PSDB: do partido do programa do Golpe ao iminente declínio eleitoral, por Alexandre Tambelli

PSDB: do partido do programa do Golpe ao iminente declínio eleitoral

por Alexandre Tambelli

Para entender a rápida ascensão ao Governo Federal (em 6 anos de partido – 1988/1994), a blindagem na mídia e na Justiça e iminente declínio eleitoral do PSDB. Como funcionou e em parte ainda funciona a relação PSDB e o Império Norte-Americano e os neoliberais e o Grande Capital Privado em declínio hoje?

Um apanhado histórico da ascensão metórica e queda meteórica do PSDB.

O PSDB se tornou, poucos anos após sua Fundação (1988), o elo político de ligação do Império Norte-Americano e do neoliberalismo com o Estado brasileiro, por isto foi blindado pelo oligopólio Globo & velha mídia aliados nas comunicações do Império e do “mercado”. “Mercado”: o disfarce utilizado pelos neoliberais na mídia oligopólica brasileira capitaneada pela Rede Globo.  

Tornou-se, assim, dentre os partidos da Política brasileira, o defensor número 1 dos interesses do Grande Capital privado, dos multibilionários mundo afora, do Estado capturado e governado pelos neoliberais para satisfazer os anseios das elites econômicas mundiais e dos Estados Unidos.

Faz por mais de 25 anos nos poderes Executivo e Legislativo o papel de defesa dos interesses norte-americanos e do mercado (grandes investidores, bancos, acionistas majoritários na Bolsa de Valores, rentistas, grandes corporações privadas estrangeiras e de brasileiros internacionalizadas como a AMBEV, a JBS, do agronegócio, etc.) em território brasileiro, apesar de diminuída sua força político-eleitoral no pós-Golpe, porque o Poder nas mãos de Temer não precisa de intermediários outros para ser o Estado brasileiro capacho dos EUA e neoliberal extremado, e diminuída sua força eleitoral por estar o partido associado ao Governo com menos de 3% de aprovação de Temer.

O PSDB faz parte do Governo Temer ocupando Ministérios e chancelando votações no Congresso de interesse do Grande Capital privado e não do Brasil e de sua população, e estar associado ao caos econômico e social gerado da “Ponte para o futuro” e seus quase zero de aprovação convenhamos leva a um declínio eleitoral significativo. PSDB que é mais fiel nas votações propostas pela tal “ponte” que o próprio MDB de Temer.

Funcionou e em parte ainda funciona assim a relação PSDB, Imperialismo, “mercado”, grandes corporações e Globo & velha mídia:

Você defende a nós, o Império + “Wall Street”, nas áreas de interesse ideológico, econômico, geopolítico:

Ideológico: busca criar os mecanismos, através da Política e da parceria com os meios de comunicação estatais, públicos; e privados: no Brasil oligopolizados, de homogeneização da Educação do povo brasileiro voltada para o individualismo extremado e para a meritocracia, viabiliza uma alienação coletiva sobre temas essenciais ao desenvolvimento do Brasil: Estado, Economia, Soberania e Política para criar um povo que é uma reprodução do American Way Of Life, para criar o imaginário mundo onde os Estados Unidos é a terra perfeita e onde o Estado é o entrave para o Brasil, também, se tornar um oásis de prosperidade. Estado e Política que são culpados pelo nosso subdesenvolvimento;

Econômico: você garante que os recursos naturais brasileiros: (o petróleo, a água, as energias eólica e hidroelétrica, os minerais, a biodiversidade, etc.) não sejam utilizados para o desenvolvimento autônomo e tecnológico do Brasil e, sim, pilhados pelo grande capital e pelo Imperialismo + potências do 1° mundo, afinal, discursam: – o Estado brasileiro é ineficiente para geri-los e realizar, a partir dos recursos naturais: industrialização, riqueza e Justiça Social;

Geopolítico: e você garante um Estado fraco, sem voz na Globalização, de joelhos aos interesses do Império e do “mercado” e sem autonomia nas decisões de interesse da Nação brasileira e do seu povo, sem indústria de ponta e de defesa e com bancos públicos apequenados na concorrência do livre mercado. Estado aplicando a lógica do PIB voltado para remunerar o Sistema Financeiro e os investidores e rentistas via juros altos e dívida pública jamais auditada e a serviço dos interesses do Grande Capital privado, tornando o Brasil mero exportador de commodities e recursos naturais para os países desenvolvidos;

