A eleição para a esquerda: reflexões sobre como vencer e governar, por Alexandre Tambelli

Foto: Agência Brasil

Justifico, antes de tudo, a presença deste texto sobre o comportamento adequado das esquerdas em uma campanha eleitoral e nos governos (discurso e ação) porque não vejo no horizonte atual uma chance expressiva de serem abortadas eleições diretas antecipadas (mais remota as chances em começo de julho de 2017) ou em outubro de 2018. O fracasso do Golpe e do Governo Temer são notórios e a imensa maioria dos brasileiros quer uma nova Eleição Direta para Presidente (a) e Congresso. Ela virá.

E não existem as condições reais de retirar as esquerdas e os progressistas do pleito de 2018, é acionar uma bomba que pode explodir no lugar indesejado pelos golpistas e antes da hora. Com ou sem Lula teremos nosso(s) candidato(s).

São ideias, não fechadas e para diálogo e reflexão dentro das esquerdas de caminhos exitosos eleitorais e práticos. Acredito que a organização de caminhos a seguir em busca de um novo Governo Federal de esquerda exitoso no Brasil deve levar em conta três partes indissociáveis que formam um indivíduo:

1) O Ser social (o coletivo e a inserção na sociedade);

2) O Ser individual (a interioridade exclusiva e os desejos particulares);

3) O Ser espiritual e sua religião particular ou não (ateus; espiritualistas, mas sem religião).

Não vamos produzir um resultado governamental satisfatório se pensarmos só o Ser social ignorando as duas outras partes elencadas e indissociáveis de um indivíduo.

No Brasil com a religiosidade muito presente e o individualismo muito arraigado pela Educação meritocrática em casa, via meios de comunicação e na escola não podemos realizar uma campanha eleitoral com discurso segregador, discurso que afaste do campo de voto das esquerdas as pessoas com ideias outras sobre temas diversos no campo dos direitos civis, das convicções religiosas, da visão do papel central do Estado na sociedade brasileira em desenvolvimento (conscientes ou inconscientes deste papel), dos programas sociais (conscientes ou inconscientes), etc., porém, solidárias e capazes de compaixão humana para com as injustiças sociais e outras injustiças, até de cunho pessoal.

Exemplo aglutinador. A questão do aborto e sua descriminalização.

Trabalhar o tema corretamente em campanha, para que um dogma religioso cristão e a opção do aborto por parte de uma mulher, que não é cristã, não afaste a opção de voto no mesmo candidato de esquerda. Ao invés de fugir do tema aprofundemos o problema, entremos na seara da questão da saúde pública e do Estado Laico. Não nos deixemos simplificar e cair no discurso de campanha que torna inimigos figadais quem é a favor ou contrário ao aborto e incomunicáveis no voto.

Política é um processo Educativo, aglutinador e não calculista e fugidio.

Também não podemos nos contentar apenas com um discurso no campo do Social.

Deve haver mediação e observação contínua das palavras e dos discursos.

Não podemos mais perder o voto parlamentar recebendo apenas o voto no Executivo porque a nossa proposta não abarcará as/ tentará anular as reformas neoliberais da Previdência e do Trabalho, porque temos propostas inclusivas economicamente para o todo da sociedade e seus trabalhadores.

Governar daqui para frente será preciso ter estas três partes do indivíduo elencadas bem compreendidas para mudar o quadro atual de um Parlamento não ser composto de uma maioria aliada ideologicamente com o Executivo eleito.

O voto no Brasil para o Executivo, se pensarmos bem, não segue a lógica do voto para o Legislativo.

No Legislativo o voto é personificado e dado a quem o Pastor indica, ao que representa o movimento católico X, Y e Z, à personalidade midiática, ao político que simplesmente é contra o político X, Y e Z, ao político aliado da mídia, empresário e/ ou patrocinado pelo Poder econômico, ao militante do LGBT, ao que aparece no santinho ao lado do candidato que se decidiu votar no Executivo sem prévia descoberta de quem ele é pelo eleitor, ao candidato aventureiro que vai ter 500 votos no máximo para Deputado Federal/Estadual em um Estado como São Paulo, ao candidato do sindicato X, Y ou Z, ao candidato em defesa do meio-ambiente, ao candidato do “bandido bom, é bandido morto”, ao candidato que faz o churrasco de confraternização na época eleitoral e promete reformar o posto de saúde e colocar uma creche no bairro, etc.

Não é feita a associação necessária: Executivo + Legislativo pela maioria do eleitorado para a boa Governabilidade e as propostas do Executivo terem a possibilidade de ser implementadas de maneira mais segura.

Busquemos caminhos para o voto ideológico, universal (visando toda a população) no Legislativo ser mais contemplado do que o voto utilitarista, classista e personificado, sabendo de antemão e sem ingenuidade da minha parte, que há toda uma força opositora na mídia hegemônica em favor do 1% mais rico e não da sociedade como um todo, um conservadorismo de costumes e de religião em parcelas da sociedade e radicais de extrema-direita aflorados nestes últimos anos no pré-Golpe e no Golpe em si.

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Lembrando, com a destruição da imagem da Política produzida de forma pensada, quando o Sistema e seu modelo neoliberal precisa (ou) retomar o Poder e mantê-lo à força, o voto branco, nulo e as abstenções crescem. É o tal de combate à corrupção, que entra em evidência e massifica, controla o noticiário e as discussões políticas entre os brasileiros!

