Criptomoedas ou cripto-ativos?, por André Roncaglia

Criptomoedas ou cripto-ativos?

por André Roncaglia

A nova onda no mercado financeiro é o “investimento” nas moedas digitais, ou criptomoedas. Bitcoin, Ethreum e as centenas de Altcoins (moedas alternativas) tomaram de assalto o noticiário econômico e são “trending topic” nas redes sociais, nas mesas de bar e nas reuniões de amigos e familiares.

Neste post, explicaremos alguns traços financeiros básicos das moedas digitais e os fatores relevantes para que você, leitora ou leitor, não seja enfeitiçada(o) pelo efeito manada das criptomoedas.

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Moeda e Ativos Financeiros

A moeda é um instrumento bastante peculiar, pois serve tanto para efetuar transações de compra e venda à vista, como para preservar o valor financeiro detido por alguém entre os momentos do recebimento e o do gasto, além de nos oferecer o “idioma” para interpretar o valor dos bens e serviços oferecidos pela economia.

Assim, ao mesmo tempo em que a moeda é linguagem da economia, ela assume também a forma de sistema de pagamentos e de reserva de valor. Ela é simultaneamente abstrata e concreta, por que resulta da aceitação coletiva tanto tácita (não explicitada em contrato individual) quanto imposta pelo governo ou criada pelos bancos (via crédito), bem como recebe uma manifestação material, na forma de papel-moeda e moedas metálicas.

Por isso, ela é instrumento à circulação da renda e pode ser também o objetivo final das pessoas. A moeda é meio e também é fim! Após atendermos às nossas decisões de consumo, enfrentamos a decisão de aplicar nossa poupança em títulos financeiros ou investimentos reais – que geram rendimentos ao longo do tempo, i.e. uma taxa de juros (Tesouro Direto) ou de lucro (abrir uma empresa) .

 

Componentes do valor de um ativo

A teoria de carteiras de ativos lida com o que as famílias devem fazer com o seu dinheiro em situação de radical incerteza, isto é, de desconhecimento quanto aos eventos futuros da economia. Por isso, podemos usar uma abordagem bastante esquemática, desenvolvida por John Maynard Keynes, no capítulo 17 do seu famoso livro A Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda. O autor define os principais componentes do valor de qualquer ativo (denominado R) como sendo:

Retorno      =         (Retorno Periódico Líquido)

                                  + Variação do Preço do Ativo

                   + Prêmio de Liquidez

ou, em forma analítica:

R =         (Q – C)        +          A           +         L

 

O item Q pode ser entendido como o pagamento periódico que um ativo faz ao seu detentor (na forma de cupom, de lucros trimestrais, aluguel de um imóvel etc.). O armazenamento, carregamento ou custodia do ativo gera uma despesa (C) relativa, por exemplo, à taxa de administração de um fundo de investimento, aos emolumentos da Bolsa de Valores, ou aluguel de armazém ou vaga de estacionamento etc. Ou seja, todo custo envolvido em se manter um ativo.

Leia também:  EUA: O elo frágil entre empresas e direitos humanos, por Hannah de Gregório Leão

Um automóvel, por exemplo, tem um retorno periódico líquido negativo (Q = 0 e C é relativamente alto). Além disso, salvos itens de colecionadores, o valor do automóvel sofre depreciação constante (A é negativo) e o prêmio de liquidez é nulo (L = 0) na melhor das hipóteses, pois a venda apressada em geral dá ao comprador um poder de barganha que faz o preço do automóvel cair muito. Por isso, é indiscutível que um automóvel é um investimento irracional do ponto de vista financeiro.

 

A peculiaridade do ativo “moeda”

No caso da moeda, note que ela não gera rendimentos periódicos (Q = 0) e tem um custo de carregamento associado à inflação, isto é, pela equação acima, se a inflação for elevada (elevado), menor é o valor do ativo moeda (menor).

Ademais, a variação do valor da moeda (A) depende do mercado em que o investidor quer negociar a moeda. Se for dentro da economia doméstica, o valor de A é nulo, pois a moeda seria trocada por ela mesma.

Porém, se a opção for tentar ganhar com a troca por moedas estrangeiras ou alternativas, o valor de A pode ser relevante. Se, por exemplo, o Real se valorizar perante o Dólar, o valor de A da moeda Real é positivo quando medido em termos de dólares (a moeda pela qual se deseja eventualmente trocar os seus reais).

