Trump precisa de uma guerra, Bolsonaro é o seu homem-bomba preferido, por Fernando Horta

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Trump precisa de uma guerra, Bolsonaro é o seu homem-bomba preferido

por Fernando Horta

Desde que Trump assumiu a presidência dos EUA, muitos analistas tinham previsto um momento de “liberalismo”. Não ocorreu. Outros previram um recrudescimento da postura norte-americana contra a Coréia do Norte e até guerra. Também não ocorreu. As atitudes de Trump frente a China e Rússia obedecem a uma estranha dança de aproximações e recuos destinada – como é normal na política yankee – mais ao público doméstico do que aos diplomatas e analistas.

Os motivos deste comportamento são explicados por uma complexa situação. Desde a derrota eleitoral, os democratas optaram por não desestabilizar ostensivamente o governo de Trump, como havia sido a escolha dos republicanos durante o governo Obama. Nos EUA, devido a sua história e a solidez de suas instituições, os perdedores eleitorais percebem que é sempre muito melhor o caminho da democracia do que as opções laterais de desestabilização interna. Ao mesmo tempo, a burocracia federal nos EUA passou a gritar silenciosamente. Sabotam, boicotam e mudam vetores de ação política que emanam do mandatário da Casa Branca. Ao fazerem isto eles atenuam os efeitos negativos ao país, num esforço tão cansativo quanto perigoso, mas que – até agora – vem dando resultado.

Ocorre que os números da economia de Trump estão já apontando a catástrofe. Conforme quase a totalidade dos economistas previram, políticas econômicas baseadas em desonerações, desregulação do mercado financeiro, do mercado de trabalho e redução de gastos do governo provocam, a médio e longo prazo, uma crise de insolvência. Dado que os agentes econômicos, mesmo no topo da pirâmide capitalista DEPENDEM do Estado para absolutamente tudo, a redução do Estado cria a precarização dos serviços e ainda que o plano seja destruir aqueles voltados para a população e não para o capital, o movimento criado cria a precarização e retira a capacidade do governo de agir. Junto da redução dos investimentos do Estado, correm a precarização da infraestrutura, diminuição da massa salarial (por obra do capital que paga sempre menos) e diminuição da produtividade, em função do sentimento social pessimista pelo crescimento da desigualdade. Isto SEMPRE aconteceu, e o projeto de Trump não é exceção.

Como regra do século XX, os EUA sempre resolveram seus problemas internos com guerras no cenário internacional e o apelo ao “nacionalismo” norte-americano. Foi assim na Segunda Guerra, Guerra da Coréia, Vietnã, a nova Guerra Fria, Guerra ao Terror e etc. Este apelo é hoje mais perigoso, na medida em que os EUA aumentam seu déficit público desde o final da segunda guerra praticamente sem cessar. Hoje, a Casa Branca está envolvida em seis grandes conflitos internacionais com tropas estacionadas ou em atividade bélica por todo o globo. Os custos disto são da ordem de centenas de bilhões de dólares por dia e a sociedade deles já acusa a falta destes recursos.

Se o custo físico das guerras usadas para realinhar a política interna dos EUA já são quase proibitivos, o custo político é impossível de ser pago. As redes sociais e o desenvolvimento de uma imprensa livre, plural e não oligopolizada impõem ao governo a necessidade de se explicar a todo momento, e faz com que suas decisões tenham um custo crescente. Trump tentou levar antagonistas frágeis à guerra. Fez isto com a Coréia do Norte, com a Síria e com a Venezuela. Abertamente provocando e criando a possibilidade para que os líderes destes países levantassem a voz contra a “América”, fazendo com que a resposta de Trump fosse vista como uma “defesa” dos EUA e do “mundo livre”. Nenhum dos três caiu na esparrela.

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Em verdade, todos eles AUMENTARAM o custo das ações dos EUA através da publicidade dos atos e das bravatas e o controle, a sangue frio, de suas ações. Mesmo Putin ou Xi-Jinping têm se mantido firmes, não mordendo as iscas de guerra lançadas por Trump. A Rússia inclusive tem respondido os EUA com uma imensa demonstração de força. Na Síria os ataques reais dos EUA e seus “aliados” foram contidos via tecnologia de defesa e sem exaltação por parte dos russos. A superioridade tecnológica dos russos assustou o mundo e os EUA em especial. E, se combinada com a superioridade numérica chinesa, fez com que, literalmente, os EUA colocassem as “barbas de molho”. A correlação de forças no mundo está mudando e não apenas em termos de economia, mas de tecnologia militar e capacidade de projeção de poder.

