A oportunidade de Haddad corrigir os erros do PT, por Paulo Endo

Foto: Ricardo Stuckert

do Psicanalistas pela Democracia

Última oportunidade de Haddad corrigir os erros maiores de seu partido e construir um amplo governo de coalizão anti nazifascismo

por Paulo Endo*

Não há a menor possibilidade de levantar a bandeira isolada  ou mesmo preponderante do PT no segundo turno. O trabalho de Haddad deve ser o de montar, de forma realmente sincera, um governo de coalizão não apenas com as forças de esquerda  pelas quais já se nutre proximidade programática e simpatias mútuas, mas procurar ativamente aproximar setores como Rede e parte do PSDB antibolsonarista para evitar a vitória iminente do nazi fascismo no Brasil. Não é apenas a cara de Haddad que deve prevalecer nas mídias, mas de todos os que apoiarem a luta contra o retrocesso evidenciando uma posição de conjunto.

Se conseguirem passar a imagem de que o próximo governo não será apenas do PT, mas de todos os que estiverem em coalizão, como uma frente ampla e inédita contra os retrocessos do governo golpista e capaz de obstaculizar a escalada do nazifascismo no país, as possibilidades são amplas e muito exequíveis no segundo turno.

Tal aliança, se houver, motivará muitos, de diferentes espectros, a arregaçarem as mangas para que  esse novo governo seja eleito. Um governo realmente popular e diverso, demonstrando a todos que a curta experiência democrática brasileira conseguiu engendrar políticos capazes de defender a democracia a todo custo, apesar de tudo e para além dos próprios interesses.

Só tal aliança seria capaz de conseguir convencer os eleitores que votaram em Bolsonaro porque rejeitam o PT, e não porque conhecem e compreenderam o que significa a candidatura nazifascista no poder, de que as tendências petistas, pedetistas, pessebistas, da Rede, do PCdo B, do PSOL e de partes do PSDB e pouquíssimos, mas significativas figuras do PMDB realmente farão um governo conjunto em nome da maioria da sociedade brasileira e pela democracia que poderá ser, esta sim, apunhalada.

Isso exige que o PT abra mão, desde as primeiras horas da campanha para o segundo turno, de ser o mandante absoluto do governo e, juntamente com outros partidos e candidatos, procure  convencer a população disso. Se isso ocorrer o índice de rejeição cairá e será menos difícil convencer o eleitor indeciso, e mesmo aquele que votou em Bolsonaro no primeiro turno como arma contra o PT. A primeira aparição pública de campanha não pode ser apenas uma campanha do PT e do Lula. Ela será decisiva para o eleitor saber se estará votando numa frente ampla ou no PT.

Se isso não ocorrer o PT terá de enfrentar as imensas dificuldades de vencer as eleições no segundo turno e, depois, de enfrentar as enormes resistências que advirão para assumir a presidência no dia 01/01/2019 (ver o artigo de Paulo Endo em artigo anterior publicado no PPD em 02/10/2018).

Não há tempo para hesitação, o tempo é de extremos e mesmo à candidata Marina, deve-se pedir por um ato de grandeza unilateral, que o PT não soube ter quando atuou contra sua candidatura nas eleições de 2014. Tal ato poderá contudo reconquistar a confiança de eleitores de esquerda de Marina que a abandonaram definitivamente, após sua pusilânime atuação nos episódios do impeachment.

Marina que, como única candidata mulher, desferiu a mais eficaz enxovalhada em Bolsonaro na frente de milhões de brasileiros durante debate entre candidatos na Rede TV; Marina que conhece profundamente a realidade dos grotões amazônicos e atuou lado a lado com Chico Mendes pelos povos da floresta. Essa Marina pode vir a compor um governo de coalizão anti nazi- fascismo, ultrapassando rancores profundos do passado quando o partido dos trabalhadores se comportou de modo suspeito e desrespeitoso contra sua candidatura, recebendo, em troca, o lamentável apoio que ela concedeu ao impeachment de Dilma Roussef.

Precisamos de Marina, de Ciro de setores antibolsonaristas do PSB, do PSDB e mesmo de figuras chave do PMDB e de todos os que nesse momento acreditam na possibilidade concreta de não vivermos mais numa democracia (hoje aos pedaços) num futuro próximo.

É a união contra a calamidade e o caos; é a união para manter vivos os sonhos de um Brasil possível no futuro; é a união possível para todos aqueles que estejam dispostos a colocar os próprios narcisismos de molho em nome da preservação do sistema representativo alquebrado, e das poucas liberdades democráticas que ainda se pode usufruir no Brasil.

Não há outra possibilidade. Hesitar agora em nome de veleidades partidárias e interesses carreiristas é por tudo a perder. A competência de Haddad será demonstrada agora. Seu primeiro teste como estadista começa hoje. Será capaz de unir todas as forças anti nazifascistas e conclamar a todos que lutem agora, nos próximos dias, nas próximas semanas para evitar a queda?

