Finalmente o trem da CPTM vai chegar até Guarulhos

No início desta semana o governo do Estado de São Paulo anunciou a expansão do trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) até a cidade de Guarulhos e o aeroporto de Cumbica, com a construção da linha 13-jade. Finalmente teremos um trem comum ligando a capital a Guarulhos, segunda cidade mais populosa do Estado, com cerca de 1,2 milhão de habitantes, beneficiando a população e também os trabalhadores e usuários do aeroporto. A nova linha sairá da estação Engenheiro Goulart, na linha 12-safira da CPTM, e contará com duas estações em Guarulhos, uma no aeroporto, outra na região do Cecap Zezinho Magalhães.
 
Anos atrás, o governo planejava construir um trem especial, chamado expresso aeroporto, que faria a ligação da capital paulista com o aeroporto de Cumbica, com um serviço especial, mais confortável, que custaria cerca de R$ 35,00 ao passageiro. Obviamente essa proposta não atenderia aos trabalhadores do aeroporto, nem muito menos à população de Guarulhos. Que bom que prevaleceu o bom senso. A nova ligação do trem da CPTM poderá inclusive ser ampliada no futuro para outras regiões da cidade. E a opção pelo trem expresso, num prazo mais longo, não precisa ser descartada.
 
Me pareceu absurda, no entanto, a decisão de instalar a estação do aeroporto no terminal 4, o menos movimentado, para favorecer a concessionária GRU Airport, que pretende instalar ali um shopping center. Com isso, para acessar os demais terminais, será necessária uma nova conexão, a ser construída pela concessionária, que ainda estuda a possibilidade de adotar o monotrilho ou o VLT (veículo leve sobre trilho). Ou seja, implicará mais uma baldeação num modal que sequer está definido e que, evidentemente, não ficará pronto junto com a nova linha. Não seria muito mais óbvio instalar a estação num terminal com maior fluxo de trabalhadores e usuários do aeroporto? Quer dizer então que as prioridades de mobilidade da população ficarão sujeitas aos interesses comerciais de uma empresa?
 
É importante lembrar também que, considerando a situação dos trens da CPTM hoje – lentos e superlotados – não basta expandir o sistema, embora, claro, isso seja um avanço. Precisamos urgentemente de investimentos para que o sistema melhore como um todo, tornando-se eficiente e confortável.
 
 
Raquel Rolnik é urbanista e consultora da ONU pelo direito à moradia

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11 comentários

  1. Cascata

    Vou guardar esse texto num favorito ‘Para Lembrar’, tá na cara que é mais promessa do picolé de xuxu, vai ser igual aquela ponte ponte que virou túnel entre Santos e Guarujá!!!

  2. hahahahhahahahahhahahahahhaha

    hahahahhahahahahhahahahahhahahahhaa!!

     

    Na verdade, nem gargalhei, só escapou um sorriso do canto da boca. 

    Mas, TREM LIGANDO A CPTM ATÉ CUMBICA?

    Jamais. Nunca. Pode esquecer. Ainda mais com os tucanos comandando o processo.

    O que veremos serão licitações adiáveis ad eternum, concorrências sem concorrentes, problemas técnicos, e por fim o projeto indo para uma gaveta empoeirada.

    Em Cumbica temos uma cooperativa de Táxi que lucra pornograficamente com o aeroporto, no Tietê você pega um ônibus até o aeroporto, que cobra(va, agora não sei quanto está) quase R$ 30,00 para andar meia dúzia de quilómetros, e por aí vai.

    Este projeto não veremos pronto tão cedo pelo mesmo motivo pelo qual o Estado de SP (com o desmantelamento começando sob JK e o funeral sob a batuta dos tucanos) destruiu completamente o transporte de trens para passageiros no interior.

    A região de Campinas, do Vale do Paraíba e Santos hoje são regiões metropolitanas ricas, com milhões de habitantes e ainda dependemos dos Cometas, Pássaro Marrons e Andorinhas da Vida para transporte intermunicipal. 

    O infeliz, além de não ter metrô em SP, se quiser viajar para Campinas, Jundiaí, Sorocaba, SJC, Santos, vai ter que usar carro e ainda pagar pedágios caríssimos.

    O engraçado é que tanto o tucano quanto o eleitor tucano adora dar uma de europeu, mas vai ver na Europa como é o transporte ferroviário deles. São uns gênios mesmo. Gestores competentes que boicotam o transporte e passageiros sob trilhos!

    Trem até Cumbica…isto é uma grande piada, pode tirar o cavalinho da chuva.

  3. “Finalmente teremos um trem

    “Finalmente teremos um trem comum ligando a capital a Guarulhos”:

    Em 1994 eu estava no Brasil,  (na)morando pertinho de Betim.  O povo la estava pulando de alegria a respeito do “metro” de BH, que ia chegar la a qualquer momento.

    Eles estao esperando ate hoje.

     

    (o novo Captcha eh um pesadelo, Nassif!)

  4. São Tomé?

    Se para cada vez que ouço falar sobre este trem para cumbica na mídia fossem construídos 500 metros de linha este trem já teria passado do aeroporto. . . de São José dos Campos.