E nós blindamos seu partido, o PSDB, e seus políticos para enriquecer sem fiscalização e ter Poder sem ser importunado, mesmo em uma administração do Governo Federal, de estados e municípios desastrosa, mesmo com privatizações fraudulentas e prejuízos gigantescos, pela venda de estatais rentáveis e estratégicas ao desenvolvimento do país, do petróleo, das riquezas e recursos naturais, etc. a preços de banana para o Capital privado internacional.

Então, velha mídia oligopolizada e capitaneada pela Globo e que sabemos controla por baixo mais de 80% das comunicações impressa, em rádio e TV do Brasil, omite irregularidades, não apresenta no noticiário oligopolizado brasileiro uma denúncia sólida contra o PSDB: o partido do Império e do Mercado no noticiário, só agindo, praticamente, a velha mídia, por obrigação, quando um escândalo fora de controle do oligopólio surge e não é possível esconder a notícia, escândalo noticiado de forma breve porque é notícia, esquecido, muitas das vezes, na manhã seguinte o que é notícia relevante e negativa ao mesmo tempo sobre o partido.

Denúncia, quase sempre, editada ao ponto de não se noticiar com clareza a corrupção, o (s) político (s) do partido envolvido (s), sem dar destaque a sigla do partido e culpabilizando segundo e terceiro escalões do Governo e funcionários públicos de carreira, quando se vê necessário punir alguém pelo tamanho do escândalo.

Sem contar que no Brasil a Justiça é educada pela velha mídia oligopólica, os quadros que nela ingressam hoje advém das classes média e médio-alta tradicionais, que sempre estiveram próximas na leitura e assistência dos jornais (O Globo, Folha, Estadão, etc.), revistas (Veja, Istoé, Época, etc.), telejornais (JN, Jornal da Globo, JH, Jornal da Cultura, Jornal da Band), emissoras à cabo (Globonews, Bandnews, Bloomberg, CNN, etc.), emissoras de rádio (CBN, Band News, Jovem Pan, Bandeirantes, etc.), suas fontes primárias de informação do Brasil e do Mundo e alimentadoras das ideias do Império Norte-Americano como o País ideal – a terra perfeita, do individualismo, da meritocracia, da lógica de que o mercado resolve tudo, da livre-iniciativa como a grande provedora de desenvolvimento e progresso, da imagem do mundo real a partir da lógica dos ricos e dos costumes e tradições e desejos deste universo social.

Esta (des)Educação produziu nas classes média e médio-alta a ideia de um país e de uma sociedade que lhes pertence mais do que aos trabalhadores braçais e aos pobres, por terem funções no trabalho importantes no sentido de defesa dos interesses das elites nacionais e internacionais e, por este motivo, se creem diferenciados do brasileiro comum. Este conjunto social foi até antes do Golpe de 2016 o fiel eleitor do PSDB, partido que incorporou, desde ao menos 1994, grande parte do eleitorado anti-petista das classes médias, da centro-direita, dos teleguiados da mídia e dos fundamentalistas religiosos.

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Da blindagem da mídia oligopólica as más administrações e corrupções do PSDB por sua subserviência aos interesses do Grande Capital nasce uma realidade benéfica aos seus candidatos, aos seus parlamentares e governantes eleitos: a mídia oligopólica trabalha diariamente para valorizar suas imagens e ações administrativas no Executivo e Legislativo, mesmo as não-benéficas à população e ao país, ao mesmo tempo que persegue os políticos concorrentes diretos, os partidos com força eleitoral, mas que não defendem o neoliberalismo nem a subserviência aos interesses do Império Norte-Americano em território brasileiro.

Imaginemos a Globo & velha mídia, que controlam mais de 80% de toda a informação (noticiários possíveis) sobre o cotidiano do Brasil e do Mundo, produzirem um noticiário político voltado para a defesa cega do PSDB e demais partidos que defendam o Império e o “mercado” e produzirem ataque aos partidos que não defendem o Grande Capital que estragos pode acarretar na Democracia do voto, no desenvolvimento econômico e social brasileiro. 