Finalmente, o traço mais distintivo da moeda perante os outros ativos financeiros é, certamente, o prêmio de liquidez (L), que é o mais alto dentre todos os ativos. A liquidez imediata é a definição própria de moeda. Se um automóvel se tornar o ativo mais líquido da economia, ele se torna a moeda da economia.

Assim, perante a incerteza que recai sobre todos os ativos financeiros da economia, a moeda oferece ao menos o poder de compra imediato (L mais elevado da economia). Por isso, ela é o refúgio dos temerosos quanto a um futuro catastrófico. Como diria Keynes, é a moeda que acalma a nossa ansiedade perante o desconhecido.

Dito isso, vem a pergunta: será que as criptomoedas conseguem oferecer estes “serviços” com maior segurança e comodidade?Para tanto, teriam de depor as moedas estatais fiduciárias de sua posição suprema de liquidez e a estabilidade de seu preço mediante os outros ativos da economia.

E é aqui que as coisas ficam bem complicadas para as criptomoedas.

 

Bitcoin e tudo mais…

O primeiro ponto a entender é: se o Bitcoin ou todas as outras criptomoedas são, de fato, um concorrente da moeda tradicional, qual será o prêmio de liquidez que elas oferecem? Ou seja, agora é fácil entrar e sair das moedas digitais, por que há uma euforia atraindo pessoas para este mercado. Mas até quando durará este comportamento?

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O segundo ponto deriva do primeiro: a volatilidade (variação de A) das criptomoedas é muito elevada e a torna uma péssima candidata a substituir a moeda fiduciária atual. Eis o desempenho do Bitcoin em 2017:

Se você comprou um Bitcoin no início de 2017, quando ela custava menos de US$ 900, você poderia ter agora um lucro de mais de 1.200 por cento. Mas é bem provável que você não tenha feito isso. Talvez você tenha colocado só a ponta do pé na água deste mercado em novembro ou dezembro, quando o preço tomou as manchetes dos jornais: US$ 10.000 e, depois, US$ 15.000, e depois maior. Se você teve o azar de comprar na máxima de US$ 20.000 em 17 de dezembro, você perdeu mais de 40% do seu dinheiro a partir de 16 de janeiro, quando o preço bateu US$ 11.200. (reportagem aqui)

Como foi sugerido por Matt O’Brien, em artigo no Washington Post, para se tornar efetivamente uma moeda, o ativo:

… não só deve evitar perder muito valor, mas também deve evitar ganhar muito. Caso contrário, por que você gastaria? Você não o faria. Você seguraria o ativo por quanto tempo pudesse para no caso de, como o bitcoin, seu valor subir de US$ 900 em um ano para US$ 19.000 no próximo; evento este que, se o bitcoin substituísse o dólar, acabaria com a economia enquanto todos deixariam de comprar algo além do essencial e esperariam para se tornarem milionários em bitcoin.

Maior volatilidade tende a “expulsar” investidores conservadores do mercado. O problema é que para sair do mercado, alguém deve fazer o lado oposto da transação. Se o mercado não contar com participantes de comportamento arriscado, ninguém adquirirá a moeda digital daquele que quer sair, o que reduz a liquidez do ativo (L cai). Afinal, sempre pode-se esperar cair mais antes de comprar um ativo. E mais:

Você pode passar semanas aprendendo sobre as nuanças das várias criptografia. Mas o principal risco para Bitcoin é de fato bem mais pedestre. “O maior fator empurrando o preço pra cima é potencialmente o que o derrubará – uma reversão nos entusiasmo (animal spirits) dos investidores”, diz Adam Ludwin, diretor executivo da Chain Chain starring chain. “Há essencialmente uma crença de que o preço continuará a subir. Se as pessoas acreditam que continuará a descer, temos um processo auto-reforçador.

Como sugeriram dois analistas da Bloomberg: “o bitcoin é o único ativo que você sente estar simultaneamente numa bolha e num ‘crash’”.

 

Onde os fracos de estômago não têm vez!

Em mais longo prazo, podem se firmar ciclos de liquidez que alternem expansão (mais investidores, maior liquidez) e contração (mercado menor com aceitação coletiva mais restrita). Isso torna a operação de criptomoedas mais custosa em termos de conhecimento e de informação.