    Para se chegar na estação Eng. Goulart para embarcar neste trem as pessoas precisam utilizar a linha F da CPTM. Quem já embarcou na linha F não esquece, trata-se do patinho feio da linha de subúrbio da Central do Brasil.

    O terminal 4 de GRU é responsável apenas por 3% do movimento do aeroporto e está a mais de 2 km dos demais, ou seja a linha liga um lugar inatingível nos horários de pico com um outro longe do aeroporto.

    Barreto.

     

     

  5. fico preocupado se não é

    fico preocupado se não é apenas mais uma possibilidade de expansão do trensalão….novos negócios para Siemens & Alston…..a gente não pode se esquecer que ano que vem tem eleição….aliás, vi na TV a notícia da primeira condenação (ALELUIA!!!! ALELUIA!!!!!) pela justiça mineira de um figurante do “mensalão mineiro”….o uso do cachimbo entorta a boca, né?….quando se julgava a AP 470 no STF era só “MENSALÃO PETISTA”, embora os operadores (financeiros e publicitários) sejam os mesmos nos dois processos…pergunto: quando julgarem Marcos Valério & Cia, se um dia acontecer, e eles forem novamente condenados, que tratamento receberão: de presidiários tucanos ou petistas??????

  6. CPTM até Guarulhos

    O aeroporto de Estocolmo fica muito longe da capital. Existe um trem com embarque na estação Centralen do metrÔ a cado 15 minutos até dentro do aeroporto. É direto sem paradas. Em Londres, o aeroporto internacional Heathrow possuía, até pouco tempo três estações de metrô dentro do aeroporto. Não sei porque cargas d’água, em São Paulo não podemos ainda contar com essa facilidade.

    Ouvi uma conversa dias atrás que haverá uma linha de metrô da estação de Osasco até o centro de Cotia. Vibrei, pois irá beneficiar milhares de trabalhadores que moram na zona sudoeste de Osasco, passando pela UNIFESP a atual e a futura. Sonhar é preciso.

  7. Claro que todos nó queremos 

    Claro que todos nó queremos  ampliação da rede de transportes públicos na grande São Paulo.

    O problema é que junta mídia falida com o psdb e só sai notícia de esperança, parece religião.

    Em se tratando de psdb, vai chegar com uns 5 anos de atrasos, ou seja, lá para 2019 e ainda assim vai funcionar com uma série de problemas, como está sendo a linha amarela, que é razoável, mas foi desenhada para transportar um terço do que transporta, além do mais faltando umas 6 estações que até hoje não foram entregues.

    Tem ainda a ampliação da linha lilás que nem chegou em Santa Cruz.

    Na verdade, por incrível que pareça, o que tá saindo mais rápido é aquela linha (monotrilho) que sai da Vila Prudente e vai pra Sapopemba, pois lá é verba do governo federal.

    O resto é pura propaganda, fala-se em licitação, estudos, etc, etc. Mas físico que é bom, necas

  8. Linha São Paulo Cumbica utilizando composições de dois andares

    Proposta de implantação em São Paulo de trens expressos urbanos com composições pendulares de dois andares (double decker) para locais de alta demanda:

    * Expresso Noroeste (Linha 7 Rubi)
    -5 estações (Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras, Lapa,  Água Branca).
    ~183 mil pass/dia (2014)

    Expresso Oeste Sul (Linha 8 Diamante)
    -4 +2 estações (Barueri, Carapicuíba, Osasco e Pinheiros), com previsão de prolongamento até Tamboré e Alphaville.
    ~216 + 44 mil pass/dia (2014)

    * Expresso Sudeste (Linha 10 Turquesa)
    -6 estações (Luz, Brás, Tamanduateí, São Caetano, Santo André e Mauá).
    ~416 mil pass/dia (2014)

    São Paulo Cumbica (Linha 13 Jade)
    -n estações (São Paulo, aeroporto de Cumbica).
    ~80 mil pass/dia (2014)

    Espero que os burocratas não cometam a mesma insensatez que ocorreram com as linhas 4-Amarela, e 5-Lilás entre outras, nas quais foram especificadas bitolas e alimentações elétricas divergentes das existentes, assim ficariam bloqueadas as integrações em “Y” como esta por ocorrer nas integrações da estação Chácara Klabin das linhas 5-Lilás com a 2-Verde entre outras, nas quais os usuários tem que obrigatoriamente fazer transbordo nestas estações se desejarem prosseguir viagem.

    *Poderia se reunificar as linhas 7 e 10 entre Mauá e Francisco Morato, como eram antigamente.

    Eis os fatores que justificam a implantação trens de dois andares em algum desses trens expressos;

    – Para a altura da carruagem (h~=4,3m) o cabo de alimentação (catenária) de 3 kVcc x pantógrafo atende, podendo trafegar em linhas convencionais.

    – Poderá existir a necessidade de investimento na repotêncialização de algumas subestações, e a capacidade mínima requerida da via permanente é de 30 t/eixo (cargueiro), sendo recomendável a utilização de trilho TR-68, e dormentes de concreto.