Ainda mais hoje, neste Brasil dividido em frações e que está fortalecendo um ódio à Política e uma intolerância a qualquer diversidade, se torna necessário pensar em um discurso outro, que não separe e ao mesmo tempo possa ser tolerante com as diferenças.

Não dá mais para fugir, também, de uma campanha eleitoral voltada a uma Educação Política e que ela seja sem a predominância da marquetagem, buscando fortalecer uma consciência coletiva da importância de erradicação da profunda desigualdade social entre classes sociais, problema crônico no Brasil e causador central da violência cotidiana que nos acostumamos a conviver, para combate da desigualdade e da violência com apoio do brasileiro médio às medidas efetivas e progressistas.

Coloquemos acima da vontade particular de um revolucionário (por exemplo, a implementação de um modo de produção socialista), a consciência de que há um brasileiro existente, para além desta Revolução justa, que é educado dentro do e para o Capitalismo + a meritocracia + o individualismo + o empreendedorismo particular e, principalmente, para o consumo e distante está do ideário do socialismo das esquerdas clássicas. Sem contar a Teoria da prosperidade, que hoje, atinge até 50 milhões de evangélicos brasileiros.

Este brasileiro existente não pode ser esquecido em nenhum programa/discurso eleitoral de campanha e nas ações governamentais, é um fato a ser ponderado, senão, o discurso, que é teórico, na prática não surte resultado, não se transforma em apoio efetivo às ideias e ações práticas.

O brasileiro existente nem sabe sobre o que um revolucionário de esquerda discursa, no fim de tudo não rende votos, se rendesse, partidos de extrema-esquerda como o PCO e o PSTU teriam votos, ao menos, para elegerem uma dezena de parlamentares e sequer 1 parlamentar elegem no Brasil.

A transformação do modo de produção é uma tarefa que só surtirá efeitos numa mudança radical do modelo educacional brasileiro, para esta mudança ser possível e efetiva a Eleição de Congresso e Governo Federal progressistas continuadamente se fazem necessários.

Sem um modelo Educacional diverso do atual e consciência social e política coletiva dos brasileiros não se faz uma Revolução, como a desejada pela extrema-esquerda nem se consegue produzir uma consciência coletiva para a criação de um Projeto de Nação soberano, desenvolvimentista e inserido no concerto das nações pela porta da frente.

Unamos forças em uma candidatura progressista e em defesa dos interesses nacionais e vamos à Luta! Mesmo que na mídia, no horário eleitoral e nos debates predomine o tempo para a direita e a extrema-direita podemos chegar com nosso discurso e nossas propostas de formas variadas ao eleitorado, se bem organizados estivermos e unidos. Temos de ir onde o eleitor está.

A intolerância e divergência clássica e continuada dentro das esquerdas, também, precisam ser minimizadas, os interesses do Brasil e seu povo estão acima dela e acima das propostas individualizadas de correntes políticas dentro da esquerda política brasileira.

O discurso do candidato das esquerdas precisa ser Educativo, ensinar a importância da Política e do voto no Executivo e Legislativo casados para a confecção de um Brasil outro e melhor de se viver e contemplar na propaganda eleitoral, nos comícios, nas abordagens ao eleitor as três partes indissociáveis elencadas que formam o indivíduo.

Não há temas tabus e medos, porque se acreditou até agora que determinados temas não devem ser discutidos em períodos eleitorais e nem por Governo de esquerda eleito, porque supostamente podem gerar perda de votos e apoio popular.

O que perde votos e apoio popular, penso eu, é não deixar claro o que se pretende fazer no Governo. É aceitar uma campanha idêntica, via marqueteiro, das campanhas da direita política. É deixar a direita e a extrema-direita se mostrar próximas em Ideologia e propostas de um Governo das esquerdas, por medo de um embate mais aprofundado dos temas tabus e dos modelos socioeconômicos de desenvolvimento possíveis para a construção das relações sociais entre diferentes.

Podemos definir em campanha a temática e os posicionamentos diante das três partes indissociáveis do indivíduo.

1) Na parte Social:

Deixar clara a diferença entre modelos socioeconômicos de esquerda e de direita (neoliberalismo, socialdemocracia, socialismo, etc.); falar das funções do Estado, porque devemos valorizá-lo e da sua importância como indutor e organizador das relações sociais; discutir as reformas trabalhista e previdenciária didaticamente mostrando os interesses divergentes entre as forças do Capital (diminutas pessoas) e a classe (gigante em número de pessoas) dos trabalhadores; falar da importância do desenvolvimento industrial com valorização do investimento em Educação + Ciência e Tecnologia por parte do Estado para geração de empregos qualificados e bem-remunerados; da importância da soberania do Estado brasileiro em um mundo globalizado; da importância de lutar pela defesa de nossos recursos naturais, das reservas indígenas/ parques ambientais, dos biomas brasileiros e lutar contra os desmatamentos em florestas discutindo o tema poluição, a água como bem público, etc.; da importância de uma relação harmônica da sociedade com o meio-ambiente; falar abertamente da questão da dívida pública e dos juros altos (prejudiciais à industrialização); da quase metade do PIB direcionada aos bancos e sobre a economia não produtiva almejada pelos banqueiros; sair em defesa de uma auditoria da dívida pública e em defesa de uma Reforma Tributária com impostos progressivos; falar abertamente da importância de uma Reforma Agrária, da violência no campo por parcela de latifundiários e da Agricultura Familiar; discutir e defender posições claras sobre Direitos Humanos, sobre o Sistema Prisional brasileiro, sobre a existência ou não de uma Polícia Militar; falar da importância de uma democratização dos meios de comunicação implementando uma mídia plural e prestadora de serviços à comunidade, que valorize a cultura nacional em sua diversidade de manifestações e que contemple diferentes modos de compreensão da realidade abrindo espaço para diferentes grupos sociais se manifestarem e propagarem suas ideias/bandeiras: religiosos, LGBT, movimentos de afrodescendentes, grupos empresariais, artísticos, indígenas, dentre outros; abordar a questão de uma política nacional de combate ao tráfico de drogas; discutir a questão da Justiça que garanta uma defesa plena de cada indivíduo baseada em provas e não na “convicção” e seletividade conforme a Ideologia politica e classe social do indivíduo, Justiça validada dentro da Constituição e das Leis e, assim, por diante.

