…sobre o maior lutador e a maior luta da História…

    …sobre o maior lutador e a maior luta da História…
    (sobre o post “O maior combate do boxe completa 45 anos”, por Luis Nassif)
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    Olá, Nassif!!! Também considero esse o “combate do século”, aliás, eu o chamaria sem favor algum de “O combate da História!…”

    Foi a vitória do talento genial, raro, único, contra a força bruta e selvagem desprovida dessa característica: o talento especial.

    Muhammad Ali não foi “apenas” o mais genial lutador de boxe de todos os tempos: foi, de longe, o de mais e maior personalidade, era provido daquele narcisismo essencial aos vencedores em qualquer esporte. É esse narcisismo que, nessas pessoas, lhes dá uma autoconfiança e uma frieza absurdas, quase desumanas…
    Não passa em suas cabeças a hipótese da derrota, do “não conseguirem” realizar o grande feito e., com ele, a glória que julgam mais do que merecida.

    No Brasil, quem mais se assemelhou na carreira a Muhammad Ali nesse aspecto – o narcisismo acompanhado por uma natural e infinita autoconfiança – foi Romário. Quando o comparamos com Zico, por exemplo, um craque mais completo do que ele, quando vemos as expressões corporais, as falas, os olhares, essa diferença fica nítida. Muhammad Ali e Romário tinham aquele “atrevimento extra”, de olharem para si mesmos e se acharem quase invencíveis, quase passíveis de conquistarem quaisquer vitórias em suas carreiras… Muitas vezes, é o detalhe que faz com que um determinado atleta se supere na hora dos maiores desafios.
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    Foi esse “narcisismo básico e natural” que trouxe ao grande Ali a frieza, a naturalidade, a inteligência monstruosa com que lutou contra o gigante dos gigantes no quesito força bruta: George Foreman.

    Cansou-o, instigou-o, minou-lhe a certeza da vitória fácil, esperada por todos, nocauteou essa certeza de Foreman antes dos socos que terminaram a luta…

    O bailarino dos ringues, o maior lutador de todos os tempos, uma leveza inimaginável para um peso pesado, um mestre na estratégia: foi a vitória de sua personalidade toda-inteira contra aquele que era “apenas” o lutador da força mais descomunal de todos os tempos.

    Nunca mais haverá outro Muhammad Ali. Nunca mais haverá luta igual…