Um dia de fúria: ataque dos dinossauros no Clubinho da Leitura

Por Odonir Oliveira

ACEITANDO O DESAFIO

https://www.youtube.com/watch?v=39FNDedGSdk]

DEDICATÓRIA

Este vídeo foi editado, especialmente, para dar um salve bem humorado para a brilhante galerinha do Clubinho da Leitura de Barbacena, em Minas Gerais, que viaja na nave estelar comandada pela poetisa Odonir Oliveira.
Quem vai imitar melhor o som emitido pelo invocado Dino?
Será o Gustavo, o Rafael , a Aninha ou mais alguém? 
Todos juntos?

JNS

CLUBINHO DA LEITURA – BARBACENA, 28 DE SETEMBRO DE 2015

 

 

 

 

 

 

Valeu, moçadinha.

Com todo o meu amor.

Odonir

[video:https://www.youtube.com/watch?v=MoYE1xA-qws

 

 

 

 

 

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88 comentários

      • Crianças adoram brincar com sonoridades

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=tdDoD1qqCZ0%5D

         

         

        Raridade

         

        A arara

        É uma ave rara

        Pois o homem não pára

        De ir ao mato caçá-la

        Para pôr na sala

        Em cima de um poleiro

        Onde ela fica o dia inteiro

        Fazendo escarcéu

        Porque já não pode

        Voar pelo céu.

        E se o homem não pára

        De caçar arara,

        hoje uma ave rara,

        Ou a arara some

        Ou então muda seu nome

        Para arrara.

         

        PAES, José Paulo. Olha o bicho. São Paulo: Ática, 1989.

         

        • Poesia é imagem

          Como escreveu Drummond: “Trouxeste a chave?” 

          Cada um vem com sua bagagem para a poesia e, assim, a “lê” com seus olhos de ver.

          Poesia está em todos os lugares: na planta semi-morta que replantei em um canteiro que delimita o Clubinho, e as crianças agora percebem que já tem folhinhas e até uns frutinhos de … romã!

           

          [video:[video:https://www.youtube.com/watch?v=vpkY0IMP1MI%5D%5D

           

          FLORAÇÃO

          Na rota, um porto
          Na reta, um ponto
          insípido inóspito infértil

          No tronco, uns galhos
          Nos galhos umas folhas
          secas opacas estéreis

          Alma no trajeto
          Curvas no caminho amargo
          Gotas de perfumes
          Pingos de cores
          Chuvas de flores
          fertilidade, sedução
          produção
          Poesia
          Caminhos doces então.

          Odonir Oliveira

          • O poeta é um fingidor?

            “Com a minha mão queimada eu tenho agora o direito de escrever frases sobre a natureza do fogo” – Gustave Flaubert

            “O poeta não é aquele que SE comove mas o que NOS comove – para nos comover AGORA ele deve ter-se comovido ANTES; então o artista não é o que se comove, mas o que se comoveu: representar é fingir uma verdade anterior – daí que o momento da escrita não é o exato momento do sentir” – Eugênio Lisboa

            Fotomanipulação: Josh Sommers

          • Não, não é.

            Pessoa semeou isso e não disse isso, Mineiro. Creio que isso seja dialético apenas.

            Eu nunca digo isso.

            Mas quem sou eu comparada a Pessoa…

            Tenho cá nessa máquina, uma pasta nomeada DOSES DE LIRISMO. Bebo dela de hora em hora como bebo desse vinho que me faz companhia.

             

            PREDICATIVOS DO SUJEITO

             

            Meu pensar é um desafio

            Meus caminhar é uma manhã

            Meu joelho é uma maratona

            Minhas pernas são um ímpeto

            Meus braços são um berço

            Minhas costas são um tronco

            Meus pés são uma rota

            Meus falares são cantares

            Minhas mãos são meu refúgio

            Meus seios são um cais.

            Meu deitar é um encantamento

            Meu colo é um desejo

            Minha pele é uma fogueira

            Meu umbigo é um aconselhamento  

             

            Meu coração

            é um verso.

             

            Odonir Oliveira

             

             

             

        • Matheus (15 anos) mastigando um poema e uma imagem:

          (Tivemos que subir para minha casa : internet no Clubinho inviável hoje)

           

           

           

          (ENCANTADA COM MATHEUS, só agora leio um recado atrás do desenho)

           

          “Bom, há alguns meses ? “Peraí, meses não! No começo do ano passado eu diria que o Clubinho seria um lugar para a retirada de livros, mas essa realmente não seria a definição para o Clubinho.

          O Clubinho é uma segunda escola, claro que não aquela escola onde ninguém gosta de estudar, ou vai mais por obrigação dos pais (sic), mas sim aquela escola que nós realmente queremos estudar, que não é necessário fazer tudo “corretamente”, onde os “tombos” que tomamos na literatura ou até mesmo em conhecimentos gerais, tem a Odonir que é uma “mão amiga” que nos ajuda a levantar, enfim, o Clubinho para mim é um lugar onde temos a nossa chance de expor a nossa opinião”.

          • Esta é a OBRA !

            Odonir, Amiga, esta é a TUA obra!

            Me emocionou: 

            “… eu diria que o Clubinho seria um lugar para a retirada de livros, mas essa realmente não seria a definição para o Clubinho.

            O Clubinho é uma segunda escola, …  aquela escola que nós realmente queremos estudar, que não é necessário fazer tudo “corretamente”, onde os “tombos” que tomamos na literatura ou até mesmo em conhecimentos gerais, tem a Odonir que é uma “mão amiga” que nos ajuda a levantar, enfim, o Clubinho para mim é um lugar onde temos a nossa chance de expor a nossa opinião”.

            TOMBOS e MÃO AMIGA da Odonir! 

            Precisa mais ?

            Parabéns !!!  Deixe um beijo meu em cada criança e outro para você!!

             

            Mais vale a mão que obra que a boca que ora.

          • Hoje sou toda lágrimas

            Nem Pessoa, nem Camões, nem Drummond.

            As palavras são as minhas. Até dói.

            Sou toda EMOÇÃO!

            Obrigada.