A recessão econômica gigante de hoje é produzida, também, desta distorção de um noticiário político voltado para eleger e valorizar os políticos do PSDB e partidos assemelhados e a desvalorizar e perseguir os políticos em oposição à defesa intransigente do Imperialismo e do “mercado”, como foi o caso do PT e seu Governo desenvolvimentista, em busca de soberania no concerto das nações e não-aliado, não-alinhado aos neoliberais. O Impeachment foi possível por esta distorção entre a informação possível pró-Grande Capital e a informação outra em defesa dos interesses da sociedade brasileira como um todo.

O PSDB foi cooptado e “comprado seu passe” pelo Império para esta função de Brasil colônia dos EUA e pelo “mercado” desde ao menos o Governo Itamar Franco com seus economistas de mercado (filiados ao PSDB) traçando um plano na economia que desse a vitória a FHC em 1994, quando Lula tinha 40% das intenções de votos e FHC 17%, pesquisa Datafolha de maio de 1994. Em 1° de julho de 1994 é lançado o Plano Real, plataforma eleitoral vitoriosa de FHC.

Em troca de cooptação pelo Império e pelo “mercado”, os donos do Capital, abriu-se toda uma gama de terceirizações e privatizações a amigos, aliados e parentes dos tucanos em áreas públicas de não-interesse dos norte-americanos e do Capitalismo Globalizado. PSDB que serve aos interesses do Império como o Capataz serviu aos interesses do Senhor de Escravo.

Como o PSDB não conseguiu mais só com a velha mídia vencer uma Eleição pós-2002, perdendo para Lula e Dilma, duas vezes para cada um, o Império e o “mercado” associaram à cooptação, além do partido e da mídia, a parte do Judiciário mais “americanizada”, para interferir nas eleições de 2014.

Sérgio Moro com sua Lava-Jato tornou-se integrante do esquema, entrou, quando as três pontas: velha mídia, Império + mercado e grandes corporações resolveram se apossar novamente do Poder do jeito que desse e controlar o “cofre” do Estado brasileiro e dar um basta definitivo nas “megalomanias” de governos petistas e as buscas de desenvolvimento e reindustrialização com ampliação da capacidade de investimento em Ciência e Tecnologia e até a busca de criação de uma Indústria de Defesa, gestos autônomos e de soberania, megalomanias de até prospectar petróleo em águas profundas e de união com China, Rússia, Índia, África do Sul para formar o bloco econômico BRICS rivalizando com os interesses do Império.

Esta tentativa de retomada do Poder programada e já visual em 2012 com o julgamento do “mensalão”, em 2013 e as Jornadas de Junho e o não vai ter Copa de 2014 e que recriou mobilizações de direita nas ruas. E fortalecida com a Lava-Jato, que levou a classe média e médio-alta às ruas em 2015 e 2016 e ao Golpe de Estado 2 anos atrás.

Moro tornou-se e é a porta do Judiciário para que o Departamento de Estado Norte-Americano controle o Estado brasileiro e lhe faça apequenado.

Moro surgiu na sequência do “Mensalão” e junto do PSDB e da Globo & velha mídia criaram o triunvirato dos interesses do Império no Brasil, aumentado de tamanho o interesse pelo Brasil apequenado e servil com a descoberta da maior reserva de petróleo dos últimos 30 anos (2007), a multi trilionária reserva do Pré-Sal. Certamente, Moro foi um quadro escolhido pelos norte-americanos pela sua forma de atuação no caso Banestado, onde os criminosos que movimentaram mais de 30 bilhões em paraísos fiscais ficaram praticamente impunes.

