Quinta-coluna, por Francisco Celso Calmon

Vou me repetir, pois já postei no GGN alguns textos, nos quais procurei evidenciar que o presidente-miliciano é um engodo, uma fraude, como militar, como pessoa, político e governante.

Quinta-coluna, por Francisco Celso Calmon

Um quinta-coluna, aliado estratégico do coronavirus, covid-19, tem sabotado todo o esforço de resistência das poucas trincheiras montadas por governadores e prefeitos.

Vou me repetir, pois já postei no GGN alguns textos, nos quais procurei evidenciar que o presidente-miliciano é um engodo, uma fraude, como militar, como pessoa, político e governante.

Como pessoa é um sociopata, e como tal não nutre empatia pela sociedade, nem empatia emocional e nem cognitiva. Suas frases (e daí, fazer o quê? lamento, mas não sou Messias) são amostras inequívocas de sua personalidade deformada. Ele divide o mundo entre inimigos e os que estão com ele, no caso, os filhos, a exceção deles, todos são potencialmente inimigos.

Sua fixação em armas, em símbolos belicosos, sua linguagem toscamente sexual, sua homofobia, misoginia, podem expressar uma sexualidade infantil reprimida.

Como militar foi um agitador-terrorista, obcessivamente focado em dinheiro e blefador de ameaças de explosões para conseguir aumento salarial.  No Exército não passou de tenente nas fileiras da tropa, foi preso e expulso pelos seus comandantes e colocado na reserva como capitão em acordo no STM. O tempo que ficou no Exército não o formou. Foi basilar e de revistinhas a sua formação; ele confunde militar, com caubói, com miliciano. Com este, sim, é identificado, é defensor, e sua família é ligada a esses bandidos, e, por extensão, aos crimes desses facínoras, como a do assassinato da Marielle Franco.

Ele é um ressentido do Exército, tem prazer de humilhar generais (quando os compra com cargos comissionados, quando os demite, quando os faz meros peões em seus jogos, como fez com Pazuello), e vai às tropas agitar os de baixa patentes.  Age como um quinta-coluna da hierarquia.    

Como parlamentar, de vereador a deputado federal, foi inócuo, improdutivo e inútil, salvo para agressões verbais a colegas e presidentes.

Como governante está destruindo o país, seja alienando o patrimônio nacional a favor dos interesses estadunidenses, seja com a política apedeuta do ministro da economia (50 milhões entre desempregados, desalentados e subocupados), seja no combate à pandemia (aproximando dos 300 mil óbitos e dos 12 milhões de infectados), cuja gestão é responsável por pelo menos metade dos mortos e infectados.

Como governante está sendo inepto, provocador de balburdia entre os três poderes constitucionais, e, sobretudo, focado obsessiva, compulsiva e selváticamente no seu projeto totalitário, para o qual procura envolver as FAs e seus incautos (nem todos) seguidores.

Sem o apoio das FAs seu projeto não terá êxito, por isso, o caos lhe interessa. Com o caos instalado ele tentará convencer que a salvação está no seu projeto totalitário com o respaldo das três armas.

A sua formação intelectual é rasa, de gibi, por isso, incorporou a superficialidade das teorias malthusiana e do darwinismo social, nas quais encontrou guarida para a guerra, para a lei do mais forte, para o fatalismo da inevitabilidade da morte. Suas declarações corroboram: Todos vão morrer um dia. Tenho histórico de atleta (mais apto a sobreviver), chega de mimimi.

Tem histórico de servidor público que onerou o erário sem produzir nada em contraparte.

No combate à pandemia, sua estratégia é a de favorecer ao vírus. Nessa guerra, na qual ele tem sido um quinta-coluna na defesa de vida, talvez, as consequenciais, letais e de sequelas, não serão maiores porque o Lula está articulado com os governadores contribuindo para minimizar esses efeitos traumáticos.

Fazendo uma alegoria com uma guerra convencional, visível, o que faria a população mediante as bombas e tanques bombardeando determinadas instalações e locais? Ficaria nesses locais, exposta, ou iria para subterrâneos antiaéreos? Os comandantes ordenariam a evacuação da população ou mandaria para a morte? Orientaria a usar máscaras especiais e antídotos contra os efeitos das bombas ou desorientaria a população e a deixaria ao desamparo? Os feridos seriam tratados por médicos e enfermeiros ou por capitães cloroquina?

O comandante-em-chefe da nação brasileira está incentivando, com exemplos e palavras, a população a se aglomerar, a não usar máscara e álcool gel, e retardou e retarda o quanto pode a vacinação. Ele está sendo um sabotador das trincheiras de defesa da vida.

Ele é um quinta-coluna dos interesses Brasil, das Forças Armadas e da guerra contra a pandemia.

O que merece um traidor? Por ora um genocidaço do tamanho do Brasil, ao fim e ao cabo um julgamento como criminoso de guerra.

Francisco Celso Calmon, da coordenação do canal pororoca e ex-coordenador nacional da RBMVJ.

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