Haddad e as elites paulistanas, por Aldo Fornazieri

Na última semana o prefeito Fernando Haddad soltou o verbo contra a elite paulistana. Classificou-a de míope, sugerindo que ela é avessa em contribuir com a cidade e com o bem público. Afirmou que “hoje, infelizmente, temos um poder econômico amesquinhado e empobrecido do ponto de vista espiritual, mas muito rico do ponto de vista material”. Talvez o realismo cínico desaconselhasse o prefeito a desferir tal ataque. Mas o dever político e moral o legitima por completo.

Haddad encontrou a prefeitura destroçada administrativamente e saqueada por quadrilhas de corruptos associadas a grandes incorporadoras e a outros grupos privados. O fato é que, por décadas, a cidade de São Paulo vem sendo tratada por setores privados como uma espécie de extensão de suas casas, como um quintal de suas ambições e ganâncias. Essas elites não se importaram com o interesse comum da cidade e com o bem estar dos seus cidadãos. Construíram onde não se deve construir, produziram conseqüências desastrosas para a mobilidade urbana, degradaram o meio ambiente, poluíram, sonegaram.

Para essas elites não importa se 160 mil crianças não têm creches, não importa a qualidade física das escolas públicas, não importa a qualidade da merenda escolar e do ensino, não importa a falta de alternativas para a juventude da periferia, não importa a falta de vagas nos hospitais públicos, não importa quantos jovens pobres e negros morrem vítimas da violência, não importa quantos moradores de rua existem, não importam as cracolândias. Essas elites vivem em condomínios-fortalezas, andam de helicóptero e de carro blindado, gastam em apenas um jantar em restaurante de luxo o valor de muitas bolsas-família. Os seus bairros são bem policiados e clamam por mais repressão contra os movimentos sociais e contra qualquer coisa que, aos seus olhos, representa “desordem”.

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Essas elites arrancaram suas imensas riquezas e auferem seus exorbitantes lucros sobre o solo cidade de São Paulo, sobre o suor e o sangue dos trabalhadores, sobre vidas sacrificadas, sobre noites mal dormidas, sobre os baixos salários, sobre horas seqüestradas no trânsito. Essas elites nada querem dar para a cidade e procuram tirar dos seus cidadãos o máximo que podem. O caso da ação na Justiça impetrada pela Fiesp contra o reajuste do IPTU é um exemplo cabal desta relação predadora que as elites movem contra a cidade. O que disseminam é uma grande mentira sobre o IPTU. Dizem que prefeitura queria onerar de 20% a 30% os paulistanos. Mas não dizem que aqueles que têm isenção continuariam isentos; não dizem que para a maior parte dos paulistanos não haveria aumento e não dizem que os aumentos mais significativos incidiriam sobre os imóveis de maior valor, localizados nos bairros mais ricos, nos bairros mais entregues à especulação imobiliária.

A questão da distribuição da carga tributária no Brasil é um nó górdio da desigualdade social. Segundo estudos do IPEA e de outros especialistas, a carga tributária representa cerca de 23% da renda dos mais ricos e 33% da renda dos mais pobres. Em termos percentuais, os 10% dos brasileiros mais pobres pagam 44% a mais de impostos do que os 10% mais ricos. A elite econômica brasileira é uma das que menos paga impostos nas maiores economias capitalistas do mundo.

Todos sabem que a base mais forte da arrecadação no Brasil é a tributação indireta, que incide sobre alimentos e bens de consumo. Os pobres comprometem a maior parte de sua renda com esses produtos. Considerando apenas a tributação indireta, a carga dos mais pobres é de cerca de 29% e a dos mais ricos de apenas 11%. O IPTU é um tipo de tributo direto e, por isto, um tipo de tributo que pode contribuir com um grau maior de justiça tributária desde que a sua incidência seja progressiva. As elites paulistanas resistem tenazmente à sua cobrança progressiva, numa clara demonstração de que não querem contribuir efetivamente com o bem da cidade.

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Não há como resolver de forma adequada o problema da desigualdade no Brasil sem desconcentrar a carga tributária sobre o consumo. A bandeira da reforma tributária deveria ser um dos itens principais dos movimentos sociais que se manifestam nas ruas. O caso do IPTU na cidade de São Paulo é emblemático quanto ao poder das elites: se elas não controlam o poder executivo e não têm maioria nos parlamentos, recorrem aos tribunais para proteger seus interesses.

