Rússia se prepara para intervir na guerra civil da Síria

Jornal GGN – Vladimir Putin, presidente da Rússia, resolveu intervir na guerra civil da Síria, considerado uma das mais ambiciosas decisões de seu mandato. Nas últimas semanas, o país começou a estabelecer uma base aérea em Jableh, na província de Latakia, na Síria. Observadores israelenses dizem que seis caças MiG-31 chegaram ao local, assim como soldados e baterias antiaéreas.  

A ideia de Moscou é manter o ditador Bashar al-Assad vivo, mas não necessariamente na presidência, e também evitar um regime  controlado por extremistas, tanto do Estado Islâmico quanto aqueles apoiados pelos EUA.

Da Folha

Ação da Rússia na Síria pode reconfigurar região

IGOR GIELOW

Sob intensa pressão interna, o presidente Vladimir Putin parece ter tomado uma das mais ambiciosas e perigosas decisões de seu reinado como “czar” da Rússia pós-soviética: resolveu intervir na guerra civil da Síria.

Como disse neste domingo (13) o comandante da Otan (a aliança militar ocidental), general Philip Breedlove, ninguém sabe o que está acontecendo, mas o aumento de atividade russa é visível.

Essa cortina de segredo é um trunfo para Putin, como foi em vitórias táticas anteriores, como a guerra contra a Geórgia em 2008 ou a anexação da Crimeia em 2014.

 

Por todos os relatos disponíveis, nas últimas semanas a Rússia começou a estabelecer uma base aérea em Jableh, na província da minoria alauita de Latakia, o berço da família do acuado ditador Bashar al-Assad.

Uma pista está sendo ampliada e recebeu um centro móvel de controle de tráfego aéreo. Observadores israelenses apontam a chegada de seis interceptadores MiG-31. Soldados e baterias antiaéreas sofisticadas já foram enviados ou estão a caminho.
 
Desde 2011, Putin evitou intervir diretamente em favor de seu aliado Assad, embora tenha sido central para desviar um ataque americano.
 
A emergência da facção terrorista Estado Islâmico deu a senha para bombardeios ocidentais, embora os interesses sejam divergentes –EUA querem Assad fora para enfraquecer o Irã, turcos atacam curdos e por aí vai.

A situação de Putin piorou. A anexação da Crimeia e a guerra civil ucraniana levaram a sanções debilitantes, assim como o baixo preço do petróleo e gás que movem a economia russa.

O compromisso de Moscou, dizem analistas russos, é manter Assad vivo, mas não necessariamente na Presidência. As ações aéreas salvariam as Forças Armadas sírias, mas talvez com um novo regime que exclua os extremistas tanto do EI quanto aqueles apoiados pelos EUA.

O poder aéreo russo, se usado, atrapalha o Ocidente, que não poderá decretar zonas de exclusão sob risco de confrontar a segunda potência nuclear do planeta.

O risco: sem estar no alvo de aviões ocidentais supostamente combatendo o EI, as forças de Assad podem promover massacres. A violência, aliás, deverá escalar com o apoio russo como um todo.

Moscou também tem interesse em destruir o EI por temer sua infiltração nas turbulentas áreas muçulmanas sob seu controle no Cáucaso.

Aqui, o problema é como lidar com a vontade do Irã, maior aliado russo na região, que é adversário nominal do EI mas parece apostar na divisão sectária da Síria.

Assad só resiste no poder devido ao apoio militar de Teerã, via forças xiitas irregulares, tanto iranianas quanto do libanês Hizbullah.

A partilha recriaria o mapa da região, mas poderia levar a uma instabilidade ainda maior no escopo da disputa entre sunitas liderados pela Arábia Saudita e xiitas sob o Irã. Para Putin, esse cenário só é bom porque levará ao aumento do preço do petróleo.

Sem falar no endurecimento político de Israel, que vê preocupado a confusão ao redor, que deve recrudescer o conflito com os palestinos.

Se ajudar a pacificar a Síria de alguma forma, Putin ainda ganhará pontos com seus poucos amigos na Europa, ajudando a refrear a crise decorrente do influxo de refugiados do país. A questão ucraniana poderia ser tratada com mais diplomacia e as sanções, talvez levantadas.

Há ainda um ganho estratégico caso Moscou se estabeleça em Latakia, com uma base aeronaval perto de rotas de exportação de hidrocarbonetos russos e asiáticos do estreito do Bósforo, na Turquia.

Hoje, sua presença no Mediterrâneo é limitada à pequena base de Tartus, na Síria, que por sinal também está recebendo melhorias.

