Marina no PSB – ou dos casamentos de interesses, seus riscos e oportunidades

Surpreendente a notícia da filiação de Marina Silva ao PSB de Eduardo Campos.

Ainda que possa ter, e por certo tem, muito de cálculo nessa adesão de Marina, a verde, ao “socialismo eduardino”. O socialismo moreno mas de olhos azuis que tanto encantam ao empresariado paulista. Empresariado que financia e apoia Marina.

Por parte de Marina, cálculo de político experimentado, daquele que faz a escolha que, não sendo a de sua inteira predileção, ainda assim lhe traga o maior retorno eleitoral. Cálculo de calculista, com o perdão do pleonasmo.  De verde Marina não tem nada, é uma política madura.

Por parte de Eduardo Campos, pode ter sido uma grande jogada ou um grande erro. Sem dúvida erro será se tiver Marina em sua chapa como vice.

Quando todos lamentavam a saída de Luiza Erundina da chapa de Haddad nas eleições de 2012, saída essa pretextada por Erundina em função do apoio de Maluf, o mestre Janio de Freitas ensinou:

“A sorte de Haddad – Fernando Haddad ganhou, e não foi pouco, com a renúncia de Luiza Erundina a vice em sua candidatura a prefeito paulistano. Luiza Erundina é inconvivível politicamente.”

Ou seja, Erundina nunca seria vice de ninguém.

Lembra Janio da “maneira irascível, grosseira e individualista que Erundina se permite a pretexto de política”.

Marina seria diferente? Poderia fazer o papel de vice?

Não, como comentou um dos principais apoiadores de Marina na luta pelo Rede, Alfredo Sirkis, sobre essa mesma Marina: “cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares.”.

Imagino uma reunião de campanha com Eduardo Campos e Marina divergindo entre si sobre um aspecto da condução dessa campanha e Marina respondendo: “Eduardo, você é o presidente, você decide nós apoiamos e seguimos você”, arregaçando as mangas e indo a luta. Lula não reconheceria essa Marina. Ela não foi assim com ele. E vejamos que Lula era realmente presidente. E era Lula, não Eduardo Campos.

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A sorte de Eduardo é que, creio, Marina não seria tola de aceitar a vice.

Voltemos a Janio de Freitas no trecho em que Janio recorda a passagem de Erundina pelo governo Itamar Franco: Do início ao fim de seu breve trânsito pelo governo, Erundina mais pareceu da oposição dura. Até o rompante final em que exibiu arrogância e presunção incapazes de poupar mesmo a quem a homenageara”.

E Marina? Tal qual Erundina, nasceu no PT, foi diferente sua atuação no governo Lula?

Por que seria diferente em um hipotético governo Eduardo Campos?

Alguém que fez sua vida política no PT, que foi levada ao primeiro escalão do governo por esse mesmo PT e que o abandona na primeira vez em que teria de colocar o partido acima de si, que concorre contra ele e que não apoia sua candidata no segundo turno pode ser escudeira de alguém?

Essa foi a Marina do PT, que combate hoje esse PT porque o PT não foi da Marina.

 E no PV? Serviu para se candidatar, passadas as eleições o PV já não lhe servia mais.

Por que seria diferente com o PSB?

Não será. E esse é um ponto que Eduardo Campos tem que levar em conta ao filiar Marina ao seu, seu na expressão exata do termo, PSB.

O casamento de Eduardo com Marina tem todos os ingredientes de um casamento de interesses. E bons casamentos de interesses devem ser breves, pois não resistem a um verdadeiro amor. E o verdadeiro amor de Marina é Marina e o Rede, não o PSB ou qualquer outro partido, é o único lugar onde Marina poderá amar Marina sem o pudor ou a contenção impostos pelas convenções sociais.

Os interesses de Marina são claros.

