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Quem vazou, com qual interesse e a quem serve?, por Francisco Celso Calmon

Quem vazou, com qual interesse e a quem serve?, por Francisco Celso Calmon

Quem vazou, com qual interesse e a quem serve?

por Francisco Celso Calmon

O pensamento desejoso muitas vezes é tão forte que embarcamos em notícias manipuladas pela mídia, cujo compromisso com a verdade não existe.

A informação, insumo do jornalismo, sofre processamento na linha de produção da matéria jornalística, adequando aos interesses políticos da empresa.

A linha de produção da Globo é requintada, sofisticada, estratégica, daí que, mesmo jornalistas experientes da chamada mídia alternativa, embarcam na maldade da Globo, que nada, absolutamente nada, faz sem primeiras e segundas intenções.

O marqueteiro da delação premiada vai ao programa de TV e propõe a esdrúxula chapa Ciro/Lula, à guisa simplória de reprodução da experiência ARGENTINA.

É completo desconhecimento da abissal diferença política entre os dois países.

É julgar que o PT é partido sem identidade, dignidade e organização democrática.

Poucos dias após, é o jornal Globo que notícia uma informação, cuja fonte e o ocorrido não são explícitos, de um encontro em setembro entre Lula e Ciro, com apenas uma testemunha, o governador do Ceará, malgrado ser do PT é aliado dos Ferreira Gomes.

Por que um pressuposto fato, ocorrido em setembro, só veio a público, e logo pela Globo, no penúltimo dia de outubro e a 15 dias da eleição municipal, repito, municipal?

Nada na política e no jornalismo do ponto eletrônico é feito por um acaso. Por isso mesmo, as primeiras indagações que devemos fazer a uma matéria fora de contexto são: a quem serve, a quem ajuda, a quem prejudica?

Evidente que a declaração do marqueteiro delator e a matéria da Globo têm conexão.

Açodados pelo pensamento desejoso e na ânsia de serem os primeiros a apoiar e demonstrar entusiasmo por imaginada salvação nacional, Lula e Ciro, influenciadores de opinião da esquerda, saíram em revoada dando alvíssaras à matéria.

A candidata do PT, Luizianne Lins,  à  prefeitura de Fortaleza, em disputa ferrenha com a candidatura apoiada pela  oligarquia Ferreira Gomes, deu a sua versão do propósito da manipulada informação, denunciando como uma farsa e com o propósito de prejudicar sua candidatura, que enfrenta uma coligação de centro-direita de José Sarto, formada com golpistas do PSDB, DEM, PSD, PSB, PP, PTB, PL, Cidadania e Rede.

A Gleisi Hoffman, presidenta do Partido dos Trabalhadores, de imediato cumpriu o seu papel de zelar pela dignidade do partido e deu um alto lá: Ciro precisa pedir desculpas pelas ofensas gratuitas aos petistas e a Lula. Refletiu os sentimentos da militância. Querer que os militantes deixem de ter sentimentos e emoções, é desejar que não sejam pessoas. É paradoxal: hora reclamam que a militância está anestesiada, hora desejam uma “frieza ou maturidade” que existem nas palavras e não no corpo vivo de quem milita nas bases, sempre carregando a bandeira.

Como ela, Carlos Lupi e o ex-governador e senador pela Bahia também assertivam:  Presidente do PDT diz que não está no DNA do PT aceitar ser vice de Ciro Gomes. E Jaques Wagner afirma que Ciro busca aliança com centro e direita, não com o PT.

Houve também aqueles que preliminarmente já advertiam a militância a não reagir.

Sem militância nem Lula e nem o PT teriam chegado aonde chegaram.

A militância é para ser cultivada sem paternalismo, enquanto a liderança não deve ser cultuada – culto à personalidade é um desserviço à causa da luta de classes pelo socialismo democrático.

As necessárias explicações da matéria da Globo sobre o tal encontro, carece dos personagens, em respeito aos seus liderados, manifestarem em prol da veracidade. Ou deixem para a história e vamos trabalhar para a vitória da esquerda nestas eleições. Contudo, porém, entretanto, a matéria serviu para mais uma vez desgastar a nós mesmos da esquerda.

Enquanto isso, sugiro, no remanso do domingo, cautela nas interpretações das informações produzidas pela Globo. Afinal, da “vênus prateada do Jardim Botânico do Rio”, tudo que sai tem cheiro de enxofre.

Francisco Celso Calmon, da coordenação do canal resistência carbonária, ex-coordenador nacional da Rede Brasil, Memória, Verdade e Justiça – RBMVJ.

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1 COMMENT

  1. João Santana não é “dedo” para indicar caminhos.
    É “pedra” no joguinho da Globo e está entregando – novamente –
    o “combinado”

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