Caso Marielle explica o “irracionalismo” de Bolsonaro, por Wilson Luiz Müller

Clã Bolsonaro tem o objetivo principal de criar uma narrativa capaz de convencer um segmento considerável da sociedade brasileira de que não há alternativa que não seja a implantação de uma ditadura.

Caso Marielle explica o “irracionalismo” de Bolsonaro

por Wilson Luiz Müller

Passados onze meses do atual governo, a maioria dos analistas políticos discute as razões pelas quais Bolsonaro toma atitudes que parecem irracionais do ponto de vista de um governo que esteja pensando em governabilidade e popularidade. Há uma percepção de que muitas das falas e atitudes de Bolsonaro e seus filhos e ministros tem a função principal de criar fumaça para desviar a atenção do principal. Esse diversionismo bolsonarista teria a função de esconder as pautas econômica e de retirada dos direitos sociais, pautas impopulares tocadas pelo ministro Paulo Guedes.

A hipótese que será aqui apresentada sustenta que a estratégia de produção massiva de factoides pelo clã Bolsonaro tem o objetivo principal de criar uma narrativa capaz de convencer um segmento considerável da sociedade brasileira de que não há alternativa que não seja a implantação de uma ditadura. Essa narrativa tem a sua origem em dois fatos, por ordem de importância:

1 – o assassinato ainda não esclarecido de Marielle Franco;

2 – a crença histórica de Bolsonaro de que a ditadura é o melhor regime de governo, aliado  à incapacidade de conviver democraticamente com a divergência.

Em relação ao primeiro fato motivador, há um aspecto que salta aos olhos para quem se dedica ao estudo da linguística, pois revela que o silêncio, em certas situações, diz muito mais do que a fala. Os Bolsonaro tem o costume de falar de tudo: o formato da terra, o climatismo cultural, até do sexo não convencional no carnaval. Mas nunca falavam de algo de grande interesse público: o assassinato de Marielle. Aqui o silêncio grita. A fala emudece porque assusta. Há aquele tipo de tensão mórbida que se sente num filme de terror ao imaginar que um cadáver pode cair do armário a qualquer momento.

Abaixo está reproduzida uma cronologia de fatos noticiados pelas mídias desde o final do ano de 2018 para mostrar o entrelaçamento, por vezes de diferença de horas ou dias, entre o factoide e o fato que o provocou, seja para chamar a atenção para outro lado, seja para dar uma outra versão, seja para se antecipar em relação ao que vai acontecer em seguida.

A cronologia mostra que a estratégia de produção de factoides iniciou antes mesmo da posse do presidente eleito em outubro de 2018, mais uma evidência forte de que o principal motivo da produção de “fumaça” não tinha relação com a pauta econômica e social que o governo queria tocar, pois isso sequer estava posto naquele momento. A análise retrospectiva mostra também que a estratégia da fumaça foi executada principalmente pelo presidente e seu filho Carlos que, segundo se apurou depois, usava o perfil do pai como se fosse o próprio presidente. O desdobramento dos fatos seguidos à revelação feita pelo Jornal Nacional em 29 de outubro de 2019 permitiria compreender também por que interessava tanto a Carlos alimentar essas pautas estranhas ao bom funcionamento do governo.

A hipótese aqui apresentada parte das seguintes premissas para avaliar as prioridades do clã Bolsonaro:

1 – o clã não tem (nunca teve)  como meta a retomada do crescimento econômico . Na verdade, os Bolsonaro fazem questão de demonstrar profunda ignorância pelo assunto.  Bolsonaro não confia nem um pouco nessa autoproclamada elite cheirosa que sempre torceu o nariz para ele. Ele sabe que essa elite apenas o tolerou porque, ao  exagerar na dose de ódio destilado ao PT- e para isso foi preciso criminalizar toda a política -, produziu o efeito colateral de destruir o chamado centro-direita (leia-se tucanos et caterva), jogando seu eleitorado nos braços da extrema-direita. Bolsonaro está se lixando para essa elite que até agora vinha se arrastando atrás dele. Por essa elite, Bolsonaro não faria essas coisas que prejudicam a popularidade do seu governo e denigrem a sua imagem perante seus apoiadores, pois sabe que na primeira oportunidade que esses aliados de ocasião tiverem, ele será rei deposto.