Muitos brasileiros esperam essa sinalização de todos os candidatos para encaminharem seu voto, e os que pretendem trabalhar no segundo turno esperam essa sinalização, para reunirem argumentos suficientes para convencer as pessoas de que o próximo governo será sobretudo pela Democracia e contra o nazi-fascismo, e não pelo PT.

No primeiro turno foi jogada na lata de lixo pelos partidos a possibilidade de uma coalizão que teria grandes chances de diminuir muitíssimo a ascensão do candidato nazifascista. Logo no início da campanha foi cogitada a chapa Ciro-Haddad que sairia certamente vitoriosa no primeiro turno.  Cedo foi descartada pelo PT. Dar-se ao luxo de, mais uma vez, jogar fora as condições que hoje permitem que haja partidos, candidatos e sistema parlamentar e representativo será a maior imbecilidade jamais vista e indicará que não há políticos a altura no país para um projeto de Brasil democrático e, doravante, navegaremos por muito tempo à deriva e sem horizontes. 20 anos mais talvez?

Está nas mãos primeiro de Haddad e de seu partido a luta para manter a democracia de pé, ainda que alquebrada, a despeito de setores de seu partido mais preocupados com a sobrevivência e a preservação do PT no poder. Mas também de cada um dos candidatos derrotados no primeiro turno que terão a oportunidade de revelar a importância que conferem ao sonho da construção de um país republicano.

Os partidos a quem foi dado o privilégio de ocuparem os cargos eletivos tem de compreender que amanhã, sua própria existência como partido poderá estar ameaçada. Seguir com o modus operandi dos partidos e seus projetos fracionados e corporativos será mergulhar a pouca chance que temos no lodo das gangues que esperam, ansiosamente, o momento para tomar conta do país.

Muitos votos terão de ser retirados de Bolsonaro. É preciso criar os fatos que contribuirão para isso de modo enfático e um enxame de mulheres e homens devem buscar a conversa política, sem medo, correndo algum risco ante o enorme risco que todos corremos. Argumentar em todos os lugares em que haja alguma possibilidade de mudança é imperativo.

A hora para todos e, para todas (que já entenderam isso muito antes), é agora e o momento é esse.

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*Paulo Cesar Endo é psicanalista, pesquisador e professor Livre-Docente da Universidade de São Paulo, pós-graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades (FFLCH-Diversitas) e do Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia, Política e Memória do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) Instituto de Psicologia (IPUSP).

39 comentários

  1. A movimentanção do eleitorado no início do segundo turno

    O processo de transferência dos de Lula ainda não se encerrou e Haddad deve continuar crescendo nos setores que votariam em Lula, esse impulso será maior em função de maioria ou totalidade dos eleitores de Ciro Gomes  e Marina Silva devem caminhar em direção ao candidato do PT, considerando que os eleitores de Ciro  e de Marina, que poderiam aderir ao fascismo já o fizeram no primeiro turno.

    Uma parte dos eleitores do candidatos do PSL devem caminha para o campo dos indecisos, para refletir melhor na aposta arriscada que estão fazendo, mas mesmo assim haverá um crescimento da candidatura do PSL, em função de que 70% dos eleitores de Alckmin, Amoêdo, Daciolo, Alvaro Dias e Meirelles, devem caminhar em direção ao candidato do PSL.

    Teremos no início algo como, Fernando Haddad com 47% e Jair Bolsonaro com 53% dos votos úteis.

    O que pode ter acontecido com os 15% do eleitorado que estavam dispostos a votar em Marina Silva no início de setembro,

    Uma parte significativa aderiu a campanha de Fernando Haddad, quando perceberam que ele era o escolhido do Presidente Lula, outra parte que estava disposta a aderir ao fascismo para derrotar o PT o fizeram já no primeiro, o que restou caminhou em direção a Ciro e Fernando Haddad na expectativa garantir um candidato progressista no segundo turno.

    Este movimento variou de estado para estado, e foi influenciado pelo desempenho dos candidatos no estados, já que nos estados de São Paulo e da região o eleitor tem a impressão de que Alckmin poderia chegar no segundo turno para disputar com Jair Bolsonaro, e nos estados do Norte e Nordeste a impressão que se tem é o PT vai chegar no segundo turno.

  2. A arapuca está armada…

    E novamente o PT vai cair fácil fácil!!!

    Esta frente ampla contra o facismo será o fim melancólico do PT. 

    O PT deve fazer campanha pura, mostrar os gráficos dos seus governos, aperfeiçoar a proposta de governo, denunciar o golpe e seus desdobramentos.

    Se perder, perde em pé. 

    O povo já tirou a maioria dos golpistas, o PT deve ajudar a afundá-los na lama.

    • E leio a respeito de
      E leio a respeito de debates…

      Que me lembre, quando não interessa expor o candidato deles simplesmente não fazem debates…..

      Tem que ir pra cima todos os dias, por que se contarem apenas com debates pode não haver nenhuma ou ele nem ir…..