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Com a não oficialização do Rede pelo TSE, deixou-o de lado, como deixara o PT e o PV e foi cuidar de si. Marina precisa voltar ao cenário político real. Política “alternativa” é muito bom para os seus “sonháticos” eleitores, mas não para Marina que nada tem de “sonhática”.  Não poderia disputar por um partido nanico, seria “sonhática” se o fizesse. Sem estrutura, sem tempo de TV e sem recursos suficientes do fundo partidário não teria chances de se eleger. Dos partidos estruturados, o PSB é o único ideologicamente palatável aos seus seguidores.

Não sei por qual Estado Marina está habilitada a concorrer, mas tem cacife para se eleger deputada federal por qualquer um deles. Senadora vai depender de poder concorrer por um Estado na área de influência de Eduardo Campos.

Eleita, volta à cena política, espera seu Rede estar finalmente aprovado e, em 2018, concorre por ele à presidência.

Vice de Eduardo Campos? Não tem nada a ganhar com isso.

Com Serra fora da disputa e com a sua ida ao PSB, afunilou mais ainda o conjunto de candidatos viáveis à eleição de 2014. Dilma, Aécio e Eduardo Campos.  Com três candidatos em uma eleição de dois turnos o segundo e o terceiro colocados deverão matar-se no 1º turno para que só o sobrevivente enfrente no 2º turno o primeiro colocado.

No cenário atual, que não deverá mudar, a menos que raios caiam duas vezes no mesmo lugar, Dilma leva de barato o 1º turno se não levar já no 1º turno. Em 2014, Aécio e Eduardo deverão  matar –se  e não perderão nada com isso, 2018 é o horizonte de ambos os três, Marina ai incluída.

Marina, que nunca foi de briga, basta ver a sua postura durante os protestos de junho, e sempre ganhou com isso, não vai entrar nessa agora para ajudar Eduardo Campos. Vai garantir o seu, bem longe da vice.

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E Eduardo Campos, qual o seu interesse?

Eduardo Campos precisa se fazer conhecido se desejar a presidência em 2018.

Lembrando que os quadros tradicionais do PT estão exauridos e que 2018 será a única eleição desde 1990 onde os candidatos dos grandes partidos disputarão em pé de igualdade.

Marina abre a Eduardo Campos o acesso a eleitores do sul e sudeste, da classe média e alta e de maior escolaridade.

Ocorre que Marina é também um problema para Eduardo Campos. Se for para não levar em 2014, o melhor para Eduardo seria provocar o segundo turno e ficar colado em Aécio, mas em terceiro lugar. Apoiar Dilma no segundo turno e garantir um ministério para atravessar em evidência os quase 3 anos que separam janeiro de 2015 de outubro de 2017.

Para isso será necessário levar a campanha sem bater em Dilma a ponto de romper com o PT. Marina terá “fair play” para tanto?

Outro risco é as próximas pesquisas mostrarem um salto de Eduardo Campos na preferência dos leitores a partir do “fator Marina”. Dai acreditar que já dá para vencer em 2014, que ele e Marina nasceram um para o outro e oficializarem a relação.

Eduardo Campos a esta altura dever saber que casamentos de interesse são também de fachada e que, como tal, comportam elegantes e discretas traições. Não deve esperar outra coisa de Marina na derrota e muito menos em uma improvável vitória. Nesse caso, muito menos. Já não tem mais idade para acreditar em amores românticos. Mas como nos cantou Drummond: Na curva perigosa dos cinquenta derrapei neste amor. Que dor!”.

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28 comentários

  1. Apenas wishifull thinking do

    Apenas wishifull thinking do autor do comentário. Mudou tudo e se alguem fica menor com esta aliança PSB-Rede é Aécio e o seu PSDB.

    A disputa se dará no campo da centro-esquerda, onde está o PT e chega o PSB-Rede. A polarização na centro-direira será também altissima, com o PMDB encostando no PSDB e, conforme o andamento da campanha, possivelmente voltando a se aproximar de suas origens mais nacionislistas e de esquerda.

    A campanha fica melhor com a aliança PSB-Rede, a política tende a ser praticada com maior qualidade, o país ganhou opções mais defensáveis para o exercício da Presidência da República.