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Podemos retomar Keynes e sua analogia do “concurso de beleza” para se compreender a dinâmica especulativa do mercado financeiro. Nesta relação, Keynes apontava que o papel do investidor é o de tentar adivinhar o que a média do mercado prevê que a média de mercado será e, com base nesta predição, fazer apostas que ganhem do mercado:

Cryptocurrency em geral é “uma das mais belas destilações do concurso de beleza keynesiano que já existiu”, diz Ludwin. Todos os investimentos têm algum desse elemento especulativo, mas, ao contrário, digamos, um estoque, a Bitcoin não é uma reivindicação sobre lucros futuros aos quais os investidores podem obter uma avaliação. Apostar em Bitcoin é acreditar simplesmente que outros vão querer isso (link aqui).

 

Panela Velha é que faz comida boa?

Com base nos muitos riscos que as criptomoedas oferecem, a “velha” e tradicional moeda estatal oferece a vantagem de baixa volatilidade (se a inflação for mantida baixa) e elevada liquidez nos territórios nacionais.

Contudo, em geral, os governos imprimem em suas constituições a “obrigatoriedade” de se utilizar a moeda emitida por eles, o que induz as pessoas a adotarem a moeda, basicamente para conseguir pagar os impostos do emissor da moeda. Esta é uma barreira quase intransponível à entrada de moedas concorrentes. Prova disso é que as moedas digitais vêm prosperando mais amplamente em países dominados por guerras civis ou em crise humanitária, como é o caso da Venezuela.

Por isso, ainda que se possa crer nas criptomoedas como uma alternativa revolucionária à moeda estatal, é esta última ainda que determina o comportamento das moedas novas. Os mais crentes nas criptomoedas defendem que sua valorização acelerada é fruto de seu sucesso como alternativa à mão forte do Estado na circulação da moeda.

Num cenário de estagnação no mundo desenvolvido, com taxas de juros negativas e escassez de oportunidades de rendimento, as bolhas de ativo ganham forte impulso.

O teste de fogo das moedas digitais virá num futuro não muito distante, e não será pela proibição burocrática, mas pelo jogo de mercado, quando a taxa de juros do FED começar a subir sistematicamente.

Saberemos então se são cripto- ou decrépito-moedas.

 

* Este texto é uma adaptação do texto original do autor publicado no blog da Consultoria Stokos Economic Research.

Publicado  no site do autor O Barômetro

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14 comentários

  1. O melhor texto sobre as criptomoedas

    que lemos no blog. Mas muiiiito melhor que tudo o que li aqui até agora.

    Aconselho os amigos a encher a bola dos coxinhas que temos que aturar na vida social, em São Paulo, para eles investir o máximo nesses ativos do futuro. Mas com jeito para não ser processados quando a bolha estourar…

    Vamos ganhar a guerra política arruinando financeira e definitivamente a coxinhada, como os bisavós o foram em 1929.

  2. segundo os criadores, esses

    segundo os criadores, esses movimentos são previstos.. a tendência é de estabilidade.. a questão do prêmio de liquidez parece que nem se aplica mais (eu sou leigo).. não há lastro.. e não precisa.. que lastro tem o dólar?

    Vc troca a moeda por um bem.. e deu..

    .. agora, se todo mundo sair, vc não terá prá quem vender, mas porque aconteceria isso?

    Acho que as criptomoedas só acabam quando acabar a internet, e quando isso acontecer, se acontecer, a própria humanidade terá ido pro saco.. eu acho..

    Tenho a impressão de que as criptomoedas vieram prá ficar..

    • Quais dos 1195 criadores das criptomoedas existentes que te ….

      Quais dos 1195 criadores das criptomoedas existentes que te referes?

      Um cálculo aproximado em setembro do ano passado existiam 1195 criptomoedas, e destes 1195 “maravilhosos criadores” de criptomoedas quais criaram uma moeda que se estabilizasse?

      • rs.. a estabilização dessas

        rs.. a estabilização dessas moedas segue um modelo matemático.. nem que tivessem criadas infinitas moedas, cada uma delas seguiria esse modelo.. mas somente 3 ou 4 são relevantes atualmente.. vão sobreviver as que tiverem maior comunidade oferecendo aplicativos e que tiver maior capilaridade na sociedade, claro.. quais? Exercício de futurologia, né? Porém, as mais populares são bitcoin e ethereum..