Tudo isto leva Trump a uma encruzilhada: com suas medidas econômicas fracassando e uma crise catastrófica já rondando os EUA e o mundo, a solução seria uma guerra. Ocorre que o custo político e material de uma guerra hoje (ainda que pequena) não seria suportado pelos EUA. Ainda mais com China e Rússia mostrando um domínio do ciberespaço de forma a romper qualquer tentativa de monopolização da informação por parte dos EUA. Sanders cresce e o “socialismo democrático” já é defendido abertamente no país que outrora gritava com Joseph McCarthy na luta contra o “mal”. Todas as tentativas da Casa Branca de desestabilizar o mundo (sanções, ataques à satélites, ameaças diplomáticas, ruptura de acordos nucleares, climáticos e econômicos, imposições de barreiras comerciais sem explicação e etc.) estão sendo contidas e tornadas inócuas por uma aliança silenciosa entre Rússia, China, Irã e uma parte da Europa. Todos parecem fazer eco com parte consciente da sociedade norte-americana a dizer não para Trump. E ele está ficando sem cartas.

Aqui entra um líder fascista e ignorante de uma nação jogada ao espaço diplomático da periferia política do mundo em anos recentes, mas que tem imensas reservas de petróleo, de população e ódio de classe. Os Bolsonaros não foram aos EUA usar bonezinho e bater continência como subservientes e domesticados ignorantes que são por decisão própria. Eles são por demais primitivos para isto. A própria eleição de Bolsonaro e o alinhamento acrítico e submisso que se está construindo são, em verdade, a possível salvação de Trump. Se o Brasil iniciar conflitos com a Venezuela, por exemplo, darão aos EUA a melhor desculpa para militarizarem ainda mais a América Latina, tomarem posse de riquezas estratégicas e mobilizarem sua imensa estrutura de guerra em “defesa da liberdade e da democracia”. A indústria bélica dos EUA (parte do motor da economia de lá) volta a se movimentar e a indústria financeira de empréstimos (outra parte do motor da economia deles) voltará a irrigar “as nações amigas” para a guerra. Trump não vai pagar o custo de ser o iniciador o conflito. Se o plano der certo, Trump vai “apenas auxiliar” nações livres na luta contra as “ditaduras” e nisto vai se apossar fisicamente da América Latina e provocar Rússia e China antes que elas atinjam maior desenvolvimento econômico e bélico.

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No jargão popular, por este plano, o Brasil entra com a carne e os EUA com o espeto.

É sempre melhor quando são os jovens de outros países que morrem pelas causas norte-americanas. E melhor ainda se eles fazem isto com furor e acreditando que livram o mundo de algum “mal”.

Sanders já se deu conta disto e trata de fortalecer uma “aliança internacional” contra Trump e o plano de salvar seu governo. As apostas e os ganhos potenciais de todos os jogadores envolvidos estão muito altas, menos os do Brasil. A política externa de Bolsonaro não tem NENHUMA chance de trazer qualquer benefício ao Brasil. Mesmo se o plano de Trump der certo, o Brasil sai menor. Bolsonaro aposta que ELE sai fortalecido, mas isto é tudo o que almeja. Há o risco de o Brasil se aliar com os EUA no exato momento que sua posição hegemônica no mundo colapsa e novas forças tomarão este espaço. Ficaremos com a posição do bobo da corte subserviente ao rei posto. Nem Bolsonaro, nem o olaviano chanceler nomeado parecem compreender isto.

Por qualquer ângulo que se olhe a questão, ainda que assumidas vencedoras e bem-sucedidas todas as iniciativas dos planos de Trump e Bolsonaro, o Brasil sai menor, mais pobre e com a estabilidade do mundo em posição mais frágil ainda. Mas o pior é a possibilidade real de que jovens brasileiros sejam chamados para uma guerra contra outros jovens latino-americanos para benefício da política externa dos EUA. Estarão os militares que apoiam Bolsonaro dispostos a pagar este preço? Estão os filhos da classe média brasileira sabendo que podem parar em algum palco de guerra com balas e sangue por todo o lado sem sequer saber o que realmente fazem lá?

