Supremo nunca viu golpe no país, por Antonio Lassance

Do blog de Antonio Lassance

STF nunca viu golpe no país

por Antonio Lassance

Nunca houve uma única decisão do STF que contrariasse um ato golpista frontalmente ou sequer o denunciasse à opinião pública nacional ou à comunidade internacional. Ao contrário, o STF sempre cumpriu o papel de dizer que os golpes são absolutamente… “constitucionais”. 

Se o Supremo Tribunal Federal fala que não há golpe em curso, quem somos nós para discordar? Na verdade, nós somos aqueles que conhecem minimamente a História do Brasil e a História do Supremo para saber que o STF nunca viu golpe no país. Mais uma vez, não será diferente. 

Nunca houve no Brasil uma única decisão do STF que contrariasse um ato golpista frontalmente ou sequer o denunciasse à opinião pública nacional ou à comunidade internacional. Ao contrário, o STF sempre cumpriu o papel de dizer que os golpes são absolutamente… “constitucionais”. 
Em todas as ditaduras, como a de 1937 a 1945 e a de 1964 a 1985, a maioria do STF esteve rigorosamente alinhada a esses regimes de exceção. O Supremo era parte do golpe. Sua camarilha de boçais obsequiosamente entregava aos ditadores homenagens judiciosas, embromações magistrais, constitucionalismos de araque.

Alguém pode perguntar se caberia ao STF algum papel de resistência. Partindo do óbvio, golpes são inconstitucionais, certo? Sendo assim, se o Supremo Tribunal Federal, desde priscas eras, desde o primeiro boçal de plantão, sempre se disse o guardião máximo da Constituição em vigor, ele deveria ser um exemplo igualmente supremo de aversão a golpes. 

Ministros do Supremo deveriam todos ter urticária a qualquer golpismo, a qualquer casuísmo e virada de mesa. Mas a aversão a golpes é uma exceção à regra entre ministros do STF. Podem ser contados nos dedos alguns poucos que honraram aquela Corte, mesmo nos momentos mais tétricos. Os demais a enlamearam e fizeram o Supremo ser o que sempre foi: uma casa de pavões que abanam plumas em defesa dostatus quo, seja ele qual for, mesmo o mais abjeto. 

No Estado Novo, entre tantos exemplos da docilidade raivosa do STF em favor do ditador, talvez a nota mais emblemática e triste seja a do Habeas Corpus nº 26.155 (1936), negado a Olga Benário, esposa de Luís Carlos Prestes. Com sua decisão, o STF entregou Olga grávida à Alemanha nazista, mesmo diante dos apelos humanitários de que isso significaria colocar uma criança brasileira e a esposa de um cidadão brasileiro em um campo de concentração. Vargas usaria o episódio posteriormente para dizer, com a devida hipocrisia, que nada podia fazer diante de uma decisão do Supremo.

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Quase duas décadas depois, na crise aberta com o suicídio de Vargas, em 1954, uma sequência de golpes, contragolpes e um Estado de Sítio novamente abalaria a República. O STF faria cara de paisagem. Diria, pela pena do reverenciado ministro Nelson Hungria, que tanques e baionetas “estão acima das leis, da Constituição e, portanto, do Supremo Tribunal Federal”. Hungria iria além nesse discurso que até hoje pesa sobre a toga dos que já o leram, por refletir a mais pura verdade: 

 

“Jamais nos incalcamos leões. Jamais vestimos, nem podíamos vestir a pele do rei dos animais. A nossa espada é um mero símbolo. É uma simples pintura decorativa — no teto ou na parede das salas da Justiça.” 

Contra golpes, “não há remédio na farmacologia jurídica” – completaria o jurista em um discurso que até parece um juramento. (STF. Memória jurisprudencial: Nelson Hungria. Brasília: STF, 2012). 

Se deixasse a modéstia de lado, Hungria poderia ser ainda mais explícito e franco para dizer que o papel histórico do STF diante dos golpes sempre foi o de perfumar e maquiar o monstro, lustrar seu coturno, amarrar aquela fitinha em seus chifres, embonecá-lo.

