Na Ponte de Genova privatizações caem no abismo, por André Araújo

Foto Sapo

Na Ponte de Genova privatizações caem no abismo, por André Araújo

Os fanáticos das privatizações, como os gurus de vários candidatos presidenciais, deveriam ao menos registrar a tragédia da PONTE MORANDI, em Genova, que caiu por falta de manutenção. Uma ponte PRIVATIZADA para a empresa AUTOSTRADE, do Grupo Atlantia, controlado pela família Benetton e que tem 1.600 quilômetros de estradas pedagiadas no Brasil, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Na Itália a Austostrade tem 6.000 quilômetros de concessões, com falta de manutenção e notórios desgastes em pontes, como agora mostra a imprensa italiana e a revista The Economist no seu ultimo numero.

A queda da Ponte Morandi  causou a morte de 43 pessoas e um cataclisma politico na Itália.

Não foi só a tragédia humana dos mortos e desabrigados, a ponte é vital para a conexão de Genova e da Liguria, sem a ponte quebra-se todo sistema viário de Genova. A construção de uma nova ponte de aço levará no mínimo oito meses, enquanto isso Genova sofrerá.

A PONTE MORANDI em Genova era uma tragédia anunciada, que deixou 43 mortos e mais de 500 pessoas sem casa. Soma-se a tragédia da VALE privatizada no Rio Doce em Minas Gerais, todos contextos gerados pela obsessão pelo corte de custos. Quanto mais custos cortarem maiores bônus ganham os administradores e cortar custos para gerar lucros é disciplina nobre ensinada nos cursos de administração de empresas na matriz ideológica do capitalismo global.

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Nos noticiários da RAI professores das melhores universidades italianas exibiram laudos já há 5 anos, outros de 2 anos passados, indicando que a Ponte Morandi apresentava corrosão perigosa e a concessionária nem tomou conhecimento, jogou no risco, como a Samarco em Mariana, onde não faltaram avisos sobre a possibilidade de estouro da barragem.

A lógica das privatizações vai, assim, se desnudando. Foi publicado no blog artigo meu sobre a privatização da ELETROPAULO, onde demonstrei a degradação da empresa após o processo.

Eletropaulo – o mito da privatização, por André Araújo

Neoliberais brasileiros batem palmas para privatizações de tudo, sem atentar que enquanto empresas estatais por definição atendem a uma lógica de interesse público, a empresa privada tem como único objetivo o lucro a curto prazo, nem sequer a perenidade é um objetivo.

A lógica hoje dos grandes gestores de fundos é entrar e sair de posições, comprar e vender ativos. Grande parte das privatizações da Era FHC no Brasil já trocou de mãos, algumas várias vezes. A CESP Paranapanema foi comprada pela americana  Duke Energy, que já vendeu para chineses, a USIMINAS e as siderúrgicas privatizadas trocaram de dono, viraram pastel de feira, a CPFL foi comprada pela Camargo Correa que vendeu para a State Grid chinesa, a Light Rio trocou de mãos quatro vezes, a telefonia se tornou um cipoal de transações mal cheirosas que terminaram na quebra da OI, depois de ter sido sangrada pelos grupos compradores originais.

Em serviços públicos essenciais se entrega o destino de grandes empresas a especuladores de curto prazo, sem qualquer outro compromisso que não seja o lucro financeiro rápido.

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Os mesmos cérebros que hoje pregam a privatização de empresas estratégicas como a ELETROBRAS e a PETROBRAS, que serão compradas e esquartejadas por grupos especulativos, quase certamente estrangeiros, vendidas em pedaços com quebra de um sistema integrado de interesse estratégico. Hoje, quando se propõe a privatização de grandes estatais, a palavra certa é DESNACIONALIZAÇÃO, uma Petrobras será disputada pela Chevron, BP ou Sinopec.

Beócios pela mídia pregam todo dia que se privatizarmos tudo não haverá mais corrupção. Uma estupidez completa. O que é preciso é aperfeiçoar os mecanismos de controle e não jogar fora as estatais, algo que nenhum grande Pais está fazendo. Das 20 maiores empresas de petróleo do mundo, 13 são estatais, inclusive as 4 maiores, não há nenhuma onda de privatizações no mundo. A era das privatizações acabou com o neoliberalismo de Thatacher e Reagan e especialmente após a crise de 2008, quando o Tesouro americano salvou 200 empresas privadas que iriam quebrar, inclusive a General Motors e o Citibank. A crise de 2008 jogou no lixo da História o mito da eficiência perfeita dos mercados, ninguém mais fala nisso.

