A mão invisível de Arthur do Val e a mão amiga do padre Lancellotti, por Albertino Ribeiro

O ataque covarde feito pelo “mamãe falei” ao evangelista reedita à perseguição que os fariseus infligiram a Jesus.

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A mão invisível de Arthur do Val e a mão amiga do padre Lancellotti

por Albertino Ribeiro

“Tive fome e me deste de comer; tive frio e me vestistes”.

Essas foram as palavras de Jesus quando falava em particular com os seus discípulos. Numa conversa entre amigos, Jesus afirma a importância da caridade, colocando-a como uma marca daqueles que realmente amam.

Assim como o padre Lancellotti, o mestre ajudava uma população de rua miserável e oprimida formada por cegos, coxos, leprosos, pessoas de todo tipo que viviam às margens da sociedade judaica da época.

Ninguém olhava para aquelas pessoas, eram desprezíveis aos olhos dos chamados “cidadãos de bem”. Acredito que naquele tempo havia muitas pessoas vivendo nas ruas, mas com certeza não eram tantas como na cidade de São Paulo que, segundo o último censo, são 24 mil.

O Cristo fazia um trabalho maravilhoso, aliviando o sofrimento e transformando a vida daquelas pessoas. Foi assim com o cego Bartimeu, morador das ruas de Jericó. Bartimeu tinha como único patrimônio uma velha capa para se proteger do frio.

Quando soube que o messias passava pela rua onde pedia esmolas, o cego de jericó deixou para trás a sua “coruja” e pediu socorro à única pessoa que se importaria com ele. Será que naquele momento alguém inescrupuloso teria chamado Jesus de cafetão da miséria como o delinquente candidato à prefeitura de São Paulo fez? É possível que sim.

Naquela época existiam os fariseus; ultraconservadores, eles se consideravam a nata da sociedade judaica; pessoas, como Arthur Do Val, que atribuíam mais valor à aparência das coisas. Por esse modo de agir, o messias deu-lhes a merecida alcunha de “sepulcros caiados” – limpos por fora, mas imundos por dentro.

Leia também:  Os sabujos da imprensa, por João Feres Júnior

O ataque covarde feito pelo “mamãe falei” ao evangelista reedita à perseguição que os fariseus infligiram a Jesus. Disseram que ele não passava de uma farsa e que expulsava os espíritos opressores utilizando-se do poder do príncipe daqueles espíritos.

Indivíduos como o bobo Arthur, nutrem-se da política do cancelamento; esforçam-se em destruir a integridade das pessoas através de mentiras e ofensas.

De um lado temos um indivíduo (ele adora essa palavra) que tem uma fé cega  na mão invisível do mercado. Para ele, só esse ente metafísico detém a informação do “caminho das pedras”. Do outro, temos um ser social; um humanista que estende a mão de forma concreta para ajudar os necessitados, fazendo de maneira eficiente o que o mestre ensinou.

Terminando, amigo leitor, a caridade é uma das expressões mais verdadeiras do amor; não se trata de farsa. Farsa é dizer que a pobreza se resolve aumentando as posses dos ricos (teoria econômica do gotejamento) e esperar que eles pensem no bem-estar da população.

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4 comentários

  1. Os fariseus era um grupo político/religioso que surgiu uns duzentos anos antes do surgimento de Jesus e constituiam um grupo respeitável e erudito nas escrituras judaicas. Eram os “doutores” mais respeitados e benquistos pela população média judaica. É tolo compará-los a canalhas da necropolítica brasileira só porque o “movimento de Jesus” os escolheu como alvo de sua própria atuação política. Na narrativa cristã eles assim estavam postos porque o movimento de Jesus disputava com os fariseus a atenção da população em geral. Deve-se levar em conta também que o moderno judaísmo descende diretamente de líderes fariseus. Além disso os fariseus não eram membros da elite judaica associada e beneficiária do poder romano que dominava a palestina nessa época.

  2. ………………….foi um Peregrino Franciscano que me ensinou essas coisas que escrevi…
    maior sorte a minha ter me encontrado com diferentes pessoas, ter crescido em voltas, ou chamados e recomendações, e não em idas, ou ordens e obrigações, ter aprendido que o que diz a caridade fica na caridade, ter aprendido que cada ato de caridade tem dois significados miraculosos, um em quem estende a sua mão e outro em quem recebe, dois sins a Deus que pode se multiplicar por milhões, estudei todos os lados da vida em escrituras vivas……………………..foi muito difícil e por pouco não pirei e voltei para crescer de novo no lado mais calmo e fácil, estudei onde cada letra tem um significado e cada palavra formada por elas um outro não encontrado em nenhuma delas, foi nas palavras que descobri e entendi o céu ou paraíso que tantos desejam estar e que podem conseguir, juntos, aprendi que somos letras das escrituras vivas em Jesus, não palavras

    eu já dormi hoje? não, peregrino
    e ontem? também não, peregrino
    e anteontem? ahrgrrrrrrrrrrrrrrr pow! dormiu?
    o que é dormir?

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