    • Ganhar a eleição é um final melancólico?

      O PT não vai acabar mesmo se perder a eleição. É a maior bancada do CN, elegeu governadores, não precisa se preocupar com isso.

      Porém, a eleição do Bozo é uma ameaça concreta à democracia, às instituições e aos direitos humanos. O que é melhor: o partido peitar o candidato sozinho, mesmo sabendo da força atual do discurso antipetista? Ou construir pontes para chegar a uma frente única a favor da democracia?

      Do ponto de vista de eleição, duvido que o PT vai perder votos acenando para o centro; e pensando na capacidade de governar, com esse Congresso Nacional bizarro que foi eleito, será inevitável ajustar o programa para conseguir passar alguma coisa. Então, o que o PT tem a perder se buscar uma aliança ampla e ajustar o seu programa de acordo? Orgulho?

      • O PT vai respaldar o golpe,

        O PT vai respaldar o golpe, aceitar a perda do pré-Sal, vai ter que aceitar governar com o Teto. Sem vencer, os seviços colapsam em dois anos e Bolsonaro ganha com 80% dos votos em 2022.

         

    • Segunda chance

      O argumento se refere ao fato de que o MESMO ERRO pode se repetir. E se isso acontecer estaremos fudidos por alguns longos anos. Sem terem assumido o poder, várias pessoas já foram espancadas e um idoso foi assassinado na Bahia com 12 facadas nas costas.

      Se o PT vier com essa porra de “posição hegemônica”…

      • O ramerrão começou em 2005

        Desde então, a qualquer tentativa mínima de crítica, lá vem o ramerrão: “Ô cumpanhêro, isso num é hora, a gente tamos tããããããããããããããããããããããããããõ fragilizados…”Isso já dura 13 anos, e pelo visto, vai durar mais uns 200 anos. 

  3. Todo texto que começa com “os

    Todo texto que começa com “os erros do PT” já está errado.

    Que “erros do PT”, aqueles que todos os partidos cometeram?

    Entendi.

  4. PSDB, REDE e outros podem ate
    PSDB, REDE e outros do mesmo saco podem ate dizer que “apoiam” Haddad, mas querem mesmo é que o PT, PT, PT seja derrotado. É tudo da boca pra fora. Agora que estao fora da disputa pelo poder querem parecer “democratas”. Se hovesse mesmo preocupação com a Democracia e algum receio com a ascensão do fascismo nao teriam chocado o ovo da serpente. Eles sabem muito bem o que fizeram no verao passado.

    Portanto, a saida para a esquerda é propor o que for de acordo, mas, cumprir lá na frente só o que quiser: está lidando com golpistas vulgares.

  5. Leio essas coisas e tenho a
    Leio essas coisas e tenho a impressão que o capetão vai usurpar o poder…..

    É uma eleição, se ele chegar ao poder será de forma legítima, a questão é entender as razões que levaram o eleitor a votar em um candidato tão ruim e como reverter em favor do candidato da esquerda. Falar em erros do PT é totalmente inoportuno e ajuda muito o capetão….

    • Ok. É uma eleiçao. Mas,
      Ok. É uma eleiçao. Mas, é sempre bom lembrar que o Hitler tambem chegou ao poder por meio de eleiçoes.

      Quando o eleito faz questão de explicitar o desapreço à Democracia e aos DHs, é de preocupar, sim. Ainda mais em uma campanha em que nao se propõe nada, somente uma confrontaçao violenta aos bodes expiatorios da naçao.

      Nesse andar da carruagem, não duvido nem um pouco que milucias fascistas vao proliferar já no primeiro instante.

      • Hitler ou Collor

        Pois é isso. Hitler chegou ao governo por meios constitucionais, e depois usou sua posição no governo para desmantelar a democracia alemã e instituir uma ditadura.

        E eu acho que é hora de entender direito esse processo, por que, ainda que Bolsonaro não conheça a história alemã nem se inspire em Hitler, a lógica da situação é semelhante.

        Ele, como Collor, “tem uma bala só”. Se não conseguir acertar de saída, não se reelege em 2022, e já em 2020 vai sofrer uma derrota eleitoral considerável.

        Só que, ao contrário de Collor, que tinha um alvo bem definido para sua “única bala”, Bolsonaro não tem uma prioridade, tem uma pauta fragmentada. E impopular, mas isso é outra estória. Com uma única bala e múltiplos alvos, não tem como acertar. Não tendo como acertar, vai perder as próximas eleições. Portanto, ele tem de acabar com as eleições.

        É uma situação muito parecida com a de Hitler, se ajustarmos para a diferença de regime – presidencialista no Brasil, parlamentarista na Alemanha. Hitler ganhou as eleições de 1932, mas sem maioria absoluta. Nada obrigava o Presidente da República a nomear o líder do partido mais votado para o cargo de primeiro ministro, E o presidente da República ficou nomeando membros de partidos pequenos para o cargo – é como se o Alckmin, depois do fiasco de domingo, acabasse premiado com a chefia de governo. E o Hitler pressionando para que o presidente o nomeasse. E o presidente propondo coisas “sensatas” do tipo colocar o Hitler como ministro de alguma coisa. Até que acharam uma solução ainda mais “sensata”: o Hitler como primeiro ministro, mas alguém com o perfil do Jucá ou do Eunício como vice-primeiro ministro, para “controlar” o Hitler.