Os desastres de Mariana e de Genova mostraram os limites das privatizações, a droga do lucro a curto prazo contra qualquer outro objetivo. O abandono da noção de interesse público coloca em risco grandes sistemas integrados que levaram décadas para serem montados.

Como em todas as ondas no mundo, o Brasil é o ultimo santuário de ideias vencidas, o cemitério de ideologias caducas e de ideias econômicas “da moda”.

41 comentários

  1. Guardadas as devidas

    Guardadas as devidas proporções “para cada um cai a ponte que merece”. Na Itália foi a Ponte Morandi. No Brasil a tal “Ponte para o Futuro”.

    • inverso

      No Brasil a ponte para o fundo do poço está sólida.

      O que despenca inexoravelmente em todos os sentidos é o pais.

      Culpa de todos nós que não defendemos o Brasil.

  2. Santuário de ideias vencidas

    De fato, o Brasil é o santuário de ideias vencidas. A começar por essa diatribe toda em volta do assim chamado neoliberalismo, um termo já em desuso mundo afora. O neoliberalismo existiu nos EUA de Reagan e na Inglaterra de Thatcher, nunca existiu no Brasil, mas aqui tornou-se a causa de todos os males do mundo, até das pontes que caem.

    Quanto a mim, tirando de meu modesto conhecimento de motorista pelas estradas do país, o que posso dizer é que a diferença de qualidade das rodovias sob gestão privada daquelas de gestão pública é abissal.

    • TODAS ESTRADAS SÃO PÚBLICAS

      Caro Pedro ABBM, as Melhores Estradas do Brasil já eram as Melhores estradas muito antes de Privatarais. Não venha com este discurso. Inclusive está na manchete da revista Veja no começo dos anos 90. Airton Senna, Bandeirantes, Imigrantes, Castelo Branco,… Obra da genialidade de Engenheiros e Arquitetos Brasileiros durante o Governo Militar e Eng. Paulo Salim Maluf. O que veio depois foi só extorsão e pedágios criminosos. Estradas construídas nas décadas de 60 e 70 como as modernas Railways norte-americanas e européias. Nos 40 anos de Redemocracia foram totalmente sucateadas. Meio século sem nenhuma intervenção. Hoje somente produzem Fortuna Colossal com Pedágios Extorsivos e Congestionamentos de mais de 100 Kms. Liberdade Tupiniquim Precificada e Privatizada. Seu Direito de Ir e Vir pertence a uma Empresa.     

      • Faço minhas as suas palavras.

        Faço minhas as suas palavras. Foi muito facil se apossar de tudo que foi construido, e para piorar o estado construiu o rodoanel privatizou após a conclusão. Assim eu também quero.

      • Ser e Estar

        As estradas privatizadas já eram as melhores do país? Uma estrada nunca É boa, uma estrada ESTÁ boa ou ruim. Isso porque uma estrada necessita de manutenção constante.

        Eu me lembro que o governo já tentou muitas vezes fazer manutenção de suas próprias estradas. Quando foi criado o IPVA, foi dito que ele se destinava à manutenção das rodovias. Isso não aconteceu. Então foram criados os primeiros postos de pedágio, eu me lembro os da via Dutra e da pónte Rio-Niterói. A Dutra e a Rio-Niterói continuaram um caco. Aí os pedágios foram fechados e foi criado aquele selo que a gente colava no para-brisa. Não adiantou. O estado das estradas só melhorou quando o serviço de manutenção foi entregue a empresas privadas.

         

        • https://www.bloomberg.com/quo

          https://www.bloomberg.com/quote/CCRO3:BZ

          Meu caro, a CCR, concessionaria de estradas em São Paulo, vale R$19 bilhões na bolsa, não tem ativos proprios, não construiu nada, tem apenas as concessões de estradas paulistas, isso vale na bolsa 19 bilhões Reais, está bom?

          Conheço um fazendeiro do interior de Minas que um amigo da Andrade convidou para entrar no capital inicial com

          1%, só para fazer figuração,  hoje a parte dele vale R$200 milhões, fora o dividendo que ja recebu, não tem melhor negocio no

          mundo que que concessão de rodovia no Brasil, é melhor que poço de petroleo, que tem alto risco, na concessão é certeza.

