Um duro revés para o PT, por Aldo Fornazieri

Um duro revés para o PT

por Aldo Fornazieri

O resultado das eleições gerais representaram um duro revés para as esquerdas em geral e para o PT em particular. No Sul e no Sudeste houve uma devastação do PT: em nenhum lugar o partido disputa o segundo turno para governos estaduais e apenas salvou a reeleição de Paulo Paim num distante segundo lugar. Até mesmo o aliado histórico do partido, Roberto Requião, foi derrotado. Lindbergh Faria não se reelegeu no Rio e Suplicy e Dilma ficaram longe de vencerem. O resultado obtido por Márcia Tiburi ao governo do Rio foi bisonho e o do Luiz Marinho em São Paulo foi sofrível. No Rio Grande do Sul, o candidato do PT ficou de fora do segundo turno e o governador Pimentel, em Minas Gerais, amargou um terceiro lugar. O PT se salvou apenas no Nordeste. Comparando os resultados obtidos por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad também se revela uma derrota amarga para o PT e para as esquerdas. Guilherme Boulos ficou longe de ter uma votação significativa. O Brasil se inclina à direita.

Nos casos das candidaturas ao Senado e aos governos estaduais do PT ocorreram más escolhas em alguns casos, e erros de condução de campanhas em outros. Não há espaço aqui para discuti-los. No caso das eleições presidenciais ocorreram vários erros, alguns pregressos à campanha e outros na condução da mesma. Dentre os vários erros, destacam-se dois. O primeiro diz respeito ao fato de que o PT nunca se reconciliou com a sociedade brasileira. Conseguiu apenas se reconciliar com seus eleitores. O partido teve inúmeras oportunidades de reconhecer seus erros, tanto no que diz respeito à corrupção, quanto no que diz respeito à condução do governo Dilma, mas nunca o fez, nunca pediu perdão para que pudesse restabelecer um novo início, virar a página do passado. Confrontado várias vezes durante a campanha acerca desse problema, Haddad não tinha o que responder. Foi evidente o seu constrangimento, o que pesa negativamente. Assim, sem nenhuma resposta para os erros cometidos,  permitiu-se que o antipetismo continue correndo solto, disseminado pelos inimigos, pelos adversários e pela grande mídia.

 

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O segundo erro pré-campanha diz respeito à forma como o PT se conduziu acerca da questão da condenação e da prisão de Lula e da interdição de sua candidatura. O partido apostou quase que exclusivamente na via judicial, negando-se a mobilizar os movimentos sociais. Sabia-se de antemão que a via judicial conduziria a uma derrota certa. Mas o partido se negou a buscar forças e a promover pressões com mobilizações de rua. Mostrou-se fraco, não gerou confiança e as suas lideranças se mostraram inseguras, incapazes de dar rumo e direção aos ativistas e aos eleitores.

Já no contexto da campanha, os erros da direção do PT se reforçaram. Um deles consistiu em não definir o candidato a vice-presidente já em maio ou junho. Essa decisão era necessária para construir a personalidade política do substituto de Lula e também para torná-lo mais conhecido nacionalmente. Como a indicação de Haddad para vice e, depois, para substituto, só ocorreu na antevéspera das eleições é evidente que isto limitaria a transferência de voto e também impediria que o candidato reforçasse na campanha sua própria condição de líder, as suas qualidades e virtudes.

No rastro desse erro foi cometido outro: se era correto vincular Haddad a Lula no início da campanha, ao longo da mesma era necessário reforçar a condição de líder de Haddad, enfatizando suas qualidades como governnte. Na medida em que isto não foi feito, Haddad foi projetado como um líder fraco, subordinado a Lula. O “Haddad é Lula” foi se tornando prejudicial, assim como o slogan “O Brasil Feliz de Novo” foi uma chamada pueril, para uma disputa gremial, em face da natureza da disputa que está posta. O eleitorado quer um líder, um presidente forte, que resolva os seus problemas e que acabe com a desordem institucional, moral e social instalada. Boa parte do eleitorado foi identificar isso em Bolsonaro e viu nele a possibilidade mais efetiva de mudança. A campanha do PT, sempre entregue a vendedores de sabonete, foi incapaz de perceber isto e foi incapaz de projetar a imagem de Haddad como um líder que vem para resolver os problemas do povo e do país.

Outro grave erro do PT consiste na subestimação do Bolsonaro. Se no início da campanha era razoável duvidar de sua viabilidade, as primeiras semanas já desfizeram esta dúvida. Todos sabem que a campanha de Bolsonaro está assentada nas redes sociais, com forte presença no Whatsapp, e que, nelas, houve a construção da personalidade política de Bolsonaro como um “mito” e que esta construção gerou devotos que não se abalam por nenhuma consideração racional.

A extrema-direita vinha usando esses expedientes em várias campanhas em outros países. Essas campanhas se especializaram em transformar a verdade em mentiras e as mentiras em verdades. Isto faz parte de um conceito de guerra política e de que as campanhas precisam usar táticas de guerra, onde valem a força e fraude. É o que a campanha de Bolsonaro vem fazendo diariamente sobre vários temas. O PT não preparou uma contra-estratégia para enfrentar essa estratégia e nem preparou uma estratégia para agir de forma ampla nas redes sociais para influenciar eleitores. As análises de rede mostram uma constante vantagem de Boslonaro sobre Haddad. Os militantes do PT nas redes sociais não agem a partir de conteúdos orientados centralmente, mas, disparam, de forma dispersa, em todas as direções. Isto não é eficaz.

A direção do PT e as lideranças do partido perderam a dimensão da disputa política, a natureza da disputa pelo poder. Mesmo com as sucessivas derrotas, não desceram das altas tamancas da arrogância. Sem prudência, com escassa coragem, são dominados por um vício que vem cavando a desgraça de líderes, Estados e partidos ao longo dos tempos: se comprazem em serem adulados e recusam ouvir as advertências. Os aduladores, normalmente, adulam por dois motivos: 1) porque se sentem seguros no seu auto-engano na suposta infalibilidade dos líderes e dos partidos; e, 2) os analistas e conselheiros adulam porque são áulicos dos líderes, querem estar perto dos poderosos, principalmente por interesse. Bastou Haddad crescer um pouco que alguns proclamara a ultrapassagem de Bolsonaro, uma onda vermelha que encheria o Senado e a Câmara de representantes petistas. Esta demagogia faz mal à militância, ao PT e à transformação do Brasil.

Para alguns erros não há o que fazer. Para outros, o tempo é curto e exige competência e coragem. Os pontos a serem enfrentados estão aí: centralizar a campanha nas competências e virtudes de Haddad (e Manuela), mostrando que ele é um líder forte, capaz de enfrentar e resolver os problemas do povo e de unir o Brasil; enfatizar a crença e a fé no Brasil, no seu futuro, no seu desenvolvimento com justiça, conduzido por um presidente forte, justo e humano; criar outro slogan da campanha, compatível com a natureza da disputa e selecionar três ou quatro ideias-força; encontrar uma fórmula eficaz de defender-se dos ataques e das mentiras, de influenciar as redes sociais orientando a ação da militância; defender-se do problema da corrupção, na medida do possível; encontrar uma fórmula eficaz de atacar a estratégia de guerra política assentada na transformação da verdade em mentira e das mentiras em verdades, repudiando as mentiras e afirmando que o povo não pode eleger um presidente que se sustenta nas mesmas; trabalhar para construir uma ampla frente democrática em defesa da democracia e contra o fascismo.

Aqui é preciso observar que a grande maioria dos eleitores de Bolsonaro não é fascista. O embate democracia versus fascismo pode ter uma maior eficácia relativa na classe média, mas é importante para reforçar a cultura democrática. É preciso fazer uma campanha quente, de mobilização, de rua, de atos, mostrando força, pois o risco de uma derrota é grande. Se o eleitorado de Bolsonaro não é fascista, o seu entorno é fascistóide, violento e incontrolável. Isto poderá mergulhará o Brasil no abismo da violência política generalizada e aprofundar a sua tragédia social.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

66 comentários

  1. Crítica enviesada

    Num momento como este, é heroico ter conseguido 29% do eleitorado, para um candidato que era conhecido apenas em São Paulo. Foi forte no Nordeste graças a Lula. No restante, perdeu para o whatsapp.

    Nas críticas ao PT, Fornazieri mistura méritos da campanha do adversário, mediante as redes sociais. Bolsonaro conseguiu manter, dentro da “Boate Brasil”, o volume máximo do som e músicas pesadas de “bate-estaca”. Haddad não conseguiu reduzir o volume do som e, por tanto, ficou sem poder falar sério com o eleitor.

    Fornazieri acerta ao indicar a timidez do Haddad em reconhecer equívocos. Eu agregaria também alguma falta de convicção para defender os valores do PT, inclusive a defesa da lealdade com Lula. Do outro lado o Bolsonaro fala besteiras e não perde um único voto, enquanto Haddad fica todo melindroso para falar até as nossas virtudes. Faltou energia e convicção.

    Vamos melhorar neste 2º turno!