    Abs.

     

     

    • “… a política tende a ser

      “… a política tende a ser praticada com maior qualidade, …”

      A Marina já avisou, se uniu ao PSB para “acabar com o chavisto do PT”. Onde a qualidade?

  2. A Marina é o viagra do Eduardo

    Podem me cobrar.

    Relembrando o cenário: Marina em segundo com tendência de queda; Aécio patinando; Eduardo desconhecido.

    Eis que a Marina cai na rede do Eduardo.

    O PiG festeja.

    Hashtags #Marina, #Eduardo e #PSB pra todo lado.

    O Eduardo cresce um pouquinho.

    Mais uma pesquisa e ele cresce mais um pouquinho.

    E se o Ibope e o Datafolha derem uma ajudinha???

    Aí o Eduardo corre o risco de chegar em março na frente do Aécio.

    Nesse cenário, Aécio, sem sal que é, recolhe-se à sua insignificância e anuncia candidatura ao governo de MG.

    Entra em campo o “mais preparado”. É a volta dos que não foram.

    A estratégia de Serra é a de sempre: abrir o “saco de maldades” pra cima do PT.

    A diferença é que dessa vez sua rejeição pouco importa. O objetivo agora é ser braço auxiliar do verdadeiro candidato de direita.

    Para assim, abrir caminho para o Eduardo disputar o segundo turno, onde ganharia logo de cara boa parte dos eventuais 15% do Zé, conforme firmado em acordo de intenções já assinado entre Eduardo e os tucanos.

    A historinha por enquanto fica por aqui, já fiz suposições demais. A grande verdade é que nesse 5 de outubro foi decretada a morte do PSDB como bastião conservador: Globo, mídia televisiva e impressa, burguesia, ruralistas, banqueiros, crentes, ecochatos, anti-comunistas, classe média alta, tudo agora convergiu ou convergirá naturalmente para a campanha do embuste, cedo ou tarde, no primeiro ou segundo turno (caso aconteça).

    Cabe ao PT fazer a leitura correta deste momento. Caso o Eduardo realmente receba todo esse fermento, Dilma precisará se armar fortemente contra isso. Se for incapaz disso, só Lula colocará o Eduardo no seu devido lugar. E de fato seria um cenário grave o suficiente pra forçar sua volta.

     

    • ALBERTO.
      Se o serra for

      ALBERTO.

      Se o serra for candidato, o psb que se cuide. Lembra da ROSEANA SARNEY?????

      A fábrica de dossies está montada prá todo mundo, e se o serra for candidato ele fará tudo prá ir pro segubdo turno.

      • Bem lembrado

        Verdade Ronald, tinha esquecido da máquina de dossiês do Zé.

        É um fator a considerar.

        Ele é completamente pirado e, se precisar, atira uma bomba atômica pra ganhar a eleição.

        Mas diferente de outras eleições, o Eduardo dá mostras de que tomou máquina burguesa do PSDB pra si. É uma situação nova pro Zé. Vamos aguardar.

         

  3. Todos os candidatos da

    Todos os candidatos da oposição ( especialmente da oposição) , seguem a máxima de que o povo é bobo ( o mesmo mote da Rede Globo). Dentre todos os candidatos, Marina Silva é, de longe, a mais asquerosa. Sua configuração pessoal, pelo ódio e rancor que carrega em relação a Dilma e o PT, catapultados por um desejo de vingança, tornam essa pseudo-evangélica capaz de qualquer desfaçatez política e institucional , só para conseguir seus desejos mais do que óbvios.Marina acredita piamente que ninguém está vendo sua falsidade de discurso sobre a política e pior ainda, sobre sua suposta pureza. Definitivamente, de pura Marina não tem nada. Maina é o pior do que pode existir hoje na política brasileira. Sua traição ao PT, que a projetou é inacreditável. Sua declaração contra o chavismo petista parece ter vindo diretamente das trevas. O candidato ideal para Marina Silva se juntar indiscutivemente seria o Malafaia. São muito parecidos. São idênticos. A única diferença é a embalagem.

