Pandemia: A Generosidade Como Saída Humana!, por Arnobio Rocha

Essa pandemia nos trouxe uma realidade absolutamente desconhecida: A de que temos que Viver o Hoje, pois não se sabe se haverá o amanhã.

A Desconstrução Humana imposta pela Pandemia. A necessidade do Renascer.

Pandemia: A Generosidade Como Saída Humana!

por Arnobio Rocha

em seu blog
“É preciso amar as pessoas

Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar pra pensar
Na verdade não há”
(Pais e Filhos – Legião Urbana)

A letra remete ao tempo presente, ao viver o dia como se fosse o último, como se não houvesse futuro, nem esperança, apenas a certez do instante, a certeza(??) do passado. É uma filosofia de vida, dos rajneeshes, por exemplo.

O fato é que a maioria de nós vive de reminiscências do passado e/ou de pensar no futuro, de se plantar, de se trabalhar duro por uma “aposentadoria” tranquila, colher os frutos.

Pouco se vive o Hoje, o Momento, o Presente, por quê?

As razões são diversas, como as dores do cotidiano, das agruras e conflitos com a realidade de trabalho, com a necessidade de sobrevivência, de se pagar as contas, cada vez mais atrasadas, das obrigações de casa, dos relacionamentos, da crueza com que nos tratamos.

Essa pandemia nos trouxe uma realidade absolutamente desconhecida: A de que temos que Viver o Hoje, pois não se sabe se haverá o amanhã.

É uma mudança de paradigma, não imediatamente, mas de como será a vida dos que sobreviverem à Pandemia. Esse isolamento forçado, ainda que parcial, incompreendido, é uma pausa imposta que causa profunda comoção, traz ao dia a dia a ideia de que não somos invencíveis, que temos limites, próprios, ou de uma realidade coletiva.

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Os relatos de traumas e surtos provocados pelo isolamento e/ou pelos efeitos nefastos nas suas vidas, advém das perdas de pessoas próximas ou distantes, da impotência diante de uma doença invisível, da vulnerabilidade exposta, da quase nenhuma saída financeira, de projetos, individuais ou coletivos.

Tudo isso forma o caldo de cultura objetivo da tragédia humana, nessa quadrada histórica.

Ao mesmo tempo, contraditoriamente, a pausa forçada é uma oportunidade de repensar a vida, o modo de vida, por qual razão temos pressa de se fazer tudo ao mesmo tempo, que redunda no nada existencial, a típica da alienação imposta pelo sistema que manda: Ocupe-se o máximo, não pense em nada, apenas faça (just do it)

Aos que têm consciência social, humana, política, um apelo: Temos que nos amar e nos perdoar, sermos generosos, acolher e dar colo, carinho. Somos poucos, não nos é permitido perder ninguém.

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