A teia de interesses é enorme, frágil e coberta de segredo. Mas é dela que poderá sair a nova configuração estratégica do Oriente Médio e o destino do poderio de Putin.

 

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50 comentários

  1. O momento é oportuno, a guerra é também contra a sabotagem.

    O relógio para os ocidentais já passou, a tempestividade para o tratamento da guerra da Siria, também.

    Em se tratando de refugiados e das vitimas da guerra, nem se fale.

    Os ocidentais deram as costas para as vitimas das guerras que eles próprio semearam.

    Então, foi um bom momento para os russos, intervirem.

    A preocupação é da sabotagem dos ocidentais, eles não dão solução para o conflito.

    Mas com toda certeza do mundo vão tentar sabotar os russos e por a opinião pública contra eles.

    A mesma coisa que faz a imprensa brasileira, a direita não deu solução para os problemas do Brasil.

    Quando os petistas entram no governo e tomam decisões acertadas, eles só tem uma saída.

    A sabotagem do país.

    Prestem atenção o que vão fazer os ocidentais, seja cético quanto a a qualquer notícia.

  2. Enfim, alguém, ou alguma

    Enfim, alguém, ou alguma potência, resolveu intervir contra esse tumor infecto que é o grupo criminoso apelidado de “Estado Islâmico”. 

    A decisão geopolítica é arriscada e certamente mexerá, ou remexerá, os muitos interesses(muitos deles inconfessos) envolvidos naquela região historicamente conturbada. 

    Claro que os americanófilos aqui desse Brasil varonil espernearão feito um porco indo para o matadouro. 

    • Só um detalhe JB, os russos

      Só um detalhe JB, os russos estão se movendo por seus interesses,  não para posarem de bonzinhos com ajuda humanitaria a população desassitida dos sirios.

      Infelizmente geopolitica é assim, paises não tem amigos, tem interesses!!!

      E isso vale para russos, americanos, europeus, etc.

      Só aqui existe a jabuticabana solicitação de um PGR a justiça ultramar para investigar uma empresa nacional

      []´s

  3. De geopolitica os russos entendem

    Os americanos (e seus sócios europeus) são os “mocinhos”. Os russos são os “bandidos”…

    Pelo menos isso é o que Roliúdi, a Veja e a Globo nos ensinaram (e nos ensinam) desde criancinhas.

    Mas quem está tomando uma atitude para acabar com a insanidade, independente dos motivos, são os “bandidos”. Não entedi…

    A verdade deles então, não é bem assim, tão verdadeira… Como o ibope…

    Maldita internet !

  4. Rússia, Irã e Síria

    Presença russa na Síria

    A) Inibirá os ataques aéreos israelenses. Várias vezes a IAF invadiu o país vizinho para bombardear posições e comboios do Hezbollah e do exército sírio. Não farão mais isto devido ao risco de atingirem russos e sofrerem retaliações.

    B) Fortalecerá a defesa das regiões ainda sob controle do governo Assad. A gangue dos Saud se quiser continuar na ofensiva terá que aumentar muito a aposta:  financeira, logística, de armamentos e terroristas.

    C) Cancela qualquer plano dos EUA/UE de impor zonas de exclusão aérea como fez na Líbia, visando facilitar o avanço do EI.

    D) O envolvimento dos turcos sunitas do Erdogan vai refluir. Não será mais ostensivo com a utilização da força aérea e blindados como ocorre atualmente.

    E) Garantirá a presença de tropas iranianas no país, sem riscos de serem atacadas por israelenses e pela OTAN.

    F) Forçará em qualquer negociação futura sobre o conflito a presença do Baath como parte legítima.

    G) Será uma guerra de posições. Mesmo com o envolvimento direto russo e iraniano a totalidade das regiões de maioria sunita ou curdas da Síria não serão reconquistadas, o custo humano necessário será muito alto, o Putin não o assumirá e o Khamenei terá que pensar muito.

    H) Pode ser o momento para o surgimento do Curdistão independente por dois motivos: um enclave incômodo para os planos hegemônicos dos sunitas na região (Turquia e Arábia Saudita) e também para os xiitas, tendo em vista que os curdos em geral são muito mais seculares que os seus vizinhos, o que interessará a muitos governos ocidentais, principalmente por fragmentar o grande Irã, formado por Teerã com sua forte ascendência sobre Bagdad e Damasco.

    Efeitos nos países vizinhos

    A) O Hezbollah assumirá definitivamente o papel central no governo libanês. A embrionária revolução colorida no país será abortada.