Moro, um típico classe média tradicional, foi “treinado”, melhor, ideologizado via Educação escolar e mídia oligopólica para enxergar os Estados Unidos como a terra perfeita e, então, preparado (alienado ideologicamente) em cursos nos EUA para cinco funções básicas:

1) Entregar as reservas do Pré-Sal para as grandes petroleiras estrangeiras controlarem, acabando com o monopólio da exploração deste petróleo pela Petrobrás;

2) Perseguir o PT e seus partidários para a realização das condições de vitória do PSDB na Eleição presidencial de 2014, não ocorrida; não sendo possível, criar as condições jurídicas e sociais de um Golpe de Estado, blindando o PSDB e seus partidários na Lava-Jato, sigla que é o braço político do Império e do “mercado” no Brasil;

3) Destruir a Engenharia nacional, destruir o desenvolvimento do setor de óleo e gás e de uma indústria naval em crescimento e a indústria de defesa Nacional e retirar o Brasil dos BRICS; todos estes setores industriais de alta-tecnologia precisaram ser sacrificados por motivos geopolíticos, econômicos e de competitividade do Brasil e sua “Engenharia” mundo afora;

4) Dar o Golpe de Estado contra a Presidenta eleita de forma legítima: Dilma Rousseff, roubando 54 milhões de votos sem seguir o que diz à Constituição Federal, e prender Lula, o candidato líder nas pesquisas e o inimigo número 1 dos EUA por ser, junto do Papa Francisco, a voz antissistema mais importante do Século XXI, prender para ele não ter direito de se reeleger em 2018 e nem ser cabo eleitoral de outro candidato e sequer se fazer ouvir Brasil adentro sobre o desmonte do país e de sua soberania pró-Império a partir do Golpe;

5) Facilitar a vitória do PSDB em 2018 para legitimação do Golpe de Estado. PSDB que havia perdido 4 eleições seguidas para o PT no voto.

Acontece que a maioria da população brasileira não sufragou mais a vitória do PSDB, o partido do Império, ele perdeu para o partido dos trabalhadores (partido que esteve defendendo no Poder os interesses nacionais e a nossa soberania e a independência brasileira no concerto das Nações até o Golpe de Estado em 2016) no voto, como sabemos, 4 eleições seguidas foi o segundo partido/candidato mais votado.

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Lembrando que, mesmo com o Imperialismo, Mercado Financeiro, Globo & velha mídia e Lava-Jato em 2014, no Lawfare diário e ininterrupto contra o PT, Lula e Dilma, deu Dilma Presidenta contra Aécio do PSDB naquele ano, o povo brasileiro a elegeu contrariando todo o Poder econômico do Império e do “mercado”.

Precisaram, então, Imperialismo, Mercado Financeiro e Globo & velha mídia desesperadamente de uma nova estratégia de assumir o Poder não mais pela via eleitoral, porque esta não dava mais, devido ao PT ser capaz de traduzir os anseios da classe trabalhadora, do povo pobre brasileiro, dos desenvolvimentistas e defensores dos interesses nacionais e vencer os pleitos por seus méritos práticos de governabilidade para os trabalhadores e para os pobres.

Desesperado, por 4 derrotas seguidas, o PSDB partiu para o Golpismo com Aécio Neves, o candidato derrotado nas urnas, para não perder a hegemonia de ser o partido blindado e aliado do Sistema e capacho do Imperialismo, como é a Globo & velha mídia na área da Comunicação.

PSDB, que na paranoia de retomada do Poder apressadamente, desperdiçou o contingente de mais de 51 milhões de votos em Aécio Neves, que poderia se tornar votos decisivos para campanha eleitoral de 2018 e tentou ganhar nos tribunais a Eleição cassando a vitória de Dilma, o que não aconteceu. Só para lembrar: o partindo tentou, dentre outras coisas, a recontagem dos votos e a impugnação da chapa vencedora (Dilma/Temer).  

Com Cunha assumindo a presidência da Câmara dos Deputados e se associando ao Golpe a Lava-Jato foi se distanciando do (P)MDB, antes alvo por ser MDB vice do PT, e eles passaram a ser, também, novos parceiros do Império e Cunha, por ser Presidente da Câmara e filiado ao MDB e quem poderia propor a medida extrema do Impeachment, passou a ser a liderança do Golpe, e não um tucano. O PSDB se jogou de corpo e alma às aventuras de Cunha, ao golpismo, arma do Imperialismo e do Mercado Financeiro + Grande Capital nacional e internacional para derrubarem Dilma do Governo e não perderem a blindagem da mídia e do Judiciário aliados do Grande Capital.

O Império e o mercado trouxeram a chance de o MDB ir para o centro do Poder.

Veio o Canto da Sereia.

Moro com sua Lava-Jato e mídia oligopólica em parceria, ajudam na demonização do PT, de Lula e de Dilma.