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2) Na parte do Ser individual:

Estabelecer um diálogo franco com o eleitorado abordando temas tabus como aborto, LGBT, homossexualidade, questões de gênero, pena de morte, armamento/desarmamento da população, descriminalização do uso da maconha, exploração da imagem de pessoas em situações vexatórias, de pessoas sendo levadas presas, etc. de forma aberta, se posicionando com clareza sobre cada tema e explicando com inteligência questões importantes como o Estado Laico, o aborto como uma questão de saúde pública, e, assim, por diante.

3) Na parte do Ser espiritual:

Ser capaz de dialogar com todas as religiões, falar abertamente sobre a tolerância aos diversos credos, ao direito de cada religião, inclusive as religiões de origem afrodescendentes, exercer suas atividades, da necessidade de respeito ao diverso a sua religião, respeito aos ateus, aos espiritualistas, mas sem religião e, assim, por diante.

Claro é, não iremos agradar a todo mundo e nem queremos, radicalismos a parte, consciência político-social pode trazer votos seguros e duradouros e votos transformadores da sociedade e do quadro social de intolerância, de não aceitação das diferenças e de violência dos tempos atuais. Torna-se voto por convencimento e não o voto anti alguma coisa, tradicional no Brasil. É o voto da vitória com chances de modificar, sem mais Golpe, a estrutura de castas da sociedade brasileira e fórmula inteligente de convergir posicionamentos diferentes para um centro irradiador de um Projeto de Nação, de País e de desenvolvimento soberano com Justiça Social e tolerância entre os diferentes.

Quando a gente pensa em um brasileiro e eleitor hoje, ele pode ser uma contradição ambulante.

Ele pode ser um indivíduo com contradições mais ou menos assim:

Ser admirador do Bolsonaro e ser Cristão;

Ser favorável a internação compulsória de viciados em crack e votar no Lula;

Pode querer pagar poucos impostos, até não pagar e achar que o Estado não está investindo em Saúde e Educação;

Pode, em não concorrendo Lula votar numa segunda opção sua: Dória.

Sem dar um tratamento seguro para estes contraditórios não adianta pensar em uma transformação social brasileira significativa.

O voto precisa da lucidez particular e não da influência externa de meios de comunicação aliados do Capital na defesa intransigente de uma sociedade apenas para o benefício financeiro do 1% mais rico da população brasileira.

Por isto, defendo menos João Santana mais Educação Política.

Não nos esqueçamos.

Pressão popular no Brasil é feita pelas mesmas pessoas de antes do Impeachment: movimentos sociais e trabalhadores sindicalizados e a classe média e médio-alta de esquerda, maioria de formação universitária.

O trabalhador comum (brasileiro médio) não é organizado e nem tem, ainda, Educação Política para pressionar parlamentos, governos, ele baseia muitas das suas convicções políticas e sociais via velha mídia em especial a partir da Rede Globo e dos “datenas” da vida.

Claro que existiu uma nova pressão popular nascida da apropriação das manifestações do MPL em 2013 pela direita midiática (não podemos negar), o que levou um povo de classe média e classe médio-alta tradicional às ruas, povo que foi capaz até de se acostumar com as ruas e provocar o Impeachment de Dilma, público cativo da Globonews, do Jornal da Globo e leitor da Veja. Aqui assistimos manifestações de rua classista e meio anárquicas, não em busca de uma sociedade mais tolerante com as diferenças religiosas, culturais, étnicas, de opção sexual, sem preconceitos, com Justiça Social e desenvolvida. Foi e é defesa de interesses socioeconômicos particulares.

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Hoje, com os comícios pelas Diretas-Já e o Fora Temer! organizados pela classe artística, talvez, se esteja produzindo um crescimento da “militância” nas ruas, para além das esquerdas tradicionais; do MPL, secundaristas e as horizontalidades; e das manifestações classista. Ainda é cedo para afirmar, esperemos estudos universitários e pesquisas para saber quem foi nestes eventos do Fora Temer! E das Diretas-Já.

Para o novo eleitor existir ele precisa ser apresentado ao novo modo de se fazer Política eleitoral e de como se comunicar com ele da Esquerda brasileira.

Lembremos, a imensa maioria da população brasileira pode votar nas esquerdas no Executivo, pensando no bolso, não por ser candidatura de esquerda, o que cria, por exemplo, eleitor capaz de votar no Pastor Everaldo/no Bolsonaro (extrema-direita) para o Legislativo e em Lula/Dilma (centro-esquerda) no Executivo ao mesmo tempo.

Para ser um voto consciente e não pelo bolso apenas modifiquemos a forma de fazer Política, de discursar para o eleitorado, lembrando sempre da sua infinita diversidade e, hoje, intolerância a qualquer diversidade de pensamento.