2 – o centro de todas as preocupações de Bolsonaro está no passado, presente e futuro de seu clã. Mesmo que se esforce, ele não consegue se concentrar e interessar em nada além disso.

Como pano de fundo, utilizo o encadeamento dos fatos expostos no artigo do jornalista Luís Nassif “Xadrez de Marielle, e a guerra mundial entre Witzel e Bolsonaro”. Por essa razão, Witzel é o único personagem fora do clã Bolsonaro que tem alguma relevância no cenário apresentado, pois o único que afeta o centro das preocupações do clã. Witzel não é o único, mas é um dos que sabe que Bolsonaro sabe que ele Witzel também sabe o que aconteceu no verão de 2018. Os ataques desferidos por Bolsonaro ao governador carioca após a divulgação dos depoimentos do porteiro confirmam a tese. Segundo Nassif, para Witzel se lançar candidato a presidente em janeiro  deste ano, ele teria que ter um trunfo muito forte, pois a sua candidatura só poderia ocorrer por cima do cadáver do Bolsonaro. Witzel sabe, e sabe desde muito cedo, talvez antes de iniciar a montagem da sua equipe na área de segurança, o que também foi noticiado por Nassif.

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É nesse cenário que podem ser compreendidos os factoides e insultos quase diários promovidos pelos Bolsonaro desde a sua eleição. A estratégia procura gerar dispersão de atenção (fumaça), aparelhamento dos órgãos para influenciar o andamento das investigações, confusão nas investigações para trazê-las para a esfera federal sob o controle do ministro Sérgio Moro, percepção social de que se vive a eminência do caos que justificaria a implantação de uma ditadura.

Vamos começar pelo fim, pelo clímax, para entender tudo desde o princípio.

29 de outubro de 2019 –  Jornal Nacional, da TV Globo, divulga uma reportagem com a versão do porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro. A matéria ressalta que, apesar da anotação na planilha e do depoimento do porteiro à Polícia Civil, dizendo que havia ligado para Bolsonaro autorizar a entrada de Élcio Queiroz, registros da Câmara dos Deputados mostram que, no dia 14 de março de 2018, Jair Bolsonaro estava em Brasília.

23 de mar. de 2018 · Eduardo Bolsonaro diz que Marielle não morreu por ser mulher e negra.

(Foi praticamente a única fala dos Bolsonaro sobre a morte de Marielle até a recente divulgação feita pelo Jornal Nacional dos depoimentos do porteiro).

29 de nov. de 2018 · O vereador fluminense Carlos Bolsonaro diz que “a morte do meu pai interessa aos que estão muito perto”.

6 de jan. de 2019 · Carlos Bolsonaro estava armado quando acompanhou o pai no desfile em carro aberto durante a cerimônia de posse. Atuou como guarda-costa.

5 de jan. de 2019 – Wilson Witzel quer ser candidato a presidente em 2022.

15 de jan. de 2019 – Jair Bolsonaro assina decreto que flexibiliza a posse de armas.

22 de janeiro de 2019 – Ronnie Lessa mora no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde o presidente Jair Bolsonaro tem uma casa e vivia até o ano passado. No dia 22 de janeiro, sua mulher, Eliane Lessa, envia para o celular dele (Ronnie) uma foto com a planilha de entrada do condomínio Vivendas da Barra. Ali estava escrito que, no dia 14 de março de 2018, horas antes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o ex-policial militar Élcio Queiroz tinha pedido autorização para visitar a casa 58, do presidente Jair Bolsonaro. Ronnie Lessa mora na casa número 65/66. Na mensagem, Eliane pede para o marido avisar Élcio Queiroz sobre a anotação. Os dois são amigos. A Polícia Civil só teve conhecimento dessa foto sete meses depois das prisões de Lessa e Queiroz, quando conseguiram quebrar a senha do celular do ex-PM.