      • Gritos e cores

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=a1LHmswSssg%5D

         

        Esse precioso livrinho conta a história de Flicts, uma cor que não se encontra nem no arco-íris, nem na rodas das cores, nem nas bandeiras dos países, nem na caixa de lápis de cores… tamanha a sua particularidade.

        É uma releitura do Ziraldo de O Patinho Feio.

        Já fizemos “misérias” com esse livro por aí, em SP, e por aqui no Clubinho também.

        (OBS: Avaliando, apenas pela experiência do conviver, creio que um dos “meus bebês” seja daltônico. Conversei com a mãe. Ela está avaliando e observando).

         

         

         

         

         

         

         

         

        PASSARAM-SE PÁGINAS E PÁGINAS (olha a metáfora!)

         

         

         

        • Esqueci de lhes narrar, leitores, que a leitura desse livro por

          aqui ocorreu porque viram outros, feitos por alunos meus de Carapicuíba em SP, cujo título era “Flicts e seus amigos”, todos tinham o mesmo título, mas criados por seus autores, individualmente.

          Esses livrinhos das crianças, (de 9 e 10 anos, da escola estadual de lá), nos levaram a conhecer Ziraldo na Bienal do Livro em 1988; o autor do original levou uns 2 ou 3, autografados por meus meninos – invertendo-se assim o processo autor-leitor.

          As histórias da moçadinha eram muito mais alegres e Flicts tinha muuuuuuuitos amigos, criaram países e bandeiras para ele FAZER PARTE e tudo o mais.

          Ganhamos um programa especial na TV Cultura, dentro do Projeto Ipê, de Língua Portuguesa de 1988, da Secretaria de Educação do Estado de S. Paulo. Meu DVD está aqui. Acabo de revê-lo.

          Hoje essa garotadinha já deve ter uns 37 anos por aí.

          Espero que tenham continuado leitores.

           

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=K7KpgDc2YLQ%5D

          • Não, peregrino.

            Escrevo para que me leiam.

            Lá no Youtube,, se você escrever Odonir Oliveira poderá ler muitos deles, que fiz para acompanhar os clipes do jns, no canal dele jnscam ou no Google + também.

            Dedico-lhe esse poema, que é representativo do que faço na internet, todos os dias.

             

            GARRAFAS AO MAR

             

            Atiro garrafas ao mar

            para que as encontre

            vazias de mensagens 

            e as faça retornar

            repletas de significados

            com códigos secretos, 

            com nossas senhas de identidades

            descobertas,

            e deliciadas,

            continuadamente..

            Atiro garrafas ao mar

            para que ao encontrá-las as sorva 

            inteiras

            salgadas

            dionisiacamente 

            e com um sopro dos ventos

            as devolva a mim

            por marés transbordantes de prazeres.

             

            Atiro garrafas ao mar

            para recebê-las ainda 

            com as marcas de sua boca,

            de suas mãos

            e de seus desejos contidos

            ali

            aqui

            acolá.

             

             

            Odonir Oliveira

             

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=UdfpjAZ5eTg%5D

             

             

          • Esquadros

                                Eu ando pelo mundo
                                Prestando atenção em cores
                                Que eu não sei o nome
                                Cores de Almodóvar
                                Cores de Frida Kahlo
                                Cores!

            [video:https://youtu.be/leL7KSkm97M width:600]

  1. Parabéns Odonir!

     

    Os “monstrinhos do clubinho” renovam a sua alma a cada novo encontro.

    Diga, pra eles, que visitei, várias vezes, em duas ocasiões diferentes, este extraordinário museu.

    De pertinho, dá para avaliar o gigantismo das feras do período jurássico e, intimamente, confrontar e dimensionar o ultra intrigante dinopassado, até atingir o limiar da nossa fascinante e indescritível jornada rumo às estrelas.

    Desejo uma frutífera viagem interestelar para a fascinante Turminha do Clube da Leitura.

    Muitos beijos ictiossáuricos para a molecada!

    Flui!

      • Ao Matheus

                      Tenho um pé no passado e o outro à procura do futuro

                      Hei você que tem de 8 a 80 anos
                      Não fique aí perdido como ave
                      sem destino
                      Pouco importa a ousadia dos seus planos
                      Eles podem vir da vivência de um ancião
                      ou da inocência de um menino
                      O importante é você crer
                      na juventude que existe dentro de você
                      Meu amigo meu compadre meu irmão Matheus
                      Escreva sua história pelas suas próprias mãos
                      Nunca deixe se levar por falsos líderes
                      Todos eles se intitulam porta vozes da razão
                      Pouco importa o seu tráfico de influências
                      Pois os compromissos assumidos quase sempre ganham
                      subdimensão
                      O importante é você ver o grande líder que existe dentro
                      de você
                      Meu amigo meu compadre meu irmão
                      Escreva sua história pelas suas próprias mãos

        [video:https://youtu.be/uAHDbozbTCw width:600]

                       Não se deixe intimidar pela violência
                       O poder da sua mente é toda sua fortaleza
                       Pouco importa esse aparato bélico universal
                       Toda força bruta representa nada mais do que um sintoma
                       de fraqueza.
                       O importante é você crer nessa força incrível que existe
                       dentro de você
                       Meu amigo meu compadre meu irmão Matheus
                       Escreva sua história pelas suas próprias mãos.

        [video:https://youtu.be/xR-7Gyq_FFE width:600]

        • Matheus é brilhante em tudo o que faz: lê bem, desenha bem, faz

          objetos de massinha bem; é solícito com as 2 irmãs mais novas e com os outros no Clubinho.

          Sabe ser gentil.

          Certa vez, chegou mais tarde ao Clubinho de manhã, que fora tirar documento de identidade (por pressão minha), estando nós em uma roda, a pedir ao gênio da lâmpada cada um apenas um desejo por vez: as crianças pediam Ferraris, tablets, ser famoso etc.Havíamos lido 3 versões diferentes de Aladim.

          Matheus olhou pra mim, estupefato. Fiz-lhe sinal que deixassem pedir o que quisessem. O Clubinho não é paladino da moral etc. etc.

           Ali podem ser o que quiserem.

