improvável, mas vai que algum dia você descobre uma coisa chamada CARÁTER.

  9.   Gunter,
      Você tem o

      Gunter,

      Você tem o direito de acreditar e dizer (n)o que quiser, mas parece se ressentir de críticas justas – das injustas nem falo nada, algumas vezes até movidas por uma maldisfarçada homofobia.

      Ponto importante para você ao mencionar uma “maioria”, você não é dos que caem em generalizações.

      Enfim, hoje em dia me posiciono entre seus críticos “light”, e nunca fiz segredo de minha admiração por sua capacidade intelectual. Ademais, não dá para – nem quero – negar que tem razão no pouco caso que a Era PT acabou por dispensar aos direitos dos GLBTs. Concordo nesse e em outros temas com você.

      O que ficou pegando é outra coisa: você aponta muito bem o lado hipócrita do período 2003-2015, mas parece não ter a mesma disposição para reconhecer qualquer erro, por menor que seja. Não dá para não lembrar da “questão Marina-Malafaia”: ainda que num primeiro momento você tenha exposto com honestidade sua estupefação, logo em seguida passou a criar um raciocínio labiríntico – e sempre abarrotado de links de posts seus – para justificar o injustificável, para demonstrar que a defesa da bandeira LGBT ainda se coadunava com a defesa da candidatura Marina Silva.

      É apenas um exemplo? É. Mas ao mesmo tempo foi um acontecimento marcante, pela magnitude que teve.

      Eu sempre, mas SEMPRE estarei disposto a ler o que escreve, até para continuar aprendendo. Mas… a força do seu discurso fica proporcionalmente menor à medida que você usa de raciocínios circulares, às vezes beirando o autismo argumentativo.

      O fato de “falar em causa própria” te engrandece aos olhos de quem interessa (e os cães sempre ladram, maaas…); já falar para si próprio nada acrescenta.

      Espero que não se ofenda com minhas palavras, porque não é esse o sentido. Um abraço.

  10. Bobagem !!!
    Imagina se há

    Bobagem !!!

    Imagina se há algum motivo para a pessoa ser progressista ou não por causa da opção sexual ou mesmo se o sujeito não for intolerante sexualmente ou…. .

    Não sou bi, trans ou qualquer rótulo, MAS SOU PROGRESSISTA !!

    Precisa NÃO SER PROGRESSISTA para ser a favor da liberdade e liberalidade sexual ?

    (foto minha na Cinelândia, com o dirigente nacional do PT  do setorial que discute respeito a liberdade sexual)

  11. Cacete, isso aqui é um

    Cacete, isso aqui é um Tribunal da Santa Inquisição.

    Ninguém se preocupou em rebater o que ele disse. Limitam-se a ofendê-lo.

    Ainda bem que eu abandonei o barco governista a tempo. 

    Vocês me dão pena.

    • Mentiroso, mais uma vez, todo

      Mentiroso, mais uma vez, todo mundo rebateu as baboseiras do Gunter, com base em afirmações infundadas, como acusar “a maioria” dos petistas de não defenderem causas progressistas, isso enquanto defende o programa político de Marina Malafaia como sendo o mal menor.

      É a escolinha da desonestidade intelectual do professor Gunter formando discípulos.

    • Não tem problema, Rodrigo.

      O que importa é o blog ser plural e diversificado em opiniões, mostrar que há outras avaliações fora do quadrado.

      Quanto a receber ofensas sem nenhum argumento por trás, já estou acostumado. Quem defende ideias deve estar preparado.

      A alternativa qual seria? Ficar calado? Aceitar a opressão?

      Esse comportamento diz muito, infelizmente, do espírito autocrático enrustido das pessoas. Querem que se acredite nas coisas por mero messianismo.

      É mais ou menos como o ISIS.

      Mas em alguma vez na História isso deu certo?

      Debater, conhecer o contraditório, reconhecer erros de avaliação, tudo isso seria mais produtivo.

      Se não acontece aqui, paciência.

       

      • “Marina Silva muda seu

        “Marina Silva muda seu programa de governo por causa do pastor Silas Malafaia”

        “Marina Silva, patrocinada pela Neca do Itaú, defende a independência do Banco Central”.

        Apenas alguns exemplos das “ofensas” que o Gunter prefere ignorar.

      • A revelação da manipulação

        A revelação da manipulação grosseira de dados que você costuma fazer(como para alegar, contrariando todos os dados, que o neoliberalismo mexicano é um sucesso, e o desenvolvimentismo brasileiro um fracasso)foi memso muito produtiva, provavelmente impediu que muitos desavisados fossem enganados.

