Alface ou alfafa?, por Izaías Almada

Como se vê, o combate à corrupção no Brasil é levado muito a sério. Quanto maior a “propina”, maior a possibilidade de o suspeito ser liberado de qualquer investigação e processo.

Alface ou alfafa?

por Izaías Almada

Parte da elite brasileira e da classe média arrogante, ignara e belicosa, bem como seus representantes no executivo, legislativo e judiciário, vai revelando o seu ódio de classe e o seu entreguismo a cada dia em que vão surgindo novas revelações do jornalista Glenn Greenwald e seu Intercept. 

As mais recentes são estarrecedoras do ponto de vista humano e criminosas do ponto de vista profissional. A parte indignada do país e não só, já está mais do que convencida da farsa montada por parte de um “seleto” grupo de procuradores, juízes e outros membros do Poder Judiciário brasileiro, e que esse, vergonhosamente, ainda não tomou atitudes a respeito.

E não as tomou por qual razão? Pela simples razão de que por motivos de alguns acordos internos e outros feitos fora do país, era preciso tirar do poder político um partido e seu principal representante. 

Esta farsa já está devidamente registrada e sendo aos poucos absorvida por aqueles que ainda acreditavam na imprensa da Casa Grande e seus porta vozes e bajuladores por todo o país.

Nela estão envolvidos nomes sonantes da política brasileira num arco que vai da extrema direita à extrema esquerda, seja lá o que signifiquem essas dois extremos.

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff deu início à farsa, montando um cenário para o golpe de estado que levou ao poder um homem já por duas vezes implicado em processos investigados pela Polícia Federal. 

Como se vê, o combate à corrupção no Brasil é levado muito a sério. Quanto maior a “propina”, maior a possibilidade de o suspeito ser liberado de qualquer investigação e processo. Melhor ainda se o suspeito for de Minas Gerais ou São Paulo e pertencer a qualquer partido político, exceção feita, é claro, ao Partido dos Trabalhadores.  

Agora, se for nordestino e petista, prende e condena… E depois se vê… Provas do crime de corrupção? Para que provas? A verdade é uma quimera, já disse uma sumidade de peruca do STF…

Aí entra em cena o jornalista Greenwald e sua Intercept para mostrar que o Brasil vive uma democracia de sinais trocados.

Chegamos ao final do oitavo mês do novo governo. E a pergunta que fica é: até quando irão destruir as instituições, as empresas nacionais, entregar nossas maiores riquezas e terras, recuperar a economia, combater o desemprego crescente e, sobretudo, criar novos empregos?

Respeitar as ideias e as opiniões de adversários políticos é um dos preceitos mais significativos de uma verdadeira democracia. E quando essas ideias e opiniões simplesmente não existem, pergunto? Ou se enquadram numa moldura de grosserias, incompetência e preconceitos, desprezando-se as mais elementares atitudes de uma vida civilizada? O que fazer?

Que não esteja longe o dia em que o Brasil possa se libertar dessa baba viscosa e desse cheiro nauseabundo de uma democracia monitorada por gente que ainda não sabe qual a diferença entre um belo prato de vegetais e verduras frescas e um coche cheio de feno e alfafa.

1 comentário

  1. E dando sequência ao golpe jurídico, mp do RJ pede quebra de sigilo do deputado David Miranda alegando “suspeita” de “rachadinha”.
    Greenwald que se cuide, pois cheira a armação para vazamentos pela Globo.

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