        • Meu caro, uma moeda que para ficares seguro tens que conhecer…

          Meu caro, uma moeda que para ficares seguro tens que conhecer programação, análise de sistemas, criptografia, banco de dados, é bem mais difícil do que saber se uma nota de 50 reais é falsa ou não.

    • “… que lastro tem o dólar”?

      A foto ilustra um “pedacinho” do lastro do dólar.

      Sabe, eu não sou, nem ninguém é, obrigado a aceitar o seu shit coin, mas em “compensação”, você é obrigado a aceitar, por exemplo, em todo território da oitava economia do mundo, de suas centenas de milhões de cidadãos, empresas e instituições, o mísero Real coin, moeda oficial do patropi, sob pena de ir em cana. Entendeu a diferença entre a cripto moeda e a moeda Real? Se é assim na oitava economia do mundo, imagina na primeira, ou como é que você acha que o dólar, para além do seu território original, se impôs no mundo?

      Prender foi o de menos, o lastro do dólar foi acumulado com matanças e genocídios, através de golpes, invasões, diversos bombardeios genocidas, inclusive nucleares. O lastro acumulado assim foi tanto, que eles dispensaram o lastro em ouro.

  3. Continua um bom negócio, parece,…

    … pra quem quer lavar dinheiro… muito dinheiro sujo vira menos dinheiro, mas dinheiro limpo.

  4. Comentários sobre a existência ou não das criptomoedas.

    1º) Criptomoeda não é moeda:

    Primeira coisa que o texto deixa transparecer, mas não claramente, é que as criptomoedas não podem ser definidas como moeda e também não podem classicamente ser definidas por ativos, criptomoedas são algo que até hoje não é perfeitamente definido.

    2º) Falta de possibilidade de fracionamento:

    Vamos explicar melhor. As moedas foram criadas como meio universal de troca para a transação de tanto de ativos clássicos como de passivos. Por exemplo, um criador de vacas queria adquirir cereais para sua alimentação, num regime de escambo ou ele trocava uma vaca por cinquenta quilos de feijão, tanto de arroz e mais alguns produtos com um ou um grupo de comerciantes ou ele simplesmente teria que trocar o mesmo por algumas toneladas de um cereal! A moeda chegou para resolver isto, ele vendia a vaca por tantas moedas de qualquer tipo e depois com a possibilidade do seu FRACIONAMENTO ele comprava o que queria e guardava o resto como um ativo circulante. Supondo que este ativo não sofresse desvalorização, ou a desvalorização fosse baixa, ele guardava este ativo para ir comprando mais coisas.

    3º) Não possuem nenhuma referência decente:

    As criptomoedas não são assim por vários motivos, primeiro que elas sempre têm um valor de referência que não é próprio, por exemplo, um quilo de carne não tem o seu valor, e nunca será fixado em uma criptomoeda qualquer, primeiro que a multiplicidade das mesmas, a variabilidade (volatilidade) não permite que quem vende a carne fixe o seu preço em 1195 valores (número de criptomoedas estimadas em outubro de 2017). Alguém poderia dizer que o vendedor poderia estabelecer o preço em criptomoedas mais conhecidas, como Bitcoin, Ethereum, Ripple, Litecoin, porém como o valor destas quando trocadas por moedas fiduciárias corrente (dólar, real, libra, euro) que é flutuante, exigiria que o custo das mercadorias variasse segundo a segundo. Por outro lado, se as criptomoedas substituíssem as moedas fiduciárias correntes por completo (desaparecessem o dólar, real, libra….) ficaria mais complicado, pois seria necessário criar uma nova unidade de valor (e não sei por quem?) que servisse para esta equiparação, porém quando esta fosse criada ela começaria a ter o seu próprio valor e substituiria com vantagem todas as criptomoedas. Em resumo, para fazer coisas banais, como comprar carne, leite e ovos, as criptomoedas não servem.