24 de janeiro de 2019 – Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são ouvidos na Delegacia de Homicídios sobre o duplo homicídio de Marielle e Anderson. Na época, eles ainda estavam soltos, mas sob investigação, e negaram terem se encontrado no dia do crime.

27 de jan. de 2019 – Carlos insinua: aliados querem Bolsonaro morto amanhã na cirurgia.

6 de mar. de 2019 – Após postar vídeo com pornografia, Bolsonaro pergunta o que é ‘golden shower’.

12 de março de 2019 – Os ex-PMs Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são presos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sob a suspeita de participarem do assassinato de Marielle e Anderson.

13 de mar. de 2019 · O delegado Giniton  Lages confirmou que a filha do sargento reformado da PM, Ronnie Lessa, que efetuou os disparos, namorou o filho mais novo de Jair Bolsonaro. O delegado classificou como “crime de ódio” a execução. A relação foi feita, pois, segundo ele, o atirador, o policial reformado Ronnie Lessa, atuou por motivo torpe. “Essa é a forma como ele age, como ele resolve uma situação”, explicou Lages.

(Após prender os suspeitos da execução de Marielle e Anderson, o delegado do caso foi afastado. Ao contrário do que se especulou à época, o afastamento não ocorreu porque o delegado confirmou a notícia do namoro entre o filho de Bolsonaro e a filha do atirador, mas sim pela conclusão do delegado de ter se tratado de um crime motivado pelo ódio à esquerda por parte do atirador Ronnie Lessa. Como não há necessidade de ter um mandante quando o próprio assassino age movido por ódio, tal conclusão na prática encerraria as investigações. Essa foi a causa real do afastamento do delegado pelo governo Witzel, pois já havia elementos suficientes indicando que o crime tinha sido encomendado. E até hoje permanece a incógnita se de fato o filho de Bolsonaro namorou a filha do atirador, ou se essa informação foi habilmente plantada nas mídias para servir de álibi para os Bolsonaro quando aparecessem, na continuidade das investigações, relacionamentos entre o atirador e membros do clã Bolsonaro).

13 de mar. de 2019 – Bolsonaro diz que dorme com arma do lado da cama no Palácio da Alvorada.

10 de mai. de 2019 – Bolsonaro diz que governo tem ‘alguns problemas’ e que ‘talvez tenha um tsunami semana que vem.’

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(A cronologia indica que desde as primeiras notícias envolvendo os ex-PM acusados do assassinato de Marielle, os Bolsonaro se mostravam bastante aflitos, temendo o surgimento de uma bomba a qualquer momento).

26 de jun. de 2019 – Bolsonaro edita sétimo decreto das armas e mantém brecha para compra de fuzil.

(Essa medida, assim como outras que Bolsonaro adotaria em seguida, tinham grande rejeição popular e não traziam nenhuma vantagem para a pauta que o governo queria fazer avançar, mostrando o real interesse das mesmas).

27 de jun. de 2019 · O PSC ‘lançou’ Wilson Witzel candidato a presidente.

14 de ago. de 2019 – Eduardo pode ser indicado embaixador sem perder cargo de deputado.

(Essa indicação, apesar das reduzidas chances de passar no Senado, e apesar da desaprovação de mais de 70% dos brasileiros, foi mantida por Bolsonaro  por três meses, porque repercutia bastante nas mídias. Muita fumaça).

15 de ago. de 2019 – De surpresa, Bolsonaro anuncia troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

(Essa troca do comando da PF no Rio de Janeiro seria a primeira tentativa do governo federal interferir nas investigações do caso Marielle. O objetivo era federalizar a investigação, trazendo-a para o controle do ministro Sérgio Moro).