    • Copo cheio ou vazio?

      Acho que o copo nem está tão cheio nem tão vazio. Ter ido para o segundo turno e ter tido quase 30% dos votos, no clima em que essas eleições foram disputadas, pode ser visto como muito bom, mas se, no segundo turno, ele não conseguir diminuir um pouco a rejeição em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, não terá muitas chances. Mas a campanha precisa ser mais vibrante, menos fria e racional (o Nassif num de seus vídeos falava do quanto o Haddad é cartesiano, mas acho que, neste momento, isso se torna uma desvantagem) e precisa enfrentar a campanha de Bolsonaro de whatsapp, que tem sido decisiva até agora. Porém (e agora o copo meio cheio), acho que mesmo com a possibilidade de derrota sendo bem alta, o PT se mantém como o principal partido político brasileiro (o PSL só existe por causa do Bolsonaro, o PSDB foi praticamente dizimado pelo eleitorado) e como a principal força de oposição. Não é tão pouco.

  2. De volta ao Futuro.

      Não podemos atacar o eleitorado do Bolsonaro . Na minha opinião ,devemos mostrar a este eleitor ,que em grande parte era do Alkimin ,Marina ,indecisos e até do Lula ( veja a votação no Nordeste) ,que ele no momento está enganado , e foi levado na onda do descrédito nas Instituições. Traze-lo de volta , pelo viés da volta da Era Lula. Empregos,mesa farta ,viajens ,Universidades ,Bolsa Familia .Minha Casa Minha vida !!! Confronta-los ,não é o caminho.

  3. Análise do artigo

    Vou resumir esse artigo em uma frase só.  “Lula é o PT, o PT é Lula…quá quá quá quá.”

     

    E Agora escancarar a verdade  : 

    DIREITA        : 46,06% + 4,8%,2,5%   = 53,36%  (sem considerar diversas variáveis, como brancos, nulos, voto útil, etc)

    ESQUERDA : 29,3% + 12,75% + 2% = 43,8%

    Eu te disse, eu te disse, eu te disse….

     

    Alguém duvida que esse país está caminhando para uma secessão?

     

     

  4. Urnas fraudadas. Governo do

    Urnas fraudadas. Governo do Rio, Senado de São Paulo e Paraná mostram o padrão. Urnas fraudadas.

  5. Considerando que o objetivo
    Considerando que o objetivo inicial da lava jato, respaldada pelo aparato midiático e pelo poder jurídico e econômico, era a extinção do PT e o esfacelamento das esquerdas em geral, o resultado das urnas comprova que a estratégia traçada por Lula surtiu efeito.
    Diante do quadro que se traçava inicialmente, o resultado das urnas é uma vitória.
    Lutamos contra tudo e contra todos. O noticiário, quase cem por cento negativo, um ativismo judicial anti-esquerda sem precedentes, prisão do nosso maior líder, patrões coagindo empregados, denuncismo alarmista massificado. Todas as condições nos eram desfavoráveis.
    Conquistar o segundo turno das eleições presidenciais; eleger três governadores no primeiro turno, com chances de eleger mais uma segundo turno; fazer uma bancada de sete senadores e constituir uma bancada de cinquenta e seis deputados, a maior da câmara, não pode ser visto apenas pelo ponto de vista negativo. Para um partido ameaçado de extinção, o resultado é uma vitória.
    Atribuir a derrota de Requião ao PT é demais. Requião foi mais uma vítima da onda reacionária.
    Agora, é unir os democratas e lutar, com todas as nossas forças, para recuperar a presidência da república, que nos foi arrancada pelo golpe parlamentar-jurídico-midiatico de 2016. Vamos à luta.

  6. Alianças partidárias

    Não é bem assim, o desempenho do PT está dentro da média histórica no Sul e no Sudeste.

    O que precisamos considerar, é que o impeachment de Dilma Rousseff, inviabilizou as alianças com os partidos fisiologistas no Sul e no Sudeste, por dois motivos a maioria dos deputados destes partidos votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff, e sem a força do dos cargos dos governos federais  e dos governos estaduais, o PT não conseguiu ampliar as alianças partidárias.

    Em Minas Gerais, único estado em que havia a possibilidade de utilizar a força dos cargos estaduais, para ampliar a aliança partidária, o fato dos principais partidos terem apoiado o impeachment de Dilma Rousseff, não foi possível a ampliar a aliança partidária, tendo que inclusive a romper a aliança com o PMDB*(Minas pra você PT, PMDB, PRB, PROS e PCdoB) que havia sido realizada nas eleições de 2014, e permitiu a vitória de Pimentel.

    Restou apenas o PC do B para fazer alianãs partidárias no SUL e no Sudeste, já que o PSOL recusou de participar de uma aliança partidária com o PT.

    Lembrando que a vitória de Fernando Haddad  nas eleições de 2012 o PT fez aliança com PCdo B, PSB, e PP de paulo Maluf.

    Em 2010 quando o PT obteve 35,2% dos votos úteis (PT, PDT, PCdoB, PR, PSDC, PTN, PRB, PRP, PRTB, PTdoB)

    Nos estados do Nordeste, em função da força eleitoral de Lula e dos cargos dos governos estaduais, o PT conseguiu manter uma ampla aliança partidária.

    È preciso lembrar que o impacto das políticas sociais dos governos do Presidente Lula e da Presidenta DIlma, tem um impacto muito maior nos estados do Norte e Nordeste, no Sul e Sudeste, o impacto é maior apenas na zona Rural com o Pronaf.

    A expansão do emprego com carteira assinada e do crédito destinado ao consumo, que teve maior impacto no Sul e no Sudeste se dá via setor privado, onde a percepção da ação do estado se deu apenas nos primeiros anos do Governo de Lula, em função da comparação com os governos de FHC, depois de 14 anos fica mais díficil está percepção da ação do estado.

     

  7. Parece que o Bolsonaro ganhou

    Parece que o Bolsonaro ganhou no 1º turno. O texto apresenta uma realidade muito simples. Além do mais, até parece que com uma postura hesitante, “reconhecer erros” e defender ideais gerais vai levar a alguma coisa. O quadro eleitoral é bem mais complexo. Como disse o articulista, “não dá para nos deter nos detalhes aqui”. Se existe alguma fórmula simples para tudo isso é que as eleições começaram agora. Não é com lamentos e ideias vagas que se chegará a algum lugar.

  8. Que é isso,professor?

    Que é isso,professor? Querendo voltar a comentar na sucursal do jornal da emissora golpista.

    Para de brincadeira.Que análise porca. Revés para o PT? O revés que o PT,digo,a sociedade brasileira sofreu,foi o golpe de Estado. O resto é consequência disso.

    O Presidente Lula foi o grande herói desta eleição. Preso e censurado no cárcere do camisa preta do Paraná,com seu sacrifício,impediu que acabassem com o partido,objeto dos sonhos dos golpistas que,agora,se quiserem fazê-lo,terão de assumir escancaradamente o golpe.

    Se alguém teve revés foi o grupo golpista que não enxergou que estava sendo usado e,agora,como bagaço de laranja,foram jogados no lixo.

    O golpe sempre teve o candidato da extrema direita como objetivo,os outros foram auxiliares e já foram descartados.

    O sacrifício do presidente Lula não foi em vão.

    As derrotas elencadas pelo professor soariam muito bem no grupo de whatsapp dos golpistas. Dizer que em São Paulo a derrota de Luiz Marinho foi sofrível é coisa de marciano. Um analista político jamais poderia esquecer que o pós golpe conseguiu com suas mentiras aniquilar praticamente o PT no estado ,que ficou com apaenas “meia-dúzia” de prefeituras,sendo a maior delas a de Araraquara,ou seja,é exatamente o inverso do analisado.diante da conjuntura o resultado foi expressivo,vamos lembrar que em 1982,em situação política muito menos adversa,o presidente Lula,então candidato pela primeira vez a governador do estado,obteve um votação percentualmente igual a obtida por Luiz Marinho. No Rio de Janeiro,então,o PT nunca chegou a assustar.

    Pedir perdão pelos erros? Quais erros,cara pálida? Criar mais de 20 milhões de empregos? ERRADICAR a fome no país,o minha casa minha vida,as obras estruturantes? Ou será que criar mecanismos que possibitassem um controle maior da máquina pública e combater a corrupção?

    Será que ainda trataremos doação de campanha com corrupção? E só do PT?

    Menos professor,menos.

    O professor,do alto de sua capacidade analitíca,poderia tentar descobrir como o candidato que quer acabar com o 13 salário e com a estabilidade dos servidores públicos (porque será?) com uns míseros tostões declarados a justiçã eleitoral consegue ter a campanha mais rica do país.

    Enfim,professor,junte-se a candidata da floresta,que achou-se a última bolacha do pacote,e pulverize-se

    • Frente à crítica, a agressividade: a caminho da seita

      Lamentável que uma análise fraternal seja recebida com as pedras da provocação e da agressividade.