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Até agora uma parte significativa da população brasileira deu um cheque em branco a um ignorante que se elegeu sem falar nada sobre o que iria fazer. Mas até agora o custo do fracasso não era muito pior (na visão deles) do que os tenebrosos anos Temer. Agora, estamos falando de guerra, de conflito mundial e de realinhamento internacional. Que os envolvidos estejam avisados e que saibam que meus filhos não comporão nenhuma corporação militar de fanáticos para morrerem por ignorantes estrangeiros que comandam um fascista descerebrado em algum canto esquecido do mundo.

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14 comentários

  1. bolsonaro é um bosta

    Triste a situação que esse sujeito coloca o país, creio que o povo tem que sofrer ao menos uns anos para aprender que votar a mando de pastor e com base em fake news não é o melhor para si mesmo. Lamentavelmente é assim que funciona quando o convencimento não vale para demonstrar que a extrema direita não é um caminho a ser seguido.

  2. O único elemento importante

    O único elemento importante que faltou na sua análise foi o fator M que limita tanto a belicosidade de Bolsonaro quanto as chances de Trump usa-lo para enfiar os EUA numa guerra de salvação do seu mandato. Se Bolsonaro quiser uma guerra ele terá que derrotar Mourão, que já se mostrou muito mais influente nas Forças Armadas que o próprio comandante em chefe. Assim como os militares norte-americanos tiraram de Trump o poder de usar armas nucleares os seus pares brasileiros contarão as asas de Bolsonaro. 

  3. Quando comparou os indígenas

    Quando comparou os indígenas brasileiros a animais em zoológicos, o mentecapto eleito com a ajuda proverbial da massa evangélica e da classe média idiotizada, nas entrelinhas de sua fala, sem saber ao certo o que dizia, como de seu feitio, inadvertidamente, fez uma profecia, coisa tão ao gosto evangélico. Quando se referiu à capacidade legal dos índios bolivianos, mencionando que um índio chegou à presidência, procurando desqulificar os antigos e verdadeiros brasileiros, esqueceu-se de que há, junto de si, um vice de origem indígena, um homem que, despojado das roupas e pompas de general e de vice e vestido com os adereços e marcas de seus ancestrais seria, sem nenhuma dúvida, reverenciado por qualquer jovem índio. Parece que ninguém se apercebeu deste detalhe. Sabemos que o “líder” da turba de um terço apenas do eleitorado nacional, que o colocou onde está, seguindo a um planejamento externo e delinquente, com suas mentes embotadas pela ignorância e pelo preconceito, pode não ir longe, talvez, acometido de grave doença, a despeito do jogo de “joão sem braço” do filho nas redes, que tenta plantar a idéia de que será morto. Morto pela doença, que negam. Na sua tosca manifestação, destrambelhada e com rumo maldoso, sem querer, vaticinou um índio na presidência do Brasil. Abençoadas sejam as palavras que não proferiu, mas, que seu subconsciente deixou escaparem.

  4. Cachorro que late mas não morde

    Acho que a análise é correta sobre a intenção dos hawks (falcões) USamericanos mas não sobre Trump. 

    Ele é um empresário que, se tiver que escolher entre seus negócios familiares e empresariais e a carreira política, optará pelos primeiros – ele não esperava ganhar as eleições, recentemente ao justificar a manutenção de negociação empresarial com os russos enquanto fazia campanha admitiu que havia grande chance de que não ganhasse as eleições e que não haveria motivo para sacrificar seus negócios nessa situação; sua aventura na Casa Branca tem como principal motivação ser o patrocinador da carreira política de sua filha e genro. Suas decisões de cautela e recuos permanentes – no que é sintomaticamente seguido pelo Vergonhoso, ambos eleitos sem vinculação partidária e por serem representantes corporativos de interesses retrógrados que se disfarçam em suas fantasias (tanto figurinistas quanto psicológicas) populistas demagogas , e pessoais nepotistas – são tipicamente empresariais, não vai sacrificar o futuro de seu império pessoal para salvar o império nacional que vai ruir de qualquer maneira. 

    O verdadeiro perigo são os republicanos e os democratas corporativos como Hillary, todos vendidos a Wall Street e à indústria bélica. 

