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Cíntia Alves

O erro grosseiro de Veja em reportagem que trata Zanin como "chicaneiro"

Jornal GGN - Não se sabe se por ma fé ou apenas desconhecimento sobre o assunto, mas o fato é que a revista Veja cometeu um erro grosseiro na reportagem em que trata Cristiano Zanin, advogado de Lula na Lava Jato, como um "chicaneiro".

A publicação atribuiu a Zanin uma fala disparada contra Sergio Moro que, na verdade, foi dita por outro advogado: o jurista Juarez Cirino, um dos mais renomados docentes de Direito Penal do País. Professor da Universidade Federal do Paraná, Cirino deixou a defesa de Lula muito antes da sentença do caso triplex.

O bate-boca entre a defesa de Lula e Moro marcou as primeiras audiências do processo em que o petista foi acusado de receber vantagens indevidas da OAS. O episódio envolvendo especificamente a discussão entre o juiz da "região agrícola deste País" e Cirino ocorreu no depoimento do ex-senador Delcídio do Amaral, um dos delatores do ex-presidente. O duelo foi marcante por ter demonstrado que não haveria a menor possibilidade dos abusos e erros de Moro passarem em branco ao longo do julgamento.

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Por delatar Lula, Léo Pinheiro escapa da prisão comum com ajuda de Moro

Foto: Reprodução/Folha
 
Jornal GGN - A delação informal contra Lula no caso triplex rendeu a Léo Pinheiro, ex-sócio da OAS, um agrado por parte de Sergio Moro. O juiz impediu que o empresário seja transferido para o presídio comum para cumprir pena de 26 anos por uma condenação que sofreu já em segunda instância. Na decisão, Moro disse expressamente que o benefício estava sendo concedido não só a Pinheiro, mas também a Agenor Medeiros, porque ambos ajudaram na condenação do ex-presidente.
 
O prêmio inicial dos dois pretensos delatores (o acordo da OAS ainda não foi aceito pelo Ministério Público Federal) é a permanência nas dependências da Polícia Federal de Curitiba, onde Pinheiro cumpre prisão preventiva. O outro argumento de Moro para evitar a transferência para um presídio comum é a segurança dos colaboradores.
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Moro agora diz que pode liberar parte dos bens bloqueados de Lula

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro agora admite que pode liberar uma parte dos bens bloqueados de Lula após a sentença do caso triplex, desde que o petista prove a origem dos valores depositado em uma conta onde alega que só consta a aposentadoria. Além disso, Lula também deve juntar documentos que indiquem a parte correspondente ao patrimônio da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que foi igualmente bloqueado a mando do juiz.

Em despacho assinado no último dia 11, Moro deu à defesa de Lula o prazo de 15 dias para apresentar a documentação necessária. No total, Lula teve pouco mais de R$ 9 milhões sequestrados na Lava Jato, entre previdência privada, imóveis e contas bancárias.
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O que a mídia esconde sobre o segundo processo contra Lula nas mãos de Moro

Jornalões preferem fazer estardalhaço com depoimentos como o de Palocci a colocar em xeque a atuação da Lava Jato de Curitiba, expondo tropeços e abusos
 
 
Jornal GGN - Entrou na reta final a ação penal que definirá se a Odebrecht bancou com recursos ilícitos dois imóveis que teriam a finalidade de beneficiar Lula. Roberto Teixeira, advogado e compadre do ex-presidente, foi o último réu a ser ouvido, na terça (19), no âmbito deste que é o segundo processo contra o petista nas mãos de Sergio Moro.
 
Até aqui, o noticiário destacou os depoimentos de Lula, Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci, sendo que este último - desesperadamente interessado num acordo de delação - foi o mais midiático, na visão da banca que defende o ex-presidente.
 