Em 1964, o Supremo nada fez para barrar os chamados atos institucionais que rasgaram a Constituição de 1946. Os ministros que mais incomodavam, Hermes Lima, Victor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva foram aposentados em 1969 pelo Ato Institucional nº 5, o famigerado AI-5. Tiveram a solidariedade do então Presidente do STF, ministro Gonçalves de Oliveira, e de Antônio Carlos Lafayette de Andrada. Outro que se insurgira antes disso, o ministro e presidente do STF, Alvaro Moutinho Ribeiro da Costa, fora aposentado por decreto em 1966.  

Um dos ministros remanescentes, Luiz Gallotti, justificou que o AI-5 estava fora da possibilidade de qualquer apreciação judicial. Pronunciar o óbvio foi o máximo de ousadia que se permitiu.

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Ézio Pires, em seu livro (O julgamento da liberdade. Brasília, Senado Federal, 1979), conta que o ministro Evandro Lins e Silva chegou a sugerir ao presidente do Supremo, Gonçalves de Oliveira, que enviasse uma comissão do STF à Organização das Nações Unidas (ONU) para denunciar a situação de desrespeito às garantias da Carta dos Direitos do Homem. Os possíveis integrantes da tal comissão simplesmente rejeitaram a ideia pelo risco de serem presos ou terem que exilar-se. Convenhamos, ser preso era coisa para estudante, sindicalista, frade ou gente de teatro, e não para doutos magistrados. O pavão realmente nunca teve vocação para leão, a não ser para rugir e morder os marginalizados.
  
Hoje, diante de uma situação vexatória para o Brasil em que, supostamente em nome do combate à corrupção, os corruptos fazem a farra e montam o governo Cunha-Temer (nesta ordem), a maioria do Supremo assiste a tudo bestializada. Alguns com indisfarçável regozijo. Mesmo um de seus ministros mais recatados deixou de lado aquela velha, surrada e prudente frase de que ministros do Supremo só se pronunciam sobre os autos e preferiu virar comentarista de shopping center para dizer, serelepe, em um vídeo institucional gravado entre a praça da alimentação e o cinema, que impeachment não é golpe – isso antes mesmo de haver julgamento de impeachment pelo Senado. Golpe? No Brasil? Nunca! 

Não será desta vez que o STF irá reescrever sua História. Como diria o Barão de Itararé, de onde menos se espera, dali é que não sai nada mesmo. O que se pode aguardar é apenas que alguns, e que não sejam tão poucos, se comportem verdadeiramente como magistrados, resistindo ao efeito manada e aos holofotes do ódio para tomar atitudes corajosas e contramajoritárias.

Mas nem tudo está perdido. Ao final, o Supremo pode até arranjar um uso prático para o termo infeliz cunhado pela Folha de São Paulo: ditabranda. Se nada acontecer e o STF mais uma vez lavar as mãos, estará criada a ditabranda ou ditamole de Temer, a ditadura cínica e canalha cuja baioneta chama-se Eduardo Cunha e as divisões Panzer e Tiger são hoje compostas pelas bancadas da bala, do boi e do púlpito. 

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Pelos serviços prestados, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello, Carmem Lúcia e alguns mais talvez se tornem merecedores da mesma honraria concedida a Nelson Hungria – a de ficarem para a posteridade como nome de presídios, monumentos feitos para lembrarmos da pior contribuição que o Judiciário brasileiro continuamente presta à iniquidade, à desigualdade e aos golpes de todas as espécies.

* Antonio Lassance é cientista político.

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45 comentários

  1. Não precisa…

    O STF não precisa definir golpe ou não, pois é uma definição de quem assim percebe

    A única obrigação destes funcionários do STF é dizer se há ou não crime de responsabilidade (e dolo) nos atos pelos quais é solicitado o impeachment…porra!!!

      • Acho que não

        O plenário do STF discutiu o rito

        Agora, em forma pessoal, MAM diz que não há crime e, outros por aí falam que sim. Falta então a decisão do plenário a esse respeito.

        • É possível que o STF entenda

          É possível que o STF entenda que cabe exclusivamente ao Senado Federal a tipiticação dos crimes de responsabilidade da Presidente da República. Se essa for a interpretação do STF, não caberá uma revisão da tipificação pelo plenário da corte. A questão fundamental é qual será a interpretação do artigo 52 da CF, principalmente em relação ao termo “privadamente”.