        •   EXATO!! A maior prova é o

            EXATO!! A maior prova é o seu comentário. Na teoria faz sentido, mas na prática o “virtuoso” mercado SUBORNA políticos ou os compra desde a campanha para privatizarem as MELHORES rodovias ou para que o Poder Público as restaure para repassá-las a algum “virtuoso” empresário.

            No Estado de São Paulo, vitrine maior dessa roubalheira privada, fizeram isso não apenas com estradas, cujas obras muitas vezes consistiram apenas em praça de pedágio, mas com o próprio metrô, onde linhas construídas pelo Poder Público foram “gentilmente” cedidas a empresas privadas, com LUCRO GARANTIDO EM CONTRATO.

            E daí vem você defender essa calhordice. Espero que esteja ganhando para isso, não seja por ignorância.

          • E as estatais com certeza…

            E as estatais com certeza são modelo de honestidade. Já trabalhei em estatal e sei como o nosso dinheiro é maltratado lá. E não estou falando em roubo, falo de má gestão mesmo.

            Estou ganhando para escrever isso, mas não em dinheiro. Estou ganhando em serviços melhores. Lembra da TELERDA? Quanto tempo levava para se obter um reles telefone fixo? Diziam na época, o problema da Telerj é que tem muito coronel e pouco cabo…

            Eu morei um tempo em um bairro afastado onde vivia faltando luz. Um mês depois que a companhaia foi privatizada, os problemas acabaram. O motivo? Eles removeram os gatos que antes a companhia estadual não removia com medo de perder eleitores.

  3. Desde o começo dos anos 90
    Desde o começo dos anos 90 que eu nao falo mais “cortar” custo, e sim “empurrar” custo. Afinal, esse custo vai para alguém, o trabalhador, o consumidor ou o Estado.

  4. Entre os beócios, talvez o

    Entre os beócios, talvez o que é mais anti estatal é Reinaldo Azevedo. Um dia, mudando de rádio, eu peguei bem na parte em que ele dizia com uma voz caricata que tem que privatizar tudo, não tem que ter nada absolutamente estatal, nem mesmo jardim da infância estatal. Partindo do princípio que ele não se benefia materialmente dessa privatização insana, me lembrou o personagem Raskolnikov = como uma pessoa consegue racionalizar até mesmo as coisas mais terríveis, como um assassinato no caso deste personagem. Decidir que um país não tenha estatal por que ela é um ‘antro ‘ de corrupção é tão absurdo quanto alguém falar que achou um jeito de você nunca mais ter o risco de ter dor de dentes = extrai-os todos ( e sem anestesia porque aí fica mais em conta também rs ) 

    • Azevedo conhece Direito e

      Azevedo conhece Direito e politica  e não tinha a minima noção de economia, fala barbaridades por absoluta ignorancia mas ele não é o unico, na Globonews o conhecimento de economia é abaixo de zero enquanto algumas posem de genias.

      • E quem ousa fugir do

        E quem ousa fugir do figurino, leva uma bela enquadrada – afinal, diferente das outras emissoras, lá na Globo ninguém faz o que quer ( como o Datena fez com os Saad, fazendo-os de palhaço com sua  indecisão de ir pra política. Graças aos deuses que vai ficar é só na tv prejudicando os gatos pingados que verem o programa dele ) . Exemplo disso foi quando Monica de Boille fez Sadenrberg gaguejar, quando ela disse que a demora do governo abaixar os juros com o despencar da inflação estava piorando as coisas, pois o juro real estava ficando maior. Espero que não tenham tirado o áudio da rádio da internet. Desde aquele dia, ela praticamente não fala ou fala muito pouco sobre economia nacional. Só internacional. Agora, 22 agosto, eis ela falando sobre hiperinflação venezuelana. Nada como a força dos boletos do final do mês pra você pôr o rabo entre as pernas rs 

        • Meu caro Joel, esse foi um

          Meu caro Joel, esse foi um dos espisodios mais chocantes entre tantos da manipulação do noticiario qe impera no sistema GLOBO. Monica estava absolutamente certa mas destoou da linha da Globo, já o Sadenberg não tenha ideias proprias, aliás ele não tem nenhuma ideia, apenas segue a cartilha, a Monica destoou da narrativa GLOBO de economia, deixou o Sardenberg gaguejando, a partir dai ela nunca mais falou sobre economia brasileira, depois falam de censura no regime militar.

