Jornalismo Investigativo em Tempo de ultravelocidade, por Arnobio Rocha

Para compreender o método de trabalho de Glenn Greenwald e sua equipe do The Intercept é preciso conhecer o que ele fez em outra situação análoga.

Foto Markus Reugels

Jornalismo Investigativo em Tempo de ultravelocidade

por Arnobio Rocha

“Se você vê estrelas demais

Lembre que o sonho não volta atrás”

(Anjo – Roupa Nova)

A velocidade corre sem parar, como diz o poeta cearense, com a internet tanto surgir como sumir algo, é um piscar de olhos, as questões mais permanentes, não se fixam, então isso pressiona o velho método de se comunicar e fazer jornalismo a responder tudo para ontem.

Para compreender o método de trabalho de Glenn Greenwald e sua equipe do The Intercept é preciso conhecer o que ele fez em outra situação análoga.

O Caso Snowden se arrastou por três longos meses, foi meticulosamente construído, todo o material recebido foi trabalhado, por Glenn. A tensão de cada material, nisso já se tem a diferença com WikiLeaks, que veio tudo de uma vez, acaba sendo um “evento”, do meu ponto de vista, apenas efêmero e oportunista

As primeiras reportagens do The Guardian saíram, que coincidência, em junho de 2013, na semana das maiores manifestações no Brasil, que viriam a mudar os rumos do país, com a nova direita controlando as ruas, com o governo petista acuado.

Entre junho de setembro, semanas, e meses no indo e vindo até a queda e desmoralização da NSA e CIA, seus métodos. A questão Dilma e Merkel monitoradas só foram aparecer em setembro, com Dilma se recusando a ir ao EUA.

Aparentemente é esse o caminho que Glenn Greenwald está fazendo com o #Vazajato, o tempo, as matérias e a organização são dados por ele e sua equipe, seus parceiros, Glenn, é um jornalista meticuloso e sério.

A primeira fronteira foi provar juridicamente que não se está diante de uma fraude para enfrentar a fraude perpetrada pelo ex-juiz em parceria com o MPF. A matéria e o material não são um mero arranjo, para não dizerem que é uma farsa contra uma farsa.

Essa primeira barreira parece vencida, não se pode mais desacreditar o material colhido pelo The Intercept, assim como tentaram desacreditar no caso Snowden.

Passado isso, as matérias fluirão com mais tranquilidade e demonstrarão a que serviu a Lava Jato, como seus personagens usando de poder quase ilimitados manipularam não apenas os processos, mas a Democracia do Brasil.

Por favor, segurem-se nas cadeiras, apertem o cinto, ou apelem para o Rivotril, será gota a gota.

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