E, não esqueçamo-nos de pensar primeiro no eleitor tripartite que temos (Ser social, Ser individual e Ser espiritual), no que ele deseja socialmente e nas suas crenças e desejos pessoais, para quem sabe transformá-lo, tornando parte significativa do eleitorado continuadamente progressista sem preconceitos, tolerante ao diverso e com comprometimento social.

Busquemos gerar uma população que possa ver manifesto seu desejo por uma coletividade mais humana e solidária sem necessariamente sentir que seus desejos particulares não possam ter espaço para progredir.

Existe um caminho para convivência compartilhada das três partes indissociáveis que formam um indivíduo: o Ser social, o Ser individual e o Ser espiritual.

Não existe o eleitor imagem e semelhança a nós mesmos, existe o eleitor.

Se quisermos, enquanto esquerdas, vencer e transformar a sociedade brasileira para valer e de forma duradoura; saiamos da comodidade do que a tecnologia e o dinheiro podem oferecer, saiamos de projetos de Poder em que o voto, a promoção individual ou de um grupo de pessoas e a continuidade no Poder estão em primeiro lugar e vamos de encontro à Educação Política da população, e que deve ser contínua, indo muito além do período eleitoral, adentrando no dia a dia dentro e fora dos Governos eleitos.

A esquerda e seus candidatos devem ir de encontro ao eleitor nos bairros periféricos, nas escolas, nas associações de bairro, nas igrejas, no campo, nas pequenas cidades do interior, na internet, etc. e não se acomodarem, apenas, na Política de gabinete e de apoios eleitorais em troca de algo, pensando acima da transformação social do Brasil, na manutenção pura e simples, de cargos no Executivo e Legislativo.

E, relembrando, produzir uma campanha eleitoral educativa e didática, sem preconceitos e intransigências, aberta a temas tabus e cuidadosa do vocabulário e linguagem para a aproximação precisa com eleitores (diferentes entre si – lembremo-nos das três partes constituintes e indissociáveis do Ser) para aglutinar e não dividir e segregar diferenças conciliáveis na hora do voto, quando estas diferenças forem minimizadas para a produção do bem comum, da sociabilidade e da paz social.

A maioria do eleitorado pode ser susceptível a votar em candidaturas progressistas, de esquerda e em defesa dos interesses nacionais e da Justiça Social, precisa esta maioria de informação qualificada de como se construir um Brasil outro, mais justo e prazeroso de se viver para casar voto e transformação possível da realidade brasileira.

Enfim, informação precisa, conhecimento largo do mundo em que vive e suas contradições e reflexão podem levar a maioria do eleitorado ao voto consciente e progressista e ao apoio às medidas tomadas pelo governante de esquerda e pelos congressistas eleitos e teremos, finalmente, a chance de contemplar discurso de esquerda e prática governamental, saindo do jogo do toma lá dá cá da Política eleitoral e pós-eleitoral vigente no Brasil. E reaproximar a juventude do sem partido, dos movimentos horizontais da Política partidária da consciência de que é através do Executivo e Legislativo progressistas, que se promove uma transformação social, cultural, atrativa à juventude e efetiva.

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12 comentários

  1. Eleições?!

    Será que vai ter eleições? Se tiver eleições os golpistas vão manipular como nunca. Os golpistas não deram o golpe com ajuda dos EUA para logo em seguida ter eleições democráticas. Se tiver eleições os golpistas vão fazer de tudo para que um presidente do naipe do doria ou do bolsonaro seja eleito e vão passar a impressão para o povo de que vivemos numa democracia. Só que não vai demorar para que tenhamos um pais transformado num terreno baldio. Aí fica a pergunta: até quando a direta fascista vai conseguir se manter no poder?

     

  2. Alexandre Tambelli e Foucalt – estranhamento social!

    É artigo foucaltiano, pois:

    1°) Fragementa o ser: a) ser social; b) ser particular; c) individual;

                 Mas cadê – o ser produtor assaliariado e o ser produtor capitalista?

    2º) Quer aglutinar debatendo aborto? Só se for em eleição para CA e DCE? 

               Política não é coisa calculista? Não, pelo menos no mundo da classe média.

     

    • Generalizações!

      Questóes:

      1º) toda igrejas evangélicas seguem a teologia da prosperidade?

      2°) de onde são retirados esses dados?

      3°) todas familias educam segundo a meritrocia? 

                   3,1) classe média?

                   3.2) pessoas com até 3 salários minimos e baixa escolaridade?

      4°) o ensino fundamental, em boa parte, e o ensino médio, dominantemente, não debatem questões de gênero e, felizemente, agunsa  ainda, questôes marxistas?

      5°) estruturas – sindicatos, igrejas, associações industriais – não existem e não contam?

  3. Não é hora de “esquerda”, mas sim de resgate da nação

    Não dá para apostar apenas na esquerda numa hora destas

    Ainda existe uma grande parcela da população que está sendo induzida pela igreja evangélica, tanto pela proliferação de pequenos partidos de pastores que hoje apoiam o centrão do Temer, como por aqueles evangélicos “conservadores” no seu cotidiano, que sentem alguma rejeição pela mensagem modernosa demais de alguns setores da chamada esquerda brasileira.

    Lula poderá elevar a sua votação em 2018 na medida em que a sua rejeição seja diminuída, comprovando a sua inocência na corrupção (e também a inocência “relativa” do PT perante outros partidos) e, ainda, na medida em que a sua candidatura esgrima bandeiras mais gerais e proativas, com base na defesa da nação brasileira, a educação e a justiça social. A saída do Brasil é nacionalista e social e não apenas de “esquerda por ser de esquerda”.