      Insinuar que  o professor desejaria comentar no “jornal da emissora golpista” é no mínimo deselegante e soa bastante ofensivo. Rebater a crítica começando com uma provocação, já demonstra certa insegurança.

      Referir-se a análise como “porca” já adentra o terreno da agressão e aí já estamos na seara típica do polo bolsonarista.

      Tivemos uma presidenta deposta, um presidente encarcerado, levamos uma sova nas eleições de ontem e a ultradireita, também golpista, obteve uma votação hsitórica.

      E vamos atribuir tudo isto apenas aos golpistas? O PT não errou em nada ? Não precisamos analisar nossos erros ? Está tudo maravilhoso e Lula é o novo “guia genial” ?   

      Reagir às necessárias, fraternais e sinceras críticas com pedidos de “pulverize-se” é o caminho mais curto para que o PT se transforme numa seita de fanáticos que não aceita divergências.

      Isto explica muito da atual derrocada.

        

  9. Foi duro o revés para a
    Foi duro o revés para a democracia, isso sim. Podemos ter um testa de ferro dos militares e dos evangélicos liderados por edir macedo na presidência.

  10. Discordo
    Diante de toda a midia contra o PT nos ultimos 6 anos ainda conseguiu 29% Nacional, 3 governadores 1turno e mais 1 deputado federal. Teve reves somente em Senador.
    Concordo que a pontos a serem melhorados, mas não foi derrota. Exemplo de derrota foi o PSDB, falando nisso quem eles e o PMDB vão apoiar?

  11. Ideologia de gênero, cartilhas gay, mudança.
    O que existe dentro de um eleitor raiz de Bolsonaro? Em varias oportunidades em debates com este eleitor a mais de ano, descobri seu interior. Primeiro quando se mostra o que Lula fez pelo Brasil a maioria aceita, sim ele foi bom. Aí em um momento sincero ele diz eu sou contra mesmo é de ideologia de gênero, fala de cartilhas gay nas escolas. Fala um pouco de corrupção, isso não se sustenta, não confiam em Bolsonaro nesse tema e pedem mudança. Mas na essência é ideologia de gênero e cartilha gay. Família cristã, homem e mulher. Foi por isso que o movimento elenão, foi o gatilho da tsunami no final da eleição. Mostraram no zap mulheres nuas, homens nus. Estória de alguém que cagou em um altar e tal. Podem dizer o que for, mas a essência está nos costumes, sexualidade. Tudo isso com muita mentira no zap.

  12. É preciso falar mais do que nos faz avançar

    Concordo só parcialmente com o artigo. Tem uma parte da esquerda – já não basta o ignomínio e permanente ataque da grande mídia e do judiciário contra o PT – que parece querer divã permamente para o PT. Chega disso. Já não estão claros alguns estratégicos erros do PT? Vamos ficar falando deles nos 21 dias que nos separam da próxima votação? Chega de divã, né. Temos que decidir boas estratégicas e avançar.

    Pelo conteúdo do artigo, nada foi certo. Pô, se nada foi certo, não teríamos motivos para apoiar uma candidatura do Haddad. Eu espero que a gente, com a consciência de erros estrátégicos, avance em propostas, em comparação, em deconstrução de um candidato rasteiro e ignóbil como é o Bolsonaro. A chamada grande mídia já fará o serviço de sempre lembrar os erros do PT. E nós? Precisamos da mesma coisa também? Chega, né.

  13. Vamos ao segundo turno

    Não creio que não haja um politologo ou sociologo dentro do nucleo da campanha petista. Fernando Haddad é uma pessoa inteligente, mas se estiver cercado por palpiteiros e sem uma estratégia com vista na realidade do Brasil de hoje, é sinal de que estamos indo em direção ao precipicio.

    Um dos fatores do crescimento exponencial de bolsonaro foram as transferências de votos do Alckmin e Marina para o PSL. A estratégia a ser montada para o segundo turno é de recuperar esses votos e não perder os do Ciro e Boulos. O que pode parecer dificil, mas não impossivel. 

    Finalizando, acho muito estranha as derrotas dos petistas que vinham em primeiro ou segundo lugar nas pesquisas de opinião. A derrota de Dilma Rousseff é algo a ser ponderado. Não sei se foi apenas transferência de voto de ultimo momento ou algo muito mais grave.

  14. O erros de Haddad

    Corrigir agora para não chorar mais tarde. Os erros de Haddad cometeu e que precisam ser reavaliados:

    – Protagonismo de Lula foi exacerbado. Haddad falava treis palavras, duas era sobre LULA. Deve pensar melhor sobre o tema.

    – Pouco ênfase no assunto que mais impacta o povo que é a CORRUPÇÃO. Repetitivo, defensivista parecia esconder o PT e nunca falava sobre os outros partidos. O discurso precisa ser enfático, contundente e claro.

    – SEGURANÇA discurso muito superficial precisa detalhar melhor ser mais específico. Falar só da PF é muito pouco.

    – CUSTO DE VIDA nada ou pouco foi falado só falou de o “povo precisa ter direito a treis refeições por dia” esse discurso é de um pobreza inimaginável. Precisa falar sobre Custo da Energia Elétrica, Cesta Básica, Custo do Transporte isso pega toda classe B C e D.

    -SAÚDE Quase nada foi falado sobre as condições críticas da saúde, o encerramento da Farmácia Popular e do provável desaparecimento do SUS.

    – FORÇAS ARMADAS nada falou. As FAA precisam ser reaparelhadas e apoiadas essa é uma reinvindicação da classe média que o PT parece não levar em conta.

    – DAY AFTER o povo gosta de ouvir notícias de impacto sobre o dia seguinte a posse. Haddad parece ignorar

    – BNDES investimento estrangeiro não é crime e sim uma oportunidade. Foi muito defensivista e pouco claro.

    -BOLSONARO não partir para o bate boca, porém, não deixar barato. Cobrá-lo sobre suas promessas absurdas.

    O resto fica a critério da sua assessoria que parece muito fraca.

  15. A solução é fazer desse limão uma limonada

    Se eleito, o governo Haddad deve recorrer aos movimentos sociais, não ao Congresso. Se não tiver um canal de comunicação com a população, para mantê-la mobilizada por uma pauta progressita, é melhor perder para o Bolsonaro log no segundo turno, pois se não perder no segundo turno, perde no terceiro turno.

  16. Telegramas de Pasárgada…

    Eis o relógio quebrado: afinal, marca a hora certa duas vezes no dia.

    É o aldo fornazieri, e sua síndrome do “viu eu avisei!”.

    No meio de seus ressentimentos, algum argumento? Não, só mais ressentimentos!

    É engraçado ler: “O PT isso, o PT aquilo, não fez isso, não fez aquilo”…(risos).

    Se o PT tivesse feito tudo o que o aldo prescreveu, e a sociedade hoje estivesse sob uma agenda progressista, com pouca movimentação política do campo conservador, aldo diria que o PT estava a caminho de um projeto ditatorial.

    Assim como a direita, aldo faz parte de um campo política anti-petista (esse talvez o único verdadeiro anti-petismo, o dos ressentidos!) que implica em considerar que mesmo que o PT tivesse se auto-incendiado em público (tal e qual os monges de Saigon, na Guerra do Vietnã), ainda assim, não seria suficiente.

    Mas vamos a análise séria do quadro, diferente da proposta por esse senhor:

    – Durante meses, tenho escrito aqui que o principal erro de PT, e dos governos onde o PT foi a peça principal (sim, senhores, vamos diferenciar o PT dos governos onde esteve, por favor, por amor a alguma lógica!!!), não se concentrou no epílogo Dilma, ou nas jornadas de 2013.

    Veio de antes, muito antes.

    Nosso erro foi não compreender o deslocamento da agenda política e das ações ideológicas que se davam em contexto mundial, e que por óbvio repercutiram aqui de modo bem próprio, como cabe ao andamento da História e dos seus processos.

    Caímos da armadilha, levamos o Cavalo para dentro dos muros de Troia. Enquanto achamos que nossa missão era “salvar” milhões de famintos e excluídos (sim, isso é importante), esquecemos de estudar e alterar as regras do jogo que geram milhões de famintos e excluídos!

    E mais, quando confrontados com essa crítica, os “iluminados” do PT (e outros iluminados) sacam o sofisma: ou governamos para um maior contingente de pobres possível, ou fazemos a superação do capitalismo!

    Esse dilema não existe! É falso!!!!

    Nossa morte foi esquecer a tarefa principal de uma agremiação que se entende de esquerda, ou seja, sua concepção como agente da História e como resultado dela.

    Basta olhar a direita e suas ações estratégicas:

    – Se eles tivessem certeza de que os governos de “esquerda”, quando começam a governar a favor das maiorias excluídas não representassem algum risco, e tais governos manteriam tudo como sempre esteve, por que eles nos atacariam?

    Eles nos atacam, mesmo quando parecemos comportados governantes do caos capitalista, porque sabem que existe um poder agregador latente, que os governos e partidos de esquerda podem, em algum tempo, entenderem o “pulo do gato” (da História) e começarem a desmontar o prédio ideológico que mantém as populações prisioneiras de si mesmas(das suas visões de mundo alienantes)!