          Em sua vez, disse que só teria um desejo “Que acabasse a corrupção NO MUNDO”.

          Cai dentro, Matheus, que eu te amparo.

           

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=q7RKyCsC-Lg%5D

          • Matheus e os pequenos

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=uvx5Ea8CuQo%5D

             

             

            Tenho enormes preocupações com educação, e nesse momento aqui na cidade.

            Meus meninos menores de 6 anos são praticamente forçados a escrever e, algumas escolinhas vivem mandando quantidades de tarefas para casa, que os meninos não dão conta ainda, nem querem fazer. Sobra aos pais, jovens, a tarefa de resolver os problemas.

            Já os maiores tendem a detestar escola. Explico: na semana passada um professor de português “passou” para eles o filme Macunaíma, sem nenhum preparo ou desafio anterior. O rapazinho chegou aqui com um roteiro clichê para responder (com elementos que nada tinham a ver com a obra projetada, nada). Chegou falando mal do cinema brasileiro, de Macunaíma, dizendo que não tinha entendido nada etc.

            Deu trabalho falar de cultura nacional com ele. Peguei a obra de M. de Andrade, lemos trechos, o desfecho etc.

            Ao final, entendeu que cinema (novo) usa uma linguagem; literatura, outra etc. etc. falamos de lendas etc. etc.

            Matheus é garoto brilhante. Já leu Machado de Assis etc. etc. Não permitirei que matem o prazer de ler de meus meninos e os impeçam de valorizar e gostar da cultura nacional.

                                            

          • Criminosos da Educação

            Jejê está obrigado a usar uma van escolar, para percorrer apenas seis quarteirões da sua casa até a escola, devido ao peso absurdo do material escolar.

            Algumas vezes, o Maluquinho permaneceu até as duas da madruga, trabalhando sobre dezesseis páginas do texto imbecil, que a professora(?) obrigou a garotada a copiar, para ser usado no teste programado para o dia seguinte.

            Como ele teria aula na Esolinha de Futebol pela manhã – e não daria tempo para cumprir aquela tarefa insana, proposta por alguém com sérios problemas de toda a ordem -, o Moleque sofreu com o dedo dolorido de tanto apertar o lápis/caneta sobre as folhas do caderno.

            Agindo desta forma, os despreparados apedeutas destroem a pureza e o encantamento da gurizada pelos bancos escolares e empurram a molecada para se jogar nas aventuras dos games e outros artifícios multimídias, buscando aliviar a sofrência amaldiçoada, disseminada pelos pedagógicos produtores de insípidas, improdutivas e insanas macarronadas.

            [ Todas escolas estão dominadas por menores infratores, rascunhos de traficantes, incipientes projetos de Fernandinhos Beira-Mar e ninguém se arrisca a confrontar esta situação, irrevesivelmente, calamitosa. ]

            Tenho dito!

          • Tragam-me já aqui esses “mestres’ ou levem-me a seu líder

            Prisão perpétua e lendo horas e horas, em leitura silenciosa apenas- como em Esparta.

            Durante anos dei cursos, oficinas e quetais para professores por todo o país. Saí dessa vida. Abandonei o vício.

            Faziam tudo aquilo que lhes propunha, assinavam a lista de presença e voltavam para as salas de aula sem aplicar, sequer tentar aplicar nada do que havíamos estudado. No mais das vezes queriam receitas prontas para aplicação rápida- como depilação com cera quente, sei lá.

            Tudo que lhes mostrava feito por meus alunos, daquilo duvidavam, achavam que era falso, que jamais poderia ter sido feito por crianças e jovens, nem mesmo com a letrinha deles ali.

            Cansei.

            E tudo nas redes públicas e nas particulares também.

            Meu negócio é menino e menina , não é adulto formado e sem formação.

            Cansei.

            Durante 3 anos participei de uma correção de provas para a Secretaria de Estado da Educação de SP- em setembros- nesse ano não consegui mais.

            É assim.

            Massageie os dedos de Gegê sem bater nele, como ameaçou fazer- pelo milípede. viu.

            FUI JURADA DO CONCURSO EDUCADOR NOTA 10 – Fundação Victor Civita, por 3 anos.

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=qSqoZJ_yWiY%5D

          • Não sou assim

            E não massageio egos descuidadamente.

            Em tempo

            O Jejê entra, sempre, no meu carro e, premeditadamente, não usa o cinto de segurança, apenas para ouvir o meu palavrório impublicável.

            Quando não ameaço voltar pra casa e “dar umas duras” nele, o Moleque me provoca e se diverte:

            – Ô Tio, falaí: “Ô Jejê, porra, cacete, coloca o cintaí, porra!’

            Não existe nenhuma ameaça de bater em ninguém, muito menos no extraordinário Jejê, que é um ser humano fantástico.

            Mas, desculpem a nossa falha, ninguém, jamais, vai ensinar ao enfezado Mineirinho a se impor em quaisquer situações na sua vida.

            Simples assim!

             

          • Entendido

            Professores formados, adultos e sem formação são capazes de acabar com a vida de uma criança.

            Prefiro aprender aqui com o jardineiro e o eletricista e mesmo com meus meninos a voltar a fazer capacitação para professores.

            Inclusive já me pediram isso aqui.

             

            EU ME LEVO A SÉRIO E ME RESPEITO, ok.

             

            Beijo no Jejê.

        • Agradecimento do Matheus

          Aqui é o Matheus.

          Caro jns,

          Agradeço a dedicatória feita para mim, muito legais seus vídeos, que chegam a influenciar tanto a mente quanto os sentimentos e é bom ver que você realmente é especialista nisso, o que me deixou fascinado. A letra da música do Zé Geraldo me inspira muito por saber que EU MESMO escrevo com minhas próprias mãos o meu destino. Enfim agradeço de coração.

           

          FLUI.

          • Ao jns:

            Matheus se emocionou muito, bem como sua mãe, que a avisei de manhã, enquanto ele estava no colégio.

            Acertou tudo em relação à mensagem do vídeo e levantou hipóteses sobre o símbolo final também.