    B) É possível a fragmentação do Iraque em três Estados, como é quase certo que isto ocorra na Síria: xiitas e outras minorias, sunitas e curdos. Será a solução mais barata para as potências de fora da região envolvidas no problema.

    C) Com é previsível o confronto entre forças xiitas iranianas e terroristas sunitas o Hamas terá que decidir: assumirá a defesa dos sunitas correndo o risco de perder o apoio iraniano ou confrontará os seus patrocinadores do golfo? Em qualquer dos casos sairá enfraquecido.

    D) Forçará mais ainda o alinhamento de conveniência Tel Aviv ou Jerusalém-Riad.

    E) Israel terá que aumentar os seus gastos com defesa, o Irã estará ao lado. Canalizar ainda mais recursos para as forças armadas em detrimento de outros gastos governamentais deverá forçar mudanças políticas, como o enfraquecimento dos falcões. 

    Rússia e aliados X EUA e aliados

    A) O gasoduto Golfo Pérsico-Europa para reduzir a dependência energética dos europeus da Rússia fica praticamente inviável.

    B) O leste do Mediterrâneo estará definitivamente aberto aos russos, que contará também com a presença militar dos iranianos, incluíndo sua marinha.

    C) Forçará a colaboração com muita má vontade entre russos e americanos nas disputas regionais. Moscow retornará ao papel que desempenhou na região durantes os anos 1970.

     

    • Engraçado espera de Andre esta analise..

      Engraçado espera de Andre esta analise..

      Gostaria de saber sobre a visão Americana.

      Como falei no post do Andre sobre a Siria, o que vemos é uma guerra de Geopolitica e a questão humanitaria é mero efeito colateral.

       Faltou a questão:

      1) A Otan entrará para defender os rebeldes? e se entrar termos uma nova 2 guerra mundial?

      • Está indefensável o apoio em grande escala ao “rebeldes”…

        …os chamados moderados pelos EUA e aliados são filiados a Al Qaeda.

        O pânico de grande parte da população européia com a “invasão” islâmica impede que os governos , ao menos publicamente, ajam de modo frontal contra os russos na Síria. Mesmo com a desinformação da imprensa a situação está complicada. Fica difícil hostilizar quem luta contra o EI, coisa que já faz parte do pesadelo dos europeus.

      • O gênio curdo saiu da garrafa…

        …para empurrá-lo novamente para dentro só derramando muito sangue.

        O apoio ostensivo dado ao EI nas regiões de maioria sunita aprofundou muito o fosso que separa os dois ramos do islã no país, devido aos massacres cometidos pelos terroristas contra os xiitas e seus os “primos” no próprio Iraque e na Síria.

        Embora maioria da população os xiitas não possuem recursos para fazer frente ao dois outros grupos, conseguiria isto apenas com o total apoio iraniano e através de uma guerra civil, coisa que a leste de Chipre e ao sul de Basra ninguém irá aceitar.

        A balcanização da Síria e do Iraque é a solução mais prática e barata para a OTAN e a Rússia, desde que garantidos os seus principais interesses estratégicos: a manutenção das bases militares, o status quo atual da indústria petrolífera e o equilíbrio, pelo menos temporariamente, entre o Irã e a Arábia Saudita.

        Pelo primeira vez nos confrontos do Oriente Médio Israel é coadjuvante.

        O sonho otomano de Erdogan também vai ter que aguardar.

    • Faltou dizer o mais essencial.

      Embora apareça em muitos itens, não aparece de modo explícito: estreita ainda mais a aproximação russo-iraniana.

      Há quarenta anos, com fim do envolvimento militar dos americanos na Indochina, a diplomacia americana apostava no Xá como seu guardião no golfo chamado pérsico. Os aiatolás destruíram tal estratégia, restou aos gringos se ancorarem na “democracia” saudita. Não faz muito tempo, a disposição aberta, anunciada e com data quase marcada dos americanos era bombardear o Irã, para cumprir uma agenda que em essência é israelense, não tem muito a ver com os interesses reais e diretos dos americanos, sob a alegação das tais armas de destruição de massa. Foi o primeiro passo da aproximação russo-iraniana, que agora parece se consolidar.