    O problema central do PT foi abraçar o reformismo capitalista como um fim em si, esquecendo os limites desse projeto no longo prazo, e sua premissa básica: só tem sentido ampliar os direitos e conquistas sociais dentro da capitalismo se for para apontar para a sua superação! 

    A bem da verdade, nenhuma experiência histórica de cunho partidário-institucional conseguiu dar conta desse paradoxo: lutar dentro do sistema enquanto deseja seu fim.

    Mas quem sabe o PT seria essa nova experiência? Não foi.

    As tolices ditas por aldo (e já são ditas há muito tempo) só têm sentido para entender a cabeça de boa parte da sociedade brasileira, incluindo aí seus auto-denominados “ilustrados”.

    Nessas cabecinhas obtusas, o problema é a CULPA!

    Eu até gostaria que a solução passasse por algum tipo de expiação de pecados, como gostam os católicos, um confessionário, ou quem sabe até um autozinho de fé.

    Não é tão simples.

     

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    Quais são as novidades do atual cenário?

    No campo estrutural, quase nenhuma.

    Temos um nicho de centro-esquerda com seu histórico tamanho (desde 1989), com algo em torno de 30% do eleitorado, que desde 2002 se apresentou de forma mais “palatável” a sociedade (ou seja, menos parecido com a esquerda possível, como “decretado” na Carta aos Brasileiros) para aumentar seu arco de apoio no resto da sociedade, e talvez, em algum momento ou outro, alcançar 55 a 60% de apoio , que melhor se representam nas eleições de Lula e Dilma.

    No campo parlamentar, talvez o melhor momento desse segmento tenha sido entre 2002 e 2010.

    Porém, a euforia deve ser contida, se considerarmos que boa parte do avanço parlamentar conseguido naqueles anos não era, digamos, um crescimento orgânico da esquerda, mas sim um processo de osmose parlamentar típico, ou seja, muita gente que desembracou no PT e partidos aliados naqueles tempos fazia por questões pragmáticas e não programáticas.

    Na primeira balançada, boa parte correu.

    Exemplo clássico desse entra e sai e das suas consequências temos delcídio amaral, dentre tantos outros.

    Então vamos combinar, se a situação do PT não é das melhores, também não é essa catástrofe, se considerarmos o que o partido vem sofrendo desde 2002.

    Por outro lado, essa enorme resiliência petista e/ou lulista não revelam uma capacidade que vá além da resistência a agenda que vem lhe sendo imposta.

     

    No campo simbólico, talvez as mudanças sejam mais dramáticas.

    É a primeira vez que temos um contorno de ideias ultra-conservadoras ditas sob a luz do dia, sem as sombras da hipocrisia.

    Esse e o feito principal do bolsonarismo, dar coesão e cara pública a um sentimento que até então, era reservado a esferas privadas, e como tal, repercutia de modo inconstante na cena política.

    Existe sim uma diferença enorme entre um país não se chocar com a morte de 60 mil pessoas por ano, maioria de pretos e pobres, e matar e dizer em manifestação nacional: quem morreu é porque devia algo!

     

    A (verdadeira) ciência social (e não essa porcaria que fazem na “escola de sociologia e política de SP”) ainda vai se debruçar sobre essa virada histórica brasileira, e certamente lá estarão componentes conhecidos:

    – o medo, propagado diariamente com a veiculação das guerras urbanas para consumo direto, sem filtro ou qualquer explicação das verdadeiras causas dos conflitos violentos urbanos brasileiros;

    – a destruição da crença na política como instrumento de civilização, disseminando a (falsa) ideia de que existe alguma saída sem ela (política);

    – a propagação da ideia de que ser “antissistema” é aprofundar a violência política gerada por esse sistema (até os mais argutos analistas caíram nessa, quando enxergam no bolsopata um elemento “antissistêmiico”);

    – a incapacidade da esquerda de se reconhecer como tal, e assumir que sua luta é muito mais que ganhar eleições ou governar o espólio dos restos mortais do capitalismo de periferia.

     

    Nesse segundo turno, o que eu vou falar parece estranho, e é, porque quando eu repito parece até estranho para mim:

    – Devemos aprender com eles, como fizeram em 2014.

    aécio não perdeu as eleições!

    Ele adiou sua vitória!

    Passou o segundo turno todo surfando a onda ideológica que marcava o PT, Dilma, Lula com a pecha de corrupção, incapacidade adminstrativa, tanto é que até na esquerda ainda ecoam os truques ideológicos dos “erros da Dilma”, fixando no imaginário de pouco mais de 50% da população (seus votos no segundo turno) que mesmo ganhando o PT não teria como ogvernar.

    As sementes para aceitação do golpe estavam ali.

    Agora, o bolsopata, apesar de estar com “uma mão na taça”, começa a dizer que teria ganho no primeiro turno, que tudo vai ser feito para “unir om país”, ou seja, está dando a dica de que será no “amor ou na dor”, porque não bastará ganhar eleição, mas prevenir qualquer chance de manifestação dos que perderam!

     

    Haddad não pode abrir mão da luta nesses termos para posar de “centrado”, “pacificador” ou “salvador da democracia”.

    Esse papel não é nosso (do PT). O papel agora é dizer o que está em jogo:

    – A vitória da direita é o governo dos ricos para os mais ricos!

    É dizer de forma direta o que vai faltar na mesa do pobre: comida!

    Que não existe segurança com gente passando fome! E o governo do bolsopata é o governo dos que comem às custas dos que não comem!

    Agora é tiro, porrada e bomba!

    Dizer que o bolsopara é violento, machista, homofóbico não adianta porra nenhuma, porque a maioria de nossa população também é (incluindo parte dos negros, mulheres e gays), e esse eleitor decidiu abrir mão de uma suposta civilidade (que ele nunca teve, de verdade) para sonhar com “segurança” e alguma “autoridade”.

    É preciso dizer que não há segurança e autoridade em meio a fome e desemprego que serão gerados por bolsopata e sua turma!

    O eleitor que decida! E claro, sofra as consequências de seu voto!

    É urgente parar de “infantilizar” o eleitor! Porque esse processo abre campo tanto para a idolatria resiliente (como o caso do Lula), como para o voto ressentido e violento (bolsopata). 

    Mãos a obra!

  17. Nos estados

    Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Bolsonaro ficou com 53,02% dos votos válidos e Haddad, com 16,39%. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não conseguiu nem sequer 10%: ficou com 9,53%, atrás de Ciro (11,35%).

    Apenas na cidade de São Paulo, que tem mais de 9 milhões de eleitores, o presidenciável do PSL teve 44,58% dos votos válidos. Haddad ficou com 19,69%. No menor colégio brasileiro, em Serra da Saudade (MG), Bolsonaro teve 63,67% e o petista, 14,80%.

    Bolsonaro vence em 17 estados. Haddad domina no Nordeste

    Único estado a escapar da polarização foi o Ceará, que teve vitória do ex-governador Ciro Gomes. Ex-governador Alckmin não consegue 10% dos votos em São Paulopor Redação RBA-Rede Brasil Atual publicado 08/10/2018 00p0, última modificação 08/10/2018 01p8   São Paulo – O mapa eleitoral deste primeiro turno revela supremacia de Jair Bolsonaro (PSL) em 17 das 27 unidades da federação e em quatro das cinco regiões. O petista Fernando Haddad triunfou em nove estados, sendo oito na região Nordeste, que reúne 26,63% dos eleitores do país. A exceção foi o Ceará, que teve vitória do ex-governador Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado.

    Bolsonaro venceu  nos quatro estados da região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), que concentram 43,4% dos eleitores, ou 63,9 milhões. Ele também triunfa nos três do Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 14,53%), nos quatro do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, 7,3%) e em seis dos sete do Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins), região que tem 7,83% do total.

    Ainda nessa região, Haddad ganhou no Pará. Ele também teve vitórias em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí, Rio Grande do Norte. Suas maiores votações foram no Piauí (63%) e no Maranhão (61%). O candidato do PSL se destacou em Santa Catarina, com 66%.

    Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Bolsonaro ficou com 53,02% dos votos válidos e Haddad, com 16,39%. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não conseguiu nem sequer 10%: ficou com 9,53%, atrás de Ciro (11,35%).

    Apenas na cidade de São Paulo, que tem mais de 9 milhões de eleitores, o presidenciável do PSL teve 44,58% dos votos válidos. Haddad ficou com 19,69%. No menor colégio brasileiro, em Serra da Saudade (MG), Bolsonaro teve 63,67% e o petista, 14,80%.

    No exterior, com um colégio de 500.340 eleitores, ganhou com 58,65%. Ciro teve 14,46% e Haddad, 10,33%.

    URL:
    https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/10/bolsonaro-vence-em-17-estados-haddad-domina-no-nordeste

     

  18. Uma dica

    A equipe de campanha do Haddad devia incluir jovens entre 18 e 25 anos, alguns de periferia e outros universitários, que não lembram ou conhecem nada para trás.