A parte do Judiciário “comprado ideologicamente o passe” pelo Sistema, se desdobra para inventar mentiras “processuais” em relação à Dilma, as falsas pedaladas fiscais, Lula, o caso do tríplex é outra mentira, e o PT e ajudam a criar um ódio social ao PT, a formar uma “opinião pública” das classes média e médio-alta tradicionais anti-petistas, desde sempre, e ávida por derrubar o PT, que se aventura nas ruas igual nas Jornadas de Junho de 2013 e consegue ser a massa de manobra perfeita para o intento de um Golpe de Estado ser bem-sucedido.

Acontece que o PSDB foi de partido protagonista do Sistema de dominação Império + “mercado” para partido, digamos, coadjuvante com o Golpe de Estado, o controle da chave do cofre e da economia caem nas mãos do MDB via Temer e seus parceiros de longa jornada na Política e de funcionários do mercado financeiro não-tucanos de forma direta.

Deram, é claro, para os tucanos postos no Governo, dentre eles, as duas pontas que o Império gostaria de controlar com mais sagacidade: a Petrobrás e o seu Pré-Sal e o Ministério das Relações Exteriores, juntos e nas mãos do PSDB, pontas que são de interesse direto do Império Norte-Americano: controle do Petróleo do Pré-Sal e da Política Externa do Brasil.

O PSDB se tornou coadjuvante no controle do Estado pós-Golpe, mas colada sua imagem ao Golpe que não deu certo, porque quem assumiu o Poder é o conjunto de políticos ligados a Temer, o mais inconsequente e sem noção Governo da História brasileira, com políticos totalmente fora de qualquer conhecimento de como funciona uma máquina pública, mega denunciados por corrupção.

O MDB com Temer controla o butim do Estado e a entrega do patrimônio público e as ações estatais existentes nas áreas de saúde, educação, Ciência & Tecnologia, energia, infraestrutura, etc. privatizando-os ao Grande Capital privado globalizado e ao Império Norte-Americano e o PSDB precisa migalhar atenção do Sistema porque já não consegue ser o 2º partido do país e vivenciar a tradicional disputa com o PT em segundo turno.

Lava-Jato que, inconscientemente, pela perseguição radical ao PT, acabou por criar “delações”, onde nomes de tucanos graúdos foram sendo citados, até com provas robustas, e que com o ativismo da blogosfera progressista acabou por furar a blindagem do PSDB na velha mídia.

O Golpe foi tão desastrado que produziu Bolsonaro como candidato de boa parte dos eleitores fiéis ao PSDB, migrando para a extrema-direita um voto que tinha se solidificado nas mãos do partido por mais de 2 décadas e garantia ao menos 30% dos votos dos brasileiros em 1° turno de eleições presidenciais. Migrou do desnudamento do PSDB, com a quebra do telhado de vidro e pela ligação umbilical dos tucanos ao Golpe e ao Governo Temer.

Da produção de um ódio doentio ao PT via Lava-Jato e velha mídia capitaneada pela Globo, que gerou o Golpe e surtiu efeito político no pleito municipal de 2016, para uma realidade de desprezo ao Golpe e os menos de 3% de aprovação ao Governo Temer. E o PSDB, o partido do Sistema, se derrete vendo a maioria dos seus votos se dividirem entre Bolsonaro ou ninguém.

E mesmo que Moro com sua Lava-Jato blinde o Golpe e o PSDB, nunca o Juiz condenou um tucano, as pesquisas de intenção de votos não dão ao partido mais do que 7% das intenções de votos menos de dois meses antes da Eleição, sendo que a Vox Populi divulgada em 26 de julho lhe dá 4% com seu candidato Alckmin.

PSDB, partido que sempre rivalizou com o PT no período eleitoral. Nem as classes médias e médio-alta tradicionais perdoam o PSDB pelo caos econômico e social gerados, em uma produção de mentiras, ditas em 2016 pelos grupos de mídia do Sistema, de que era só tirar Dilma que viria um boom econômico e o tempo de bonança e felicidade, o que não aconteceria jamais, porque o plano de Governo do Golpe era destruir nosso desenvolvimento tecnológico e social e nossa soberania em prol da subserviência do Brasil aos interesses do primo rico lá do Norte da América: os EUA, como alertavam os críticos e conhecedores de Economia, Geografia, História, Política, etc.