            O poema de A. de Campos, li para ele – a seu pedido mesmo- e fomos entendendo (se é que entendo também o poeta).

            Gostou muito dos vídeos e da mensagem sobre a travessia.

            Tem certa carência da figura masculina. (paro de detalhar aqui)

            Não me perguntou o que era FLUI. Mas no rascunho no papel, repetiu uma de suas marcas ao se despedir.

            Achei engraçado. Parecia um código tácito entre gente do mesmo planeta.

            Vai ver até é mesmo. Matheus é muito sensível, adora rock, poesia, ficção científica e mitologia grega.

            Obrigada, viu, pelos carinhos com meus meninos.

  2. Obrigada

    Mostrarei sua mensagem a eles.

     

    Resolvi entrar para o facebook justamente por causa do Clubinho da leitura.

    Os pais têm acesso ao “face” e é um canal para eles acompanharem o trabalho por lá.

    Além de meus amigos de infância, que me conheceram quando todos tínhamos a idade da moçadinha do Clubinho e têm vibrado a cada clipe, a cada foto e com as explicações dadas.(às vezes lembrando de mim o que eu já nem me lembrava “era sempre a professora da gente, gostava de ler poesias” e vai por aí)

    Ontem, 28/9, Izadora, minha linda menina leitora de Gabriela, filmou e fotografou tudo no tablet de um, no celular de outra. (Acaba de me solicitar para adicioná-la no facebook também). E, como sempre fotografei tudo desde fevereiro de 2014, quando o Clubinho abriu as portas, ela já está acostumada a tomar para ela essa função, é quando me inclui nelas)

    Quiseram saber de muitas coisas sobre os clipes T- Rex. Uma das curiosidades: como foi feito, de que material; outra era se você havia se arranhado muito ao descer da escada para filmar o SURREAL.

    João Víctor, que não estivera presente na 6ª feira, quis saber de tudo e falou que também já havia pego carrapatos- como você contou ali para eles- e mostrou como havia sido.Gustavo explicou o que significava “ser de dificil acesso”. Eu, calada. Ouvindo.

    Recomeçamos o dia ontem, no famoso “vale a pena ver de novo”, quando uns contam aos outros ” o  sucedido” anterior.

     

    Gustavo era uma alegria só, posto que profundo conhecedor de dinossauros, negou que tenham sido extintos e danou explanação sobre lagartos, lagartixas e calangos etc. etc. Estava ” se sentindo” por você ter escrito na dedicatória o nome dele. Foi ele o narrador oficial da dedicatória a todos. Tem 8 anos. (Ontem teria prova à tarde, e a mãe me contou depois que ele não quisera faltar ao Clubinho por nada para estudar para a tal prova.)

    Penso que “a alegria é a prova dos nove”. Você percebeu? 

    Aninha negou-se a se ver nas fotos de oncinha. Preferiu dar as costas ao computador e ir brincar com os bonecos do Clubinho- ontem eu havia incorporado uma bonequinha nova de pano e um sofazinho em miniatura. Brincou ela com o vovô, a vovó, a gatinha, a netinha e agora com as duas novidades. Vez ou outra completava o que seu irmão Gustavo explicava sobre os vídeos e lia a história  “Outras onças”, agora já escrita por mim. Ela completava “Não foi assim, Gustavo. Deixa que eu explico: B.O. é briga de onças “. Há, há, há. 

    Queriam brincar com a história, porque BRINCAR É SAGRADO.

    Sempre participo de todas as brincadeiras: visto-me, canto, danço. As pessoas que passam na rua param, assistem; quando fazem perguntas, deixo a eles a tarefa de responder etc. etc.

    Terminamos aquele happening com grito primal, (com os vizinhos incorporados, ainda bem que era manhã e não noite) enchendo bolas de assoprar de várias cores e soltando-as ao vento – ontem ventava muito por aqui.

    Ao final, uma das mães os condecorou com saquinhos de doces de Cosme e Damião.

    Sabe por que renova o meu espírito estar no Clubinho, fazer com material reciclado objetos para eles, comprar uma vez ou outra bonecos de pano, bichinhos e joguinhos da velha, quebra-cabeças, bolas de meia etc. porque sou uma criança como eles também, em vários aspectos de mim.

    Quando vamos ao meu terreno cheio de árvores, flores, frutas, sino, ler sob a sombra também.

    Quando fomos ao teatro de bonecos, no domingo, lá na ESTAÇÃO PONTO DE PARTIDA

     

    Quando leem em telas, além de terem lido no papel

    Valeeeeeeeeeeeeeeeuuuuuuuuuu!

    Vale!

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=UnXDeGBosf4%5D

    • Lembrete

      A maior parte da vastidão do conhecimento humano passa pelos engenhos multimídia e não há como fugir deles para sempre.

      Acho que vale a pena viabilizar patrocínio(?) e disponibilizar uma TV com recursos internéticos que permita transferir sons, imagens e outras mídias para uma tela de maior dimensão, resultando em ganhos consideráveis no aprendizado da gurizada.

      Bola pra frente Turminha!

      SMART TV: http://www.zoom.com.br/tv/deumzoom/o-que-e-smart-tv

  3. Sem pecado original

    “O sertão está em todo lugar, o sertão é dentro da gente”

    Fernando Pessoa (texto) | Nenzito de Cordisburgo (fotos) | Petrus Cariry (curta)

    “A gente do sertão, os homens de meus livros, vivem sem consciência do pecado original.” – Guimarães Rosa

              

               Foto: José Maria Gonçalves , o Nenzito de Cordisburgo

    Não há um acesso linear, de fora para dentro, crescente e gradativo para se entrar o sertão – ele não tem janelas nem portas. Para se entrar no sertão é necessário, de repente, saltar para dentro do instante que já se está, se integrar no interesse de sua conjuntura. Só já desde dentro é que se pode entrar no sertão, se despertar para ele, apropriá-lo.