    Ainda, estes jovens deviam saber “pilotar” bem o celular.

  19. fascismo não se discute, se combate.

     A questão hoje é se o PT é capaz de se transformar para enfrentar uma nova realidade: um pais com um numero alarmante de fascistas.Sim fascistas não adianta vir com o papo de que ‘nem todo eleitor de bolsonaro é fascista’; se não é consciente é inconsciente porque legitima o fascismo. Aqueles que não seguem o que bolsonaro acredita ou praticam a autoilusão – uma vez que tudo que ele falou esta mais do que resgitrado e disponivel – ou sabe tudo que ele é e representa, mesmo não sabendo o que é fascismo, mas votou nele porque acha que o PT é pior (obviamente não é). Olhem para a história do Brasil, parem com a ilusão do ‘brasileiro cordial’, o Brasil é um dos paises mais conservadores e violentos do planeta, é pior que os EUA de Trump. E o pior de tudo, a ‘classe média’ inclusive a baixa classe média aderiu ao neoliberalismo ultraradical, não é uma questão de identidades ou cultural, é ainda pior que isso.

    A transformação que falo aqui não é sobre a capacidade de ceder construindo alianças a esquerda e quiça em todo espectro democrático, é sobre a capacidade de não fazer ‘compromissos’ e ‘conciliações’ com setores organizados que aderiram ao fascismo, muitos deles que estiveram ao lado do PT em seus governos como ‘igrejas’ neopentecostais, setores empresariais e a maioria dos ruralistas. Não se deve ‘mover ao centro’, o centro está em lugar nenhum, deve se mover a esquerda mesmo com risco de derrota. O momento não é para conciliadores, é para coragem, resolução e enfrentamento. Não adianta querer unir o pais incluindo fascistas nessa união – fascistas devem ser excluidos de tudo, devem voltar para o armário onde estavam escondidos e ir pra a cadeia quando for o caso, e nada elém disso. Fascismo não se discute, não se negocia, se combate.

  20. Mea culpa petista

    Um nazista passeava pela floresta quando viu um Negro afundando na areia movediça. Ao ver o nazista, o Negro, que já estava com a lama na cintura, grita: “Me salva”. O Nazista disse-lhe: “Só te salvo se tu me deres o caneco”. O Negro disse que não daria seu caneco. E continuou a afundar. Mas tarde, o nazista volta e o negro, com lama já à altura do tórax, grita novamente: “Me salva”. O Nazista impõe a mesma condição para salvá-lo. Ele diz que não e continua afundando. O Nazista dá outra volta e quando retorna o Negro, já está com a areia movediça já à altura do pescoço, grita: “Mel salva”. O Nazista impõe a mesma condição para salvá-lo e ele concorda com a condição. O Nazista diz-lhe:

    “Além de negro, tu és viado, hein!!”

    E pisa na sua cabeça a fim de que ele afunde mais rapidamente.

  21. Pegue o elevador para o térreo, Sr. Aldo

    Desde ontem à noite, estou ouvindo muitas análises “pré” resultado do primeiro turno, e considero como um fato: muitos articulistas dito progressistas têm em comum um eterno pessimismo com relação ao eleitorado petista, majoritariamente, o povo. às vezes, penso que muitos títulos e muito academicismo, põe e expõe tanta vaidade em seus textos. Não fica muito diferente do pensamento hegemônico da elite. Para nós, aqui do térreo a sensação é de que vocês nos vêem apenas como massa de manobra. Putz! Negra, pobre, nordestina com orgulho, peço: não apenas os políticos e assessores devem descer do pedestal, quem escreve em blogs e sites progressistas deve também, primordialmente, fazer este exercício. Disponham-se a querer conhecer de verdade a nossa alma e desejos, a partir disso talvez, efetivamente, possam colaborar com “conselhos” e diagnósticos verdadeiramente úteis para esta batalha vil que está sendo traçada. Não leio mais Aldo Fornazieri. Não entende o PT, não entende o pobre. Chega de mea culpa.

     

    • Um reflexo da intelectualidade

      Concordo com a ideia que a intelectualidade de muitos da esquerda qualifica o debate, porém os fazem se acharem donos de muitas verdades. A argumentação rebuscada, o uso de termos acadêmicos eruditos, citações de expoentes… deixam a discussão um tanto quanto aprofundada e, em boa parte, correta.

      No entanto, essa diferença em relação aos que chamamos conservadores de direita ou de ultra-direita também nos fragiliza. Enquanto eles, por pura ignorância das massas que conduzem, determinam um norte para suas lutas (o antipetismo é um deles), nós esquedistas por identificação ideológica ou intelectuais de esquerda por academicismo tentamos impor as nossas convicções aos nossos pares e, por consequência, terminamos nos fragmentando. Só que entre a intelectualidade e os de menor capacidade de analisar um contexto histórico existe um fosso. Não adianta a essa elite de esquerda ficar discutindo entre si, é preciso perceber que é com os outros que estão fora dessa bolha intelectual que precisamos dialogar e por eles nos fazer  entender.

      O povo é sábio e, como ele ensinam, “roupa suja se lava em casa”. Agora é necessário romper essa redoma e sabiamente dialogar com aqueles que precisam nos ouvir.

  22. Abstenção

    Algo que me chamou muito atenção na apuração dos votos foi novamente o total desinteresse. Somados os votos brancos e nulos algo em torno de 8 milhões de votos. Quando somamos estes as abstenções chegamos ao número maluco de quase 30 milhões de votos. 

    Outra questão que me deixa bastante curioso será o papel da Globo. Com pouca credibilidade passa longe de ter influência sobre o eleitorado do Bolsonaro e este agora acena para a Record. O que faz a Globo? Bate no mito que ajudou a criar ou se rende para não perder seu pedaço do bolo? São várias igrejas evangélicas que proibem seus fiéis de ter o aparelho em casa…….  

    • Ainda que a Globo se renda ao Bolsonada…

      Ainda que a Globo se renda ao Bolhossauro, a sua fatia de bolo vai ser reduzida, pois agora a fatia da Record vai aumentar. Aquela entrevista do Bolnossauro não foi gratuita. O Edir Macedo não dá murro em ponta de faca.

  23. Antes de apontar as armas

    Antes de apontar as armas (sujas) da campanha bolsonaro e discutir estratégias é preciso desenhar o cenário geral:

    A onda anti-política dos últimos anos se tornou onda anti-democracia. Isso está se cristalizando na sociedade e apenas fracassos retumbantes de governos truculentos poderiam abalar isso. Infelizmente apenas 2 anos de golpismo não foram o suficiente para fazer as pessoas “cairem na real”. O discurso mentiroso de “a culpa pela situação atual é do PT” ainda é repetido e um governo bolsonaro continuará a se escorar nessa muleta para justificar seus fracassos e manter o ódio aceso na sociedade e se re-eleger.

    Parece que temos os seguintes patamares, aprox.: 40% progressistas, 40% contra-tudo e o resto em disputa. Não se iludam, o panorama não vai refluir desses níveis a não ser que a esquerda se eleja e faça um governo fantástico (impossível sem força política e imensa aprovação popular)!

    Ironicamente as únicas possíveis frente ao retrocesso à monstruosidade que se avizinha são judiciário e grande imprensa (infelizmente a nova imprensa não tem o alcance necessário), pois estes não precisam se eleger. A direita não-violenta já foi dizimada pelas próprias aventuras tem que torcer muito para sobreviver, enquanto o PT e partidos parcialmente de esquerda (PDT e PSB) ainda resistem.

    O futuro é sombrio e continuará sendo por muitos anos, independente de campanhas por whatsapp, dos pastores de igrejas evangélicas ou de patrões nas empresas. Precisamos enfrentar a anti-democracia!

  24. O Mea culpa petista pode sair pela culatra

    Unazista passeava pela floresta quando um negro, que afunda na altura movediça, com areia na altura cintura, pede que o nazista o salve. O Nazista diz que só o salva, se o negro lhe der o caneco. O Negro diz que não e continua afundando. Mais tarde o nazista volta e o negro, com areia à altura do tórax, pede novamente para o nazista o salvar. O Nazista impõe a mesma condição para salvá-lo mas o negro recusa e continua a afundar. O Nazista dá outro giro pela floresta e volta novamente para onde o negro, o qual só ainda mantém a sua cabeça de fora. O negro novamente implora ao nazista que o salve. O Nazista diz que só o salva se o negro lhe der o ânus. O negro concorda. O Nazista diz-lhe: “Além de negro, tu és viado, né? Pois morre”. E pisa o pé sobre a cabeça do negro a fim de que este afunde mais rapidamente.

    Quem tem que fazer mea culpa é o MP e o judiciário, pelas suas seletividades.