    – Adequação e reforma dos trechos entre as estações Júlio Prestes e  Água Branca com a construção da do Bom Retiro.

    – Fornecidos na largura de 3,15 m (padrão) e bitola 1,6 m, não existem necessidades de adaptações nas estações, mesmo sendo os pendulares, pois sua inclinação se dá somente no momento que trafega, (exceto se a estação for curvilínea) o que não é recomendável.

    – Potência= ~ 3000 kW.
    – Atendimento de poucas estações (caso da linha 8).
    – Demanda pequena (no caso das linhas 7 e 8).

    – Existência de linha disponível ociosa entre Mauá e Brás (caso linha 10)
    – Trens de dois andares poderiam transportar 60 % mais passageiros, além da quantidade de composições poderem ser ajustadas em conformidade com a demanda (horários de pico).

    – O nº máximo recomendável de passageiros por m² é de 6 pessoas, (e não 8 conforme indica o Metrô e a CPTM).

    – No mínimo 4 portas por lado semelhantes aos trens suburbanos, sendo que as duas centrais serem bloqueadas para longos percursos.

    – Acesso a cadeirantes e necessidades especiais só no 1º piso, (Incluindo as do tipo piso rebaixado).

  9. trens de passageiros Guarulhos (Cumb

    A ligação ferroviária para trens de passageiros  Guarulhos (Cumbica) ABC (Santo André)

    Dentre as propostas apresentadas, entendo ser a do prolongamento da Linha 1-Azul do Metrô partindo do Tucuruvi, a mais sensata, porém não é a que esta sendo feita, outra opção teria como destino, no mínimo até o Brás, que também não será feita, com esta opção da nova Linha 13-Jade chegando até engº Goulart com transbordo obrigatório para a Linha 12-Safira que já se encontra ultra saturada.

     Entendo ser uma melhor opção a ser estudada é a ligação desta linha 13-Jade com a região do ABC, mais precisamente com a Linha 10-Turquesa no município de Santo André.

    Devemos ficar vigilantes, e que a ligação até esta estação seja só uma primeira etapa, e que no mínimo seja feita utilizando bitola de 1,6 m e a largura padronizada dos carros de 3,15 m iguais aos existentes, permitindo a interpenetração, pois nem conseguiram acabar com o caos da estação da Luz, e já estão “planejando” outros inúmeros transbordos na nova estação Tamanduateí com as linhas 10 Turquesa, 2 Verde,  e os monotrilhos Expresso ABC e Expresso Ipiranga Tiradentes, com um agravante, de que as plataformas da estação Tamanduateí são mais estreitas que a Luz, e não satisfeitos, já prevendo a expansão em linha reta em monotrilho, é assim nas linhas 2-Verde na estação Vila Prudente com a futura ligação com a 5-Lilás na estação  Chácara Klabin e o projeto da linha 6-Laranja com transbordo obrigatório entre Metrô e Monotrilho caso os usuários desejem prosseguir viagem, fazendo que  tenham que fazer múltiplos transbordos provocando enorme desconforto.

    Em uma concorrência governamental recente da CPTM-SP, os valores cotados pelas montadoras, ficaram ~ 80% superiores aos praticados pela indústria chinesa e em relação ao fornecimento recente para a SUPERVIA-RJ e as carruagens já vieram na bitola de 1,6 m e na largura de ~3,15 m, com ar condicionado e circuito interno de TV, e sem a necessidade de se adaptar estribos nas portas (gambiarra) para compensar o vão com a plataforma, ou seja exatamente conforme as condições brasileiras, sepultando os argumentos de custo menor dos defensores deste padrão europeu com carruagem de 2,9 m e bitola de 1,43 m.

    Esta proposta pode ser somada as inumeráveis promessas eleitorais que não se cumprem.

  10. Metrô, e não trem para Guarulhos
    Já estamos em 2016, e novamente é adiado o início da expansão da linha 2-Verde do metrô até Guarulhos, e a Linha 2-Verde do metrô não deve ter sua extensão concluída até 2020 se os atrasos persistirem.

    O governo Geraldo Alckmin adiou por um ano o início da expansão da linha 2-Verde do Metrô, de Vila Prudente, na zona Leste de São Paulo, até Guarulhos, na região metropolitana.

    O motivo alegado é a falta de verbas. A gestão culpa o Governo Federal por atrasos nos repasses da União. Parte do financiamento da expansão da linha 2-Verde deve vir do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

    O início das obras tem tido atraso desde setembro de 2014 e a promessa inicial era de conclusão em 2020. Foram assinados contratos de obras com oito consórcios, cada um responsável por um trecho de intervenção.

    O governo do estado já tem as licenças ambientais para o prolongamento da linha. Seriam 12,5 km com 12 novas estações, uma nova conexão com a estação Vila Prudente – hoje um dos extremos da linha, e a construção de um pátio de manobras de manutenção para os trens que a linha receberia.

    De qualquer forma esta é uma opção melhor do que utilizar as linhas congestionadas da CPTM ou os imprevisíveis Monotrilhos.

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