        Isso é contraditório, que você não aceita. Você já chegou a alegar que considerava assédio criticar suas análises, e me “proibiu” de comentar seus artigos, exemplo de sua falta de espírito democrático, aversão ao debate e fortes tendências ao autoritarismo.

  12. Poderiamos resumeir o

    Poderiamos resumeir o conteúdo em “Farinha pouca meu pirão (LGBTS) primeiro”. Tudo bem bater no peito e dizer que não é progressista, mas isso não significa que exatamente nada.  O que se depreende dos textos do colega Gunther é a simples e pura luta pela causa exclusiva e isso de fato não o torna um progressista.

  13. Vamos bem pensar para não mal dizer

     

    Gunter Zibell – pró-Rede,

    Lá no post “Brasil x Aliança do Pacífico : qual o melhor resultado?” de segunda-feira, 16/02/2015 às 22:11, para o qual você deixou o link, eu enviei um comentário terça-feira, 17/02/2015 às 15:36, para Alfredo Machado junto ao comentário dele de terça-feira, 17/02/2015 às 00:13. Assim eu iniciava o comentário [Onde antes estava plantonista eu alterei para platonista]:

    “Em algum momento lá atrás, o Gunter Zibell se perdeu e ficou o Gunter Zibell – pró-Rede. E vê-se o esforço que ele faz para se equilibrar. Agarra-se por espírito de sobrevivência a idealismos que não existem e nem existirão na prática para se justificar. Agarra-se à idealista burocracia weberiana, à idealista democracia platonista, ao idealista capitalismo austríaco e sai à cata de situações que cabem na camisa de força que ele idealizou para justificar os posicionamentos dele”.

    É a sensação que resta ao fim da aventura de ler mais um texto seu. E eu fui benevolente supondo haver nesses posicionamentos um idealismo. O idealismo é algo incorrigível no ser humano, que não quer entender a realidade como ela é. Só que pode não ser idealismo. A sua insistência nos mesmos argumentos, cria a sensação de que você se embirrou lá atrás e por maior o esforço de tentar convencê-lo a continuar na jornada do difícil percurso de levar o país para uma direção de maior igualdade e, por conseguinte, de consideração igual pelos iguais ou semelhantes, a pronta resposta sua é a rejeição a esta ajuda que o tenciona liberar do viés de mal julgar antes de apresentar o argumento.

    Aqui você começa atacando a maioria dos comentaristas por não serem a favor de causas modernizantes de valores ou legislação. Não vou questionar a sua capacidade estatística que como geógrafo você a adquiriu em excesso e suas planilhas aqui neste blog atestam sua competência nessa área. Só que nessa recusa de acompanhar a realidade você acaba chegando a conclusões descontextualizadas.

    No blog em que o dono esmera por parecer imparcial – com um bom intuito de não transformar o blog em um quarto escuro de manifestações repetitivas e o intuito, na melhor das hipóteses apenas neutro, de conseguir maior número de frequentadores para aferição de audiência, a maioria dos comentaristas que seu levantamento estatístico permite circunscrever ou delimitar não diz absolutamente nada.

    Vá atrás dos comentaristas que ao longo dos anos têm apoiado o PT e veja se eles na grande totalidade não apoiam as causas progressistas. Aliás, até comentarista da direita, elitista e preconceituoso como o Motta Araujo não se fecharia contra apoiar algumas das causas que você considera que só tem o apoio dos progressistas.

    Há algumas causas que uma pessoa com o seu nível de conhecimento deveria saber que não há boas perspectiva pela frente. Você é a favor da descriminalização do aborto. Existe a perspectiva de que nos próximos vinte anos esta possibilidade se concretize? Não creio. Agora, o estabelecimento de uma lei que defina vida como algo que comece após 12 semanas de gestação, não é muito mais fácil de ser aprovada ou ter o respaldo judiciário, e ao mesmo tempo não permitiria a retirada do feto sem que precise descriminalizar o aborto?

    E eu peço um esclarecimento. Você diz em um trecho do seu post “Porque eu não sou “progressista”, por Gunter Zibell” de terça-feira, 03/03/2015 às 14:51, que PT e o PSDB relutam muito para se posicionar contra a redução da maioridade penal e mencionou como exemplo Aloysio Nunes e Suplicy e acrescentou que os partidos do Bloquinho PSB/PPS?PV seriam menos roda presa no tema. O Suplicy manifestou a favor da redução da maioridade penal? E o Roberto Freire, o eterno dono do PPS, manifestou contra? Se houve esta manifestação, é preciso que se bata palmas para Roberto Freire. Agora, quanto ao PSDB que eu me lembre a defesa da redução da maioridade penal era slogan de campanha.