  25. O que o PT não conseguiu

    O que o PT não conseguiu fazer, seus adversários fizeram. A começar por Moro vazando uma entrevista sem conteúdo, de Palocci, apenas para desconstruir mais as candidaturas petistas. Já ouvi que esse foi o mote para inviabilizar a eleição de Dilma em MG. E como tucanos hão de ser privilegiados pelas justiça, sempre, Aécio não só conseguiu registrar a candidatura, como já está com os pés na Câmara Federal; Azeredo pôde votar, diferente de Lula, e preso mesmo não se pode dizer que está. Ele foi pra cadeia tanto quanto foi em Natal Henrique Alves, que também tá solto e nem sei se se candidatou a alguma coisa. 

    Mas Henrique alves está numa lista de fraudadores da Caixa e do FGTS, de mais de 3 bilhões de reais, ao lado de Cunha e Geddel. Isso não vem ao caso? 

    Pra quem mora no NE, como eu, sabendo como o povo daqui sempre teve muito entusiasmo com Lula nas campanhas, e nos seus governos, sabia o quão difícil seria qualquer indicado pelo ex-presidente poder se apresentar a esse povo em tão poucos dias com vantagens sobre o adversário-mor. Aí, embora tendo meus óbices contra Ciro, se ao invés de HADDAD e do PSB, Lula tivesse visto a necesidade de meter um homem forte contra o atraso e a escuridão e em favor da democracia, tivesse se aliado ao PDT para indicar Ciro, acho ser mais possível as previsões e os resultados terem sido bem mais confortáveis para derrotar o mentiroso.

    Uma estratégia muito burra foi idealizada e posta em prática, em especial depois daquela disposição da ONU em defender a liberdade de Lula e consequente candidatura. Advogados e o próprio paciente, este com menos culpa pelo seu abrigo numa solitária, agiram como se estivessem dando tiro nos pés. Haddad não se fez conhecer aqui no NE, e se em algum estado houve algum sucesso do PT, como no Piaui, e Maranhão, foi por seus candidatos dentro do sistema do estado, e nada tem a ver como Haddad. O mesmo se pode dizer da Bahia. 

    Haddad, sem dúvida, é um homem digo de muito caráter, e, por ser professor, mais didático do que político. Ele não tem a força que demanda o momento frente à brutalidade do adversário, que se esmera em ser falso, mentiroso, e de, por meio disso entre outras coisas mais gravosas, para ganhar no segundo turno. Até poderia se sair bem se houvesse debate, mas nada garante que Bosonaro vai topar. Pra ele, basta a sua convicção de que seu piso está moldado a cimento armado, e não há furadeira que o o rompa. Só precisa obter mais umas besteiras de votos para ganhar por antecipação. 

    Se fosse possível ao petista rolarem  áudios nos seus programas de tv nesse segundo turno, talvez desse pra mostrar quem é Bolsonaro. Sigo muitos ante-Bolsonaro que todos os dias mostram mais umas declarações desse homem. ora estiulando uma guerra civil, dizendo que voto não serve pra nada. hora desqualificando negros, índios, quilombolas na Hebraica – coisa quase impossível para um povo que se diz perseguido pelo racismo nazista -, hora desqualificando as mulheres e os gays, ou dizendo que mataria uns 30 mil, começando por FHC, etc. 

    Hoje Bolsonaro está reforçando as fakes num twitter pra dizer que a eleição foi fraudulenta. Só aquela mentira de que o eleitor, ao digitar o número 1 logo vinham os nomes dos seus adversários, é de lascar. E quem vai mudar a cabeça dos seguidores deles, que se alimentam dessas mentiras? Esses eleitores estão todos anestesiados.

  26. Lula também o fez…

    “O partido apostou quase que exclusivamente na via judicial, negando-se a mobilizar os movimentos sociais”

    Não só o PT, mas também o próprio Lula, somente admite sair da prisão pela via judicial, por isso, inclusive entregou-se.

    • Verbete

      Os dicionários de língua portuguesa deveriam incluir um novo verbete nas suas próximas edições:

      “Petista (subs., comum de dois gêneros): aquele que se recusa a reconhecer a realidade fora de si mesmo.”

  27. Concordo totalmente com a análise

    Concordo totalmente com a análise:

    – A eleição foi desastrosa para o PT, principalmente no sudeste. 

    – O Haddad precisa mostrar força e falar grosso. O País precisa de um líder e não de um professor de filosofia.

    – O PT precisa encarar publicamente a questão da corrupção. O Haddad tem que falar nos debates que esses problemas ocorreram e o PT agirá com rigor expulsando lideranças partidarias condenadas (Mesmo que não faça, precisa falar isso). 

    As pessoas esperam firmeza e alguem que fale a mesma lingua delas. 

    Esperam soluções sobre a Segurança, Corrupção, Educação e Família (Sim. Familia. O Brasil é consevador, aceitem).

    O resto é o resto. Vamos para a guerra. 

    Obs.: É Urgente uma contra-ofensiva às fake news de whatsapp. 

    • Líder da Frente Democrática

      FelipePeixoto:  Eu, na condição de professor de Filosofia, concordo com você.

      Haddad tem que ser um líder que fala grosso e representa uma Frente Democrática. Não pode ser apenas o candidato do PT. Como sua vida pública é honesta, sem casos de corrupção, fica mais fácil ele enfrentar os ataques nesse campo.

      • Que bom ! 🙂

        Que bom Marcos…

        Eu não quis colocar a profissão “professor de filosofia” de forma depreciativa. Desculpe se pareceu, não foi a intensão. 

        Quis reforçar a importância da liderança do Haddad nesse momento. 

        Também concordo com você quanto a uma frente democratica ampla com todos os partidos contra o facismo. 

        O Slogan deveria ser: Azuis e Vermelhos, o Brasil unido contra o facismo. E uma foto com todos de mãos dadas. (Algo do tipo)

        E o PT deverá fazer as concessões que forem necessárias para criar o bloco democratico. 

        O positivo do Haddad é a vida publica ilibada, o lado fraco é a “presença de palco”. 

         

  28. Análise sofrível e cheirando
    Análise sofrível e cheirando a parcial(Pq será?)por isso não leio e nem comento nos artigos de Fornazieri!

  29. Assumir erros.
    Não caiam nessa. Corrupção não é o principal para o eleitor de Bolsonaro. Estou em vários grupos de zap com maioria bolsomia e o principal pra eles é a família,defender a família. Tem corrupção tem de tudo, mas o peso maior é a família. O que entendem de família. É bola pra frente tem que responder todos os ataques no zap, com educação aceitando a opinião de todos.

  30. Candidato da Frente e não do PT

    “trabalhar para construir uma ampla frente democrática em defesa da democracia e contra o fascismo”.

    Isto está evidente. Haddad precisa ser o líder dessa Frente Democrática (a mais ampla possível) e não apenas o candidato do PT. Essa Frente tem que ser formada esta semana e os dirigentes do PT precisam guardar a arrogância em casa, pois suas estratégias erradas nos levaram à alta probabilidade do fascismo vencer.

  31. Não li o texto, mas pelo

    Não li o texto, mas pelo título acho que o Aldo está querendo mais um vez  colocar no Pt a culpa de toda sacanagem que fazem contra o próprio Pt. O Aldo poderia fazer um favor pra nós de parar com esta história de mea culpa. Já não basta o quanto soofremos com tudo que fazem contra o Pt?  Já não basta termos de, nesta segunda feira triste, ter que ver o avanço da extrema direita no congresso e olhar o horizonte com pessimismo de vencer e , vencendo, ter que ver o Haddad enfrentar tantos fascistas no Congresso. Porque o Aldo não aprende com o Fernando Brito a ser  realista sem ser tão depressivo?

  32. A “análise” do Fornazieri

    A “análise” do Fornazieri lembra a história que se conta

    cujo personagem principal éra o Aparicio Torelli. Diz-se

    que quando preso e perguntado sobre aquela situação,

    informara ao interlocutor que “tinha sido preso por estar

    tomando café em pé”.

  33. Um duro revés para o PT

    – Bolsonaro venceu porque encarna o candidato anti-sistema ao personificar o sentimento “contra tudo que está aí”. entretanto, ninguém melhor do que Bolsonaro para representar o que há de pior na classe dominante no Brasil;
     

    – as eleições de 2018 marcam a obsolescência da TV e das pesquisas eleitorais como arma de manipulação da população. função agora executada por um processamento online através das redes sociais e dos aplicativos de troca de mensagem;
     

    – o mito Bolsonaro é uma bolha de pós verdade mantida inflada por um fluxo incessante de fakenews. mas todas as bolhas são inflados para virem a estourar. e como Bolsonaro não passa da representação mais genuína de “tudo que está aí”, seu governo está fadado a ser mais um estelionato eleitoral. aprofundando a crise de representação e encurralando o Brasil no beco sem saída da via institucional;

    – por sua vez Haddad não pode, e não quer vir a ser o candidato anti sistema. tanto por se recusar a fazer a crítica do Lulismo como pela insistência em se disponibilizar para um pacto com a classe dominante;

    – os mitos Lula e Bolsonaro, assim como seus seguidores, são em vários aspectos equivalentes, dominados por um forte componente irracional avesso a toda e qualquer crítica;

    – não há nenhuma solução mágica para os nossos problemas. ninguém irá resolvê-los a não ser nós mesmos, através de nossa luta coletiva e organizada;

    – os dias difíceis ainda nem começaram…

    .