O que a grande mídia não tem destacado é que este é mais um processo que, a julgar pelas provas colhidas até o momento, não deveria sequer estar tramitando na jurisdição de Moro, pois os procuradores não conseguiram estabelecer qualquer elo entre o suposto favorecimento a Lula e dinheiro desviado da Petrobras.
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Moro usou depoimento sem provas para condenar Lula, indica parecer de Janot

 
Jornal GGN - A sentença do caso triplex proferida por Sergio Moro contra Lula foi golpeada por um parecer enviado pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, no mês passado.
 
No documento (em anexo, abaixo), Janot afirma que Léo Pinheiro não fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e, portanto, "não há nenhum elemento de prova obtido a partir dessas tratativas preliminares." Além disso, o então PGR apontou que mesmo que o acordo tivesse sido fechado e homologado pela Justiça, seria necessário investigar se as falas e os indícios de provas eventualmente entregue por Pinheiro seriam verdadeiros.
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Moro não explica por que alterou, de novo, termos de denúncia contra Lula

Defesa de Lula diz que Moro mudou acusação que fundamenta ação penal por suposta vantagem indevida paga pela Odebrecht. Juiz tergiversou sobre a questão
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro saiu pela tangente ao responder um recurso da defesa de Lula solicitando que o magistrado esclareça por que alterou mais uma acusação contra o ex-presidente, usurpando o papel do Ministério Público Federal. Em resposta ao questionando do advogado Cristiano Zanin, na segunda (18), Moro escreveu apenas que os "embargos [de declaração] fazem pouco sentido no ponto", e mudou de assunto.
 
Na semana passada, os advogados de Lula entraram com os embargos porque Moro, ao autorizar uma perícia nos sistemas de comunicação e registro de propina da Odebrecht, escreveu que "a maior parte do pagamento do preço do imóvel [que foi ofertado pela empreiteira ao Instituto Lula] foi feito pela DAG Construtora, mediante regular contabilização, assim somente uma fração teria sido paga, segundo o aludido relatório, pelo Setor de Operações Estruturadas".
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Tudo bem plantar provas na casa de Lula, desde que verdadeiras

Reportagem de O Globo reduz a suspeita de que a Polícia Federal plantou documentos na residência de Lula, durante operação de março de 2016, a um debate sobre a "autenticidade" dos papéis
 
 
Jornal GGN - Uma reportagem divulgada pelo jornal O Globo nesta quinta (15) virou mais um capítulo na saga de conflitos alimentados pela velha mídia em relação ao ex-presidente Lula. O jornal reduziu as suspeitas de que agentes da Lava Jato plantaram provas em um dos endereços do petista a uma discussão jurídica sobre a "autenticidade" desses documentos. 
 
A informação, que tem potencial para criar um escândalo e macular as instituições envolvidas na persecução penal de Lula, virou questão secundária. É como se o jornal dissesse que tudo bem plantar provas na casa de Lula. O importante é que o petista não tenha condições de provar que esses documentos são falsos.
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Janot muda explicação sobre impeachment de Dilma ao sabor da conveniência

Na ação no Supremo que pode anular o impeachment, Janot disse que o processo ocorreu dentro da normalidade constitucional e negou que Eduardo Cunha tenha aceitado o pedido por vingança ou benefício próprio. Já na denúncia contra o "quadrilhão do PMDB", procurador tratou o impeachment como subproduto de um plano frustrado para frear a Lava Jato
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot deu duas versões muito diferentes para os motivos que levaram à derrubada do governo Dilma Rousseff (PT). A mudança de postura ficou registrada em dois documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal no mesmo dia, quinta-feira (14).
 
Primeiro, para posicionar-se contra a anulação do impeachment, Janot disse que o processo se deu dentro da normalidade constitucional, afirmou que as pedaladas fiscais justificavam a condenação da ex-presidenta e garantiu que não houve nenhum "desvio de função" por Eduardo Cunha. O ex-deputado é acusado por Dilma de ter deflagrado o impeachment por vingança e em benefício próprio e de seu grupo político, interessados em escapar da Lava Jato. A narrativa ganhou força após o vazamento de grampo sobre "botar o Michel [Temer]" no poder e "estancar a sangria".
 