    Aliás, parece-me que este é outro slogan típico do PSDB. O partido sabe que a redução da maioridade penal não passa pela Constituição Brasileira e como o PSDB não tem nenhum respeito pelo eleitor ele se posiciona em uma causa fadada ao fracasso, mas que assegura voto ao partido. Desde o início, o PSDB contou com a falta de conhecimento do eleitor para defender slogans que o partido sabe que são falsos. Um partido que foi criado para trazer a ética na política, sabendo que a política é uma guerra e a única ética que pode ser exigida é o do cumprimento da lei que existia antes do PSDB ser fundado e que evidentemente continua a existir, é um partido que avalia que não há demérito em enganar o eleitor. É um partido que foi criado para combater o fisiologismo, quando o partido sabe que, quando praticado dentro da lei, o fisiologismo é outro nome para a democracia representativa. Sem negociação, sem acordos, barganhas, conchavos, toma-lá-dá-cá, sem o é dando que se recebe, o processo democrático de composição de interesses conflitantes não anda a menos que uma vontade majoritária impere e passe por cima de todos os grupos minoritários, excluindo-os do processo.

    O PSDB é um partido que difundiu o slogan de que governo bom o povo põe e que governo ruim o povo tira, mesmo sabendo que não há evidências dessa regra, sendo até mais provável o contrário.

    É um partido que alegou para combater a inflação de que ela seria o mais injusto dos impostos quando na verdade não há nenhuma prova disso. Muito provavelmente a inflação mais alta traga mais benefícios de que a inflação mais baixa. Afinal, no mundo todo o que corrói a dívida tanto a pública como a privada é a inflação. É uma frase que apenas goza da simpatia de intelectuais que desfrutam de boa situação financeira, pois assim sentem-se menos culpados pelo desemprego que a inflação baixa possa causar nos trabalhadores menos qualificados. E é uma causa que conta com o apoio da maioria da população, pois a grande maioria prefere inflação baixa uma vez que a inflação atinge todo mundo do que desemprego baixo, pois o desemprego só atinge os outros.

    Aliás, sobre os slogans do PSDB feitos para enganar inocentes sem conhecimento ou com conhecimento equivocado, eu gostaria que você explicasse o seguinte parágrafo:

    “Enquanto o PMDB era útil para dar tempo de TV ou palanques estaduais para a reeleição de Dilma quase ninguém aqui (ou na autodenominada blogosfera progressista em geral) se preocupava com o que seus principais líderes faziam ou falavam. Nem desse partido nem do PP, PSC, PRB, etc. Do fisiologismo em geral”.

    É apenas o que de forma reiterada você já dissera antes e que me permitiu dizer lá no post “Brasil x Aliança do Pacífico : qual o melhor resultado?” e que transcrevi acima de que você idealiza a democracia representativa em um modelo platonista? A democracia de Platão era direta e elitista, ou poderia ser dito, socratiana, pois Sócrates acreditava que a composição dos interesses conflitantes só podia ser feita entre os sábios que sabiam que nada sabiam. Talvez essa sua aversão ao fisiologismo seja fruto da sua formação nas escolas paulistas nicho dos ensinamentos tucanos.

    E para lembrar Millor Fernandes que dizia que só os burros são coerentes, um pouco antes do encerramento, você diz o seguinte:

    “O problema mesmo (e não para mim, porque sou indiferente à Reforma Política e à – supostamente maior – democratização de comunicações) é que 80% dos eleitores escolheram parlamentares que são a favor do financiamento privado de campanhas eleitorais e contrários às propostas de Lei de Meios”.

    É verdade, este é um grande problema para o PT e até ai não haveria contradição alguma. No entanto, nesses momentos em que a causa lhe é indiferente, você não lembra que esses mesmos parlamentares escolhidos são contra o casamento gay, contra a descriminalização do aborto, contra a descriminalização da maconha, contra um Código Florestal mais moderno, a favor da redução da maioridade penal, etc. Aliás, o que eu deveria dizer que comprova o quanto eles são retrógrados é dizer que eles são contra o PT.