  5. PONTE ESTAIADA. ALGUMA SEMELHANÇA Á IMBECILIDADE TUCANA?

    “…Como em todas as ondas no mundo, o Brasil é o ultimo santuário de ideias vencidas, o cemitério de ideologias caducas e de ideias econômicas “da moda”.” Aonde a Mediocridade encontrou seus maiores Estadistas. No dia que vi o desatre lembrei exatamente disto. AA novamente perfeito. Estrada Pedagiada. Privatarias Italianas no melhor estilo Picolé de Chuchu, Serra, FHC, Covas… Ponte Estaiada? Pode haver tamanha coincidência? Um símbolo de tamanha mediocridade do modismo das Importações, que destruiu uma das Indústrias e Tecnologias de Concreto Armado mais reconhecidas no planeta: a brasileira. Milhares de Profissionais e Empregos Altamente Qualificados. O resultado só poderia ser o desatre e a barbárie. Alguma coincidência com as explosões do Gasoduto no ES ou na Refinaria da Petrobrás em Paulinia / SP (lembram das Plataformas da Petrobrás afundando no Governo FHC. Coincidência?) Entre tanto lixo, ainda tem gente que quer de volta o pior dos ‘lixos’ que este país já construiu. Até a Mediocridade tem que ter limites. Acordemos deste pesadelo. 

  6. Uma catástrofe imensa e
    Uma catástrofe imensa e perfeitamente evitável.
    Alias a Itália está numa maré negra. Há poucos dias houve o acidente com a explosão hollywoodiana de um caminhão de gás sobre uma ponte em Bologna, tão forte que derrubou a ponte.

  7. https://www.theguardian.com/s

    https://www.theguardian.com/stage/2016/dec/14/glenda-jackson-scary-reputation-never-understood-fear-thing-lear-labour

    A extraordinaria atriz inglesa  Glenda Jackson, dois Premios Oscar , deputada no Parlamento do Reino Unido, é a maior detratora e critica do legado de Margareth Thachter, que ela denomina a ” mulher da ganancia e a bruxa da  miseria “

    mostrando o desastre que foi para o povo britanico a politica neoliberal de Mrs.Thatchter que privatizou até a agua, destruiu a industria completamente, criou um desemprego estrutural e empobreceu o povo inglês, Jackson dizi que as privatizações foam um maná para os financistas e uma tragedia para o povo.

    • Colaborando o que você diz,

      Colaborando o que você diz, André, me lembro do saudo Paulo Nogueira, do DCM, que dizia que você nunca acharia estátuas pra Thatcher, porque assim que ela fosse posta no logradouro ela seria destruída na hora rs. O país da revolução industrial hoje tem quase nada de indústria. Virou um cassino financeiro que a poucos beneficiam. Bem, pra se ter ideia do que é a Inglaterra hoje veja o filme Eu, Daniel Blake, do Ken Loach. 

       

       

    • Com certeza!…

      Quando trabalhei em São Paulo, fui gerente geral de uma empresa de montagem e manuntenção industrial. Na época, mais de vinte anos atrás, fomos contactados por uma famosa multinacional de cosméticos para fazer um serviço de manuntenção.

      O diretor da área, queria 50% da nossa Bonificação!…Claro que não aceitamos esse absurdo!..

      Mas, é prática comum!…

  8. Vangurada do atraso

    E nosso sistema de ensino universitário repete o mantra com pelo menos dez anos de atraso (se o referencial é 2008).

    Economia e administração séria no Brasil é osso….

    E estamos nas portas de uma nova idade das trevas.  Vão acabar proibindo os livros de Marx e Hegel (rs)!

  9. Não há problemas técnicos, há problemas econômicos e morais.

    Não há problemas técnicos, há problemas econômicos e morais.

    Toda vez que ocorre acidentes em engenharia como estes a primeira coisa que se pensa é qual problema que levou a tragédias que matam pessoas a unidades, centenas, dezenas ou até milhões de pessoas.

    Em praticamente 100% dos casos (o valor não é uma figura de retórica, é um valor real) não há problemas técnicos a serem invocados a não ser problemas técnicos gerados por projetos feitos com objetivo de economizar colocando em risco a população ou manutenção e operação malfeita ou inexistente também com objetivo de maximização de lucros.