    • “as eleições de 2018 marcam a

      “as eleições de 2018 marcam a obsolescência da TV e das pesquisas eleitorais como arma de manipulação da população.”

      As firmas de TV estão só se fingindo de mortas, se omitindo. O mesmo silêncio que fizeram os entrevistadores de candidatos a vice-presidência da firma “Globo” quando ouviram de Mourão que “heróis matam”. E ainda assim, uma omissão em termos, hein? Outra firma, a de propriedade daquela palhaçada a que chamam igreja do bispo Macedo, colocou holofotes em Bolsonaro; e todas as firmas deram destaque para a redes sociais, tomadas por trolls de Bolsonaro. Lembremo-nos que os donos da firma “Globo” chamaram Bolsonaro para uma conversa particular, antes do “atentado”…

      Não nos iludamos: quem ainda dá as cartas são as pessoas alinhadas ao capital do dólar.

    • Telegramas de Pasárgada…

      Alguns senões:

      – Não teria tanta certeza em decretar essa obsolescência, mas ela esta a caminho, embora eu não despreze o poder de convergência da TV em geografias periféricas (digamos que o nascimento do “novo capitalismo”, é simultâneo e convergente às novas tecnologias da informação). Então, como “atrasados” que somos, nossa experiência de transição será acidentada e cheia de idas e vindas!

      O fato de ser um veículo passivo (o espectador-transmissor-receptor) não interage e pode consumir conteúdo fazendo outras coisas é uma vantagem, e ao mesmo tempo desvantagem que devem ser consideradas…Isso garantiu sobrevivência ao rádio, por exemplo!

      Assim como a TV não matou o cinema, só mudou e talvez sofisticou as formas de manipulação ali presentes! E claro, em algum tempo todas as plataformas se complementam!

      Talvez por isso até nos centros capitalistas, a TV não foi abandonada pelos grandes grupos da elite como plataforma de comunicação, apesar do avanço das mídias digitais.

      O capital social das redes de TV (apesar delas fazerem de tudo para destruir essa percepção popular, esse capital de credibilidade) resiste ainda no fato de alguém “editar” e personificar a transmissão nas bancadas (âncoras), em um processo conhecido como legitimação, que por sua vez confere crédito pela institucionalidade, o que as mídias sociais (muito mais rápidas, fluidas e capilarizadas) não têm, ou seja, o meio digital ainda é reconhecido pela sua informalidade, e pior, as pessoas comuns não associam tais meios como uma indústria de produção de conteúdo!

      Há ainda uma visão ingênua e quase lúdica do senso comum sobre as redes sociais, inclusive sobre a linguagem ali produzida, e as repercussões de cada fala entre os interlocutores e o ambiente!

      No tocante às pesquisas, o fato é que elas deixaram de ser instrumentos privilegiados pelos motivos apresentados por você: as redes virtuais e algoritmos são muito mais eficazes, mas não desprezemos que ainda resta algum poder de fogo para induzirem versões da realidade.

      Os resultados eleitorais, apesar de erros graves revelam algum resíduo de potencial destrutivo delas em relação a ação política (o que só confirma a tese de que elas, as pesquisas, existem para se autoconfirmarem), principalmente por força da TV (e vice-versa).

       No resto, concordamos:

      O PT insiste em desprezar e desperdiçar seu grande capital social e político (maior bancada depois de tudo, isso é quase inacreditável!!!) tentando reformar o que é irreformável!

      O pior não está em bolsonaro, mas sim no sentimento de frustração que se seguirá a ele…isso sim me dá calafrios…ainda bem que me resta pouco tempo (risos).

      Repentinamente, como um flash-back, lembro de uma grafic novel (sim, esse era o nome das revistas em quadrinho metidas a besta, rs) do Dark Knight, ou o Cavaleiros das Trevas, desenhado pelo papa Frank Miller.

      Comprei os quatro fascículos na época.

      No fim, o homem morcego luta contra seu rival, um tipo mutante-andrógino-cyber-psico ultra musculoso e totalmente anárquico (que faz o Joker de Hetah Ledger parecer uma freira), como se Frank antevisse nossa luta política talvez ficasse resumida a briga dos vingadores solitários contra o “mercado”, e em algum momento, depois da clássica surra que o heroi leva (truque manjado de roteiro) para reassumir o controle, Batman aplica um golpe fatal enquanto diz: “você não entendeu bem, isso aqui é uma mesa de cirurgia, e eu estou aqui para consertar você ” (ou algo assim).

      Bem, Frank Miller não fica nessa obviedade…derrotado aquele tipo de mal, surgem os filhos do Batman, justamente os órfãos do mal anterior, que passam a matar e esfolar todo mundo em nome do “bem”.

      O fim? Não, esse capítulo foi só o começo da saga…teve a luta final com o SuperMan, etc, etc, e etc…

      • Um duro revés para o PT

        -> Assim como a TV não matou o cinema, só mudou e talvez sofisticou as formas de manipulação ali presentes! E claro, em algum tempo todas as plataformas se complementam!

        sem dúvida, sem dúvida. são camadas que se superpõe, sem se anularem. a TV continua com enorme poder de manipulação, a mídia impressa não. e a Record e SBT são ainda piores do que a Globo.

        o único antídoto contra isto é a politização e envolvimento da população em lutas diretas por melhores condições de vida.

        -> Os resultados eleitorais, apesar de erros graves revelam algum resíduo de potencial destrutivo delas em relação a ação política (o que só confirma a tese de que elas, as pesquisas, existem para se autoconfirmarem), principalmente por força da TV (e vice-versa).

        esta eleição deveria colocar num caixão, com vela roxa, as pesquisas eleitorais. precisamos ter os próprios instrumentos de aferição das ondas instantâneas e instáveis, que a partir de agora serão cada vez mais o padrão na opinião pública.

        -> O PT insiste em desprezar e desperdiçar seu grande capital social e político (maior bancada depois de tudo, isso é quase inacreditável!!!) tentando reformar o que é irreformável!

         

        e Haddad também teve bastante voto: 29%! longe de estar morto, o PT tem ainda tudo para ser um decisivo agente de transformação. mas este é um assunto complexo.

        -> O pior não está em bolsonaro, mas sim no sentimento de frustração que se seguirá a ele…isso sim me dá calafrios…ainda bem que me resta pouco tempo (risos).

        bem… isto é inevitável. e será sim uma grande merda prá todo lado e prá todo mundo. devemos nos preparar para este momento.

        gostaria de relatar:

        hoje na chegada ao Rio de Janeiro, assustei-me ao me deparar com uma cidade inusitadamente deserta. desde a Dutra, passando pela Linha Vermelha, Francisco Bicalho, Presidente Vargas. nenhum engarrafamento e pouco movimento.

        Centro, Bairro de Fátima, Ipanema, Botafogo, Laranjeiras, por todo lado pouca gente e pouco trânsito.

        além disto, uma atmosfera lúgubre, com a chuva fina e vento constante, um clima de enterro por toda parte.

        fiquei alarmado e cogitei do que poderia se tratar: já teriam matado a viadagem toda? as mulheres teriam sido reconduzidas para a cozinha? os negros para a senzala?

        as pessoas estão deprimidas e com medo. com muito medo. à beira da síndrome de pânico.

        agora à noite, pouco antes de escrever esta réplica, começo a escutar uma gritaria. aqui é alto e o som reverbera vindo das ruas. a palavra de ordem se ouvia nitidamente: “#EleNão!”.

        vozes da juventude, percorrendo os quarteirões, soltando morteiros e angariando adesões.

        por alguns minutos, a atmosfera de velório se dissipou em perspectiva de luta.

        .

  34. Caraca !Duro revez para o
    Caraca !
    Duro revés para o PT.
    Como assim professor.

    O partido manteve seu histórico de 30% dos seus eleitores. E de quebra, elegeu a maior bancada.

    Só li o título e parei por aí. Não li a matéria.

    Se não fosse o PT, Bolsonaro levava essa eleição fácil, na base dos 70×30.

    Esse povo insiste em colocar a culpa no PT.

    • O PT vêm sendo

      O PT vêm sendo sistematicamente atacado hà anos e anos, seus maiores líderes presos sem provas, recebe de presente um ” impeachment”, etc, etc e ainda assim consegue maioria na Câmara e parte para uma eleição majoritária. O nome disso é resiliência, uma pura resiliência. PARABÉNS PT. Não pertenço ao partido mas estou com vocês desde sempre e para sempre. Sempre avante.

