Vamos a um pouco de análise dialética, por Rogério Maestri

Por Rogério Maestri

Para analisarmos fatos sociais e a sua evolução é necessário um pouco de reflexão sobre os mesmos e talvez a respostas que foram dados pelos manifestantes a tentativa de resgate pelo PSDB na manifestação em São Paulo faça mais sentido que muitos pensam.

Se analisarmos em termos da dialética Hegeliana, se não estiver errado, uma contradição a um fato não leva a um objeto vazio, ou seja a uma tese criamos uma antítese que desencadeia numa síntese, assim sendo um processo social para ser efetivo passa por estas fases, a dialética Hegeliana diferentemente da dialética de Platão ou a Aristotélica e Tomista, não procura somente ser uma técnica de investigação conjunta realizada num processo de diálogo entre interloctores, nem um mero procedimento racional não demonstrativo que serve como método investigativo. Hegel leva a dialética como um uma forma de interpretar a história, ou seja, uma explicação de como a história evolui. Segundo Hegel a dialética não serve para solucionar conflitos estaberlecidos, mas sim visualizando nestes a evolução a novas propostas.

Não vou desenvolver mais o filosófico porque simplesmente o meu conhecimento filosófico é bem limitado e sujeito a críticas, logo, passo. Vamos aos fatos.

Se a tese e antítese *(dentro do conceito Hegeliano de fatos existentes) dos movimentos de contestação dos manifestantes de ontem são que há corrupção e ela por consequência deve ser procurada a não corrupção, faltando neste caso a existência da síntese. Esta falta de uma visível síntese do processo é o que leva a desorientação da massa de manifestantes, a síntese é o grande problema.

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Corrupção e não corrupção não é uma base política, os políticos do PSDB que tentaram resgatar esta manifestação e não conseguiram, sabem perfeitamente disto, porém o clima sem grande reflexão foi tão intenso e tão rápido que não permitiu que estes políticos desvirtuassem da discussão original e apresentassem como uma falsa síntese propostas que na verdade não o são a solução do processo dialético.

Para os políticos do PSDB o seguimento lógico da proposta combate a corrupção, seria a privatização das empresas públicas, porém a própria Lava a Jato tratou de desqualificar esta proposta, não diretamente, mas sim inconscientemente e de forma efetiva.

No momento que a Lava a Jato apresenta um rol imenso de capitalistas completamente e umbilicalmente vinculados a corrupção detectada na operação, ela bloqueia na mente dos manifestantes a privatização como síntese da contradição corrupção e não corrupção (claramente não o é, mas estamos falando de uma farsa e não de fatos concretos), pois a dissolução da Petrobras para a entrega ao capital nacional ou internacional é invalidada por denúncias de corrupção dessas empresas, tanto nacionais como internacionais (Petrobras e Metrô Paulista), ou seja, a troca de comando na empresa seria simplesmente a mera substituição entre corrupção pública para a corrupção privada.

Ao mesmo tempo que a troca de comando de público para privado, não representa uma solução dialética do problema (tanto real como imaginária), a troca de partidos de PT para PSDB e PMDB também é visto pela massa que contesta como uma estagnação na tese, pois eles identificam claramente estes dois partidos como partidos corruptos.

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A análise de faz necessária pois para se entender os movimentos tem-se que entender a sua dialética própria e ver o que leva a contraposição entre o corrupto e o não corrupto.

Aí vem as figuras messiânicas, tais como Moro e em um plano bem mais recuado Bolsonaro.

Moro leva a vantagem sobre seus adversários na capitalização do movimento na sua aparente postura de apresentar a sua posição como a contraposição da corrupção, porém leva a desvantagem na sua incapacidade de gerar um movimento próprio que seria uma síntese a contraposição das duas ideias. Também Moro se auto desqualifica a medida que escolhe seletivamente a corrupção a ser combatida deixando os corruptos, no caso Aécio e Alckmin, totalmente fora do processo de expurgo. As propostas de Moro e seus associados do Ministério Público do Paraná, estão extremamente longe de criar um corpo teórico que sirva para derrocar a corrupção, instrumentos legais são extremamente desprezados pela maioria da população brasileira, pois qualquer um sabe que somente leis não resolvem nada.