        O Hitler assumiu e logo em seguida tratou de passar legislação, a famosa Ermächtigungsgesetz, ou “lei de habilitação”, que essencialmente retirava os poderes do parlamento e os repassava ao primeiro ministro. Prendendo os deputados comunistas e subornando os do Centro Católico, Hitler conseguiu maioria no parlamento para se tornar ditador.

        Bolsonaro vai ter de tentar algo semelhante, para tirar o Congresso do caminho. Por que o Congresso, fisiológico como seja, ainda tem de responder ao eleitorado a cada quatro anos. E aí começa a pressionar o governo. E aí um governo como o do Bolsonaro não tem como funcionar. Sabemos disso pelo exemplo brasileiro: quando a “única bala” de Collor de Mello falhou, ele perdeu apoio no Congresso, e aí já não tinha como se impor como ditador. Somado à corrupção galopante do seu governo, isso deu no que deu, que é o mesmo que dará se Bolsonaro fracassar. Daí que Bolsonaro vai ter de usar sua “bala única”, não contra as fantasias que seu programa elege como prioridades – direitos humanos, kit gay, feminazismo, lei Rouanet – mas contra o próprio Congresso, que pelo menos é um só.

        Se vai dar certo (para ele) ou não, eu não sei. Mas a alternativa dele é essa: ou Hitler ou Collor. Aut Caesar, aut nihil.

        A não ser, claro, que a gente pare de botar a culpa no PT e trate de eleger o Haddad. Aí a democracia sobrevive, e o PSDB e a Marina vão ter novas chances de corrigir seus erros. Vale mais do que um ministério, na minha avaliação. Do contrário, o que resta a eles é ou a adesão ao bolsonarismo, ou o exílio em Paris, quando vão então poder, comendo caviar com camembert no apartamento de FHC, soltar proclamações grandiloquentes e tentar entender o que fizeram entre 2014 e 2018.

  6. Oportunidade para quê?

    A melhora da posição eleitoral de Haddad às vésperas da votação foi um movimento espontâneo de parcela da classe média, mais paulistana que paulista, um novo junho de 2013 de natureza pendular como foi o original, do qual é a cópia, embora em sentido contrário. Ele vai se espraiar Brasil afora como naquele ano? Se a resposta for sim, haverá que se examinar suas consequências no que fazer imediato da campanha de Haddad.

    Digo isto porque a espontaneidade do súbito apoio a Haddad revela menos um apoio ao candidato que a percepção de uma ameaça real sobre a sociedade, reação legítima e perfeitamente racional. Em tal situação, espera-se menos uma concertação detalhada entre as partes ameaçadas, nós e eles, para ser franco, que a fixação de um objetivo maior a ser alcançado por todos nós no momento. 

    O Brasil tem graves e urgentes problemas para superar. Será trabalhoso encontrar os pontos de contato entre todas partes. Contudo, seremos verdadeiros criminosos se não soubermos, ao menos, preservar nossa liberdade para discutí-los.

    Se a resposta for não, nenhuma fórmula política dará conta da ainda recente democracia brasileira.     

  7. PT domesticado? Nem pensar!

    Putz, quanta utopia! Esse tipo de alinhamento ou composição jamais acontecerá pela propria natureza e personalidade do partido. O PT humilde, dividindo responsabilidades e renunciando ao protagonismo é apenas um sonho. Deixa disso! O PT já desdenhou e esculhambou todo político ou eleitor que ousou divergir dos seus métodos ou desconfiou da onipotência do seu grande lider.

  8. Errata, mas o texto é o mesmo

    O que o Endo defende é que o PT e o Haddad se entregue para os canalhas que articularam o golpe, imaginando que a faca e o queijo fosse cair em suas mãos.

    Análise mais ridícula que essa, só pior do que os eleitores do Bolsonaro, mas sem o fanastismo deles.

    E o povão que votaram no coiso, vai lá saber o que é nazismo, fascismo. Eles nem sabem o que é isso e que existiu.

    Eu nunca vi um eleitorado mais xiita do que os bolsonaristas.

    Juntou-se o fanatismo pentecostais dos Malafaias, RR Soares*, Edir Macedo e a grande maioria dos líderes dessas seitas que tem como único objetivo ser um dia como tais, com suas riquezas, idolatria e os poderosos dos novos tempos ou templos.

    Os eleitores de Bolsonaro são um fenômeno, que vai dos mais ricos até os mais pobres; uma mistura que confesso jamais imaginei acontecer.

    O coiso elegeu mais de cinquenta deputados federais, coisa nunca visto antes.