21 de ago. de 2019 – Sem prova, presidente Bolsonaro acusa ONGs de estarem por trás de queimadas que atingem a Amazônia.

26 de ago. de 2019 – ‘Está para estourar uma denúncia envolvendo uma pessoa próxima’, diz Bolsonaro.

(Desde a tomada dos depoimentos do ex-PM em janeiro de 2019, os Bolsonaro viviam sob a tensão de que algum vazamento viesse a ocorrer a qualquer momento).

29 de set. de 2019 – Delegado montou uma “central de mutretas” na Polícia Federal. O delegado da Polícia Federal Hélio Khristian Cunha de Almeida, foi acusado pela PGR de ter montado um esquema de corrupção na PF para obstruir as investigações do caso Marielle.

4 de outubro de 2019 – Ronni Lessa e Élcio Queiroz mudam sua versão e dizem que se encontraram no dia 14 de março de 2018, no condomínio Vivendas da Barra. De lá, disseram que saíram para assistir ao jogo do Flamengo contra o Emelec do Equador, em um bar, e continuando a negar a autoria do crime.

5 de outubro de 2019 – A Polícia Civil realiza uma ação de busca e apreensão na portaria do Vivendas da Barra (condomínio onde Jair e Carlos Bolsonaro tem casas) em busca da planilha de controle de entrada de visitantes. Nessa altura, os investigadores já tinha conseguido quebrar a senha do celular de Ronnie Lessa, encontrando a foto da planilha com as anotações do porteiro.

7 de outubro 2019 – Por decisão própria, sem ser solicitado por qualquer órgão de investigação, o síndico do condomínio entregou à Polícia Civil um CD-ROM contendo arquivos de áudios de ligações feitas entre a portaria e moradores nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2018. No mesmo dia 7, a Polícia Civil interrogou o porteiro que teria trabalhado no plantão do dia 14 de março de 2018 e feito à anotação na planilha, indicando que Élcio Queiroz havia pedido autorização para ir à casa 58, de Bolsonaro. O homem confirmou novamente a anotação e que, ao ligar para a casa 58, quem lhe atendeu foi um homem que ele identificou como “seu Jair”, autorizando a entrada de Élcio.

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O porteiro disse ainda que acompanhou a movimentação de Élcio nas câmeras e viu que ele se dirigiu à casa 66, de Ronnie Lessa. O funcionário do condomínio voltou a ligar para a casa 58 e a mesma pessoa que ele identificou como “seu Jair”, da primeira ligação que liberou a entrada do ex-PM, disse que sabia para onde Élcio estava indo.

9 de outubro 2019 – O porteiro reafirma para a Polícia Civil a versão apresentada dois dias antes.

10 de outubro 2019 – O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, e a promotora do caso, Simone Sibilio do Nascimento, apresentam o material sobre a citação do presidente Bolsonaro para o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, por envolver alguém com foro privilegiado.

A partir de então, a versão do porteiro, sobre a ligação entre Bolsonaro e os executores da morte de Marielle, se espalha pelas redações dos jornais.

15 de outubro 2019 – O Ministério Público recebe oficialmente da Polícia Civil os áudios da portaria, mas não os encaminha prontamente  à perícia.

29 de outubro 2019 – O Jornal Nacional, da TV Globo, divulga uma reportagem com a versão do porteiro. A matéria ressalta que, apesar da anotação na planilha e do depoimento do porteiro à Polícia Civil, dizendo que havia ligado para Bolsonaro autorizar a entrada de Élcio Queiroz, registros da Câmara dos Deputados mostram que, no dia 14 de março de 2018, o então deputado federal estava em Brasília, participando de uma votação.

30 de out. de 2019 – Carlos Bolsonaro contesta porteiro e registros que dizem que suspeito de matar Marielle pediu para ir à casa 58 do “seu Jair.  Bolsonaro acusa Witzel e a Globo.