O impasse fundamental de todos os movimentos de protesto está na tese básica da contestação, a corrupção, simplesmente porque esta não sendo uma plataforma política real, pois não tras em si a a solução do problema, tanto que qualquer pessoa, qualquer partido ou qualquer ideologia pode lutar contra a corrupção.

Talvez aí que venha a força de Bolsonaro perante Moro, a truculência, o antirrepublicanismo e mais outros qualificativos nada honrados, que pessoas racionais e humanistas possam atribuir a esta pessoa, para alguns serve como uma forma de combater a corrupção segundo a ótica dos manifestantes mais exautados, entretanto ao mesmo tempo que isto possa representar uma força deste personagem, ela é a sua fraqueza.

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É fácil verificar que junto a ideologia de força de Bolsonaro vem um pacote de intolerâncias de gênero, etnia e outras, que simplesmente inviabilizam a popularização de suas ideias, tornando uma espécie de besta da apocalipse para grande parte da população.

Sugiro que aqueles que queiram entender as manifestações e seus desdobramentos que caminhem por uma direção mais consistente ideologicamente falando, pois palavras de ordem são boas para discursos em comícios e grande plateias porém nulas em termos de interpretação do que possa vir.

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16 comentários

  1. Enfim a foto da faixa com a

    Enfim a foto da faixa com a estranha reivindicação: “FORA SUPREMO, FORA DILMA. QUEREMOS SÓ MINISTÉRIO PÚBLICO E POLÍCIA FEDERAL”

    Todos com total autonomia e independência,  claro. 

    Na prática, estão bem adiantados nesse caminho.

    • Jaide, a faixa é um exemplo da falta de uma síntese …

      Jaide, a faixa é um exemplo da falta de uma síntese ao falso dilema, corrupção e não coorrupção.

      Como pode haver um país com Ministério Público e Polícia Federal sem judiciário, é uma total e completa desorientação, pois quem protesta simplesmente propõe a transformação de quem acusa para quem julga.

      Isto não é um retrocesso a idade média, é um retrocesso ao fim do Neolítico! A partir da organização das primeiras tribos com algum tipo de chefe, rei ou qualquer figura, esta figura se transformava no poder judiciário, ou seja, alguém do povo denunciava (ministério público) outros defendiam (ou o próprio acusado se defendia) e o Rei julgava.

      Pode-se dizer sem medo de errar que é um retrocesso de no mínimo 5.000 anos, isto tudo resultado de uma desoreintação e do principal da colocação em pauta de falsos problemas!

      Um falso problema é o pior que qualquer um pode ter, pois por ser falso não tem solução!

  2. OK. Só discordo sobre a

    OK. Só discordo sobre a ligação privatização = corrupção.  O povão não vai entender que a privatização não vai significar o fim da corrupção. Aliás, pensam assim: NÃO PODE SER ESTATAL. PONTO.

    • Jacyntho, é simples.

      Quem compra são empresas privadas, as mesmas que foram denunciadas pela Lava a Jato e outras ações!

      A associação é muito próxima para que qualquer um possa ignorar.