    4º) Não serve para comprar um pacote de balas:

    Outro problema existente nos dias atuais é a impossibilidade de fracionar na realidade as criptomoedas para compras correntes! Se por exemplo alguém quiser comprar um pacotinho de balas ele deverá retornar a criptomoeda para uma moeda fiduciária corrente, por exemplo, real. Se ele for fazer a troca de suas criptomoeda por real para comprar algo de baixo custo, ele terá que pagar ao corretor uma taxa que é geralmente um custo fixo que terá um valor algumas vezes maior do que o pacotinho de balas. Se o comerciante aceitasse a criptomoeda, cairíamos no caso descrito no parágrafo anterior, e podemos imaginar que se o comerciante aceitasse uma criptomoeda a transação seria altamente inflacionária, pois no valor em criptomoeda o comerciante teria necessariamente encaixar uma possível desvalorização instantânea da mesma.

    5º) A pseudo segurança da emissão de uma moeda por qualquer um:

    O problema da criação livre de criptomoedas, o limite inferior de seu valor.

    As criptomoedas tem um problema criado pela sua própria existência, a emissão livre delas. Qualquer grupelho de espertos, pode criar a sua própria criptomoeda, cria um algoritmo de geração de criptomoedas estabelece seus critérios de ampliação, por exemplo a mineração ou mesmo a emissão pelos espertos de criptomoedas e venda. Agrega a criação de uma criptomoeda uma série de ações ou mesmo de fantasia de ações tais com hashlock, timelock, multisig, que na verdade 90% dos que compram e vendem nem sabem como isto funciona e por consequência nem sabe se estas coisas existem e quando existirem são garantidas e reais. Todas estas manobras podem simplesmente criar criptomoedas que simplesmente podem atingir o valor zero. Ou seja, uma criptomoeda pode apresentar uma desvalorização maior do que a moeda de qualquer país do mundo que pelo menos demora algum tempo em emitir um quintilhão desta moeda, e quando o valor cair ainda mais, dá para utilizar no fogão para cozinhar alguma coisa.

    6º) Resumo:

    Em resumo as criptomoedas não existem, são a criação fantástica de alguns espertalhões que vão enganar milhões de trouxas que não entendem nada sobre nada.

    • vc está equivocado em alguns

      vc está equivocado em alguns aspectos, um que mais chamou a atenção, porque vc o apontou como fundamental para o fracasso das criptomoedas, é o fracionamento.. claro que são fracionáveis.. existem infinitas possibilidades de fracionamento de criptomoedas..

      .. com relação à segurança, vc também está equivocado, sugiro estudar sobre blockchain.. todas as transações em criptomoedas são abertas, transparentes, auditáveis..

      .. muito mais seguro para a coletividade do que as operações bancárias..

      O assunto é relativamente novo.. eu conheço muito pouco.. meu interesse maior nem são as criptomoedas, mas a tecnologia que permitiu sua existência..

      A legitimidade da transação em criptomoedas é uma das maiores invenções humanas, porque se vc consegue transacionar valores, porque não conseguiria votar?

      Votar é um dos exemplos revolucionários que vem por aí.. 

      Certificação pública é outra coisa que vai mudar profundamente..

      .. enfim, acho que as criptomoedas vieram para ficar, pelo menos para coexistir, e a tecnlogia que está embutida nelas irá revolucionar o modo como fazemos as coisas..

        • hoje em dia, praticamente só

          hoje em dia, praticamente só através de corretoras.. ou pagamento de serviços na WEB.. já existem planos para que bancos brasileiros troquem criptomoedas..

          Aproveitando o embalo, será que a gente não conseguiria reunir uma galera para estudar o uso desta tecnologia em um novo sistema político?

          O que vc acha?

          • Este é algum dos pontos negativos.

            Para se receber o dinheiro de volta é necessãrio PAGAR TAXAS as corretoras, certamente quando os bancos entrarem nessas o valor dessas taxas ainda vão subir mais. Atenção: São taxas fixas que independem do volume da translação, logo se recebes de volta duzentos mil pagas o mesmo que vinte reais (ou seja, nos vinte reais ainda ficas devendo).

    • Criptomoeda

      não é moeda, é especulação compartilhada onde um espertalhão aposta com outro pra ver por quanto tempo  consegue enganar uns trouxas que apostam seu dinheiro na promessa de lucro imediato.

      Dar o dízimo pra igreja universal é mais rendoso do que criptomoeda porque pelo menos o irmão investe naquilo que vê e confia numa entidade reconhecida e de quebra,  ainda tem a promessa de riqueza em forma de cursinho de prosperidade.

       

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