Macron protetor da Amazônia?, por Rogerio Maestri

Muitos estão desconhecendo totalmente o projeto de mineração na Guiana Francesa, chamado Montagne d'or, que sucede uma série de destruições ambientais que estão sendo produzidas ali por Macron e seus antecessores.

Macron protetor da Amazônia?, por Rogerio Maestri

Macron protetor da Amazônia? 13 das 15 tribos indígenas que são contra o projeto la Montagne d’or na Guiana dizem ao contrário.

Os brasileiros tão mal informados de tudo que passa no mundo estão desconhecendo totalmente o projeto de mineração na Guiana Francesa, chamado Montagne d’or, que sucede uma série de destruições ambientais que estão sendo produzidas ali por Macron e seus antecessores.

Se ninguém leu ou, pelo menos, ouviu falar do projeto Montagne d’or é só dar uma pequena olhada na Wikipédia francesa para rapidamente chegar à conclusão que, tanto Emmanuel Macron como todos os seus antecessores, simplesmente nunca levaram em conta o meio ambiente e nem lutaram contra a demolição da floresta amazônica na parte que lhes compete, na Guiana Francesa.

Neste artigo longo da Wikipédia, que para quem não souber francês pode ser lido sem muitos erros através do uso do tradutor automático do Google, fica claro que autorizar a mineração de ouro no meio de Résérve Biologique Intégrale não mostra que os franceses têm tanto amor Às florestas quando, em baixo delas, tem ouro. Segundo a legislação francesa, Résérve Biologique Intégrale, significa uma região onde deve ser dado rédea livre à dinâmica espontânea dos habitats, com a finalidade de estudar e conhecer os processos envolvidos, bem como a conservação ou desenvolvimento da biodiversidade associada, ou seja, não deve ser permitido a alteração do bioma.

Logo, o nosso amante de nossas florestas (e não das deles) é um Bolsonaro que sabe se comportar à mesa, fala, além de sua língua nativa, o inglês e é um empregadinho dos bancos internacionais. E quando chega no respeito, tanto ao meio ambiente, ele respeita as florestas na França Metropolitana e luta para permitir o garimpo a céu aberto no meio de uma zona de preservação ambiental na Amazônia (francesa). O amor do governo Francês pelas florestas é meio parecido com o fim da escravidão na escravidão naquele país, enquanto é abolida a escravidão na França continental, em 1791, nas suas colônias ela é abolida parcialmente em 1848.

Quem é mais escroto nesta história toda, o troglodita pau mandado do Imperialismo Internacional, que além de ignorante, misógino, racista e pró destruição do meio ambiente, ou o bem escolado, que se for misógino e racista saberá muito bem esconder, que por sua vez também é pró destruição do meio ambiente?

Fica difícil dizer, enquanto um é um pau mandado do Imperialismo Internacional o outro é um dos que compartilha o mando dos truculentos presidentes dos países do terceiro mundo.

Mas voltando o caso da Montagne d’or, a região em que fica esta montanha é uma região de garimpo desde 1873 quando foi descoberto o ouro, porém além de degradar a mata o garimpo era feito, nos moldes de Bolsonaro, com bateia e água e por pequenas concessões públicas da Republique Française. Os nativos da região, que são descendentes dos escravos negros franceses, que após a sua libertação foram deixados à sua sorte na Guiana Francesa, formando junto com os remanescentes indígenas de um povo que é denominado Bushinengue que é uma denominação racista devido à composição desta palavra derivada do Inglês, que significa negros escravos ou também em francês les Nègres Marrons (que não é necessário traduzir). Quanto aos indígenas, restam poucos na Guiana, pois durante o período de mineração eles foram reduzidos a pouco mais de 1.500 no início do século XX principalmente pela atividade de garimpeiros clandestinos (que geralmente são citados como brasileiros).

Macron é um ardoroso defensor deste projeto de mineração desde o tempo em que ele era ministro da economia do governo socialista de François Hollande e atualmente continua insistindo num projeto que é exatamente o mesmo que o nosso energúmeno, que ocupa a cadeira da presidência da república, adoraria.

Vou colocar dois vídeos que infelizmente para a maioria dos brasileiros, estão em francês, mas dá para ter uma ideia.

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1 comentário

  1. Talvez não tenha ficado claro no artigo, entre Bolsonaro e Macron sou favorável ao povo brasileiro, que não é representado pelo primeiro e jamais seria representado pelo segundo.

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