As manifestações de rua de 2013 colocaram as prefeituras no olho do furação. As demandas por serviços de qualidade e por direitos incidem de forma imediata sobre as prefeituras. Fernando Haddad foi arrastado para este turbilhão pela força dos fatos. Foi obrigado a buscar soluções de curto prazo para uma cidade cujas respostas efetivas para os seus grandes problemas só podem ser dadas no longo prazo. O fato é que desde a década de 1930 a cidade deixou de ser pensada estrategicamente. Com isto, os problemas se acumularam e se tornaram de difícil solução.

Assim, o prefeito precisa enfrentar um paradoxo: dar respostas urgentes e eficazes aos justos reclamos e demandas dos cidadãos no curto prazo ao mesmo tempo em que inicia um caminho de planejamento e de construção de soluções de médio e longo prazos. O êxito de sua gestão depende do enfrentamento desse paradoxo. As respostas de curto prazo aliviam pressões e tensões. O planejamento e as ações orientadas para o longo prazo podem legar uma cidade melhor para se viver e mais bem resolvida em sua estrutura no futuro. Isto requer coragem, pois implica em fugir do eleitoralismo e do realismo cínico que se preocupa apenas com o imediatismo do poder e não com o bem comum da cidade e de seus cidadãos.

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Haddad tem todas as condições de buscar, de forma adequada, esta calibragem, pois tem um bom programa, tem um bom plano de metas e o novo Plano Diretor contribuirá decisivamente na reorientação das ações da administração municipal em favor do interesse público. Será um duro caminho rumo a desprivatização da cidade. As elites paulistanas seriam menos predadoras e particularistas se contribuíssem com projetos, propostas e recursos para enfrentar os drásticos problemas da cidade. Se elas não o querem fazer voluntariamente, que o poder público as obrigue a contribuir com o bem da cidade através das leis e dos códigos num sistema de contrapartidas, que atinja principalmente os grandes empreendimentos imobiliários.

Aldo Fornazieri é cientista político e professor da Escola de Sociologia e Política.

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31 comentários

  1. Não canso de dizer, o mais

    Não canso de dizer, o mais bem preparado quadro político do Brasil atualmente. não tem para Freixo, não tem para ninguém. Haddad certamente terá meu voto no futuro se ele e candidatar a presidente. Não tenho ilusões, ele vai errar em algumas, mas na maioria irá acertar.

      • que paranóia com

        que paranóia com reeleição!!!

        será que ele não pode preferir tomar outro rumo político, não ser reeleito agora é sinônimo de fracasso?

  2. a direita já percebeu

    os setores privilegidos da sociedade já perceberam o potencial político eleitoral do Haddad.

    se deixarem ele “solto” ele vira presidente, fácil. 

    então trata-se de não deixar o homem governar. 

    a cada medida tomada na prefeitura, o sabujo da vez trata de obstar o progresso.

    o “controle remoto” da presidenta é totalmente ineficaz e insuficiente para ela.

    para o prefeito , no berço da mídia PIG (proba imprensa gloryosa), é muito pior. 

    é o mesmo que brigar armado com paus e pedras contra um tanque de guerra.

  3. É preciso muita coragem,

    É preciso muita coragem, persistência e poder de resistência para peitar as máfias que tomaram conta do Brasil. Um dos grandes lances do jogo sujo, que só funciona com o apoio maciço da mídia fazendo a cabeça da “classe AB”, é criminalizar, transformar em bandidos exatamente os que se insurgem contra a bandidagem. Isso vem sendo feito desde a época de Getúlio. E causa espanto que todos que tentaram e tentam mudar o país não terem se preparado para enfrentar essas manjadas e pesadíssimas manobras. Toda a sorte do mundo e apoio (cadê o Partido dele?) ao Haddad.

  4. Mostrar trabalho, primeiro.

    Antes de sair acusando uma suposta elite, Haddad tem que mostrar bom trabalho administrando o já gigantesco orçamento municipal. Só depois terá argumentos para pedir aumento de impostos. Governantes em geral pensam primeiro em aumentar a carga tributária, e por último em cortar despesas…

    • Para mostrar bom trabalho ele

      Para mostrar bom trabalho ele tem que ter condições financeiras para isso. Corte de despesas é uma prática neoliberal. Haddad não foi eleito para implantar uma agenda neliberal na cidade de São Paulo.  Senão o povo  teria eleito o Serra, o PSDB de sempre. .

      • neoliberal?

        Cortar despesas desnecessárias ou menos importantes não é agenda neoliberal, é bom senso administrativo. Será que ideologizaram até a mera administração de caixa?

