Luis Nassif: não ser ou não ser

    -> atacando pesadamente Wadih Damous e Paulo Pimenta, os parlamentares que mais investiam contra a Lava Jato

     

    “E é assim que a consciência nos transforma em covardes, é assim que a força inicial de nossas resoluções se debilita na pálida sombra do pensamento e é assim que as empreitadas de maior alento e importância deixam de ter o nome de ação.”

    em algum trecho de “Hamlet”, eis a questão: poderia ter sido, mas nunca será – por vontade própria.

    esta é a segunda vez que Nassif tenta, sem provas, assassinar a reputação de Romulus – que por sinal começou aqui no GGN.

    o sucesso da Duplo Expresso se deve a ter atendido uma demanda que inclusive este GGN foi incapaz de fazer: a busca de uma radicalidade política coetânea de tempos políticos radicais.

    foi assim que o GGN definhou, principalmente na participação dos leitores.

    enquanto o Duplo Expresso se convertia naquilo que o GGN sempre poderia ter sido, mas preferiu não ser, Nassif continua vagando perdido no tempo e no espaço em busca de um centro político que já não há, desde as Eleições de 2014 ao menos, e tão cedo não voltará a existir.

    os dois parlamentares citados são o que há de pior no campo da auto-denominada Esquerda: políticos profissionais, burocratas de partido, carreiristas aproveitadores, sem qualquer compromisso autêntico com as bases da sociedade, visando tão somente sua manutenção como de ocupantes de cargos públicos regiamente remunerados.

    ainda mais escandaloso do que o caso de Angola, temos aqui mesmo o escândalo dos escândalos, o pior tipo de corrupção: uma Esquerda e um campo “progressista” que nunca tiveram a mais longínqua intenção de efetivamente lutar contra o Golpe de 2016 – sendo Lulinha Paz e Amor o grande mentor desta derrota consentida.

    errar uma vez dá prá relevar, a renitência no erro não: vá para o inferno, Nassif.

    p.s.: postado agora no GGN.

    https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-lava-jato-e-a-corrupcao-de-angola-capitulo-3-o-papel-das-instituicoes-multilaterais/#comment-1228321

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