    Aqui, entretanto, não caberia avaliara que se trata de idealismo. Ainda assim, eu concederia em admitir que o seu posicionamento não é de birra. Você pensa no longo prazo e se libera facilmente dessas causas que não se realizam. E então fica parecendo que você deseja, uma vez que 80% dos parlamentares escolhidos são contra as idéias do PT, que o PT abdique da Presidência da República e a deixa ser ocupada por alguém que pense igual a 80% dos parlamentares escolhidos.

    Como você é inteligente, eu prefiro considerar que se trata de birra.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 03/02/2015

  14. Gunter, não sei se eu entendi

    Gunter, não sei se eu entendi errrado, mas no parágrafo em que você afirma:

    “Eu não sou simpatizante do PMDB em particular, principalmente por este ter votado em bloco (100%) contra o novo Código Florestal (quando mídia, todo o PPS, todo o PV, todo o PSoL e partes do PSB e do PSDB eram a favor!)”.

    Fiquei confuso. Estamos falando da votação de 2011? Se for, então é preciso lembrar que oposição e governo votaram praticamente unidos: PMDB, DEM, PSDB, PPS, PSB, PCdoB, PDT, PSC e PT (dividido) votaram a favor do texto base do Código Florestal (vários outros partidos menores também votaram a favor). A mídia era certamente a favor, pois o código era claramente favorável ao agronegócio. Mas o PSOL, ao contrário do que você parece afirmar, votou inteiramente contra (junto ao PV), inclusive no caso da anistia aos desmatadores.

    Se você puder esclarecer melhor seu ponto em relação a isso, eu agradeço.

    Aqui as fontes que consultei, com o voto de cada deputado:

    http://www.viomundo.com.br/politica/veja-como-cada-deputado-votou-o-texto-base-do-codigo-florestal.html

    http://www.viomundo.com.br/politica/confira-o-nome-dos-deputados-que-votaram-a-favor-da-anistia-aos-desmatadores.html

     

    • votação definitiva de 2012

      o governo não votou unido. O PT apoiava o código Florestal (em quase 100%) e o PMDB era contra (também em quase 100%. Até fiquei chateado com Chalita por isso.)

      Da oposição PPS (66%), PV e PSoL ficaram 100% do lado do PT.

      PSB, PDT (muito mais pró-PMDB) e PSDB tiveram votos contra e a favor, em proporções variadas.

      http://www.oeco.org.br/noticias/25943-reforma-codigo-florestal-voto-a-voto-agrupados-por-partido

      A mídia era a favor do Código porque ele era sensato e necessário. Teve uma matéria especial de 8 páginas da Veja elogiando a proposta original do PT, que era a favor do meioambiente, não do agronegócio.

      Eu não lembro de matéria elogiando “o texto de Paulo Piau (PMDB-MG), que retirou garantias de faixas mínimas de proteção e recomposição florestal. “

      O governo perdeu essa votação, aí entrou o projeto do PMDB que sim era pró-agronegócio e foi parcialmente vetado. (Depois talvez algum veto tenha sido derrubado, isso não lembro.)

      Você está se referindo a uma votação de maio/2011 que eu não lembro para o que foi:

      http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/veja-como-os-deputados-votaram-o-codigo-florestal/

      • Gunter, essa votação de 2011

        Gunter, essa votação de 2011 é a votação do texto-base completo do Código Florestal, a mais importante e mais emblemática, onde houve TOTAL união de mídia, governo e oposição (exceto PV e PSOL) para aprovação do projeto do Aldo Rebelo, cuja polêmica está descrita um pouco nesse link do congresso em foco que você colocou na resposta: “(…) a votação do novo código separou o plenário em dois grupos de força: de um lado, ruralistas, que uniram a maioria da base e oposição, e de outro, ambientalistas, que agora terão que traçar novas estratégias para costurar mudanças no texto no Senado.”

        Vale lembrar que, nesse caso de 2011, o “Sim” era pela aprovação do projeto, favorável aos ruralistas e com apoio total da mídia e praticamente governo e oposição inteiramente votando a favor. Vale destacar que nenhum ambientalista sério era favorável àquele projeto do Aldo, tanto que o próprio PT votou dividido (dos 81 deputados, 35 votaram contra). Mas todos os outros partidos, governistas ou de oposição, inclusive PMDB (votou 100% “Sim”), DEM (100% “Sim”), PPS (10 “Sim” e somente 2 “Não”), PSDB (48 “Sim”, 1 “Não”, 1 abstenção), PSB (27 “Sim”, 3 “Não”) e cia, votaram inteira ou majoritariamente pela aprovação, com a exceção sendo tão somente PSOL e PV, que votaram inteiramente contra.