  4. Ainda tentando descobrir

    Ainda tentando descobrir quando a  noticia vazou.  Alguem pergunte pra Marina em que data e hora o PSDB fez alguma ultima oferta pra ela, se eh que aconteceu.

  5. São dois traíras: Eduardo

    São dois traíras: Eduardo Campos só tem “popularidade” em seu estado porque Lula injetou dinheiro de rodo em Pernambuco; Marina Silva seria uma simples seringalista se não tivesse sido conduzida por Lula para a ribalta. O povo brasileiro não costuma simpatizar com traíras.

    De qualquer forma, o que me questiono no momento é se esse oba oba de Marina vice de Campos, com festa, coletiva e “parari parará” não configuraria propaganda eleitoral antecipada, antecipadíssima, aliás.

  6. Deu no “O Globo…”

     

    Contribuindo para o debate…

    _________________________ Decisão de Marina decepciona parte de seguidores nas redes sociais Página do Facebook de ex-senadora tem comentários negativos sobre mudança para o PSB GABRIELA VALENTE (Publicado: 5/10/13 – 15p6 Atualizado: 5/10/13 – 15p9) BRASÍLIA — Pouco depois de ser publicada a notícia que Marina Silva se filiará ao PSB e será candidata à vice-presidente, a página da ex-senadora no Facebook recebeu vários comentários de marineiros. A maioria estava frustrada pelo adiamento da candidatura a presidente e o acordo fechado com o partido do governador de Pernambuco e candidato à presidente da República Eduardo Campos. Decepção foi a palavra mais usada. O post que anunciou a entrevista coletiva para o anúncio oficial recebeu os ataques. Foram mais de duas centenas de comentários em menos de duas horas.“Marina como vice de Eduardo Campos (que tem uma política de total descaso com o ambiente), torna meu voto a presidente nulo”, disse o internauta Apolo Henrique.“Escolha lastimável Marina! Escolher Eduardo Campos. De novo ele não tem nada. A oligarquia dele governa nosso estado há décadas. Você foi uma decepção”, afirmou o pernambucano Bruno Valente.“Decepção. A coerência que você tanto divulgou cai por terra. Isso mostra que vc (sic) tinha projetos de empreendedorismos eleitoral e não projetos de país. Se vc (sic) se decepcionou com o PT, PV se prepara para mais uma com o PSB”, previu Wescley Gomes.No entanto, históricos aliados de Marina foram às redes sociais defendê-la. A ex-senadora Heloísa Helena (PSol-Al) usou o Twitter para apoiar a ex-colega de Senado.“Ah!!!!!!!! Queriam mesmo é que Marina Silva ficasse feito alma penada choramingando 2014 pra canalha triunfar em paz né?!”, afirmou a política alagoana, que acompanhou Marina no julgamento do TSE que rejeitou a criação da REDE.O anúncio da coletiva feita na página de Eduardo Campos, entretanto, provocou uma enxurrada de comentários elogiosos a decisão de Marina.”Agora sim, vou me filiar ao partido que realmente representa os meus ideais. Chupa PT, postou Victor Lopes.Mesmo sendo considerada a maior bomba no mundo político nos últimos meses, a união de Marina e Eduardo Campos não foi tão popular no Twitter. As “hashtags” (os temas) #PSB e #Marina ocupavam apenas o novo e décimo lugares da lista de assuntos mais comentados. Ambos perdiam para temas como “girls (garotas) no (programa) Raul Gil”, “cite 10 filmes favoritos” e, principalmente, para “eu sinto orgulho de dizer que sou Rebeldes-Br para sempre”. O último refere-se ao grupo musical adolescente. http://oglobo.globo.com/pais/decisao-de-marina-decepciona-parte-de-seguidores-nas-redes-sociais-10265662  

  7. São dois traíras: Eduardo

    São dois traíras: Eduardo Campos só tem “popularidade” em seu estado porque Lula injetou dinheiro de rodo em Pernambuco; Marina Silva seria uma simples seringalista se não tivesse sido conduzida por Lula para a ribalta. O povo brasileiro não costuma simpatizar com traíras.