    Houve um caso no Rio Grande do Sul, em que um projeto mal concebido e mal calculado para que a obra coubesse dentro de um orçamento, que na presença de uma chuva mais ou menos notável, uma chuva difícil de ocorrer, mas nada impossível dentro de um período razoável (de tempo), levou a ruptura da estrutura. O responsável político e proprietário da obra, para tirar o peso se suas costas, solicitou ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia que fizesse uma espécie de avaliação do que ocorreu. Reunira-se quase uma dezena de técnicos de áreas correlatas ao problema ocorrido e pro bono público trabalharam intensamente no diagnóstico do problema.

    Depois deste trabalho em que foram consumidas no conjunto mais de uma centena de horas técnicas dos profissionais, chegou-se a um diagnóstico técnico do que havia ocorrido. Como o diagnóstico técnico, mesmo com muitas horas trabalhadas, foi um diagnóstico provisório, as conclusões com um bom grau de certeza foram colocadas em um relatório. Para confirmar as certezas sobre as conclusões, uma equipe da Universidade continuou a trabalhar, também pro bono público mais alguns anos no estudo, e com os resultados obtidos se chegou a uma confirmação precisa da origem do problema. O trabalho final, foi publicado em algumas publicações técnicas e inclusive em congresso internacional voltado para a área.

    Com todos os resultados obtidos o gestores políticos foram advertidos por correspondência oficial, protocolada com sérias advertências sobre as soluções que estavam sendo propostas e terminaram sendo implantadas, soluções estas que ignoravam a gênese do problema e que tinham a característica de transformar a ruptura lenta que ocorreu na instalação, numa ruptura rápida e com mais chances de causar perigo de vida as pessoas.

    O que ocorreu depois de tudo isto? Nada, exatamente nada. Os trabalhos que foram feitos para diagnosticar a origem dos problemas ocorridos, foram elogiados por membros da comunidade científica internacional e acreditados por esta, mas resultou no fim mais trabalhos acadêmicos daqueles que os beócios que não entendem nada de ciência acham que é mais uma inutilidade do uso do dinheiro público.

    Conclusão: Quando virem casos de obras de engenharia que causam acidentes graves, e queiram saber a origem do problema, corram atrás do dinheiro.

     

  10. Privatizam, pois assim se ganha também dinheiro

    Segundo um estudo, que apareceu nas primeiras paginas depois do acidente em Gênova, a França esta cheia de pontes e viadutos “caducos”. No Brasil deve ser mais ou menos igual. No entanto, quase sempre vale aquela frase de Aldir Blanc “caia a tarde feito um viaduto”. Primeiro esperam a ponte cair para depois se fazer alguma coisa. 

    O escândalo com a tragédia dessa ponte na Italia tem repercutido bastante nos jornais. O seguro vai cobrir tal ordem de desastre, e que poderia ter sido evitado? De toda forma, seguros quase nunca cobrem os desastres que deveriam assegurar. Sempre encontram uma forma de sair pela tangente e a “culpa” no final é do clima ou da vitima.

    A privatização é a forma mais facil que encontraram de fazer negocio com a coisa publica. Vendem o que não lhe pertence como se pertencesse.  Nos temos essa mania de falar em Estado Minimo. Um Pais que nasceu, cresceu e vive em torno do Estado… Quem explica nossa esquizofrenia? Mas não deixem o samba morrer, ja que o Judiciario foi para o brejo!

  11. Se havia laudos indicando os

    Se havia laudos indicando os riscos, pq o poder público concedente não cobrou as providências? Privatizar serviço público e deixar de fiscalizar é coisa de picaretas.

    • O poder concedente deveria

      O poder concedente deveria fiscalizar as concessões através de agencias reguladoras na teoria. Na pratica essas agencias no Brasil funcionam mal e não há nenhuma razão para achar que na Italia funcionem bem, a Italia tem mais semelhanças com o Brasil do que diferenças.

      • Agências reguladoras?

        Aqui foram criadas no governo FHC e integram o KIT neoliberal, não?

        Segundo li à época, tiram do Estado o poder regulador e de fiscalização e, semelhante ao BC,  são governo de fachada, mas priorizam o mercado.