          “Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

          I – processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;”

          • A única interpretação

            A única interpretação possível ao termo “privativamente” é que compete única e exclusivamente…..no caso ao Senado processar e julgar o impeachmente da Presidenta. Qualquer outra interpretação ferirá de morte a separação dos poderes pois para cada um deles compete privativamente determinadas funções.

          • Apenas como informação…

            Aos senadores  e ao povo: Há ou não crime de responsabilidade.

            Depois disso, podem votar SIM à vontade e durmam com esse golpe…mas, pelo menos, sem dúvidas sobre o assunto legal e deixando apenas a parte política em julgamento pelo senado.

    • Mas continuam

      Sabujamente calados.  

      E Janot então?

      Além disso o processo contra o Cunha esta parecendo o do Aerus , fundo de Pensão da Transbrasil & Varig, um ministro sentou em cima e o julgamento saiu só após 20 anos…..

      Quando a justiça for feita por foices e forcados haverá ranger de dentes e falar-se-á em isensatez.

  2. Mandaram avisar que chega…

    Justificam que criariam uma crise entre os poderes, mas no fundo sabemos? que são paus mandados do status quo que, por um tempo, tolerou a experiência dos governos à “esquerda”.

  3. Lembranças

    Já houve tempo em que ministros do STF deixaram marcas de suas convicções. O Adauto Lúcio Cardoso, por exemplo, revoltado com a imposição da censura prévia pelo governo Médici – e aprovada pelo STF – arrancou a toga por sobre a cabeça, atirou-a na mesa, interrompendo a sessão, e nunca mais apareceu no tribunal. Será que alguém vai fazer isso agora? O ex-ministro Evandro Lins e Silva, que foi cassado, achava que aquela atitude corajosa provavelmente “nunca se repetirá”.Seria premonição?

  4. Bingo

    Análise perfeita e lamentavelmente acontecerá exatamente isso. Ficaram bovinamente apreciando o rito e não entraram no mérito… o resto é o resto. E tome golpe.

     

  5. Ditadura ou ditabranda? Tudo

    Ditadura ou ditabranda? Tudo na vida é uma questão de ponto de vista… Assim, depende se você é dono dos veículos emprestados aos orgãos de repressão ou “passageiro” delas.

  6. Impressão minha ou o autor

    Impressão minha ou o autor saltou – propositalmente – o impeachment de Collor? Acaso aquele também não foi um golpe claro? Pelo menos o STF inocentou o ex-presidente depois. 

  7. Para o patrão uma saudação, para o peão um safanão

    Quem manda no Homem é o valor do dinheiro, por mais que se queira negar.

    Pau que dá em Chico JAMAIS se dará em Francisco.

    Tente derrubar um governo plutocrático e irás para a cadeia em dois tempos.

    Tente derrubar um governo democrático e poderás contar com a colaboração de todos os que deveriam impedi-lo.

    O que aconteceu com o juiz Fausto de Sanctis?

    O que aconteceu com o Delegado Protógenes Queiroz?

    Se o juiz e o delegado quisessem mandar pra cadeia 500 trabalhadores seria muito fácil, difícil foi prender um banqueiro.

    Ainda mais um banqueiro que tem um personal judge dentro do STF.

  8.  Nem espremendo sairá alguma

     Nem espremendo sairá alguma coisa boa dessa Suprema Corte(sã).  Deveriam mesmo ser chamados meretríssimos, com o perdão às  meretrizes, certamente muito mais dignas.

    Infelizmente o melhor retrato que fica do nosso judiciário e do STF é Gilmar Mendes e Dias Tofolli, com honrosas e raras excessões,  sabujos, tacanhos e venais juízes, que sob o manto da toga que desonram, se consideram deuses.   Esquecem que são servidores públicos e o significado disso.

    Só servem a si mesmos e para ficar bajulando uns aos outros, cheios de rapapés e palavras lustrosas, em solilóquios inúteis, em que se enroscam para não decidir nada, ou decidir fora da Constituição e a favor dos opressores de sempre.

