As ratazanas no MEC, por Alexandre Filordi

A dimensão estúpida de uma ideologia pária vampiriza o compromisso social com a Educação, que nunca esteve tão desorientada

(Street art de Bleck le rat – Extraído de https://www.slave2point0.com/2017/02/22/blek-le-rat-le-pionnier-du-street-art-en-france-inspira-banksy/)

As ratazanas no MEC

por Alexandre Filordi (EFLCH/UNIFESP)

 

A dimensão imoral do atual governo se compara a um recordista incansável de salto com vara: o seu sarrafo nunca está baixo o suficiente. Já seria um escândalo moral, político e humanitário o Ministério da Saúde não contar com ministro especializado em plena pandemia. Embora haja corpo técnico especializado nesta pasta, contudo, a utilização de um ministro-cabresto, ou seja, guiado aos mandos absurdos de seu chefe e, logo, sem vontade própria, indicia a normalidade com a falta de compromisso com a vida.

O MEC está na mesma direção. Os rumos da Educação brasileira nunca estiveram tão afetados, desorientados e comprometidos. Dando provas mais que suficientes de sua inépcia política, o chefe do Executivo se vale dos ministérios detentores de grande capacidade financeira para dissipar a lepra da comorbidade de sua política com o que há de mais pernicioso na politicagem. São ratazanas profissionais, infiltrando-se nas engrenagens política para se locupletaram. Em troca, garante-se a oxigenação imoral capaz de dar sobrevida aos messianismos do Messias.

O impacto na Saúde está aí: números impensados de mortos da pretensa “gripezinha”; uso incompleto das verbas destinadas ao combate da pandemia; falta de clareza política no manejo da crise etc.

Os impactos na Educação são menos visíveis a olho nu, mas corroem por dentro a capacidade produtiva de conhecimento científico no país. O seu impacto nas gerações futuras não será desprezível. Como venho sustento, porém, a um governo comprometido com a precarização do trabalho não lhe interessa priorizar a Educação. Pessoas capazes de pensar, criticar, posicionar-se histórica e politicamente são problemáticas ao autoritarismo. O que lhe interessa são sujeitos dóceis, obedientes e ignorantes, claro está, pois são mais fáceis de se sujeitaram aos abusos do poder econômico caso não queiram morrer de fome

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Com a queda de Renato Feder, antes mesmo de sua nomeação – fato já corriqueiro no MEC – o que se anuncia? Que a dimensão estúpida de uma ideologia pária vampiriza o compromisso social com a Educação. Feder seria “liberal” demais para o núcleo terraplanista, religioso, moralista, sexista, militarista e chulo do governo. Qualquer pessoa minimamente racional não será bem-vinda como ministro da Educação.

Deste ponto de vista, Weintraub é a referência para o governo. Assim, embora seja fato que Weintraub deixou o MEC, porém, o MEC não conseguirá deixar Weintraub e tudo o que ele representa. O que podemos esperar? Nada melhor e algo bem pior.

Seja como for, Educação nunca foi um compromisso do bolsonarismo, a não ser para inviabilizá-la. Enquanto isso, o Brasil vai caindo de alturas cada vez mais acentuada de seu salto com vara de imoralidade política. Pior que isso: não há sob nós colchão de proteção ainda capaz de diminuir o impacto de nossa queda. O Brasil pode morrer de fraturas múltiplas. Mas as ratazanas não estão nem aí, elas não se comovem.

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2 comentários

  1. E uma ratazana altamente educada, doutor, professor,ex-presidente, ainda tem coragem de defender a permanência do lider da quadrilha de fascistas que assola o país…desde que fique calado. Ora, quem devia calar a boca torta é essa ratazana. O maldito liderou o golpe contra Dilma para por essas merdas no poder…….só torço que esse boca torta morra do pior tipo de cÂNCER QUE O MATE BEM LENTA E DOLOROSAMENTE. mALDITO FILHO DA PUTA.

  2. É isso mesmo, falta de compromisso com a vida e com o futuro econômico e social do país. O governo está eliminando todo o potencial técnico e científico do Brasil. Esse é o boicote que nenhum agente estrangeiro poderia realizar com tanta eficiência. Podemos admitir que o Executivo Federal atenta contra suas próprias instituições, personificadas nos Ministérios da educação e da saúde. As engrenagens da Administração Pública que poderiam ser mobilizadas para desenhar uma saída digna do caos social e econômico são fragilizadas, roídas por dentro vão se fragilizando e se tornando mero alimento para esses ignóbeis roedores. Ninguém aguenta mais essa novela de capítulos repetidos. Bingo!!! Não há definição melhor do que ratazanas, senhor autor.

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