    • O incrivel poder da midia goebbeliana

      Durante toda a lavajato estamos diante de prisões e mais prisões de empresários. Mas a corrupção é propalada apenas contra o estado. Durante anos e décadas, vimos uma Petrobrás, uma Eletronuclear, uma Embrapa   e vemos nossas Universidades. Apenas  algumas pouquíssimas empresas de fato criam tecnologia e ainda assim dependem do estado e das universidades para isto. Construimos os melhores bancos publicos do mundo. Temos um sistema de saude o SUS, que é apesar de todos os pesares exemplo para inumeros. países. Mas ainda assim se vem o lenga lenga da privatização. A privatização de estatais é apenas apropriação indevida de tudo que nossos impostos desenvolveram.  O nosso problema foi sempre que uma parte sórdida e talvez hegemonica do  empresariado nacional, e principalmente o internacional, quer é se apropriar de tudo que foi construido. Não querem o pre sal. querem a estrutura de conhecimento e de criação de tecnologia  que é a Petrobrás. Nenhuma petrolífera privada tem capacidade para explorar o pre sal sem a Petrobras.  Sendo bastante realista o Brasil só é o que é hoje, porque teve excelentes estatais e porque tem universidades. Sem iso seríamos no máximo um entreposto , ou um mercado para a tecnologia estrangeira.  Sendo dialético, nossa burguesia, jamais fez ou teve intenção de fazer uma revolução industrial, preferem apostar em ações e se unir a empresas estrangeiras .  O incrivel poder da mídia Kameiliana vem batendo na tecla e mesmo depois deste imenso numero de empressas envolvidas em corrupção, ainda querem passar a idéia de privatização. Nada mais corrupto e corruptor que os interesses privados.  

      • A mídia não é goebbediana, ela ouve a voz do dono!

        Quanto que eu gastei em propaganda neste ano. Zero virgula zero zero reais.

        Quanto que tu gastasse em propaganda neste ano, provavelmente o mesmo que eu.

        Logo a mídia trabalha conforme a voz do dono¹, ou seja, trabalha para seus anunciantes, logo é só verificar que anuncia mais nos jornais e revistas que se deduz a quem interessa as notícias, por exemplo, montadoras multinacionais. 

         

         

        Como não sei quem estará lendo o comentário além do interloctor coloco um sumário de expressões e coisas diversas que não são mais correntes nos dias atuais.

        Voz do dono = expressão utilizada no meio do século vinte que mostrava um cão ouvindo a voz do dono num gramofone

        Gramofone =Aparelho mecânico de reprodução de som através de discos de 77rpm

        Disco = Mídia desenvolvida no início do século XX que tinha por objetivo reproduzir sons através de método mecânico) 

  3. Só discordo de uma coisa,

    Só discordo de uma coisa, caro Rui. A Lava a jato está sim atuando no sentido de resgatar uma nova privataria. O Moro ter dito que a “abrir a economia combate a corrupção” não é contraditório com seus atos.

    As prisões de empreiteiros é um meio e não um fim. O fim é a aniquilação do projeto representado pelo PT. Tanto é que um empreiteiro fazer delação premiada é o caminho para sua absolvição. E se um deles delatar o Lula ou a Dilma terá o prêmio máximo. Duvido que fique mais do alguns meses na cadeia, se tanto. E solto poderá usufruir de todo o superfaturamento que tenha escondido.

    Moro não está nem um pouco interessado em punir empresário corruptor. E terá todo o prazer do mundo de avalizar a tese de que o corruptor foi na verdade extorquido pela “organização criminosoa”, no caso o PT. Apenas fraquejou e terá uma pequena reeprenda, apenas. Pode esconder-se a vontade na desculpa da extorção, desde que delate os “chefes”.

    PS: O que pode fazer os lavajateiros serem mais rigorosos com os empreiteiros é o fato da cooperação internacional (leia-se EUA) ter sido fundamental. Então é preciso entregar o filé para os gringos. 

     

        • Agora respondo!

          Caro Juliano Santos, não é para que são utilizados os empresários que seria o motivo, mas sim que estão sendo utilizados os empresários.

          Conforme se lê em várias notícias todo o setor das grandes indústrias privadas de construção estão envolvidos, outros setores industriais e mediáticos também estão envolvidos, como por exemplo o setor do aço e a rede Globo e suas afilhadas.

          Se não bastasse as indústrias nacionais as multinacionais também são fartamente citadas, Siemens, Alstom e outras não tão conhecidas.

