Ditadura do Judiciário, por Assis Ribeiro

Foto José Cruz/Agência Brasil

Ditadura do Judiciário

por Assis Ribeiro

Chegou a hora de nos perguntamos:

– Porque houve um movimento primorosamente articulado para derrubar Dilma e colocar Temer, e agora se organiza a guilhotina contra Temer?

– Quais os setores da sociedade que estavam na articulação contra Dilma e quais estão contra Temer?

A metodologia em ambos os casos apresentam algumas semelhanças:

Uttilização da técnica de trabalhar o amadurecimento e a consolidação do desgaste através de uma narrativa diária e agressiva patrocinada pela Globo, reforçada por vazamentos seletivos do Ministério Público, a imobilidade judicial com ares de suspeição e o forte apelo moral para o deleite dos moralistas de plantão.

No movimento de frente, a mídia.

Contra Dilma houve a unificação dos ataques por parte de toda a imprensa chamada hegemônica, e da ideia de que o “mercado” seria o aglutinador do golpe.

Contra Temer, mesmo realizando tudo o que o mercado quer, ainda assim a rede Globo faz campanha diária para derrubá – lo.

Afinal, qual o centro da articulação que derrubou Dilma e tenta golpear Temer?

Se Temer acata caninamente o que quer o mercado, então não seria este o agente central do golpe.

Temer demonstrou que sabe muito bem dialogar com o congresso, abrindo os cofres a cada uma das necessidades dos parlamentares e, assim, conseguindo aprovar tudo o que quis.  Então, o congresso também não é o agente central.

Apoiando qual agente, a Globo se arriscaria a propagandear a derubada de dois governos seguidos e dentro de uma mesma legislatura?

Se não havia, nos dois governos, a guerra fratricida entre os ministérios, se no governo Temer há uma calmaria na sua ampla maioria parlamentar, qual dos poderes poderia estar forçando a barra para se tornar o detentor do protagonismo do país?

Leia também:  Para não atrapalhar impeachment, Lava Jato escondeu delação contra Temer

Para os que estudam Ciência Política e Direito e para os que acompanham a cena diária do país há de ser atentar para o que se chama de era do judiciário, ou como Luís Roberto Barroso, atual ministro de STF, definiu:

“Nos últimos anos, o Supremo Tribunal Federal tem ocupado um espaço relevante no cenário político e no imaginário social. A centralidade da Corte e, de certa forma, do Judiciário como um todo, não é peculiaridade nacional. Em diferentes partes do mundo, em épocas diversas, tribunais constitucionais tornaram-se protagonistas de discussões políticas ou morais em temas controvertidos. Desde o final da Segunda Guerra, em muitas democracias, verificou-se um certo avanço da justiça constitucional sobre o campo da política majoritária, que é aquela feita no âmbito do Legislativo e do Executivo,”

Entramos no governo do judiciário, ou na “Ditadura do Judiciário”, que tanto se temia?

 

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3 comentários

  1. É a ditadura do judiciário.

    É a ditadura do judiciário. em associação com a mídia corporativa, com liberdade total para o sistema financeiro. 

  2. A ditadura do judiciário não
    A ditadura do judiciário não começou com a farsa jato, o Judiciário desde sempre é um podre poder, ineficiente, autoritário, corporativista, corrupto e o mais caro do mundo. No Brasil há justiça é seletiva, 8% dos homicídios no Brasil são julgados, ou seja, o homicida é preso, o Atlas da Violência de 2017 mostra 59.080 homicídios no Brasil. O Brasil é o campeão de homicídios no mundo, há uma guerra camuflada neste país contra os pobres, mata-se mais no Brasil que as guerras do Iraque, Afeganistão, Síria e Sudão juntas.

    Nos Estados governados pelo PSDB e PMDB, o estado de exceção tem se intensificado, os assassinatos de índios e trabalhadores rurais estão aumentando, Pará é o Estado que mais mata trabalhadores rurais e lideranças e Mato Grosso do Sul é o que mais mata índios, e tem a maior população indígena do Brasil. No Paraná e Tocantins o número de indígenas assassinados tem crescido.

    Na cidade o terrorismo contra os moradores de rua, catadores de materiais recicláveis e as chacinas na periferia tem sido a marca do prefeito Dória e do Governador Alckmin. Dória e Alckmin têm uma mentalidade miserável, moradores de rua e muitos catadores de materiais recicláveis não são eleitores e portanto não são considerados inocentes úteis, é o Estado mínimo adotando a política antissocial, a supressão de direitos sociais e a destruição de direitos humanos.

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