      • E vamos lembrar que ele já

        E vamos lembrar que ele já cortou algumas despesas, fechando alguns propinodutos tradicionais, abrindo as contas. Agora, 20 anos de tucanato, com breves intervalos, não são fáceis de desmanchar. Toda a sorte do mundo para o Haddad.

    • Caetano,
      Qual a sua desculpa

      Caetano,

      Qual a sua desculpa então, para o fato do TCM-SP não deixá-lo utilizar este “gigantesco” orçamento, na construção dos corredores de ônibus ?

      Qualquer um que vive em SP e tem mais do que dois neurônios sabe que São Paulo é administrada pelas máfias, legais e ilegais. O poder público em SP sempre foi omisso ou cumplice com essa gente.

      Toda vez que um governante tenta mexer nas estruturas da cidade, as máfias usam de retaliação.

      Você se lembra da Marta tentando ampliar e renovar a frota de ônibus ?!?

      Lembra do bilete único que a Marta tentou implantar e o Alckmin boicotou ?!?

      Cálculo mostra que prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi o segundo que mais encareceu a tarifa de ônibus em SP, perdendo apenas para o deputado Paulo Maluf (PP).

      Marta Suplicy foi a que mais favoreceu o transporte coletivo, aplicando apenas dois aumentos tornando e foi a prefeita que menos reajustou o valor do preço da tarifa.

      Paulo Maluf: Aumento: 66%

      meio 1994 – 0,60

      meio de 1995 – 0,80

      meio de 1996 – 1,00

      Celso Pitta: Aumento: 40%

      meio de 1997 – 1,15

      meio de 1998 – 1,25

      meio de 1999 – 1,40

      Marta Suplicy: Aumento: 35% + a economia com o bilhete único

      meio de 2001 – 1,60

      meio de 2003 – 1,90

      Gilberto Kassab: Aumento: 57%

      meio de 2006 – 2,30

      meio de 2008 – 2,40

      meio de 2009 – 2,55

      meio de 2010 – 2,70

      começo de 2011: 3,00

       

      Eu adoro discutir política com os TUCANOS…é muuuuuito fácil desmacará-los …kkk

  5. Hadda e a Prefeitura de São Paulo

    chamar quem tem carro de elite é no mínimo miopia.

    É simples e fácil entrar na vida das pessoas, impondo procedimentos que lhes causam  problemas.

    Agora difícil é entrar no universo da agiotagem bancária, que cobra juros mensais, que equivalem a um ano e meio de inflação. Cadê o PT?, Cadê o Lula, a Dilma. Somos literalmente e oficialmente roubados, com a chancela da presidencia da república. Agora, mexer com o contribuinte é mais fácil e cômodo, chamá-lo de elite. Cadê a competência em administrar as verbas públicas, resultado dos impostos que pagamos?

    É mais fácil empurrar  mais impostos, multas, aumentos para um povo saturado de tanta incompetência administrativa. Se não tem escolas de nível, se não tem creches, também não tem competência dos políticos, e isso não é culpa do contribuinte. POrque o Sr. Haddad não sobretaxou a especulação imobilliária? Imóveis vazios, especulando e pessoas não tem onde morar.

    Realmente, acho o Sr. Haddad deveria consultar um oculista. Oculista da consciência.

    • Num país em que a renda média

      Num país em que a renda média familiar é de R$ 1500 mensais, me parece que para ter carro é preciso ser elite, sim.

    • Ah! eu não sabia que o Haddad

      Ah! eu não sabia que o Haddad é que tinha dito que quem tem carro é elite. Será pq ele quis melhorar o trânsito dos ônibus, que transportam milhares de pessoas/dia, através dos corredores contra carros , que em sua grande maioria levam apenas 1 passageiro? É isso então a “miopia” do Haddad?  Não seria sua a “miopia”, que enxerga tão pouco que não vê nada além do seu próprio umbigo? E nem percebeu que o assunto do post é o IPTU. O “negócio” dos sr. é falar mal do prefeito, seja qual for o assunto. Não é? Quanto à agiotagem bancária, não vi nada em nenhum protesto em nenhuma manifestação, ou serei míope tb? Que tal fazer uma faixa na próxima onda de protesto!

  6. O Prefeito tem razão quando

    O Prefeito tem razão quando aponta o descaso da parte da eleite com a cidade, dois exemplos: um imenso edificio na Rua Frei Caneda, a Maternidade São Paulo, ABANDONADO há 20 anos, não se consegue fazer nada, nem funcionar a maternidade, nem vender, nem fazer outra coisa. Pendencias judiciarias infindaveis, desinteresse de todos, inclusive de quem nasceu lá (Paulo Maluf é um exemplo) como uma cidade civilizada pode permitir isso?