      Além disso, o Irã tem reservas de gás convencional tão vastas quanto as da Rússia, somam uns quarenta por cento das mundiais, os interesse de ambos no setor convergem no controle do mercado mundial; uma aliança comercial só reforçaria aliança de agora. A forma mais econômica de exportar gás é por gasoduto sobre terra firme, por baixo do mar encarece e por navio encarece horrores, pois há significativas perdas energéticas neste último processo. Qualquer que seja a rota para a Europa do gás do Golfo Pérsico, a mais econômica terá de passar pela Turquia, que tem fronteiras secas com o Irã e acordo firmado com a Rússia para passagem de gás, e será também a rota mais econômica e segura para o gás dos países da Ásia Central.

  5. Nada ainda confirmado, mas

    Nada ainda confirmado, mas uma coisa eu digo: americanos: tremei! Putin não está para brincadeira e se tiver de abater aviões da colizão abaterá.

    • Argumentos, por favor?

      Como pode fazer um comentário desses sem um argumento sequer? Por que sao asneiras? Nao digo que nao sejam (nem que sejam) mas, se aqui é um lugar de troca de idéias e informaçoes, isso nao pode ser substituído por mera “adjetivaçao”.
       

  6. Boa notícia.Pena que essa

    Boa notícia.

    Pena que essa “análise” parece que saiu diretamente do relações públicas do Pentágono.

    Aliás, quando teremos uma mídia que apresente o ponto de vista da República Federativa do Brasil sobre temas internacionais?

  7. Este é Putin

    Nunca perde a hora do voo. Podem acusá-lo de tudo – eu mesma acho que para herói, ele está longe – mas de indeciso, hesitante, jamais. Sentiu a pressão subindo e toma logo uma posição antes dos outros. E aí aguenta o tranco. 

    Tanto eu como muito europeu vai adorar se ele destroçar o EI. Sei que a guerra é deplorável, os sírios já sofrem tanto, mas neste caso, tem que entrar alguém para decidir logo essa sangria sem fim.

    Com esse êxodo para a Europa, tava na cara que iria haver uma ofensiva da Europa/EUA. Ele só se antecipou para tomar as rédeas a seu favor.

    Agora, o que levou ao surgimento e crescimento de uma organização como o EI, que é o ponto nevrálgico da questão, eu não vejo líder no mundo capaz ou com intenção de combater.

  8. Na falta de Baraks (saudade

    Na falta de Baraks (saudade de um Falcão REPUBLICANO) e de frouxas Bananas e do Xerife, Putin é uma boa ideia para botar ordem naquele mundo…

  9. Notícia atrasada

    Há um mês que as informações sobre o crescente envolvimento da Rússia na guerra civil síria já circulam livremente na Internet.

    É óbvio que se trata de uma ação de apoio a Assad, só que esse artigo um tanto parcial do Igor Gielow esquece de dizer o óbvio: de que as ações do Estado Islâmico só são possíveis porque estão sob a salvaguarda do guarda-chuva antiaéreo da OTAN. E é aí que entra a Rússia.

    Os ataques norte-americanos ao EI são meramente cosméticos. Em muitos casos eles só servem para fazer o contraponto midiático de abafamento às notícias dos ataques turcos contra as forças curdas do PKK, de esquerda.

    Hoje são essas forças o maior e verdadeiro obstáculo à expansão do Estado Islâmico. Elas também são combatidas, indiretamente, por Israel, que patrocina a facção de direita dos curdos, liderada pelo clã da família Barzani. Os Estados Unidos, de outra parte, precisam do EI para dar curso à sua estratégia do caos no coração do Oriente Médio.

    Para evitar que as forças do EI ficassem efetivamente vulneráveis aos ataques da Força Aérea Síria, a OTAN deslocou para a Turquia baterias de míssies Patriot, que garantem a exclusão aérea sobre os territórios conquistados pelo EI e, assim, a impossibilidade de ação da aviação síria para apoiar a resistência curda do PKK.

    O que muda com o ingresso da Rússia nesse quadro? As baterias antiaéreas russas capazes de neutralizar a ameaça dos mísseis Patriot, sobretudo. Mas também as informações satelitais e de inteligência que a Rússia já começa a passar para Damasco.

    O alvo imediato da Rússia parece ser a presença do Estado islâmico e a ameaça que, através dele e por meio da estratégia do caos, os Estados Unidos fazem reacair sobre os territórios caucasianos da Rússia, já que não conseguiram enredar Putin num conflito desgastante na Ucrânia. Nese sentido, a ação militar russa se torna uma ação de contenção sobre um vetor estratégico que já se projeta como o “plano B” para o fracasso da empreitada norte-americana na Ucrânia.

