Cuidado: Burrice é uma doença contagiosa, por Régis Mubarak

Buenas queridos/as miguxos/as, antes de dar prosseguimento a nossa prosa de hoje, preciso ressaltar que esse artigo não tem qualquer pretensão de ser um ensaio ou uma tese.

Cuidado: Burrice é uma doença contagiosa, por Régis Mubarak

Exatamente paisano, “a burrice é uma doença altamente contagiosa,” se alastra numa velocidade inacreditável e ao se instalar no organismo do indivíduo tal qual um vírus de computador danifica partes e pastas importantes do sistema, “a burrice” em seres humanos danifica partes específicas do cérebro. Há cura, porém o estrago é danado!

Buenas queridos/as miguxos/as, antes de dar prosseguimento a nossa prosa de hoje, preciso ressaltar que esse artigo não tem qualquer pretensão de ser um ensaio ou uma tese. De concepção autoral, totalmente embasado no meu ponto de vista e experiências a campo, tendo a liberdade jornalística mesclada “ao mundo mágico da literatura” na transcrição dos pensamentos e descartando os achômetros irrelevantes, tentarei “me espraiar” como dizia o Governador Olívio Dutra, (e muchas gracias, pois esse termo nunca mais saiu da minha cabeça), buscando ser de utilidade pública!

Portanto você pode ler até a parte que lhe interessar, concordar, discordar, ignorar ou abandonar a leitura já nesse parágrafo se assim o desejar. São direitos que lhe assistem constitucionalmente. Direitos da liberdade de expressão conquistados a duras penas por outros antes de nós. E que precisam ser preservados e valorizados sempre.

Se permanecermos juntos até o final do texto, independente de nossos pontos de vistas coincidirem em alta proporcionalidade ou colidirem em alta densidade, saiba que em nenhum momento houve de minha parte a intenção “subliminar” e menos ainda “reptilícia” em desmerecer ou desqualificar a sua maneira de ver o mundo.

Meu maior desejo é justamente ajudar você a ver o mundo por outros olhos. De outros ângulos. Se flagrar que existem mundos dentro de mundos dentro de mundos! E buenas queridos/as miguxos/as todos nós “vamos bater as botas mais dia menos dia,” então se considerar “a última bolachinha do pacote,” “o escolhido da hora” ou “o único iluminado” são armadilhas sem precedentes. Vamos bater as botas, retornar ao ponto de partida e continuar a jornada, porque a morte é uma passagem de ida e volta! Então…

Eis que ignorância não se combate com desdém e demonstrações excessivas de intelectualidade. Assim como violência não se combate com rechaços de violência desmedida. Ou fofoca com doses extras de maledicência e venenos! Se afirmo já no primeiro parágrafo que “a burrice é uma doença altamente contagiosa” é óbvio que ninguém, absolutamente ninguém, está livre de um belo dia (ôps… eu quis dizer em um péssimo dia), ser contaminado de uma forma ou outra. E até contaminar “alguém na fila da sabedoria universal,” se insistir que o seu ponto de vista é o único que merece ser valorizado e que a voz do outro não tem validade! Ôps… eu quis dizer na fila da sabedoria universal, não confunda com “escadaria da Igreja Universal!”

Mas se “esse período trevoso” que estamos atravessando no Brasil é repugnante por um lado, também é catártico por outro. Se é tenebroso por um lado é elucidativo por outro. Agora vamos a uma pausa no texto. Gentilmente lhe comunico que se você está esperando que eu vá nominar todos ou quase todos os componentes do atual des-governo (ahhh… não passa um único dia em que não haja alguma avalanche, tsunami ou erupção vulcânica de burrice), ou me escorar em passagens específicas de “trocentas” situações vexatórias ocorridas desde as eleições ou mesmo no transcorrer delas, então meu/minha estimado/a amigo/a pode abandonar o restante da leitura e “quedate” tranquilo: nossa amizade não sofrerá rachaduras por abalos sísmicos.