    Ainda, como o parlamento é eleito com outros interesses e é movido por bancadas específicas, sem visão nacional, sugiro reduzir a quantidade de partidos e estudar com carinho o voto na legenda e nas listas fechadas, direcionando o voto para executivo e legislativo ao partido ou programa de governo oferecido por cada candidatura. Gradativamente, mediante democracia interna dos partidos (e eventualmente eleições primárias, como acaba de acontecer no Chile), esta fórmula será a mais correta e conseguirá juntar o Executivo e o legislativo num programa comum, a cada 4 anos. 

  4. Que a educação é fator

    Que a educação é fator fundamental, não se discute. Mas lembre-se de Darcy Ribeiro: a má educação no país é um projeto ideológico. Que é essencial a união das esquerdas em torno de um progrma de governo e um projeto de país, idem, idem. O dilema continua: como chegar a isso ? Lula deu início a esse processo e o pouco que fêz desembocou no golpe. VEja como está a Venezuela. As esquerdas não têm quadros preparados para viabilizar uma frente em torno de um projeto consistente, pelo menos nesse momento. É mais certo apostar no desmoronamento do túnel, para que se enxergue a luz, ou seja, começar tudo do zero. 

    • que….

      WG: Darcy Ribeiiro foi mais uma fraude tupiniquim. Elite que não é elite. Esquerda que não é esquerda. Os tais que se vangloriam de uma vida provinciana tendo os custos pagos totalmente pelo Estado. Elite sustenada por Universidades e Cargos Públicos, com o seu infindável AntiCapitalismo. AntiCapitalista era o também “operário” e penúltimo Salvador da Pátria Tancredo Neves. Nunca sabemos de onde se sustenta “tanta pobreza e vida módica” até descobrirmos filhos, filhas, netos e netas, sobrinhos e sobrinhas, milhões, cuecas e malas. Tudo AntiCapitalista como nossa pura e virginal Esquerda e seus representantes. O inacreditável é que em pleno 2017 existe alguém ainda repetindo e dando ouvidos à tantas asneiras. Ou as cifras ainda não os escandalizaram?   

  5. Santa ignorância.

    Quando a gente pensa em um brasileiro e eleitor hoje, ele pode ser uma contradição ambulante.

    Ele pode ser ind. com contradições m. ou m. assim: Ser admirador do Bolsonaro e ser Cristão;

    1°) Leia – SPINOZA, Baruch. Tratado Teológico Política. Martins Fontes, para enteder a religião como reveleção e que:

    O cristianismo de Bolsonaro é o do Antigo Testamento, do pai Jeova, autoritário e inquestiónavel, que pede ao pai Abrão que sacrife o filho.  

    2°) AQUINO, Tomas. Súmula Teólógica. Loyola. Daquilo e desse teologias distintas:

    a) Teologia da Libertação – Frei Betto;

    b) Teologia da Prosperidade – CALVINO, João. A instituição da Religião Cristã. Editora Unesp.

    c) Alexandre Tambelli – Teologia da ignorância teológica e bom moçismo cristão.

     

    • Ronaldo!

      De onde você tirou que ao produzir este texto eu me filiei a uma Teoria da ignorância teológica e bom-mocismo cristão?

      Eu coloquei no texto uma apreciação particular sobre como as esquerdas merecem se comportar numa Eleição e no Governo pensando o Brasileiro existente e a própria formação de um indivíduo, que, penso eu, precisa ser trabalhada não apenas na sua dimensão social.

      Em uma eleição, por exemplo, a de 2010, foi só um desvio do principal, discutir o Brasil, sua economia, a distribuição mais justa de renda, etc., descambando para a temática do aborto e pronto, você retira a possibilidade de milhões de votos em um Legislativo mais progressista, porque se vai dizer: – Dilma é a favor do aborto.

      Sempre existiu uma continuada atitude da esquerda no Governo em não discutir alguns temas importantes à sociedade, porque, supostamente, não rende votos.

      Dei o exemplo do Aborto como aglutinador de votos, tanto pró como contra os candidatos de esquerda e do Executivo porque este tema não se abriu para uma discussão séria com participação governamental. Porém, quando a Direita viu (vê) que vai perder a Eleição coloca em evidência a temática na campanha, e a partir da mídia aliada, que sabemos é um oligopólio no Brasil e de religiosos conservadores o tema é desvirtuado e a eleição se complica para nós no Executivo e no Legislativo. Não pensei o tema Aborto como central. Acredito que bem sedimentada a questão no seio da sociedade não se perde tempo e votos por causa desta discussão, não se faz um cizânia social e se limita a pontuar as questões centrais: a questão da saúde pública, o direito de escolha da mulher e o Estado laico e seguir em frente.

      Poderia ter colocado outro exemplo aglutinador: a taxação das grandes fortunas. Não se aventou até hoje debater este tema porque a Eleição teve como impulsionador forte o financiamento privado das eleições. Para não se indispor com o financiador (o grande empresário, o banqueiro, etc.) e a velha mídia se deixa quieta a discussão.

