Plano Astral em guerra, por Wilson Ferreira

Uma resposta da escritora e ocultista Lua Valentia à postagem sobre o livro “Dark Star Rising – Magick and Power in the Age of Trump”: como a extrema-direita manipula elementos da Magia do Caos na rede digital global que substituiria o Plano Astral

Plano Astral em guerra: Magia do Caos, o movimento antifascista e a Corrente 108

por Wilson Ferreira

Além da análise fílmica, esse Cinegnose vem se dedicando ao longo desses anos à engenharia reversa das bombas semióticas nos seus diversos cenários políticos (guerra híbrida, guerra criptografada etc.) – bombas persuasivas, retóricas e de manipulação para conquistar corações e mentes e criar uma paródia de opinião pública. Mas outra guerra está sendo travada, no cenário etéreo, energético ou do Oculto: uma “baderna Magicka” – criação verdadeiras “bombas magickas” nas quais são condensados “sigilos”, formas astrais e “mantras mágickos”, como forma de atacar a egrégora bolsonarista e ao mesmo tempo energizar uma egrégora antifascista. Apresentamos nesse Cinegnose uma resposta da escritora e ocultista Lua Valentia à postagem deste blog sobre o livro “Dark Star Rising – Magick and Power in the Age of Trump”: como a extrema-direita manipula elementos da Magia do Caos na rede digital global que substituiria o Plano Astral. Lua Valentia mostra que o movimento da Magia do Caos não está “infestado de fascistas”: de fato, aqui no Brasil, existe um movimento antifascista – o movimento caoista representado pela “Corrente 108”.

Em agosto do ano passado este Cinegnose publicou uma resenha sobre o livro do pesquisador Gary Lachman, “Dark Star Rising – Magick and Power in the Age of Trump” no qual descreve como círculos concêntricos formado por ocultistas e mágicos da mente organizados em torno da figura de Trump o impulsionaram para a vitória – clique aqui.

Para Lachman, o escândalo da manipulação de informações da Cambridge Analytica é apenas a superfície racional da questão: há um movimento mais profundo, sincromístico, que envolve as atividade da chamada direita alternativa (alt-right) que tem a ver com as conexões da Internet e a chamada “Magia dos Caos” (Chaos Magick) – movimento esotérico moderno que engloba conjunto de crenças e filosofias na qual se acredita que “magia” nada tem a ver com cerimônias, rituais, feitiços ou encantamentos. Mas se trata de como a mente pode influenciar diretamente a realidade. Através de “esforços mentais” poderíamos fazer “coisas acontecerem”.

A escritora e ocultista Lua Valentia publicou em seu blog /Specula.com.br/ uma resposta que publicamos abaixo. Ela mostra que a Magia do Caos não é um movimento esotérico intrinsecamente fascista e de extrema-direita.

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Trump e Bolsonaro (impulsionados por eminências pardas como Steve Bannon e Olavo de Carvalho), apropriaram-se de coisas como a “magia memética” (aglutinação de símbolos, “sigilos” e “memes mágicos”) para criar egrégoras que canalizem esperanças, medos e angústias das massas.

Mas para Lua Valentia, a Magia do Caos é muito mais do que isso: há um movimento antifascista ainda maior dentro desse movimento ocultista: a “Corrente 108”.

Magia do Caos, o movimento antifascista e a Corrente 108

por Lua Valentia*

Em seu blog Cinegnose, na revista Fórum, Wilson Ferreira analisa o livro “Dark Star Rising”, a respeito de como a Magia, mais precisamente a Magia do Caos, e o Oculto levaram Trump e “Alt-right” ao poder.

Wilson é conhecido pelo seu vasto conhecimento em semiótica, a ciência que estuda os signos. Seu trabalho é analisar como tais signos influenciam a cultura e a política.

Sem sombras de dúvidas, Magia do Caos é sim usada por pessoas da ultradireita, especialmente pelo seu poder de multiplicação de ideias condensadas a partir de memes e de sigilos.

Trump e Bolsonaro nada mais são que memes que foram eleitos.

Liber Null e Psiconauta

Magia do Caos também é conhecida por incentivar Teorias da Conspiração. O livro chave, Liber Null e Psiconauta, descreve amplamente como os líderes religiosos usam teorias da conspiração para entreter seus súditos e assim espalhar novos paradigmas de pensamento.

A maior ameaça à religião é o entretenimento (Liber Null e Psiconauta)

Precisamos entender que os métodos ensinados pela Magia do Caos também estão amplamente presentes no marketing, na psicologia de massas e na comunicação social em geral.

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Magia do Caos não tem, a priori, um partido político ou uma filosofia que a guia, pois trata-se de um metassistema que usa a crença como ferramenta para atingir um determinado objetivo.

O que o senhor Wilson escreveu deixa a entender que a Magia do Caos está infestada de fascistas, o que não é a verdade. Os fascistas existem, de fato, em todo lugar, porém há um movimento antifascista ainda maior dentro da Magia do Caos.