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Não pretendo citar nomes e sobrenomes de nenhum desses viventes, dessas criaturas destrambelhadas e nem usurpar “passagens bíblicas” fazendo menção a data do Apocalipse porque já estamos dentro do olho do furacão e se você não percebeu, então “desculpa aêeee meu camaradinha,” mas presta atenção aos sinais que estão pipocando por todos os lados. Ou melhor: procura por Jesus num pé de amorinha, ou de pitanga ou de uva. Também pode ser até num pé de brócolis se quiser! Ahhh eu adoro brócolis!

Não… não estou fazendo pilhéria, chacota etc e tals, muito pelo contrário. Fagulhas do Criador estão por todas as partes da sua criação e saiba que tu vivente, não precisa ir para a Índia, o Tibete ou fazer o Caminho de Santiago de Compostela para ter a dita iluminação divina. Bahhh… isso é turismo! Puro turismo! Iluminação é outra coisita, profunda, sagrada e não tem hora ou lugar agendados para acontecer. (Aliás, baseado em experiências relatadas por amigos íntimos, experiências empíricas intimistas escreverei um extenso artigo. Incluso uma das piores frases de todas que virou adesivo de carros: Deus é fiel! Caramba! Caramba! Quem tem que ser fiel é tu seu ordinário!)

Contudo, antes que sigamos com nossa conversa ao pé do ouvido, “orientada pelas pulguinhas traquinas que moram atrás das minhas orelhas” vou dividir com vocês uma experiência particular: recentemente participei como voluntária de uma pesquisa de análise de dados, conduzida por uma Universidade Canadense sobre a disseminação “de memes, quadrinhos e pitacos inúteis” e as malditas fakes news nas redes Facebook, Twitter, Instagram na Argentina e no Brasil antes, durante e após o período eleitoral ocorrido em ambos os países e quase me traumatizei com os resultados conclusivos!

Por supuesto paisano, eis aqui um experimento prático. Sem fanatismos, sem radicalismos, sem preconceitos. É imprescindível que o façamos sem qualquer tipo de ranço ideológico, desprovido de qualquer paixão futebolística, religiosa e obviamente política. E nos coloquemos no lugar do outro por 20 minutos que são suficientes. Se tu és de esquerda, apaixonado pelo Lula, salta pro time do Bolsonaro. Se tu és apaixonado pelo Bolsonaro salta para o time do Lula. Como eu disse 20 minutos são suficientes. Termina de ler esse texto, desliga o celular, dá um ossinho pro teu cusco parar de latir no portão assustando o carteiro. Desliga o rádio, a televisão, a internet. Dá um beijo na prenda ou no peão e fecha a porta do quarto pra meditar sozinho, depois tu volta e te atraca nos carinhos! 20 minutos cravados e te concentra! Te concentra e prossegue a análise…

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Salta do banco do Internacional para o time do Grêmio. E do Grêmio para o do Internacional. E salta para a Igreja Adventista, Luterana, Batista, Metodista. (e todas as demais). E salta para Budismo, o Islamismo, o Confucionismo, o Judaísmo, o Espiritismo. E salta para o rock, o hip hop, o samba, o tango, o blues, o jazz, o frevo, o sertanejo. Salta e fica saltando mentalmente, nesse exercício livre associativo. Salta!

Eu poderia escrever mais duas mil linhas. Acrescentar um dicionário inteiro de termos impolutos para te convencer que tenho Q.I. de gênio! Eu poderia citar quem eu quisesse, de Fidel Castro, Pedro Sanchéz à Ângela Merkel ou sair “copiando e colando da Wikipédia” frases de efeito e você absorto no texto era capaz de nem notar. Mas aí é que me refiro! Aí é que começa o troço paisano! Somente isso que te peço dá-lhe os 20 minutos e raciocina “filhote de urtiga,” sem ódios, sem paixões, sem tesão, sem raiva, sem remorso, sem culpa na consciência, sem nada que te leve pro fundo do poço. Fundo do poço da escuridão, da ignorância, do inferno que é achar que inferno são os outros!