      Poderia colocar, ainda, a questão da Corrupção no “Mensalão” – nunca provado – como exemplo aglutinador. Para se evitar um enfrentamento com a velha mídia e não ser a próxima vítima, os políticos do PT não atingidos preferiram o não é comigo deixa para lá, eu sou honesto não vai acontecer nada comigo e vimos no que deu, continuaram na mesma seara com a Lava-Jato. Dilma, uma pessoa honesta, perdeu seu mandato e prevaleceu um Judiciário não mais baseado em provas, mas em “convicções”. Uma coragem maior de enfrentar o “Mensalão”, de educar politicamente os brasileiros e os políticos do PT (da esquerda) e a sociedade defenderia um justo processo para com o PT e não teríamos o voto: – não tenho provas, mas vou condenar porque a Literatura Jurídica me permite e não arriscariam a Teoria do Domínio do Fato para condenar o José Dirceu sem provas, e, talvez, nem Golpe.

      Não há bom-mocismo aqui. Eu estou colocando ideias para debate. Bolsonaro seria incompatível com o voto cristão se houvesse a possibilidade de um diálogo franco, canais abertos com a sociedade. O sujeito é favorável a pena de morte. Como não se coíbe seus atos ele continua com seu discurso, tem votação recorde para Deputado e tudo. Não podemos mais ficar reféns de uma Política de cálculo eleitoral.

      Eu gostaria de ver o Brasil capaz de uma discussão mais séria sobre seus problemas mais importantes como é a desindustrialização, a desigualdade gritante na distribuição de renda, a pilhagem de nossos recursos naturais, discussão do Estado laico, discussão produtiva da questão da diminuição da maioridade penal, etc. Temas contemplados numa linguagem acessível e corajosa.

      No texto eu não estou fazendo uma análise de modo de produção, de Capitalismo, Marxismo, etc. Estou apontando para a necessidade de uma discussão mais abrangente dos temas que estão presentes na sociedade e que possamos abandonar a Política calculista de vencer sem abrir espaço para vários temas caros à sociedade, para ganhar votos pela omissão consciente. O resultado de não se indispor com o conservadorismo, seja social, seja religioso, seja nos direitos civis são motivos que ajudaram a formatar este Parlamento do Golpe.

      Vencemos 4 eleições e não fomos capazes de melhorar a qualidade do Legislativo. Será necessário mudar. Contudo, é preciso saber que o discurso eleitoral precisa ser capaz de chegar ao eleitor existente, senão, penso eu, pode vencer para Presidente a Extrema-Direita. Sem dar lucidez ao eleitor não temos a certeza de vencer, é uma opinião minha.

      Falando da questão dos evangélicos, eu havia lido um dado estatístico de que teríamos 60 milhões de evangélicos no Brasil de hoje. Você está certo em dizer que não me baseei em um número preciso. Os evangélicos que tenho contato seguem um projeto de vida na linha da Teoria da Prosperidade. Perfis de redes sociais que acesso me levou a crer nesta porcentagem de 80%. Falando da classe média tradicional eu sei da existência de grupos distintos, a maioria das pessoas dessa classe social a perspectiva meritocrática é latente, sou parte integrante dela e fui Educado e convivo diariamente com este perfil de brasileiro, voltado para o vestibular, o bom emprego, o status, ao vencer na vida ser uma realização material.

      Vamos discutir caminhos para um Governo exitoso de esquerda no futuro próximo, não podemos repetir o desenho eleitoral das últimas 4 legislaturas, onde, o PT vence e não faz sequer 20% do parlamento. Eu tento contribuir, contribua, também. Dê ideias, divida conhecimentos que sabemos você tem bastante e vamos à Luta. 

      Abraço,

      Alexandre!

      • Foi apenas provocação!

        Provoquei-o, pondo de lado as questões políticas, em torno das considerações teologícas. E as reitiro, nesse particular. Pois artigo não diferencia o que se segue:

        1°) Bolsanoro, subjetivemente, como crisão – a não ser que imite todos os comportamento de Cristo – TODOS -, pode se declarar cristão como quiser, não existe contradição;

        2°) Religião e teologia são coisas diferente:

           2.1) Religião judaíca-cristã – revelada por Jeova a Moises. SPINOZA, TRATADO TEOLÓGICO-POLÍTICO. 

           2.1) teológos ocidentais – elaboram reflexões racionais sobre a Bíblia, submetendo a Bíblica a Reflexão filosófica – AQUINO, TOMAS. SUMA TEOLÓGICA.

  6. a eleição….

    Como alguém pode falar em Democracia quando ainda está arraigado à uma ideologia parasitária, arcaica, apodrecida, censuradora e criminosa? Que Democracia, meu caro? De Eleições Fraudulentas, sem representativiudade alguma, de uma fraude de Constituição de forma obrigatória? Em urnas eletrônicas e ditadoriais de STE’s e custos astronômicos de mais de 500 milhões de reais por pleito? Quem elegeremos? Bandidos revelados pelo Poder Judiciário? Ou acusaremos o Poder Judiciário por estar finalmente exercendo suas funções? Quem será de Esquerda? Criminosos como Lula, Dirceu, Alckmin, Serra, Genoíno, Aécio, Palocci? Nosso futuro e saídas e novamente com mais bandidos? Ou mais censura? Não aprendemos nada com farsantes nestes 40 anos de pós Anistia? O povo assistindo bovinamente? Sem Liberdade? Sem Escolhas? Sem eleições facultativas, de referendos e plebiscitos obrigatórios? Sustentando facções, dividindo o Orçamento e Poder Público a seu próprio interesse? Pode ficar com sua esquerda, sua censura e seus bandidos. “Liberdade, Liberdade. Abras as asas sobre nós” 