    Estão demonstrando ser os guardiões da Impunidade, da imoralidade, de gangsters como Eduardo Cunha, Daniel Dantas, Abdelmassih e outros tais, guardiões de qualquer coisa que beneficie a elite opressora e para isso são nababescamente remunerados.  Não honram o mister e não mais justifica manter essa casta bajuladora e servil aos interesses do capital.

    Não reconheço nem mesmo cultura ou erudição nesses infelizes, apenas mediocridade.  Porque a cultura deve servir para nos tornar mais humanistas na percepção do mundo e na persecução de um bem estar social e coletivo.   Não nos representam.

    Pobre de nós.   Infelizmente, essa é a impressão que deixam.   Triste país o nosso, com instituições que não representam seu povo.

  9. Maturidade

    Excelente! Instituicoes refletem o grau de maturidade de uma sociedade.  Como sera que sociedades amadurecem? Como e quando sera nosso rito de passagem para uma idade adulta?

    • Ruptura e Desobediência

      DAN

      Minha resposta à sua pergunta: quando os cidadãos valorizarem a Democracia e a Liberdade e promoverem uma ruptura institucional. Pode ser que estejamos vivendo este momento.

  10. A história penaliza os

    A história penaliza os covardes quando os resgatam das tocas onde se resguardam os omissos e os expõe para as gerações vindouras como contra-exemplos. 

    Poucos são os que saem do estado contínuo de efusivo deslumbramento após galgado o patamar máximo da carreira jurídica. O ar solene, o palavreado empolado , as togas, as mil e um mordomias, o destaque social,  num amálgama  que vai gerar, com raríssima exceções, matraqueadores pedantes de doutrinas e jurisprudência. 

  11. Texto mais duro que eu já li

    Texto mais duro que eu já li em relação ao STF. Custei a acreditar que a atual composição da Corte fosse se rebaixar a ponto de ser conduzida por tipos como Cunha. A composição anterior era, claramente, golpista mas a atual tinha obrigação de resistir. Merecem, pois, cada linha escrita pelo cientista político. O STF está fazendo política há muito tempo mas estava satisfeito só com o bônus. estavam e estão adorando mostrar poder mas o ônus, ou seja, assumir a responsabilidade política pelos estragos, os ministros preferem jogar pra sociedade.  O texto é duríssimo mas merecido.

  12. A GRANDE REALIDADE MESMO É

    A GRANDE REALIDADE MESMO É QUE O CONGRESSO E SEUS COADJUVANTES NO GOLPE: STF, STE, PGR, TCU.. ALÉM DE FHC,  EXPÕEM O BRASIL REAL AO MUNDO.

    SEMPRE SE FALOU NO MUNDO INTEIRO DO “FAMOSO JEITINHO BRASILEIRO”.. SEMPRE SE FALOU NO MUNDO DE CORRUPÇÃO AQUI E ALI, NO BRASIL..

    MAS PELA PRIMEIRA VEZ AS VISCERAS SÃO EXPOSTAS.. ESSE GRUPO CONSEGUIU SINTETIZAR O QUE É O PAÍS E OS BRASILEIROS.. UM PAÍS SEM EXCRÚPULOS.. UM PAÍS FEUDAL E DE PESSOAS QUE SEM A MENOR DIGNIDADE, ROUBAM DO POVO, ROUBAM DA PÁTRIA, E ROUBAM O PODER..

     

    ESSE É O BRASIL DE FATO.. O BRASIL DO LULA, FOI APENAS UM APÊNDICE.. UM BRASIL HIPPIE QUE PROCUROU APENAS LEVAR O MÍNIMO DE DIGNIDADE AO POBRE..

    O BRASIL É UMA LÁSTIMA..

     

  13. Covardes, covardes,

    Covardes, covardes, covardes

    Não esperem nada dos golpistas de toga. Eles vão seguir o rito definido pela Casa Grande, como sempre o fizeram.

    O ITF não representa e defende o povo brasileiro e a constituição do Brasil.

    O ITF e seus integrantes golpistas são guardiões tão somente de seus cargos, salários e benefícios.