          Em resumo, o que era conhecido por poucos ficou vulgarizado, e o classe média, que viviam do seu salário (pequeno, médio e grande) numa verdadeira “Ilha da Fantasia” (seriado de TV do século passado em que numa ilha ocorriam todas as fantasia desejadas pelos visitantes) se deu conta que a sonegadinha que eles faziam, que a compra do guarda de trânsito que era por ele feita, que as mais diversas pequenas maracutaias que povoavam a sua vida, era feita pelos grandes, com uma pequena diferença, para eles era um bom negócio para os grandes é uma maracutaia (DEFINIÇÃO DE MARACUTAIA: Todo o bom negócio que não fomos convidados).

          A classe média não trabalha com valores relativos, ela trabalha com valores absolutos, ou seja, se um médico, um dentista, um arquiteto ou mesmo um marceneiro, consegue sonegar mais que 30% de seus rendimentos ele se acha simplesmente experto, pois com aquela sonegação ele vê uma forma de evitar que outros roubem o seu dinheiro, porém se quem pega a soma de mil ou dez mil sonegações do que fazem os que estão orbitando em torno do governo, e retiram 5% para o seu proveito próprio eles são ladrões pois 30% de pouco é muito menor do que 5% de muito.

          O que falta é moral e ética a todos, os que sonegam 30% ou os que roubam 5%, e estes dos 30% deveriam ter noção que no capitalismo o que vale é a acumulação e a riqueza e dentro desta lógica se não houver controles para acabar com os 30% ou com os 5% estes serão sempre desviados, independente que seja Pedro ou Paulo no poder.

  4. Variações dialéticas

    1

    Tese  – Corrupção política

    Antítese – Protestos conra Dilma, Lula e o PT

    Síntese – Prisão e impeachment

    Antítese furada à superação da tese, à medida que poupa Alckmin, Aécio e o PSDB. Falta de consenso na síntese expressa perseguição política e partidária.

    2

    Tese – Corrupção do PT

    Antítese – Protestos conra PT, PMDB e PSDB.

    Síntese –  Prisão de todos

    Síntese impossível porque é tendenciosa e excludente a tese (propagada pela grande mídia e o judiciário)  que poupa o PSDB.

    3

    Tese – Corrupção

    Antítese – Protesto de corruptos contra a corrupção

    Síntese – Levar ao poder outro corrupto.

    Neste caso, há certa lógica e coerência porque a  antítese e a síntese são representação e fachada. Mas  à medida que partem (não do que é)  mas de uma moralidade falsa (não-ser), ratificam a tese, sem superá-la. É perseguição partidária  e corrupta motivada pela busca do poder.

    4

    Tese – Corrupção

    Antítese – Combate dos “puros”.

    Síntese – Eleição de um governo puro. 

    Síntese impossível, porque a  antítese é falsa.  A democracia é constituída por  interesses contraditórios,  representados  com todas as suas nuances – da pureza à corrupção – no exercício dos três poderes.

    5

    Tese – Corrupção

    Antítese – Protestos por intervenção militar.

    Síntese – Golpe de Estado

     Antítese e síntese furadas. Ao colocarem-se acima e fora das leis  não superam a contradição posta em tese.

     