    Secundariamente, a ação russa vai dar oxigênio a Assad, que já conseguiu reunificar em torno a si praticamente tudo o que podia da dissidência que os Estados Unidos chamavam de “oposição moderada” a Assad, por meio de inúmeros acordos de reconciliação trabalhados nos últimos 3 anos. O resto, passou-se para o lado dos jihadistas, e a guerra hoje é francamente bipolar: ou Assad ou o Estado Islâmico, o que estorva enormemente os planos norte-americanos. Tanto é assim que o analista de Oriente Médio Thierry Meyssan observou num artigo publicado hoje:

    “De repente, todo o mundo percebe que não há, atualmente, mais nenhum outro grupo armado anti-governamental que não esteja ligado aos jihadistas. [E isso] é de tal maneira real que o Pentágono reconhece não ter mais notícias dos «rebeldes moderados» que tinha treinado para lutar contra o Daesh [Emirado Islâmico], porque todos, sem exceção, se juntaram já à al-Qaida.” (http://www.voltairenet.org/article188682.html)

    E dando oxigênio a Assad, a Rússia revigora seu eixo de aliança com Teerã e ocupa o centro do tabuleiro no xadrez do Oriente Médio, para desespero de Israel, da Casa Saud (da Arábia Saudita), de François Hollande e de Obama, que ao invés de xadrez, só parece saber jogar pião.

  10. É o único político com escopo

    É o único político com escopo de estadista hoje no mundo. Que a ação da Russia seja bem sucedida  e leve um pouco de normalidade para a região. 

  11. A guerra na Síria, na

    A guerra na Síria, na verdade, é contra o Irã e a Rússia. Com o detalhe sinistro da morte exclusiva de sírios. Putin colocará um basta nisso? 

  12. Se fizer isso vai bater de

    Se fizer isso vai bater de frente com a OTAN, com os americanos e com as potências europeias. De quebra criará a justificativa necessária para que estes interfiram diretamente na Síria. Além disso seria certa a aprovação de mais sanções econômicas contra a russia que já não anda bem das pernas. resumindo o “estadista”  Putin faria tudo que os americanos desejam há um bom tempo.

    O poder aéreo russo, se usado, atrapalha o Ocidente, que não poderá decretar zonas de exclusão sob risco de confrontar a segunda potência nuclear do planeta. 

    Que asneira, a força aérea russa nas portas do Mediterrãneo e o analista da folha acha que a OTAN ficaria de braços cruzados para não afrontá-los

  13. Putin e esperto…

    Putin e esperto fay uma guerra ali e aumenta o preço do petroleo, de quebra retoma a hegemonia da regiao. A se a Dilma tivesse 1% da belicosidade do Putin os Lacerdas da era moderna ja estariam no primeiro aviao rumo a America assim como Lacerda tomou o primeiro navio rumo a Europa.

     

  14. A sina dos russos é desfazer
    A sina dos russos é desfazer as merdas que os norte-americanos fazem. Henry Ford e outros empresários racistas dos EUA apoiaram Hitler e os russos derrotaram o III Reich. Os norte-americanos inventaram e armaram o Estado Islâmico e os russos irão destruir esta abominação. Putin fará um favor ao mundo quando mandar os degoladores a soldo dos EUA em caixões para Washington.

  15. Como dizia o Garrincha,

    Como dizia o Garrincha, alguém desses países com interesses inconfessáveis nessa esparrela que virou a Síria e entorno ( vulgo EUA e a Europa Poodle de americano), esqueceu de combinar com os russos.

  16. Não faz parte da função

    do exército russo enviar tropas a outra nação para defender terceiros. Dificilmente isso acontecerá. A  função do exército é puramente defender o território russo. 

  17. Excesso de maionese, muita viagem

     Israel sabe, a Turquia sabe, até o Brasil sabe ( UNIFIL ) – e faz tempo – que esta “base” ( Jableh é um aeroporto civil, nome certo da instalação militar é Ghorin ), sempre foi o apoio aereo do porto de Tartus, constantemente utilizada por aeronaves russas, e com o enfraquecimento do regime de Al – Assad, as forças sirias responsaveis pela defesa da Provincia de Latakia ( fortemente pró Assad, de maioria alauita e cristã ), de lá foram deslocadas para outras regiões da Siria ( particularmente Damasco e Homs ). Dado interessante: Desde 2003, o componente de defesa aerea da região de Latakia, é operado por “conselheiros” russos.