    Há tanto risco agora de uma invasão da Venezuela quanto haveria se Hillary fosse a presidente dos USA. E desse alinhamento dos democratas que são apenas a versão hollywoodiana dos republicanos, tão mercadistas e bélicos quanto estes, vem a oposição que não confronta – não porque respeita o resultado, muitos democratas ainda têm o impeachment na manga, com a sombra da investigação de Robert Mueller sobre interferência russa nas eleições – mas porque conta que seria estratégico desgastar Trump para herdar a máquina de guerra em que se alternam democratas e republicanos hipocritamente – Hillary está por trás do golpe em Honduras, que agora alimenta a onda de imigrantes na fronteira México-USA, do golpe no Brasil e da expansão militar dos USA nos conflitos na Eurásia e Oriente Médio. 

    O projeto de criar zonas militarizadas em todo o mundo para exploração colonialista dos recursos naturais – no caso, o petróleo e em breve a água – é característica imperialista, e sendo os USA o império atual, seguem a cartilha. 

    Sobre a participação do Brasil, invadir a Venezuela que está preparada para uma guerra há anos, e que tem o apoio da China e da Rússia dependentes de seu petróleo, não é a mesma coisa que fazer missão humanitária no Haiti ou ocupar militarmente as favelas cariocas. O exército brasileiro sabe disso e dessa diferença de visão, entre outras, é que já está em andamento o autogolpe proclamado pelo vice Mourão ainda durante as eleições: os filhos, verdadeiros interessados no resultado no desgoverno paterno para sedimentarem suas próprias carreiras políticas, não têm a menor noção do que é uma guerra, de resto, de coisa nenhuma digna de importância, vão querer impor sua subserviência total aos hawks USeiros a um exército que é bom para fazer ameaças no twitter mas que não tem interesse nos custos de uma guerra de verdade. Os venezuelanos e prováveis aliados sino-russos não são a população civil ou os traficantes das favelas do RJ, em que basta estacionar um tanque e atirar em civis já acostumados com a violência da polícia militar e dos traficantes. O buraco é mais embaixo e assim como a história da embaixa em Jerusalém já virou um cabo de guerra vencido pelos militares – e aos filhos um brinquedinho em forma de escritório -, duvido que este desgoverno tenha coragem de se meter em uma guerra tradicional – certamente, vão usar a crise imigratória para desgastar o governo venezuelano e justificar sanções econômicas, e em parceria com a Colômbia e aliados no governo do Chile, reforçar a guerra cibernética e de dissuasão do apoio da população ao governo de Maduro. Ou cometer atentados. Os militares brasileiros são covardes. Guerra não é a mesma coisa que latir em rede social. Acho mais possível que o Brasil ofereça seu território e estrutura militar para fins de inteligência e manobras a Colômbia, por exemplo, mais preparada para o tipo de conflito civil-militar que será a forma de desorganizar a Venezuela, mas não seriam burros a ponto de se meterem a liderar uma guerra com alto risco de rejeição popular e legislativa, e no grupo civil-familiar, com um militar sedento de poder bafejando no cangote e querendo imitar o Vampirão. Mais que qualquer interesse USeiro ou do grupo civil no desgoverno de aplicativo, quem vai decidir a participação brasileira nos projetos USeiros de invadir a Venezuela sem sujar as mãos é a disputa interna e os interesses a médio e longo prazo dos dois principais grupos em disputa: a famiglia e a caserna. 

    Durante as eleições, eu pensava nessa possibilidade mas depois das confusões da equipe de transição e com o clareamento dos grupos que, agora que o butim foi garantido podem agir livremente, estão de fato tomando o poder, passo a duvidar da capacidade deles de transformar a intenção abstrata e estrategicamente lógica – tanto dos USA quanto de súditos ansiosos em prestar serviços para serem aceitos no clubinho – em algo política e militarmente factível. 

    Sampa/SP, 01/12/2018 – 14:52 – alterado às 15:16 (em luto). 

  5. Que enrascada!
    Que enrascada o povo se meteu….
    Maldita elite, maldita direita, maldita grande mídia, maldita justiça-podre, ministério público imbecil, polícia de “b…ta”, militares antibrasileiros…
    Vai ser difícil sair desse imbróglio, muito difícil. Pois o povo acreditou em kit gay.
    Ontem eu tive a oportunidade de ouvir o prefeito de Guarulhos e o ministro das cidades discursarem numa solenidade de entrega de 400 apartamentos minha casa/minha vida. A prestação é de 80 reais para um apartamento de 50 M2.
    Ninguém se lembrou que foi o Lula quem criou o programa. A demagogia muito bem falada…e o povo pedindo pra que Deus abençoe estes ladrões…

  6. HOMEM BOMBA

    Boa noite

     

    Aprecio muito os textos e análises do Fernando. 