    Isso jamais existiu.

    O Haddad e o PT não deve abrir mão do seu programa de governo e nem deliberadamente buscar apoio no MDB, PSDB e todos os partidos que formaram o centrão para apoiar Alckmin, pois esses foram defenetrados pelos eleitores.

    Quanta burrice recomendar buscar apoio daqueles que o povão mandou para casa.

    Só falta o Endo recomendar que o Haddad vá buscar apoio do Jucá, do Eunício indio de Oliveira, do Alckmin com menos de 5% de votos, da Marina com 1%, do Lobão, dos Sarney extirpados da cena política do Maranhão.

    Se é para perder, que perca com honra, pois com todo o massacre sofrido pelo PT e pelo Lula desde o seu primeiro governo, ainda assim conseguiu se manter com força como um partido de esquerda.

    Os seu algozes evaporaram.

    E você quer que o Haddad e o PT lhes estenda as mãos?

    * E não RR rodrigues

  9. A estratégia do PT tem de

    A estratégia do PT tem de mudar completamente, a prioridade é tentar ganhar as eleições, mas acho que se aproxima uma derrota muito dolorosa, e não simplesmente porque o PT é o derrotado, mas porque o vitorioso será um personagem sombrio, violento e assustador.

    O triunfo da banalidade do mal se avizinha, mas há que se lutar e o Haddad tem que dar novo rumo ao discurso centrado na ideologia e nos chavões do antigo PT, tem uma onda conservadora pairando sobre o Brasil muito difícil de ser arrefecida.

    Grandes grupos econômicos da mídia, do ruralismo empresarial, do mercado financeiro, do grande capital industrial estão trabalhando dia e noite para derrotar o PT.

    Mas tem um novo ator na jogada, com grande poder econômico, ainda não devidamente percebido pelas esquerdas, as igrejas evangélicas com seu aparato midiático-empresarial, elas têm milhões de membros, seus líderes são donos de TVs, rádios, canais na INTERNET e operam em sintonia para destruir o que eles consideram o mal de origem dos problemas brasileiros: à esquerda.

     

    Como faço parte de uma igreja evangélica e tenho muitos parentes e familiares nestes grupos, acompanho pessoalmente e pelas redes sociais, diariamente, a gritaria ensandecida dos membros dos grupos evangélicos contra o PT e a esquerda, eles são contra, bem resumidamente, as seguintes ações que alegam serem patrocinadas pelo PT:

    As politicas de intervenção estatal do PT na economia inibindo a iniciativa empresarial e, por tabela, afetando a própria atividade das igrejas que não deixa de ser uma atividade econômica em última instância;A eventual discussão sobre cobrança de tributos de suas rendas obtidas por dízimos e ofertas;As políticas liberalizantes do PT no campo dos costumes para beneficiar os grupos LGBTI e outras minorias identitárias;O apoio do PT a projetos de leis que pretendem descriminalizar o aborto;A interferência estatal, apoiada pelo PT, no processo educacional por meio de leis de tolerância nas escolas aos gays e lésbicas;A promoção no processo educacional do ensino de ideologias de esquerda nas matérias da área de humanas (daí o apoio à escola sem partido);A promoção, o ensino e o apoio aos movimentos que caracterizam como “ideologia de gênero”;O apoio do PT a governos de esquerda bolivarianos, à Cuba e a determinados países africanos (desocindentalização, negação da civilização judaico-cristã, etc.)  gerando medo na “venezuelização” do país;A prática da corrupcão que eles, seletivamente, só veem no PT e na esquerda; E, acreditem, a forma como o Brasil conduz sua política externa em relação a Israel, que consideram um povo escolhido por Deus e que deve ser privilegiado.

     

     

     

    • Politização e fé

      O que falta ao crente é instrução.

      Vejo pela minha família

      A bíblia impõe limitações intransponíveis de acesso ao conhecimento.

      Ademais, o crente prospera pela fé e não pelo conhecimento.

      O pastor chama aos seus de gado, em nome do Senhor e todo mundo se submete como se não houvesse amanhã.

      Ele pode ser um servente de pedreiro meia boca durante o dia e pregar com poder no púlpito à noite.

      Sua igreja prosperará porque ele não tem muito a dizer a não ser repetir e interpretar um único livro e pedir dinheiro aos seus fiéis para que a obra se espalhe pelo mundo.

      É muito curioso isso.

      Mas é assim que se fabricam espíritos tacanhos, limitados e ávidos de poder e dinheiro.

      Se o dinheiro não vier, pelo menos o poder de deus ele terá.

      Não vai aí nenhuma crítica.

      Meu pai era assim, só que no tempo dele o dinheiro não era lícito ao crente.

      Mas já naquele tempo a igreja era o reduto do político esperto que ia lá pedir votos.

      A geração posterior, entrentanto, não se conformou com a pobreza: criou os malafaias, os edir macedos, os davi mirandas, os waldemiros, todos cria da assembléia de deus de madureira e seus tentáculos, que entenderam que é dos servos do senhor o reino da terra e tudo que nele há e vão se multiplicando como uma bactéria que a todos quer infectar.