    De qualquer forma, o que me questiono no momento é se esse oba oba de Marina vice de Campos, com festa, coletiva e “parari parará” não configuraria propaganda eleitoral antecipada, antecipadíssima, aliás.

  8. E o GIN onde fica?
    Sergio, você perfeito
    Eu só acho que há mais chance do Eduardo Campos, em 2014, depois de saírem as pesquisas deixar Marina ser candidata e ele sim ser Senador, sabe por que?

    Financiadores de campanha que alguém na Twitter apelidou de GIN( Globo, Itaú, Natura)

    Esse trio dos infernos vai gastar uma baba para fazer Marina senadora?Eu acho que não

    Isso atende aos interesses egoístas-vingativos de Marina, atende Jarbas Vasconcelos que quer acabar com a raça do PT no nordeste e no final vai fazer o desajeitado Eduardo sair de fininho pela direita.

    Hoje, a Marina está no PSB, em 2014 o Dudu pode sim dizer que fez algo extraordinário, atendeu a voz rouca dos coxinhas, digo da meninada descolada para um candidato chamar de seu e patati e patata.

    Aguardemos as pesquisas de intenções que no meu ponto de vista no primeiro momento dará um ponto para Dudu, mas no decorrer do tempo voltará ao que era antes da filiação dos marinistas e assim em gesto cavalheiresco Dudu declinará em favor de uma fêmea e tudo terminará em flores.

    Onde há tanto dinheiro, e Marina é dona do baú do Itaú, não há quem não sucumba. Não sei como Erundina vai reagir a esse cenário, mas tudo indica que ela também possa ser substituida no final.
    Minha bola de cristal não vê Erundina como coordenadora de campanha até outubro não.

    Dilminha só tem que fica assistindo a briga de rinha que virá e de muito longe

    • Marina-Campos

      Não acredito nisso. Campos chama o PSB de “seu” partido porque o considera como isso mesmo. Vai entregar seu partido de bandeja para que Marina seja candidata a Presidente e depois, se eleita, cair fora para a REDE e deixá-lo com a brocha na mão? Duvido.

  9. Polarização

    A polarização em 2014 se dará entre o PSB ( Eduardo e Marina)  e o  PT de Dilma. Qualquer que seja o vencedor , espero que seja a Dilma,  trará um efeito colateral extraordinário que será eliminar o PSDB do cenário em 2018. Mas, tudo dependerá do que apontarem as pesquisas. Caso o “casamento de interesse” da Marina com o Eduardo encontre apoio entre os eleitores a mídia abandonará os “tradicionais amigos na estrada”, leia-se Serra e Cia, e apostará todas as suas fichas nos recém casados. Ao que tudo indica os nomes Aécio e Serra começam a se esfumar no cenário político, com tendência a desaparecer por completo.

  10. Esses dois politicos são

    Esses dois politicos são apenas isso:politicos; como todos não tem nada de especial, apesar de cada um deles achar que tem; os dois se serviram do PT e quando viram o pote de ouro da presidencia na frente correram para ele desavergonhadamente, são mais dois juntos com muitos outros que só querem isso, se eleger, e para que? Acho que nem mesmo eles sabem senão não se juntariam com o que tem de pior na politica e na economia, esperar o que de quem se alia a oligarquias e banqueiros? Nada de bom sai dai, e isso vale para o PT tambem, no frigir dos ovos os velhos matreiros se juntam aos novos para não perder os dedos e continuar sorrateiramente mandando. Não espero muito do que vai sair daí, com marina com eduardo com aécio, até a dilma está deixando a desejar, o povo e o trabalhador vão continuar sendo os ultimos da fila.

  11. Estão todos esquecendo de

    Estão todos esquecendo de Ciro Gomes. E se ele pretender se candidatar pelo PROS?   O jogo estará novamente embaralhado. 

