Janio de Freitas: Subserviência e silêncio do jornalismo é parte do plano de Bolsonaro

Deixar isso no ar poderia ser um suspense inteligente, não fosse o personagem o presidente Bolsonaro.

Jornal GGN – Bolsonaro tem satisfação em soltar a máxima de que ‘jornalistas são uma espécie em extinção’, diz Janio de Freitas, em sua coluna da Folha. E isso é comprovável no caminhar do próprio articulista, que saiu de seis colunas por semana para uma única e também na ‘encaminhada extinção, mais tradicional, do meu prazo de validade geral’, diz ele.

Quando Bolsonaro diz que jornalistas ‘são uma espécie em extinção’ está deduzindo, num calhau de previsões alucinantes do futuro cibernético ou está constatando o fim pelo embate entre imprensa, internet e TV? Ou ainda é uma ameaça de ampliar ataques à Folha e à Globo?

Deixar isso no ar poderia ser um suspense inteligente, não fosse o personagem o presidente Bolsonaro. Janio aponta que os históricos das relações entre mídia e governos é de capitulação, muito mais do que enfrentamento de ameaças. A Bolsonaro falta experiência de enfrentar a artilharia unida, diferente de Lula, Collor e Dilma.

Dizer que vai ligar jornalistas ao Ibama não tem humor nenhum, mas sim uma vocação de Bolsonaro com o atraso, com um passado menos digno. E elenca o jornalismo de antanho, quando começou na profissão, uma ligação com ditaduras e poderes do dinheiro.

‘É claro que jornais, tevês e rádios privados são instrumentos políticos, com tal propósito ou não. Toda notícia, mesmo a isenta, contraria alguém ou os interesses de algum lado. Todo comentário, idem. O grau da reação a essas contraposições é um dos mais perceptíveis e úteis indicadores da sinceridade democrática de um governante, em qualquer nível. Nesse quesito, José Sarney e Itamar Franco, por mais que o íntimo lhes doesse com a brutal pancadaria, foram democraticamente perfeitos, quando presidentes. Lula e Dilma não contiveram queixas públicas, mas a ninguém ameaçaram e nada moveram para abrandar, calar ou vingar’, diz o texto.

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‘Impor a subserviência ou o silêncio do jornalismo é parte essencial do plano de Bolsonaro, e dos seus aliados fortes, para moldar o país à ignorância cascuda e antidemocrática que nos é mostrada por Damares, Weintraub, Ricardo Salles, Onyx, e demais reproduções miniaturizadas da nulidade humana com status de Presidência. Não enfrentar esse plano já é uma espécie de extinção’, conclui Janio.

Leia a coluna na íntegra aqui.

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3 comentários

  1. Esse tal de Jânio de Freitas se intitula “um dos maiores jornalistas do Brasil”. Só isso já comprova que os jornalistas estão em extinção.

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