Vereador Carlos publicou vídeo nas redes sociais como reação à citação do nome de Bolsonaro no caso Marielle Franco. Carlos diz que “no dia 14 nenhuma solicitação de entrada foi feita para a casa 58”. Porém o próprio vídeo por ele apresentado aponta o contrário. As imagens apontam que um contato foi feito mais cedo, às 15h58.

30 de outubro 2019 – Procuradores do Rio de Janeiro, responsáveis pelo Caso Marielle, afirmam à imprensa que exames periciais comprovam que o porteiro mentiu. Segundo eles, os áudios da portaria mostram que, no dia 14 de março de 2018, quem autorizou a entrada de Élcio Queiroz no condomínio foi um homem com a voz de Ronnie Lessa, e não de Bolsonaro.

A perícia não era oficial. Para reconhecer a voz,  usaram como base de comparação o interrogatório do ex-PM dado à Justiça dia 4 de outubro.

30 de outubro 2019 – Em outra reportagem da Folha, peritos defenderam que a análise apresentada pelo MP carioca, feita em cerca de duas horas e meia, deixava lacunas.O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Leandro Cerqueira, afirmou que não era possível determinar se um arquivo foi apagado ou renomeado, sem acesso à máquina em que as gravações foram geradas.

1º de novembro 2019 – Reportagem do jornal Estado de S.Paulo revela que o Ministério Público solicitou oficialmente o exame da perícia menos de 24h depois de a reportagem do Jornal Nacional ter ido ao ar, mais exatamente no dia 30 de outubro, às 13h05m11s. Por volta das 15h30, portanto cerca de 2h30 depois, o MP carioca veio à público afirmando que o porteiro havia mentido. O órgão tinha recebido, da Polícia Civil, o material contendo arquivos de áudios no dia 15 de outubro.

7 de novembro 2019 – Finalmente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma nova ação de busca e apreensão no condomínio Vivendas da Barra para retirar o computador usado pela administração do condomínio com os arquivos de áudio da portaria.

10 de nov. de 2019 – PF associa delegado a propina de R$ 400 mil para obstruir Caso Marielle.O inquérito federal investigava um suposto esquema para atrapalhar as investigações do atentado que matou Marielle e Anderson.

(Essa notícia pode estar relacionada à tentativa de federalizar a investigação)

30 de novembro 2019 – Polícia do Rio investiga Carlos Bolsonaro por destruir computador.

30 de novembro 2019 – Presidente Bolsonaro acusa o astro Leonardo DiCaprio de ter financiado ONGs responsáveis pelas queimadas na Amazônia.

Wilson Luiz Müller – Membro do Coletivo Auditores Fiscais pela Democracia (AFD)

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3 comentários

  1. Quem fica imaginando que está sendo tramada uma ditadura, nos moldes conhecidos do passado, me desculpe a sinceridade, está fazendo papel de otário.
    A ditadura, nos tempos atuais, tem que vir, necessariamente, sob uma outra capa. Agora, os ingênuos e/ou manipulados precisam crer que “as instituições estão funcionando normalmente”. Não espere ver tanques nas ruas.
    Já estamos vivendo em uma ditadura, ainda que, por ora, de, digamos, baixa intensidade.

  2. Tanto diversionismo do governo e obstrução desse inquérito e o Lula é quem é condenado em segunda instância por reformas de um sitio que frequentava. Nenhuma novidade nesta terra que nunca muda. Aposto com meus botões que ja sabem que os três zeros mais o zero-mor estão metidos no assassinato da vereadora Marielle até o pescoço. Vamos ver como vão se sair dessa.

  3. Witzel e Bolsonaro tem em comum a luta contra a criminalidade, acredito que a única razão par Witzel ter se afastado de Bolsonaro é para mostrar que nem em tudo eles concordam. Cada um responde apenas por aquilo que faz, é melhor ficar longe mesmo governador, pode voar lama por aí.

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