             

              Dona Maria “contempla a vida e luta para se manter viva” no bairro Aldeota em Fortaleza

    E o sertão? Tal como travessia, o sertão em Grande Sertão: Veredas também precisa ser compreendido na unidade de suas duas dimensões, a geográfica e a metafísica. Sertão indica o interior do Brasil, o seu cerne mais íntimo, suas minas. O sertão é as Minas Gerais; ou melhor: o sertão aceita todos os nomes: aqui é o Gerais, lá é o Chapadão, lá acolá é a caatinga. Por outro lado, o sertão está em toda parte, ele é do tamanho do mundo; ou melhor: o sertão é sem lugar, ele é o sozinho, dentro da gente. Por este aspecto metafísico do sertão, Guimarães Rosa afirma, em sua entrevista a Günter Lorenz, intitulada Diálogo com Guimarães Rosa, que: “Goethe nasceu no sertão, assim como Dostoievski, Tolstoi, Flaubert, Balzac.” Esses escritores nasceram no sertão não por provirem histórica ou geograficamente do interior do Brasil, mas pela dimensão metafísica de suas escritas, de suas relações com a linguagem. “Portanto torno a repetir: não do ponto de vista filológico e sim do metafísico, no sertão fala-se a língua de Goethe, Dostoievski e Flaubert, porque o sertão é o terreno da eternidade, da solidão, onde Inneres und Ausseres sind nicht mehr zu trennen.”

             

                 Foto: José Maria Gonçalves, o Nenzito de Cordisburgo

    O sertão é o lugar da solidão onde, conforme citação feita por Guimarães Rosa da obra Divã oriental-ocidental de Goethe, “o interior e o exterior já não podem ser separados”: no sertão, o homem é o eu que ainda não encontrou o tu, ele está ainda além do céu e do inferno – jenseits Von Gut und Bösel. Esta condição ocorre pelo estado de inocência do homem do sertão, que, por não ter comido da árvore do conhecimento, não possui a culpa do pecado original. Sem ter culpa da vida, não há para esse homem uma lei moral que, acima de tudo e de todos, prescreva de antemão o que o ele deve ou não fazer; a sua ação é decidida na própria conjuntura, é conhecida na descoberta do que, nela, aparece como o mais apropriado. O jagunço é o sertão porque ele vive jogado na travessia. Por isso, solidão – a condição de ser um eu que ainda não encontrou o outro, ou melhor, que ainda não se perdeu na alteridade. Solidão deve ser aqui distinguida do isolamento, pois enquanto esse diz separação, confinamento, exílio, aquela indica auto-consistência, a propriedade do homem que se realiza por si mesmo e para si mesmo e não por outro e para outro. Solidão indica a assunção do que é mais apropriado, a liberdade de decidir e consumar o seu próprio destino.

    [video:https://youtu.be/a3C6wfymVho width:600]

    “A gente do sertão, os homens de meus livros, vivem sem consciência do pecado original; portanto não sabem o que é o bem e o que é o mal.”Como o sertanejo ainda não conheceu a culpa do pecado e, assim, não prescreveu uma lei soberana que determina universalmente o que é o bem e o mal, o seu eu se constitui jogado na junção de sua conjuntura, na travessia de seu acontecimento. Antes do confinamento do eu no sujeito, o isolamento do homem na autonomia de sua consciência, o sertanejo se encontra jogado no mundo, jagunço no sertão, tendo sempre que descobrir o que ele é, encontrar o sentido de seu destino, no próprio acontecimento existencial. Viver – não é? – é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque apreender-a-viver é que é o viver mesmo.

    FERNANDO PESSOA é professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo, e trabalha com temas de metafísica, filosofia da arte e literatura brasileira, com ênfase nos pensamentos de Nietzsche e Heidegger e nas poéticas de João Cabral de Melo Neto e João Guimarães Rosa. Fernando foi o organizador dos “Seminários Internacionais Museu Vale” e realiza eventualmente curadorias de exposições, bem como escreve textos de crítica de arte, gosta de fotografar e de cozinhar.

    http://pessoaypessoa.blogspot.com.br/2015/04/da-travessia-do-grande-sertao-o-destino_42.html

    NENZITO BLOG

    http://nenzitocordis.blogspot.com.br/2012/11/por-izan-petterle-em-13-de-maio-de-2009.html

    O SOM DO TEMPO

    Confira as premiações recebidas pelo curta no comentário do vídeo de Petrus Cariry

    • Visita a Casa Paterna

             Como a ave que volta ao ninho antigo,

             Depois de um longo e tenebroso inverno,

             Eu quis também rever o lar paterno,

             O meu primeiro e virginal abrigo.

             Entrei.  Um gênio carinhoso e amigo,

             O fantasma talvez do amor materno,

             Tomou-me as mãos — olhou-me grave e terno,

              E, passo a passo, caminhou comigo.

              Era esta sala… (Oh! se me lembro! e quanto!)

              Em que da luz noturna à claridade,

              Minhas irmãs e minha mãe…   O pranto

              em ondas…  Resistir quem há-de?

              ilusão gemia em cada canto,

              Chorava em cada canto uma saudade

              Poema de Luís Caetano Pereira Guimarães Júnior (Rio de Janeiro , 1845-1898)

      [video:https://youtu.be/o7cn8rFBHUQ width:600]

      • Que belezinha e o poema é bárbaro.

         

        (Obrigada, Jns, tão companheiro e tão cúmplice nessas jornadas de SER)

         

        Fruto do meu ventre

         
         

        Noutras heras, eras

        Eras um metatarso apenas

        Eras uma íris semovente

        Eras um lábio inferior

        Eras um antebraço avulso

        Eras um lóbulo sem par

        Eras um mamilo improdutivo

        Eras um ventre desempareado

        Eras uma meia face de esperas

        Eras um acordo tácito de solidão

        Eras uma palma vez ou outra estendida

        Eras um feixe de antessalas

        Eras um sopro de noites sem luas

        Eras um estrato de si em uma

        Eras um compêndio de interrogações.

        Eras canteiro a semear

        porta a se abrir

        porto a ancorar.

         

        Deu-se a polinização

        Deu-se ao beija-flor

        Deu-se ao sol com lua, lua com sol

        Encontraram-se e geraram um par

        Depois o segundo.

         

        A infinitude ensandeceu o corpo

        A completude fez-se espírito.

        Dois.