  7. Serão muitas receitas, conselhos e análises pra e além de 2018

    Quem tiver acesso UOL,no Jornal do Commercio de Recife,hj,2 entrevistas sobre 2 livros:”Caminhos da Esquerda”,por Ruy Fausto,e”A Crise das Esquerdas”,por Tarso Genro,Ruy Fausto,Aldo Fornazieri e outros.Aldo,na entrevista,ineditamente não centra na sua obssessão pelo/contra o PT,põe questões q nunca vi publlicamente serem abordadas, salutares questionamentos pros nossos pensamentos petriificados.Ruy Fausto idem,mais claro,desejando os melhores do PT e do PSOL e a expulsão sem concessões à corrupção entre anjos,toca nas crendices de idealização do imaculado líder,levanta hipótese de que uma derrota talvez seja necessária pra uma verdadeira renovação.(Acho um autoengano,suposta esperteza político-intelectual insistir-se na inocência dos Presentes, e quanto mais se defende a inexistência de provas cabais,mais parcela se decepciona e se afasta).

  8. PARABÉNS, EM VEZ DE NOMES, VAMOS ATRÁS DE IDÉIAS!

    “Com ou sem Lula teremos nosso(s) candidato(s).”

    __Finalmente alguém querendo fazer PREVALECER AS IDÉIAS! Afinal, se tivéssemos o direito de convocar PLEBISCITO DESTITUINTE DE POLÍTICO, já teríamos mandado o Temer e o Rodrigo Maia pro olho da rua, assim como todos os envolvidos na Lava Jato. Se tivéssemos direito de convocar REFERENDO, da mesma forma, já teríamos derrubado todas as leis arbitrariamente impostas ao povo…

    Por que não temos esse direito? Por culpa do Lula, que tinha grande apoio o povo, da mídia, e do congresso, ao contrário da Dilma; mas não fez como a maioria dos países vizinhos ao Brasil, e não conquistou esses direitos para nosso povo! O Lula é EXTREMAMENTE CONSERVADOR E PATERNALISTA! Ele não quer um povo bem informado e independente. Por isso também não democratizou a mídia de massas. No paternalismo, o povo não passa de uma massa de manobra alienada. Por isso seus próprios militantes são incapazes de discutir política de forma mais aprofundada, e não conseguem sequer tentar refutar os argumentos aqui expostos. No paternalismo, as pessoas não seguem idéias, mas sim nomes, ícones, pessoas. É uma espécie de fé cega, como no fanatismo religioso. Ou seja, seguem uma liderança, sem se apoiar em fundamentos lógicos.

    INCLUSÃO SOCIAL SEM INCLUSÃO POLÍTICA = ESMOLA!

    Mas esse é o paternalismo! O povo não tem poder, nem liberdade, nem independência. Vive subalterno a seus políticos, e “abana o rabo”, quando lhe jogam um “osso”. Essa é a filosofia do Lula, que nos quer de joelhos e submissos, deslumbrando-nos com suas “conquistas sociais”, que não passaram de esmolas. Tanto que estão retirando-as de nós, sem que nada possamos fazer, porque não nos deram a INCLUSÃO POLÍTICA. Ou seja, não temos o direito de convocar REFERENDOS e PLEBISCITO DESTITUINTE DE POLÍTICO com nossos ABAIXO ASSINADOS, que continuam desrespeitosamente sendo jogados no lixo.

    MAS EXISTE ALGO INFINITAMENTE PIOR CONTRA O LULA!

    Errar é humano, não poderíamos ser tão rigorosos contra o PT, que talvez não tivesse previsto toda essa tragédia. Entretanto, não precisa ser nenhum expert em política, para deduzir que, NADA É MAIS IMPORTANTE NESSE MOMENTO, DO QUE CONQUISTARMOS TAIS DIREITOS! E, inexplicavelmente, absurdamente, omissamente, e até cinicamente, o PT continua a não exigir esses nossos direitos nas ruas, programas de TV, blogs, grandes faixas, e carros de som. Isso sim é imperdoável!

    Onde está a responsabilidade do Lula, que deseja ser presidente novamente, mas continua sem aceitar nossa emancipação política, como se fôssemos retardados, e devêssemos ficar à mercê dos Cunhas, Renans, Temers, Aécios, Tiriricas, e tantos outros personagens do congresso?

    Queremos dizer aqui, que essa postura do PT é inaceitável; e está provando que o poder econômico com origem no imperialismo colonialista internacional  compra tanto partidos para nos sacanear na cara dura, como também para apenas fingir nos defender. Reflitam seriamente sobre essa análise do atual momento político, e tentem refutar nossos argumentos:

     

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2017/02/como-enganam-os-pequenos-empresarios.html?view=flipcard

    E não adianta chorar, muito menos largar mão da política! Quem compreende o que está acontecendo, o melhor que tem a fazer, é debater esses assuntos com o resto da militância, os próprios políticos, e o povão. Tem gente fazendo de tudo, para que esse debate não chegue à mídia de massas, e estão conseguindo. Até mesmo na internet, cujo conteúdo político não chega nem a 3% do povão, quantos internautas vemos debatendo e cobrando por tais direitos? Como podemos avançar, e trazer MAIS DEMOCRACIA ao Brasil, se nós mesmos somos incapazes de cobrá-la?

    “para que um dogma religioso cristão e a opção do aborto por parte de uma mulher, que não é cristã, não afaste a opção de voto”

    __Chega a ser patético um político querer defender o aborto num país de maioria católica! O aborto não é uma reivindicação apenas de esquerda, mas as esquerdas é que erguem tal bandeira por aqui, dando um tiro no pé.