         

        • As agencias reguladoras são

          As agencias reguladoras são bem anteriores ao ciclo neoliberl. A primeira de todas é a Texas Railroad Commission, que é do Seculo XIX, de 1891 e que regula até hoje não só as ferrovias mas tambem toda a industria de oleo e gas do Texas, alem de

          rodovias, aquedutos, etc. As agencias americanas FCC (comunicações), FAA (aviação), Maritime Commission, são muito antigas, nada tem de neoliberal e funcionam bem, SEM interferencia politica. Na FAA toda a cupula é da aviação, o ultimo foi um veterano piloto de linhas internacionais.

          As nossas agencias foram capturadas pelo governo de coalização, emcheram de politicos, viraram presente de casamento para genros de Senadores (caso que todo mundo sabe), aposentadoria para deputados que não se reelegeram e notorios advogados de empresas reguladas (ANSS).

          O problema não é o cocneito das agencias, é hoje o completo aparelhamento politico, que é contra toda a logica das agencias.

  12. Ponte Moral

    Não há o que falar de privatização ruim se não associarmos governos corruptos. Quantas pontes cairam no resto do mundo? Quantas eram privadas e quantas eram do estado?  Onde menos ocorre quedas de pontes privadas, qual o tipo de governo, credibilidade, liberdade economica, etc?

  13. Ponte Moral

    Não há o que falar de privatização ruim se não associarmos governos corruptos. Quantas pontes cairam no resto do mundo? Quantas eram privadas e quantas eram do estado?  Onde menos ocorre quedas de pontes privadas, qual o tipo de governo, credibilidade, liberdade economica, etc?

    • No Brasil que me consta não

      No Brasil que me consta não há registro de grandes pontes que cairam e nos temos algumas das maiores pontes do mundo.

      Grande parte do merito se deve à nossa engenharia de  obras publicas, a mesma hoje destruida pela cruzada moralista.

      Os que atacaram as empreiteiras nacionais, cujas pontes não caem, aguardam ansiosos a chegada de empreiteiras asiaticas,

      italianas, espanholas, indianas, para substituirem as nacionais destruidas. Veremos então se os estrangeiros vão fazer boas

      obras tipo Ponte Morandi. A nossa Ponte Rio Niteroi, gigantesca e no ambiente maritimo que corre tudo, está ai firme.

  14. Um país que não sabe o que quer e nem sabe o que fala

    Nos debates dos presidenciaveis, vem sempre aquela retórica, “nós vamos investir em infraestrutura”.

    Dai a um pouco alguns dizem, “vamos privatizar”.

    Na minha lógica, se os produtores estão com problema de logistica, eles que resolvam, eles que construam com seu dinheiro portos, ferrovias, estradas, etc..

    Está muito facil vir chorando seus prejuizos para a população e querer impostos para construção de infraestruturas, cujo lucro será revertidos para eles mesmos, pois não dividem nada com ninguém, querem as benécies mas não querem o fardo.

    Querem que o país invista em infraestrutura e depois a privatizem.

    Ora, vão plantar batatas, querem o neo-libelarismo no nosso ombro e o estadismo no ombro deles

  15.   AA, esqueceu de mencionar a

      AA, esqueceu de mencionar a TEPCO, empresa privada controladora da Usina de Fukushima, que simplesmente envenenou MEIO PLANETA. Isso porque se tratou dos “virtuosos” japoneses…

  16. bom post.

    È tudo verdade.

     O problema dos nossos economistas, principalmente os que trabalham na impresa,  é que têm lado. Pior, falam o que o patrocinador pede!!!.

    Os outros, que são mais competentes e trabalham no setor financeiro, são apenas especuladores.

    Muito competentes no que fazem, não nego!

    Não têm nenhum compromisso com o país e o seu povo.

    O objetivo é amigalhar muito milhoes e viver no primeiro mundo!

     

  17. Análise técnica sobre os problemas d manutenção da Ponte Morandi

    O artigo abaixo faz uma avaliação dos problemas de manutenção que a ponte apresentou ao longo de sua história.

     

    Destaque para a defasagem normativa à época da construção (1963-67) além do uso de concreto e cobrimento de armadura inadequados para a insalubridade local (atmosfera marina E industrial).

     

    https://www.ingenio-web.it/20954-ponte-di-genova-alcune-considerazioni-sul-calcestruzzo-e-gli-agenti-esterni-che-ne-hanno-ridotto-la-durabilita

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