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E resta para o PSDB a tarefa inglória de tentar vencer a Eleição de 2018 sem mais ter o apoio de parcela significativa da população, sendo situação, sendo Governo, tendo sua imagem colada ao Golpe e ao Temer e tendo de sobreviver como legenda com um Geraldo Alckmin se fazendo passar pelo que não é e nem almeja ser: um Político que tem a solução para o Brasil voltar a crescer, gerar empregos de qualidade, se desenvolver tecnologicamente e com soberania, distribuir renda e ser respeitado no concerto das Nações.

Lembrando, o Plano de Governo do Brasil do Golpe de 2016 é o Plano permanente do PSDB para o Brasil, desde FHC, ao menos, posto que ele é o Partido do Sistema: do Imperialismo e do “mercado”.  E prender, manter Lula preso sem provas de nenhum crime cometido e tentar impedir sua candidatura e, quase certa vitória, se tornou a tábua de salvação para os candidatos do Sistema tentarem ganhar no tapetão e Moro cumpriu mais esta etapa 4 meses atrás. 

Conta, o PSDB, para vencer no tapetão, com o apoio das forças que impulsionaram o Golpe: Rede Globo & velha mídia, Moro e a Lava-Jato e a força do Capital: Imperialismo + “mercado”, além do Agronegócio, das grandes corporações e de parcela significativa do grande empresariado nacional e internacionalizado. E de partidos fisiológicos, cheios de parlamentares com processos com provas na Justiça, o chamado “centrão”, que emprestam suas legendas ao PSDB para este se beneficiar no horário eleitoral tendo quase metade dele a seu favor em troca de imunidade futura em um Governo tucano, imunidade futura dos parlamentares acusados de corrupção com provas e que estão no parlamento na Legislatura atual.

O PSDB busca a sobrevivência ancorado no Sistema e na força do Sistema em controlar as instituições brasileiras, principalmente, tornado os postos de comando do Judiciário armas contra o direito de voto de milhões e milhões de brasileiros no candidato favorito que é Lula com mais votos válidos em 1° turno que a soma dos demais candidatos (41% X 29%), segundo pesquisa do dia 26 de julho, do Vox Populi. Judiciário centrando suas decisões sempre desfavoráveis a Lula, na tentativa de empossar os tucanos via fraude eleitoral, a da retirada do virtual vencedor da Eleição Presidencial de 2018.

Interessante que deste processo de ligação umbilical com o Imperialismo e o “mercado” e a tentativa de reconquista do Poder central pelo PSDB aconteceu uma realidade impensada: queriam, via Lava-Jato, acabar com o PT, empossar o PSDB e quem se acabou como legenda foi o PSDB, além, dos outros partidos ligados ao Golpe de 2016, que não saem de míseros 7% de intenção de votos em pesquisas atuais. O PT sobreviveu e o PSDB deixou de ser o partido que rivalizava com os petistas na preferência eleitoral dos brasileiros. Sobrou deste processo todo de imposição do programa do PSDB na marra uma verdade: o PT se fortalece e se torna o único grande partido do Brasil e temos um aventureiro, Bolsonaro, sem partido, a roubar parte importante dos votos de eleitores tradicionais do PSDB.

E temos até a tentativa de readquirir os votos que foram para Bolsonaro, colocando, Alckmin e seu PSDB, uma Senadora com propensão ao autoritarismo e com postura pessoal aproximada na fala e nos atos ao Bolsonaro. Busca-se dialogar com o público que se bandeou para a extrema-direita tendo como Vice da chapa do “centrão”, a Senadora Ana Amélia do PP, o que parece improvável, pois, o efeito menos positivo da Lava-Jato foi tirar do armário o público de extrema-direita que se mantinha envergonhado, que não verbalizava suas posições radicais e reacionárias e que do ódio e perseguição ao PT e pela consumação do Golpe tornaram-se, também, protagonistas na cena social brasileira.

