A X Bienal de Arquitetura de São Paulo

Sugerido por Gilberto.

Da Arco Web

X Bienal de Arquitetura de SP começa neste sábado; confira os destaques

    

X Bienal de Arquitetura de São Paulo começa no próximo sábado, dia 12 de outubro e fica em exbição até o dia 1 de dezembro. Redefinindo sua proposta e espalhando seus módulos por diversos pontos da capital, a edição de 2013 traz o tema “Cidade: modos de fazer, modos de usar, modos de agir”, e pretende ir além dos projetos arquitetônicos e gerar reflexões sobre toda a estrutura da cidade. Os locais que compõem a rede da Bienal foram definidos a partir de dois critérios: a qualidade dos espaços (na relação entre arquitetura e uso, e seus significados histórico, simbólico e cultural para a cidade) e sua acessibilidade (por meio do sistema de transporte público de São Paulo). A ideia é que todos os locais possam ser acessados a partir de um sistema de transporte público e bicicletas.

 A rede terá como ponto estratégico o Centro Cultural São Paulo (CCSP, acima), onde acontecerão exposições centrais à proposta curatorial, que é refletir sobre os modos de fazer e usar as cidades contemporâneas. Uma delas será a mostra “O Espetáculo do Crescimento”, fruto de uma viagem de pesquisa feita pela equipe da curadoria da Bienal, expondo o crescimento das cidades médias do Norte e do Nordeste. Outra exibição, também no CCSP, terá duas cidades como protagonistas: Detroit (ícone do fordismo norte-americano, que hoje vive um cenário de redução populacional) e Ordos (na China, com extensas áreas construídas, apesar de estar praticamente vazia com construções assentadas fundamentalmente a partir da lógica da valorização financeira). Ainda no CCSP, serão apresentados outros projetos sobre São Paulo: a Praça das Artes e a reurbanização do Anhangabaú, a história do Copan por meio dos seus moradores, e uma maquete eletrônica com cerca de 600 metros quadrados que revela as transformações e dinâmicas da capital paulista. Haverá também duas exposições sobre o Rio de Janeiro: uma sobre a obra do arquiteto Sérgio Bernardes com projetos para a cidade da década de 1960, e outra sobre o Rio de Janeiro contemporâneo. Ainda no CCSP, serão exibidos os trabalhos de artistas que dialogam com a arquitetura e o urbanismo: os fotógrafos Michael Wolf e Jorge Taboada, com fotos que mostram a densidade dos espaços urbanos.

 No Museu da Casa Brasileira estarão expostas edificações e casas consideradas exemplos de arquitetura contemporânea no espaço urbano, como o projeto “Elemental de habitação popular”, do arquiteto chileno Alejandro Aravena; a Casa Moriyama do escritório japonês Ryue Nishizawa; e o projeto de habitação popular para o programa Minha Casa, Minha Vida, do arquiteto brasileiro João Filgueira Lima, o Lelé.

 No Masp, haverá exposições sobre a relação nas décadas de 1970 e 1980 entre arquitetos e artistas brasileiros, como Lina Bo Bardi, Vilanova Artigas, Cildo Meireles e Helio Oiticica. Já no Centro Universitário Maria Antonia (USP), serão exibidas fotos do Arquivo Brasília organizado pelos artistas Michael Wessely e Lina Kim. Na Praça Victor Civita, haverá uma mostra sobre a importância da gestão das águas nas cidades, que apresentará experiências nacionais e internacionais. E em um apartamento à beira do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, será realizada uma exposição sobre o projeto nova-iorquino High Line, a antiga linha férrea elevada que foi transformada em parque público.

 A Bienal trará, ainda, o módulo “Modos Colaborativos de Fazer, Modos Colaborativos de Usar” no Sesc Pompéia, no Teatro Oficina e no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes., com palestras, oficinas e exposições de coletivos de artistas e arquitetos como o Supersudaca (América Latina), Vazio S/A (Belo Horizonte) e EME 3 (Barcelona). Além destas exposições, a X Bienal de Arquitetura prevê oficinas, debates, lançamento de publicações, percursos, visitas e mostras de filmes, uma delas no vão livre do Masp com filmes sobre a cidade de São Paulo, realizada em parceria com a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A Bienal tem realização do departamento paulista do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/SP), e conta com parceiros como os cenógrafos Daniela Thomas e Felipe Tassara. A curadoria é de Guilherme Wisnik, Ana Luiza Nobre e Ligia Nobre, com produção executiva da Arte3 e identidade visual de Celso Longo e Daniel Trench.

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