Depois, na denúncia que apresentou ao Supremo contra o chamado "quadrilhão do PMDB", Janot mudou a narrativa ao sabor da conveniência: disse que o impeachment foi subproduto de um plano frustrado do PMDB do Senado para frear as investigações.
 
"Como não lograram êxito em suas tratativas, em 29.03.2016, o PMDB decidiu deixar formalmente a base do governo e, em 17.04.2016, o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Deputados", admitiu Janot.
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A desculpa de Janot para criminalizar papel de Lula e Dilma

Procurador diz que não está criminalizando a política, mas denuncia Dilma e Lula por formação de alianças mesmo assim
 
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot tentou explicar, na denúncia que apresentou contra Michel Temer e outros do PMDB por formação de quadrilha, o porquê de também considerar Dilma, Lula e outros petistas como membros de uma mesma organização criminosa. Essa justificativa de Janot é uma versão abrandada do discurso adotado pelos procuradores de Curitiba usam em todos os processos contra Lula.
 
Segundo Janot, tudo se justifica porque Dilma e Lula foram os chefes do Executivo desde 2003 e, por conta disso, fizeram com que o PT tivesse um "papel mais relevante" nos esquemas criminosos até de outros partidos, como o PMDB de Michel Temer e o PP.
 
Dilma e Lula são indiciados por Janot especialmente por terem aderido ao presidencialismo de coalizão e distribuído cargos a aliados. No caso, a "quadrilha do PMDB" se aliou ao PT e penetrou na Petróleo, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil, entre outros.
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Procuradores usaram documentos possivelmente falsos para interrogar Lula

Defesa afirma que ex-presidente deixou de responder perguntas de Moro e do Ministério Público por 3 razões. Entre elas está a possibilidade de adulteração em documentos usados pela acusação
 
 
Jornal GGN - Tão logo os vídeos do segundo depoimento de Lula a Sergio Moro caíram na internet, na tarde de quarta (13), parte da grande mídia fez questão de destacar em manchetes que o ex-presidente não quis responder a "várias perguntas" do juiz e dos procuradores de Curitiba. Só esqueceram de dizer que a defesa deu 3 razões para isso, e uma delas é que Lula foi abordado com documentos possivelmente falsos.
 
"Foram feitas perguntas com base em papéis que a defesa questionou. Já haviamos apontado a existência de indícios de falta de origem ou adulteração dos documentos e até o momento não existe nenhuma resposta sobre se os documentos são idôneos", disse o advogado Cristiano Zanin.
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Funaro diz que Temer, Cunha e Padilha usavam advogados para monitorar delação

Foto: Gustavo Miranda/Agência O Globo
 
 
Jornal GGN - O operador do PMDB Lúcio Funaro detalhou logo no primeiro anexo de seu acordo de delação premiada a suspeita de que o grupo de Michel Temer e Joesley Batista, da JBS, tinham um pacto para comprar seu silêncio. 
 
De acordo com o depoimento, o "Planalto", na verdade, vinha monitorando as conversas de Funaro com o Ministério Público através de advogados. Funaro afirma que o atual defensor e amigo de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, seu antigo advogado, foi o responsável por vazar ao presidente a informação de que ele buscava um escritório especializado em delações.
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Lula diz na cara de Moro que ele não foi um "juiz imparcial" no caso triplex

Ex-presidente também disse, diante dos procuradores de Curitiba, que eles são vítimas do aprisionamento da grande mídia e são obrigados a fazer qualquer negócio para conseguir sua condenação

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse, na cara do juiz Sergio Moro, que o julgamento do caso triplex não foi imparcial. A manifestação ocorreu na tarde desta quarta (13), durante o segundo depoimento do petista na Justiça Federal em Curitiba, agora por causa de um processo que envolve suposto pagamento de propina da Odebrecht.

Após cerca de 2 horas de interrogatório, Lula disse a Moro que queria terminar a audiência com a seguinte pergunta: "Eu posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que vim a Curitiba prestar depoimento a um juiz imparcial?"