        Três.

        Quatro

        Agora cinco.

        Células de si mesmos.

        Até sempre.

         

        Odonir Oliveira

         

        • Minha Aldeia

                             Fodam-se os embusteiros

                             O Mineirinho é um personagem roceiro

          JOÃO BOSCO CAMPOS – Roceiro

          • É fake

                     Não acreditem

                     e tenham extremo cuidado

                     com a enferrujada inchada do Mineirinho.

                    

                     O Mineirinho não se leva tão a sério – como vocês se levam -,

                     e nem pretende mudar o curso do camuflado mundo vazio.

                     Sem copy&paste e maniqueismos,

                     adeusinho!

  4. Oásis de Amor

    Ah, esse Clubinho!

    Uma beleza!  Estive lá. De saída, encontramos, eu e Odonir, algumas das crianças na rua – BRINCANDO – e pudemos constatar: o Clubinho é parte de suas vidas, está em seus pensamentos – o que aconteceu quando eu não estava lá, quem leu, quem se fantasiou, de quê? Ah, que pena que eu perdi!!! – e em seus corações!

    “O Joãozinho se fantasiou de onça na sexta-feira? Ué, mas o José é que é a onça!!”

    Criando enredos, narrativas, encontrando identificação, identidades e saídas. Sensacional!

    Tão bonito perceber o significado daquele oásis lúdico em suas vidinhas; vislumbrar as amizades nascendo ali, aquelas que deixarão lembranças e reminiscências valiosas deste tempo de inocência e de saltos qualitativos!

    E o desejo de estarem juntos, de novo, na segunda-feira!  Tão tocante, tão bonito. Foi um momento muito feliz, sereno, de minha passagem por Barbacena.

    De uma próxima vez que estiver por lá, levarei materiais e alguns livros para as crianças. E para minha amiga Odonir, o sempre caloroso abraço rimado.

    Estas são as recordações que nos forjam, que nos alimentam vida afora.  A marca desta experiência estará com eles para sempre.  Muito bonito!

    Longa Vida ao Clubinho e a todos os seus colaboradores e apoiadores.

    Longa Vida à Poeta Odonir, sua fundadora, mentora, condutora e a alma daquele parque de alegria e emoções saudáveis.  

    Parabéns pela obra de uma vida que você ergueu de suas mãos. O ruído não cria. Somente a Voz é capaz de criar.  Você é Voz!

    Abraços Rimados Odonir!  Beijo da Anna.

  5. Jejê Vacilo

    – Tio, já terminou?

    – Não!

    – Quando você terminar de filmar, vou pisar nele!

    [video:https://youtu.be/VHxGHeprLE0 width:600]

    – Vai fazer o quê?

    – Quero pisar em cima dele!

    – Tá doido?

    – Não, só quero matar ele.

    – Você vai ficar sozinho no meio do mato e vai voltar a pé, se matar o bichinho.

    – Vou matar ele agora!

    [video:https://youtu.be/TOaaQpTTyKo width:600]

    – (disparo um palavrão), EU VOU PISAR EM CIMA DE VOCÊ MALUCO. Porque você quer matar o bichinho?

    – Só pra ver se ele tem sangue.

    – (mais um palavrão), pisa procêvê; vou te dar uns cascudos, só pra ver se vai sair sangue.

      (aí, o Malandrinho redescobre quem é o Comandante e que não poderia vacilar daquele jeito)

    – VAI LÁ, VAI, PISA NELE! QUERO VER… AGORA!

    * * *

    O Mineirinho, definitivamente, não acredita nas técnicas de aprendizado desenvolvidas por Piaget e que elas possam funcionar, a contento, para meninos muito Jejelentos.

    Fui!

    • Recriando uma pintura de Claudio Souza Pinto

      João Víctor Sá- 14 anos

      (Impossível usar a internet hoje no Clubinho. Tivemos que vir para minha casa, então.)

       

       

    • (Jejê, no consultório da psicóloga de araque) Uns poemas

      Trata-se de um diálogo masculino. Homens tratam-se assim.

      Ele entendeu.

      Mas haveria outras maneiras construtivistas de fazê-lo chegar à conclusão de que não era necessário ser tão empírico assim para saber a resposta pretendida. Aí, no caso a autoridade prevaleceu.

      Às vezes é preciso também.

      Mas, e quando a autoridade não estiver presente, poderá haver alguma outra atitude, um desvio etc.

      Mas nem foi nada tão sério assim , vai.

      Jejê tá com crédito enorme. (Qualquer dia apresento aquela cantoria dele a nossas crianças por aqui também).

      PARA O JEJÊ

      (Hoje poderia ser o facebook ou o whatsapp)

      No diário

      Diário, amigo meu,
      fica aí quietinho,
      fechado a sete chaves.

      Gosto de ver como você desperta
      curiosidade nesta casa
      e naquela carinha.

      Minha irmã ofereceu
      metade da mesada dela
      só pra penetrar nos meus segredos.

      Meu irmão sempre perturba,
      dá desculpas de procurar coisas…
      só pra ler alguma coisa
      quando escrevo em você.

      Meu pai dá risinhos.
      Diz que todos os diários são iguais,
      cheios de muitos sonhos
      e pequenas desilusões.

      O cidadão M.J.S.,
      O tal carinha, convencido e “Dom Juan”,
      já me perguntou se falo dele
      em 90% das páginas.

      Tem gente que tem caixas-fortes,
      cofres de tesouros, mapas de minas.
      Eu tenho você, meu Diário.

      Sem a chave (tão bem escondidinha),
      Como vão ler você, meu Diário?

      Elias José. Cantigas de Adolescer

       

      Conversa séria

      Espelho meu,
      espelho meu,
      sei que não há outra
      mais bela do que eu.

      Ninguém com estes olhos
      de gata.
      Ninguém com este sorriso
      de comercial de dentifrício.
      Ninguém com este nariz
      arrebitado e no tamanho exato
      para sentir cheiros especiais.
      Ninguém com este cabelo
      loiro, solto, brilhante.
      Ninguém com este corpinho
      exato nos montes e vales.