      Há 5 anos havia centenas de denominações e ser pastor e obreiro virou opção ao desemprego.

      Os crentes (rebatizados de envangélicos) tomaram para si a prioridade de Sião e pela graça querem ser ricos e escolhidos como o povo judeu.

      O hebreus, com os dedinhos cruzados nas costas, dão o maior apoio.

      Lessem os crentes umas páginas do Talmud e ao tempo mergulhassem na Cabala, talvez ficassem mais espertos – ou não.

       

       

       

  10. Erro do pt
    O PT deve ao longo dos 6 últimos anos como oposição todas as instituições do país. Sobreviveu, o MDB se tornou governo foi destruído e suas lideranças. Fala em erros!
    Esses filosofos w a mídia deixaram de ensinar o que e democracia e permitiu que o fascismo crescesse.
    Agora depende dos erros do PT para que o fascismo e a escuridão se estabeleçam.
    Estou cansado de ouvir isso.
    Pq o intelectual não mostrou como contribuiu o judiciário e mídia nessa desgraça.

  11. Estão batendo muito na tecla

    Estão batendo muito na tecla do anti petismo,mas se esquecendo para a onda de noticias falsas e coordenadas dos seguidores de bolsonaro pelo whatsapp.Participo de varios grupos de amigos e colegas de cidades do Sul(onde moro) e sudeste(onde estudei).Na sexta feira a noite houve uma enxurrada de mensagens coordenadas com o intuito de tirar Dilma e Suplicy do Senado,acredito que isso tenha ocorrido em outras regioes.Era muito interessante que chegavam daqueles apoiadores fanaticos do bolsonaro e quase sempre em horarios parecidos.Fenomeno a ser estudado,pois quem ganhou com isso foram os candidatos do fascista,e todos outros partidos foram prejudicados,tanto de direita,quanto de esquerda.

  12. O comentário mais inapropriado de todos os tempos
    Cara, eu sei que essa é a pior hora possível, que é totalmente inapropriado, talvez até desrespeitoso, mas como bom eleitor do Ciro, eu valorizo muito a franqueza. Eu só consigo prestar atenção em duas coisas nessa matéria…

    • “como bom eleitor do Ciro”….

      Quem fala é o “Dogbert”, assim como os outros robozinhos que encheram este blog: Forrest, Collinqwood e outros com nome “em ingrés”, comprovando a origem importada do programa que alguns tem usado nesta campanha……

      Todo cuidado é pouco com estes robôs.

  13. Desculpas a quem?

    Com exceção do PT, os eleitores dos outros candidatos estão desvinculados das cúpulas dos partidos políticos. Haddad pode chamar a conversar a FHC ou quem quiser que isso em nada vá mudar. Essa avalanche de eleitores que votaram em modo de protesto em Bolsonaro, não quer saber de modos educados, de conversa mole entre caciques velhos, nem de melindre, mas de soluções concretas. Haddad deve dar resposta a esse protesto e captar o sentimento do eleitor, mostrando-se mais capaz que Bolsonaro para dar resposta aos problemas de hoje e, com isso, vencer a rejeição. O Haddad devia largar alguns velhos do comitê de campanha e integrar + juventude, para saber o que realmente passa no eleitorado de hoje.

  14. Freud não explica!

    PQP, só falando assim!

    Olha, eu sou (como petista) um dos maiores críticos de sua renúncia a debater e elaborar um discurso que fosse além da reforma periférica do capitalismo, mas esse papo de “erros do PT”, de “culpa do PT” e que agora é hora de montar a frente ampla da “esquerda” (que esquerda, psol e seus arautos do evangelho?????) é um pé no saco!

    Ora, quem tem que ter a humildade de se agregar é justamente quem ficou de fora, apesar do PT ter sido a geni da política nacional nesses últimos anos!

    Apedrejado inclusive por muita gente boa da esquerda.

    O PT fez, a duras penas, a sua parte…se quiserem se unir bem, se não quiserem, f*dam-se…

     

    marina?????? É piada não????

    ciro ficha limpa???? (bem, é isso que ela andou falando no final da campanha, tentando surfar a onda moralista!!!).

    Setores do mdb e psdb???? rede???? que se danem, se quiserem conversar, ótimo, mas sem impor condição alguma.

    Erros do PT, ora bolas, erro do PT se resolve pelos filiados do PT, nas instâncias de debate do PT…quer debater os erros, filie-se!!!!

    Talvez Lula tenha que pedir desculpas por estar preso! Quem sabe confesse crimes que não cometeu?

    Dilma por ter sido golpeada!

     

    O principal problema é que o PT tem a direita os canalhas de sempre, e a esquerda os canalhas de sempre, prontos a tentar sangrar o legado do partido, parasitando aquilo que não conseguem acumular como capital político.