       Os “Mig-31BM” : Pelas fotos ( numerais ), são aeronaves demandadas da 3958 AvB ( Savasleyka ) – unidade de elite expedicionária da “Guarda” – que fizeram a rota do Turcomenistão – Irã – Iraque, para posicionarem-se em Ghorin, e pela doutrina russa, unidades interceptadoras de nivel tão elevado, somente se deslocam com seus elementos de apoio, tanto os resposaveis pela defesa aerea da base, tanto de “ponto”, como de GCI *, e até defesa aerea de médio-longo alcance, assim como unidades de infantaria blindada para defesa do perimetro ( na VVS – Força Aerea Russa – estes dispositivos de terra, são classificados como SV ( Shukoputnye Voyska ). Por que foram para lá ?

        Os paises do leste europeu, associados a NATO, com exclusão da Grécia, proibiram/vetaram, o sobrevoo de seu espaço aereo, por aviões militares russos, os quais a cada dois dias estavam transportando suprimentos para Tartus ( não se aplicam tais medidas a aeronaves de matricula russa civis ), portanto como uma demonstração de força, visando garantir acesso livre a suas aeronaves, tanto a Ghorin/Tartus, os Migs foram deslocados – medida de manutenção de um “corredor aereo declarado, eletronicamente marcado e defendido”.

          Tartus: Em 20/08/15, atravessou o Bosforo, um comboio naval russo, oriundo da Frota do Mar Negro ( Tartus é definido como um porto desta frota, desde os anos 70 ), no qual claramente – foram fotografados “em aberto” -estavam visualizados blindados BTR-82A e caminhões pesados Kamaz 6×6 e 8×8, alem de MBTs T-90S, elementos de manobra e apoio, para o reforço das unidades desdobradas em Tartus, da 810th BgdInfNaval – um aumento defensivo para as instalações russas estacionadas naquela região.

          * GCI: Interceptação controlada de solo ( vetorada ) – os radares e demais componentes do sistema, alem de vetorarem os caças, a principio “marcam” o corredor aereo, tornando claro para qualquer “intruso”, que o “corte” deste corredor, poderá levar a medidas defensivas, quer através de caças ou misseis, e tanto russos, como americanos, Nato em geral, jamais cedem tais códigos, para serem operados por controladores de outros paises, mesmo que “aliados”.

    • Grandes diferenças:

      A) As declarações claras, constantes e contundentes, vários tons acima das proferidas recentemente, pelas autoridades russas, como o Lavrov: estamos aqui, não sairemos, Bashar conta com nosso apoio e o Irã também deve fazer parte das negociações.

      B) Informações da presença dos Quds na fronteira sírio-libanesa sem desmentidos de Teerã.

      C) Zabadani está sendo retomada pelo Hezbollah e pelo exército sírio. Na semana passada houve informações de um ataque da IAF a favor dos “rebeldes”, mas depois cessaram e os gajos do Bibi Obama Al Saud estão apanhando para valer na região.  A força aérea israelense detinha praticamente o controle áereo dessa região.

      D) A mudança de discurso, agora estaria ocorrendo uma limpeza étnica praticada pelo xiitas e alauítas e por isto, só por isto, os pobres sunitas foram obrigados a reagir com a Jabhat Al Nusra e outros afiliados da Al Qaeda. As fontes são as penas de aluguel da família Saud e os falcões yankees. Republicam entre si os mesmos artigos, com as mesma “notícias”. Elevaram de tirano para genocida o governo de Damasco, prática dos seus oponentes.

      • Al- Quds ou IRIRG- E

           Vc. está certo, nem escrevi sobre, pois nem pensei que alguem fosse  se referir a esta situação, pois forças da “Al-Quds”, ou como identificamos no Ocidente, pela sigla IRIRG-E ( Islamic Republic of Iran Revolucionary Guards – Expedicionary ), uma força militar altamente motivada e treinada, que independe do Executivo iraniano, somente responde ao Conselho dos Guardiões, tem como “base” na Siria, já há muito tempo, esta região de Latakia, onde são treinados em taticas e armamentos, o pessoal libanês do Hezbollah. ( relatos da intel israelense, informam que mais de 1500 iranianos estão nesta região )

             A provincia de Latakia, pela sua localização estratégica ( trata-se de um vértice do território sirio, o mais populado, conjunto a Turquia e ao norte do Libano, com o qual possui fronteiras apenas no “papel”, pois etnicamente o transito de pessoas, familias e tribos é constante, e quem domina Latakia, “fecha” a Siria no Mediterraneo – em suma: Ocidente ).