      Ah, espelho meu,
      esta espinha no queixo
      acaba com a minha vida!

      Elias José Cantigas de adolescer

      • o lance da espinha ficou simplesmente genial…

        tem muito disso, mesmo

        dessas, teve uma professora do meu filho, acho que com 8 anos neste então, que me fez ficar tão p da vida com o absurdo que ela fez

        saca só: redação estilo…assim é minha casa…e meu filho coloca que casa tinha isso, aquilo, coisas comuns de uma casa, e em certo trecho colocou que do que ele mais gostava era do despertador, que era uma sabiá que toda manhã cedinho cantava no jardim…………………..ela não gostou, riscou todo trecho e tirou um ponto da nota

        nunca fiquei tão p da vida

        mas descobri o motivo, ela era novinha, tipo patricinha deslumbrada

        se bobear nunca se deliciou com o canto de uma sabiá

        • eu vejo coisas nesse que não é brincadeira não…

          difícil de acreditar

          já vi vizinho dando tiro só porque o galo do outro vizinho cantava muito

          já vi outro reclamando da algazarra das maritacas nas árvores da praça

          já vi outro tentando me impedir de plantar uma quaresmeira

          já vi outro tentando me proibir de alimentar os miguinhos com bananas, alegando que, com o tempo, eles poderiam sair das árvores e invadir a casa dele á procura de alimentos

          olha vou te contar uma coisa, esse mundo tá danado, tá danado mesmo, só pode ser isso

        • Revendo o clipe, é um só flamboyant.

          Desculpe a confusão.

          Lembrei desse outro clipe que me emocionou muito quando assisti e depois ao fazer o poema.

           

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=UdVAKrhj-D8%5D

           

          EMOÇÃO ESTÉTICA

          Pré- lúdio
          procura … encontro
          tronco firme
          beleza cor forma impacto
          reentrâncias imperfeições
          perfeição
          olhos verticalmente embevecidos.

          tato majestosamente ativo
          surpresa estética
          ambição de posse
          prazer repartido
          êxtase parcial.

          tronco árvore
          posição de cruz
          tronco galhos folhas atados
          firmes eretos vibrantes
          tocam-se
          tocam-nos,
          orgonicamente,
          prazer estético.

          folhas galhos dançam
          levemente
          suavemente
          ritmadamente
          freneticamente

          natural- mente
          êxtase total !

          Odonir Oliveira

    • Janis Joplin, Bugsy Maugh e ‘Chili’ Squella

      “Esta faixa tem um assassino solo de gaita de Pedro ‘Chili’ Squella, meu amigo.”

                   

      “Pedro vive aqui em St. Joe e toca em alguns grupos de Blues. Vi Pedro, pela primeira vez, tocar em Magoon com a banda de Bugsy Maugh – Bugsy foi o guitarrista na banda de Janis Joplin, quando ela tocou no Woodstock – e fiquei encantado.” – Simon Fink do “Still Lost Bird Music”

      Pedro ‘Chili’ Squella: https://myspace.com/chiliredhot

    • Vem com o Rui Daher

      Qualquer dia ele aparece aqui pra conhecer o Clubinho.

      É uma fascinação, peregrino.

      Só estando com eles, para sentir a energia.

      Trata-se do trabalho voluntário mais maravilhoso que já fiz.

      • vou sim, grato pelo convite…

        já tem data marcada?

        pergunto porque outubro/novembro todo dedicado a minha filha na Austrália.

        Esposa já foi e fiquei sozinho pra cuidar dos jardins, do loki, nosso golden

        e me concentrar lá no Tupyara com

        quarta que vem filha faz operação de coluna muito complicada e vai ficar cheia de grampos e pinos e vai precisar de toda atenção dela e ajuda para cuidar do nosso netinho, Issac

        Issac é meio especial, autismo brando, primeiro estágio

        me mando pra lá logo depois ou início de novembro

        • Issac é tudo de mais precioso que já tive…………………..

          já me ofereci várias vezes para acompanhar seu crescimento, mas, por lá, não permitem

          se estivesse por aqui ia junto comigo para o Clubinho……………………………sorrindo

          pelo que estou vendo aqui, seriam momentos de muito encanto para ele………………………………….ele adora tudo que vejo e mostro

          esteve por aqui com 2 aninhos e ficamos encantados, eu e ele, esposa, lok, enfim, todo mundo

          estivemos lá quando nasceu, mas deu encrenca

          lá o Estado é muito participativo, digo que até mais do que pai e mãe, que dirá avó e avô

          avó e avô, nem pensar…………….tem um livrão por lá, estilo De Lamare, com acompanhamento semanal

          bíblia para os pais………………………………..algo absurdo, mas, quem não gostar que saia

          • um mês aì, com vocês…

            e ele voltava mais normalzão do que já é………………………………….tenho certeza

            abraço de coração, amiga

          • peregrino, trabalhei por 4 anos, com crianças que tinham certo

            problema de desenvolvimento. Foram os primeiros anos de minha profissão.

            Aprendi demais a lidar com as crianças, a partir do meu contato com eles.

            As escolas não são inclusivas porque não são inclusivas nem com as crianças que já estão lá. E todas têm algum tipo de dificuldade a ser superada.

            Quanto mais diferenciado for o trabalho com arte, música, literatura e expressão corporal, mais se atingirá o TODO- educação holística, portanto.

            Educação de irmãos em idades diferentes e no quintal, nas árvores, fazendo aulas- passeio, como ensinava Freinet há quase um século na França. Criação de textos coletivos orais e escritos, descobertas através de perguntas e não com respostas prontas em material apostilado.

            EDUCAÇÃO É VIDA PULSANDO!

            (Tenho um irmão, mais velho que EU, esquizofrênico e isso se revelou no começo da adolescência.)

            “VIVER É MUITO PERIGOSO”

            Uau, acho que vou enfartar hoje!

             

          • e ele adora tudo isso…

            quando esteve por aqui fiz muito disso com ele

            nem pensou nos brinquedos comuns

            e quando voltaram pra Austrália liga minha:

            Pai! o que você fez com Zéc que ele estão tão diferente, brincalhão e tagarela?

            eles chamam ele de Zéc e eu chamo de Zequinha………………….eles ficam p da vida

            não é Zequinha, pai, é, Aizec

            tão bom, filha, nunca mais vou chamá-lo de Zequinha, só de Aizequinha então, tá bom!?