    E se é fato que a idolatria política a Lula, ou a irredutibilidade dos petistas seja um entrave a um debate franco sobre os governos petistas (sim, podemos debater os governos, mas como eu disse, o PT e suas diretrizes são problema de seus filiados), por outro lado, a hipocrisia e o cinismo do restolho da esquerda não ajuda em nada nesse processo!

    Vamos debater a impropriedade do PT ainda acreditar que pode salvar o capitalismo??? Ótimo, vamos lá…mas quem quer se propor a esse debate????

    Dizer o que o Haddad deve fazer, ora, ora, ora, ponham-se nos seus lugares senhores e senhoras!

    Eu fico só pensando: um cara se coloca como candidato no meio de uma barafunda dessas, expõe a si e sua família, poderia ter sido eleito deputado  federal mole mole, salário ganho, protagonismo garantido, e coloca a cabeça na guilhotina para ficar ouvindo esse lenga-lenga de psicanalista pela democracia????

    Com esse tipo de aliado aí é melhor deixar “o coiso” ganhar e ver o circo pegar fogo!!!

    Pior do que está para Lula e o PT não fica…

    Vão se catar…

     

  15. Texto fraquinho, fraquinho….

    É um texto no mesmo caminho de Ciro. O PT pintado como o diabo, os outros como santo.

    Só para lembrar, o governo do PT foi derrubado através de um golpe de Estado, o país foi levado a uma situação de confronto conduzida pela mídia, o PSDB, o PJ ( Partido da Justiça ) e o autor quer que o PT peça desculpas?

    Brincadeira de mau gosto.

    #HaddadNoGovernoLulaNoPoder

  16. O único erro do PT foi não

    O único erro do PT foi não ter radicalizado, mas se tivesse, o golpe teria ocorrido antes. Agora, sabemos como funciona. O PT pode e deve aceitar a participação de outros partidos. A única condição é que se governe para o povo e não para o mercado.

  17. A Candidatura do PT é caminho para evitar o fascismo

    Muito provavelmente a candidatura de Fernando Haddad do PT evitou a vitória de jair no primeiro turno.

    E qualquer candidato de centro-direita a esquerda pode derrotar jair Bolsonaro no segundo turno.

    Como vimos no primeiro turno o candidato Jair Bolsonoro atraiu votos de Lulismo e de quase todos os partidos, menos do PT

    A principal transferência se entre os eleitores do PSDB, que atingiu quase 90%.

    Assim como ocorreu com os eleitores do Lulismo, uma parte dos eleitores do PT teria aderido a candidatura de jair Bolsonaro, caso o PT não tivesse lançado candidato a Presidente, o que poderia ter provocado a vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno.

    Agora no segundo turno contamos com dois fatores favoráveis, o primeiro a comoção nacional pela quase vitória de Bolsonaro no primeiro turno, o que faz com que quase todos reflitam melhor sobre as consequências da vitória do fascismo nas eleições para Presidente.

    Agora no segundo turno os eleitores dos demais partidos vão escolhe o que consideram o menos pior, que em sua grande maioria vão Fernando Haddad.

    Além disso resta aqueles que não votaram em nenhum candidato no primeiro turno, quase 40 milhões de eleitores. precisamos de 10% destes eleitores na luta contra o fascismo.

    O processo de transferência dos de Lula ainda não se encerrou e Haddad deve continuar crescendo nos setores que votariam em Lula, esse impulso será maior em função de maioria ou totalidade dos eleitores de Ciro Gomes  e Marina Silva devem caminhar em direção ao candidato do PT, considerando que os eleitores de Ciro  e de Marina, que poderiam aderir ao fascismo já o fizeram no primeiro turno.

    O segundo turno tende a facilitar o processo de recuperação dos votos do Lulismo que aderiram a candidatura de Bolsonaro no primeiro turno, por diversas razões, tendo como principal o destaque da própria disputa dentre apenas dois candidatos.

     

     

     

  18. Essa de ficar cobrando

    Essa de ficar cobrando penitência do PT virou quase uma cantilena religiosa. Não vejo comentaristas cobrando mea culpa do MDB, do PSDB e de outros partidos que governaram o Brasil. Só o PT errou? Como se explica que o Lula deixou o governo com mais de 80% de aprovação? Foi por ter errado? Me poupe! Errar todo mundo erra, alguns mais é outros menos, isso do ponto de vista de quem avalia que também erra. 

  19. Gerúndio

    Em 2014, Dilma, foi candidata à reeleição, disputou e ganhou. Depois foi deposta por um escandaloso Golpe de Estado.

    Marina Silva, que não conseguira ajuntar os apoiamentos bastantes a que legalizasse o seu partido (a “Rede”) e pudesse concorrer à presidência, acabou por aceitar a candidatura a vice-presidência na chapa encabeçada por Eduardo Campos, cuja morte no célebre acidente aéreo de agosto daquele ano a catapultou à disputa pela presidência. 