              A movimentação defensiva russa, visa “garantir” a sobrevivência de Al – Assad, ao mesmo tempo pressiona-lo, para que ele considere a recente proposta russo – iraniana, exibida no CS ONU – que a midia ocidental não repercutiu – a qual apesar de não garantir seu governo, garante a futura participação politica, descisiva de Al – Assad e seu grupo ( alauitas e cristãos ), no futuro da Siria ( economicamente um estado não – importante, mas o “centro” geopolitico da região ), e Assad protegido, sob a influencia russa, deve garantir a Russia, acessos navais – geopoliticos – ao Mediterraneo Oriental, o que é importante, pois não apenas o Egeu pode ser controlado, mas os “estreitos” : Bósforo e Suez.

               Quanto ao papel de Israel, na crise siria, é algo indefinido, ou não claro, pois não é possivel confiar nos movimentos sirios pró-ocidente ( pseudo democraticos, cujo unico ponto de convergencia é a derrubada de Al – Assad ), que já submergiram em relação aos avanços, não apenas do Estado Islamico e movimentos associados, mas tambem de outros movimentos ( na ultima contagem, mais de 20 ), que não combatem apenas a Al – Assad, como tambem ao Estado Islamico, em sua maioria xiitas/alauitas, associados e apoiados pelo Irã, portanto a posição de Israel, assim como da Jordania ( de contenção ), e do Libano ( de segurança ), difere do Ocidente.

        • Apenas para tentar

          Apenas para tentar compreender melhor o que significa a notícia dada pelos israelenses, a chegada de seis MIG 31 deve ser creditada não à iminência do ataque direto, mas à logística de uma operação bem maior do que se poderia pensar. Três MIG 31 podem fazer uma triangulação de radar que chega a ser igual aos mais sofisticados aviões de reconhecimento, enviando informações para terra ou para outras aeronaves, à velocidade de 3000 quilômetro por hora e a 28 000 metros de altura, cobrindo um território de 1000 quilômetros de raio. Com isso, o reconhecimento de toda a região em conflito estará garantido, para o voo de caças e bombardeiros mais eficientes, como o MIG 29 ou mesmo o famoso pé-de-sapo (Su 25), insubstituível pau para toda obra.

          • A Doutrina

               Com a versão “BM” ( Bolshaya Modernat…. – ou grande modernização ), o -31 deixou de ser apenas um interceptador/reconhecedor, como tambem capacitado a realizar missões de ataque com “armas inteligentes”, lançadas de grande altitude.

                Já no caso de defesa aerea, a doutrina russa, possui duas vertentes conhecidas, utilizando o -31BM:

               1. Mig-31BM como aeronave lider, coordenando elementos ou esquadrilhas de aeronaves SU-27 ou mesmo de Migs -29, neste caso o -31BM funcionaria como um Mini-Awacs, conectado ao GCI. Doutrina tática agressiva

               2. Em “linha de frente” estratégica, ou de varredura, com uma aeronave – lider ( a unica com seus sistemas ativos ), e com contato constante, tanto com o GCI, como com os Awacs, alem das baterias de misseis SAM de longo alcance, os demais -31BM ( de 1 a 3 ), se comunicam “fechado” ( datalink ) com o “lider”, com esta doutrina 4 aeronaves podem negar uma extensão de até 1.200 Km do espaço aereo.

  18. Sobre o “medo” dos russos e suas chances contra a Otan…

    Há uma informação interessante aqui: http://sakerlatam.es/rusosfera/el-ejercito-de-los-eu-teme-no-poder-luchar-contra-rusia/

    Por isso, vale destacar a opinião de Pepe Escobar sobre essa notícia dos russos chegando:

    The Russians are coming! The Russians are coming! Well, the Russians are always coming. The Russians never stopped coming since those heady Cold War days. The Russians are “invading” Ukraine. Every day. For over a year now. Now the Russians are “invading” Syria. (fonte: http://www.counterpunch.org/2015/09/11/make-bombs-not-refugees/)

    Ah, mais um detalhe: os EUA possuem 1.176 bases no exterior, havendo156 países com tropas dos EUA, 63 destes com bases militares, mísseis, artilharia pesada e tropas. Mas, para quem alega a “paranóia americana” do 11 de setembro, saiba que apenas 7 dos 156 países tiveram 13 novas bases construídas desde 2001. No cômputo geral, são quase 300 mil soldados americanos espalhados pelo mundo…

    Da Rússia, há apenas uma base fora – justamente na Síria! E aos “malandrinhos”: não vale contra-argumentar com as bases da ex-URSS nas ex-repúblicas soviéticascomo bases no estrangeiro, para contrabalançar os números tão díspares…

  19. Guerra é guerra não tem lado

    Guerra é guerra não tem lado bom todos os lados são errados.