    Outro, o MASP -Museu de Arte de São Paulo, um dos melhores das Americas pela sua fabulosa coleção de arte, PESSIMAMENTE administrado desde que morreu Pietro Maria Bardi, como um grupo da elite peso pesado não se reune para amparar esse Museu ícone da cidade? Vão deixar chover dentro do museu e o seu patio externo ser um acampamento da cracolandia?

    Mas há outro lado incompreensivel, a aliança do PT com Kassab. É impossivel aceitar no plano moral, ético ou objetivamente politico. Como é possivel combater o descalabro da gestão anterior de Kassab e o PT ser aliadissimo dele?

    Politica tem limite até a “”realpolitik”” porque a partir de certo ponto a aliança é contrproducente, não vale a pena.

    É um grande dilema para Haddad, ele sabe onde está o DNA de todas as mafias mas não pode chegar ao ninho da serpente.

    Ele é forte em coragem para avançar contra o saque da Prefeitura e talvez precise um pouco mais de estrategia para manobrar politicamente esse cidade complicada que já devorou muitos politicos experientes.

    • André, concordo 1000%

      com você. Agora sobre a “aliança” PT-Kassab, tem a ver com a “estratégia” para vencer a eleição para governador. Parece absurdo por que impede um avanço maior na prefeitura. Mas só dará para saber se foi um erro ou um acerto daqui a 10 meses…

  7. Haddad

    Escrevo o que já escrevi anteriormente. São Paulo sempre foi visto somente como um trampolim para galgar cargos maiores no contexto nacional. As palavras do prefeito são um desabafo do que uma grande parcela da população já sabe: a ganância e a impunidade dos poderosos no Brasil.

    Que o Sr. Haddad consiga, mesmo com toda força contrária, realizar pelo menos parte dos seus projetos que, pelo que visualizo, buscam ajudar a população paulistana. Que ele continue enfrentando essa corja que ainda domina boa parte da máquina pública.

  8. Elites…

    Como ex-bandeirantino e ex-uspiano, o prefeito deveria tomar mais cuidado ao criticar “aselites”, da qual ele faz parte. Eu nunca duvidei que esta elite não conhece nada de “povo”. Com estas declarações de “DCE” de faculdade ele só confirma esta minha crença. É o que ocorre quando se coloca um acadêmico para trabalhar no dia a dia de uma administração burocrática, ineficiente, corporativa e enfadonha. Um doutor em física nuclear tomando conta de um chão-de-fábrica reagiria da mesma forma.

    Se eu pudesse dar um único conselho para ele, seria este: governe para toda a população de Sampa, sem eleger perdedores e ganhadores. Pode funcionar em currais eleitorais, mas aqui não. E lembre-se: “povo” (conjunto de TODA a população) gosta de ordem, limpeza, organização e eficiência, e não de bravatas palanqueiras e belicosas.

  9. Enquanto o judiciário que não

    Enquanto o judiciário que não tem voto ficar se metendo na administração pública as coisas não andam nem em São Paulo nem em local nenhum. O IPTU é um imposto que é enviado pelo executivo municipal para a Câmara de Vereadores que é quem tem legitimidade para analisar e votar a matéria. O judiciário deveria ter recusado a ação judicial  proposta alegando que o assunto não é de sua competência. Ocorre que ultimamente o judiciário resolveu usurpar o poder do executivo federal, estadual e municipal e legislar através de decisões. É preciso dar um basta nesses Joaquins Barbosas que pensam mandar no país!

  10. Só posso dizer uma coisa. O

    Só posso dizer uma coisa. O meu IPTU  que era insento, neste ano não é mais.  E no desabafo do Haddad ele disse ao contrário, ou estou errada?

    Outra coisa, não gosto deste negócio de ficar falando em elite. Ok, eu até desconfio de quem ele se refere, mas este discurso é cansativo e não levará a nada. Fica como uma criança chorona.  Ou ele pensava que governar a cidade era fácil?  É uma cidade muito complexa com pessoas de interesses antagônicos. É bom ele ficar preparado, porque tem mais para frente.  Fale menos e faça mais.