    Pois então: e só então, Dilma e Marina, passaram a concorrer ao mesmo posto. Eduardo Campos, cujo governo foi intensamente beneficiado pelas políticas públicas dos governos de Lula, decidiu “atravessar” o PT – direito dele, mas que evidentemente expunha-o em disputa. A cobertura dada pelos meios de comunicação à morte de Eduardo Campos, e a consequente elevação de Marina foram, guardadas as devidas proporções, parecidas com o caso da faca no fascista: a Globo (não só) incensou Marina com o óbvio objetivo de barrar um novo mandato para o PT. Marina fez parte do jogo da Globo. Aceitou participar da trama. Disputou e perdeu, sendo ultrapassada pelo triste sujeito que depois viria a ser personagem central do Golpe. Apoiou-o no segundo turno – fato inesquecível – revelador de seu caráter duvidoso.

    Agora, com o pifio resultado obtido, o articulista cujo sobrenome (nipônico, imagino) não deixa de ser desinência de gerúndio verbal de segunda conjugação, diz, referindo-se à Marina Silva, “que o PT não soube ter quando atuou contra sua candidatura nas eleições de 2014”. 

    Que ele queira a união para derrotar o fascismo, ótimo, todos queremos. Que a situação não é propícia à escolha de apoios, igualmente verdade. Mas daí a pretender que o principal partido de massas do país se penitencie eternamente por erros que não cometeu (refiro-me ao imbroglio Marina Silva), vai longa distância. 

     

  20. Segundo turno

    Ainda sobre abstenção, votos e nulos que no primeiro turno representaram 39 milhões

    Nas eleições de 2002 a 2014, ocorreu um aumento da abstenção no segundo em relação ao primeiro turno, que pode estar relacionado aos eleitores dos candidatos que ficaram de fora do segundo turno.

    E uma diminuição nos voto nulos, que pode estar relacionado a rejeição dos candidatos do segundo turno e também a uma simplificação da votação no segundo turno.

    Eleição presidencial no Brasil em 2002–Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Eleição presidencial no Brasil em 2006–Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Eleição presidencial no Brasil em 2010–Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Eleição presidencial no Brasil em 2014–Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    URL:
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_no_Brasil_em_2014
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_no_Brasil_em_2010
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_no_Brasil_em_2006
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_no_Brasil_em_2002

  21. Aproximação do PT com eleitores dos outros…

    Mas, cuidado com os caciques dos outos, pois isso será um abraço de afogado.

    O PT deve ser afirmativo e enérgico nas suas posições, pois é isso o que o eleitor espera, alguém com firmeza para ressolver os problemas, e não conversa bonita nem de sonhos. 

    A melhor solução écolocar jovens no comité de campanha e aposentar alguns velhos mais saudosistas…..É a juventde e a modernidade do whatsapp quem está levando esta eleição.

  22. Sensatez em excesso

    Em política, às vezes, sensatez é a pior forma de loucura.

    É o caso.

    É muito sensato conversar com o que sobrou do PSDB e com Marina. Mas a pior coisa que pode acontecer é a candidatura de Haddad ser percebida pelo eleitorado como uma central de conchavos para negociar e distribuir cargos num hipotético futuro governo. Ainda mais envolvendo o PSDB, que acaba de ser varrido da cena política, como merecida recompensa pelos seus inúmeros e abissais “erros” (dos quais ninguém fala, é óbvio).

    ——————————

    E por falar nisso, o que vem a ser um “erro”? Qual é o gabarito dessa prova, que permite a “professores” sem nenhuma experiência no ramo, distribuirem X e C a torto e a direito?

    Cobram do PT atos de grandeza. Quando o PT tomou atitudes desse tipo – retirando candidaturas viáveis em Pernambuco e no Ceará, apoiando Renan em Alagoas, todas elas foram dadas como exemplo de política pequena, paroquial, capitulações insanas ao reacionarismo. Foram erros ou foram acertos, afinal? Por qual critério, o da “sensatez” ordinária, do senso comum, ou por um critério que muda ao sabor do momento, ou ao sabor do que é conveniente para Ciro Gomes?

    Onde está a sanha por apontar os “erros” tucanos, da Marina, ou, mais ainda, do judiciário?

    E quando o Bolsonaro diz que não vai estuprar a Maria do Rosário, isso é um erro ou um acerto? Quando ele manda o seu general de estimação calar a boca? Quando ele desautoriza o seu hipotético ministro do Posto Ipiranga? Quando ele diz que vai metralhar favelas ou petistas? São erros ou são acertos?

    ————————————-

    De volta à sensatez, a coisa mais sensata que o Partido Democrata americano fez em 2016 foi indicar a Hillary como candidata. Deu no que deu. Uma escolha menos sensata, como o Sanders, ou mesmo o Biden, teria dado um resultado melhor.

    • O que sobrou do PSDB está com

      O que sobrou do PSDB está com Bolsonaro. A partida mais a direita do PSDB foi o que sobreviveu ao Tsunami. O PSDB mais moderado, esse o eleitor repudiou, está morto e enterrado.

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