Greve corajosa e patriótica, por Henrique Fontana

A Petrobras está sendo atacada pelo governo Bolsonaro de todas formas. Desde o golpe que afastou a presidenta Dilma, ela vem sofrendo um processo de fracionamento e privatização de suas unidades.

Greve corajosa e patriótica

por Henrique Fontana

Desde o dia 1º de fevereiro, mais de 20 mil petroleiros de cerca de 120 unidades da Petrobras estão em greve. Mais do que o protesto contra demissões e fechamento de setores da empresa, a greve corajosa e patriótica destes operários vincula-se aos mais altos interesses nacionais. Busca defender a maior empresa do Brasil, a qual, ao longo de sua história, por diferentes gerações de petroleiros, garantiu que nós, brasileiros, tivéssemos autossuficiência em petróleo. 

A Petrobras está sendo atacada pelo governo Bolsonaro de todas formas. Desde o golpe que afastou a presidenta Dilma, ela vem sofrendo um processo de fracionamento e privatização de suas unidades. Pelos planos do atual governo, até 2021 ela seria completamente privatizada, obviamente comprada por empresas estrangeiras, privando o país de contar com uma das maiores empresas de petróleo do mundo. 

Não se enganem. O dólar alto não é para impedir as empregadas domésticas de irem à Disney, como dá a entender a fala preconceituosa do ministro Paulo Guedes. A cotação alta do dólar favorece aos que querem comprar a Petrobras e outras empresas públicas a preço de banana, desnacionalizando a nossa indústria.

O pré-sal, a maior reserva petrolífera do mundo, cuja arrecadação por ocasião de sua descoberta ainda no governo Lula seria aplicada na qualificação da Saúde e da Educação no país, já está sendo leiloado em um processo que só não avançou porque os próprios compradores internacionais não confiam no governo Bolsonaro.

Os petroleiros resistem. A eles foi imputada uma multa sem precedentes pela Justiça que julgou a greve ilegal. Os grandes grupos de comunicação não cumprem sua função de informar a sociedade e ignoram a greve ou a tratam em seus editoriais como um movimento político.

Não há outra forma de se posicionar diante do movimento dos petroleiros. Apoiar a greve dos petroleiros significa defender a Petrobras como empresa pública pertencente ao povo brasileiro e que há mais de seis décadas movimenta o desenvolvimento do país.

Portanto, é uma luta de todos os brasileiros.

Henrique Fontana, deputado federal (PT-RS)

1 comentário

  1. Fossem os petroleiros uma categoria sem responsabilidade com a sociedade brasileira, como a justiça tenta passar para a população, nem precisariam mostrar a cara e arriscar seus empregos, teriam condições tecnicas de interromper ou reduzir a produção, seja no refino ou extração, sem dificuldade alguma.
    Greve é um direito do trabalhador, sempre que comprovado que sua empresa ou a sua categoria estão sendo lesados ou precarizados.

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