Se tu não te colocares no lugar do outro e não entenderes como ele vê, o mundo, tu não conseguirás manter o diálogo aberto, a compaixão, menos ainda o ato de perdoar e dar uma possível segunda ou terceira chance. Os bolsominions precisam de ajuda! Sim urgentemente. E os esquerdopatas também! Os reaças, os parasitas, os miseráveis de espírito, os infelizes de um modo geral. Os desgraçados dos haters então nem se fala! Observas o quanto a extrema esquerda e a extrema direita são irmãs gêmeas separadas na maternidade e criadas por famílias diferentes! Enquanto tu tratares o teu próximo como teu inimigo impotencial, morreremos abraçados na próxima eleição e perderemos o resto dos primos que sobraram e dos vizinhos e conhecidos daqui até a China! E seremos todos órfãos em definitivo! Zumbizados pela tecnologia, obcecados pelas redes sociais, criando conexões com robôs que estão programados para ferrar todo mundo em igual proporção!

Ahhh sim… que Armas e Jesus Cristo são incompatíveis isso nem se discute, nem se discute! Entretanto estamos eu e tu sendo manipulados sem dó nem piedade por um sistema que nos oprime lá de cima, do topo da pirâmide! E não serão os “memes, quadrinhos e pitacos inúteis” que irão nos salvar. Precisamos sentar e conversar, manter o diálogo, o respeito e a consideração, estender a mão e manter a civilidade. E se te digo que a inteligência é um universo de neurônios inesgotável, também afirmo que é preciso “orar e vigiar” (não estou fazendo escárnio não), para que tu não sejas contaminado com o vírus da burrice em qualquer momento da tua existência, visto que essa doença contagiosa se entranhada no teu cérebro vai te induzir a cometer atrocidades, num primeiro estágio verborrágico, na sequência pequenas más ações cotidianas e a seguir ao invés de ganhares do teu adversário numa conversa argumentativa de alto nível, irás apelar para paus, pedras e tacapes e tudo se resolverá no cuspe, na peleia, na faca e no B.O. da Delegacia! “Burrice, desgraça e violência são tudo parentes em primeiro grau!”

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Tchê! Inteligência é charme, argumentos consistentes e beleza. Sedução. Ahhh é sexy ser inteligente. Uau! Burrice é estupidez, mesquinhez, arrogância, preconceito, tosquice. Então sendo tu mais inteligente, ajude as pessoas que estão contaminadas a sair do fundo do poço e mostre a essas pessoas que o universo de possiblidades está acenando com a evolução da espécie! Te colocas a disposição com a convicção de quem realmente já atingiu o ponto em que compartilhar conhecimento útil, decente, fidedigno é mil vezes melhor do que competir e ferrar o próximo, fazer o próximo de escada para se dar bem na vida! Um milhão de vezes melhor do que compartilhar as malditas fakenews!

E vou confessar “um troço,” um troço ridículo mas sensível! Preciso confessar porque isso me atormenta às vezes. Frequentemente quando leio sobre o “Sinistro da Deze-Educação” e seu comportamento que beira a insanidade eu até fico com pena do sujeito, sabe… e fico matutando caramba, aí caramba, será que esse infâme não tem um único amigo decente, que gosta dele de verdade, o suficiente nessa encarnação para dizer “volta pra casa,” “vaza” “desencana” “desapega”“vai pra rehab” antes que até os Livros de História das distantes terras da Papua Nova Guiné ou de Vanuatu escrevam capítulos inteiros sobre sua atuação melancólica, miserável e seus fiascos em série!

Então miguxos/as vamos abrir voluntariamente “A Campanha de Resgate de Almas Penadas.” Doe um livro. Dê um abraço. Chame para prosear. Dividir um café, um mate. Cerveja. Vinho tinto. Chops! Torne-se voluntário e tente salvar toda “criatura sem noção” que tu conhece e que também seja “fã do Sinistro da Deze-Educação,” porque se tu não conseguir atingir tal objetivo, pelo menos, se a criatura definhar de inanição intelectual ou desintegração cerebral, tu fizeste tua parte com louvor, te esforçastes ao máximo e pode “se esbaldar no fandangaço” sábado que vem com tua prenda ou peão até “gastar a sola das botas” com a total, total e absoluta sensação de dever cumprido!

Régis Mubarak – Jornalista

Mendoza – Argentina & Rio Grande do Sul – Brasil

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