Moro com sua Lava-Jato e toda estrutura do Judiciário que se curvou a ele nas instâncias superiores e que referendam o Golpe do Impeachment sem crime de responsabilidade e da prisão arbitrária de Lula sem provas tentam agora a cartada final, cartada quase inglória, a 5ª função básica da Operação com sede em Curitiba:

5) Facilitar a vitória do PSDB em 2018 para legitimação do Golpe de Estado. PSDB que havia perdido 4 eleições seguidas para o PT no voto.

Seria a consumação do último pilar do Golpe de Estado: dar ao PSDB a vitória eleitoral no tapetão, um tanto difícil, porque Lula cresce nas pesquisas a cada dia mais, Bolsonaro mantém seu eleitorado, inalterada suas intenções de votos em pesquisas, e o Golpe cai pelas tabelas e leva os tucanos juntos ao precipício.

Lembrando. PT + Lula e Bolsonaro juntos possuem quase 60% das intenções de votos válidos. + ou – 40% e 20%, Alckmin e o PSDB 7% no máximo.

PSDB, como se dizia em 2010, pode perder, mais uma vez, para o “poste de Lula”, só que agora, na iminência de se tornar uma legenda sem peso eleitoral e sem força parlamentar, o que é constatado até em pesquisas estaduais, onde o partido não passa dos 20% de intenção de votos em Estado algum, tendo seu reduto mais forte, o Estado de São Paulo, candidatos a Presidente e a Governador em 3° e 2° lugares nas pesquisas com menos de 1/3 das intenções votos habituais.

E mesmo que Lula esteja preso para ser impossibilitado de participar da campanha, para além de receber visitas e cartas escritas da cadeia e com o silêncio de sua voz no horário eleitoral, nas ruas, nos comícios e debates na TV, até designando um porta-voz, na verdade dois: Fernando Haddad (PT) e Manuela D´ávila (PCdoB) para se fixarem como os representantes de Lula na campanha, o PSDB tende a não crescer eleitoralmente, até surgindo proposta, no extremo do Golpismo, verbalizada pela voz do Cientista Político José Álvaro Moisés ligado ao PSDB e ao Governo FHC, que publica artigos no site do Instituto Millenium, na Globonews, pela impugnação da chapa do PT no TSE, porque o Cientista Político crê que se o PT concorrer os tucanos não vão para o 2° turno. E a Eleição seria definida entre Bolsonaro e a candidatura petista representada nas eleições por Fernando Haddad.

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3 comentários

  1. Hipótese Possível

    Analisando o contexto, parece-me que existem 3 candidatos com possibilidade de passar ao segundo turno: Haddad, Bolsonaro e Ciro.

    É possível que Ciro comece a receber votos que estavam inicialmente direcionados a Alckmin e Marina. Se isto acontecer, Ciro  poderá ultrapasssar o segundo colocado (Haddad ou Bolsonaro).

    Esse cenário, se ocorrer, será visível somente em meados de Setembro.

  2. VAMOS LER (ANALISAR) A SITUAÇÃO ATUAL.

    Jamais o PT / ESQUERDA(CIRO) ganhará a eleição 2018 para presidente; Por Que? – Após a eleição, se perceberem que o PT/Esquerda(Ciro) tem condições de ganhar a eleição, muitas urnas do nordeste e norte (onde a esquerda tem mais força) serão anuladas pelo Tribunal Eleitoral!!!!! Portanto ganhará aquele candidato que a Globo e grande Mídia apoiarem!!!! Não conseguem perceber isto? Não há mais Constituição ou Lei que não possa ser desobedecida (quebrada) pelo Poder Judiciário!!! É Isso aí!!!!!

    Lula : o Maior Presidente do Brasil de todos os tempos!!!!!

  3. O psdbosta estará fora de

    O psdbosta estará fora de segundo turno.

    O segundo turno só será possível se os bandidos togados tirarem o Lula, senão o Lula vence no primeiro turno de lavada. Seria uma surra homérica.

    Se tirarem o Lula haverá segundo turno entre o candidatro do PT e o bostanaro. O psdbosta só vai ao segundo turno se roubarem votos, coisa que já fizeram em 2014.

    Globo, psdb, grandes empresários e judiciário são os verdadeiros inimigos do Brasil.

    Se não nos livrarmos desta ralé o Brasil JAMAIS será um pais desenvolvido e com justiça social.

    Matemo-los todos, sem exceção.

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