    São apenas pessoas muito vaidosas que mais se vangloriam de ter fazer parte da Infima Corte, do que realmente cumprir o papel que deles esperavamos. Defender o Estado Democrático de Direito com unhas e dentes. 

    Poderia ser que eles entendessem que tudo estaria correndo dentro da normalidade democrática. Mas se fosse este o entendimento destes covardes eles o já teriam proferido. Como sabem que o que está ocorrendo é um golpe, para não manchar de vez seus curriculos, eles se omitem.

    Se nós queremos realmente lutar contra este golpe, devemos deixar de ser covardes e tomar as ruas do país. Devemos pará-lo de vez. Nada se faz, nada se produz, nada se movimenta até que o golpe seja sufocado e os golpistas sejam escrachados em praça pública.

    Ficarmos escrevendo inúmeros artigos desmascarando os integrantes do golpe, a saber, PF, MPF, PGR, ITF, partidos de oposição e midia, é chover no molhado. Nada vai mudar. O golpe continuará seu caminho até a consumação total.

    Esta faltando liderança para convocar de vez a população que é contra o golpe para tomar as ruas, estradas, escolas, universidades, e todo espaço para forçar o fim do golpe.

     

  14. STF se pronunciará e teremos surpresas!!

    O presidente do STF Ricardo Lewandowski dá início a sessão que entrará para os anais:

    Gilmar Mendes: Dilma é uma petralha logo, houve crime de responsabilidade.

    1 X 0

    Dias Toffoli: por não possuir robustez intelectual, disse: acompanho o nobre colega.

    2 X 0

    Celso de Melo: roda, roda, roda, pé, pé, pé, blá, blá, blá: sou o mais lindo e inteligente e digo: houve crime de responsabilidade

    3 X 0

    Carmem Lúcia: por não ter opinião alguma dirá: acompanho as sábias palavras de Celso de Melo

    4 X 0 – Belo gol.

    Rosa Weber: ibdem, ibdem, ibdem

    5 X 0 – até parecia replay do último gol. 

    A globo interrompe a votação para um pequeno intervalo. 

    Voltamos. O presidente Lewandowsk: telespectadores, voltamos ao vivo. Agora com a palavra o excelentíssimo Ministro Barroso.

    Barroso: habilmente se diz contra qualquer tipo de golpe que inescrupulosamente retira mandatários escolhidos pelo povo e vota: me abstenho pois não é papel do STF analisar o mérito. 

    O jogo continua 5 X 0. Barroso, cara a cara com o goleiro, sentou na grama pra coçar um picho de pé.

    Theory Zavascki: também absteve alegando que não estava sabendo desse tal de impeachment. Achou que a sessão se tratava de algo relacionado com a CPMF. 

    E o jogo continua 5 X 0. 

    Luiz Fux: se baseou no golpe que os Jacobinos deram nos Gerondinos e mesmo assim, a revolução francesa era considerada um marco da liberdade humana. Portanto acompanhou o nobre colega Gilmar Mendes. 

    6 X 0

    Edson Fachin: Na sua vez de votar, o mesmo estava dorminho. Quem vai ao ar, perde o lugar. Se deu mal. Não votou. 

    Marco Aurélio: Faço minhas as palavras de um nobre motorista de taxi ao qual tive a oportunidade de trocar belas teorias jurídicas: PUTA QUE PARIU PARA ESTE STF!

    Lewandoswki o repreendeu. E o ministro não pode votar. 

    Placar continua: 6 X 0 

    Lewandoski poderia abdicar de votar pois a peleja democrática já estava liquidada mas o mesmo, para deixar seu voto registrado na história, quis proferir seu voto:  faço minhas as palavras do ilustre Marco Aurélio.

    E assim, caminha nossa ilustre democracia…

     

  15. Tô lascado com essa moderação

    Tô lascado com essa moderação aqui,não postei

    nada de mais anteriormente a esta,e até agora nada!!

    Isso é GOLPE,cadê meus DIREITOS OPINATIVOS da constituição NASSIFS??

    Nem levo a reclamação ao STG(supremo tribunal do ggn)em tempos de exceção ñ adianta!!

