“Bolsonaro Tira Guedes e valoriza o banco do brasil”, por Albertino Ribeiro

Referindo-se à estatal como “z”orra (não quero ofender o leitor), Guedes disse que o banco precisa ser vendido logo. Mas por que vender uma empresa tão lucrativa como o banco do Brasil?

Foto Agência Brasil

“Bolsonaro Tira Guedes e valoriza o banco do brasil”

por Albertino Ribeiro

Eu também gostaria que o título desse artigo fosse verdade, mas não é! A maioria dos brasileiros gostaria muito que Bolsonaro tirasse Guedes o mais rápido possível antes que ele provoque um dano maior ao país, devido ao seu solipsismo econômico e ódio que nutre pelo estado.

Freud explica

Quase surtando porque está sendo obrigado a fazer políticas keynesianas, mesmo que tímidas (auxílio emergencial, liberação de PIS e FGTS, turbinar o bolsa família), Paulo Guedes é um vulcão prestes a entrar em erupção e cobrir de cinzas o que resta do estado brasileiro.

Sua raiva acumulada foi vista por todos naquela fatídica reunião em que ele defendeu, até mesmo, o turismo sexual com aval da Damares. Até entendo, pois é somente nesse caso que a oferta cria a sua própria demanda, não é mesmo?

O objeto de sua catarse é o banco do Brasil. Referindo-se à estatal como “z”orra (não quero ofender o leitor), Guedes disse que o banco precisa ser vendido logo. Mas por que vender uma empresa tão lucrativa como o banco do Brasil?

Nos últimos 10 anos, o banco do Brasil teve um lucro médio anual de R$16,3 bilhões e pagou R$3,6 bilhões em dividendos à união, segundo o portal UOL de 09/06/2020; é como matar a galinha dos ovos de ouro. Qual seria a motivação?

Viés ideológico

Bolsonaro, no discurso de posse em 2019, disse que o seu governo não teria viés ideológico. Acho que na cabeça do capitão, ideologia é só a comunista.

O motivo principal da venda do banco brasileiro é meramente ideológico (neoliberal). Podemos ver isso no discurso que os economistas neoliberais fazem em defesa da privatização:

Segundo Zeina Latif, o banco seria ainda mais eficiente se tivesse controle privado. Para a economista do instituto millenium e ex-diretora da XP investimento, não ha justificativa para o estado brasileiro ter um banco atuando no mercado.

Como Nassif costuma escrever aqui no jornal, trata-se de opiniões de raciocínio binário – cabeças de planilhas -, economistas que não possuem um pensamento complexo.

Não conseguem entender a importância do banco Brasil na realização de políticas públicas, na assunção de riscos no investimento agropecuário, na concessão de empréstimos diferenciados, forçando a taxa de juros para baixo. Estes são apenas alguns exemplos da importância de um banco público.

É incrível, gente! O cenário atual de pandemia; a atuação fundamental da caixa econômica federal na concessão do auxílio emergencial, o medo dos bancos privados de conceder empréstimos às empresas em dificuldades.

Vejam, nem mesmo exemplos objetivos foram capazes de fazer os economistas “Guedianos” pensarem fora da casinha de papel. Destarte, cabe a este articulista, sonhar que um dia os impulsos do liberalismo primitivo de Guedes sejam todos canalizados para o seu BTG.

“Quando chegar o momento, esse meu sofrimento você vai pagar com juros, juro!” – Chico Buarque.

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