       

  35. O ALDO ESTÁ ERRANDO NOVAMENTE, VIROU PROFETA DO ACONTECIDO.

    A Dilma desfez do cacife base do PT, e apostou nos indigestos do PT paulista, quando ela transformou a base em lixo ideológico, naturalizou o desprezo por quem a colocou lá. Tudo começou com a carta, quase de amor ao aniversariante FHC, ficou iludida e incensada com os arroubos da mídia de direita que a delineava como uma estadista e enquanto isso o Alckimim destruía o PINHEIRINHO e enquanto perdia tempo em sua missiva ao FHC, pessoas erram despejadas com violência e até morte sem ao menos um pio da então presidenta. Ali começou o desastre que o final nem quero lembrar. O erro não tem nada a ver com o que o profeta do acontecido Aldo escreve, até parece como o que ele definiu nas manifestações da aquele junho, é a mesma coisa, a mesma análise e no seu alvoroço em dissecar os resultados eleitorais, em nenhum momento citou que as regras que a justiça pôs o PT para disputar a eleição foram como se amarrasse as mãos de um lutador para lutar com o outro com as mãos livres, não citou em nenhum momento que todas as instituições da república, mídia conspiraram para transformar o PT em um diabo muito, mas muito mais feio do que ele era, e isso foi diuturnamente e nem fizeram mais questão de esconderem que não cumpriam mais a constituição, teve até comandante de forças armadas dizendo em alto ,e bom som que não aceitaria vitória e nem disputa de um certo candidato do PT, vejam que escolheram até o candidato para amarrarem as mãos. Não foi surpresa nenhuma, afinal a DILMA “prefere o barulho da democracia que o silencio da ditadura”, parece que ela não sabia que a falsa democracia que enganou o povo, trouxera o silencio barulhento da violência e do calvário para o próprio povo. Me lembro de um filme e que clones viviam numa ilha para fornecerem órgãos para os financiadores que eram eles mesmos e todos os clones eram ludibriados que iriam para uma ilha tropical tirar férias quando na verdade iam ser esquartejados para a retirada dos órgãos para suprir a sua cópia original. O Aldo é só um espertalhão, próprio dos PROFETAS DO ACONTECIDO. Porém como no caso dos clones, nesse caso eleitoral os enganados podem ser acordados, desde que não os matem primeiro, fica a dúvida o PT errou mesmo como disse o ALDO? Ou está no fogo amigo e poético de acidez dos profetas do acontecido, que não veem que estamos todos aprendendo a lutar, mas sempre irão nos amarar as mãos e não podemos por fome de poder deixar o sangue do nosso povo fluir para os auxílios moradia, auxílios disso e daquilo, previdência dos que não contribuem e aposentam com salários integrais e ainda deixam para filhas, netas que nem fazem questão de casarem e para os que se apresentam como arautos da família, os enganadores e vendedores de fé para incautos. O erro Aldo, está no que você não ver por está cego de tanto ver. É um perigo chutar cachorro morto, ele pode não estar morto, mas apenas fingindo de morto para recuperar forças por uma causa maior. Primeiro agora é proteger o povo do engano que está cometendo, depois vem o resto. É hora de brio Aldo e não acabar de exterminar para provar a sua tese.

    • Bajulação

      O professor vem apontando erros do PT e das esquerdas ha bastante tempo e fazendo advertências sobre as consequências negativas desses erros, que não são corrigidos. A bajulação e a falta do debate crítico são a morte da política, o mel dos burocradas e a cachaça dos incompetentes.

  36. Usou fumo estragado. 
    O PT

    Usou fumo estragado. 

    O PT teve sim perdas, mas olha só o que aconteceu com o PMDB e o PSDB. Literalmente se desmancharam. Seus eleitores migraram em peso para a ultra-direita.

    Não há dúvida que o voto em Bolsonaro foi o voto do cansaço e da raiva. Cansaço em esperar que antigos problemas (violência urbana é um deles) sejam solucionados  e a  raiva quando se vê que pouco se faz para solucioná-los. Cansado e raivoso o eleitor optou pela solução que aparentemente se mostra mais fácil: exterminar tudo e todos.

    É óbvio que o martíro só está começando. Mas também me é claro que se o “coiso” ganhar o Brasil terá um duro choque de realidade.. Que muito precisa, aliás…

     

  37. A queda do PT começou…

    A queda do PT começou, ironicamente, quando esse partido estava no auge do poder, poucos anos atrás. Foi quando resolveu abandonar ostensivamente a classe média e construir uma polarização Classe Média X Pobres, seguro que estava após haver conquistado a fatia mais pobre e mais numerosa do eleitorado. Esqueceu-se que, em seus primórdios, fora sustentado justamente por esta classe média urbana e politizada, principalmente de SP. Foi a época em que o PT crescia no sudeste e perdia no nordeste, onde o eleitor continuava a votar em velhos “coronéis” da política.

    Só que tem um problema: esse eleitor da camada de renda mais baixa não é politizado, não tem ideologia, e limita-se a dar seu voto a quem está com a chave do cofre no momento. Ele vai tão rápido quanto vem. A classe média, minoritária mas politizada, sentindo o pontapé no traseiro que o PT lhe pregara, aderiu em massa às passeatas contra Dilma, ao passo que os mais pobres permaneceram indiferentes e não partiram em defesa da presidente, cujo saco de bondades já estava vazio devido à crise. Deu no que deu.

    Já a queda do PSDB começou quando este partido abandonou ostensivamente a agenda liberal que produzira o Plano Real, e tentou inutilmente retornar a suas origens social-democratas, esquecidos de que esse escaninho já estava preenchido pelo PT, e ninguém vai querer a cópia se pode ter o original. Assim, ao invés de formar um confiável contraponto liberal ao PT, o PSDB desmoralizou-se em sucessivas derrotas. Notem que não é derrota em si que desmoraliza um partido ou um político (Lula foi derrotado várias vezes e só se fortaleceu) mas sim a falta de fidelidade a suas ideias. E no vácuo criado pelo colapso das forças centristas, penetra o extremismo, seja de esqueda ou de direita. Simples assim.

     

  38. ERROS E PERSPECTIVAS

    Boa noite a todos e todas.

    Leio sempre os textos do Porf. Aldo. Há muito tempo ele alerta sobre os vários erros cometidos pela direção do PT.

    Se essa direção e inclusive Lula não adotaram uma estratégia equivocada, como explicar o medonho antipetismo que as urnas constataram em todo o Sul/Sudeste?

    Esperando até a undécima hora um habeas corpus libertador para Lula (desse judiciário golpista), a falta de um compromisso firme com a ética, o apoio aos ditadores disfarçados que são Maduro e Ortega, a paralisia em renovar os quadros, um discurso adequado para atrair a juventude para a luta política, entre outros,

    Fui militante do PT desde 1982 e o que o Pedro ABBM relatou é corretíssimo. A classe média em peso votou no fascismo. Por outro lado, como pode uma pessoa inteligente e honrada como o Haddad propor um pacto ao esfaqueado? Nosso colega oraculum está certíssimo! Imaginemos propor um pacto a Hitler para a defesa dos direitos humanos !!! 

    É necessário que Haddad se cerque de gente capacitada. Principalmente das lideranças que venceram no Nordeste e que seja traçada uma estratégia lúcida e guerreira. Chega de mimimi ! Chega de cavalherismo e de passividade.

    O professor Aldo chama a atenção para uma questão importante. Muitos dos que votaram no esfaqueado não são fascistas. Podem perfeitamente mudar o voto. Mas tem que existir um discurso para esses brasileiros.

    Um abraço a todos

    O JOGO É JOGADO. VAMOS À LUTA

    “Ousar lutar, ousar vencer” Lênin

  39. Dupla fraude
    Eleições sem Lula é fraude!

    E essas eleições também estão sendo fraudadas ciberneticamente.

    Os fraudadores exageraram a mão com Dilma e Suplicy.

    Ninguém fala nada e assim a fraude segue “democraticamente” naturalizada e “inteligentemente” analisada.

    O STF está sob intervenção militar.

  40. DERROTA DA ESQUERDA

    Bom dia

    Com a devida licença, gostaria de ponderar ao Paulo e ao Rodrigo, companheiros do mesmo lado, o seguinte.

    Não podíamos esperar NADA diferente o judiciário, da mídia, da elite empresarial, de certos pastores neopentencostais etc., ou seja, dos canalhas de sempre. No entanto, durante muito tempo, a cúpula do Partido dos Trabalhadores se aliou a essas figuras, em detrimento dos movimentos sociais e permaneceu com essa ilusão. Vejam os ministros que foram indicados ao stf por Lula e Dilma, um pior do que o outro. Lembram do Fachin, advogado do MST? Barroso? Joaquim Barbosa (indicado por ser negro). Erros e mais erros.

    Muitos, na cúpula do partido, também se enriqueceram. Cito apenas o caso do delator Palocci. Ministro de Lula, comandou a economia e enriqueceu enormemente. Voltou como ministro no governo Dilma e, nesse ínterim, multiplicou o patrimônio por 20. Tem um apartamente que vale milhões. Pergunto aos companheiros: esse comportamento, num partido com a origem que teve o PT é ou não uma desgraça? Sobre esses e outros erros, o grupo majoritário do partido sempre silenciou.

    Estamos numa luta de vida ou morte nesse segundo turno. É hora de concentrar as energias na luta contra os fascistas. Mas não podemos dizer que o quadrado é redondo. 

    Um abraço a todos e vamos à luta.

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