        A votação de 2012 que você cita trata do RETORNO do código após a análise do Senado, votação bem mais específica pois pelo regimento só podem ser votadas as alterações realizadas pelo Senado, tendo como opção alternativa o relatório do deputado Paulo Paiu. Ou seja, neste caso de 2012, o “Sim” representava a aprovação do código conforme texto aprovado pelo Senado (ruralista no geral, mas que continha mais mecanismos de proteção ambiental), enquanto o “Não” faria valer o texto do relatório do deputado Paiu, que era ainda mais favorável aos ruralistas (retirava garantias de faixas mínimas de proteção e recomposição florestal).

        Esse é o histórico pelo que me lembro e pude levantar nos links. Se me equivoquei ou me esqueci de algo, por favor me corrija.

        Abraço.

         

      • Complementando…

        Ou seja, apenas para deixar claro meu ponto, na votação de 2012 não havia uma opção de ser totalmente CONTRA o projeto. Era escolher um entre dois projetos ruins e, do ponto de vista ambientalista, o do Senado certamente era menos pior.

        Mas no geral ambos os projetos atendiam aos ruralistas, então não vejo a divisão nas votações de 2012 como algo tão estranho. E o PMDB votou forçando pelo lado que ele sempre vota: de acordo com seus interesses, que são os interesses dos ruralistas e conservadores. Confesso que não vi nada de “anormal” nisso, pelo contrário. O que às vezes parece gerar confusão é a votação do PT: como há 2 vertentes em disputa dentro do partido (em alguns temas, há um grupo de deputados que não aceita abandonar suas convicções), em cada votação não sabemos qual irá prevalecer… Foi o caso da votação do PT em 2011 no Código Florestal, por exemplo.

        E a base aliada é, digamos, gasosa. O PMDB não vota com o governo em todos os casos, mesmo quando favores são oferecidos. O PMDB (e outros partidos) trabalha com a seguinte lógica: (1) defender acima de tudo os interesses amplos dos conservadores (ruralistas e outros), nas votações mais críticas; nessas, praticamente não há o que o faça votar contra seus interesses; e (2) votações menores não essenciais (que não afetem grandes interesses conservadores), em que ele até vota com o governo se houver liberação de favores que valha a pena.

        Essa lógica de pequena política é uma das maiores críticas que parte da esquerda (a crítica) tem feito a esses supostos acordos pela “governabilidade”: eles parecem só funcionar pra votações em que o interesse do governo é igual ao dos conservadores! Quando precisamos aprovar alguma agenda progressista, nada se consegue. Então, pra que a aliança? Pra oferecer ainda mais coisas a eles em matérias que já são de interesse conservador???

        Quando uma matéria progressista é colocada em pauta (o que já é raro) com parecer favorável do governo pela aprovação, então o PMDB (e o PSD e outros da base) pulam fora facilmente e votam contra, e o governo não consegue “puni-los”, pois continua preso na mítica “governabilidade”. Fato é, como mostra a votação do Código Florestal de 2011 (e tantas outras, como a reforma previdenciária lá do início do primeiro governo Lula), até DEM e PSDB votam com o governo quando o objetivo é aprovar uma pauta de direita. Não é para isso que colocamos o PT no poder.

        Voltando ao específico (desculpe o desabafo), o emblemático pra mim continua sendo essa votação do texto completo de 2011, onde ficou claro quem está de verdade preocupado com o lado ambiental: PV (100%), PSOL (100%), uma parte do PT (35 deputados) e mais alguns deputados soltos por aí em outros partidos. E só.

        • Então…

          Não podemos falar tão simplesmente que o projeto de 2011 do PT era ruim. O país estava ainda com o Código de 1960 e tantos…

          E eu não vi nada anormal no PMDB ser ruralista, tanto que no post falo que tem o direito de sê-lo, não é?

          xxxx

          Sim, é perceptível que o que se fala sobre ‘governabilidade’ é mito. E é por isso mesmo que a propaganda de TV que questionava a futura governabilidade de Marina era falseadora.

          Em isto estando claro as pessoas não cairão mais nessa em 2018, espero!

          E Rede certamente será tão preocupada com lado ambiental como PV e PSoL e maioria do PPS. Concordo com você nisso.

          “Não é para isso que colocamos o PT no poder.”

          Claro que não. Não é para isso e para várias outras coisas. Por isso sou oposição.

  15. + comentários

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