          • fizemos muita bagunça…

            tomamos banho de mangueira com loki

            banho de lama

            passei mel nele e colei folhas naturais, pra brincar de menino árvore

            fiz ele conhecer os passarinhos, as formigas, as lesmas das plantas, os caracóis

            ensinei subir nas árvores pequenas do quintal

            saí puxando ele pelo quintal sentado num papelão

            mostrei ninhos, ovinhos, passarinhos recém-nascidos

            mostrei ninho de beija flor que tava caindo, o que me fez pegar um sutiã da esposa, sem ela saber, cortar uma das bolotas e encaixar por baixo do ninho, para evitar que ele caísse…………..sutiã não é pra isso, mesmo!?

            esposa nem deu pela falta e salvei dois beija floreszinhos

            que bom

          • minha filha ralhou comigo lá na Austrália…

            quando ele nasceu

            eu jogava pedacinhos de pão pros passarinhos eles passaram a ser presenças da casa

            eu simplesmente respondia: espera! dê tempo ao tempo dos passarinhos e do Aizequinha

            hoje, ele com 4, a brincar com um bando de passarinhos no gramado, jogando pão preles feliz da vida

            que bom! o tempo de todos e de cada ser da natureza é bom…………………………………………é sim

            tchau pra vocês

            agradeço de coração pela atenção

    • Peregrino, não são mais do

      Peregrino, não são mais do que quatro horas de viagem até lá saindo do Rio e a viagem é muito agradável!

      Vale a pena uma visita!  Já estive lá duas vezes e é tudo tão bonito…  E Odonir é uma anfitriã daquelas de deixar à vontade, sabe como?   Sem formalidades inúteis mas muito atenciosa, sempre.

      Com a tua sensibilidade acho que você ia gostar demais. Odonir colocou em um dos posts os dias da semana em que recebe as crianças.  Faça-os uma visita. E se você tiver filhos, leve-os também.  Esta é uma iniciativa que deveria se multiplicar, e quem melhor para fazer isso que os jovens ?

      Abc.

  6. O Saudoso Professor

    “Aqui há uma gente que trabalha duro no fogo do aço, na lida da compra e venda, e há uma gente que dança, encena, declama, pinta, cria e esculpe, unindo-nos a todos na densa textura cultural que faz de nós um povo regional e universal.”

    [video:https://youtu.be/98WbSO7Cupc width:600]

    Dr. Rinaldo Campos Soares, o respeitado e amado “Professor”, que,  partir de 1990, ocupou a presidência da Usiminas, por 18 anos, período em que a siderúrgica transformou-se no maior complexo industrial de aços planos da América Latina.

     

  7. Odonir e todos

    Vendo e lendo seu Post me senti como se tivesse invadido um diário. Diário de mil revelações extraordinárias  de todos vocês.  Um mundo à parte, que esquecemos as vezes, e que é tão necessário  à  vida . A energia , a alegria transmitida principalmente por vc, Odonir, faz-me perceber que o mundo não está de todo perdido.

    Irei dormir agora, feliz da vida por poder ter encontrado PESSOAS como vocês. Muito obrigado e um grande abraço para todos e um especial prá Anninha (não se esqueça).

    Eu apareço mais tarde Odonir, pq gosto de deixar o melhor para o final.

    • Muito bacana, Luciano

      Mais uma vez serão trabalhadas.

      Eles estão “se sentindo”.

      Os pais não “se aguentam” com tanta generosidade de vocês.

      Se há uma coisa que minha filha, publicitária, me ensinou, e fecho com ela, é que se deve usar a internet para o BEM.

      A Carla sabe o que diz.

  8. Miraí

    Eu daria tudo que pudesse,

    prá voltar aos tempos de criança

    Eu não sei q é que a gente cresce,

    Se não sai do peito esta lembrança.

    Aos domingos missa na matriz,

    da cidadezinha onde nasci,Ah! meu Deus eu era tão feliz

    No meu pequenino Miraí.

    Que saudades da PROFESSORINHA, que me ensinou o beabá……

  9. O valor do professor

    (Gostaria que, se algum outro comentário for feito por aqui, que não se faça ao final; misture-se a nós outros, ok.)

    DEIXEM ESSE AQUI NO INÍCIO.

     

    “O PROFESSOR” – confio na arte de educar- em qualquer lugar

     

    Passei por todos os estágios da ensinança e continuo nela.

    E aprendendo, lendo, curtindo projetos de quem está nas trincheiras ainda. 

    Sempre acreditei na luta pela categoria; ocupei posições dentro das associações de professores, fiz greves intermináveis… lutei contra Fleury, Quércia, Maluf, Pitta, e mais não cito porque esses já representam todos.

    Participei de muitos projetos de recapacitação de professores pelo Brasil, na ilusão de que bastaria fazer trocas, semear a ensinança.

    Fui jurada de concursos para escolha de melhores trabalhos realizados por professores de todo o Brasil; corrigi processos seletivos para remuneração de diretores, professores e o mais importante: fui corretora por 3 anos das redações do ENEM (2 anos FHC e 1 ano LULA).

    Sei do que falo quando me refiro à educação por ter ficado 30 anos em salas de aulas, roçando umbigo na lousa e andando pelas carteiras de meus alunos (desde os de 7 anos até os de supletivo- adultos).

    Acredito muito e cada vez mais no autodidatismo, na busca pelo conhecimento em qualquer estágio de vida e não academicamente.

    Observação: NÃO TENHO DOUTORADO, MESTRADO, NEM FIZ PÓS-GRADUAÇÃO EM NADA.

    Por outro lado, continuo ME DOUTORANDO EM GENTE!

    COMO MUITAS OUTRAS PESSOAS ESPETACULARES QUE CONHEÇO/ CONHECI em minha trajetória.

    Obrigada a todos lá e cá.

    Odonir

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=7szSQId26j4%5D

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