    • Como não posso ter igual

      Como não posso ter igual felicade em contribuir com uma administração petista, menha doação para pagar as dívidas dos companheiro foi bem generosa

  11. CARGA TRIBUTÁRIA MAL DISTRIBUÍDA

    A carga tributária é mal distribuída no Brasil. Não dúvida. Exemplos: a) iate, embora sejam veículos automotores, não pagam IPVA, e alguns valem fortunas!!!  b) Substituição Tributária do ICMS tributa por margem média de valor acrescido, mas é óbvio que os produtos mais sofisticados, mais elaborados, de marca, têm margens maiores do que os consumidos pelo povão; mas na média elite e povão pagam o mesmo, o povão paga mais do que deveria, e a elite menos do que deveria. c) alguém da classe média tem um imóvel alugado e paga 27,5% de IR sobre o aluguel, mas se for da elite, se tiver dezenas de imóveis, vale a pena colocá-los e numa PJ e pagar 11% de IR no total. E muitos outros exemplos. Então, sou obrigado a concordar em gênero, número e grau com o Haddad. Não tenho preconceito contra petista, e acho um absurdo que pessoas da classe média, atingidas pela nossa injusta regressividade triutária, que protege a elite mais elitista das elites, venha aqui  criticar a posição do prefeito simplesmente porque ele é petista. Isto sim é discriminação. E a quem interessar possa: não sou petista, mas o meu cérebro ainda funciona mais ou menos bem.

  12. Eu apoio Haddad nessa

    Eu apoio Haddad nessa declaração ! Estou vendo os boicotes p tornar inviável qq melhoria em SP, para q os interesses da zelite continuem protegidos pelo PSDB e outros. Força, Haddad!

  13. A divisão não interessa a

    A divisão não interessa a ninguém. Sugiro que nossos politicos assistam o filme “INVICTUS” (historia do Mandela).

    Esse discurso é populista e cria uma divisão que não deveria existir.

    Temos que lutar contra o desvio de dinheiro publico, independente da classe social. Nossa luta é contra quem desvia dinheiro publico, não interessa se é politico, empresário, pobre ou rico.

    O aumento de impostos é ruim. Nós já temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Aumentar mais significa tirar competitividade, exporta empregos. A cidade de São Paulo tem o terceiro maior orçamento do pais. Perde apenas para o Estado de São Paulo e Estado do Rio de Janeiro. Em tempo: a maior carga de impostos é FEDERAL e não ESTADUAL.

    Se outras administrações desviaram dinheiro, devem pagar por isso. O PT deveria abrir mão do tempo de TV do partido do Cassab e processá-lo, caso haja provas de desvio de dinheiro.

    Eu não concordo com o discurso do Hadad. Acho que ele está enganado.

     

     

     

     

     

  14. A divisão não interessa a

    A divisão não interessa a ninguém. Sugiro que nossos politicos assistam o filme “INVICTUS” (historia do Mandela).

    Esse discurso é populista e cria uma divisão que não deveria existir.

    Temos que lutar contra o desvio de dinheiro publico, independente da classe social. Nossa luta é contra quem desvia dinheiro publico, não interessa se é politico, empresário, pobre ou rico.

    O aumento de impostos é ruim. Nós já temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Aumentar mais significa tirar competitividade, exporta empregos. A cidade de São Paulo tem o terceiro maior orçamento do pais. Perde apenas para o Estado de São Paulo e Estado do Rio de Janeiro. Em tempo: a maior carga de impostos é FEDERAL e não ESTADUAL.

    Se outras administrações desviaram dinheiro, devem pagar por isso. O PT deveria abrir mão do tempo de TV do partido do Cassab e processá-lo, caso haja provas de desvio de dinheiro.

    Eu não concordo com o discurso do Hadad. Acho que ele está enganado.

     

     

     

     

     

  15. Haddad

    O prefeito Haddad tem uma caracteristica muito boa: não é o politico tradicional que tenta acomodar tudo. Esta caracteristica pode as vezes prejudica-lo mas é hoje uma necessidade na classe politica brasileira, predominantemente acomodadora de situações dificeis.

    Desde que ele entrou está acabando com  mafia do ISS e IPTU herdada dos governos passados, está tentando repatriar, via acordo com os bancos, recursos desviados pela administração Maluf (acordo com o Deutche Bank). Está implantando com a cara e coragem os corredores de onibus. Tem outra forma de faze-lo? Alguem tinha que fazer e ele está fazendo. Está em contato com a prefeitura do Rio: no Rio descarte de lixo na rua gera multa. O programa está sendo um sucesso lá e certamente será implantado aqui.

    Foi vitima da desinformação no episodio do IPTU assim como em vários outros mas o saldo é altamente positivo. É uma pessoa esclarecida, com um formação destacadissima e até onde pode mostrar, profundamente honesto e bem intencionado. Realmente um voto do qual cada eleitor pode se orgulhar.

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