  16. Ditamole de Temer…..

    Ditamole de Temer….. Lembrei de um programa humorístico de rádio aqui de Sampa. Fizeram a seguinte comparação: as semelhanças entre a cônjuge do vice decorativo e a samambaia. Resposta: são iguais, pois gostam de sombra e pau mole…..

    Uma coisa é certa: consumando o golpe, ninguém, absolutamente ninguém terá respeito por temer

  17. Quem sabe agora que a opinião

    Quem sabe agora que a opinião pública internacional está acusando de golpe que está acontecendo no país.

    E grande nomes do meio jurídico, fazendo coro e dizendo que é golpe, seis ministro do STF não se dignem em estancar o golpe.

    Estou pessimista, mas quem sabe, pode ser a última esperança.

    /////

    Dá uma tristeza só de pensar em ver o Serra, Cunha, Temer,… evangélicos neuróticos comandando o país.

    E todos sendo apoiados pela Globo.

    Tomara que a população, principalmente os mais jovens, façam da vida desses caras um inferno.

    • Covarde é até um elogio

      GILSON

      Não se iluda.

      Nossas instituições são uma merda.

      E o STF é a merda suprema, pois é parceiro tácito de Eduardo Cunha (criminoso comprovado).

       

  18. Justíssimo
    Apesar de ser mesmo bem duro o texto, ele é “justo, muito justo, é justíssimo”. Parte dos componentes do STF repetem a conduta omissiva que, durante nossa história, plasmou a imagem da Corte.

    Se o STF já “rasgou” a Constituição? É claro que sim! Há poucos meses negou a presunção de não culpabilidade!

    O autor do texto “pulou” o processo sobre Collor? Decerto que sim, e o fez porque lá não houve golpe. O crime de responsabilidade foi legalmente comprovado, perfazendo então os necessários “pressuposto jurídico e conclusão política”. Mas Collor foi absolvido em 2014! Foi absolvido por falta de provas (e não por inexistência dos delitos) pelos crimes comuns, de competência do STF. Foi destituído do cargo por crime de responsabilidade, de competência da Câmara e do Senado.

    É necessário reafirmar: o “processo de impedimento” não é, por si, golpe. Golpe é “processo de impedimento” sem crime de responsabilidade.

  19. O único Pavão que se
    O único Pavão que se manifestou claramente contra essa iniqüidade foi o Marco Aurélio Mello, mas a Grande Mídia ou ‘Presstituta ” não tem dado mais o espaço para ele, além do que “Uma andorinha voando sozinha não faz verão”… E o outro agravante é que na Corte existem os GOLPISTAS por nascimento e convicção Gilmar Mérdis/Tôfôte/Carmem Bruxa e Celso de Merd… Os outros estão em cima do muro, só que esqueceram de avisar que o Muro é sempre do “CAPETA”, portanto quem fica em cima do muro é à favor do Golpe… Marco Aurélio disse que” A última trincheira da cidadania é o Supremo” nisso tenho que corrigir vossa excelência Caro Ministro Marco Aurélio Mello… Nesse caso a “ÚLTIMA TRINCHEIRA” SERÁ O POVO NA RUA CONTRA O GOLPE…

  20. O Supremo e a sua vocação para Pilatos

    Outro dia o Benvindo Sequeira lembrou da votação na qual o STF rejeitou habeas corpus para Olga Benário e que, com isso, ela foi deportada e morta pelos nazistas anos depois na Alemanha (https://www.youtube.com/watch?v=Hl9jAsjWbzQ)

    Os votos estão no endereço: http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=553645 (Habeas corpus 26.155)

    O Supremo parece seguir o mesmo roteiro de 1936 e os personagens devem ser até semelhantes.

    O STF tinha naquela época ministros escolhidos por Getúlio Vargas como Carlos Maximiliano (que faz piadas em seu voto), Ataulpho de Paiva (homenageado ? naquela rua movimentada do Leblon), Costa Manso, Laudo de Camargo, Plínio Casado, Eduardo Espínola, Octávio Kelly e Carvalho Mourão, além dos mais antigos Bento de Faria e Edmundo Lins.

    Todos votaram por enviar uma mulher grávida para a morte.