    De fato, Trump pode sempre recorrer a um bombardeio contra algum pobre país se estiver prestes a sofrer um impeachment. Talvez os democratas apenas o desgastem com a ameça do impeachment para chegarem ao poder. Com a maioria democrata na Câmara essa pressão pode aumentar mas não nos esqueçamos que o controle do SEnado dos EUA continua nas mãos dos republicanos.

    A Cristiane escreveu uma frase importante: os militares brasileiros são covardes. Com exceção da honrosa participação dos pracinhas da FEB, mas os que lutaram e morreram lutando contra o nazismo vinham do povo. A oficialidade (em geral) tem uma especialidade: torturar, estuprar, matar e desaparecer com os corpos de civis desarmados e promover genocídios, desde a época do Duque de Caxias. Mas, em contrapartida,  não são  burros. Dificilmente mandariam à morte jovens que prestam serviço militar obrigatório para salvar o governo do esfaqueado. O exemplo da Argentina no caso da Guerra das Malvinas está aí.

    Se as coisas eventualmente piorarem muito e o discurso anti-comunista e as orações dos malafaias e macedos não derem resultado, sempre haverá a possibilidade de um outro golpe parlamentar para empossar o vice. 

    Em suma, as possibilidades são horríveis.

    Uma palavrinha ao depoimento do Sidnei. Trata-se de uma tristeza. Com todos os erros (e foram muitos), o governo Lula foi o único que trouxe alguma melhoria concreta para o povão. A pergunta que fica é a seguinte: com a lavagem cerebral da mídia golpista, com um judiciário e MP parasitas, com Lula preso, daqui a quatro anos, quem se lembrará dos avanços obtidos durante o governo do PT?

    Um abraço e vamos à luta.

  7. Os americanos não precisam de
    Os americanos não precisam de ninguém para fazer guerra, muito menos do Brasil. Vale lembrar que eles ainda estão enrolados militarmente no Iraque, Afeganistão e na Síria.

  8. tr

    Já levando guerra a sete países, o trumpete declarou que os states precisam voltar a…vencer guerras.

    Aí entra o boçalnaro com seus traques.

  9. Umas pontas soltas desacreditaram o artigo

    O trump tava em jun/2018 com ótimo índice de desemprego e merece uma boa menção. E, também, o artigo diz que os estadunidenses gastam a quantia impossível de centenas de Bilhões por dia. Uma provável troca da letra m pela b, mas que pode não ser um erro ortográfico.

    Além disso, acho que faltaram alguns resumos. Como que os EUA querem demonstrar seu poderio bélico com 1 perdedor perfeito (baixas perdas dos EUA com vitória garantida e grande despojo).

    • Traduzindo: Trump quer massacrar
      Trump quer promover uma guerra contra um cachorro morto, mas por um interposto mercenario. Bolsa Anario é o idiota prrfeito para executar esse papel. Tao descartavel quanto o Papa doc quando executar o servico sujo e nao passar de uma ptova material e o arquivo vivo de um crime contra a evolucao

  10. Excelente artigo. Por mais

    Excelente artigo. Por mais doentio que seja há quem queira o Brasil metido em guerras alheias. Além de mandarem nosos jovens para uma morte quase certa, ainda nos tornará alvo de terroristas.

     

  11. Mas qm disse q estamos as
    Mas qm disse q estamos as cegas? O plano dele eh exatamente esse…”-tem q matar uns trinta mil”. Se tiver guerra eu n participo. T vira Bozo

  12. dois canalhas diferenciados

    parece roteiro de filme mas a referida guerra brasil-venezuela pode tornar-se real. Quem apostaria em 2017 que o povo elegeria um fascista de falas perversas e até grotescas. Poucos acreditam agora nessa tal guerra mas no país onde o fascismo venceu, a realidade transmuta-se, aberraçoes tornam-se possiveis. Se videla fez, porque um videla colostomista nao faria? O figueiredo entregou pros civis pela imensa insatisfaçao popular com a crise economica e a possibilidade da urss apoiar uma revolta, além do carter pressionando. Agora nao há urss,  a familia real bolsonara poderia ficar 30 anos no poder se tivessem capacidade de prejudicarem o povo mas beneficiarem parte da classe media. Mas ja estao afundando antes de assumirem.  Nao publique, vou passar um link. os banidos pelo facebook escrevem em locais insolitos flog.vip/democracy

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