Símbolos fascistas 

Já analisamos aqui neste blog a Magia Memética e o culto a Kek que elegeu Trump. O autor, Caio Domingues, afirma:

Ocultistas apoiadores do candidato Donald Trump então se reuniram para a criação de uma egrégora. No ocultismo, uma egrégora é uma entidade psíquica autônoma com o poder de influenciar eventos ou os pensamentos de um grupo de pessoas, geralmente criada por uma congregação de magos ou feiticeiros para materializar algum objetivo específico. Já perambulava pela internet desde 2005, um meme conhecido com o Pepe The Frog (Sapo Pepe), originalmente personagem da série de histórias em quadrinhos Clube do Menino, criado pelo artista Matt Furie, tornou-se viral ao longo de 2008. Associado a onomatopeia “kek”, uma espécie de risada virtual que havia surgido já a muito tempo em MMORPGs para contrapor a “LoL”, acrônimo para laugh out loud, que em português significa “muitas risadas”. Não tardou para que esse mascote tão comumente utilizado na internet por grupos de ultra-direita da internet fosse convertido na egrégora em questão.

Resumindo, a ultradireita criou o sapo Pepe, que se tornou pró-Trump e também passou a representar o nazismo e o fascismo. Pepe viralizou e seu poder como meme acabou ajudando a eleição de Trump.

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Para contrapor os símbolos da ultradireita, magistas passaram a criar símbolos antifascistas. Agora nós iremos analisá-los.

Mia, a Gata Antifascista 

Imagens de vários gatos começaram a ser usadas como símbolos da luta antifascista.

A hashtag: #catsagainstfascism se tornou viral e muitas artes foram usadas com este propósito mágicko de espalhar a ideia.

Já existe a campanha: gatos contra fascismo! Ela foi adaptada para o Brasil como Gatos contra o Bolsonaro! O símbolo da ultradireita é um sapo Pepe! O símbolo antifascita é um gato, a Mia! Para participar é muito simples: basta tirar foto com seu gato com uma plaquinha escrita: Gatos contra Bolsonaro e colocar junto com a hashtag: #gatoscontraBolsonaro nas redes sociais!

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3 comentários

  1. Vou comentar ser ler, porque só a chamada já confirma a realidade.

    Plano Astral está em guerra mesmo.
    Ai daquele que acorda todo dia as 3 da manhã sabendo ou sem saber porquê
    Ou do “desinfeliz” que não sabe o que fazer nas perturdoras madrugadas mesmo com um gato dormindo à cabeceira.
    Bom, agora eu vou ler o seu post aqui e lá no cinegnose.

  2. Terminei de ler seu post.
    Só não comento mais lá porque tenho que entrar pelo diskus, diferentemente de quando podia responder diretamente no post.
    Continuando,
    Acredito sim, que estejamos em tremenda guerra astral mas não só nesse sentido.
    As implicações são muito mais amplas e poderosas e envolvem outras tecnologias de massa aparentemente inofensivas e acessíveis a todos, como as “sagradas” torres ” de telefonia de celulares e outros tipos de radiação, tão inocentes mas tão capazes de transmitir sinais hipnóticos ou mensagens mesmo que o cristão esteja dormindo, além, claro do que foi dito pela maga, sem prejuízo de eventual interferência “externa”.
    Quanto aos símbolos defensivos apresentados, eles são mais de ataque do que de defesa.
    Alguns deles de tal maneira perigosa que podem voltar-se contra seus emissores causando danos irreparáveis, como aqueles raios pontiagudos parecendo cacos de vidro e da gata negra com chifres.
    Símbolos de contra-ataque devem ser absorventes, envolventes e diluentes, de modo que o oponente olhe e esqueça o mal que lhe deseja ou que se dilua o que ele queira impor.
    Os gatos, amados por alguns, odiados por muitos, de maneira alguma podem se prestar como símbolos de ataque a menos que desejemos que eles sejam mais odiados.
    Mesmo porque os emissores do mal e mentores dessas egrégoras têm pavor de gatos e como os gatos são frágeis, em contra-ataque, esses magos poderiam fazer os gatos voltarem a ser tão odiados quanto na idade média.
    O mal contra o mal multiplica o mal e o reforça.
    Contra o mal, só o bem, e o bem se faz com inteligência, observando onde o mal fraqueja para desarmá-lo de vez.
    Se somos capazes de reunirmo-nos num só objetivo, que ele seja inteligente e que façamos uma egrégora objetiva, clara, envolvente e desarmadora, porque as circunstâncias já estão providenciando o retorno das próprias egrégoras fabricadas pelo mal.

    • beleza de colocação…
      penso por aí também………………………….que responder ao mal com o mal é igualar-se

      ou que nesse mundo aí a reação sempre tem que ser diferente do ataque
      ou que nesse mundo aí, do mal, tudo que é igual é destrutível. O mal tudo e a todos destrói

      sacou? o mal precisa do mal para existir, porque sabe que a verdade sempre está com o bem, ao lado do bem……………………..protegida, inatacável enquanto bem

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