  5. Análise dialética

    Camaradas! A unica análise dialética que o brasileiro “vira-latas” entende é resumida no distico propalado pela mídia na década de 60 do século passado: ” Índio quer apito…se não der…pau vai comer!”. Essa é a única dialética que embala as relações entre a classe política e o empresariado tupiniquins. A logica do “sem apito…o pau come” prevalece em tudo o que se projeta no Brasil. Esse negócio de análise dialética para explicar a atual conjuntura político-econômica, em que pese a excelência da teoria hegeliana, não vale no Brasil. Não se explica o comportamento do brasileiro “vira-latas” com essas teorias de excelência. O brasileiro, independente de classe social e credo religioso, é “chegado” a um “pixuleco”. Quem nunca levou ou exigiu um “pixuleco” na vida? Quem nunca levou…que atire a primeira pedra…como dizem os biógrafos do Cristo. A corrupção está arraigada no cotidiano do brasileiro “vira-latas”, seja o do torneiro mecânico com nove dedos nas mãos, do professor, do cacique, do padre, do juiz do STF, do presidente de partido de trabalhador, de todos. Aliás, até hoje ainda não entendi como um partido que só tem trabalhador é tão rico. Só mesmo num país de “vira-latas”. Para mudar essa situação, temos que impor um regime de exceção como o que existe em Cuba, na China e na Coréia do Norte, mesmo que morram 100 milhões de brasileiros ” vira-latas”. Estaremos preparados para esse tipo de revolução? Gente…100 milhões de brasileiros “vira-latas” é mais ou menos a metade da população do Brasil “vira-latas”. De cada 2 brasileiros “vira-latas” 1 será eliminado.

    Conclusão: DEIXA O MORO TRABALHAR!!!!

    PS: Eu também sou um grandissíssimo brasileiro “vira-latas”!!!

  6. Análise dialética

    Camaradas! Em que pese a excelência da análise dialética hegeliana, o brasileiro “vira-latas” só entende a lógica do “sem apito…o pau come”. O brasileiro “vira-latas” sexagenário deve recordar da insólita viagem da primeira dama á Ilha do Bananal, na década de 60 do século passado, quando presenteou os curumins xavantes com apitos. Apesar do muxoxo do pagé, o morubixaba ficou maravilhado com aquela atitude magnânima da “mulher de branco”. O mimo foi um sucesso de mídia, lembram-se? O fato deu mote para uma marchinha de carnaval muito famosa cujo refrão era: “Indio quer apito…se não der…pau vai comer!!!! Essa é a lógica que embala as relações entre o empresariado tupiniquim e a classe política brasileira “vira-latas” lato senso. De fato, ninquém suporta o assédio de empreiteiro. Quando o empreiteiro quer obra, o suborno é inevitável. Como o brasileiro “vira-latas” é “chegado” a um “pixuleco”, o “pau não come” se o empreiteiro, solicitamente, lhe oferecer um mimo que pode ser um triplex no Guarujá ou um sítio em Atibaia. Quem nunca recebeu um “pixuleco”? Quem nunca recebeu…”que atire a primeira pedra”…como dizem os biógrafos do Cristo. Pior…se não der o “pixuleco”…o pau come!!! Esse tipo de relação supera a lógica da análise dialética hegeliana. Na minha opinião, esse costume de se “não der o apito…o pau come” está tão arraigado na cultura do brasileiro “vira-latas” que a única solução é a erradicação de, no mínimo, 100 milhões de brasileiros “vira-latas”, tal como a Solução Final nazista, o Paredón cubano, o Gulag russo e a Revolução Cultural chinesa que se espraiou pela Coreia do Norte. No bojo dessa erradicação, eliminariamos todos os professores e os pensadores que, historicamente, vem contribuindo para inculcar na cultura brasileira esse complexo de “vira-latas”. Feita essa “limpeza cultural”, elegeríamos um ditador sanguinário, mas bom de conversa. Faríamos como Cuba, China e Coréia do Norte, eliminando toda a população conservadora. Esses países, hoje, são grandes potências culturais onde imperam os direitos humanos sem limites. Cubanos, chineses e norte-coreanos não tem “complexo de vira-latas”. Seus empreiteiros não costumam subornar os gestores de recursos públicos. Mas, analisando dialeticamente a erradicação dos 100 milhões de brasileiros “vira-latas”, estaremos eliminando 1 em cada 2 brasileiros.

    Conclusão: DEIXA O MORO TRABALHAR!!!

    PS: Eu sou um dos brasileiros “vira-latas”!!! Corro o risco de ser eliminado!!!!

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