    Ou em 1936 Hitler era conhecido por ser um anjo? Já havia até ordenado a expulsão dos judeus:

    Aqui http://acervo.folha.uol.com.br/fdm/1936/02/14/1/ (pág. 3) ou aqui http://acervo.folha.uol.com.br/fdn/1936/05/28/1/ )

    E Olga Benário tinha conhecida origem judaica (Wikipedia) e foi transportada estando no sétimo mês de gravidez, sendo presa pela Gestapo ao desembarcar.

    A câmara de gás onde ela foi morta em 1942 está aqui https://pt.wikipedia.org/wiki/Olga_Ben%C3%A1rio_Prestes#/media/File:Gaskammer_Bernburg.jpg

    Esse é o nosso Supremo Tribunal Federal.

  21. único Pavão que se manifestou
    único Pavão que se manifestou claramente contra essa iniqüidade foi o Marco Aurélio Mello, mas a Grande Mídia ou ‘Presstituta ” não tem dado mais o espaço para ele, além do que “Uma andorinha voando sozinha não faz verão”… E o outro agravante é que na Corte existem os GOLPISTAS por nascimento e convicção Gilmar Mérdis/Tôfôte/Carmem Bruxa e Celso de Merd… Os outros estão em cima do muro, só que esqueceram de avisar que o Muro é sempre do “CAPETA”, portanto quem fica em cima do muro é à favor do Golpe… Marco Aurélio disse que” A última trincheira da cidadania é o Supremo” nisso tenho que corrigir vossa excelência Caro Ministro Marco Aurélio Mello… Nesse caso a “ÚLTIMA TRINCHEIRA” SERÁ O POVO NA RUA CONTRA O GOLPE…

  22. o douto cientista politico

    O douto cientista politico revelou, sem o “juridiquêz”, a desfaçatez, a omissão e a covardia desse minimo tribunal nada federal.

    Muito bem, Lassance!

  23. Mesmo que fossemos comuns

    Mesmo que fossemos comuns mortais em regime feudal com sua nobiliarquia clerical, teriamos, lá menos, mas o lídimo direito ao exercício da inteligência e ter juízo próprio.

    Afinal, não vivemos numa teocracia.

    O julgamento de Sas. Exas. não lava nossas mentes!

     

  24. Parabéns ao Antonio Lassance

    Parabéns ao Antonio Lassance por escrever tão brilhante e embasado artigo. Eu sempre escrevi isso, mas me faltava capacidade embasadora. É por isso emuito mais que jamais acreditei no Judiciário brasileiro; se dessaparece só sabíriamos anos mais tarde.

  25. Covardes, omissos e neolibeles…

    A grande maioria de seus integrantes é a favor da agenda NEOLIBERAL e, portanto, golpista. Já foram bem nomeados por todos daqui. Outra parte é COVARDE mesmo (barroso e fachin) e por último o maior OMISSO de todos (Teori) que deixou o golpe ser comandado pelo Cunha sem a menor cerimônia, uma vergonha mundial. Veremos vozes soltas contra o golpe do Lewandoswky e do MAM, mas serão devidamente enquadrados pela mídia e midiotas.

  26. Nassif;
    Estes 11 não teriam

    Nassif;

    Estes 11 não teriam nada a perder se fizessem efetivamente o papel que lhes cabe, pois tem cargo vitalício e uma mais que polpuda remuneração.

    Se não cumprem sua “missão” podemos concluir que é por covardia, narcisismo para aparecer um mais lindo que o outro na globo. Até a carmem se julga linda.

    O motrivo é que não passam de parlapatões, guiados pelos poderosos.

    A Histária mais cedo ou mais tarde desfraldará as máscaras destes 11 hipócritas, covardes sem caráter.

    Genaro

  27.  
    Como esse bando de

     

    Como esse bando de dorminhocos vão ver porra nenhuma, que não seja aumentos salarias, vantagens, bolsas, e mordomias diversas para os seus e para si prórios. Claro que no dos outros, tudo é constitucional para essas senhorias.

    O melhor era tacar fogo na zorra toda. Como diz o pastor e golpista Malafaia, o fogo a tudo purifica. Jesus seja louvado. Amém.

    Orlando

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