backing vocals do golpe, por Zê Carota

backing vocals do golpe

por Zê Carota

cerca de um mês, mês e meio atrás, num show em Brasília, ivan lins derreteu-se por sérgio moro, o que dispensa comentários.

em recente entrevista à folha de são paulo, renato teixeira sentenciou que a política em que o Chico Buarque atua não existe mais. falou o eleitor e cabo eleitoral do comprovadamente velhaco aécio.

no último dia 9, em seu perfil no twitter, guarabyra (da dupla com sá), comportando-se como um típico adolescente fã de danilo gentili, fez escárnio da candidatura do preso político Lula, sugerindo que sua vice deveria ser Dona Marisa, falecida em virtude da blitzkrieg promovida pela mídia, mp e judiciário. 

comum aos três, um passado artístico composto de canções expressando e inspirando indignação contra todos os desmandos e absurdos do mesmo e criminoso poder político, econômico e midiático que agora saúdam e crítico à mesma classe média fascista que guarabyra emula.

comum, ainda, aos três, o fato de, ao contrário do Chico que renato menospreza gratuitamente – como se um seu colega dizer que “samba é música de bandido” não merecesse crítica por expressar um preconceito que não deveria mais existir -, estarem na ocaso de suas carreiras, ou xepa do produto a que as reduziram, calcados num passado que, nos versos de Belchior, é uma roupa que não lhes serve mais.

no desespero por uma nesga de holofote, promovem uma decadente e abjeta inversão de papéis: se, antes, seus versos eram cantados em uníssono por plateias de todos os tipos, de todo o país, agora eles entoam, nos palcos e onde mais lhe restar alguma visibilidade, os mantras de hipocrisia e ódio grasnados por cada vez maiores bandos de teleguiados.

tornaram-se, voluntariamente, backing vocals do golpe.

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4 comentários

  1. Questão de dinheiro

    Seja qual for nome ou configuração que se dê, para estes infelizes sempre tratou-se de dinheiro e não de arte; o lugar ao sol lhes permitiu vida iluminada pelo sol do consumismo e da adoração e tietagem de alguns fãs, para eles não importa a mensagem ou o público, como camelôs de feira, importa as vantagens que terão com este público.

    Alguem algum dia precisa fazer um estudo serio da psique destas pessoas que transitam da esquerda para a direita e aceitam fazer contra os de seu antigo mundo o papel de gestapo ou franco atiradores, vide Aloisio Nunes, Cristovão Buarque, Roberto Freire, Lobão, Gabeira…

  2. O JABÁ É UMA COISA MUITO PODEROSA, MUITO, MUITO MAIS QUE A XEPA.

    Esse pessoal muitos têm até qualidade artística, mas a cabeça é a cabeça da GLOBO, eles se aprisionaram no VALE APENA VER DE NOVO, pensam em loop e randomicamente suas emoções são as mesmas, são delírios de heróis como bem disse CAZUZA, “morreram de over dose”. Não assimilaram os seus recalcos, se iludem, vibram consigo mesmo admirando resultados do passado. Agora temos que admitir, nos enganaram com muita facilidade. Suas partes humanitárias são despresivel em todos os sentidos, o que nos levar a crer de holofotes e celebrização é mais antigo que o umbigo do gênio da lâmpada, não são só backing vocal do GOLE, são as vozes histriônicas e os cavaleiros do GOLPE. No mais, prefiro a xepa política do chico, que o jabá das casualidades, malas e etc.

  3. Honesto e com visão longa foi o Marcos Valle que já nos anos 70

    escreveu que não se deve confiar em ninguém com mais de 30 anos. Muitos humanos, passado a aurora da juventude, depois que perdem o senso de idealismo e se divorciam da utopia do progresso humanitário, rendem-se e vendem-se às 30 moedas. Pedem para que se esqueça do que foi escrito por ele. São progressistas enquanto são pobres e moralistas por conveniência. É prudente não julgá-los já que muitas das músicas que tocaram às esperanças de tantos, em muitos casos nem foram escritas por alguns deles. Quanto mal fez ao país, ter sofrido um aculturamento tão maligno, feito por esta mídia retrógrada.

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