A burrice nacional autopsiada, por Rui Daher

Autopsiemos o Brasil atual. Por indicações certeiras de Ariano Suassuna e Alfredinho Bip-Bip, de nosso Conselho Consultivo Celestial do Dominó de Botequim, vamos lá

Creio que o BRD, Blog do Rui Daher, neste GGN, já bem se esforçou.

Criou personagens característicos, de convictos a desavisados, para extrapolar esse ser do mal que é a burrice. Jogamos carapuças, sempre bem aceitas e vestidas. Depois, a fotografamos, radiografamos e, agora, em ato final, iremos autopsiá-la.

Nunca faríamos isso com um burro, mula, muares e asininos, animais de tantas serventias aos humanos. Além de dóceis e obedientes, exceção a alguns jumentos, muitas vezes unidos em clãs, temos excepcional admiração por eles.

Preferimos, então, autopsiar humanos de características dessemelhantes, mas alcunhadas como eles.

Como não sou médico-legista, mas diversas vezes tenha comparecido a necrotérios para reconhecer corpos de familiares e, nos idos de 1970/80, amigos do movimento estudantil assassinados, sei do que se trata uma autópsia.

Wikipedia me ajuda: “autópsia, necrópsia ou exame cadavérico é um procedimento médico que consiste em examinar um cadáver para determinar causa, modo de morte, e avaliar doença ou ferimento que possa estar presente. Geralmente, realizada por um médico especializado, chamado de legista num local apropriado denominado necrotério”.

Pronto, quando nela estiver, saberão. A finitude de mim está muito próxima. That is, its Philip Roth, or not?”

Voltando, autopsiemos o Brasil atual. Por indicações certeiras de Ariano Suassuna e Alfredinho Bip-Bip, de nosso Conselho Consultivo Celestial do Dominó de Botequim. Vamos lá:

Cérebro: nada encontrado;

Face: próxima ao do assassino de motosserra;

Aparelho digestivo primário (boca- mastigação; esôfago; faringe;

Aparelho digestivo secundário: estômago, retenção do bolo alimentar e digestão química dos alimentos;

Intestino: o delgado, duodeno, jejuno e íleo – pâncreas (não os tenho mais);

Cólon: o que nos sobra antes de cagar pelo ânus.

Bem explicado? Não? Experimentem no dia a dia imaginando a política governamental do Regente Insano Primeiro (RIP).

Os restolhos mandem a Brasília. O Acordão não deixará migalha para o Brasil.

Inté!

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora