A petulância de um criminoso de lesa-pátria, por Francisco Celso Calmon

Como disse o deputado Zeca Dirceu, o ministro Paulo Guedes é "tigrão” contra os idosos, portadores de necessidades, agricultores e professores, mas é uma "tchutchuca" quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país".

Agência Brasil

A petulância de um criminoso de lesa-pátria

por Francisco Celso Calmon

Paulo Guedes é servidor temporário, demissível ad nutum, mas cuja arrogância até parece ser o alter ego do presidente, ou seria o superego? Enfim, seja um ou outro ou ambos, foi de uma arrogância que extrapolou o limite da harmonia e independência entre os poderes, ao qualificar o Senado da República como criminoso.

Na noite desta quarta-feira (19) a decisão do Senado de derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste de salários de servidores, ele disse que o Senado deu “um péssimo sinal” e classificou a decisão como “um crime contra o país”.

É preciso colocar focinheira nesse servidor que já agrediu verbalmente deputados e agora se vê no direito de vociferar contra os senadores, como se estes fossem subalternos do poder Executivo.

Como disse o deputado Zeca Dirceu, o ministro Paulo Guedes é “tigrão” contra os idosos, portadores de necessidades, agricultores e professores, mas é uma “tchutchuca” quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país”.

Guedes com a sua postura de sabe-tudo vai demonstrando que é quem manda no governo, ou por outra, que é o mercado financeiro que dita as regras e ele como seu representante é o mandatário do governo bolsonarista. Ocorre que a sua política econômica é de rotundo fracasso: PIBinho de 1.1% em 2019,  e no primeiro trimestre deste ano, quando o coronavirus ainda não tinha afetado a economia, caiu 1.5%, e para o primeiro semestre é estimado ficar  em torno de menos 7%,  e as projeções para este ano é de menos 9%, um PIB negativo dessa dimensão vai gerar 50 milhões  de desempregados, subocupados e desalentados.

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Quais são os objetivos de Guedes: reduzir o Estado ao mínimo, privatizar, preferencialmente para os estrangeiros, as empresas públicas e estatais, e implantar o capitalismo de desastre, aquele que se aproveita de desastres naturais ou provocados para maximizar os lucros do capital financeiro. O ser humano é mera estatística, como adepto do darwinismo social e da teoria malthusiana, concebe o mundo como de um lado a elite e de outro o resto. Não tem compromisso nem com a vida, nem com a saúde e a educação.

E em tom de ameaça disse que cabia a Câmara consertar a decisão do Senado. Se os deputados, que representam o povo, curvarem-se a esse bandoleiro do capital financeiro, estará gerando uma desarmonia no poder Legislativo e virando as costas para os trabalhadores.

Este ano é um ano eleitoral, a panela de pressão do sofrimento do povo pode explodir elegendo prefeitos e vereadores da oposição a esse governo nazifascista.

Contudo, até lá, esse pitbull deveria colocar focinheira para não agredir os representantes do povo e ser adestrado para respeitar o poder Legislativo.

Desrespeitar o Senado da República é desrespeitar os estados membros e o povo que escolheu os seus representantes.

Quando o Brasil recompor o seu Estado democrático de direito, haverá necessidade de uma nova Comissão da Verdade, e com certeza no relatório da comissão estará compilado os crimes de lesa-economia nacional desse entreguista e fracassado ministro da economia.

Francisco Celso Calmon é Advogado, Administrador; membro do canal Resistência Carbonária; Coordenador do Fórum Memória, Verdade e Justiça do ES; ex-coordenador nacional da RBMVJ.

 

4 comentários

  1. Demorou muito para alguém falar o óbvio, o bandoleiro que a maioria ainda desconhece não passa de um fantoche, ocupando uma cadeira que, na verdade, é ocupada de fato pela banca que faz de PGuedes sua marionete durante as 25 horas do dia.
    Até aqui, este monstro ainda não foi capaz de sugerir nenhuma medida que vá de encontro aos que mais precisam, até porque o fantoche desconsidera a existência deste grupo de mais de 100 milhões de brasileiros.
    Quando o miliciano afirma desconhecer o assunto Economia, está apenas confirmando quem é o presidente de fato do país, sendo ele nada mais que um fantoche, um Forrest Gump tupiniquim com três destrambelhados a ajudá-lo no discurso de ditador cucaracha.
    Até aqui, a grande ganhadora nesta pandemia é a banca, que certamente está felicíssima com o seu empregadinho fantasiado de ministro.
    Quanto a PGuedes, chegou como um inteiramente desconhecido e, em algum momento, sairá como o mesmo eterno desconhecido.

  2. Pois é, para pagar salário, aposentadoria, recurso emergencial ou qualquer outra medida a favor do povo não tem dinheiro, mas bastou aparecer no horizonte um lucro de 400 bi, para o tchutchuka correr e dizer que vai dar para os bancos….. juntando com os um tri e 300 bi, seriam quase 2 trilhões para os abutres carniceiros em um ano difícil…
    O estado para gastar um centavo tem que justificar, fazer licitação, dar publicidade e ter transparência, entretanto, para entregar centenas de bilhões para os abutres basta a vontade de um….. será que ninguém no congresso tem vergonha na cara para barrar um absurdo desses?
    Até quando esse abuso e escárnio com o povo brasileiro?

  3. Criminoso lesa-pátria e impune. Porque a quadrilha que lidera é grande. Chama-se mercado, que manda nos nos 3 Poderes, no MPF que quer ser o quarto e na mídia hegemônica. Com os aplausos de milhões de imbecis. Ou seriam milhões de cabeças de “gado”?

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