    Não seria muito mais inteligente propor que o povo tenha direito de convocar PLEBISCITOS com seus ABAIXO ASSINADOS?
     

    Num primeiro momento, faríamos o que é natural à DEMOCRACIA DIRETA, e instalaríamos o verdadeiro federalismo no Brasil, com mais independência aos estados e municípios. Onde os estados legislariam sobre direito civil, penal, tributário, econômico, ambiental, previdenciário, etc.

    A partir daí, cada minoria, como os abortistas, poderiam defender suas ideias e propor plebiscitos…

    “Não é feita a associação necessária: Executivo + Legislativo pela maioria do eleitorado para a boa Governabilidade”

    __Não é feita, porque a própria esquerda parou de debater política. Querem o povo alienado e ignorante.

    “ o voto branco, nulo e as abstenções crescem.”

    __Por culpa dos próprios partidos, que não debatem mais política. Até porque, se eles começarem a debater, inevitavelmente chegarão à DEMOCRACIA DIRETA, que é o que de mais moderno existe no mundo hoje. Por isso evitam o debate, porque sabem que a DEMOCRACIA DIRETA diminui o poder dos políticos, enquanto amplia o do povo. Ou seja, temos uma esquerda podre e corrupta, que quer apenas se aproveitar do poder conquistado, para manter privilégios, e fazer seus trambiques.

     

    “ educado dentro do e para o Capitalismo + a meritocracia + o individualismo + o empreendedorismo particular e, principalmente, para o consumo”

    __As coisas precisam ser equilibradas, com a meritocracia acima de tudo, podemos achar injustiças; mas sem meritocracia, acaba o desenvolvimento. Precisamos nos afastar dos radicalismos, e não esquecer que na antiga URSS, se o sujeito não tivesse MÉRITO por um bom desempenho em seu trabalho, era mandado trabalhar nas minas de carvão da Sibéria…

    “ PCO e o PSTU teriam votos, ao menos, para elegerem uma dezena de parlamentares e sequer 1 parlamentar elegem no Brasil.”

    __Mas o que você quer? Gente que alega não ser comunismo o regime da antiga URSS, mas que adota suas cores, bandeiras, e heróis, deveria ser levada a sério? Se aquilo não era o esses caras querem, que esqueçam deles, e reinventem um socialismo mais moderno.
     

    “A transformação do modo de produção é uma tarefa que só surtirá efeitos numa mudança radical do modelo educacional brasileiro,”

    __Aí está o erro da esquerda! Se o atual modo de produção trouxe um padrão de vida aos trabalhadores, superior ao que tinham os reis da idade média, para que muda-lo?

    “não se faz uma Revolução, como a desejada pela extrema-esquerda”

    __Ainda bem! Já pensou quanto atraso teríamos? Hoje vemos países como a Noruega, Islândia, Suíça; que não participaram dos processos de colonização, mas têm um padrão de vida até melhor que o das nações imperialistas. Inclusive, como eles têm juros baixíssimos, e o povo ganha em média 20 mil por mês, sobrando muito dinheiro, acaba comprando ações das diversas empresas do país, tornando-se empresários e sócios das mesmas. Nem mesmo Marx sonhou com tamanho sucesso e justiça social, completamente ignorado por nossas esquerdas esquizofrênicas, dogmáticas, e ultrapassadas!

    “Unamos forças em uma candidatura progressista”

    __Extrema esquerda nada tem de progressista, pois é essencialmente retrógrada.

    “1) Na parte Social:” Falar apenas do que o povo poderia fazer, se pudesse convocar PLEBISCITOS com seus ABAIXO ASSINADOS.

    “2) Na parte do Ser individual:” Falar apenas do que o povo poderia fazer, se pudesse convocar PLEBISCITOS com seus ABAIXO ASSINADOS.

    “3) Na parte do Ser espiritual:” Falar que a democracia não surgiu na Grécia antiga (democracia só pros ricos), mas sim com a eleição de Estevão. Que, aliás, provocou a ira do imperador, o qual mandou acabar com os judeus, espalhando-os pelo mundo…

    “Pressão popular no Brasil é feita pelas mesmas pessoas de antes do Impeachment: movimentos sociais e trabalhadores sindicalizados e a classe média e médio-alta de esquerda, maioria de formação universitária.”

    __É a cabaiada eleitoral! São eles que vão pras ruas. Queremos saber: Aonde está a cabaiada do PT, agora que a globo está pegando no pé do Temer? Será que o Temer ainda não terminou o serviço que prometeu fazer ao PT, para viabilizar a venda do Pré Sal aos estrangeiros (seus “sócios”)? Confiram, e tentem refutar:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2017/02/como-enganam-os-pequenos-empresarios.html?view=flipcard
     

    “ quem foi nestes eventos do Fora Temer! E das Diretas-Já.”

    __A cabaiada eleitoral do PT, ora! O PT omitiu-se, apanhou calado, e não convocou a cadeia nacional de rádio e TV, quando podia, nem pra defender-se dar satisfação aos seus eleitores. Pelo menos, por exemplo, de que o Brasil tinha subido 10 posições no ranking mundial de qualidade de vida durante o governo Dilma. Parece até que foi combinado para que saíssem do governo. Por causa disso, o povo ficou sabendo apenas o que a globo contou, e hoje está perdido, apático, e sem ação…

     

     

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