    Se a ONU tivesse alguma importância real entre os paises essas guerras seriam interrompidas. 

     

  20. Dmitri Peskov 14/09/2015

    Moscú no se ocupa de cambios de gobierno ni lleva a cabo negociaciones secretas sobre Siria, ha afirmado Dmitri Peskov, secretario de prensa del presidente ruso.

    “Una vez más quiero recordar que tanto a nivel del ministro de Asuntos Exteriores como a nivel del presidente, Moscú ha reiterado en repetidas ocasiones que no se dedica a los cambios de régimen. Esta es la mejor respuesta a las insinuaciones de este tipo”, ha respondido Peskov a la pregunta sobre las supuestas negociaciones rusas sobre el país árabe.

    En cuanto al problema europeo de los refugiados sirios, el portavoz presidencial se ha negado a hacer declaraciones al respecto alegando que “es un asunto interno de la Unión Europea”, por lo que “todos los comentarios son inapropiados”.

    https://actualidad.rt.com/actualidad/185907-rusia-rechazar-negociaciones-secretas-siria

     

  21. 2 MESES PARA O FINAL DA GUERA CIVIL NA SÍRIA

    Mais uma jogada de mestre do grande Vladimir Putin, que enquanto os EUA explodiam os países árabes, eles, OS RUSSOS, se preparavam em silêncio, tecnologicamente na fabricação de armas de quinta geração, treinamento de guerra e estratégico para este grande dia.

    Me refiro ao balizamento geopolítico, que saiu das mãos dos EUA e agora tem o fiel da balança. Todo império tem seu fim, e o dos EUA chegaram a um final melancólico.

    Agora as forças dos mercenários pagos e treinados pelos EUA, que se autodenominam EI, será reduzida a pó, e aí de quem se envolver com os russos, que mantém submarinos carregados de Satã na costa da Síria!

     

    Eu sabia que os EUA e suas mentiras cairiam!

     

     

     

  22. Rússia se prepara para intervir na guerra civil da Síria

    Estamos vivendo um futuro inserto pela logica da vida democrática pelos governos da OTAN, EUA representa a sentença pela ideologia democrática que arranca os direitos de povos a viverem da forma e seus costumes, eles ignoram valores das sociedades tendo resultado como no Iraque fracasso e em todo oriente médio vemos guerras de tribos e o estado islâmico coordenando pela Arábia saudita com OTAN fornecendo armas grupos como na Síria Jordânia Iraque etc., e depois com uma desculpa que foi um erro, mas como as pessoas são ingênuas em acreditar que CIA não seriam capas de saber as intenções desses grupos e suas atrocidades, a mídia e controlada sim quando vemos tanta contradição em assuntos como na Ucrânia em que boa parte da população quer Rússia retome território diante dos jazzistas financiados por Washington os mentirosos do mundo contemporâneo, assim como no mercado de drogas no Vietnam e no Afeganistão atualmente produz e fornece mais de 90% da heroína do mundo, gerando cerca de US$ 200 bilhões em receitas para suprir as necessidades de financiamento de operações ilegais do governo oculto dos EUA, executadas em todo o planeta. Desde a invasão do Afeganistão pelos EUA em 07 de outubro de 2001, a produção de ópio aumentou 33 vezes (para mais de 8.250 toneladas por ano) no país. A CIA e a Heroína ainda dominam no Afeganistão aviões do Exército dos EUA deixam o Afeganistão com caixões vazios de corpos, mas carregados e cheios de drogas através do controle da C.I.A., os EUA são os maiores traficantes de drogas do planeta EUA têm estado no Afeganistão há mais de 12 anos, gastos entre US$ 197 bilhões de dólares no país, e tem a tecnologia avançada com dispositivos de espionagens de satélites, Drones não tripulados, e localização pelo GPS, etc., podem localizar qualquer coisa mais as plantações e colheitas de papoulas se mantem a produção de heroína fortemente o volume de cultivos que depois são colhidos em abundancia como a morfina ser extraídas e depois cozidas, e refinadas embaladas e transportada de das zonas rurais através das fronteiras nacionais, a heroína e morfina precisa de 11-16 horas para reação química e, prega milhares de pessoas que estão envolvidas no processo de produção, com todos os recursos tecnológicos para garantir o continuo recorde e abastecendo o mercado em todo o mundo, durante a Guerra do Vietnã, o Triângulo Dourado de LAOS, VIETNÃ, ate MYANMAR E TAILÂNDIA, eram principais produtores que abasteciam o mundo com sua heroína consumida.

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