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Folha bate em Cardozo com denúncia sem prova enquanto afaga o IDP de Gilmar

A reportagem tem 19 parágrafos, sendo que os repasses da JBS ao IDP de Gilmar Mendes ocupam 10 deles. Os outros 9 são destinados à acusação aparentemente frágil de Joesley Batista ao escritório de Marco Aurélio Carvalho, envolvendo um contrato assinado quando o advogado ainda não era sócio de José Eduardo Cardozo. Mas quem a Folha escolhe para emprestar o nome a um título explosivo? O ex-ministro da Justiça e advogado de Dilma Rousseff (PT)
 
 
Jornal GGN - A reportagem "Joesley diz que fez contrato fictício com sócio de Cardozo", publicada pela Folha de S. Paulo na tarde desta segunda-feira (11), é caso exemplar da seletividade da grande mídia. 
 
A reportagem tem 19 parágrafos, sendo que os repasses da JBS ao IDP de Gilmar Mendes ocupam 10 deles. Os outros 9 são destinados à acusação aparentemente frágil de Joesley Batista ao escritório de Marco Aurélio Carvalho, envolvendo um contrato assinado quando o advogado ainda não era sócio de José Eduardo Cardozo. Mas quem a Folha escolhe para emprestar o nome a um título explosivo? O ex-ministro da Justiça e advogado de Dilma Rousseff (PT).
 
Folha começou tratando do caso Gilmar nos parágrafos 5, 6 e 7, mas fazendo questão de esclarecer que, para a JBS, os patrocínios ao IDP é uma questão completamente legal. 
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Mosquito do "pensei melhor, seu juiz" também picou dono de imóvel alugado a Lula

Jornal GGN - O mosquito do "pensei melhor, seu juiz" não picou apenas os pretensos delatores Léo Pinheiro e Antonio Palocci. Primo distante de José Carlos Bumlai, Glaucos da Costamarques também decidiu mudar seu depoimento sobre os fatos relacionados a um dos processos contra Lula que tramita nas mãos do juiz Sergio Moro. 

Em vídeo divulgado no canal do Estadão no Youtube, Glaucos agora relata que comprou um apartamento vizinho ao de Lula, em São Bernardo do Campo, em meados de 2010, a pedido de Bumlai. Era para ser um "empréstimo", pois Bumlai alegou não ter dinheiro à época para efetuar a compra, que girou em torno de R$ 504 mil.

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Quando o "follow the money" é substituído por delações

Segundo Marcelo Odebrecht, não adianta nada que a defesa de Lula ou de outros réus tenham acesso aos sistemas Drousys ou MyWebDay, usados para controlar pagamento de propina, porque o "overload" de dados demanda um “empresário” (leia-se delator) para tradução

 

Jornal GGN - O mais novo embate travado entre a defesa de Lula e os procuradores de Curitiba em torno dos sistemas Drousys e MyWebDay, usados para controle de pagamento de propina pela Odebrecht, é o pano de fundo para uma das declarações mais temerárias que um réu colaborador da Lava Jato fez diante do juiz Sergio Moro.

Ao depor em Curitiba, no âmbito do processo em que Lula é acusado de receber um imóvel para o instituto que leva seu nome, entre outras vantagens indevidas, Marcelo Odebrecht praticamente disse que o destino do ex-presidente e de quem quer que seja acusado de receber propina paga pelo tal do "setor de operações estruturadas" está nas mãos dos “empresários” - leia-se, portanto, dos delatores.

O "follow the money" foi substituído por declarações que se provam com mais declarações.

O embate ocorre porque os advogados de Lula querem acessar o Drousys (que servia à comunicação da equipe que operava os pagamentos) e o MyWebDay (de controle financeiro) para provar que o petista não está entre os beneficiários de propina da Odebrecht. Mas a Lava Jato de Curitiba alega que não tem acesso à íntegra dos documentos e, Moro diz, por sua vez, que a palavra dos procuradores “merece fé”.

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