  12. Marina deixou claro o motivo

    Marina deixou claro o motivo de sua adesão ao PSB: “derrotar o PT e o chavismo que se instalou no poder”. Eu já não gostava de Marina por seu eterno papel de vítima, agora passei a detestá-la. Parece que a pobre acreana que teve a educação paga pela igreja católica e tornou-se evangélica, agora usa até mesmo o discurso dos maridos das socialites ricas que a paparicam. Só queria saber em que o chavismo prejudica as pessoas que são pobres como ela foi e que encontra no Estado apoio a melhoria de condição social. Mas Marina, pelo jeito, após receber ajuda da Igreja Católica, do Sindicato dos Seringueiros e do PT tornando-se uma política de projeção nacional já não tem sensibilidade para as questões sociais.

    A atitude de Marina a desnuda. Faz qualquer jogo político para atingir o seu objetivo. E aí fica a pergunta: aonde está a diferença de Marina com relação aos outros políticos?  Como ela está acostumada a se fazer de boazinha e vítima enquanto age como um político da forma mais tradicional, novamente agiu da mesma forma. Resta ver até quando o seu eleitorado vai acreditar na fraude.

     

     

    • Concordo, Vera. Marina é mais

      Concordo, Vera. Marina é mais uma que deixou levar pelo canto de sereia do reacionarismo político. Compartilho a aversão à essa senhora. Pretenciosa ao extremo e embevecida pelos aplausos dos que somente a querem como instrumento. Talvez nas costas façam troça dela. 

    • heloisa helena

      Vera, a Heloisa Helena que tinha muito mais preparo político que Marina saiu do PT e começou a fazer política com o fígado terminou como Vereadora de Maceió, será que Marina consegue se eleger no Acre?

      Dilma no primeiro turno

    • NA MOSCA

      Vera Lúcia, já estava preparado para fazer um comentário semelhante ao seu. O que há de se esperar de uma pessoa tão instável – para não dizer outra coisa – como a Marina?  A mulher deu as costas para a Igreja Católica, que a fez respeitável; deu as costas para o PT, que a fez conhecida; deu as costas para o PV, que a acolheu. 

      Uma pessoa com essa biografia merece respeito?

  13. Os bons e sinceros analistas

    Os bons e sinceros analistas políticos, ao contrário dos torcedores de arquibanca  e radicais inconsequentes, tem que se debruçar sobre a indagação crucial nesse estágio atual do cenário: por que Marina, do alto da sua personalidade egocentrada, aceitou não ser a protagonista numa chapa presidencial? 

    De certa maneira, o bom texto do Sergio tenta desvendar isso. Por trás da voz doce e gestos afáveis de Marina está uma carreirista que se julga predestinada. Nesse sentido, seu alter ego é, sempre será, o Lula. Hoje sua obsessão é provar a ele que fui um erro desprezá-la e eleger Dilma como a sua “favorita”.

    Por esse diapasão, ela sobe nas costas do “sapo” de olhos azuis Eduardo para fazer a travessia até março de 2014. A depender dos humores das pesquisas poderá tascar a ferroada ou não nas costas do “batráquio” pseudo socialista.

    Consentâneo com o ambiente para apostas, faço as minhas: se Eduardo não decolar para ao menos disputar o segundo turno ela cairá fora da chapa. Se, ao contrário, ele subir e se vislumbrar um segundo turno, ela porá a faca no pesçoco no neto de Arraes exigindo a cabeça da chapa. Porque seria ela o fator alavancador da até então inviável pretensão de Eduardo Campos.  

    Será esse o momento da ferroada. 

  14. PENA VAI VOAR

    Não tenho dúvida: a guerra entre Eduardo e a Marina vai começar na campanha,  porque os marineiros não vão subir em palanques com Caiado, Bonhausem, Heráclito Fortes e a bancada ruralista. 

    O símbolo do PSB não é aquela ave que gosta de afanar o ninho alheio,  mas que pena vai voar, vai.

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